VISÃO DE UMA CRIANÇA DE QUATRO ANOS, SOBRE A CIDADE ONDE MORA.

Escrevi esse texto em setembro de 2013, como se quem contasse fosse a própria Isadora, minha neta de 4 anos (na época).

“Sei que nasci em uma capital chamada Curitiba, que quer dizer “muitos pinheiros”e é considerada uma cidade de primeiro mundo.

Não sei bem o que isso quer dizer, mas sei que é muito bela, limpa e arborizada.

Ouvi na TV que seus moradores separam o lixo e desde muito pequena aprendi que não se joga papel nas ruas.

Meu pai é engenheiro civil e minha mãe é arquiteta e resolveram se mudar para Luanda, capital de Angola, na África.

Lá vim eu, ainda bebê para cá.

Sempre pensei em leões, elefantes, girafas, zebras, mas nunca encontrei nenhum a não ser no parque, porém isso também tem no Zoológico da minha cidade. Só não tem a Palanca Negra que é um antílope e considerado animal símbolo aqui em Angola.

Não tive nenhum problema com as pessoas: para mim são tão amigos quanto os amigos de lá. Falam mais rápido (papai disse que é o português falado em Portugal) e peguei logo o jeito deles.

As mulheres é que se vestem diferentes: são blusas e saias largas e coloridas, até os pés e um turbante na cabeça. Carregam seus bebês em uma espécie de bolsa em suas costas e ainda levam bacias enormes com roupas ou frutas em suas cabeças. Parecem equilibristas!

O dinheiro deles chama-se kwanza e vale bem menos que o nosso real.

Mamãe contou que Kwanza é o nome do rio que banha a cidade.

Aprendi com eles que aqui houve uma guerra que durou quase 30 anos e a cidade foi quase toda destruída. Então existem os prédios que sobraram desse tempo e os novos que papai ajuda a construir. Com isso a cidade vai ficando mais bonita e seu povo tem muito orgulho disso.

Precisam aprender ainda sobre os lixos. É muito triste ver as ruas amontoadas deles e isso traz doença para as crianças.

Mas são todos muito alegres!

Quando falamos “bom dia”, eles respondem “obrigado”, diferente do nosso jeito brasileiro de cumprimentar. Muito legal!

Em agosto, vovó veio nos visitar e fomos passear com ela pelas redondezas.

Como aqui o clima é sempre tropical, com muito sol, nos dirigimos à praia. No caminho, papai parou o carro ao lado de uma placa que dizia: “Miradouro da Lua”. Vovó só repetia: fantástico, fantástico! Aí mamãe explicou que aquele lugar é onde dizem que se encaixava o Brasil há milhões de anos atrás.

Não sei não…

Mas o nome é porque o solo se assemelha ao solo lunar. São fendas incríveis feitas nas pedras arenosas e de cima onde estávamos, pareciam crateras enormes. Só que não tinha ninguém tomando conta e o resultado era montes de lixo ao lado da única placa na frente do local. Acho que deveria ter uma casinha com muitos cartazes e folders explicando tudo para as pessoas e que pudessem ser levados para casa, mas… nada!

Que pena!

Vovó tem o livro “O Pequeno Príncipe” e já me contou a história do baobá que é uma árvore enorme. Pois é…esse baobá da história é a mesma árvore que existe aqui.

São muitas e em toda parte. Elas têm o tronco muito largo e, como estávamos no inverno, quase sem folhas em seus galhos.

Nesse dia quando saímos para passear vovó não se cansava de tirar fotos e mais fotos.

Fomos visitar também a feira de artesanato que é enorme e se chama Mercado do Benfica. Papai ficou só olhando enquanto as mulheres nem decidiam o quê comprar entre quadros e esculturas, tudo tão lindo!

Agora o que mais gostamos mesmo foi o safári que fizemos no Parque Nacional do Quiçama!

Fiquei meio cansada até chegar lá e, para falar a verdade, dei umas cochiladas. Acordei mesmo quando entramos na estrada de terra, muito estreita e os macacos começaram a aparecer.

Dali fomos para um pequeno caminhão alto, aberto dos lados com motorista e guarda do parque para “procurarmos” os animais. Cada vez que víamos, eram gritos de alegria e eram zebras em bando, girafas tranqüilas e maravilhosas, gnus e veados. Só não vimos os elefantes que procuramos na beira do rio, mas não estavam mais lá.

