21 DE MARÇO: DIA MUNDIAL DA POESIA

“O Dia Mundial da Poesia celebra-se todos os anos a 21 de março. A data foi criada na 30ª Conferência Geral da UNESCO em 16 de novembro de 1999.O Dia Mundial da Poesia comemora a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação. A data visa a importância da reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades de cada pessoa. Isso porque a poesia contribui para a diversidade criativa, inferindo na nossa percepção e compreensão do mundo.”-(Calendarr)

Falar como gosto de poesia é “chover no molhado”, como se diz.

Desde muito nova (9 anos), já lia poesias de Gonçalves Dias, Castro Alves e outros em um livro do meu pai, mas só comecei a escrever mesmo depois de muitos anos.

Então, segue abaixo mais alguns vídeos de poesias minhas que leio para vocês.

Viva a Poesia!!!

Viva os Poetas que trazem a beleza da palavra aos corações!!!

“PORQUE, NOUTRO TEMPO, ÉREIS TREVAS, MAS, AGORA, SOIS LUZ NO SENHOR; ANDAI COMO FILHOS DA LUZ.” Efésios, 5- 8

DEZEMBRO E SEU COMEÇO

Só se passou 10 dias desse mês e como já tenho mil coisas para contar!

Dezembro é assim mesmo: parece que é até mais curto que os demais porque acumula festas, encerramentos, amigo secreto, compras, viagens, etc.

No dia 02, comemoramos os 25 anos da AME (Associação Mourãoense de Escritores) e o lançamento de mais um livro!

Escreverei sobre essa Antologia em uma próxima vez.

Na foto acima, temos a Iza como mestre de cerimônia, a Silvania, presidente da AME, Luciana, representando o Secretário de Cultura Roberto Cardoso, Dalva, presidente da AML e Rosinaldo, presidente da AMEM (Associação Mourãoense de Escritores Mirins). E logo abaixo, Silvania.

Na primeira foto, recebo das mãos da Luciana, o livro “Entre Letras e Lentes” do qual faço parte; na segunda foto aproveito para fazer uma pose com ele…

Aqui já virou festa: com amigos, com Giselta e com Fátima.

Muita animação e encontro de pessoas que não se viam há bastante tempo.

No dia 03, fui convidada para integrar a comissão de avaliação do Primeiro Concurso de Poesias “Girassóis em Versos” da Escola Municipal São José, em Peabiru.

Foi uma live apresentada pelo nosso confrade Fábio, organizador desse evento e do também confrade Arleto.

Nessas fotos, os três avaliadores do concurso: Marlene, Gilmar e eu.

Foram inscritos 50 poemas de alunos do referido colégio e 43 poemas do público em geral, com pessoas de vários estados do Brasil e até do exterior, como Portugal, Itália e Moçambique.

Foi muito bom ter participado para ver a quantidade de poetas que temos e especialmente o talento das crianças, com certeza, futuros poetas.

E, no dia 04, tivemos o jantar de confraternização da nossa AML, com direito a amigo secreto e tudo mais.

Na primeira foto, a mesa com os presentes: TODOS LIVROS!!!

Na segunda e terceira fotos o padre Jurandir Aguilar, nos presenteia com sua mensagem de amizade e nos fala sobre o Natal de Jesus.

Aqui a revelação dos amigos: eu tirei a Nelci e a esposa do confrade Leandro me tirou.

Na primeira foto, uma visão geral das pessoas, na segunda, o padre Jurandir e nossa Presidente, Dalva, na terceira a amiga Ester e eu.

Encerrando, todos os presentes, tanto da AML como alguns convidados.

Isso tudo ainda nesse começo de mês!

Haja disposição!!!

“O QUE É JÁ FOI; E O QUE HÁ DE SER TAMBÉM JÁ FOI; E DEUS PEDE CONTA DO QUE PASSOU.” Eclesiastes, 3- 15

A POESIA EM MIM

Um dia desses, eu falava para mais ou menos 100 estudantes da oitava e nona séries de um colégio, sobre…poesia.

Comecei contando que aos 10 anos já lia um livro do meu pai que se chamava : “Grandes Poetas Românticos do Brasil”.

E aí já me encantava com os versos épicos de Gonçalves Dias em Juca Pirama, com as aventuras de Navio Negreiro contada por Castro Alves, com o romantismo de Olavo Bilac em Via Láctea, que declamei para eles.

