SERÁ VERDADE?

Um pequeno conto que poderá se tornar verdadeiro daqui alguns anos…

SERÁ VERDADE?

E aquela velha senhora sentou-se em sua cadeira de balanço e começou a lembrar. Devagar, porque agora em sua vida, não existia pressa para nada.

Seus bisnetos irrequietos não aguentavam a espera para ouvi-la contar histórias do seu passado distante.

– Bisa, conta logo! Pediu o menino de cabelos cacheados.

– Vai ser de medo? Não gosto de histórias que me fazem ter medo. Reclamou a bisneta mais velha.

– Vou contar uma história verdadeira que aconteceu há muito tempo atrás quando eu tinha a idade de vocês.

E ela começou e o silêncio reinou.

Era somente sua voz embalada no vai e vem da sua cadeira.

Num belo dia como outro qualquer, surgiu um mal em nosso mundo. Ele era invisível e muitas vezes mortal.

Tudo parou!

As pessoas não podiam sair de casa, se encontrar com amigos e muito menos abraçar porque esse vírus estava rodeando as pessoas para apanhá-las de jeito.

As escolas fecharam bem como as igrejas, parques, lojas, restaurantes, tudo foi fechado.

– Nossa, bisa, e como vocês faziam? Ficavam presos em casa? Perguntou o mais curioso.

Muitas vezes sim. Respondeu a bisavó. Sair significava não ver esse inimigo que podia entrar pelo nariz e boca nos deixando doentes. As pessoas não podiam ir ao trabalho e começou faltar dinheiro para comprarmos alimentos. Éramos obrigados a usar máscaras.

– O que? Tipo Homem Aranha? Perguntou o menorzinho.

– Mais ou menos, continuou a velhinha, e lavávamos as mãos centenas de vezes ao dia e ainda usávamos álcool nelas e nos móveis, fechaduras, pacotes. Tudo era muito difícil.

– Bisa, muita gente morreu por causa disso? Perguntou tristemente a menina.

– Sim, respondeu a bisa, milhares e milhares! Cada manhã chegavam mais notícias de pessoas contaminadas e os hospitais não davam conta de cuidar de tanta gente. O desespero só crescia!

Até que um dia, a vacina foi inventada!

– Ainda bem, que legal! Todos falaram juntos.

– Verdade, queridos! Sorriu continuando a contar. Mas ela foi vindo de pouquinho em pouquinho e todos nós enfrentávamos fila no desejo de sermos vacinados e ficarmos tranquilos.

Foi uma alegria quando todo o mundo pode tomar a vacina e por o vírus prá correr!

– Que sorte a nossa, né bisa, por não termos mais esse vilão por perto! Ponderou o mais velho.

Sim, falou a bisavó, nossa fé e esperança de que tudo iria passar, foi nossa salvação. É por isso que agora vocês podem usufruir dessa paz e tranquilidade em que o mundo se encontra.

Gostaram da história?

– Sim, muito! Obrigado, bisa! Respondeu o mais esperto que ao sair com os outros para as brincadeiras no quintal, pergunta: vocês acreditaram na história que a bisa contou? Acham que aconteceu tudo aquilo mesmo? Não sei não…

E a bisavó que ouvia tudo pensou com seus botões, será mesmo?

Imagens: 1) dreamstime; 2) Vecteezy; 3) BC boa consulta

“POIS ASSIM COMO POR UMA SÓ OFENSA VEIO O JUÍZO SOBRE TODOS OS HOMENS PARA CONDENAÇÃO, ASSIM TAMBÉM POR UM SÓ ATO DE JUSTIÇA VEIO A GRAÇA SOBRE TODOS OS HOMENS PARA JUSTIFICAÇÃO DE VIDA.” Romanos, 5- 18

PAVLOVA

“A pavlova é um doce feito para homenagear Anna Pavlova, uma bailarina russa. Apesar disso, diz-se que essa sobremesa não é originária da Rússia e, sim, da Nova Zelândia. A pavlova é um grande suspiro com recheio no meio, como se fosse uma torta.”

