UM ABRIL DE PROGRAMAÇÕES!

Como fiquei feliz por nesse mês de Abril, começar a comparecer a reuniões presenciais, ir a novos lançamentos de livros, reunir-me com alunos e pessoas de fora!

A primeira reunião da AML (Academia Mourãoense de Letras)foi no dia 13 e matamos saudades!

Nesse dia aproveitei para trocar livros com a confreira Marlene Kohts (Um Dia Normal) e o confrade Arleto, adquiriu o meu Acalanto.

Uma honra!!!

Depois veio uma linda surpresa no Facebook para mim: os irmãos poetas George Abrão e Daniel Maurício, amantes das artes em geral, fizeram em sua página uma bela homenagem como destaque na literatura paranaense.

Sílvia Fernandes- escritora em versos e prosa junto a minha biografia, o que muito me sensibilizou.

Sobre o dia 16, meu aniversário, já coloquei o post: “Meu nome, Alegria; sobrenome Gratidão” com fotos.

Outro evento formidável (dia 19), foi o lançamento de dois livros escritos pela confreira Benedita Lima Cristófoli: “Conto e Contos” e “Duas Vidas bem Vividas”.

Foram momentos de pura emoção com suas duas bisnetas cantando lindamente; um coquetel maravilhoso; um duo de violão e voz que nos deixou tão à vontade que nem queríamos ir embora…

Pensam que terminou?

Nananinanão!!!!

No dia seguinte, 20, no período da tarde, já estávamos na Biblioteca Municipal onde fomos agraciados com uma apresentação dos alunos do Colégio Estadual Antonio Teodoro de Oliveira ( ATO).

Eles fizeram a leitura de todos os 25 textos e poemas do livro da AME (Associação Mourãoense de Escritores): “ENTRE LENTES E LETRAS”, que já coloquei aqui quando do lançamento em “Dezembro e seu Começo”.

(Nessa foto, as duas alunas que leram meu texto: “A Velha Máquina de Escrever)

Os alunos saíram-se muito bem o que nos deixou emocionados e os professores e diretores do colégio, orgulhosos!

(É claro que eu tive que falar… quem me conhece, já sabe…)

No dia 28, quinta feira à noite, fizemos o lançamento do livro “Obras Reunidas do Padre Pedro Poletto” na sede da Diocese, um lugar propício para esse evento.

O religioso que era italiano, foi homenageado por suas contribuições literárias e linguísticas, tendo vivido por muitos anos como pároco em Campo Mourão como dedicado sacerdote.

(Com a presidente da AML, Dalva Helena de Medeiros, com o padre Jurandir Aguillar, pároco e acadêmico da Cadeira 17 e com Giselta e Gilson em um momento de descontração)

E para encerrar essa agenda movimentada do mês, dia 29, fui até a Biblioteca Municipal para o encontro regional de Bibliotecas Públicas onde, como convidada, pude relatar experiências no universo da literatura em geral.

(Na foto maior, com as palestrantes de Curitiba: Marta Sienna e Neiva Minozzo)
(Com os participantes)

Terminei fazendo um sorteio do meu último livro “Acalanto” e a feliz ganhadora foi a Rosely Gomes da Silva da cidade de Quinta do Sol.

UFA!!!!!!!!!!!!!

Que Maio chegue igualmente com muito fôlego para promovermos cada vez mais, a disseminação da cultura em nossa cidade!

“ESPEREI COM PACIÊNCIA NO SENHOR, E ELE SE INCLINOU PARA MIM, E OUVIU O MEU CLAMOR.” Salmos, 40-1

UM ENCONTRO EM TOLEDO

O primeiro encontro de Academias que participei, foi em Londrina no ano de 2019.

Em 2020 as festividades foram canceladas devido à pandemia.

E nesse outubro de 2021 pudemos, graças a Deus, nos encontrar, claro que com os devidos cuidados, na linda Toledo.

A abertura se deu no Olinda Park Hotel onde fui representando a Academia Mourãoense de Letras.

Cheguei de ônibus em menos de quatro horas e fiquei encantada com a cidade! Quero logo ter outra oportunidade para visitá-la.

As palestras, almoços e jantares foram todas no mesmo local da hospedagem e, logo depois de um banho, fomos todos recepcionados por artistas do Circo Ático.

Coloquei nosso banner em evidência ao lado do 15º Encontro de Toledo.

Às 17 horas deu-se a solenidade de abertura dos trabalhos com a formação da mesa de honra e a presença do prefeito Beto Lunitti, do presidente da Academia de Letras do Paraná, Ernani Buchmann e da presidente da Academia de letras de Toledo, Lucrécia Welter, além de outras autoridades.

