POETIZANDO… PATRÍCIA CALEGARI

De onde eu reconhecia esse sobrenome, senão de uma também poeta e mãe dessa autora de hoje: Dolores Calegari (clique em cima para ver).

Pois é… filha de peixe…

Patrícia Calegari é professora, pós graduada em Psicopedagogia e Literatura Infantil.Possui textos publicados em antologias de poesias e contos, tendo sido premiada em dois concursos literários.

Inclusive o segundo lugar no Concurso de Poesia de Campo Mourão em 2023.

Ouça a poesia “Coração de Poeta” no vídeo abaixo.

Essa poesia foi publicada na antologia abaixo.

Patrícia participa do Clube de Autores de São Roque (onde reside) e região e é autora do livro infantil “A menina que amava borboletas”.

EIS QUE OS FILHOS SÃO HERANÇA DO SENHOR, E O FRUTO DO VENTRE, O SEU GALARDÃO.” Salmos 127- 3

DESABAFO

Filhos.

Eles vem e vão.

Mais vão do que vem…

E quando saem deixam um vazio enorme que a alma demora a preencher com o dia a dia outra vez…

A cama volta a ter a colcha de sempre porque lençóis e fronhas vão para a máquina de lavar; o banheiro sem as toalhas, escovas, cremes, fica sem o perfume que deixam por ali…

E aquele corre corre gostoso que invade as manhãs e tardes onde o pensamento voa junto com as panelas ao fogo, o abre e fecha da geladeira, os passos conhecidos pelo corredor…

Sentir o aroma do café que parece ter mais sabor ao acompanhar aquele bolo preferido por eles…

E, de repente, nada!

O silêncio volta a reinar.

Não sinto vontade de ir até a cozinha, fazer um café, sinto falta de ouvir as vozes que soam como música para os ouvidos da mãe, avó!

E preciso esperar para que tudo aconteça de novo, que as viagens sejam seguras, que seus lares sejam abençoados, que os dias e meses passem ligeiro.

Porque voltar ao ritmo é preciso: limpar a casa, lavar as roupas, ler, escrever, encontrar amigas, trabalhar no próximo livro, cuidar das plantas do jardim, gravar vídeos de poesias, voltar às reuniões, etc, etc.

E assim os dias vão passando naquela contagem quase infinita até o dia da volta.

E é quando o coração aquece novamente e quase explode de felicidade.

O cheiro de cada filho, cada neto, penetra lá dentro e os abraços cheios, apertados, apagam toda a tristeza e vazio.

Quem nunca…

Isso é próprio da vida, mas como é difícil acostumar com ela!

(Mais um post relacionado: Meu ninho vazio.)

“E NÓS CONHECEMOS E CREMOS NO AMOR QUE DEUS NOS TEM. DEUS É AMOR E QUEM ESTÁ EM AMOR ESTÁ EM DEUS, E DEUS, NELE.” I João, 4- 16

10 ANOS EM CAMPO MOURÃO

É tão clichê falar “parece que foi ontem”, ou “como passou rápido”, mas a verdade é que essas frases tão comumente usadas, são verdadeiras.

Pelo menos para mim!

Num dia de sol e muito calor, 23 de janeiro de 2016, o caminhão com minha mudança encostou aqui, nessa mesma casa onde moro há dez anos.

Chegava de Curitiba onde por 40 anos vivi e isso significava uma nova etapa em minha vida.

E a cidade realmente me abraçou!

Encontrei velhos conhecidos, fiz inúmeras amizades, lancei novos livros, reconheci lugares e um sentimento de pertencimento tomou conta de mim.

Já escrevi textos e poesias sobre essa cidade, inclusive até um prêmio ganhei sobre essa minha volta para cá; para quem não sabe, morei aqui entre os anos de 1977 e 1983.

Nunca pensei que voltaria, mas os caminhos de Deus são outros e foi só para o meu bem: agradeço a Ele por mais essa bênção!

E como Campo Mourão está crescendo!

Sinto uma enorme alegria em estar presente nesse seu desenvolvimento!

Tomara poder estar aqui para escrever sobre mais dez anos de moradora da cidade que me acolheu com amor!

