SERTÃO DE CIMA

Lá pelos idos de 1957, morávamos em Sengés, uma pequena cidade do Paraná e onde fiz o terceiro ano primário.

Minhas lembranças dessa época se resumem a poucas coisas, como o bulling que sofri na escola e a uma viagem que fiz com meus pais a um lugar chamado Sertão de Cima.

Frequentávamos a Igreja Presbiteriana local e nela havia uma família que possuía uma caminhonete, dessas abertas na parte de trás.

Pois bem.

Numa linda manhã de um sábado qualquer, fomos fazer um culto nesse lugar que fica bem distante da cidade que, como o nome mesmo diz, fica num alto onde chegamos depois de percorrer estradas sinuosas.

Valeu a pena, porque a vista era realmente maravilhosa: campos verdes, vales, rios, bem abaixo de nós!

Chegamos a um agrupamento de casas, todas muito simples, e crianças foram cercando o carro onde nos encontrávamos.

Papai com sua bíblia em mãos, se posicionou; minha mãe com seu acordeon começou a tocar e a melodia foi enchendo o ar; e eu fui colocada no alto da carroceria da caminhonete  quando comecei a cantar.

Eu sabia muitos hinos de cor e tinha realmente uma voz bem afinada para meus nove anos.

As portas se abriam, pessoas iam se chegando alegremente e, quando víamos, já eram muitas ao redor de nós.

Eu nunca tive vergonha ou qualquer problema em cantar: era o que eu sabia fazer naquele momento.

Depois disso, meu pai pregava a palavra.

Foi assim que terminado o dia, fomos dormir em uma casa onde me encantei com uma ninhada de gatinhos e com o colchão de palha onde dormi.

Que alto, que macio!

Mas a noite ainda me reservava surpresas!

Acenderam lampiões pela casa e havia um movimento de passos prá lá e prá cá, e qual não foi meu espanto ao ouvir bem alto, um choro de bebê!

-Acabou de nascer um nenenzinho aqui no quarto ao lado. Disse minha mãe empolgada!

E foi assim que na manhã seguinte entrei no quarto ao lado para conhecer o pequenino que dormia tranquilo no colo de sua mãe.

Sem médico, sem luz elétrica, sem nada!

Fomos embora, mas aquela cena de tão irreal permaneceu em minha lembrança.

Um lugar tão extraordinário e um acontecimento tão inusitado!

É para nunca ser esquecido, mesmo após mais de sessenta anos!

Imagens ilustrativas: 1) blogdobilhetepremiado.com 2) tripadivisor.com.br; 3) falandodeviagem.com.br

“Ó SENHOR, QUÃO VARIADAS SÃO AS TUAS OBRAS! TODAS AS COISAS FIZESTE COM SABEDORIA; CHEIA ESTÁ A TERRA DAS TUAS RIQUEZAS.” Salmos, 104- 24

 

 

 

SEQUILHOS DE LEITE CONDENSADO

Minha mãe fazia sequilhos, mas eu mesma nunca havia feito.

Até ontem, quando querendo beliscar alguma coisa leve, lembrei dele.

Lembrei do gosto e que desmanchava na boca…

E fiz!

INGREDIENTES

1/2 lata de leite condensado

2 colheres (de sopa) de manteiga em temperatura ambiente

1 ovo

1 colher (chá) de baunilha

1 colher (sopa) de fermento

1 pitada de sal

2 e 1/2 xícara de maisena

Em uma tigela, junte o leite condensado, manteiga, ovo ligeiramente batido, baunilha e sal.

Misture bem.

Aos poucos vá adicionando a maisena e por último o fermento.

Misture bem com as mãos até que a massa esteja homogênea e dê para enrolar.

Coloque a massa na geladeira por alguns minutos e enquanto isso, unte uma assadeira com manteiga e farinha.

Pré aqueça o forno a 200º e comece a fazer os sequilhos.

Faça pequenas bolinhas e coloque na assadeira com uma distância de 2 cm uma das outras.

Achate-as com um garfo e leve ao forno por aproximadamente 15 minutos.

Enquanto assa a primeira parte, deixe o restante da massa na geladeira.

