BRINCADEIRAS DE UM PROFESSOR

Até aonde vai a inspiração e criatividade de um professor?

Pois bem, ela não tem limites!

Vou contar a vocês um feito de muitos anos atrás.

Conheci o professor GILL DE OLIVEIRA quando meus filhos estudavam no Colégio Marista Santa Maria e tinham aulas de Português com ele.

Apesar de rigoroso os alunos gostavam muito de suas aulas.

Bem mais tarde, eu trabalhando na Tecnologia Educacional do Positivo, encontrei o professor Gill que agora trabalhava na Editora Positivo.

Éramos “vizinhos”.

Sempre que nos encontrávamos, parávamos para conversar e como o refeitório era o mesmo, muitas vezes sentávamos juntos e trocávamos figurinhas.

Dei de presente a ele o meu primeiro livro “Um Pouco de Mim”que lancei em 2005 e ali mesmo, debruçou-se sobre ele, já começando a ler.

Passado alguns dias, ele me procurou e timidamente, me entregou 2 folhas escritas que tirou do seu bolso.

O que é isso? Perguntei.

– Ah, é uma brincadeira que fiz usando muitos dos títulos de suas poesias.

Quase caí de costas ao ler aquele papel: sim, são 38 títulos das 79 poesias do livro.

Vejam como ficou, com os títulos em negrito:

COISAS DA SÍLVIA

Lá vem o vento sibilando

a mesma canção da poeta.

É a Sílvia veloz assoviando

e valsando a valsa vienense

para tentar dizer a esse vento

somente Um Pouco de mim

e apenas um muito da vida

desta mulher contestadora.

——————–

Ela começa Redescobrindo

as Noites e Coisas da Vida

duns Catadores de Papel,

com muita Solidariedade,

para alimentar Outra Vez

aquele Menino Crescido

com Sonhos de Saudade.

——————–

Nunca irei esquecer vocês,

Mulheres Sozinhas carentes.

De Carência, Sempre Igual,

Considerando o Faz de Conta,

escondido nas Lembranças

das heroínas do Vendaval.

——————–

Eu Acho, Janela Fechada,

que Nunca Vou Esquecer

As Corujas da Pousada

no seu Estado de Graça.

Nem a Goleada Coxa Branca

com beijos de cachaça

no Poder da Caipirinha,

no copo da Tininha

pendurados num varal

esperando o carnaval.

——————-

Como eu queria Janelas Fechadas

cantar em Estado de Graça

para escrever que nem Fabiane

sobre meus Momentos de vida

e transformar todos em poesia

sem Diferenças e sem Descaso.

——————

E agora De Novo Você!

Mas O Que é Isso Mulher?

Não, Nunca Vou Esquecer:

Escolhas com Mudanças,

Momentos em Contrastes.

Fim de Caso, são Coisas da Vida!

(Gill de Oliveira; 10/11/2005)

Ao nos encontrarmos novamente, ele disse que logo me entregaria a segunda parte com os títulos que faltavam.

Não deu tempo…

Logo depois, ele virou uma estrela no céu e está lá a escrever poemas sem fim.

“POSSO TODAS AS COISAS NAQUELE QUE ME FORTALECE.” Filipenses, 4-13

ACALANTO ( MEU CAÇULA)!

Sempre chamo de filho os meus livros e falei sobre isso ao meu editor.

Então, numa tarde da semana passada, recebo uma ligação dele dizendo:

-Sílvia, tem uma criança aqui do meu lado chorando querendo a mãe!

Levei um milésimo de segundo até entender e soltar um grito: UAU!!!

Pois é.

O JAIR ELIAS DOS SANTOS JÚNIOR, da NOVA HISTÓRIA ASSESSORIA E GESTÃO CULTURAL, chegou trazendo nos braços, a minha criação!

Mas vamos começar do começo!

2020, um ano em que o mundo parou!

E fui desafiada a me submeter a novos hábitos de vida.

E em meio a tudo isso, eis que me encontro enclausurada, debruçando sobre textos guardados, a espera de saírem de suas gavetas.

Foi então que decidi reunir em um volume só, as Crônicas, Haicais e Poesias deixando pronto para depois que a pandemia passar (e ela vai passar), mostrar que em meio a reclusão, podemos sim continuar a sonhar.

E esse “ACALANTO” é mais uma realização de um sonho!