“SAI-TE DA TUA TERRA, E DA TUA PARENTELA, E DA CASA DE TEU PAI,PARA A TERRA QUE EU TE MOSTRAREI.” Gênesis, 12- 1

Alguns links de outras publicações que tem tudo a ver com o assunto:

“Traumas de uma mudança”– 09-03-2016

“Gente… como a gente”– 13-02-2016

DEZEMBRO DE 2025

E lá fui eu de carona com meu filho Paulo Emílio, passar alguns dias do mês em Curitiba.

Como sempre, um mês de encontros, risos, família, amigos e muito a agradecer.

Comecei encontrando minhas duas irmãs, Ângela e Raquel, minha ex cunhada e amiga Walquíria em uma confeitaria onde trocamos presentes e conversas.

(Da esquerda para a direita: Raquel, Walquíria, Ângela e eu).

A cidade estava linda e muito enfeitada para o Natal e fomos até o Parque Barigui percorrer o caminho iluminado. Nessa noite estávamos: minhas filhas Viviane e Fabiane, meu genro André e meus netos Isadora e Heitor.

Em uma manhã de sol e calor (nem parecia Curitiba…) fui com quatro garotos (meu filho vai gostar de chamá-lo assim… e três netos): Paulo Emílio, Heitor, Cesinha e Daniel até o campo do glorioso, palco de tantas glórias, Coritiba Foot Ball Club!

(Acima com os netos)

(Eu e nosso ídolo Alex pintado no muro)

E chegou o dia do Natal e fizemos nosso tradicional amigo secreto.

Eu tirei meu filho Paulo Emílio e não foi marmelada não!!!

E meu neto Cesinha me tirou!

(Da esquerda para a direita: Vivi, Fabi, eu, Patrícia (minha nora), Paulo e André (meu genro)

Acima com meus quatro netos: Isadora, Heitor, Cesinha e Daniel.

Uma selfie com amigas de sempre: Sonia e Tânia, que sempre faz um almoço maravilhoso em sua casa para podermos nos encontrar!

(Da esquerda para a direita: Solange, Tânia, Marioni, Sonia e eu)

E claro que passeio no shopping não poderia faltar: almoço no Nina, restaurante do Shopping Barigui.

E antes da minha volta para casa em Campo Mourão, fomos jantar no Carola onde tomamos vinho e comemos uma pizza deliciosa, além da sobremesa papaya com cassis que estava dos deuses.

Só tenho que agradecer a todos pelos dias tão maravilhosos que passei e principalmente a Deus por proporcionar bênçãos sem fim em minha vida!

Dezembro, Natal, Ano Novo e que a presença de Jesus seja uma constante em nossa jornada em 2026!

Gratidão é a palavra!

“EU TE LOUVAREI, SENHOR, DE TODO O MEU CORAÇÃO; CONTAREI TODAS AS TUAS MARAVILHAS.” Salmos 9- 1

CRÔNICA: UMA CASA COM ALMA

                            

                                                                                         Mais uma foto do dia da confraternização de final de ano da AME (Associação Mourãoense de Escritores).

UMA CASA COM ALMA

Li, uma vez, que as casas tem alma.

Talvez…Quando me mudei para essa onde vivo agora, ela estava recém construída. Sou a primeira moradora. E, ao entrar nela, soube que era ali que gostaria de estar, que ela estava esperando por mim.

Cheguei!

Com uma mudança de cidade e de vida! E nela fui colocando além de móveis, minha identidade e esperança. Quem nunca? E, se a casa é a alma, as paredes tem ouvidos, é o que costumo ouvir.

Pois bem. As paredes ouviram minhas músicas, minha voz, as vozes de filhos e netos, vozes de amigas, ruídos de portas, de passos; sons de alegria e, poucas vezes, de choro sentido.

Ainda bem!

E se converso com minhas plantas, elas também ouvem.

E, quando sozinha em meu quarto, num murmúrio, oro agradecendo a Deus, elas ouvem.

Registram.

Para que outro alguém que venha nela morar, receba a energia boa que deixo nela impregnada.

Assim é a vida…

Assim é uma casa com alma!

“E, EM QUALQUER CASA ONDE ENTRARDES, DIZEI PRIMEIRO: PAZ SEJA NESTA CASA!” Lucas, 10- 5

CRÔNICA: ENXERGANDO ANJOS

                                 

                                                                A foto acima foi da confraternização de final de ano da AME (Associação Mourãoense de Escritores).

ENXERGANDO ANJOS

Já escrevi muito sobre eles, sobre como conversamos e como em quantas vezes eles estiveram comigo.