Bem, fomos eu, minhas filhas e netos até uma confeitaria aqui em Campo Mourão.

A Viviane pediu a pavlova e nós, outras gostosuras, mas quando chegou a sobremesa dela, todos nós quisemos experimentar porque estava maravilhosa!

Resultado, passamos no mercado, compramos os ingredientes e resolvemos fazer juntas, cada qual com seu pratinho, a dita gostosura.

Claro que não fizemos o suspiro: compramos 2 pacotes de suspirinhos prontos.

Não compramos a nata e substituímos por creme de leite com açúcar.

Mas foi tão bom podermos juntas montar a nossa própria delícia que resolvi mostrar como fizemos.

Cada uma foi colocando as camadas no próprio prato de sobremesa.

Primeiro os suspirinho, amassados grosseiramente.

Depois colocamos o creme de leite misturado com uma colher de açúcar e em seguida os morangos cortados ao meio.

Em seguida, jogamos mais creme e suspiro e para finalizar, um morango inteiro.

Pois é… foi uma sucessão de risos, de alegria e de disputa para ver qual ficou mais bonito!

Tudo isso para comermos e sentir o quanto é bom partilhar a companhia uma das outras.

Eu, Viviane, Fabiane e Isadora, amamos tudo!!!

“MUITAS SÃO, SENHOR MEU DEUS, AS MARAVILHAS QUE TENS OPERADO PARA CONOSCO, E OS TEUS PENSAMENTOS NÃO SE PODEM CONTAR DIANTE DE TI; EU QUISERA ANUNCIÁ-LOS E MANIFESTÁ-LOS, MAS SÃO MAIS DO QUE SE PODEM CONTAR.” Salmos, 40- 5

SOBREMESA SUPER, HIPER RÁPIDA

Para quem tem pressa em servir uma sobremesa, como foi o meu caso, vejam essa receita que fiz em que os netos comeram e disputaram a última colherada!

INGREDIENTES

1 pote de doce de leite (eu usei o Aviação que é muito bom)

1 caixinha de creme de leite bem gelado

1 e meia caixa de chocolate bis

Sim, é só isso!

Primeiro coloque em uma tigela o doce de leite (que pode ser também o leite condensado cozido por 30 minutos em panela de pressão) e junte o creme de leite bem gelado.

Pegue os bis e esfarele com as mãos, deixando alguns para colocar por cima.

Misture ao doce.

Coloque em um pirex e enfeite com os bis que estavam reservados.

Se quiser, pode colocar em uma forma alta e ao servir, cortar em fatias porque ele fica bem firme.

Fácil, simples e muito gostosa!!!

“MAS AS VOSSAS INIQUIDADES FAZEM DIVISÃO ENTRE VÓS E O VOSSO DEUS, E OS VOSSOS PECADOS ENCOBREM O SEU ROSTO DE VÓS, PARA QUE VOS NÃO OUÇA.” Isaías, 59- 2

O VÍDEO DA LIVE

Tudo passa…e a live já ficou na memória!

Foi uma noite linda com a presença do mestre de cerimônias FÁBIO SEXUGI e da presidente atual da Academia Mourãoense de Letras, DALVA HELENA DE MEDEIROS.

(Fábio e eu)

E meus filhos, nora e netos leram poemas e haicais!

Super emocionante!

O vídeo já está no Youtube, mas vou colocar aqui para quem não pôde assistir, ver!

O link para comprar o ACALANTO é: http://www.livrariaamolivros.com.br

“BOM É O SENHOR PARA OS QUE SE ATÊM A ELE, PARA A ALMA QUE O BUSCA. BOM É TER ESPERANÇA E AGUARDAR EM SILÊNCIO A SALVAÇÃO DO SENHOR.” Lamentações, 3- 25 e 26

FRUTAS VERMELHAS COM BRIGADEIRO

Pois é… minha neta Isadora, de 10 anos, resolveu que ela faria a sobremesa do jantar de Natal!