O Hino Nacional foi cantado por uma voz feminina e logo depois o Hino da ALT cantado por um casal convidado.

Todos estávamos portando a pelerine e após os discursos foi feita a foto oficial do encontro.

Foi um momento de congraçamento entre as Academias presentes e onde aproveitei para presentear meu livro Acalanto ao presidente da ALP.

Seguiu-se a apresentação de um grupo de 15 mulheres “Encanto Sul” que cantaram e dançaram lindamente.

Enquanto era servido um coquetel, apreciamos a apresentação da Orquestra São Gonçalo de Viola Caipira e numa descontração total, alguns pares saíram bailando…

Assim encerramos esse primeiro dia.

Essa modernidade às vezes chega a me surpreender!

Em duas telas grandes de TV bem posicionadas, chegou até nós o palestrante professor Dr. Stefano Busellato diretamente da Itália.

O tema foi “Dom Quixote: o duelo entre literatura e realidade”.

Envolvente a apresentação mostrando a interpretação romântica e realista do autor onde o herói confunde a ilusão com a realidade.

O autor espanhol, Miguel de Cervantes, trás através de seu livro, que é um dos mais importantes clássicos da literatura, a amada Dulcinéa, o fiel amigo e companheiro Sancho Pança e seu cavalo Rocinante.

Seguimos ainda, pela manhã, com a palestra do Mestre Jorge Pereira, (um jovem rapaz) sobre a “Escrita Criativa e Construção de Personagens”.

Interessante a colocação de que quando criamos um personagem, ele pensa em viver. E segue:

-experimentação verbal- quando o pensamento é transformado em palavras;

-alegorias- personagens e vozes da narrativa;

-símbolo- o personagem tem que existir;

-palavra como elemento fundamental- entrando na narrativa.

Sobre as estruturas: tempo/ espaço/ personagens/ intriga.

Em seguida, vários acadêmicos apresentaram as atividades de suas respectivas academias até irmos almoçar o tão esperado e tradicional “Porco no Rolete”, prato típico da cidade.

Tivemos pouco tempo para o descanso (ainda mais desse almoço delicioso) porque às 14:00 horas já estávamos prontos para uma nova palestra.

Foi a vez do também jovem, Lucas Fonseca com uma mesa de conversa sobre “O Artista em Processo- literatura e artes plásticas”.

Iniciou falando sobre o criador e a criatura, desenvolvendo a visualidade (do autor e do leitor), o tempo e o produto (o livro).

Sobre o livro pensar sobre o pessoal como sua obra e o profissional como o mercado, extensão e o produto.

Logo depois voltamos às apresentações dos acadêmicos contando sobre as atividades das suas respectivas academias.

Foi aí que coloquei o nosso banner à frente, ao meu lado, onde se lia nele toda a nossa programação e projetos.

Como o tempo máximo de explanação era de cinco minutos, comecei saudando as Academias presentes, em nome da nossa presidente Dalva Helena de Medeiros contando sobre a impossibilidade de sua presença por há muito tempo estar com viagem marcada.

Falei sobre o “Café com Letras” e o “Primeiro Concurso Internacional de Poesias” onde naquele mesmo dia (30-10) encerrava as inscrições com mais de 1000 inscritos de todo o Brasil e outros países e também dos diversos lançamentos de livros, sendo pela AML os livros “Ad Immortalitatem” e “Obras Reunidas- Pedro Poleto” e diversos acadêmicos, como: Silvania Maria Costa (Enquanto o Tempo Passava), Dalva Helena de Medeiros (1.História e Trajetória do Curso de Pedagogia da Unespar/Fecilcam; 2. Obra Póstuma: Síntese Existencial Constantino de Medeiros), Jair Elias dos Santos Júnior (1. Araruna, a história de uma Cidade; 2. Uma História de Gerações- 70 anos do Clube Social e Recreativo 10 de Outubro); Marlene Kohts (Um Dia Normal) ; Edcleia Basso (Ensinar e Aprender uma Língua Estrangeira/ adicional nas diferentes idades vol.2) e eu com o lançamento on line do livro Acalanto.

Encerrei minha fala com a poesia “História sem Fim” sobre Campo Mourão.

Foram muitas pessoas usando a palavra para saudações e o momento foi de congraçamento.

Aproveitamos para observar a exposição de telas distribuídas juntamente com os banners das outras Academias presentes.

Tivemos um tempo para descansar antes de voltarmos para assistir a apresentação da Invernada Adulta do CTG- Província Gaúcha com muita animação por parte de todos os presentes.