Leio sobre suas aparições na Bíblia, que aconteceram desde sempre. Mas nesse final de ano senti que eles queriam me fazer lembrar de uma maneira mais real, da presença deles em minha vida.

Começou quando ganhei dois anjos lindos, de uma amiga querida e, os coloquei em minha árvore de natal.

Ela, toda iluminada, ficou até mais radiante com o toque angelical deles.

Aí, estava eu em Curitiba, sem nada para ler, hospedada em um apartamento e tive a ideia de procurar algum livro que porventura estivesse em um móvel para minha leitura. Encontrei um: “Os Anjos Respondem”.

Eram depoimentos, inúmeros, de pessoas que viram, ouviram e conversaram com anjos ao redor do mundo. Aí voltei para minha casa e conversando com uma amiga, por mensagem, perguntei se tinha algum livro para me emprestar. Afinal estamos ainda em férias.

Ela veio até minha casa, trouxe alguns que não me interessaram, menos um, que chamou minha atenção: “Jogando Xadrez com os Anjos”. É o que estou lendo.

Hoje fiquei deitada em minha rede olhando o céu e as nuvens que iam passando.

Tive a impressão de ver um anjo se formando, mas foi muito rápido porque as nuvens de chuva vieram e atrapalharam minha visão. Só sei que estou me sentindo mais protegida do que nunca e, quando uma pombinha bateu as asas perto da minha janela, achei que pudesse ser um deles… Deles mesmo, dos anjos. Que devem estar sorrindo enquanto escrevo isso.

“O ANJO DO SENHOR ACAMPA-SE AO REDOR DOS QUE O TEMEM, E OS LIVRA.” Salmos, 34- 7

CRÔNICA: AMIGO

                                                      

Como contei no post passado, o dia do lançamento do novo livro da AME (Associação Mourãoense de Escritores) foi muito festivo e acima temos o brinde que fizemos.

E aí vai mais uma crônica minha.

AMIGO

Um cachorro, raça indefinida, grande, malhado; morador de uma casa a duas quadras da minha. Todos sabem do medo que tenho deles, desde que fui mordida por duas vezes quando criança. Foi quando vim morar aqui, em 2016, que o conheci.

Talvez já tivesse uns dois ou três anos. Super andarilho e nunca sequer me olhou. Como caminho muito pelo bairro a pé, constantemente o encontrava perambulando e, como não sabia o seu nome, batizei-o de Amigo. Se ia até o ponto de ônibus, se andasse até o mercado, se fosse onde fosse; sempre dava de cara com ele.

No final da tarde quando eu voltava de algum lugar, via que ele também já havia chegado em sua casa e, latia, para alguém do lado de dentro abrir o portão para ele. Durante esses nove anos acostumei-me a olhar e ver se ele estava lá dentro no quintal, ou se já havia saído para o seu passeio diário.                        

Ultimamente, não o tenho encontrado mais, e isso me preocupou. Fui até sua casa e lá estava ele, deitado, parecendo tão triste e magrinho. O tempo não perdoa mesmo…

Ainda tenho passado por lá e conferido sua presença: imóvel e sozinho. Sei que logo vou passar por ali e não o verei mais. Ele nunca ficará sabendo que eu existo e que dei a ele um nome tão especial: Amigo!

“NOTA: esses dias passei por lá e vi uma senhora saindo da casa. Perguntei a ela sobre o cachorro que sempre estava ali e ela respondeu: ele morreu!”

Foram lidas algumas crônicas e a mim coube a leitura de Mariângela Pellizzer, Maturidade.

“E BUSCAR-ME-EIS E ME ACHAREIS QUANDO ME BUSCARDES DE TODO O VOSSO CORAÇÃO. E SEREI ACHADO DE VÓS, DIZ O SENHOR.” JEREMIAS, 29- 13 e 14.

CRÔNICA: UM VIZINHO INDESEJADO

A AME (Associação Mourãoense de Escritores) teve como objetivo desse ano de 2025, um livro de crônicas, onde cada escritor poderia contribuir com até quatro crônicas inéditas.

Foi uma vitória para muitos que ainda não tinham despertado para esse gênero literário.

O livro foi lançado em novembro, numa festa com muitos convidados presentes.

Segue abaixo uma de minhas crônicas publicadas no livro.

UM VIZINHO INDESEJADO

 Tenho um vizinho.

