SETE ANOS E UM POEMA

E não é que o Blog está completando seus sete anos?

Tanta coisa passou por ele:  viagens, crônicas, poesias, indicações de livros, receitas de tricô e crochê, histórias e vídeos infantis e muitas e muitas receitas!

E são mais de 180 mil acessos do Brasil e de tantos outros países que fico pensando na minha responsabilidade em escrever para tantas pessoas em 119 países diferentes!

Por isso, PARABÉNS e vida longa para ele!

(Imagem do bolo feita pela @arteempapelluanda, da minha filha Viviane)

Muitas vezes fico sem inspiração para escrever poesias…

De repente ela surge, do nada, e foi assim com essa, que escrevi em tempos de quarentena.

 

BAILARINA

Diáfana, transparente,

um ser quase invisível

que se movimenta leve,

quase indolente,

ao sabor da minha mente.

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Os braços sobem e descem

graciosos; e os pés,

quase a flutuar,

seguem a cadência

da música a tocar.

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De repente, ela está em mim,

projetando como em tantos sonhos,

sonhei…

E me vejo solta,

enfim…

——————–

Ela sou eu,

bailarina errante no tempo,

que sobrevoa a vida

semeando versos

do melhor de mim.

——————–

E não há limites

para o que hoje sou.

Danço ao sabor do vento.

Não tenho pressa,

o que se foi, passou…

Imagens: pinterest

ENTÃO A VIRGEM SE ALEGRARÁ NA DANÇA, E TAMBÉM OS JOVENS E OS VELHOS; E TORNAREI O SEU PRANTO EM ALEGRIA, E OS CONSOLAREI, E TRANSFORMAREI EM REGOZIJO A SUA TRISTEZA.” Jeremias, 31- 13

 

 

 

REFLEXÕES EM MEIO A UMA PANDEMIA

No dia 16 de março, coloquei aqui um texto da minha filha, “O QUE PODEMOS APRENDER COM ESSA PANDEMIA“.

Mais de um mês se passou e ela escreve novamente, agora refletindo sobre o tema.

Uma oportunidade para nós refletirmos juntos.

“É engraçado fazer parte da história…

Quero dizer, uma história que será estudada e falada para sempre. Uma história que ficará marcada porque o mundo todo fez parte dela, sem exceções: ricos, pobres, brasileiros, europeus, africanos, chineses…

Ninguém passou incólume por essa pandemia.

Já estou na fase de achar cansativo fazer parte da história.

Sou sagitariana, é muito difícil para mim ficar presa, sem poder abrir minhas asas e voar.

Mas tenho sorte! Vejo da sacada do meu quarto o céu azul, tenho espaço para tomar sol e a minha vista é o rio Tejo – que eu chamo de mar, para acalmar meu coração.

Não posso reclamar… mas ainda assim a agonia de não saber até quando isso tudo vai durar teima em atormentar meus pensamentos.

Não sou de fazer planos, deixo a vida me levar, mas não poder nem mesmo deixar levar tem sido um exercício difícil para mim.

Mas como disse, não posso reclamar.

Em Lisboa é permitido sair, ir ao mercado, farmácia… Minha programação tem sido essa: trabalho de segunda à sexta, e sábado vou ao mercado!

Virou o programa da semana!

Assim pego um sol, respiro ar puro, vejo pessoas e percebo que a vida segue, em outro ritmo, mas tudo bem.

Apesar de correr ser permitido, tenho evitado.

Mas há dias que tudo o que eu preciso é sair correndo, literalmente.

Essa semana resolvi fazer isso. Não pensando em manter a forma, mas sim em manter a sanidade.

E foi maravilhoso! Ver a cidade calma, dormindo, quase fantasma…

Os pontos turísticos vazios, as ruas desertas.

Era possível ouvir os pássaros!

Sei que nunca mais verei Lisboa tão vazia. E nunca mais verei a cidade da mesma maneira.

Foi estranho, mas ao mesmo tempo inesquecível.

No caminho descobri construções, casas, história. E pensava no futuro, quando todas as pessoas puderem retomar sua rotina.