Ai que orgulho para essa avó cozinheira!

E ela fez tudo direitinho, com a delicada supervisão de sua mãe.

INGREDIENTES

frutas vermelhas a gosto

bananas

tubetes

1 receita de brigadeiro

Primeiro separe, lave e higienize e seque todas as frutas.

Reserve.

Aqui ela começa a fazer o brigadeiro e nessa hora não aguentei e tive que entrar na cozinha para fazer as fotos!

-Vira para cá, querida! Só uma fotinho para a vovó colocar no blog!

E ela se virou!

Aqui ela já me mostra o brigadeiro pronto e que não pode ficar muito duro pois vai ser degustado com as frutas.

E ficou maravilhoso!

Ela mesmo montou os pratinhos e serviu.

Viva a Isadora e sua sobremesa!!!

Não podia deixar de fazer referência aos outros netos e que ficaram lindos na foto: Heitor, Cesar, Isadora e Daniel; e a vovó babona no meio!

“TAMBÉM SABERÁS QUE SE MULTIPLICARÁ A TUA SEMENTE, E A TUA POSTERIDADE, COMO A ERVA DA TERRA.” Jó, 5- 25

FÉRIAS COM OS NETOS

Tem coisa melhor nessa vida do que netos?

Tá bem, você ainda nãos os tem, mas prepare-se: você vai babar por eles.

São seres que vem para encher nossas vidas de alegria e tudo se torna um recomeço para nós!

(Os quatro no trator da fazenda em Campo Mourão))

São dois os filhos da minha filha Viviane: Isadora, 10 anos e Heitor, 7 anos; e dois do meu filho Paulo Emílio: Cesar, 5 anos e Daniel, 2 anos e meio.

Fico a observar cada um em seu jeito tão peculiar de ser, com sua personalidade própria, com suas qualidades, gostos e sentimentos.

Um é extremamente amoroso, que gosta de ficar abraçado, ninhado no colo, dando e recebendo beijos e abraços.

Outro nunca gostou de beijos… mas nem por isso deixa de ser um encanto.

Uma já esta na fase de pré adolescência, muitas vezes se isolando em seu quarto, enquanto brinca de…bonecas! A eterna magia entre ser criança ou não…

O menor, com seus gostos por esqueletos, mas que são originários de desenhos que assiste. Tudo normal!

Já escrevi poemas sobre cada um deles; já escrevi crônicas; escrevi historinhas e fiz vídeos; contei muitas histórias vestida de contadora; brinquei de roda; joguei mico, montei quebra cabeça, brinquei de loja e restaurante, cantei para dormirem…

Isso e mais um pouco, mas tão pouco que queria mais…

Sou imensamente feliz por poder participar de suas histórias de vida e, quando eu virar uma estrela no céu, eles terão lembranças, livros e blog para verem a vovó Sílvia que sempre e sempre os amou!

Mas isso é para depois!

Ainda quero assistir formaturas, casamentos e muito mais ( kkkkkk!)!

(Lanchando no Burger King)

Vou ser uma velhinha presente e feliz, se Deus assim o permitir!

Por enquanto, vou aproveitando essa infância linda que me enche de encantamento e me faz renascer a cada dia!

“MAS A MISERICÓRDIA DO SENHOR É DE ETERNIDADE A ETERNIDADE SOBRE AQUELES QUE O TEMEM, E A SUA JUSTIÇA SOBRE OS FILHOS DOS FILHOS.” Salmos, 103- 17

 

 

BOLACHINHAS SAUDÁVEIS

Ah, um sábado silencioso em casa, depois da alegria de filhos e netos enchendo tudo de risadas, bagunças e alegrias, fiquei sem ter o que fazer…

Então o melhor é ir para a cozinha!