Ouvidos atentos e eu tentando encantar.

Falei então.

-Para começar a escrever você tem que ler muito, vários assuntos e diversos autores. Aos poucos vai pegando o jeito e acaba escrevendo algo que às vezes pode nem achar muito bom, mas que deve procurar guardar em uma gaveta ou uma caixa.

Dali um tempo, lê novamente e vai vendo que até que estava bem interessante. Ou não…

Continuei contando que, um belo dia, há muito tempo atrás, juntei muitas poesias escritas e guardadas e mostrei a meu companheiro nessa época, que eu julgava ser muito inteligente, para dar uma opinião sobre elas.

Pois bem.

Fiquei na maior aflição aguardando sua palavra que pensava ser muito importante para mim.

E foi, não da maneira que eu esperava, mas foi!

Ele leu, tirou os óculos, olhou para mim e disse:

-Fraquinhas!

Pensam que desisti? Pois foi aí que me tornei mais forte!

Bem, o “casamento” acabou, mas meu primeiro livro “Um Pouco de Mim” saiu logo depois pela Fundação Cultural no ano de 2005.

Aplausos!

O importante é não desistir, continuar lendo, aprendendo, escrevendo.

Muitas vezes a poesia surge quase pronta em nossas mentes e aí você tem que correr para colocá-la no papel.

Às vezes demora a acontecer e você então procura frases, palavras e rimas até achá-las de repente o que torna mais vivo esse poeta dentro de nós.

E, outras vezes ainda, você fica tão competente que começa a trabalhar com as palavras fazendo um jogo com elas, como é o caso desse pequeno poema meu:

MUDANÇAS

FULANO ESCREVE ASSIM,

SICRANO ESCREVE ASSADO, 

BELTRANO ASSIM E ASSADO.

EU ASSO ENQUANTO ESCREVO

E QUASE O DEIXO PASSADO.

MAS NÃO PASSOU,

O TEMPO.

O QUE ESCREVO MUDOU,

COMO EU.

É uma magia, uma teimosia que nos faz querer escrever, poetizar sem parar.

Espero que com minhas palavras, tenha despertado em alguns, o poeta adormecido que espera em algum momento, despertar.

NEM TODO O QUE ME DIZ: SENHOR, SENHOR! ENTRARÁ NO REINO DOS CÉUS, MAS AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS.”Mateus, 7-21

 

 

AH, ESSES POETAS INCOMPREENDIDOS…

Há muito tempo atrás, fui assistir a um júri em uma pequena cidade do interior, onde a promotora era minha amiga.

Ela era bem jovem e bonita e nesse dia se arrumou, como sempre, colocando uma peruca longa (usávamos muito, nesse tempo) e com a faixa vermelha sobre a beca, a saia ficando um pouco mais curta.

Nada de chamativo!

Pois bem, o advogado em sua fala, deu a entender claramente aos jurados, que eles iriam votar a favor da promotoria por ela ser uma bela mulher.

Na réplica, essa minha amiga levantou, parou em frente aos jurados, arrancou com fúria a peruca, tirou a faixa que segurava a toga, essa caindo para bem abaixo dos joelhos e falou:

– Estou tirando meus artifícios de mulher, para que vocês jurados me vejam como a profissional que sou!

Ela ganhou a causa!

Por que estou a contar isso?

Por um fato que aconteceu comigo essa semana.

Fui convidada pela AME (Associação Mourãoense de Escritores) para enviar um poema a ser colocado na página que temos no facebook.

De outra feita, eu já havia colaborado, mas enviei um poema do meu livro Um Pouco de Mim junto com minha foto.

Compartilhei em minha página e escrevi em cima: “momento romântico”.

Quase coloquei um “ka, ka ka”, mas acabei deixando como estava.

Qual não foi minha surpresa quando no dia seguinte vi uma centena de curtidas e comentários em minha página.

Mas, para a decepção da poeta aqui, quase todos falavam da minha foto e pouquíssimos sobre a poesia!

Claro que fiquei lisonjeada!

Quem não gosta de ser chamada de “linda” inúmeras vezes?

Mas ali era a poesia que precisava ter a atenção, ela era a estrela, a criação e não seu criador (no caso eu).

Por isso fiquei pensativa: o poeta quer que sua mensagem seja lida e entendida, que o sentimento dela transborde no coração do seu leitor.

Sem artifícios, sem fotos, somente palavras carregadas de significados e que encontre nos olhos de quem lê, a beleza ali contida.

