PARECE TUDO IGUAL…

Dia 20 de março de 2020, entrando hoje no Outono.

Quer uma estação melhor do que esta para darmos adeus àquele calor sufocante ( como faz calor aqui em Campo Mourão!) e abrirmos os braços para o ventinho mais fresco que ela nos traz?

Parece tudo igual…

Eu em minha rede; o céu azul sem nuvens; as flores dos vasinhos cheias de cor e perfume; os passarinhos indo e vindo tomar a água fresca que coloquei para eles; os beija flores rodopiando por sobre as azaleias do jardim, parece tudo igual.

Só que não!

Isso não acontece nem aqui e nem no mundo!

Nesse outono bonito, dourado pelo sol, as pessoas não estão pelas ruas, estão dentro de suas casas, fechadas, sentindo medo e, muitas delas, em pânico!

Tenho visto os tele jornais e as notícias são alarmantes; recebo diariamente whats de amigos do Brasil e do exterior, constantemente abordando o mesmo assunto; nas redes sociais os acontecimentos são tão comentados que às vezes sobra tempo para recados muitas vezes, engraçados (como o brasileiro é criativo!).

E são médicos, padres e pastores, atores e atrizes, professores, pessoas comuns e que gravam seus vídeos deixando mensagens tentando de alguma maneira acalmar as pessoas com palavras de conforto (ou não…).

Tudo muito válido, mas eu, por exemplo, estou me abstendo de ouvir mais de um jornal ao dia e abrir os vídeos… nem pensar!

Não porque eu queira fugir da situação em que estamos e ficar alienada; não é isso, mas quanto mais você ouve e lê e passa a viver somente para esse assunto, ele vai te fazendo mal e por uns dias me senti até doente…

No último post publicado aqui, texto da minha filha Fabiane, diz o que podemos aprender dessa epidemia.

Em uma semana a situação por lá (Portugal) mudou bastante: tudo fechado incluindo fronteiras e aeroportos e o número de infectados e mortos aumentou e muito!

Em Luanda, Angola, onde minha filha Viviane, meu genro e netos moram, aconteceu os dois primeiros casos do vírus. Estão todos em casa.

Talvez, na semana que vem, quando eu estiver postando alguma coisa, a situação por aqui também tenha mudado…esperemos que seja para melhor!

Confiar e crer que TUDO está nas mãos de Deus é o primeiro passo para nossa cura.

É difícil?

Claro que sim!

Mas a oração vai nos fazer mais fortes!

Daqui um pouco vamos poder, de fato, falar:

-parece tudo igual!

E sim! Tudo estará igual novamente!

Imagens: 1) meu jardim; 2) imovelweb.com.br; 3) tempodeagradecer.blogspot.com

“NÃO SE VENDEM DOIS PASSARINHOS POR UM CEITIL? E NENHUM DELES CAIRÁ EM TERRA SEM A VONTADE DE VOSSO PAI. E ATÉ MESMO OS CABELOS DA VOSSA CABEÇA ESTÃO TODOS CONTADOS. NÃO TEMAIS, POIS; MAIS VALEIS VÓS DO QUE MUITOS PASSARINHOS.” Mateus 10- 29, 30 e 31

 

MEU PRIMEIRO ENCONTRO

Minha primeira experiência de viagem a um encontro de Academias, aconteceu dias 15, 16 e 17 desse mês em Londrina, a 186 km daqui de Campo Mourão.

Fomos em três participantes, eu, Cristina e Giselta  representando nossa Academia de Letras de Campo Mourão.

Pastas e crachá já nos esperavam na recepção.

Logo fomos para a abertura solene com todos os “imortais” vestindo suas pelerines.

E fizemos pose para a foto oficial.

Além de palestras, conversas, trocas de informações, foi tudo muito musical.

Primeiro, na abertura, o Hino Nacional foi tocado por um violinista especialmente convidado para a ocasião.

E dali fomos ao Teatro Ouro Verde, onde ouvimos uma apresentação da Orquestra de Metais da cidade, tendo como participação especial, o saxofonista Derico, aquele bem conhecido dos programas de TV.

E ele não fez por menos: contou piadas, interagiu com a plateia além de tocar maravilhas como um pout pourri do grupo Roupa Nova, Tim Maia, encerrando com os Beatles.