Não acredito que a vida será igual ao que era.

E torço para que não seja mesmo. Espero que toda essa solidariedade despertada se mantenha para sempre. Espero que os encontros e abraços sejam mais valorizados. Que o cuidado com o planeta e com os seres humanos sejam mais constantes, passem a fazer parte do dia a dia.

Acho que ninguém vai sair da mesma forma que entrou nessa quarentena.

E isso é ótimo! Precisamos evoluir, precisamos perceber o que realmente é importante. Precisamos nos conhecer mais.

Reflexões…

Mas estou muito otimista que isso tudo vai passar logo!

E em breve poderemos nos reencontrar e contar orgulhosos que sobrevivemos!

Com mais amor, com mais fé em Deus, com mais atenção ao próximo.

Enfim, melhores!”

Obrigada, mais uma vez, por repartir conosco seus textos inspiradores!

“TODAVIA, EU ME ALEGRAREI NO SENHOR, EXULTAREI NO DEUS DA MINHA SALVAÇÃO.” Habacuque, 3- 18

 

 

O QUE PODEMOS APRENDER COM ESSA PANDEMIA

Esse texto veio quentinho ontem à noite, diretamente de Lisboa, Portugal, onde minha filha Fabiane, que é jornalista, está morando.

“O novo sempre assusta.

E se esse novo for uma doença, apavora ainda mais.

Mas sim, há vida nesse caos e é possível aprender a lidar com esse momento passageiro.

 Talvez você já não aguente mais ouvir falar do coronavírus.

Talvez você ache isso tudo um exagero.

Talvez isso nem tenha chegado à sua cidade ainda…

 Mas, como eu estou em Portugal, esse é um assunto que não tem como não fazer parte das conversas – online, porque reuniões com mais de cinco pessoas não são aconselháveis no momento.

Diferentemente da Itália e Espanha, aqui não estamos proibidos de muita coisa. Mas há restrições. O estado de alerta em Lisboa segue até 9 de abril.

 A cidade está mais vazia, mesmo nesses dias de calor.

Apesar de ainda estarmos no inverno, faz duas semanas que tem feito sol e calor em Lisboa. As esplanadas – restaurantes e bares ao ar livre – deveriam estar lotadas, mas não estão. Há pessoas, mas em número reduzido.

A curiosidade é que 90% dos que ainda saem às ruas são estrangeiros.

No sábado dei uma volta pela cidade e só ouvi inglês, francês e alemão. Português mesmo só dos motoristas de tuk tuk e dos garçons.

 (Apesar do sol, esplanadas com poucas pessoas, sendo 90% estrangeiros).

 As pessoas estão cuidadosas. A recomendação é não chegar perto, não abraçar nem beijar. Para mim, tudo normal: sou de Curitiba!!

 As escolas e universidades foram encerradas.

Os supermercados têm novo horário de funcionamento, reduzido. Os centros comerciais também.

A Câmara Municipal da cidade fechou museus, teatros, bibliotecas, piscinas e pontos turísticos, como o Mosteiro dos Jerônimos, a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos.

( Um dos lugares mais procurados pelos turistas, a Praça do Comércio estava vazia para um final de semana).

 Algumas empresas adotaram o home office, como forma de evitar que os funcionários peguem o transporte coletivo.

A minha foi uma delas, então desde a última quarta-feira todos trabalham de casa.

 Alguns restaurantes também fecharam as portas, assim como shows e peças de teatro agendados para março e abril foram adiados.

À noite, todos as discotecas e bares estão encerrados.

A maioria das academias também optou por fechar.

 No domingo o Ministro da Administração proibiu o consumo de bebida alcoólica nas vias públicas e determinou a redução para cem pessoas em espaços fechados (até então o número era de 500 pessoas).

A intenção é evitar ao máximo as aglomerações.

 (Na Ribeira das Naus, em frente ao Tejo, algumas pessoas aproveitaram o sol do final de semana, mas mantendo distância uns dos outros).

 Nos supermercados há muitas prateleiras vazias, mas a reposição é feita diariamente. Houve um certo pânico, mas quando as pessoas perceberam que se não fizerem estoque não vai faltar, os ânimos se acalmaram.

