ESCONDIDINHO DO ALEXANDRE

Meu amigo Alexandre Loureiro é daquelas pessoas que a gente sente uma alegria enorme em conviver.

Trabalhamos há quase 10 anos juntos no Positivo (TE), (ver post Primavera Chegando, de 12-09) e nos divertimos trocando receitas e informações.

Essa receita de hoje foi ele quem preparou e fez as fotos, mas ainda tem outra que ele está me devendo e que é maravilhosa também.

Aguardem!

receita do Ale 5

INGREDIENTES

PARA O PURÊ

2 batatas doces grandes

1 xícara de leite

1 caixinha de creme de leite

2 colheres (sopa) de manteiga

noz moscada, sal e pimenta do reino-a gosto

PARA O RECHEIO

500 gramas de carne moída

2 cebolas

3 dentes de alho

1 pimentão vermelho

salsa e cebolinha- a gosto

Cozinhe as batatas doces com casca até ficarem macias.

Após cozidas, retire as cascas e passe por um espremedor.

Numa panela, em fogo baixo, junte todos os ingredientes, menos o leite que vai acrescentando aos poucos, mexendo sempre até formar um creme.

Reserve.

receita do Ale 2

 Frite em azeite o alho e cebola e depois o pimentão.

Junte a carne moída e acrescente os temperos que desejar.

Num refratário, regue o fundo com um pouco de azeite e espalhe a carne.

receita do Ale

Cubra com o purê ainda quente.

Polvilhe queijo ralado e leve ao fogo brando (180º) para gratinar.

receita do Ale 4

Observação: Esse escondidinho pode ser feito com outro recheio, como: atum, frango, camarão ou legumes refogados.

 

A CHEGADA DA GELADEIRA

É inacreditável!

Nesses tempos de hoje em que nesse exato momento uso um computador para escrever, falo com minha filha na África como se ela estivesse aqui na esquina e vejo folhas saindo do fax, começo a lembrar das dificuldades que tínhamos há pouco tempo atrás.

Quando eu tinha meus nove anos (parece que foi ontem), vivia com minha família em uma pequena cidade do interior do Paraná, Sengés.

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Lembro de um rio que atravessava a cidade e passava bem nos fundos de casa; de um cinema que funcionava atrás de um bar com cadeiras que mudávamos de lugar a nosso bel prazer.

Lá assisti filmes ao lado de minha mãe, que adorava cinema.

“A Fonte dos Desejos” e “Marcelino Pão e Vinho” foram alguns.

Lembro da escola onde estudava e “briguei de puxar cabelo” pela primeira e última vez em minha vida, por causa de uma colega que insistia em caçoar da maneira com que eu respondia a chamada: “presentiii”.

Era meu jeito “mineirês” de falar (hoje isso seria chamado de bulling)…

E tinha a nossa casa.

Grande, de esquina, no final de uma descida onde, numa manhã, um caminhão sem freios entrou por dentro dela fazendo enorme estrago!

Ainda bem que não brincávamos na varanda naquele momento!

E foi, num belo dia, que ao olharmos pela janela, vimos uma carroça trazendo da loja a nossa tão sonhada geladeira!

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Papai já nos contara a novidade e esperávamos aflitos esse dia chegar.

Ela foi colocada triunfalmente em nossa sala de jantar!

A cozinha era pouco para ela!

Meu pai a ligou na tomada, mamãe passou um pano com cuidado e colocou as forminhas com água para fazer gelo enquanto nós ficávamos ali olhando e esperando como “galinhas chocas” ele ficar pronto.

Como éramos felizes em nossa simplicidade!

Acabamos ficando todos com dor de garganta pois nunca roemos tanto gelo e tomamos tanta água gelada!

Ontem passei por uma loja de eletrodomésticos e fiquei pasma com a sofisticação e preço das geladeiras modernas!

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Na minha mente veio aquela cena da carroça trazendo aquele hoje “elefante branco” que nos deixou maravilhados.

Por certo, daqui há alguns anos, alguma pequena menina de hoje, vai escrever uma crônica sobre certas geladeiras de sua infância que nem sabiam falar…

(Do meu livro Confidências ao Meio Dia”)

Imagem de Sengés: http://www.rotadostropeiros.com.br

TORTA SACHER

A Torta Sacher é o bolo mais celebrado e famoso do mundo.

Foi criada em 1832 pelo austríaco Franz Sacher.