Que pena!

No condomínio onde moramos acontece uma coisa bem diferente: quando é mais ou menos seis horas da tarde, nos recolhemos dentro de casa e mamãe fecha portas e janelas. Isso porque vai passar o “fumacê”, um homem com uma máquina nos ombros e soltando uma névoa de veneno para matar pernilongos.

Pelo menos ficamos a salvo deles!

Aqui não temos aquela infinidade de shoppings que temos em Curitiba. Temos apenas um e bem novo que se chama Belas Shopping e fico orgulhosa quando vou até lá e vejo o restaurante japonês feito pela minha mãe.

É bem bonito!

Minha escola é muito parecida com as escolas do Brasil mas já estou querendo logo as férias para voltar. Tenho saudades de muitas comidas que não se encontram os ingredientes para fazer além de ser muito caro porque vem de fora do país.

Quanta coisa tenho para contar para meus primos e amigos dessa minha vida aqui!

E, como todos dizem, são experiências e conhecimentos que levarei para sempre!

Nada como ser um pouquinho angolana!”

Imagens: 1) curitiba-parana.net; 3) africa21online; 4) voaportugues.com; 7) escolabritannica.com.br

“NUNCA MAIS SE PORÁ O TEU SOL, NEM A TUA LUA MINGUARÁ, PORQUE O SENHOR SERÁ A TUA LUZ PERPÉTUA, E OS DIAS DO TEU LUTO FINDARÃO.” Isaías, 60- 20

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DUAS SEMANAS DE JULHO

E não é que cheguei em Curitiba com duas malas cheias de blusas, cachecóis, gorros de lã e botas e não usei quase nada?

Foram duas semanas de dias lindos, céu azul e um friozinho bem confortável!

(Uma rua nas Mercês com essa cerejeira maravilhosa)

Aliás, a cidade estava florida e meu coração cheio de alegria por poder passar essas duas semanas com minhas filhas e netos que chegaram da longínqua África…

E aproveitei muito!

(Dentro do elevador nas saídas quase que diárias)

E assim íamos ao shopping onde eu tomava meu imperdível sundae no Mc Donald’s, café canelinha na Kopenhagen, comidinha no Outback, mas também andava no parque Barigui enquanto as crianças brincavam.

Quando ficávamos em casa, eu ia para a cozinha e dali saíram pasteis, panquecas, estrogonofe, filé à parmegiana, batata suíça, feijão com arroz e farofinha, macarrão à bolonhesa além do bolo indiano que é uma gostosura!

À noite, brindávamos com um vinho que saboreávamos com uma bandeja de aperitivos!

Pude encontrar uma das minhas irmãs, a Raquel, e passeamos, tomamos café e pusemos as conversas em dia.

(Faltou encontrar meus dois irmãos, Ciro e Ângela, que estavam viajando)

Depois almocei com a Akico, amiga de longa data e que fazemos parte de um grupo onde também algumas estavam viajando.

Aí a vez foi da Sonia fazer um lanche na casa dela onde eu e Débora ficamos até tarde, sempre conversando e relembrando coisas de quando elas vieram me visitar aqui em Campo Mourão.

E o último encontro foi com nove amigas da turma de 1966, na casa da Vera!

Cada vez surge uma nova amiga daqueles áureos tempos!

(Sentadas: Jóia, Vera, Ivete e Maria de Lourdes; em pé: eu, Elizabeth, Cleide, Carmen, Sonia e Marilu).

Quanta coisa boa pode acontecer em duas semanas!

Até um assalto, o que deixou de ser bom!!!

Em plena 15:00 horas, dentro do ônibus, fui imprensada na porta por 3 mulheres que roubaram minha carteira de dentro da bolsa, com todos meus documentos, cartões e dinheiro!

Voltei para casa com somente um BO e pronta para fazer todos os documentos novamente.

Mas como dizem, “mais tem Deus para dar do que o diabo prá tirar” ou “vão-se os anéis, mas ficam os dedos”; eu digo, obrigada, Senhor por mais esse livramento!