(Isso acima está escrito na orelha do livro)

Pensei muito em quem iria escrever o prefácio desse livro, mas quando pensei nele, foi como se sempre fosse dele essa tarefa: FÁBIO SEXUGI, presidente da ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS, biênio 2019 e 2020.

E ele escreveu tão lindamente que me emocionei ao ler!

A dedicatória também não foi difícil: “Para minhas filhas VIVIANE e FABIANE, com amor”.

É claro que já tenho outro preparado e que vai ser dedicado a meu filho PAULO EMÍLIO.

Essa capa linda foi obra do TIAGO SILVA ( o mesmo que desenhou a capa do nosso livro da Academia).

A revisão deixei a cargo da minha filha FABIANE PROHMANN, sendo que esse é o segundo livro que ela faz esse trabalho.

Agora, por que ACALANTO?

Porque esse nome remete a um momento único de carinho, prazer, de sentimento bom.

Me faz lembrar de uma cadeira de balanço, que é onde quero ficar contando histórias, declamando poesias, recitando haicais.

ACALANTO é um desejo profundo de estar em paz, conversando com você, meu amigo leitor.

Que possamos traduzir nesse embalo da palavra a sonoridade da minha alma para a sua.

(Isso está na contra capa do livro)

Já dei uma dica sobre ele em SPOILER- PALAVRA DA MODA em outro post.

No lançamento do livro O NASQUIMI DOURADO E OUTRAS HISTÓRIAS, pude fazer uma verdadeira festa com muitos convidados, coquetel, fotos, etc.

Veja lá em: Ele chegou!!!A festa para ele!!! como foi tudo lindo!

Esse ano, devido a pandemia, os lançamentos de livros estão sendo através de lives pelo Facebook, na página da Academia Mourãoense de Letras.

E é lá que farei assim que minhas filhas que moram fora do Brasil, chegarem.

Então é isso!

Aguardem para ler!!!

“POR TI TENHO SIDO SUSTENTADO DESDE O VENTRE; TU ÉS AQUELE QUE ME TIRASTE DO VENTRE DE MINHA MÃE; O MEU LOUVOR SERÁ PARA TI CONSTANTEMENTE.” Salmos, 71- 6

COMEMORANDO OITO ANOS DO BLOG COM POESIA

Sim, já estamos bem crescidinhos e viajamos por inúmeros lugares desse nosso mundo!

Tenho apenas uma palavra para vocês, meus seguidores, leitores e amigos: GRATIDÃO!!!

E então vamos comemorar com poesia!

OUTONO

FOLHAS CAINDO AOS POUCOS

DAS ÁRVORES A FARFALHAR.

ENTÃO A CALÇADA SE COBRE

TAPETE PARA EU PASSAR.

——————–

É O COMEÇO DO OUTONO

PARA O VERÃO TERMINAR.

E O CICLO CONTINUA

ATÉ O INVERNO CHEGAR.

——————–

A BRISA TORNA-SE AMENA

COMO CARÍCIA DE AMOR

E LEMBRANÇAS VÃO CHEGANDO

PARA MIL VERSOS COMPOR.

——————–

SÃO DOCES CHEIROS DE INFÂNCIA

IMPREGNADOS NO AR.

SÃO MÚSICAS QUE TRAZEM LEMBRANÇAS

QUE ME LEVAM A SONHAR.

——————–

A NATUREZA É PERFEITA

É OBRA DO CRIADOR.

SÃO SONS DA ORQUESTRA DIVINA

REGENDO UM SANTO LOUVOR!

(Imagem do bolo feita pela @arteempapelluanda, da minha filha Viviane; imagem outono: espaço Ciência).

Clique para ver as comemorações de outros anos:

SETE ANOS E UM POEMA

ROSQUINHAS DA MINHA MÃE E PARABÉNS PARA O BLOG

2º ANIVERSÁRIO DO BLOG

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DO BLOG

PAVÊ DE COCO QUEIMADO E 4 ANOS DO BLOG

“BOM É LOUVAR AO SENHOR E CANTAR LOUVORES AO TEU NOME, Ó ALTÍSSIMO, PARA DE MANHÃ ANUNCIAR A TUA BENIGNIDADE E, TODAS AS NOITES, A TUA FIDELIDADE.” Salmos, 92- 1 e 2

MÁSCARAS

Depois de 10 semanas postando vídeos de receitas, hoje coloco essa poesia que fiz e que serve para amenizar um pouco nossa atual situação, tentando deixar mais leve o momento.