Foi o que fiz…

Queria mesmo experimentar essa receita que me fez lembrar das Rosquinhas da minha mãe…

INGREDIENTES

1 xícara de fubá

1 xícara de polvilho azedo

1/2 xícara de gordura vegetal

3 colheres (sopa) rasas de açúcar

1 ovo

1 colher (sopa) rasa de fermento

Coloque todos os ingredientes em uma tigela.

A gordura tem que estar bem molinha e por isso coloquei um pouquinho no micro-ondas.

Vá amassando com as mãos até dar liga (é bem rápido e fica uma massa bonita).

Fui tentar esticar com o rolo, mas não deu certo, então fui pegando pedacinhos da massa e modelando com as mãos.

Coloque em assadeira (não precisa untar) e leve ao forno pré aquecido em 200º até pegar uma cor (é bem rápido).

Coloquei em uma lata e aos poucos vou comendo (claro que com uma boa xícara de café)…

Fica macia e super saborosa!!!

Essa receita é para repetir muitas vezes!

“JÁ NÃO É PELO QUE DISSESTE QUE NÓS CREMOS, PORQUE NÓS MESMOS O TEMOS OUVIDO E SABEMOS QUE ESTE É VERDADEIRAMENTE O CRISTO, O SALVADOR DO MUNDO.” João, 4- 42

 

A PESCARIA

 

Ah, um dia lindo de sol nessas manhãs outonais em que a natureza parece explodir em cores!

E lá vamos nós, filho, nora e dois netos para um Pesque Pague perto da nossa cidade.

Um lugar perfeito: tudo muito limpo, as casinhas cobertas, cada uma com duas cadeiras onde nos sentamos confortavelmente.

Eu animadíssima tirando fotos de tudo que via.

Pegamos três varas, sendo uma para mim, outra para meu filho e a terceira para meu neto que tem quase cinco anos.

Vara pronta, isca no anzol, a linha sendo lançada e olho na boia colorida.

-Mãe, fica atenta para quando a boia afundar pois é a hora em que o peixe está mordendo a isca. Aí é só fisgar e puxar. Explicou o meu filho.

-Ok, ok! Já entendi. Falei como se soubesse tudo a respeito.

Nossa, a minha pose era de uma profissional: calça jeans, camisão, boné e aquele ar de quem sabe que vai tirar o maior peixe da água.

Todos sentados, quietos e os peixes começam a pular, aqui, ali, prá fora, uma festa peixal!

-Peguei um! Fala o meu filho.

E vai puxando uma tilápia grande.

Coloca no balde onde ela começa a se debater até parar.

-Papai, fisguei um! É meu neto gritando e meu filho corre para ajudar a puxar uma enorme irmã daquela outra.

Começo a ficar preocupada!

Um senhor que trabalha ali mesmo, chega perto e joga uma porção de comidinhas e a água parece ficar viva com tantos peixes sassaricando por ali!

-Agora pego um! Falei.

Que nada… eles nem ligavam para minha isca e iam direto para a do meu filho que ia tirando e tirando e eu ficando sem graça e sem graça…

Disfarçadamente eu me chegava perto de onde eles estavam, mas continuava sendo ignorada.

Meu neto ainda pegou mais dois.

Meu filho pegou um que pesou 2 quilos, num total de 10 quilos de peixes.

E eu ali, dando banho na minhoca, que nem minhoca era…

De repente cansei de brincar daquilo.

Fui ver os homens limpar os peixes, tirei fotos dos quatis e acabei no restaurante comendo tilápias fritinhas e tomando uma cervejinha gelada.

Mas antes de ir embora, fiz pose com o peixe que meu filho tinha acabado de pescar…

É,“o mar não está prá peixe”, já disse alguém, mas serviu para eu chegar em casa e fazer o que sei: escrever sobre esse dia de pescaria!