Um carinho para meus ouvidos e coração!

Os convidados palestrantes foram aplaudidíssimos: primeiro o professor doutor Wolfgang Heuer, da Universidade de Berlin, e o professor doutor Domicio Proença Filho, da Academia Brasileira de letras.

Das diversas Academias presentes, foram feitas novas intervenções.

E no saguão do Hotel Sumatra, onde ficamos, vimos Varal de Literatura de Cordel, do Maurício Fernandes Leonardo, cadeira 25 da Academia local.

E também uma exposição de Aquarelas, da Neusi Berbel, cadeira 19 da mesma Academia.

Participamos de um jantar refinadíssimo, onde um grupo de mulheres cantantes nos proporcionaram horas de puro prazer.

E conhecemos muitas pessoas, tiramos muitas fotos, comemos muito e muito bem e nos despedimos felizes daquele que foi o 14º Encontro das Academias de Letras, Ciências e Artes do Paraná.

Agora é esperar 2020 em Toledo!

“E ELES SERÃO O MEU POVO, E EU SEREI O SEU DEUS.” Jeremias, 32- 38.

 

 

A ARTE CONSTRUINDO UM PLANETA MELHOR!

Aqui em nossa cidade, Campo Mourão-Pr, tivemos dois eventos essa semana muito importantes e tudo a ver com o texto de hoje.

O primeiro, organizado pela primeira dama do município Hosana Tezelli, tem o nome de “CIDADE LIMPA, CIDADE VERDE” onde moradores de todos os bairros se unem para a limpeza e restauro de nossas praças, ruas e casas.

O segundo e não menos importante, foi a entrega do troféu José Moser, pela ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS a inúmeros artistas plásticos de nossa cidade, de Peabiru e Mamborê.

Um reconhecimento àqueles que traduzem em arte o sentimento mais profundo de cada um.

E nesse embalo ecológico, recebo esse texto tudo a ver, da minha filha jornalista Fabiane.

Como sempre, ela escrevendo com autoridade e conhecimento de causa!

Vocês vão gostar!!!

“A arte de reutilizar o lixo para desenvolver a consciência social”

Bordalo II consegue, com suas esculturas, criar arte a partir do desperdício.

Novembro de 2017. O bairro do Beato, em Lisboa, se transforma num dos lugares mais concorridos da capital portuguesa. A fila de aproximadamente duas horas é para ver a primeira exposição de Bordalo II, o artista que faz do lixo, arte. Intitulada Attero (substantivo latino para desperdício), em 20 dias atraiu mais de dez mil pessoas.

(Exposição Attero em Lisboa – crédito: Fabiane Prohmann)

Maio de 2018.

Terminal da Lapa, Zona Oeste, São Paulo. Avenida das Américas, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

À primeira vista você pode não entender qual a relação desses dois endereços. Menos ainda, se associarmos isso à história do parágrafo acima. Mas acredite, esses três lugares estão interligados pela arte.

Artur Bordalo, 31 anos, nascido em Lisboa, é o responsável por isso. As duas maiores cidades brasileiras foram presenteadas com suas obras – o bicho preguiça e o lobo guará mostram não apenas o talento desse artista, mas principalmente faz uma crítica ao mundo em que vivemos, onde o desperdício é comum e coisas perdem seu valor ou utilidade rapidamente.

(Bicho preguiça em São Paulo – crédito: Reprodução / Facebook)

 (Lobo guará no Rio de Janeiro – crédito: Reprodução / Facebook)

“Eu pertenço a uma geração extremamente consumista, materialista e gananciosa. Com a produção das coisas em seu nível mais alto, a produção de ‘resíduos’ e objetos não utilizados também é mais alta.

‘Waste’ é citado por causa de sua definição abstrata: “o lixo de um homem é o tesouro de outro homem”. Eu crio, recrio, reúno e desenvolvo ideias com material em fim de vida e procuro relacioná-lo à sustentabilidade, consciência ecológica e social”. (www.bordaloii.com)

( Entrada do atelier de Bordalo II, em Lisboa – crédito: Fabiane Prohmann)

Criatividade vem de berço para esse artista, neto do pintor Real Bordalo (1925-2017), conhecido pelos óleos e aquarelas que retratam paisagens urbanas, em especial edifícios e locais históricos de Lisboa.