(E assim estamos nós…)

(Imagem: drogariaspacheco.com.br)

MÁSCARAS

Ando vendo tantas

e até eu uso uma.

Tem de grife, de luxo,

de lixo e papel;

Tem de pano, colorida

e até azul pastel.

———-

Vejo cobrindo o rosto,

mas de fora o nariz.

Outras no queixo,

coitadas,

sem serventia prá nada,

debalde, como se diz.

———-

Mascarado, antigamente,

era alguém dissimulado.

Agora vejo tantos

que nem mais

ao certo sei…

Melhor é ficar calado.

———-

Pudera o vírus tá aí!

E eu o quero bem longe!

Nem posso passar meu batom

que agora aposentado

na gaveta continua

cuidadosamente guardado.

———-

Vamos deixar os olhos

sorrindo e bem maquiados.

São eles que agora aparecem

sob a máscara no rosto,

na espera que a covid

depressa perca seu posto!



“NUNCA MAIS TERÃO FOME, NUNCA MAIS TERÃO SEDE; NEM SOL NEM CALMA ALGUMA CAIRÁ SOBRE ELES, PORQUE O CORDEIRO QUE ESTÁ NO MEIO DO TRONO OS APASCENTARÁ E LHES SERVIRÁ DE GUIA PARA AS FONTES DAS ÁGUAS DA VIDA; E DEUS LIMPARÁ DE SEUS OLHOS TODA LÁGRIMA.” Apocalipse, 7- 16 e 17.

SETE ANOS E UM POEMA

E não é que o Blog está completando seus sete anos?

Tanta coisa passou por ele:  viagens, crônicas, poesias, indicações de livros, receitas de tricô e crochê, histórias e vídeos infantis e muitas e muitas receitas!

E são mais de 180 mil acessos do Brasil e de tantos outros países que fico pensando na minha responsabilidade em escrever para tantas pessoas em 119 países diferentes!

Por isso, PARABÉNS e vida longa para ele!

(Imagem do bolo feita pela @arteempapelluanda, da minha filha Viviane)

Muitas vezes fico sem inspiração para escrever poesias…

De repente ela surge, do nada, e foi assim com essa, que escrevi em tempos de quarentena.

 

BAILARINA

Diáfana, transparente,

um ser quase invisível

que se movimenta leve,

quase indolente,

ao sabor da minha mente.

——————–

Os braços sobem e descem

graciosos; e os pés,

quase a flutuar,

seguem a cadência

da música a tocar.

——————–

De repente, ela está em mim,

projetando como em tantos sonhos,

sonhei…

E me vejo solta,

enfim…

——————–

Ela sou eu,

bailarina errante no tempo,

que sobrevoa a vida

semeando versos

do melhor de mim.

——————–

E não há limites

para o que hoje sou.

Danço ao sabor do vento.

Não tenho pressa,

o que se foi, passou…

Imagens: pinterest

ENTÃO A VIRGEM SE ALEGRARÁ NA DANÇA, E TAMBÉM OS JOVENS E OS VELHOS; E TORNAREI O SEU PRANTO EM ALEGRIA, E OS CONSOLAREI, E TRANSFORMAREI EM REGOZIJO A SUA TRISTEZA.” Jeremias, 31- 13

 

 

 

NO ANO PASSADO

No ano passado…

Já repararam como é bom dizer “o ano passado”? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem…Tudo sim, tudo mesmo!

Porque, embora nesse “tudo” se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:

“Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados”.

Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos…

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição – morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.

Mário Quintana

(Texto, Pensador.com)
Ah esse Quintana!
Consegue escrever bonito tanto seus textos como seus poemas!
E se quiser ler mais sobre o Ano Novo, é só clicar no tema abaixo.
Poetizando o Ano Novo– poemas meu, de Drummond e do próprio Quintana.
Imagens: 1) pt.wikipedia.org; 2) foap.com; 3) pensador.com
“A RESPOSTA BRANDA DESVIA O FUROR, MAS A PALAVRA DURA SUSCITA A IRA.” Provérbios, 15-1

POESIA DE NATAL

POESIA DE NATAL

Enfeite a árvore de sua vida

com guirlandas de gratidão!