Só há duas coisas que realmente não existem: álcool em gel e máscaras.

  (Alguns produtos são mais procurados, como enlatados, leite e limpeza. Mas a reposição tem sido rápida).

 A grande preocupação agora é fazer com que as pessoas sejam menos egoístas. Talvez essa pandemia ensine isso.

Por que não se trata de ficar doente – já sabemos que a mortalidade é pequena face a tantas outras doenças. A questão é que não há espaço para atender todas as pessoas que precisam, em especial os idosos.

Por isso é tão importante respeitar as regras impostas, para que a disseminação não se alastre ainda mais.

(Em Alfama, um aviso com os cuidados básicos sobre o Covid-19).

 Ontem à noite, após uma convocação pelas redes sociais, as pessoas saíram ao mesmo tempo nas janelas de casa para aplaudir os profissionais de saúde, que têm se empenhado muito na luta contra o coronavírus. Foi lindo de ver!

 Vamos sobreviver? Com certeza!

Serão tempos difíceis, mas acredito de que vamos passar por mais essa! Enquanto isso, vamos aprendendo a ser menos individualistas e mais solidários. Vamos confiar nas autoridades, obedecer às recomendações, não entrar em pânico e não repassar fake news.

Enfim, vamos nos adaptar a esse momento, e quando tudo passar, estaremos fortalecidos e aprenderemos a dar mais valor à saúde e à liberdade.

E que Deus nos proteja!”

Muitos de nós, que estamos longe de nossos queridos que moram no exterior, com razão nos preocupamos com a saúde deles.

Então foi oportuna essa reflexão e que nossa fé em Deus, jamais seja abalada porque, como Ele mesmo disse:

“…O VOSSO PAI, SABE O DE QUE TENDES NECESSIDADE, ANTES QUE LHO PEÇAIS.” Mateus, 6-8

 

 

EXPO LIVRO

Gosto de andar pelas ruas da cidade e vou assim, meio devagar, mas observando tudo ao redor.

E foi assim que olhando ao longe, no meio da praça, vejo…

-Não, não pode ser! Um ônibus de livros?

Vou chegando mais perto e…

-Sim, sim é um ônibus de livros!

Entro curiosa e o que vejo é tudo tão claro, limpo, ar condicionado (lá fora um calor enorme), mesas, cadeiras, TV, sofás e livros, muito livros!

Converso então com o casal que me recebe, Milton e Juracema, que me contam sobre tudo aquilo que meus olhos extasiados veem.

Esse projeto se chama INSTITUTO VIDA PARA TODOS (www.institutovidaparatodos.org.br) que leva para inúmeras cidades essa biblioteca ambulante.

Os livros, para adultos, jovens e crianças, são especialmente cuidados e editados em sua própria editora (EDITORA ÁRVORE DA VIDA) onde também circula um jornal mensal e que está em sua 300º edição.

Eles ficam, dependendo da disponibilidade do local, em média 20 dias; vieram de Foz do Iguaçu e seguem daqui para Guarapuava.

Também apresentam palestras e peças teatrais durante a permanência na cidade.

Não são ligados a nenhuma denominação e sua visão é “apresentar ao público cristão um jornal totalmente bíblico, com diversos temas da vida cristã e que suprisse espiritualmente vários segmentos de pessoas.”

Todos os livros trazem mensagens de amor, incentivo, união e outras.

Nesse livro infantil que comprei, Luva Lulu, “ensina a criança a ser perseverante na busca de objetivos e a não desanimar diante das dificuldades”.

Passei momentos tão agradáveis nesse local e só me entristeci por ninguém ter entrado enquanto permaneci ali…

Um presente para a cidade e tomara muitos ainda descubram e cheguem até lá para o receber!

“DISSE JESUS: IDE POR TODO MUNDO, PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA.” Marcos, 16- 15

 

 

 

DIA DE REIS

“E tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém, e perguntaram: onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos a adorá-lo.” Mateus, 2- 1 e 2.