“E DISSE-LHES: VINDE APÓS MIM, E EU VOS FAREI PESCADORES DE HOMENS.” Mateus, 4-19

 

 

 

 

 

 

 

MEU DISCURSO DE POSSE NA AML

Muitas pessoas pediram para que eu postasse o discurso que fiz por ocasião da minha posse na cadeira de número dois na ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS.

Ele é um tanto curto para os padrões, mas eu sou assim: minhas palavras são resumidas mas cheias de verdade e amor.

Então aí vai!

“Vou iniciar minhas palavras fazendo referência a três pessoas importantes na história da nossa Academia.

FRANCISCO IRINEU BRZEZINSKI, foi o fundador da nossa Academia Mourãoense de Letras.
Nasceu em Malé, no Paraná, em 1937.
Formado em Direito e Filosofia, em 1962 já estava em nossa cidade e foi vereador e presidente da Câmara.
Colaborou na fundação do Museu Histórico, foi deputado federal e fundou a Associação de Escritores de Campo Mourão.

NELSON BITTENCOURT PRADO, patrono, nasceu em Guarapuava , Paraná, em 1917.
Formado em Ciências Jurídicas e Sociais, Filosofia e Jornalismo.
Em 1951 instalou a primeira banca de advocacia geral aqui na cidade e editou o primeiro jornal local.
Foi vereador e presidente da Câmara.
São deles os dizeres: “bendito o criador e o semeador. Bendita a terra onde o povo recolhe o pão de sua própria seara.”

AGENOR KRUL, primeiro ocupante da cadeira número dois, nasceu em Ponta Grossa, Paraná, em 1946.
Filho de pais poloneses, veio para nossa cidade em 1970.
Formado em Filosofia, foi professor, diretor e depois presidente da Fundescam, hoje Unespar, onde foi o primeiro diretor. Sua esposa está aqui presente, o que muito me honra.
Ele diz em sua biografia: “a profissão do professor é uma das mais nobres entre todas as profissões e nunca devemos deixar as coisas como as encontramos, mas sim melhores do que estavam. Adotei essa terra, Campo Mourão, como a minha terra, para morar, viver e ser feliz.”

Agora sobre mim.
Nasci em Machado, Minas Gerais, a setenta anos atrás.
Meu pai, pastor, professor, escritor, poeta, tradutor; minha mãe professora de música e que tocava piano como ninguém.
Como não acabar gostando de ler, de música, e como boa mineira, gostar de cozinhar?
Então acabei sendo aquela pessoa que gosta de estar na cozinha e que enquanto prepara suas comidas, pensa em versos…
Tudo que escrevo é muito simples.
Minha poesia não é feita com palavras difíceis.
Ela é uma conversa que tenho com o leitor, como se estivéssemos nessa minha cozinha saboreando um café.
Como dizia Rubem Alves que tive o prazer de conhecer pessoalmente: “para se entrar numa escola, alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros bem que podiam dar lições aos professores. Os banquetes não se iniciam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome. Nós professores, temos que despertar a fome pelo conhecimento em nossos alunos, como faz o bom cozinheiro quando deixa a porta da cozinha aberta para que os aromas possam percorrer pela área de jantar e fazer os estômagos dos frequentadores roncarem de fome.”
É isso que esperam de nós: que possamos levar essa fome pelo saber, pela leitura, pela literatura.

Preciso agora agradecer.
A Deus, em primeiro lugar, por traçar meu caminho de volta para essa cidade que se tornou minha.
A meus três filhos, Viviane, Fabiane e Paulo Emílio, que sempre me incentivaram, juntamente com meu genro André e minha nora Patrícia, que me deram a alegria de quatro netos: Isadora, Heitor, Cesar e Daniel, obrigada.
A todos os meus amigos antigos e novos, da AME, da Biblioteca, do tricô e dessa Academia que hoje me recebe, meu muito obrigada.
Aos amigos que estão prestigiando esse solenidade, obrigada.
E encerro minhas palavras com a poesia que fiz, a qual ganhou o prêmio em 2017 no concurso de poesia sobre nossa cidade.
HISTÓRIA SEM FIM
Há muitos anos atrás
ela aqui viveu.
Na terra vermelha
de campos de soja,
de trigo, de gado,
de andorinhas voando
num céu todo seu.