Coloque no coração laços de

cetim rosa,

amarelo, azul, carmim,

decore seu olhar com luzes

brilhantes

estendendo as cores em seu

semblante.

_____

Em sua lista de presentes

em cada caixinha embrulhe

um pedacinho de amor,

carinho,

ternura,

reconciliação,

perdão!

_____

Tem presente de montão

no estoque do nosso coração

e não custa um tortão!

A hora é agora!

Enfeite seu interior!

Sejas diferente!

Sejas reluzente!

CORA CORALINA

“Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nasceu na Cidade de Goiás, em 20 de agosto de 1889 e foi uma poetisa e contista.

Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais) quando já tinha quase 76 anos de idade, apesar de escrever seus versos desde a adolescência.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.” (Wikipédia)

Já são muitos Natais que passo escrevendo mensagens aqui no blog.

Se quiser reler algumas, basta clicar nos endereços abaixo.

Sobre o Natal– de minha autoria

Não Havia Lugar– meu pai, Rossine Sales Fernandes

Reflexões Natalinas I

Reflexões Natalinas II

Reflexões Natalinas III

Imagens: 1) casashopping.com; 2) pensador.com

“PORQUE ME FEZ GRANDES COISAS O PODEROSO; E SANTO É O SEU NOME. E A SUA MISERICÓRDIA É DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO SOBRE OS QUE O TEMEM.”-(Cântico de Maria)- Lucas, 1- 49 e 50.

 

A POESIA EM MIM

Um dia desses, eu falava para mais ou menos 100 estudantes da oitava e nona séries de um colégio, sobre…poesia.

Comecei contando que aos 10 anos já lia um livro do meu pai que se chamava : “Grandes Poetas Românticos do Brasil”.

E aí já me encantava com os versos épicos de Gonçalves Dias em Juca Pirama, com as aventuras de Navio Negreiro contada por Castro Alves, com o romantismo de Olavo Bilac em Via Láctea, que declamei para eles.

Ouvidos atentos e eu tentando encantar.

Falei então.

-Para começar a escrever você tem que ler muito, vários assuntos e diversos autores. Aos poucos vai pegando o jeito e acaba escrevendo algo que às vezes pode nem achar muito bom, mas que deve procurar guardar em uma gaveta ou uma caixa.

Dali um tempo, lê novamente e vai vendo que até que estava bem interessante. Ou não…

Continuei contando que, um belo dia, há muito tempo atrás, juntei muitas poesias escritas e guardadas e mostrei a meu companheiro nessa época, que eu julgava ser muito inteligente, para dar uma opinião sobre elas.

Pois bem.

Fiquei na maior aflição aguardando sua palavra que pensava ser muito importante para mim.

E foi, não da maneira que eu esperava, mas foi!

Ele leu, tirou os óculos, olhou para mim e disse:

-Fraquinhas!

Pensam que desisti? Pois foi aí que me tornei mais forte!

Bem, o “casamento” acabou, mas meu primeiro livro “Um Pouco de Mim” saiu logo depois pela Fundação Cultural no ano de 2005.

Aplausos!

O importante é não desistir, continuar lendo, aprendendo, escrevendo.

Muitas vezes a poesia surge quase pronta em nossas mentes e aí você tem que correr para colocá-la no papel.

Às vezes demora a acontecer e você então procura frases, palavras e rimas até achá-las de repente o que torna mais vivo esse poeta dentro de nós.

E, outras vezes ainda, você fica tão competente que começa a trabalhar com as palavras fazendo um jogo com elas, como é o caso desse pequeno poema meu:

MUDANÇAS

FULANO ESCREVE ASSIM,

SICRANO ESCREVE ASSADO, 

BELTRANO ASSIM E ASSADO.

EU ASSO ENQUANTO ESCREVO

E QUASE O DEIXO PASSADO.

MAS NÃO PASSOU,

O TEMPO.

O QUE ESCREVO MUDOU,

COMO EU.

É uma magia, uma teimosia que nos faz querer escrever, poetizar sem parar.

Espero que com minhas palavras, tenha despertado em alguns, o poeta adormecido que espera em algum momento, despertar.

NEM TODO O QUE ME DIZ: SENHOR, SENHOR! ENTRARÁ NO REINO DOS CÉUS, MAS AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS.”Mateus, 7-21

 

 

SARAU LITERÁRIO

E nessa última quarta feira do mês, tivemos o I Concurso de Poesias Rubens Luiz Sartori, da Academia Mourãoense de Letras.