Na idade em que estou, prefiro ser chamada de “talentosa” do que “linda”, mas se puder juntar as duas coisas, quem sou eu para contrariar meu público?

Da próxima vez, para garantir, vou enviar um poema sem foto!

Aprendi!

Observação: para quem tiver curiosidade de ler o poema, é só clicar aqui em Romantismo e para ver a foto em questão, clique aqui em “Ele Chegou“!

Imagens: 1) tripAdvisor; 2) freepik; 3) pinterest

” DIREI DO SENHOR: ELE É O MEU DEUS, O MEU REFÚGIO, A MINHA FORTALEZA, E NELE CONFIAREI.” Salmos, 91- 2

 

 

VOU VIRAR IMORTAL!!!

Pois é…

Dia 23 próximo, vou ter a honra de entrar para a ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS.

Mas o que vem a ser uma Academia de Letras?

“É uma instituição literária brasileira, fundada na cidade do Rio de Janeiro em 20 de julho de 1897 (Machado de Assis, Olavo Bilac, Ruy Barbosa entre eles).”

Por que seus membros são chamados de “Imortais”?

“A Academia é composta por 40 membros efetivos e perpétuos, por isso alcunhados imortais, sendo cada novo membro eleito pelos acadêmicos para ocupar uma cadeira vazia devido ao falecimento do último titular.”

(Brasão da AML)

A fundação da AML se deu em 08 de junho de 2001 e instalada em 21 de maio de 2002.

Quando pensei que aquela pessoa que escrevia tão despretenciosamente iria entrar para tão seleto grupo de imortais? 

Mas aos poucos a trajetória foi se desenhando…

Em um encontro com nossa poeta maior Helena Kolody; com a presença de Túlio Vargas, presidente da Academia Paranaense de Letras no lançamento do meu primeiro livro; em palestras sobre literatura; com novo lançamento de livro infantojuvenil; etc.

Meus leitores do blog que amam minhas receitas, vão precisar ter um pouquinho de paciência porque quero colocar fotos e fatos importantes desse dia da minha posse.

Estou muito feliz!

“…PORQUE O SENHOR, VOSSO DEUS, É PIEDOSO E MISERICORDIOSO E NÃO DESVIARÁ DE VÓS O ROSTO, SE VOS CONVERTERDES A ELE.” II Crônicas, 30- 9

 

 

CELEIRO CULTURAL

Outubro é um mês no qual comemoramos a cultura:

dia 12- Dia Nacional da Leitura, cujo objetivo dessa data é incentivar a prática da leitura entre jovens e adultos;

dia 20- Dia do Poeta, onde se celebra o profissional que pode e deve ser reconhecido como um artista escritor, que usa de sua criatividade , imaginação e sensibilidade para escrever, em versos, as poesias que faz;

dia 29- Dia Nacional do Livro, uma das invenções mais enriquecedoras do ser humano, que vem a ser o Livro!

E, nesse dia 19, fomos convidados (eu e mais 19 escritores), a participar do término do PROJETO CELEIRO CULTURAL MOURÃOENSE, no Colégio Estadual Dr. Osvaldo Cruz.

Que projeto encantador e tão importante!

À frente dele, duas pessoas de grande visão: Rosemere e Maria Pasquini, respectivamente diretora e coordenadora do projeto.

(Aqui, Maria Pasquini, eu e Rosemere)

Dias antes começamos a receber cartinhas dos alunos que tinham lido nossas obras e convidando para o evento.

A Leiriele do sexto ano, por exemplo, leu meu relato “Mãe África” do livro “Caminhos in Versos e Prosas VII” lançado esse ano pela AME (Associação Mourãoense de Escritores) da qual faço parte; o David, também do sexto ano, leu o conto “O Caso do Bilhete Perdido” que faz parte do livro também editado esse ano, “O Nasquimi Dourado e outras histórias“.

(Na primeira foto, as cartas recebidas; na segunda um mural com várias poesias dos autores presente e a terceira foto, a minha poesia também da Antologia citada e que foi declamada pelas alunas).

(Nessas fotos as alunas declamam poesias que decoraram para homenagear os autores)

O auditório estava repleto de alunos que se mostraram interessados e surpresos por conhecerem tantos escritores juntos!

Todos os autores presentes se apresentaram contando um pouco das suas trajetórias na literatura.