Em seguida, a ALT prestou uma homenagem a todas as instituições presentes onde cada acadêmico foi convocado a fazer uma poesia para outra academia visitante.

Recebi três poemas, sendo dois para a AML e outra para a Academia de Filosofia de Campo Mourão.

Muito singelo o gesto escrito em letra cursiva e em papel pergaminho.

Fomos então ao jantar em comemoração aos 10 anos da ALT, com direito a bolo e mais fotos.

Nesse momento a chuva veio forte o que prejudicou a presença de muitos ao Sarau dos Acadêmicos que era em outro prédio.

Eu mesma fui diretamente ao meu apartamento para um merecido descanso.

Às nove horas do domingo, já depois de um gostoso café, voltamos para a palestra on line –interativa, da professora doutora Sonia Sirtoli Farber sobre “As Interfaces da Tanatologia nas Produções Literárias e sua contribuição para o enfrentamento das perdas”.

Ela, uma pessoa extremamente doce e gentil, iniciou falando sobre a realidade da morte.

Mas o que vem a ser a Tanatologia?

A ciência da vida e da morte que visa entender o processo de morrer e do luto.

E as letras são uma forma de imortalidade.

Escrever é uma resistência à morte que não deixa de ser uma realidade normal.

Quando fala sobre “sermos salvos pelos nossos autores”, ela deixa claro seu imenso reconhecimento a Dostoievski (Crime e Castigo, Os Irmãos Karamazov), seu autor preferido.

Deixando em aberto para perguntas ou interferências, fui a primeira a levantar e recitar o haicai de minha autoria:

Os poetas mortos

estão vivos nas lembranças.

Viverei um dia?

Foram feitas várias outras intervenções após a palestra aplaudidíssima por todos e em seguida passou-se aos temas sobre a pandemia onde diversos autores, inclusive eu com a poesia “E não houve Carnaval…”, leram seus poemas.

O término foi com o momento ALCA ( Associação das Academias de Artes e Letras do Paraná) com apresentação de trabalhos e da diretoria gestão 2023-2024 a ser eleita e empossada no 16º encontro em Irati, novembro de 2022.

A presidente da ALT e ALCA, Lucrécia Welter Ribeiro, foi homenageada com agradecimentos e flores.

Foi lida a Carta de Toledo com a avaliação do encontro e encerrada a solenidade.

Após o almoço, despedidas e saldo positivo com novos amigos que fizemos.

Acima eu e LUCRÉCIA, depois EDY, eu e MALGARETE/ abaixo MARIA EUNICE, eu, MARLENE e MARIA DILONÊ

Voltei para casa com um casal muito amável da cidade de Cornélio Procópio, Solange e professor Armando Paulo da Silva, representando a Academia de lá.

E preparem-se todos:

2023 o 17º Encontro de Academias vai ser aqui!!!

Acima, os acadêmicos da Academia de Letras de Toledo que tão bem nos recepcionaram.

Gratidão!

Campo Mourão espera todos de braços abertos!

“Ó SENHOR, SENHOR NOSSO, QUÃO ADMIRÁVEL É O TEU NOME SOBRE TODA A TERRA!” Salmos, 8- 9

A SABIÁ QUE SE TORNOU SÁBIA

Era uma vez uma Sabiá que vivia em uma gaiola dourada.

Ela não gostava dali, mas como tinha um bom coração às vezes cantava muito e todos pensavam que ela era feliz.

Ela tinha um sonho: sair dali e ser livre, poder voar e conhecer o mundo!

Os dias se passavam e ela se debatendo contra a grade da gaiola, ou, cantando uma melodia triste.

O sonho continuava; quem sabe um dia ela poderia sair daquela prisão?

Um belo dia ela acordou e viu a porta da gaiola aberta.

Arregalou os olhos e foi aos poucos experimentando pé ante pé para saber se realmente estava acordada.

Assim, chegou à porta que escancarava como mágica e ela alçou voo.

No começo nem podia acreditar no que estava acontecendo: ela estava realmente livre!

E a Sabiá voou até cansar…

Passou por cidades, montanhas, rios e mares, olhando tudo enquanto de seus olhos pingavam lágrimas de alegria.

E descobriu mundos, viveu todas as suas fantasias!

E, claro, nessa orgia de libertação, também saiu machucada.

Suas escolhas faziam diferença em seu dia a dia e por mais que quisesse acertar, errava feio; nessas horas sentia como que uma brisa suave que a envolvia e protegia das maldades do mundo.

Mas ainda assim, prezava sua liberdade acima de tudo e aos poucos foi aprendendo a dosá-la.