Para dar forma à sua arte, Bordalo II utiliza caixotes de lixo, mangueiras, rodas de bicicleta, garrafas pets, para-choques de automóveis, caixas de papel, lixo tecnológico, contentores partidos, móveis, entre outros.

( Big Trash Animal: o gato, no Parque das Nações, em Lisboa – crédito: Reprodução / Facebook)

As suas esculturas mais conhecidas fazem parte da série denominada Big Trash Animals, e podem ser encontradas em cidades como Lisboa (Portugal), Paris (França), Hamburgo e Berlin (Alemanha), Santiago (Chile), Talin (Estônia), Lódz (Polônia), San Nicolas (Aruba), Pataya (Tailândia), Las Vegas e São Francisco (Estados Unidos), Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras.

E você, já se deparou com alguma obra de arte do Bordalo II?

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Assim ela encerra seu texto, deixando para todos nós o sentido do dever e comprometimento que devemos ter em relação a cultura, aproveitamento e cuidado de nosso planeta.

Obrigada, filha!!!

“FAZE-ME SABER OS TEUS CAMINHOS, SENHOR; ENSINA-ME AS TUAS VEREDAS. GUIA-ME NA TUA VERDADE E ENSINA-ME, POIS TU ÉS O DEUS DA MINHA SALVAÇÃO.” Salmos, 25- 4 e 5

 

NO TEMPO DO TEMPO

É tão gratificante olhar através do tempo e resgatar pessoas e momentos de um passado distante!

Como já disse Salomão: “tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.

E foi assim que passados 40 anos, pude me encontrar com uma amiga de quando aqui morei: Jose.

Ela era tão especial na sua maneira de ser, de conversar, além do que foi ela quem me ensinou a fazer bolos recheados onde o recheio principal era o amor.

(Lanche em sua casa em nosso primeiro encontro)

Estou escrevendo era, mas quando a encontrei, pude observar que ela continua a mesma pessoa de antes, de uma meiguice ímpar.

E foi interessante o modo como a reencontrei.

Eu já andava há tempos com dores nas pernas e então resolvi consultar um ortopedista.

Como não conhecia nenhum aqui (lembrem-se que retornei para Campo Mourão há três anos) pedi orientação de uma amiga que conhece a cidade inteira.

Ela me deu o nome do médico e disse:

-Ele é filho da Jose!

-Como assim? Perguntei. Da Jose nossa amiga que me ensinou a fazer bolos?

-Sim, ela mesma! Afirmou.

Claro que fui me consultar com ele e fiz mil perguntas sobre sua mãe.

Saí de lá com a receita para minhas dores e com o telefone da minha amiga.

Quando liguei para ela foi um sentimento gostoso, como se o tempo não tivesse passado.

Bem, aí fui até o apartamento onde ela mora e o abraço disse tudo: saudades, um olhar demorado para ver como estávamos (ela parece não ter mudado em nada) e perguntas e mais perguntas para serem respondidas em torno da mesa de café.

Depois desse dia, em 28 de maio, com muita chuva, voltamos a nos encontrar, dessa vez em minha casa e com a presença de mais duas amigas que também não se viam há bastante tempo.

(Jose com Rose e com Maria Teresa)

E em volta da mesa de café da tarde, tiramos selfies, fotos, rimos muito, conversamos com a promessa de nos encontrarmos mais vezes agora.

(Mesa de café bem mineira que preparei em casa)

Pois é, mais uma amiga que junto a tantas outras nessa cidade!

Como diz o final dos versos de Mário Quintana sobre o laço e o abraço: “então o amor e a amizade são isso… não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.”

“O AMOR SEJA NÃO FINGIDO. ABORRECEI O MAL E APEGAI-VOS AO BEM.” Romanos, 12-9

 

 

MEU DISCURSO DE POSSE NA AML

Muitas pessoas pediram para que eu postasse o discurso que fiz por ocasião da minha posse na cadeira de número dois na ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS.

Ele é um tanto curto para os padrões, mas eu sou assim: minhas palavras são resumidas mas cheias de verdade e amor.