“EM TUDO DAI GRAÇAS, PORQUE ESTA É A VONTADE DE DEUS EM CRISTO JESUS PARA CONVOSCO.” I Tessalonicenses, 5- 18

 

 

 

 

NOSSA, PARECE QUE FOI ONTEM!!!

Essa frase tão usada traduz bem o que estou sentindo nesse final de mês ao completar meu primeiro ano morando aqui em Campo Mourão.

Como foi deixar uma Capital onde morei tantos anos da minha vida para vir morar em uma cidade do interior?

Minha resposta é SIM, foi muito bom!

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(Presépio montado na praça da cidade- eu e Isadora)

É claro que sinto falta de tantos amigos, de passear nos shoppings (aqui ainda não tem,mas quando aperta a vontade, vamos até Maringá), do friozinho gostoso (porque aqui é muito quente).

Mas não tem o que paga, você poder ouvir os passarinhos (hoje entrou um dentro de casa…), ver o céu carregado de estrelas, ver TV com janelas e portas abertas, sem medo nenhum…

E ontem senti que realmente já estou fazendo parte dessa cidade ao andar por uma rua do centro e ser cumprimentada por duas pessoas conhecidas.

Além disso já faço parte da AME (Associação Mourãoense de Escritores) com sede na Biblioteca Pública onde deixei livros de minha autoria e temos reuniões mensais.

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(Uma das reuniões)

As “Comidinhas da Vovó Sílvia” demoraram um pouco para acontecer, o que é natural porque as pessoas não tem muita intimidade com as facilidades que proporcionam as comidas congeladas.

Mas desde outubro as comidinhas começaram a ser apreciadas e com isso tenho trabalhado bastante.

O que acho muito bom!

Viviane,  André e meus netos Isadora e Heitor, estiveram aqui em casa na Páscoa, em julho e agora nas festas do Natal e Ano Novo.

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(Self na Fazendinha)

Foi tão bom!!!!!

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(Mesa arrumada esperando para o almoço)

Fabiane veio quando me mudei para cá e teve que passar comigo os dias sem TV e internet, mas em julho veio novamente e aguardo sua vinda para breve!

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(Perto de casa, fazendo caminhada)

Meus irmãos, Ciro e Ângela, vieram no Carnaval, mas só passaram o dia…ainda falta a Raquel que, não sei porque, está demorando tanto a me visitar…

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(Em fevereiro)

E claro,aqui tenho o Paulo Emílio, Patrícia e Cesar e talvez quando eu publique esse texto, já tenha chegado meu neto mais novo: Daniel.

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(Mais self)

E, ainda, reencontrei duas amigas de quase 40 anos atrás, Rose e Maria Teresa, que me receberam de braços abertos.

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(Saindo de um jantarzinho)

E é com elas que tenho me divertido relembrando histórias, fazendo jantares ora aqui, ora em suas casas, dando risadas, compartilhando fotos, lembranças e emoções.

Era o que sentia mais falta aqui, de amigas como as que deixei em Curitiba e onde tudo acontecia entre nós.

E meus pallets, (como contei em Casa de Vó) estão florescendo lindamente bem como os temperinhos.

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Ah, esses temperos… quando molho bem cedo ou à tardinha (porque o sol é muito forte), eles soltam aquele perfume delicioso como que agradecendo a água fresquinha…

E na cozinha então, é uma gostosura ir até eles, cortar delicadamente os escolhidos, lavar, picar, usar e sentir o aroma e o sabor nas “Comidinhas da Vovó”!

Também já fui diversas vezes a Curitiba; pego o ônibus leito à noite e chego cedinho no outro dia bem descansada e pronta para passear e encontrar muitas das amigas que deixei.

Porque, falando sério, sinto saudades do friozinho dessa nossa capital!

É a vida tem sido generosa para comigo!

O passo dado foi grande, a expectativa maior, mas como fui feliz nesse meu primeiro ano aqui!

Que venham muitos mais!

“POIS SERÁ COMO A ÁRVORE PLANTADA JUNTO A RIBEIROS DE ÁGUAS, A QUAL DÁ O SEU FRUTO NA ESTAÇÃO PRÓPRIA, E CUJAS FOLHAS NÃO CAEM, E TUDO QUANTO FIZER PROSPERARÁ.” Salmos, 1- 3

 

 

 

UM PONCHO DE MENINO PARA HEITOR

Contei a meu neto que ia fazer um poncho para ele.