O tempo foi passando e, como acontece com muitos, ela acabou superando sua ansiedade e foi se tornando melhor, mais ponderada, coisas que só acontecem com quem viveu e teve experiências.

Até que um dia ao voar perto de um grupo de jovens sabiás, ouviu o que diziam:

– Quando crescer quero ser igual a ela! Disse uma delas.

– Como ela é inteligente! Disse outra.

E assim, nossa Sabiá voou sorrindo, sabendo que com o tempo ela tinha trocado o acento de seu nome.

Agora ela era Sábia!

Imagens: 1) elo7; 2) portal de educação infantil; 3) zoológico de Brasília

“OLHAI PARA AS AVES DO CÉU, QUE NÃO SEMEIAM, NEM SEGAM, NEM AJUNTAM EM CELEIROS; E VOSSO PAI CELESTIAL AS ALIMENTA. NÃO TENDES VÓS MUITO MAIS VALOR DO QUE ELAS?” Mateus, 6- 26.

REFLEXÕES EM MEIO A UMA PANDEMIA

No dia 16 de março, coloquei aqui um texto da minha filha, “O QUE PODEMOS APRENDER COM ESSA PANDEMIA“.

Mais de um mês se passou e ela escreve novamente, agora refletindo sobre o tema.

Uma oportunidade para nós refletirmos juntos.

“É engraçado fazer parte da história…

Quero dizer, uma história que será estudada e falada para sempre. Uma história que ficará marcada porque o mundo todo fez parte dela, sem exceções: ricos, pobres, brasileiros, europeus, africanos, chineses…

Ninguém passou incólume por essa pandemia.

Já estou na fase de achar cansativo fazer parte da história.

Sou sagitariana, é muito difícil para mim ficar presa, sem poder abrir minhas asas e voar.

Mas tenho sorte! Vejo da sacada do meu quarto o céu azul, tenho espaço para tomar sol e a minha vista é o rio Tejo – que eu chamo de mar, para acalmar meu coração.

Não posso reclamar… mas ainda assim a agonia de não saber até quando isso tudo vai durar teima em atormentar meus pensamentos.

Não sou de fazer planos, deixo a vida me levar, mas não poder nem mesmo deixar levar tem sido um exercício difícil para mim.

Mas como disse, não posso reclamar.

Em Lisboa é permitido sair, ir ao mercado, farmácia… Minha programação tem sido essa: trabalho de segunda à sexta, e sábado vou ao mercado!

Virou o programa da semana!

Assim pego um sol, respiro ar puro, vejo pessoas e percebo que a vida segue, em outro ritmo, mas tudo bem.

Apesar de correr ser permitido, tenho evitado.

Mas há dias que tudo o que eu preciso é sair correndo, literalmente.

Essa semana resolvi fazer isso. Não pensando em manter a forma, mas sim em manter a sanidade.

E foi maravilhoso! Ver a cidade calma, dormindo, quase fantasma…

Os pontos turísticos vazios, as ruas desertas.

Era possível ouvir os pássaros!

Sei que nunca mais verei Lisboa tão vazia. E nunca mais verei a cidade da mesma maneira.

Foi estranho, mas ao mesmo tempo inesquecível.

No caminho descobri construções, casas, história. E pensava no futuro, quando todas as pessoas puderem retomar sua rotina.

Não acredito que a vida será igual ao que era.

E torço para que não seja mesmo. Espero que toda essa solidariedade despertada se mantenha para sempre. Espero que os encontros e abraços sejam mais valorizados. Que o cuidado com o planeta e com os seres humanos sejam mais constantes, passem a fazer parte do dia a dia.

Acho que ninguém vai sair da mesma forma que entrou nessa quarentena.

E isso é ótimo! Precisamos evoluir, precisamos perceber o que realmente é importante. Precisamos nos conhecer mais.

Reflexões…

Mas estou muito otimista que isso tudo vai passar logo!

E em breve poderemos nos reencontrar e contar orgulhosos que sobrevivemos!

Com mais amor, com mais fé em Deus, com mais atenção ao próximo.

Enfim, melhores!”

Obrigada, mais uma vez, por repartir conosco seus textos inspiradores!

“TODAVIA, EU ME ALEGRAREI NO SENHOR, EXULTAREI NO DEUS DA MINHA SALVAÇÃO.” Habacuque, 3- 18

 

 

O QUE PODEMOS APRENDER COM ESSA PANDEMIA

Esse texto veio quentinho ontem à noite, diretamente de Lisboa, Portugal, onde minha filha Fabiane, que é jornalista, está morando.

“O novo sempre assusta.

E se esse novo for uma doença, apavora ainda mais.