Retire os sequilhos do forno e espere uns 5 minutos antes de retirar da assadeira.

Aqui eu fui vendo como ficavam as bolinhas e… fiz em três tamanhos, mas gostei mais da menor.

Se gostar, pode substituir 1/2 xícara de maisena por coco ralado.

Derretem na boca mesmo!!!

“PORQUE O SENHOR É BOM, E ETERNA, A SUA MISERICÓRDIA; E A SUA VERDADE ESTENDE-SE DE GERAÇÃO A GERAÇÃO.”

 

BRUNO E MARRONE

Você já caiu de paraquedas em algum lugar e se sentiu hiper deslocado?

Um peixe fora d´água?

Pois isso aconteceu comigo!

Depois de comparecer a um compromisso específico e importante em que fui vestida com um terninho escuro e camisa de seda, recebi na saída o convite para assistir ao show de Bruno e Marrone.

“De graça até injeção vencida”, pensei.

-Puxa, mas são nove e meia ainda e o show começa a que horas mesmo? O quê? Uma hora da manhã? Perguntei.

Bem, fomos a um restaurante para fazer hora e tomamos vinho, comemos uns petiscos deliciosos e lá por onze e meia saímos.

O Cannuce Centro de Eventos foi inaugurado recentemente e fica fora do centro da cidade e a fila de carros para chegar ao local era imensa e desanimadora.

Quase uma hora para chegar ao estacionamento, mas como estávamos em três, fomos conversando e ouvindo música .

Uma noite linda, com lua crescente e um vento frio no desacampado do lugar.

Entramos.

Realmente estou por fora dessa modernidade toda: as moças, lindas, pareciam estar em um desfile de modas, com saltos altíssimos ( nem sei como vieram andando desde o estacionamento) e vestindo quase nada!

E eu de terninho!

Um peixe fora d´água mesmo!

O som altíssimo, filas para o bar, filas para o banheiro e nós ali em pé.

-Mas o nosso ingresso não dizia área VIP? Pergunto já louca para sentar.

-Sim, mas é aqui mesmo. Responde minha amiga. E não tem lugar para sentar, todos ficam em pé.

Olhei para a frente e vi o palco lá longe e milhares de pessoas na minha frente.

Uma e meia da manhã e eles, até que enfim, adentram o palco.

Bruno e Marrone é uma dupla brasileira de música sertaneja e são aplaudidíssimos ao entrar.

Coloquei meus óculos para enxergar melhor, mas que nada, só via a imagem deles no telão…

Que frustrante!

E as músicas?

Não conhecia nenhuma!

O povo cantando e eu cansada mexendo o corpo prá não destoar mais do que já estava destoando.

-Cadê as músicas que sei, tipo “Dormi na Praça” e “Boate Azul”?

Foi quando minha amiga , que estava destoando tanto quanto eu, me convida para ir embora.

Ufa!

Saímos de lá loucas para entrar no quentinho do carro, chegar em casa no aconchego do amado cobertor e dormir.

Eram quase três horas da manhã quando cheguei em casa.

-Definitivamente, isso não é para mim! Resmunguei.

No outro dia, contei a meu filho onde tinha ido.

-O quê? Minha mãe na balada? Não acredito! Ele fala caçoando.

E eu respondo rindo:

-Última vez!

“ASSIM, OS DERRADEIROS SERÃO PRIMEIROS, E OS PRIMEIROS, DERRADEIROS, PORQUE MUITOS SÃO CHAMADOS , MAS POUCOS, ESCOLHIDOS.” Mateus, 20-16

MEU DISCURSO DE POSSE NA AML

Muitas pessoas pediram para que eu postasse o discurso que fiz por ocasião da minha posse na cadeira de número dois na ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS.

Ele é um tanto curto para os padrões, mas eu sou assim: minhas palavras são resumidas mas cheias de verdade e amor.

Então aí vai!

“Vou iniciar minhas palavras fazendo referência a três pessoas importantes na história da nossa Academia.

FRANCISCO IRINEU BRZEZINSKI, foi o fundador da nossa Academia Mourãoense de Letras.
Nasceu em Malé, no Paraná, em 1937.
Formado em Direito e Filosofia, em 1962 já estava em nossa cidade e foi vereador e presidente da Câmara.
Colaborou na fundação do Museu Histórico, foi deputado federal e fundou a Associação de Escritores de Campo Mourão.