Os três reis magos da Bíblia que teriam estado entre os primeiros visitantes do menino Jesus, só são mencionados em um dos quatro evangelhos, o de Mateus.

Cerca de 800 anos depois do nascimento de Jesus, eles ganharam nomes e locais de origem: Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia; e Baltazar, rei da Arábia.

Não há nenhuma evidência de que eles tenham existido; e mesmo, segundo a Bíblia, não dá para dizer que eles eram três, nem que eram reis.

Do texto original, sabe-se apenas que eram mais de um, porque a citação está no plural.

Como o grupo levou três presentes (ouro, incenso e mirra), a tradição acabou deixando a ideia de que cada um teria trazido um tesouro para o bebê.

Afinal, devemos aos magos até a tradição de dar presentes no Natal!

(Super.abril.com.br)

Imagens: 1) todamateria.com.br; 2) acporto.wordpress.com; 3) revistavies.com.br

“E, ENTRANDO NA CASA, ACHARAM O MENINO COM MARIA, SUA MÃE, E, PROSTRANDO-SE, O ADORARAM; E, ABRINDO OS SEUS TESOUROS, LHE OFERTARAM DÁDIVAS: OURO, INCENSO E MIRRA.” Mateus, 2- 11

NO ANO PASSADO

No ano passado…

Já repararam como é bom dizer “o ano passado”? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem…Tudo sim, tudo mesmo!

Porque, embora nesse “tudo” se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:

“Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados”.

Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos…

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição – morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.

Mário Quintana

(Texto, Pensador.com)
Ah esse Quintana!
Consegue escrever bonito tanto seus textos como seus poemas!
E se quiser ler mais sobre o Ano Novo, é só clicar no tema abaixo.
Poetizando o Ano Novo– poemas meu, de Drummond e do próprio Quintana.
Imagens: 1) pt.wikipedia.org; 2) foap.com; 3) pensador.com
“A RESPOSTA BRANDA DESVIA O FUROR, MAS A PALAVRA DURA SUSCITA A IRA.” Provérbios, 15-1

POESIA DE NATAL

POESIA DE NATAL

Enfeite a árvore de sua vida

com guirlandas de gratidão!

Coloque no coração laços de

cetim rosa,

amarelo, azul, carmim,

decore seu olhar com luzes

brilhantes

estendendo as cores em seu

semblante.

_____

Em sua lista de presentes

em cada caixinha embrulhe

um pedacinho de amor,

carinho,

ternura,

reconciliação,

perdão!

_____

Tem presente de montão

no estoque do nosso coração

e não custa um tortão!

A hora é agora!

Enfeite seu interior!

Sejas diferente!

Sejas reluzente!

CORA CORALINA

“Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nasceu na Cidade de Goiás, em 20 de agosto de 1889 e foi uma poetisa e contista.

Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais) quando já tinha quase 76 anos de idade, apesar de escrever seus versos desde a adolescência.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.” (Wikipédia)

Já são muitos Natais que passo escrevendo mensagens aqui no blog.

Se quiser reler algumas, basta clicar nos endereços abaixo.

Sobre o Natal– de minha autoria

Não Havia Lugar– meu pai, Rossine Sales Fernandes

Reflexões Natalinas I

Reflexões Natalinas II

Reflexões Natalinas III

Imagens: 1) casashopping.com; 2) pensador.com

“PORQUE ME FEZ GRANDES COISAS O PODEROSO; E SANTO É O SEU NOME. E A SUA MISERICÓRDIA É DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO SOBRE OS QUE O TEMEM.”-(Cântico de Maria)- Lucas, 1- 49 e 50.

 

A POESIA EM MIM

Um dia desses, eu falava para mais ou menos 100 estudantes da oitava e nona séries de um colégio, sobre…poesia.

Comecei contando que aos 10 anos já lia um livro do meu pai que se chamava : “Grandes Poetas Românticos do Brasil”.

E aí já me encantava com os versos épicos de Gonçalves Dias em Juca Pirama, com as aventuras de Navio Negreiro contada por Castro Alves, com o romantismo de Olavo Bilac em Via Láctea, que declamei para eles.