Mas sim, há vida nesse caos e é possível aprender a lidar com esse momento passageiro.

 Talvez você já não aguente mais ouvir falar do coronavírus.

Talvez você ache isso tudo um exagero.

Talvez isso nem tenha chegado à sua cidade ainda…

 Mas, como eu estou em Portugal, esse é um assunto que não tem como não fazer parte das conversas – online, porque reuniões com mais de cinco pessoas não são aconselháveis no momento.

Diferentemente da Itália e Espanha, aqui não estamos proibidos de muita coisa. Mas há restrições. O estado de alerta em Lisboa segue até 9 de abril.

 A cidade está mais vazia, mesmo nesses dias de calor.

Apesar de ainda estarmos no inverno, faz duas semanas que tem feito sol e calor em Lisboa. As esplanadas – restaurantes e bares ao ar livre – deveriam estar lotadas, mas não estão. Há pessoas, mas em número reduzido.

A curiosidade é que 90% dos que ainda saem às ruas são estrangeiros.

No sábado dei uma volta pela cidade e só ouvi inglês, francês e alemão. Português mesmo só dos motoristas de tuk tuk e dos garçons.

 (Apesar do sol, esplanadas com poucas pessoas, sendo 90% estrangeiros).

 As pessoas estão cuidadosas. A recomendação é não chegar perto, não abraçar nem beijar. Para mim, tudo normal: sou de Curitiba!!

 As escolas e universidades foram encerradas.

Os supermercados têm novo horário de funcionamento, reduzido. Os centros comerciais também.

A Câmara Municipal da cidade fechou museus, teatros, bibliotecas, piscinas e pontos turísticos, como o Mosteiro dos Jerônimos, a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos.

( Um dos lugares mais procurados pelos turistas, a Praça do Comércio estava vazia para um final de semana).

 Algumas empresas adotaram o home office, como forma de evitar que os funcionários peguem o transporte coletivo.

A minha foi uma delas, então desde a última quarta-feira todos trabalham de casa.

 Alguns restaurantes também fecharam as portas, assim como shows e peças de teatro agendados para março e abril foram adiados.

À noite, todos as discotecas e bares estão encerrados.

A maioria das academias também optou por fechar.

 No domingo o Ministro da Administração proibiu o consumo de bebida alcoólica nas vias públicas e determinou a redução para cem pessoas em espaços fechados (até então o número era de 500 pessoas).

A intenção é evitar ao máximo as aglomerações.

 (Na Ribeira das Naus, em frente ao Tejo, algumas pessoas aproveitaram o sol do final de semana, mas mantendo distância uns dos outros).

 Nos supermercados há muitas prateleiras vazias, mas a reposição é feita diariamente. Houve um certo pânico, mas quando as pessoas perceberam que se não fizerem estoque não vai faltar, os ânimos se acalmaram.

Só há duas coisas que realmente não existem: álcool em gel e máscaras.

  (Alguns produtos são mais procurados, como enlatados, leite e limpeza. Mas a reposição tem sido rápida).

 A grande preocupação agora é fazer com que as pessoas sejam menos egoístas. Talvez essa pandemia ensine isso.

Por que não se trata de ficar doente – já sabemos que a mortalidade é pequena face a tantas outras doenças. A questão é que não há espaço para atender todas as pessoas que precisam, em especial os idosos.

Por isso é tão importante respeitar as regras impostas, para que a disseminação não se alastre ainda mais.

(Em Alfama, um aviso com os cuidados básicos sobre o Covid-19).

 Ontem à noite, após uma convocação pelas redes sociais, as pessoas saíram ao mesmo tempo nas janelas de casa para aplaudir os profissionais de saúde, que têm se empenhado muito na luta contra o coronavírus. Foi lindo de ver!

 Vamos sobreviver? Com certeza!

Serão tempos difíceis, mas acredito de que vamos passar por mais essa! Enquanto isso, vamos aprendendo a ser menos individualistas e mais solidários. Vamos confiar nas autoridades, obedecer às recomendações, não entrar em pânico e não repassar fake news.

Enfim, vamos nos adaptar a esse momento, e quando tudo passar, estaremos fortalecidos e aprenderemos a dar mais valor à saúde e à liberdade.

E que Deus nos proteja!”

Muitos de nós, que estamos longe de nossos queridos que moram no exterior, com razão nos preocupamos com a saúde deles.

Então foi oportuna essa reflexão e que nossa fé em Deus, jamais seja abalada porque, como Ele mesmo disse:

“…O VOSSO PAI, SABE O DE QUE TENDES NECESSIDADE, ANTES QUE LHO PEÇAIS.” Mateus, 6-8

 

 

UM MURO EM MEU CAMINHO

Eu e minhas andanças à pé pela cidade, dou de repente com esse muro e seus dizeres esquisito.