O que chama a atenção é o contraste do chocolate com o damasco.

Eu inovei a receita: como tenho uma filha, Fabiane,  que não come damasco, na hora de rechear fiz metade com doce de leite e a outra tradicional.

Enquanto eu comia uma parte, ela se deliciava com a outra…

Para tudo dá-se um jeito!

torta sacher (2)

INGREDIENTES

MASSA

1 tablete de chocolate meio amargo picado

100 gramas de manteiga

1 lata de leite condensado

6 ovos

3 colheres (sopa) de açúcar

2 xícaras e meia de farinha de trigo

1 colher (sopa) de fermento

RECHEIO

1 vidro de geleia de damasco

COBERTURA

1 tablete de chocolate meio amargo picado

1 lata de creme de leite

Derreta o chocolate em banho maria e reserve.

Bata a manteiga na batedeira e quando estiver cremosa, acrescente o leite condensado em fio e as gemas uma a uma, batendo sem parar até obter um creme leve e fofo.

Junte o chocolate derretido, bata um pouco e retire.

Acrescenta a farinha de trigo e o fermento e reserve.

Bata as claras em neve e acrescente  o açúcar batendo até ficar um suspiro firme.

Junte à mistura de chocolate e misture delicadamente.

Despeje em uma forma de aro removível untada e enfarinhada.

Asse em forno baixo (150º), pré aquecido, por mais ou menos 45 minutos.

Espere esfriar dentro do próprio forno.

(A massa é bem delicada e tem que esfriar mesmo).

Corte ao meio e recheie com a geleia de damasco.

Cubra com: aqueça o creme de leite com o chocolate (sem ferver) mexendo até derreter.

torta sacher

Ótimo para fazermos na Páscoa!!!

 

 

 

 

PARA REFLETIR

Essa semana vi uma foto no face book que me chamou atenção,  justamente por ter conversado sobre isso recentemente.

piano

Minha filha Viviane que, como já contei anteriormente em vários textos (o último em 16-10 em “Dia Mundial da Alimentação“) que mora em Luanda, Angola, me contou sobre uma criança de lá  que escreveu um poema sobre o racismo.

Fiquei muito impressionada e segue abaixo para lerem.

QUANDO EU NASCI, ERA PRETO;

QUANDO CRESCI, ERA PRETO;

QUANDO PEGO SOL, FICO PRETO;

QUANDO SINTO FRIO, CONTINUO PRETO;

QUANDO ESTOU ASSUSTADO, TAMBÉM FICO PRETO,

E, QUANDO EU MORRER, CONTINUAREI PRETO!

—–

E VOCÊ, CARA BRANCO

QUANDO NASCE, VOCÊ É ROSA;

QUANDO CRESCE, VOCÊ É BRANCO;

QUANDO VOCÊ PEGA SOL, FICA VERMELHO;

QUANDO SENTE FRIO, VOCÊ FICA ROXO;

QUANDO VOCÊ SE ASSUSTA FICA AMARELO;

QUANDO ESTÁ DOENTE, FICA VERDE;

QUANDO VOCÊ MORRER, VOCÊ FICARÁ CINZENTO.

—–

E VOCÊ VEM ME CHAMAR DE HOMEM DE COR?

Angola

(Minha neta Isadora brincando com as crianças em uma praia de Luanda)

Imagino o que essa criança passou para escrever palavras tão duras! 

“O racismo é a tendência do pensamento, ou o modo de pensar, em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras, normalmente relacionando características físicas hereditárias a determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. Essa separação ou distância social e física é oriunda de fatores biológicos e sociais: raça, riqueza, educação, religião, profissão, nacionalidade.” (Wikipédia)

Essas fotos foram tiradas agora no começo do mês e me enviadas.

Não é fantástico como as crianças brincam, sorriem e interagem sem qualquer sombra de diferenças entre si?

Angola 2

Tomara possamos transmitir conceitos bons, de harmonia, paz, respeito aos nossos filhos e netos!

E, como um dia falou Bob Marley: “enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”.

Não podemos e nem devemos deixar isso acontecer, portanto, reflitam sobre isso!

 

 

MEU CARRETEIRO

Acho muito bom quando faço uma carne assada e sobra um pedaço.

Ou de churrasco, aquela alcatra macia.

Já separo e congelo pensando: vai dar um ótimo carreteiro!