Depois foi embora.
Criar filhos, trabalhar.
Ganhou netos,
escreveu livros,
mas um dia quis voltar.

E chegou devagarinho,
sem saber como
iria se recebida.
E a cidade faceira
abriu seus braços saudosos
recebendo a forasteira.

E ela pergunta ao moço:
A cidade mudou muito,
quase não a reconheço,
onde estão as andorinhas
que faziam alvoroço?

E ele continua contando
coisas que ela consegue lembrar.
Campo Mourão é história,
casa de amigos,
fácil de amar.

E ela agradece sorrindo
porque sabe muito bem
que dessa cidade amiga
ela faz parte também.

Agora, mais do que nunca!
Obrigada!”

“RECOMPENSOU-ME O SENHOR CONFORME A MINHA JUSTIÇA E RETRIBUIU-ME CONFORME A PUREZA DAS MINHAS MÃOS.” Salmos, 18- 20

 

PROJETOS PARA O ANO NOVO!

Ui isso é tão demodê…mais ou menos como essa palavra…

Lista disso, lista daquilo, meus propósitos… quase todo mundo faz e quase ninguém cumpre.

Pois é… vou fazer a minha e espero poder cumpri-la integralmente.

Vamos lá!

Não tenho levado muito a sério meus exercícios de andar…então pelo menos três vezes na semana vou caminhar trinta minutos.

Ai, ai… comer doces! Amo doces e chocolates, mas vou cortar pela metade, pelo menos (que ainda é bastante).

Escrever e publicar mais um livro! Tenho muitos projetos para isso, só preciso criar coragem e ir atrás.

Tricotar e crochetar cada vez mais, afinal faço parte de um projeto e preciso terminar a colcha que estou fazendo para um velhinho do lar.

Reunir em minha casa meus três irmãos para passarmos pelo menos um final de semana juntos.

Fazer novos amigos e cultivar os antigos.

Fazer mais jantares e cafés em casa para minhas amigas porque essa troca é deliciosa.

Visitar mais vezes as amigas de Curitiba porque isso é preciso.

Continuar fazendo minhas comidinhas com amor para que cada vez mais as “Comidinhas da Vovó Sílvia” se tornem conhecidas e apreciadas.

Participar sempre das reuniões da AME (Associação Mourãoense de Escritores) levando uma palavra sempre que possível

Participar das reuniões da célula pois é ali que estudamos e compartilhamos experiências.

Ler mais livros de autores mourãoenses pois quero conhecê-los cada vez mais.

Participar de eventos culturais como fiz nas escolas Paulo VI, Osvaldo Cruz e Unespar.

Fazer com que meu blog cresça cada vez mais e, se já está em 46 países e com mais de 120 mil visualizações, por que não dobrar?

Sonhar é bom, então por que não fazer um Cruzeiro, mesmo sendo por costas brasileiras?

Visitar novamente Angola e África do Sul, ver minhas filhas e netos, por que não?

Vou entrar para a Academia Mourãoense de Letras e isso me faz lembrar que logo será minha posse. Muito trabalho me espera, afinal serei uma “imortal”!

Agora, tudo isso só será possível se em todas essas “promessas” de ano novo, eu colocar na frente: SE DEUS QUISER!

Tomara eu possa cumprir tudo que planejei para 2019!!!

“DIGO-VOS QUE NÃO SABEIS O QUE ACONTECERÁ AMANHÃ. PORQUE QUE É A VOSSA VIDA? É UM VAPOR QUE APARECE POR UM POUCO E DEPOIS SE DESVANECE.” Tiago, 4- 14