Parei e fotografei para depois refletir sobre quem e por que, alguém escreveria isso.

-Uma mensagem para alguém?

-Uma afirmação para si mesmo?

Comecei a analisar.

“Quando não me amo”, significa que ele se ama algumas vezes e em outras, deixa de se amar.

“Eu me machuco”, essa frase tem várias conotações, como por exemplo:

-ele se fere fisicamente?

-Ele se machuca interiormente?

-Ele já passou por isso quantas vezes, porque deixa implícito que já aconteceu anteriormente.

-Isso faz com que ele tenha necessidade de se manifestar através da escrita?

-Seria o caso dele estar com tantos problemas reais que não consegue se amar?

(Aqui vale uma observação: estou me referindo a ELE, masculino, com a impressão de ter sido um homem a escrever essa frase. Meu instinto falou mais alto…)

Fui olhar no meu amigo Google para ver se existia alguma coisa, como uma música talvez, em que tivesse uma referência a essa frase.

Achei um poema no Youtube de Marina Peralta, onde ela diz: “quando não me amo eu me machuco” e em seguida “lembra? Lembra?” para encerrar com: “me amo, me acolho, me aceito, me escolho.”

Então será que nosso desconhecido passante conhecia essa letra?

Ou foi em um rasgo de emoção que pensou e escreveu?

Seja como for, parei para pensar nesse assunto…

E tudo que pensamos, pode sim virar um texto, um poema ou tema para reflexão.

Como a simples frase escrita no muro, me fez escrever!

Imagens: 1) ponto de interrogação: emojiterra.com; 2) coração partido: noticias.uol.com.br

“EIS QUE, NA PALMA DAS MINHAS MÃOS, TE TENHO GRAVADO; OS TEUS MUROS ESTÃO CONTINUAMENTE PERANTE MIM.” Isaías, 49- 16

 

EXPO LIVRO

Gosto de andar pelas ruas da cidade e vou assim, meio devagar, mas observando tudo ao redor.

E foi assim que olhando ao longe, no meio da praça, vejo…

-Não, não pode ser! Um ônibus de livros?

Vou chegando mais perto e…

-Sim, sim é um ônibus de livros!

Entro curiosa e o que vejo é tudo tão claro, limpo, ar condicionado (lá fora um calor enorme), mesas, cadeiras, TV, sofás e livros, muito livros!

Converso então com o casal que me recebe, Milton e Juracema, que me contam sobre tudo aquilo que meus olhos extasiados veem.

Esse projeto se chama INSTITUTO VIDA PARA TODOS (www.institutovidaparatodos.org.br) que leva para inúmeras cidades essa biblioteca ambulante.

Os livros, para adultos, jovens e crianças, são especialmente cuidados e editados em sua própria editora (EDITORA ÁRVORE DA VIDA) onde também circula um jornal mensal e que está em sua 300º edição.

Eles ficam, dependendo da disponibilidade do local, em média 20 dias; vieram de Foz do Iguaçu e seguem daqui para Guarapuava.

Também apresentam palestras e peças teatrais durante a permanência na cidade.

Não são ligados a nenhuma denominação e sua visão é “apresentar ao público cristão um jornal totalmente bíblico, com diversos temas da vida cristã e que suprisse espiritualmente vários segmentos de pessoas.”

Todos os livros trazem mensagens de amor, incentivo, união e outras.

Nesse livro infantil que comprei, Luva Lulu, “ensina a criança a ser perseverante na busca de objetivos e a não desanimar diante das dificuldades”.

Passei momentos tão agradáveis nesse local e só me entristeci por ninguém ter entrado enquanto permaneci ali…

Um presente para a cidade e tomara muitos ainda descubram e cheguem até lá para o receber!

“DISSE JESUS: IDE POR TODO MUNDO, PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA.” Marcos, 16- 15

 

 

 

A ARTE CONSTRUINDO UM PLANETA MELHOR!

Aqui em nossa cidade, Campo Mourão-Pr, tivemos dois eventos essa semana muito importantes e tudo a ver com o texto de hoje.

O primeiro, organizado pela primeira dama do município Hosana Tezelli, tem o nome de “CIDADE LIMPA, CIDADE VERDE” onde moradores de todos os bairros se unem para a limpeza e restauro de nossas praças, ruas e casas.

O segundo e não menos importante, foi a entrega do troféu José Moser, pela ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS a inúmeros artistas plásticos de nossa cidade, de Peabiru e Mamborê.