Ri muito porque ele não sabia o que era isso (pudera, ele só tem 4 anos…).

Então falei que tinha feito um de menina para a irmã dele (Um tricô para Isadora)e que o dele era de homem; que nos dias frios os meninos que moram no Rio Grande do Sul usam para se proteger do frio intenso.

E, assim, ele concordou em vestir quando chegou aqui em Curitiba.

Heitor

(Observem que a casa já está virada, cheia de brinquedos espalhados… assim são as férias!)

Usei a lã Vita da Cisne.

lã Heitor

Fiz duas parte em separado, começando com 25 pontos e aumentando somente de um lado até ficar na altura que queria.

uma parte

duas partes

Então, esse bico (dos aumentos) fica somente na parte da frente.

poncho pronto

Costurei as duas partes e, em cima, na abertura da cabeça, fiz um crochê para acabamento. Coloquei também um cordão para amarrar.

H.poncho

Ele vestiu por cima de uma blusinha de lã e pronto: pôde sair para enfrentar o frio curitibano!

“ESTANDO EM ANGÚSTIA, INVOQUEI AO SENHOR E A MEU DEUS CLAMEI; DO SEU TEMPLO OUVIU ELE A MINHA VOZ, E O MEU CLAMOR CHEGOU AOS SEUS OUVIDOS.” II Samuel, 22- 7

UM DOMINGO NA MERCADOTECA

No dia 10 desse mês de julho, domingo, Curitiba fazia um tempo lindo de sol e até um calorzinho!

Fomos, após a Igreja, conhecer a Mercadoteca, que fica na Rua Paulo Gorski, 1309, no Mossunguê.

fachada

Que lugar mais gostoso!

Tudo muito limpo e organizado!

entrada

“A Mercadoteca é mais do que um espaço para se comer e beber bem.”

Você vai caminhando pelos corredores e encontrando de tudo um pouco.

corredor

outro corredor

E vamos encontrando flores, frutas e curiosidades.

as flores

Flores…

as frutas

Frutas…

os baldes

Curiosidades…

Adorei ver esses baldes como pias… tive que fotografar!

E como estávamos com as crianças (Isadora e Heitor) achamos um parquinho para eles se distraírem.

parquinho

Aí a fome bateu e fomos procurar onde comer e, foi quando passamos por uma loja de bebidas onde comprei minha taça de vinho!

bebidas

(Atrás estão Fabiane com as crianças, enquanto Viviane ficava na fila para pedir nossos pratos).

meu prato

E ele veio: saborosíssimo!!!

“Esta é a Mercadoteca. Um mercado gastronômico diferente, conectado com as últimas tendências globais. Um espaço que reúne uma seleção criteriosa e diversificada de produtos e serviços com a mais alta qualidade a um preço justo.”

totem

Amamos o lugar!!!

“E TAMBÉM QUE TODO HOMEM COMA E BEBA E GOZE DO BEM DE TODO O SEU TRABALHO. ISSO É UM DOM DE DEUS.” Eclesiastes, 3- 13

A GAROTA NO TREM

Esse livro é para quem, como eu, é fã de um bom suspense!

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Na última semana de março que passei em Curitiba, é claro que fui ao shopping matar a saudade, porque isso é uma coisa que aqui onde moro não tem.

E é claro que entrei em livrarias já que meu estoque de livros estava no fim…

Embora não tenha lido nada dessa autora, resolvi arriscar o que foi uma agradável surpresa.

Paula Hawkins, reconhece ter tido grande influência do mestre Alfred Hitchcock e inspirada no “Janela Indiscreta” tece sua história onde constrói o suspense a partir de personagens com perspectivas paranoicas.

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Interessante como a autora vai escrevendo a história separando em dias, manhãs, noites e personagens.

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São 377 páginas que li sem sentir, querendo mais e mais!!!

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“A Garota no Trem consegue fazer o mais difícil em um thriller: juntar peça por peça do que achamos que sabemos, até revelar aquele único detalhe que não conseguimos antecipar.” Entertainment Weekly

Imagem: http://www.caixadegato.com.br

“EU, PORÉM, CANTAREI A TUA FORÇA; PELA MANHÃ, LOUVAREI COM ALEGRIA A TUA MISERICÓRDIA, PORQUANTO TU FOSTE O MEU ALTO REFÚGIO E PROTEÇÃO NO DIA DA MINHA ANGÚSTIA.” Salmos, 59- 16

 

GENTE…COMO A GENTE!