Então aí vai!

“Vou iniciar minhas palavras fazendo referência a três pessoas importantes na história da nossa Academia.

FRANCISCO IRINEU BRZEZINSKI, foi o fundador da nossa Academia Mourãoense de Letras.
Nasceu em Malé, no Paraná, em 1937.
Formado em Direito e Filosofia, em 1962 já estava em nossa cidade e foi vereador e presidente da Câmara.
Colaborou na fundação do Museu Histórico, foi deputado federal e fundou a Associação de Escritores de Campo Mourão.

NELSON BITTENCOURT PRADO, patrono, nasceu em Guarapuava , Paraná, em 1917.
Formado em Ciências Jurídicas e Sociais, Filosofia e Jornalismo.
Em 1951 instalou a primeira banca de advocacia geral aqui na cidade e editou o primeiro jornal local.
Foi vereador e presidente da Câmara.
São deles os dizeres: “bendito o criador e o semeador. Bendita a terra onde o povo recolhe o pão de sua própria seara.”

AGENOR KRUL, primeiro ocupante da cadeira número dois, nasceu em Ponta Grossa, Paraná, em 1946.
Filho de pais poloneses, veio para nossa cidade em 1970.
Formado em Filosofia, foi professor, diretor e depois presidente da Fundescam, hoje Unespar, onde foi o primeiro diretor. Sua esposa está aqui presente, o que muito me honra.
Ele diz em sua biografia: “a profissão do professor é uma das mais nobres entre todas as profissões e nunca devemos deixar as coisas como as encontramos, mas sim melhores do que estavam. Adotei essa terra, Campo Mourão, como a minha terra, para morar, viver e ser feliz.”

Agora sobre mim.
Nasci em Machado, Minas Gerais, a setenta anos atrás.
Meu pai, pastor, professor, escritor, poeta, tradutor; minha mãe professora de música e que tocava piano como ninguém.
Como não acabar gostando de ler, de música, e como boa mineira, gostar de cozinhar?
Então acabei sendo aquela pessoa que gosta de estar na cozinha e que enquanto prepara suas comidas, pensa em versos…
Tudo que escrevo é muito simples.
Minha poesia não é feita com palavras difíceis.
Ela é uma conversa que tenho com o leitor, como se estivéssemos nessa minha cozinha saboreando um café.
Como dizia Rubem Alves que tive o prazer de conhecer pessoalmente: “para se entrar numa escola, alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros bem que podiam dar lições aos professores. Os banquetes não se iniciam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome. Nós professores, temos que despertar a fome pelo conhecimento em nossos alunos, como faz o bom cozinheiro quando deixa a porta da cozinha aberta para que os aromas possam percorrer pela área de jantar e fazer os estômagos dos frequentadores roncarem de fome.”
É isso que esperam de nós: que possamos levar essa fome pelo saber, pela leitura, pela literatura.

Preciso agora agradecer.
A Deus, em primeiro lugar, por traçar meu caminho de volta para essa cidade que se tornou minha.
A meus três filhos, Viviane, Fabiane e Paulo Emílio, que sempre me incentivaram, juntamente com meu genro André e minha nora Patrícia, que me deram a alegria de quatro netos: Isadora, Heitor, Cesar e Daniel, obrigada.
A todos os meus amigos antigos e novos, da AME, da Biblioteca, do tricô e dessa Academia que hoje me recebe, meu muito obrigada.
Aos amigos que estão prestigiando esse solenidade, obrigada.
E encerro minhas palavras com a poesia que fiz, a qual ganhou o prêmio em 2017 no concurso de poesia sobre nossa cidade.
HISTÓRIA SEM FIM
Há muitos anos atrás
ela aqui viveu.
Na terra vermelha
de campos de soja,
de trigo, de gado,
de andorinhas voando
num céu todo seu.

Depois foi embora.
Criar filhos, trabalhar.
Ganhou netos,
escreveu livros,
mas um dia quis voltar.

E chegou devagarinho,
sem saber como
iria se recebida.
E a cidade faceira
abriu seus braços saudosos
recebendo a forasteira.

E ela pergunta ao moço:
A cidade mudou muito,
quase não a reconheço,
onde estão as andorinhas
que faziam alvoroço?