E aí começaram as perguntas: um pouco tímidas, mas que eram respondidas com muito carinho.

(Eu respondendo algumas das perguntas)

O ambiente foi de muita camaradagem entre todos os autores, porque conversar é preciso!

Depois dessa primeira parte fomos levados até as salas que já estavam organizadas com os alunos esperando para conversar “tête-à-tête” com os autores escolhidos.

(Na primeira e segunda fotos, o cartão que recebi; na foto maior, a cópia da”orelha”do meu livro de poesias “Um Pouco de Mim”)

Foram momentos muito gratificantes que pude passar com a “minha” turminha: o Vinicius, Kerolyn, Karin e Maria Eduarda respondendo mil perguntas!

(Na foto acima com a Luciana, diretora da Biblioteca Municipal Egydio Martello)

Que esses momentos possam se repetir muitas outras vezes com eles e que outros colégios possam seguir esse exemplo maravilhoso de amor a literatura!

“LOUVAI AO SENHOR, PORQUE ELE É BOM; PORQUE A SUA BENIGNIDADE É PARA SEMPRE.” Salmos, 136- 1

 

 

 

 

 

 

UM LUXO DE MEMORIAL!!!

E nesse domingo, 27 de maio, fomos visitar o MAAN (Memorial Dr.Antonio Agostinho Neto), inaugurado em 17 de setembro de 2012 com o objetivo de perpetuar a memória do primeiro Presidente Líder da Luta de Libertação.

(Já escrevi sobre ele em Conhecendo a Fortaleza de São Miguel)

Gente, é tudo grandioso, rico, maravilhoso!!!

Essa área externa tem uma avenida para desfiles de cerca de 500 metros, com uma área de tribuna de 2000 lugares e parque para 300 viaturas, numa área total de 18 hectares.

(Nessa foto um poema dedicado a um representante da Floresta, o Elefante, “um mais velho que atravessou as idades da Terra e ganhou sabedoria”).

(Ainda do lado de fora, uma estátua da libertação vista pelo olhar atento da minha neta Isadora).

(Logo na entrada o quadro acima mostra a chegada do Dr. Agostinho Neto ao aeroporto, um piano de cauda e sala).

Aqui tudo é grandioso: galeria de exposições, salas multiuso, administração, biblioteca/videoteca, biblioteca multimídia, centro de documentação, lojas e hall das autoridades.

O Presidente Dr.Antonio Agostinho Neto foi um homem de cultura e um defensor da arte (acima um de seus livros de poesia).

E espalhado por paredes e quadros, versos e mais versos:

“As minhas mãos colocaram pedras

nos alicerces do mundo

mereço o meu pedaço de pão.”

(Na primeira foto, sua assinatura; abaixo sua escrivaninha com seus pertences)

(Medalhas, cartas, quadros e roupas usadas por ele).

(Visitantes sendo monitorados por um guia).

 

(Observem, como já mencionei, a grandiosidade de tudo: mármore, vitrais e um bom gosto incrível).

Essa flor no centro do último andar, é a Welwitschia, conhecida como Polvo do Deserto e que só existe no deserto de Angola e Namíbia.

(Isadora entre as flores)

As suas grandes folhas, duras e muito largas, deitadas no chão, arrastam-se pelo deserto podendo atingir dois ou mais metros de comprimento.

É considerada uma espécie ameaçada, pois já existe desde o tempo dos dinossauros.

Em uma das grandes salas, se encontra o Sarcófago onde repousa os restos mortais de Agostinho Neto.

Não se pode entrar com câmaras fotográficas nem filmadoras, muito menos celular.

É de uma riqueza enorme, toda em mármore com o esquife ao meio rodeado de centenas de coroas todas preservadas!

E todos entram em silêncio (não se pode conversar nem tocar em nada) num sinal de respeito.

(Vista de cima onde se vê na primeira foto, ao fundo, a Assembleia Nacional de Angola).

(Aqui na segunda foto, já de volta para casa)

(Linda Luanda!)

A Bandeira que hoje flutua é o símbolo da liberdade, fruto do sangue, do ardor e das lágrimas, e do abnegado amor do Povo Angolano” (Discurso da Proclamação da Independência, 11.11.1975.

 

Obs: contém algumas informações da Wikipédia.