NELSON BITTENCOURT PRADO, patrono, nasceu em Guarapuava , Paraná, em 1917.
Formado em Ciências Jurídicas e Sociais, Filosofia e Jornalismo.
Em 1951 instalou a primeira banca de advocacia geral aqui na cidade e editou o primeiro jornal local.
Foi vereador e presidente da Câmara.
São deles os dizeres: “bendito o criador e o semeador. Bendita a terra onde o povo recolhe o pão de sua própria seara.”

AGENOR KRUL, primeiro ocupante da cadeira número dois, nasceu em Ponta Grossa, Paraná, em 1946.
Filho de pais poloneses, veio para nossa cidade em 1970.
Formado em Filosofia, foi professor, diretor e depois presidente da Fundescam, hoje Unespar, onde foi o primeiro diretor. Sua esposa está aqui presente, o que muito me honra.
Ele diz em sua biografia: “a profissão do professor é uma das mais nobres entre todas as profissões e nunca devemos deixar as coisas como as encontramos, mas sim melhores do que estavam. Adotei essa terra, Campo Mourão, como a minha terra, para morar, viver e ser feliz.”

Agora sobre mim.
Nasci em Machado, Minas Gerais, a setenta anos atrás.
Meu pai, pastor, professor, escritor, poeta, tradutor; minha mãe professora de música e que tocava piano como ninguém.
Como não acabar gostando de ler, de música, e como boa mineira, gostar de cozinhar?
Então acabei sendo aquela pessoa que gosta de estar na cozinha e que enquanto prepara suas comidas, pensa em versos…
Tudo que escrevo é muito simples.
Minha poesia não é feita com palavras difíceis.
Ela é uma conversa que tenho com o leitor, como se estivéssemos nessa minha cozinha saboreando um café.
Como dizia Rubem Alves que tive o prazer de conhecer pessoalmente: “para se entrar numa escola, alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros bem que podiam dar lições aos professores. Os banquetes não se iniciam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome. Nós professores, temos que despertar a fome pelo conhecimento em nossos alunos, como faz o bom cozinheiro quando deixa a porta da cozinha aberta para que os aromas possam percorrer pela área de jantar e fazer os estômagos dos frequentadores roncarem de fome.”
É isso que esperam de nós: que possamos levar essa fome pelo saber, pela leitura, pela literatura.

Preciso agora agradecer.
A Deus, em primeiro lugar, por traçar meu caminho de volta para essa cidade que se tornou minha.
A meus três filhos, Viviane, Fabiane e Paulo Emílio, que sempre me incentivaram, juntamente com meu genro André e minha nora Patrícia, que me deram a alegria de quatro netos: Isadora, Heitor, Cesar e Daniel, obrigada.
A todos os meus amigos antigos e novos, da AME, da Biblioteca, do tricô e dessa Academia que hoje me recebe, meu muito obrigada.
Aos amigos que estão prestigiando esse solenidade, obrigada.
E encerro minhas palavras com a poesia que fiz, a qual ganhou o prêmio em 2017 no concurso de poesia sobre nossa cidade.
HISTÓRIA SEM FIM
Há muitos anos atrás
ela aqui viveu.
Na terra vermelha
de campos de soja,
de trigo, de gado,
de andorinhas voando
num céu todo seu.

Depois foi embora.
Criar filhos, trabalhar.
Ganhou netos,
escreveu livros,
mas um dia quis voltar.

E chegou devagarinho,
sem saber como
iria se recebida.
E a cidade faceira
abriu seus braços saudosos
recebendo a forasteira.

E ela pergunta ao moço:
A cidade mudou muito,
quase não a reconheço,
onde estão as andorinhas
que faziam alvoroço?

E ele continua contando
coisas que ela consegue lembrar.
Campo Mourão é história,
casa de amigos,
fácil de amar.

E ela agradece sorrindo
porque sabe muito bem
que dessa cidade amiga
ela faz parte também.

Agora, mais do que nunca!
Obrigada!”