E ele continua contando
coisas que ela consegue lembrar.
Campo Mourão é história,
casa de amigos,
fácil de amar.

E ela agradece sorrindo
porque sabe muito bem
que dessa cidade amiga
ela faz parte também.

Agora, mais do que nunca!
Obrigada!”

“RECOMPENSOU-ME O SENHOR CONFORME A MINHA JUSTIÇA E RETRIBUIU-ME CONFORME A PUREZA DAS MINHAS MÃOS.” Salmos, 18- 20

 

FORAM TANTAS EMOÇÕES!!!

Depois de entregar convites, escrever o discurso, escolher uma roupa adequada para a solenidade, marcar salão, e esperar ansiosa, finalmente chega o dia tão esperado: 23 de março de 2019, um dia para ser lembrado com muita alegria!

Já pela manhã, me empolgo com flores que vão chegando!

À tarde me arrumo e… vou direto para as mãos fantásticas do meu amigo Jackson, que consegue transformar a Gata Borralheira numa Cinderela!

Às 07:15, já estou na Câmara dos Vereadores, recebendo os convidados e é quando bate aquela saudade de minhas filhas, tão longe, e que gostaria tanto de tê-las comigo.

Mas logo o coração se acalma com a chegada de meu filho e nora.

A cerimonia começa com a saudação feita pelo mestre de cerimonias, Ilivaldo Duarte de Campos.

Então sou levada até dentro do plenário pelos amigos Giselta da Silva Veiga e Robervani Pierin do Prado.

A mesa já está composta pelo presidente Fábio Alexandro Sexugi e demais autoridades e então é entoado o Hino Nacional e o Hino de Campo Mourão.

É depois disso que assino o livro da Academia Mourãoense de Letras.

Nossa, nessa hora eu estava tremendo…

Aí meu filho Paulo Emílio é chamado até a frente, já com minha pelerine em mãos e coloca em meus ombros a tão sonhada vestimenta!

Que abraço gostoso, cheio de carinho, obrigada Senhor!

Minha amiga Ester de Abreu Piacentini, faz a entrega do diploma.

Chegou a hora em que subo à tribuna para o juramento: “Juro pela minha honra cultivar, preservar e enaltecer o vernáculo pátrio em seus aspectos científico, histórico, literário e artístico, nas suas muitas diversidades culturais e de falares, construindo uma sociedade ética, fraterna e solidária.”

Após a leitura de minha biografia feita pelo mestre de cerimonias, faço o meu discurso.

Nessa hora estou calma, tranquila e olho para todos os presentes com muito carinho.

Primeiramente discorro sobre os três ilustres personagens da história de Campo Mourão: o fundador, Francisco Irineu Brzezinski, o patrono, Nelson Bittencourt Prado e o primeiro ocupante da cadeira número dois, Agenor Krul.

Então falo sobre mim, encerrando com minha poesia sobre Campo Mourão e que foi premiada em 2017.

Um rápido discurso e que teve a “minha cara”.

A palavra é passada para a nossa primeira dama, Hosana Avila Tezelli, representando o prefeito e que sendo minha amiga, teceu muitas palavras carinhosas a meu respeito.

Depois dela, foi chamado o professor José Eugênio Maciel que em seu discurso nos deu uma aula de amor a essa cidade.

O presidente encerra então a solenidade de posse e pede aos “imortais” presentes que se aproximem para a foto oficial.

Começam então os abraços!

Que gostoso!

(As amigas do crochê/tricô)

Essas fotos foram tiradas pelo mestre da fotografia, Walter Natalio!

E as pessoas foram saindo para comemorarmos em um restaurante, o Cayena e que fica quase em frente de onde estávamos.

Nesse momento eu estava tão descontraída e feliz, que peguei o microfone das mãos da cantora que estava começando as notas de Fascinação, e me atrevi a cantar…

Pois é!

O casal Larissa Guimarães e Diego Salvetti, ele tocando magistralmente um violão e ela com uma voz afinadíssima, trouxeram a beleza da música italiana e deixou o ambiente mágico e acolhedor.

Fomos para o restaurante em um local aberto, com um céu cheio de estrelas sobre nossas cabeças e um calorzinho gostoso.

Descontração geral!