       Aos poucos vou conhecendo lugares e, principalmente, pessoas novas,tudo que preciso para começar a me sentir parte dessa nova cidade.
Para início de conversa, precisei de alguém para colocar chuveiros, varal, quadros, ganchos e mais uma infinidade de coisas que precisam estar em seus devidos lugares. Veio o Nivaldo, tipo marido de aluguel trazendo a tiracolo o seu filho Augusto que nos finais de semana joga futebol no time daqui.

frente da casa
(Essa é a fachada da minha casa)

porta de entrada

(Porta de entrada com quadrinhos comprados em Antonina e outro que ganhei da Fabi)

Na frente de casa tenho um jardim que ainda só tem grama plantada, mas que já fez surgir o seu Adalto se colocando ao dispor por módicos R$ 50,00 mas que acabou deixando por R$40,00.
Passeando pelo centro, me encantei com a floricultura da Maria Inês que tem coisas lindas para jardim!

Se eu ficasse mais uns 10 minutos ali, traria mais coisas…

Mas o pocinho com beijinhos e o carrinho de mão com azaleias, não pude deixar de comprar.

flores

Veio então o rapaz das cortinas, um Reginaldo super competente que prometeu e cumpriu no dia marcado, a colocação delas.

cortina cozinha

(Janela da cozinha vista de fora com cortina de renda)

quarto de hóspedes

(Vejam  como ficou aconchegante o quarto de hóspedes!)

Na esquina de casa, tem uma loja grande, tipo armarinho, que tem “de um tudo” como dizem por aí: de roupas, brinquedos a material escolar.
A dona, Margareth, muito atenciosa, me deu várias dicas importantes e a melhor foi a de um salão de beleza bem perto em que a Eliane faz a melhor unha da região.
É tudo que preciso depois desses dias de trabalho…
Ainda conheci a Isadora, da imobiliária e que tive certeza de tudo dar certo por causa do nome ser igual ao da minha neta; a Marli, das lojas Colombo onde comprei eletrodomésticos, super atenciosa;o seu Jorge, das mudanças Pathy, que trouxe a minha sem quebrar nada; o Nivair, mineiro das lojas LD que me vendeu os móveis que precisava, uma figuraça; o seu Osvaldo que tem um táxi e me leva prá cima e prá baixo contando coisas do lugar; o Romildo da viação Garcia que de tanto eu ir e vir, já ficou conhecido; a Bianca, da Vivo, uma mocinha linda e alegre que fez a mudança do meu celular; o pastor João, da igreja Presbiteriana que fez uma visita e me pegou numa hora em que eu, descabelada, suava de tanto calor terminando os congelados.
Sim, encomenda das Comidinhas da Vovó Sílvia e que estão indo num isopor pela Garcia, para minha cliente Andréa Ibrain de Curitiba!

isopor

É…já conheci muita gente aqui em Campo Mourão e parece que aqui só dá gente boa!
Como a gente!

eu na janela

(Eu…feliz!)

“…EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR!” Josué, 24-15

CIDADES ONDE MOREI: 11- CAMPO MOURÃO

No final da 10ª cidade, escrevi que saímos em cinco pessoas dali, mas uma ainda estava em minha barriga…

Viemos para Curitiba onde meu caçula nasceu e aí sim, após quinze dias fomos para nossa nova cidade: Campo Mourão!

CampoMouro-pr

Em 2014 sua população foi estimada em 92.300 habitantes e numa pesquisa recente, a cidade foi classificada em quarto lugar do Paraná como melhor para se viver!

mapa

Ali ficamos quase seis anos e foi onde meus filhos passaram uma infância alegre, desfrutando um quintal grande, brincando com amigos, andando de bicicleta, indo a piscina de clubes e começando a vida escolar.