“TENHO OBSERVADO OS TEUS PRECEITOS E OS TEUS TESTEMUNHOS, PORQUE TODOS OS MEUS CAMINHOS ESTÃO DIANTE DE TI.”Salmos, 119- 168

 

 

 

 

 

FERNANDO PESSOA

Mais um texto lindo da minha filha Fabiane que nos leva passear por outros lugares desse mundão afora…
“Tenho em mim todos os sonhos do mundo”.
Com essa frase de Fernando Pessoa, que reflete muito o que eu sou, fui descobrindo um pouco mais desse poeta português, por quem minha mãe tem uma admiração gigante.
( Lisboa vista do Miradouro Senhora do Monte – cidade onde nasceu e
morreu Fernando Pessoa).
Morando em Lisboa, percebi o quanto sua obra é importante e reverenciada pelos portugueses.
Pessoa é considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa, e um dos maiores da literatura universal.
Diversos pontos da cidade relembram o poeta, locais por onde ele passou e que hoje prestam homenagem a esse lisboeta nascido em junho de 1888.
No Brasil Fernando Pessoa também é muito cultuado, mas confesso que pouco sabia da história da sua vida.
E descobri que temos ‘algo’ em comum: ele morou em Durban, na África do Sul, por cinco anos (eu moro em Cape Town, também na África do Sul, há dois anos e meio).
Ainda, ele adorava o café brasileiro. Por conta disso, frequentava no Largo do Chiado, em Lisboa, A Brasileira, um café inaugurado em 1905 e que vendia o genuíno café brasuca.
(Café brasileiro no A Brasileira, local frequentado por Pessoa e ponto
turístico no Largo do Chiado).
O café existe até hoje, e claro que estive lá.
O lugar preserva as características e móveis da época, com muito dourado, espelhos e grandes lustres.
Em frente ao estabelecimento há uma estátua em sua homenagem. Feita em bronze pelo escultor Lagoa Henriques, foi inaugurada em 1980, e representa Pessoa sentado à mesa na esplanada do café.
( Eu, batendo um papo com Fernando Pessoa!)
Também no Chiado fica a Livraria Bertrand, reconhecida pelo Guinness World, em 2011, como a livraria mais antiga do mundo em funcionamento.
Dividida em sete salas, cada uma tem um nome de um escritor famoso.
A Fernando Pessoa coube a sala sete, a última da livraria, onde fica o Café Bertrand. Na parede, um grande mural de Tamara Alves em homenagem ao poeta.
(Fernando Pessoa dá nome à sala sete, na mais antiga livraria em
funcionamento do mundo).
Um pouco acima do Chiado, no Largo do Carmo, um prédio pode até passar despercebido, já que em frente fica o Convento do Carmo.
O lugar é um antigo convento da Ordem dos Carmelitas da Antiga Observância. A construção, que foi a principal igreja gótica de Lisboa, ficou em ruínas no terremoto de 1755, e não foi reconstruído.
Atualmente as ruínas abrigam o Museu Arqueológico do Carmo, e visitar o local é voltar ao passado.
Fiquei encantada em ver o que restou do terremoto, e imaginar como era tudo antes.
Uma visita que vale muito a pena.
(Fachada do Convento do Carmo, vista que Pessoa tinha da sua
sacada).
Mas, voltando ao prédio que poderia passar despercebido…
Duas coisas chamam a atenção.
Na sacada do primeiro andar, uma figura feita em arame, usando uma
gravata borboleta e um chapéu, já intriga os observadores. Ao chegar à porta do prédio, a revelação.
Ali morou Fernando Pessoa, em 1911.
Atualmente o apartamento está vazio.
( Ainda hoje o poeta observa o movimento do Largo do Carmo).
( A placa indica onde Pessoa morou, em 1911).
Já no Campo de Ourique fica a Casa Fernando Pessoa, um espaço cultural inaugurado em novembro de 1933.
A ‘casa de poesia’, como é chamada, foi onde Pessoa morou nos últimos quinze anos de sua vida, de 1920 a 1935.
Fernando Pessoa faleceu em 30 de novembro de 1935, aos 47 anos, em
consequência de uma crise hepática.
Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de novembro: “I know not what tomorrow will bring” (Eu não sei o que o amanhã trará).
( Fachada da Casa Fernando Pessoa, um lugar de pura poesia).
“ASSIM RESPLANDEÇA A VOSSA LUZ DIANTE DOS HOMENS, PARA QUE VEJAM AS VOSSAS BOAS OBRAS E GLORIFIQUEM O VOSSO PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS.” Mateus, 5- 16