“RECOMPENSOU-ME O SENHOR CONFORME A MINHA JUSTIÇA E RETRIBUIU-ME CONFORME A PUREZA DAS MINHAS MÃOS.” Salmos, 18- 20

 

DOCE DE LARANJA

Ah como eu me lembro da minha mãe fazendo esse doce!

Era tão complicado: tinha que ficar uma semana de molho numa bacia com água, tendo que trocar essa água muitas vezes ao dia!

Só aí podia fazer, mas que ficava uma delícia, isso ficava.

Mas agora temos essa maravilha da Doniro Frut que veio facilitar nossa vida e resgatar esses doces tão gostosos de antigamente.

Uma dica: melhor começar à noite, porque primeiro temos de escorrer toda a água da embalagem, lavar a fruta em água corrente e deixar de molho em bastante água por 12 horas.

Troque essa água por duas vezes.

Aí sim, coloque em uma panela com mais ou menos dois litros de água e deixe ferventar por 30 minutos.

Jogue essa água fora e volte ao fogo com água quente que cubra toda a fruta.

Cozinhe novamente por 10 minutos em fogo baixo.

Enquanto isso pese 600 gramas de açúcar cristal.

Adicione às laranjas e deixe engrossar a calda.

Pronto!

Está aí mais um doce pronto para você saborear e lembrar da infância!

“E CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTARÁ.” João, 8- 32

 

 

RELEMBRANDO NATAIS

Difícil escrever sobre o Natal…

Primeiro vem as lembranças mais remotas, de quando eu era pequena e passava esse dia com meus pais e irmãos.

Não tenho lembrança de meus avós junto conosco nessas comemorações; cada um morava em cidades distantes e viagens não eram tão fáceis como hoje em dia.

Assim o Natal se resumia em apenas nós seis: papai, mamãe, eu e meus três irmãos.

(Minha casa nesse ano de 2018)

Ganhava presentes: às vezes uma roupa nova, um sapato novo ou algum brinquedo.

Já com meus filhos os Natais foram diferentes!

Como morávamos no interior, viajávamos até a Capital onde meus pais e sogros moravam.

Então festejávamos dia 24 com os sogros e 25 com meus pais.

Nas duas casas era tudo muito animado com reunião de primos e tios e tudo era música e alegria.

(Mais enfeites em casa!)

Minha mãe sentava ao teclado tocava milhares de músicas natalinas e meu pai lia na Bíblia, a história tão conhecida do nascimento de Jesus.

Aí presentes (muitos) eram abertos e a ceia era repartida entre todos.

O Natal de agora ficou mais triste…

Meus pais se foram e não tem mais a música dos hinos nem a leitura da história de Jesus…

Os filhos vão fazendo suas vidas e alguns seguem para lugares distantes.

Então noto que a idade avançou e fiquei muito mais sentimental, como agora quando escrevo isso…

(Minha sala enfeitada!)

Mas o Natal de Jesus não muda!

Ele permanece através dos séculos como a vinda de nosso Deus ao mundo.

De uma maneira serena e humilde como Ele sempre foi, nos amando tanto que veio até nós para nos dar nova vida.

Então deixemos as lembranças tristes de lado e comemoremos o Natal com gratidão e alegria!

FELIZ NATAL A TODOS!!!

 

“PORQUE DESDE A ANTIGUIDADE NÃO SE OUVIU, NEM COM OUVIDOS SE PERCEBEU, NEM COM OS OLHOS SE VIU UM DEUS ALÉM DE TI, QUE TRABALHE PARA AQUELE QUE NELE ESPERA.” Isaías, 64- 4

 

 

DOCE DE MAMÃO VERDE

Seguindo com meus experimentos dos produtos da Doniro Frut, fiz o doce de mamão pela primeira vez.

Lembrei muito da minha mãe porque ela fazia muito esse doce, só que era muito trabalhoso: pegar o mamão, lavar, ralar… e nunca mais eu tinha comido…

Vejam como agora é fácil!

Primeiro retire o conteúdo do pacote e deixe escorrer todo o líquido.

Coloque em uma vasilha com água e deixe por duas horas.

Repita o mesmo procedimento: escorra a água, acrescente uma água limpa e deixe de molho mais duas horas.