E assim foi a minha noite de posse: pertenço agora à cadeira de número dois dessa Academia de Letras, dessa cidade onde moro e que aprendi a amar.

São ou não são, “muitas emoções”?

“A MINHA BOCA ENTOARÁ O LOUVOR DO SENHOR, E TODA A CARNE LOUVARÁ O SEU SANTO NOME PARA TODO O SEMPRE.” Salmos, 145- 21

 

 

 

 

 

UM PASSEIO PELA LITERATURA

Começo agradecendo a Mara Cristina dos Santos Oliveira, estudante de Biblioteconomia do Centro Universitário Claretiano, responsável pelo projeto Nossa Gente Nossas Letras.

Em parceria com a bibliotecária Liane Cordeiro (Biblioteca Antonio Martins Filho), organizou o Encontro de Escritores, juntamente com os acadêmicos da Unespar Campus Campo Mourão (colegiado de Pedagogia e do curso de Formação de Docentes do Colégio Estadual).

Este foi o primeiro encontro organizado pelo projeto, aproveitando a data de 29 de outubro na qual se comemora o Dia Nacional do Livro.

(Liane, Mara e eu)

Pela manhã, falei para uma platéia interessada (Um passeio pela Literatura) e à noite, Jair Elias dos Santos Junior, discorreu sobre o tema:”Campo Mourão, a construção de uma cidade”.

Fui levando os ouvintes a passear primeiramente pela poesia, depois as crônicas, haicais, contos, reescritas, histórias infantis e juvenis.

Um passeio lindo para quem, como eu, ama a literatura!

(Valéria, a primeira à esquerda,-responsável pela biblioteca; em seguida a professora Dalva, Liane, professor Renato, eu e Marlene – bibliotecária do Colégio Santa Cruz).

(Momento para perguntas)

(Mara, Dalva e eu autografando um livro)

(Os alunos com as professoras Adriana e Cristiane e os outros já mencionados)

O que dizer desse momento?

Fernando Pessoa disse, certa vez: escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. 

A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida.

(Visita à biblioteca da Unespar)

“Por intermédio de diversos gêneros, formas nas quais a linguagem literária se manifesta, a literatura toma corpo e liberta-se do plano das ideias; transforma-se em um poderoso instrumento da comunicação e interação, difunde a cultura e democratiza o conhecimento”-Mundo Educação.

“COM A SABEDORIA SE EDIFICA A CASA, E COM A INTELIGÊNCIA ELA SE FIRMA; PELO CONHECIMENTO OS SEUS CÔMODOS SE ENCHEM DO QUE É PRECIOSO E AGRADÁVEL.” Provérbios, 24- 3 e 4.

 

 

 

 

 

 

 

CAMINHOS “IN” VERSOS E PROSAS VII

“Antologia é o conjunto formado por diversas obras (literárias, musicais ou cinematográficas, por exemplo) que exploram uma mesma temática, período ou autoria. 

Na literatura, por norma, as antologias são formadas por diferentes textos (prosas ou versos) que são organizados dentro de um único volume, formando uma coletânea (coleção) de obras que abrangem um tema, período histórico ou autor específico.

Por exemplo, uma antologia poética consiste na reunião de vários poemas diferentes num único livro que, normalmente, são selecionados individualmente pelo autor”.(www.significados.com.br)

E foi assim que no dia 24 de Agosto desse ano, a nova Coletânea da AME (Associação Mourãoense de Escritores) da qual faço parte, foi lançada em um evento com a participação de muitos escritores e amigos.

Contribui com uma poesia “A Poesia e a Cidade” e uma prosa “Mãe África”.

Mas, como vocês sabem, meu blog é uma mistura gostosa de Literatura e Culinária e nessa Antologia encontrei um poema que disse tudo o que eu gostaria de ter escrito, do meu amigo Oswaldoir Capeloto o qual transcrevo para vocês.

BIBLIOTECA DOS VERSOS GOSTOSOS

Desconfio que as confeitarias

deveriam se chamar biblioteca.

Grafadas com letras luminosas,

coloridas, enormes:

-Biblioteca dos Versos Gostosos-

e saborosamente descontraídos.