Um reconhecimento àqueles que traduzem em arte o sentimento mais profundo de cada um.

E nesse embalo ecológico, recebo esse texto tudo a ver, da minha filha jornalista Fabiane.

Como sempre, ela escrevendo com autoridade e conhecimento de causa!

Vocês vão gostar!!!

“A arte de reutilizar o lixo para desenvolver a consciência social”

Bordalo II consegue, com suas esculturas, criar arte a partir do desperdício.

Novembro de 2017. O bairro do Beato, em Lisboa, se transforma num dos lugares mais concorridos da capital portuguesa. A fila de aproximadamente duas horas é para ver a primeira exposição de Bordalo II, o artista que faz do lixo, arte. Intitulada Attero (substantivo latino para desperdício), em 20 dias atraiu mais de dez mil pessoas.

(Exposição Attero em Lisboa – crédito: Fabiane Prohmann)

Maio de 2018.

Terminal da Lapa, Zona Oeste, São Paulo. Avenida das Américas, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

À primeira vista você pode não entender qual a relação desses dois endereços. Menos ainda, se associarmos isso à história do parágrafo acima. Mas acredite, esses três lugares estão interligados pela arte.

Artur Bordalo, 31 anos, nascido em Lisboa, é o responsável por isso. As duas maiores cidades brasileiras foram presenteadas com suas obras – o bicho preguiça e o lobo guará mostram não apenas o talento desse artista, mas principalmente faz uma crítica ao mundo em que vivemos, onde o desperdício é comum e coisas perdem seu valor ou utilidade rapidamente.

(Bicho preguiça em São Paulo – crédito: Reprodução / Facebook)

 (Lobo guará no Rio de Janeiro – crédito: Reprodução / Facebook)

“Eu pertenço a uma geração extremamente consumista, materialista e gananciosa. Com a produção das coisas em seu nível mais alto, a produção de ‘resíduos’ e objetos não utilizados também é mais alta.

‘Waste’ é citado por causa de sua definição abstrata: “o lixo de um homem é o tesouro de outro homem”. Eu crio, recrio, reúno e desenvolvo ideias com material em fim de vida e procuro relacioná-lo à sustentabilidade, consciência ecológica e social”. (www.bordaloii.com)

( Entrada do atelier de Bordalo II, em Lisboa – crédito: Fabiane Prohmann)

Criatividade vem de berço para esse artista, neto do pintor Real Bordalo (1925-2017), conhecido pelos óleos e aquarelas que retratam paisagens urbanas, em especial edifícios e locais históricos de Lisboa.

Para dar forma à sua arte, Bordalo II utiliza caixotes de lixo, mangueiras, rodas de bicicleta, garrafas pets, para-choques de automóveis, caixas de papel, lixo tecnológico, contentores partidos, móveis, entre outros.

( Big Trash Animal: o gato, no Parque das Nações, em Lisboa – crédito: Reprodução / Facebook)

As suas esculturas mais conhecidas fazem parte da série denominada Big Trash Animals, e podem ser encontradas em cidades como Lisboa (Portugal), Paris (França), Hamburgo e Berlin (Alemanha), Santiago (Chile), Talin (Estônia), Lódz (Polônia), San Nicolas (Aruba), Pataya (Tailândia), Las Vegas e São Francisco (Estados Unidos), Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras.

E você, já se deparou com alguma obra de arte do Bordalo II?

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Assim ela encerra seu texto, deixando para todos nós o sentido do dever e comprometimento que devemos ter em relação a cultura, aproveitamento e cuidado de nosso planeta.

Obrigada, filha!!!

“FAZE-ME SABER OS TEUS CAMINHOS, SENHOR; ENSINA-ME AS TUAS VEREDAS. GUIA-ME NA TUA VERDADE E ENSINA-ME, POIS TU ÉS O DEUS DA MINHA SALVAÇÃO.” Salmos, 25- 4 e 5

 

CAFÉ COM LETRAS

Que faço parte da Academia Mourãoense de Letras, vocês já sabem (é só ler lá em Foram tantas Emoções….).

Que gosto de café, todos sabem também, é só olhar nas receitas dos bolos onde escrevo: tudo de bom com um café.

E que gosto de livros, claro que estão cansados de saber!

Pois é!

Juntem tudo isso e olhem no que dá: domingo, manhã de céu azul, aquele calorzinho gostoso, uma feira com mil novidades, pessoas passeando e uma barraca com o quê?

Acertou quem pensou em LIVROS E CAFÉ!

Que dupla imbatível!