E é assim que faço e não tem quem não coma e repita!

Nessa última vez que fiz, usei minha panela elétrica.

carreteiro

INGREDIENTES

sobra de alguma carne assada (usei fraldinha que estava congelada)

1 pedaço de bacon

4 dentes de alho (amassados)

2 cebolas (picadas)

2 linguiças calabresas (em rodelas)

sal, pimenta do reino

1 caldo de carne

2 xícaras de arroz

carreteiro 2

Corte a carne em pedacinhos e reserve.

Frite o bacon picadinho, junte o alho e depois a cebola.

Se o bacon soltar pouca gordura, junte um pouquinho de óleo.

Junte a linguiça e frite mais um pouco.

Acrescente a carne, o caldo de carne e o arroz.

Vá colocando água fervente aos poucos até o arroz ficar cozido.

Se gostar jogue cheiro verde picadinho por cima.

carreteiro 3

Fica “bom demais da conta”!!!

 

 

 

 

MULHERES SOZINHAS

Como ainda estamos celebrando o Dia da Mulher, segue essa poesia que fala da mulher sozinha por opção, um direito adquirido!

compras-mulher-desenho

Mulheres Sozinhas

Eu as vejo sempre

em todos os lugares.

Nas ruas

andando com pressa,

no volante do carro,

nas mesas de bares.

—–

São muitas

e de todas as idades.

Correm nos parques,

jogam nos bingos,

dançam nas festas,

vão orar aos domingos.

—–

Faço parte delas.

Dessas mulheres sozinhas.

Que lutaram, suaram,

que curtem a liberdade,

que preservam a intimidade,

que decidiram por si.

—–

Mas à noite, no quarto,

quando vou me deitar,

quero o cheiro, o braço,

do homem que escolho,

como travesseiro,

prá dormir e sonhar…

mulheres 1

(Do meu livro “Um Pouco de Mim”, em 1999)

Imagens: 1) juartenapraia.blogspot.com; 2) patycarlafreitas.wordpress.com

 

BOLO DE CENOURA DA FABI

Uma das vantagens de ficar em casa (com atestado) recuperando de uma cirurgia é a de ser paparicada.

Como tenho dois filhos morando fora, sobrou para a Fabiane “cuidar” de mim.

E foi isso que ela fez fazendo compras no mercado para mim, arrumando minha cama e casa, preparando o café e…dormindo em um sofá nada confortável.

E ainda fez esse bolo para esperar minhas visitas.

Eu mesma nunca me atrevo a fazê-lo porque desde que ela começou a fazer (e muito bem) a tarefa ficou para ela.

Por isso o nome, bolo de cenoura da Fabi.

bolo de cenoura (1)

INGREDIENTES

2 cenouras grandes

3 ovos

1/2 xícara de óleo

1 e 1/2 xícaras de açúcar

1/2 xícara de maisena

1 e 1/2 xícaras de farinha de trigo

2 colheres (sopa) de fermento

Bata em liquidificador os três primeiros ingredientes (cenouras, ovos e óleo).

Retire e coloque em uma tigela.

bolo de cenoura (2)

Junte o açúcar, maisena e farinha e, por último o fermento.

Mexa delicadamente e leve para assar em forma untada, forno médio por mais ou menos 40 minutos.

bolo de cenoura (4)

Enquanto assa, prepare a calda:

4 colheres (sopa) de leite

4 colheres (sopa) de Nescau

6 colheres (sopa) de açúcar

Leve ao fogo até dissolver e dar uma fervida.

Espalhe sobre o bolo ainda quente.

Maravilhoso com um cafezinho!!!

PEDRAS, PRÁ QUE TE QUERO???

Que saudade de escrever para vocês!!!

Foram exatamente 10 dias afastada e como demorou a passar…

Coisas acontecem meio de repente em minha vida e assim foi que no meio da noite tive uma crise de dor que só passou com o famoso Buscopan na veia em pleno Pronto Socorro.

Aí foi aquela correria atrás de médico, exames (muitos), liberação de plano de saúde, consulta com anestesista, até  ser feita a cirurgia de Vesícula.

pedrinhas

E aí estão elas, as famosas pedrinhas que embora pequenas deram bastante trabalho (e dor).

Agora estou em casa restabelecendo devagar e fazendo o que gosto: assistindo muitos filmes, fazendo tricô, jogando, lendo e esperando ficar totalmente bem.