Coloque para cozinhar em água fervente por 15 minutos.

Retire e jogue a água fora.

Junte 750 gramas de  açúcar cristal, alguns cravos e canela em pau (se gostar).

Leve ao fogo baixo por 10 minutos e coloque água conforme gostar da consistência da calda (eu coloquei 1 copo porque o mamão já está bem molhado).

Deixe esfriar e sirva.

Observação: minha mãe quando preparava esse doce, não colocava nem cravo e nem canela e sim uma folha de figo que dava um gostinho todo especial. Como eu não consegui a folha de figo, coloquei os outros dois.

Gente, esse doce geladinho com uma fatia de queijo branco de minas, fica maravilhoso!!!

“TU TE APROXIMASTE NO DIA EM QUE TE INVOQUEI; DISSESTE: NÃO TEMAS.” Lamentações, 3- 57

 

 

SOBRE FAZER 70 ANOS!

“A vida tem que ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas que se renova a cada gole bebido.” Lia Luft

Primeiro, uma infância feliz, rodeada de livros e música que foram permeando minha vida até agora.

Pudera, meu pai, professor de português, poeta, escritor; minha mãe, uma pianista invejável e professora de canto.

Depois, três filhos maravilhosos, que são, sem dúvida nenhuma, o melhor de mim!

Cada um com sua vida, afazeres, trabalho, mas sempre perto (mesmo que no face time)!

E, por fim, quatro netos, uma das minhas alegrias de viver!

Uma delas, porque reparto com meus três irmãos, amigos (tantos) e também com meus afazeres e sonhos.

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos…” (Pequeno Príncipe).

Problemas, tristezas, decepções?

Quem não teve?

Mas, eu diria como Graça Aranha: “Aquele que transforma em beleza todas as emoções seja de melancolia, de tristeza, prazer ou dor, vive na perpétua alegria”.

Se trabalho?

Não considero como um trabalho, mas não tenho palavra melhor para descrever o que faço, talvez, afazeres?

Comidinhas da vovó Sílvia“, como diz um pequeno quadrinho que ganhei de uma pessoa querida: “Cozinhar não é um serviço; é uma forma de amar!”.

Tricô e Crochê“, para netos, para minha higiene mental, para fazer algo pelos que precisam.

“Cidade em Revista”, escrevendo crônicas para essa revista linda da jornalista e minha amiga, Cidinha Coletty aqui de Campo Mourão.

AME“, (Associação Mourãoense de Escritores) reuniões mensais realizadas na Biblioteca Municipal, saraus, lançamentos de livro, etc, contribuindo com leituras de poesias e crônicas.

“Célula”, reunião semanal na casa das pessoas que fazem parte e um estudo interessante sobre a Bíblia (Igreja Presbiteriana).

Blog Prosa Poema Pastel“, onde escrevo semanalmente com muito amor!!!

Sonhos?

Muitos!

Talvez quando estiverem lendo esse post, estarei voando para a África onde vou visitar minhas filhas e netos!

E de lá continuarei escrevendo muito mais!

E, na volta, lançamento de mais um livro que já está prontinho!

Termino com um pensamento lindo do Mario Lago que diz: ” Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra.”

Observação: para poderem entender melhor desses assuntos que estão grifados, cliquem neles para direcionar vocês.

” PORQUE TODA CARNE É COMO ERVA, E TODA GLÓRIA DO HOMEM, COMO A FLOR DA ERVA. SECOU-SE A ERVA, E CAIU A SUA FLOR; MAS A PALAVRA DO SENHOR PERMANECE PARA SEMPRE.” I Pedro, 1- 24 e 25.

 

 

 

 

 

NÓS, MULHERES!

Há exatamente 11 anos, escrevi esse texto que achei nos meus guardados…(e continua atual).

Como estamos no mês da Mulher, segue, com todo o meu carinho!

Parabéns a todas as mulheres nesse dia 08 de março de 2018!

Àquela lá longe, na África, magra, alquebrada com seu filho morrendo nos braços…é dela esse dia!

Aqui perto de nós, a mãe do menino arrastado e morto e quantos mais enterrados pela violência…é delas esse dia!