_____

Meus olhos passeiam sobre cada um desses versos

e os devora com gosto e emoção:

Floresta Negra,

cueca virada,

espera marido,

sonho,

sonho de valsa… A imaginação

se põe a bailar, e baila, baila.

_____

Nega maluca…Ah, essa negra Fulô!

Quindim,

pé de moleque,

leite moça

bolinho de chuva… Quantos pingos d’água

serão necessários para se fazer um?

_____

Beijinho… Que doce!

Brigadeiro,

Suspiro… hum!

Baba de moça… Por quem ela baba?

Quintana babava pelas babás.

_____

Papo de Anjo,

pão de ló,

brisa de liz…Ao longe, ouço um fado de Amália.

Travesseiro de sintra… Sim, meus olhos passeiam

em terras portuguesas.

_____

Minas me serve um pãozinho de queijo

e enquanto o saboreio, boto-me a pensar

de onde vem tanta imaginação

para tão apetitosas guloseimas,

todas recheadas com infindáveis nomes poéticos.

_____

D repente, a lembrança me leva,

por um fio de ouro, até a cidade de Goiás.

Caminho pelos seus becos,

pela igreja do rosário,

pelo palácio conde dos arcos…

_____

Vejo uma ponte, uma casa antiga,

sinto um cheiro de passado e presente

unidos na mesma massa. Adentro a casa,

e nela se revela toda a história

de uma saudosa doceira

que adoçava os doces com açúcar

e a gula,com poesia.

_____

Ah, doce doceira, que doce poetisa!…

Está explicada a razão de tantos

e tão poéticos nomes de doces.

Tudo a ver com poesia.

_____

E assim, refaço a minha desconfiança

para a mais clara das certezas:

As confeitarias deveriam se chamar biblioteca.

-Biblioteca dos Versos Gostosos-

“SE ALGUÉM DIZ: EU AMO A DEUS E ABORRECE A SEU IRMÃO, É MENTIROSO. POIS QUEM AMA SEU IRMÃO , AO QUAL VIU, COMO PODE AMAR A DEUS,A QUEM NÃO VIU? E DELE TEMOS ESSE MANDAMENTO: QUE QUEM AMA A DEUS, AME TAMBÉM SEU IRMÃO.” I João, 4- 20 e 21.

 

 

ENQUANTO ELE NÃO CHEGA…

Uma sala com vários móveis e todos com muitas gavetas.

Cada gaveta possui uma etiqueta onde se lê: poesias, textos, crônicas, haicais, histórias infantis, releituras, histórias infanto juvenis.

E, nessas gavetas, estão folhas e mais folhas escritas no decorrer dos anos, à mão ou impressas.

Elas estão como em “chocadeiras”, dentro do meu cérebro, esperando o dia de nascer.

E eu olho para cada uma e abro a gaveta de “histórias infanto juvenil”.

Talvez porque tenha sido convidada com mais 10 escritores da AME (Associação Mourãoense de Escritores) para irmos conversar com estudantes da 7ª e 8ª séries de um colégio onde notei a falta de livros para essa faixa etária, ou, bem…porque gosto muito dessas histórias!

Foi difícil selecionar quatro delas, mas depois de tirá-las da gaveta, a gestação teve início de uma forma rápida e divertida.

Primeiro, a escolha do hospital (no caso a Editora) e depois as conversas com o médico ( o editor responsável pelo meu projeto).

Aí então, comecei o enxoval!

Dois profissionais lindos cuidaram do berço (a capa do livro), outra competente e não menos linda, cuidou para que tudo saísse perfeito (a revisão).

Aí mando tudo para o hospital: foto minha (claro, sou a mãe), contrato assinado (quero todos os direitos garantidos a esse filho), a capa e texto revisado.

E chega o dia de ver o ultrassom, que é o esboço daquele que virá à luz!

Quase choro de emoção!

Isso apesar de ter outros filhos que saíram bater asas pelo mundo afora…

Se vai ter festa quando nascer?

Claro que sim!!!

Chamarei filhos, netos, amigos, imprensa, fotógrafos e todos que quiserem conhecê-lo!

E ele já está quase chegando…

Me perguntam qual será o nome dele e eu respondo orgulhosa: “O Nasquimi Dourado e outras Histórias”!