Ouvidos atentos e eu tentando encantar.

Falei então.

-Para começar a escrever você tem que ler muito, vários assuntos e diversos autores. Aos poucos vai pegando o jeito e acaba escrevendo algo que às vezes pode nem achar muito bom, mas que deve procurar guardar em uma gaveta ou uma caixa.

Dali um tempo, lê novamente e vai vendo que até que estava bem interessante. Ou não…

Continuei contando que, um belo dia, há muito tempo atrás, juntei muitas poesias escritas e guardadas e mostrei a meu companheiro nessa época, que eu julgava ser muito inteligente, para dar uma opinião sobre elas.

Pois bem.

Fiquei na maior aflição aguardando sua palavra que pensava ser muito importante para mim.

E foi, não da maneira que eu esperava, mas foi!

Ele leu, tirou os óculos, olhou para mim e disse:

-Fraquinhas!

Pensam que desisti? Pois foi aí que me tornei mais forte!

Bem, o “casamento” acabou, mas meu primeiro livro “Um Pouco de Mim” saiu logo depois pela Fundação Cultural no ano de 2005.

Aplausos!

O importante é não desistir, continuar lendo, aprendendo, escrevendo.

Muitas vezes a poesia surge quase pronta em nossas mentes e aí você tem que correr para colocá-la no papel.

Às vezes demora a acontecer e você então procura frases, palavras e rimas até achá-las de repente o que torna mais vivo esse poeta dentro de nós.

E, outras vezes ainda, você fica tão competente que começa a trabalhar com as palavras fazendo um jogo com elas, como é o caso desse pequeno poema meu:

MUDANÇAS

FULANO ESCREVE ASSIM,

SICRANO ESCREVE ASSADO, 

BELTRANO ASSIM E ASSADO.

EU ASSO ENQUANTO ESCREVO

E QUASE O DEIXO PASSADO.

MAS NÃO PASSOU,

O TEMPO.

O QUE ESCREVO MUDOU,

COMO EU.

É uma magia, uma teimosia que nos faz querer escrever, poetizar sem parar.

Espero que com minhas palavras, tenha despertado em alguns, o poeta adormecido que espera em algum momento, despertar.

NEM TODO O QUE ME DIZ: SENHOR, SENHOR! ENTRARÁ NO REINO DOS CÉUS, MAS AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS.”Mateus, 7-21

 

 

SARAU LITERÁRIO

E nessa última quarta feira do mês, tivemos o I Concurso de Poesias Rubens Luiz Sartori, da Academia Mourãoense de Letras.

Foi um aprendizado para todos nós.

Fui uma das selecionadas e quero deixar abaixo, o poema que escrevi e inscrevi.

Na entrada ficaram expostos os livros dos acadêmicos e até parei para fotografar ( meu livro de poesias e o de história infanto juvenil estavam lá).

( Eu, Sinclair, Dalva, Cristina, Nelci e Giselta)

Segue minha poesia.

SOBRE SAUDADES…

Tenho saudades de coisas

que não vivi.

De pessoas que não conheci,

de mundos, momentos,

de sorriso aberto,

escancarado.

_____

De gestos desmedidos,

de cheiros, de gostos,

que nunca senti ou provei.

Tenho saudades

do pranto que chorei

sem saber porquê.

_____

Tenho saudades do luar

que entrava pela fresta da janela.

De sentir seus abraços, 

da brisa, do vento,

do som dos riachos,

do verde das matas.

_____

Tenho saudades da noite,

das estrelas,

do som de um violão.

Da cantiga tristonha

que embala e mexe

com meu coração.

_____

Tenho saudades do vulto,

daquele elo invisível,

do sentimento ausente

como uma sombra a perder.

Ah, tenho tanta saudade

de você, que sequer cheguei a conhecer…

 

(Aqui com os participantes)

“QUEM, POIS, TIVER BENS DO MUNDO E, VENDO O SEU IRMÃO NECESSITADO, LHE CERRAR O SEU CORAÇÃO, COMO ESTARÁ NELE A CARIDADE DE DEUS?”I João, 3- 17.