E ali em volta, nós, os escritores com seus livros, em conversas animadas com os passantes que chegam e param, pegam um ou outro livro e…resolvem levar.

(Dalva, eu, Maurício, Benedita, Giselta, Silvania, Gilson e Jair com sua filha)

Um pai se aproxima com sua filha que observa atentamente os livros à mostra.

– Olá! Eu digo. Quantos anos você tem?

– Nove. Responde ela.

Pego então o meu livro infanto-juvenil “O Nasquimi Dourado e outras Histórias” e entrego a ela.

– Você vai gostar de ler esse. Falo sorrindo.

O pai olha a capa e pergunta:

– Quem é Sílvia, a autora?

– Eu mesma. Respondo.

Ele fica mais interessado e comenta com sua filha em como é bom conhecer uma escritora.

– Vou levar. Ele diz.

Chamo então a menina e digo que vou escrever uma dedicatória a ela.

– Como é o seu nome? Pergunto.

– Hannah! E soletra para mim. É a mesma coisa de trás para a frente. Completa.

– Que lindo nome você tem. Eu falo enquanto escrevo para depois entregar.

Fizeram questão de uma foto.

É isso que nos faz sentir a importância desse nosso Café com Letras.

A conversa com um público que ainda não conhece os autores de sua própria cidade!

(Eu, Benedita e Giselta)

(Nós com a primeira dama Hosana)

A reunião gostosa de nós “imortais” tão e apenas mortais como todos que por ali passam

Aquela sensação de estarmos contribuindo com um pouquinho daquilo que temos e sabemos para outras pessoas.

É maravilhoso ver as pessoas saindo dali felizes com seus livros nos braços.

É gratificante o olhar agradecido de quem leva para casa aquilo que nós passamos dias, meses e até anos pensando e escrevendo.

E o que dizer desse encontro dentro dessa barraca onde trocamos ideias, fazemos planos, brincamos uns com os outros?

(Nosso presidente Fabio Sexugi fazendo uma selfie)

São letras que esvoaçam e vão colorindo o céu da nossa cidade.

Isso tudo enquanto tomamos um café!

“NÃO PEÇO QUE OS TIRE DO MUNDO, MAS QUE OS LIVRES DO MAL.” João, 17- 15

 

 

 

NO TEMPO DO TEMPO

É tão gratificante olhar através do tempo e resgatar pessoas e momentos de um passado distante!

Como já disse Salomão: “tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.

E foi assim que passados 40 anos, pude me encontrar com uma amiga de quando aqui morei: Jose.

Ela era tão especial na sua maneira de ser, de conversar, além do que foi ela quem me ensinou a fazer bolos recheados onde o recheio principal era o amor.

(Lanche em sua casa em nosso primeiro encontro)

Estou escrevendo era, mas quando a encontrei, pude observar que ela continua a mesma pessoa de antes, de uma meiguice ímpar.

E foi interessante o modo como a reencontrei.

Eu já andava há tempos com dores nas pernas e então resolvi consultar um ortopedista.

Como não conhecia nenhum aqui (lembrem-se que retornei para Campo Mourão há três anos) pedi orientação de uma amiga que conhece a cidade inteira.

Ela me deu o nome do médico e disse:

-Ele é filho da Jose!

-Como assim? Perguntei. Da Jose nossa amiga que me ensinou a fazer bolos?

-Sim, ela mesma! Afirmou.

Claro que fui me consultar com ele e fiz mil perguntas sobre sua mãe.

Saí de lá com a receita para minhas dores e com o telefone da minha amiga.

Quando liguei para ela foi um sentimento gostoso, como se o tempo não tivesse passado.

Bem, aí fui até o apartamento onde ela mora e o abraço disse tudo: saudades, um olhar demorado para ver como estávamos (ela parece não ter mudado em nada) e perguntas e mais perguntas para serem respondidas em torno da mesa de café.

Depois desse dia, em 28 de maio, com muita chuva, voltamos a nos encontrar, dessa vez em minha casa e com a presença de mais duas amigas que também não se viam há bastante tempo.

(Jose com Rose e com Maria Teresa)

E em volta da mesa de café da tarde, tiramos selfies, fotos, rimos muito, conversamos com a promessa de nos encontrarmos mais vezes agora.

(Mesa de café bem mineira que preparei em casa)

Pois é, mais uma amiga que junto a tantas outras nessa cidade!

Como diz o final dos versos de Mário Quintana sobre o laço e o abraço: “então o amor e a amizade são isso… não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.”

“O AMOR SEJA NÃO FINGIDO. ABORRECEI O MAL E APEGAI-VOS AO BEM.” Romanos, 12-9