Aí foi que me lembrei de meu conterrâneo Drummond e sua poesia “No meio do caminho”.

Fiquei matutando comigo mesma (porque nunca entendi o que ele repetia tanto sobre essas pedras no caminho) se essas pedras as quais se referia não seriam “pedras na vesícula”?

Quem sabe?

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

—–

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.

Drummond

É…no meio do meu caminho apareceram várias pedras…

Por isso…pernas, prá que te quero (agora sim uso as pernas!)

Pedras?

Nunca mais!!!

 

ATÉ QUE ENFIM…PASTEL!

Demorei tanto para colocar essa receita, sendo que o nome do blog é esse…

Mas isso é porque fazer pastel hoje em dia é tão fácil…difícil era na minha infância (ver crônica do dia 23 de maio, O Recheio do Pastel).

O caso é que minha filha Viviane, comprou um utensílio super prático para fazer essa coisa tão boa!

Vou mostrar o passo a passo e em seguida dou a receita, OK?

pastel 1

pastel 2

pastel 3

pastel 4

pastel 5

pastel 6

INGREDIENTES

1 pacote de massa para pastel

1 caixa de frango desfiado Vapza

azeitonas

1 vidro de requeijão cremoso

óleo, alho, cebola, sal e pimenta do reino (a gosto)

Coloque um pouco de óleo em uma panela, frite o alho, cebola, junte o frango desfiado e tempere com sal e pimenta.

Retire e junte o requeijão.

Pegue uma massa, umedeça a borda com água e coloque o recheio e uma azeitona em cima.

Feche bem e com um garfo aperte todo o lado da massa (isso se você não tiver essa novidade que mostrei nas fotos).

Frite e escorra em papel toalha.

Observação: no dia em fiz esses pasteis, minha neta Isadora é quem foi colocando as azeitonas em cima do recheio…coisa mais linda!!!

DUNGA, O ANÃO QUE NÃO ERA MUDO

Há muitos e muitos anos atrás, dois irmãos muito amigos, começaram a escrever histórias.

E entre todas que escreveram a que mais gosto é a de Branca de Neve e os Sete Anões, não, por acaso, eu ser um deles…

Até aí tudo bem.

Como sou o mais novo dos sete, minha barba ainda não tinha aparecido como a dos outros e, por isso, fiquei diferente.

Dunga

Aí surge o Walt em nossas vidas!

Uma pessoa fabulosa que transformou nossa história em um filme de desenho animado que fez um sucesso estrondoso em todo o mundo.

Só que na hora de gravarem as vozes dos personagens, cada um ficava bem com a escolhida, menos eu… parece que ninguém tinha uma voz que combinasse comigo…

Então, Walt Disney me deixou mudo!

Fiquei conhecido como Dunga, o anão mudo!

Mas vou contar agora, porque falo, e muito, algumas coisas sobre a história que somente eu sei.

Branca de Neve era realmente linda!

E muito boazinha!

Depois de tudo o que ela passou nas mãos daquela madrasta malvada, ela chegou a nossa casa levada pelos animaizinhos da floresta.

Quando voltamos do trabalho na mina, a encontramos dormindo em nossas camas.

É claro que nos assustamos!

Mas a medida que os dias passavam nos afeiçoamos a ela como uma irmã mais velha.

Foi comigo que ela dançou uma valsa pela primeira vez.

E era eu quem dava palpites na sua comida porque, aqui entre nós, esse não era seu forte.

Foi por querer experimentar uma receita de torta de maçãs é que ela abriu a porta para uma velhinha (que não era outra se não sua madrasta transformada) deixando-a entrar.

E mordeu a maçã envenenada.

Claro que choramos muito.

Mas vou contar mais uma coisa: fui eu quem foi atrás do príncipe que estava caçando por ali, contando sobre o ocorrido e trazendo-o até a clareira onde estava Branca de Neve adormecida.

Ele chegou, ajoelhou-se ao lado dela, beijou-a e o encanto se quebrou.

Foram embora montados em um cavalo branco.

E sabem quem escreveu a última frase da história?

Eu, é claro e o que escrevi foi:

“E viveram felizes para sempre!”

walt4

(Baseada na história de Branca de Neve e os Sete Anões dos irmãos Grimn)

Imagens: 1) pt-br.disney.wikia.com; 2) fe.epaentretenimento.com