Daquela professora que ensina nossos filhos e netos como se fossem seus…é dela esse dia!

Da mulher forte, guerreira, que luta por seus direitos, da atriz, da política, da doméstica, daquela que passa noites nos hospitais, cuidando, como anjos bons, aqueles que lá estão…é delas esse dia!

Da modelo, da empresária, da aeromoça, da servente, da secretária, daquela que sai com sua carteira de trabalho nas mãos procurando um emprego…é delas esse dia!

Da que cozinha, lava, passa, arruma, não ganha salário e ainda é, muitas vezes, agredida por seus companheiros…é dela esse dia!

Daquela que oferece ajuda a outros, da que com seu sorriso ilumina o dia dos que estão à sua volta, da escritora, da atleta, da musicista, da cantora, da arquiteta, jornalista, advogada, policial, designer…é delas esse dia!

E de tantas outras, sem nome nem sobrenome…também é delas esse dia!

E a nós, mulheres, que resumimos toda essa gama de profissões numa só, que temos o poder de mudar as coisas, de dar a vida…é nosso esse dia!

Que possamos com responsabilidade e amor, usar esse poder transformador para contribuir na construção de um mundo melhor!

Imagens: 1) freepik.com; 2) blogelartedeeducar.blogspot.com

“ENGANOSA É A GRAÇA, E VAIDADE A FORMOSURA, MAS A MULHER QUE TEME AO SENHOR, ESSA SERÁ LOUVADA.” Provérbios, 31- 30

 

 

 

 

POESIA PARA O CAMPEÃO!

Meu post de hoje já estava pronto, mas… tive que mudar!

Que me perdoem meus tantos amigos atleticanos, mas há quatro anos eu não gritava “É CAMPEÃO!” e por isso resolvi colocar essa poesia que fiz há uns 15 anos atrás.

Foi depois de um jogo que aconteceu no Dia das Mães, não me lembro de qual ano, em que fui ao campo com meu filho.

GOLEADA COXA BRANCA

E, DE REPENTE, EU ESTAVA ALI.

EM PLENO DIA DAS MÃES,

NUM DOMINGO,

SOL A PINO,

CORITIBA CONTRA IRATI.

NÓS DOIS DE UNIFORME:

CAMISA VERDE E BRANCA,

CALÇA JEANS, TÊNIS,

SORRISO FRANCO.

TUDO “NOS CONFORME”.

ESTÁDIO CHEIO, BONITO DE VER.

A TORCIDA ORGANIZADA

GRITA, CANTA,

XINGA, DANÇA,

E O SUOR COMEÇA ESCORRER.

PASSA O PRIMEIRO TEMPO.

“JOGO MORNO,

NÃO ADIANTA…”

E O GRITO CONTINUA

PRESO EM MINHA GARGANTA.

METADE DO CAMPO

JÁ ESTA NA SOMBRA.

E O SEGUNDO TEMPO COMEÇA.

O TIME TODO NO ATAQUE.

QUANDO ELE DESENCANTA:

É GOL!!!

E ENQUANTO PULAMOS ABRAÇADOS,

VEM O SEGUNDO E UM TERCEIRO,

E É A DANÇA, A EUFORIA,

A MARQUISE QUE BALANÇA.

A IMPÉRIO QUE DELIRA.

PARECE QUE TUDO EXPLODE:

O CORAÇÃO, O CORPO,

A MENTE.

E VEM UM QUARTO

E UM QUINTO DE REPENTE.

É A FESTA!

CONSAGRAÇÃO!

O ESTÁDIO INTEIRO GRITANDO:

“É CAMPEÃO!”

COMO É DOCE

O SABOR DA VITÓRIA!

GANHAR DE GOLEADA,

ENTRAR PARA A HISTÓRIA.

E VAMOS EMBORA.

MEU FILHO E EU.

FELIZES, CANTANDO,

(PÉ QUENTE),

NESSE DIA QUE É MEU!

Pois é… continuamos assim: amando, sofrendo muitas vezes, mas vestindo literalmente a camisa do nosso time do coração.

(Ontem, felizes!!!!)

“NÃO TE DEIXES VENCER DO MAL, MAS VENCE O MAL COM O BEM.” Romanos, 12- 21