Uma festa que se tornou conhecida em todo Brasil, é a do Carneiro no Buraco, criada na década de 60 e que acontece sempre no mês de Julho e reúne pessoas de todo canto.

carneiro no buraco

Hoje em dia, Campo Mourão possui 4 instituições de Ensino Superior além da sede da maior cooperativa do Brasil e a 3ª maior do mundo- a Coamo.

igreja e fonte

Foi com tristeza que deixamos essa cidade, mas o futuro nosso estava na capital e é para lá que fomos: Curitiba.

Imagens: 1) http://www.skyscrapercity.com; 2) pt.wikipedia.org; 3) http://www.copa2014.pr.gov.br; 4) assesa.sanepar.com.br

” PORQUE O SENHOR NÃO VÊ COMO VÊ O HOMEM. POIS O HOMEM VÊ O QUE ESTÁ DIANTE DOS OLHOS, PORÉM O SENHOR OLHA PARA O CORAÇÃO.” ISamuel 16- 7

CIDADES ONDE MOREI: 8- CURITIBA (1ª PARTE)

E cá estou eu de volta com a série sobre “Cidades onde morei”…

Morar em Curitiba sempre foi o sonho dos meus pais e foi assim que chegamos.

O ano era 1964 e eu completando 16 anos.

instituto

Entrei no Instituto de Educação do Paraná para fazer o curso Normal, hoje Magistério e comecei a namorar sério aquele que veio a ser meu marido.

Nesses três anos de curso todas as moças eram noivas ou estavam com data marcada para o casamento e era o que meus pais esperavam de mim: ser professora normalista e casar.

E assim foi.

beatles

E foram anos de inúmeros acontecimentos marcantes no Brasil e no mundo: Beatles (eu sempre preferi Elvis Presley), o homem pisando na lua, festival de Woodstock, guerra do Vietnã, Jovem Guarda, Pelé, O Pasquim, etc, etc, etc.

Bem, terminei o curso, dei aulas no Instituto Maria José que ficava na rua Dr. Murici, bem no lugar onde hoje temos um viaduto e… casei.

curitiba anos 60

(Praça Rui Barbosa daquele tempo)

Tendo meu marido passado no concurso para Juiz de Direito, arrumamos nossa mudança e fomos morar no interior do Paraná, uma cidade que pertencia à primeira instância e onde começamos nossa jornada.

E segue um poema da nossa eterna Helena Kolody.

CURITIBA, CIDADE-MENINA
Curitiba, cidade menina
paisagem do meu amanhecer.
Por toda parte, a marca de meus passos,
o fantasma de meus sonhos.
Jardins, pomares,
pinheiros e mais pinheiros,
onde moravam sabiás cantores
e bem-te-vis moleques
As torres da Catedral
olhavam por cima dos sobrados.
Carroças de Santa Felicidade
trepidavam no calçamento das ruas
e faziam tremer a voz cantante
das colonas italianas:
– “Qué comprá lenha,
batata doce, repolho,óvo!”
Bondes elétricos circulavam, vagarosos,
do centro para os bairros.
Perdia-se nos longes
o pregão do peixeiro português:
-“Pei…..xe! Camarão!”
Corria pelas ruas
o anúncio dos pequenos jornaleiros:
– “Gazeta do Dia”
– “Diário da Tarde!”
Estudantes eletrizavam a cidade
com sua ruidosa juventude.
Acotovelavam-se risos e conversas de crianças,
pombos brancos a caminho da escola.
Recordo Curitiba adolescente..
Uma névoa de saudade
me envolve o coração.
Helena Kolody 1997
Helena e eu 001
Para ler um poema meu sobre Curitiba, você clica em: Curitibano.
Imagens: 1) institutoerasmopilotto.blogspot.com; 2) beatlemania.musicblog.com.br; 3) publicar-atualidades.blogspot.com
” DISSE JESUS: O CÉU E A TERRA PASSARÃO, MAS AS MINHAS PALAVRAS NÃO HÃO DE PASSAR.” Mateus, 24- 35.

FEIRAS GASTRONÔMICAS

Esse texto abaixo, bem como as fotos, foi redigido pela minha filha jornalista Fabiane Fernandes Prohmann.

Obrigada, minha querida, por sua participação nesse blog (está a sua disposição sempre que quiser, OK?)!

FEIRAS GASTRONÔMICAS DE RUA FAZEM SUCESSO EM CURITIBA!