Queixo caído, ar de quem não entendeu e vem outra pergunta:

-Mas, o que quer dizer Nasquimi?

E eu respondo enigmática:

-Vai ter que esperar para conhecer o bebê, ler a história e saber o que é… ou não!

Observação: não coloquei os nomes envolvidos para em outra ocasião dar o devido crédito!

Imagens: 1) napratica.org.br; 2) pt.pngtree.com; 3) manauarashopping.com.br; 4) leiturinha.com.br

“PORQUE DEVERAS HÁ UM FIM BOM; NÃO SERÁ MALOGRADA A TUA ESPERANÇA.” Provérbios, 23- 18

 

E O TROFÉU VAI PARA… MIM???

Bem, vamos começar do começo, propriamente dito!

Em julho desse ano, saiu em edital da Biblioteca Municipal Prof. Egydio Martello o convite e regulamento para participação no Concurso de Poesias 2017, como homenagem aos 70 anos de Campo Mourão.

As inscrições foram até 07 de agosto por isso me apressei a escrever e me inscrever.

Resolvi fugir das poesias tradicionais e, quando vi, ali estava a “História sem Fim”.

Por que esse nome?

Porque daqui muitos e muitos anos, nós não estaremos mais aqui, mas a cidade sim, ela continua sempre e sempre, sua história passando gerações.

Então contei nessa poesia, a minha relação com essa cidade em que morei de 1977 a 1983 voltando para ficar novamente agora.

E nesse dia 25, quarta feira, foi a solenidade de entrega aos três finalistas, dos quais eu fiz parte.

É claro que fiquei ansiosa (quem não ficaria?) e quando ouvi minha poesia sendo lida como ganhadora do primeiro lugar, fiquei muito feliz e honrada.

(Recebendo o troféu das mãos da secretaria de cultura, Marlei Formentini)

(Aqui o terceiro lugar Valdir Bonete, o segundo Aline Moura e eu)

Minha nora Patrícia estava presente representando a família,  juntamente com meu neto Cesar de três anos (Cesinha como ele gosta de ser chamado) que adorou o “troféu da vovó”… Queria levar para a casa dele! Beijava e beijava!!!

(Essa foto foi parar no Instagran, mas dá para ver a empolgação dele na hora da entrega).

Foi uma noite gostosa com muita música, apresentações teatrais dos alunos do curso de teatro Trapos, poesias de temática livre e modalidade interpretação também premiadas , carinho e amizade.

(Aqui todos os premiados com as autoridades presentes).

E segue abaixo, essa que foi premiada e feita com muito amor para nossa cidade.

HISTÓRIA SEM FIM

HÁ MUITOS ANOS ATRÁS

ELA AQUI VIVEU.

NA TERRA VERMELHA

DE CAMPOS DE SOJA,

DE TRIGO, DE GADO,

DE ANDORINHAS VOANDO

NUM CÉU TODO SEU.

________

DEPOIS, FOI EMBORA.

CRIAR FILHOS, TRABALHAR.

GANHOU NETOS, ESCREVEU LIVROS,

MAS UM DIA QUIS VOLTAR.

________

E CHEGOU DEVAGARINHO,

SEM SABER COMO

IRIA SER RECEBIDA.

E A CIDADE FACEIRA

ABRIU SEUS BRAÇOS SAUDOSOS

RECEBENDO A FORASTEIRA.

________

E ELA PERGUNTA AO MOÇO:

A CIDADE MUDOU MUITO,

QUASE NÃO A RECONHEÇO,

ONDE ESTÃO AS ANDORINHAS

QUE FAZIAM ALVOROÇO?

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E ELE CONTINUA CONTANDO

COISAS QUE ELA CONSEGUE LEMBRAR.

CAMPO MOURÃO É HISTÓRIA,

CASA DE AMIGOS, FÁCIL DE AMAR!

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E ELA AGRADECE SORRINDO

PORQUE SABE MUITO BEM

QUE DESSA CIDADE AMIGA

ELA FAZ PARTE TAMBÉM!

Sílvia Novaes Fernandes

 

“MAS EM TODAS ESTAS COISAS SOMOS MAIS DO QUE VENCEDORES, POR AQUELE QUE NOS AMOU.” Romanos, 8- 37