Foi um aprendizado para todos nós.

Fui uma das selecionadas e quero deixar abaixo, o poema que escrevi e inscrevi.

Na entrada ficaram expostos os livros dos acadêmicos e até parei para fotografar ( meu livro de poesias e o de história infanto juvenil estavam lá).

( Eu, Sinclair, Dalva, Cristina, Nelci e Giselta)

Segue minha poesia.

SOBRE SAUDADES…

Tenho saudades de coisas

que não vivi.

De pessoas que não conheci,

de mundos, momentos,

de sorriso aberto,

escancarado.

_____

De gestos desmedidos,

de cheiros, de gostos,

que nunca senti ou provei.

Tenho saudades

do pranto que chorei

sem saber porquê.

_____

Tenho saudades do luar

que entrava pela fresta da janela.

De sentir seus abraços, 

da brisa, do vento,

do som dos riachos,

do verde das matas.

_____

Tenho saudades da noite,

das estrelas,

do som de um violão.

Da cantiga tristonha

que embala e mexe

com meu coração.

_____

Tenho saudades do vulto,

daquele elo invisível,

do sentimento ausente

como uma sombra a perder.

Ah, tenho tanta saudade

de você, que sequer cheguei a conhecer…

 

(Aqui com os participantes)

“QUEM, POIS, TIVER BENS DO MUNDO E, VENDO O SEU IRMÃO NECESSITADO, LHE CERRAR O SEU CORAÇÃO, COMO ESTARÁ NELE A CARIDADE DE DEUS?”I João, 3- 17.

 

 

 

MAIS UMA VISITA LEGAL!

Uma das minhas alegrias é quando sou convidada a falar para alguma turma de alunos, sobre a arte de escrever ou literatura em geral.

Gosto de ver o olhos grudados em mim quando começo a andar e declamar em alta voz os versos que me vem à mente.

E é nesse momento que começo a ganhar os ouvintes e me animo em contar como foi que peguei o “vírus” de uma leitora voraz, a gostar de escrever, a pensar poesia.

Foi assim no ano passado quando visitei pela primeira vez o Colégio Dr. Osvaldo Cruz e que vocês podem ler em “Celeiro Cultural” (é só clicar em cima).

Dessa vez foi diferente.

(Aqui sendo recebida pela diretora Rosemere Scheffer)

Fui conversar com uma turma de sétimo ano no encerramento de mais uma etapa do projeto Celeiro Cultural.

Eles leram o texto “Mãe África” e a poesia “A Poesia e a Cidade”, ambos da coletânea “Caminhos In Versos e Prosas VII” da AME, lançada em 2018.

E também os dois contos “”O Caso do Bilhete Perdido” e “O Jardim dos Três Desejos”, do livro “O Nasquimi Dourado e outras Histórias”, também lançado no mesmo ano.

(Com as professoras Edina Sacramento e Maria Pasquini, idealizadoras do projeto)

Fizeram inúmeras perguntas:

-Ganha-se muito dinheiro escrevendo livros?

-O que te levou a começar escrever?

-Já tem outros projetos prontos?

-Quais seus próximos planos?

(Desenhos e textos feitos pelos alunos)

Agora, o maior interesse mesmo foi sobre minhas viagens a África.

Queriam saber tudo sobre o lugar, sobre as pessoas, até se eu gostaria de um dia morar lá…

-Não, isso não, respondi. Meu lugar é aqui, na minha casa, cidade e país, mas enquanto puder, quero voltar lá ainda muitas vezes.

Nossa, como o tempo passou rápido!

Fizemos muitas fotos e, ainda de quebra, uma mesa com salgadinhos, doces, bolo e refrigerantes.

Virou festa!

E meu coração saiu festivo dali, ao saber que jovens leem meus livros, que se interessam pela cultura e literatura.

E, em minha imaginação enquanto caminhava, fui vendo cada um escrevendo sua própria história em forma de contos e poesias.

Será um final feliz!

“E BUSCAR-ME-EIS E ME ACHAREIS QUANDO ME BUSCARDES DE TODO O VOSSO CORAÇÃO, E SEREI ACHADO DE VÓS, DIZ O SENHOR.” Jeremias, 29-13 e 14