Curitiba é considerada por muitos uma cidade sisuda, mas quem mora aqui sabe que a história não é bem essa.

A capital do Paraná tem dezenas de parques e praças e, quando o tempo colabora, o melhor programa é juntar os amigos e curtir as deliciosas feiras gastronômicas. 

A moda pegou e várias feiras já fazem parte do calendário gastronômico da cidade.

EMPÓRIO SOHO

A primeira delas é a que acontece na Praça da Espanha, a minha preferida, já que fica ao lado da minha casa.

FOTO 1

(A Praça da Espanha, no Batel, depois da revitalização)

Depois de oito meses fechada, por conta da revitalização, o novo espaço recebeu a 11ª edição do Empório Soho, onde estabelecimentos da região montam suas barracas e oferecem pratos, lanches e sobremesas, por um preço único. 

O evento mais recente aconteceu no início de maio e foi um sucesso! Tudo bem que a presença do sol foi fundamental, mas a organização e a boa comida foram os responsáveis pelos três dias de praça cheia.

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(O sol apareceu e a praça ficou cheia nos três dias do evento)

Entre os 22 estabelecimentos, eu e minha mãe escolhemos almoçar no “Simples Assim”- sanduíche de linguiça Blumenau (delicioso!)- e de sobremesa, brownie com calda de frutas vermelhas para mim, e com calda de chocolate com nozes para minha mãe, do Brooklyn Batel. Maravilhoso!

FOTO 3

(Eu e minha mãe, aproveitando o evento)

Mas tinha muita coisa boa, como o Empório Rosmarino, Madero, Fabiano Marcolini, Caramelodrama, Tartine, Devassa, Bacio Gelato, Clube do Malte, Los Paleteros, Mezanino das Artes, entre outros.

ALTO JUVEVÊ

Outra feira tradicional em Curitiba é a Alto Juvevê Gastronomia. 

A 10ª edição aconteceu no início de março, com 21 estabelecimentos participantes.

O espaço escolhido também é uma delícia: a Praça Brigadeiro Mário Eppinghauss.

Já estamos ansiosos pela próxima, que será nos dias 6 e 7 de junho desse ano!

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(Visão geral da feira do Juvevê)

Entre os restaurantes que costumam participar da feira estão o Trovatta, Yakifast, Armazém 71, Doce Fado, La Grappa, Mukeka, Madero, Sacristia, Freddo e Cookies Stories.

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(Eu e minha amiga Fabiana, em julho do ano passado, na feira do Juvevê)

FEIRA NA AUGUSTO STRESSER

Outra feira que está na sua 3ª edição é a Ao Gosto da Stresser, realizada na Rua Augusto Stresser, no Juvevê.

A última foi em agosto de 2014, e ainda não há notícias de quando será a próxima.

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(Fabiana, Luana e eu no Ao Gosto da Stresser- as “Lufas” adoram as feiras curitibanas!)

Participaram do evento Adega Franco, Au-Au, Banoffi, New York Café, Senhor Garibaldi, Valbella e Pasta Ducale.

Fui com minhas amigas e nos divertimos muito! Só achamos que faltou lugares com sombra, pois o sol naquele dia estava forte!

VINADA

A Vinada Cultural, realizada no Passeio Público, teve duas edições, a última em abril de 2014. Eu não ia ao Passeio há muitos anos e adorei voltar e encontrar tudo limpo e organizado, em uma festa muito animada!

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(Luana e eu na Vinada, no Passeio Público, ano passado)

Apesar do sucesso do evento que contou com 14 barracas tradicionais de cachorro- quente da capital- como o Dog do Japa, Josias Hot Dog, Senhor Garibaldi, Au-Au, Barraca do Nardo e Hot Dog Yracema- infelizmente não há nenhuma informação sobre a realização de uma nova edição.

GASTRONOMIA NO CENTRO CÍVICO

Em abril a Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, recebeu a 2ª edição da feira Gastronomia no Palácio.

Além de barraquinhas, o evento teve espaço para os Food Trucks, moda que vem ganhando espaço em Curitiba.

Com o sucesso de todas essas feiras, espero que novas praças, parques e ruas passem a ser palco desses eventos, que são uma ótima oportunidade para ficar ao ar livre, conhecer restaurantes e passear com os amigos.

Tudo que o curitibano gosta!