Quem não tem? Porém, igual ao meu, eu duvido!

A janela do meu quarto, dá para o muro que separa a casa dele. E ele começa o dia às sete da manhã esquentando o motor do caminhão que fica nos fundos da casa, encostado ao meu muro, o que leva mais ou menos uns quinze minutos.

Até aí, tudo bem, afinal ele está saindo para trabalhar. Viro para o lado e tento dormir mais um pouco. Só que, ao sair, ele prende os cachorros (deve ter uns cinco no mínimo) nesse muro e tem um em especial que late a manhã inteira. Sempre no mesmo tom, sem parar até para respirar! É de enlouquecer. Aí levanto e vou começar o meu dia. Coloco uma música em minha Alexia, para abafar os latidos e sigo em frente.

Quando ele volta em seu caminhão já à tarde, começa a cortar madeira (ele deve ter uma serraria acoplada ao muro), folhas de zinco, (já ouviram o barulho que faz?), bater, serrar e dá-lhe disposição!

Quando termina, pega uma daquelas máquinas Wap, liga e começa a lavar tudo! Bom, aí você acha que terminou e vai dormir, descansar. Que nada! Liga o rádio em uma estação AM, numa altura que tenho que fechar tudo para não ouvir (e nem combina o gosto dele com o meu!).

Então, fico imaginando-o lá, sentado, ouvindo suas músicas e pensando em fazer tudo igual no dia seguinte.

Pois é… e a vida continua.

Ninguém merece!

Nessa foto estão os escritores recebendo seus livros e comemorando muito!

“TENHO-VOS DITO ISSO, PARA QUE EM MIM TENHAIS PAZ; NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES, MAS TENDE BOM ÂNIMO; EU VENCI O MUNDO.” João, 16- 33

PROJETO CELEIRO CULTURAL

Novamente tive o prazer de ser convidada para o encerramento de mais um ano e do já esperado Celeiro Cultural do Colégio Estadual Cívico Militar Dr. Osvaldo Cruz.

Estive presente em outras ocasiões e fiz postagens sobre os eventos, como:

outubro de 2018- CELEIRO CULTURAL

novembro de 2019- MAIS UMA VISITA LEGAL

dezembro de 2023- OUTRA VEZ: CEDOC!

É só clicar em cima do título que você vai ser direcionado para os assuntos mencionados.

Na foto acima, estão: Benedita, eu, a professora Angelita Nascimento, Dalva e a diretora do colégio Rosemere Scheffer.

Abaixo: os escritores presentes, Dalva Helena de Medeiros, Elza Paulino de Moraes, Osvaldo Broza, Benedita Cristófoli e eu, Sívia Fernandes.

Foi uma manhã inspiradora em que alunos da oitava série A da professora Édina Sacramento já tinham lido nossos livros e fizeram perguntas sobre os mesmos.

Cada autor respondia às perguntas e falava sobre sua vida e experiências literária.

Na foto acima, doando um exemplar do meu livro Acalanto para a Biblioteca do Colégio, nas mãos da professora Édina e ao lado com a ganhadora do livro sorteado, Isabela.

Abaixo os alunos que leram meus livros: João Vítor, Gabriel e Cauã.

E uma foto, todos juntos.

Foi muita alegria poder estar com eles, transmitindo experiências e valores!

E ainda ganhamos presentes!!!

Um porta retrato com dizeres escritos pelos alunos e colados um a um, além de uma poesia trabalhada por eles, linda, e um mimo do colégio.

Apenas deixo uma palavra: gratidão!!!

“ELE TE DECLAROU, Ó HOMEM, O QUE É BOM; E QUE É O QUE O SENHOR PEDE DE TI, SENÃO QUE PRATIQUES A JUSTIÇA, E AMES A BENEFICÊNCIA, E ANDES HUMILDEMENTE COM O TEU DEUS…”Miqueias 6- 8

50 ANOS DO SESC PARANÁ

Entrei na cantoria do SESC em fevereiro desse ano a convite da minha amiga e confreira Giselta e essa é minha primeira viagem que faço com eles.

A programação acima nos foi dada bem antes e só de vê-la ficamos animados contando os dias para chegar logo!

Em Foz do Iguçu ao todo estávamos em: 25 ônibus e quase 1000 pessoas da muitíssima melhor idade!!!

Teve filas, é claro, mas teve muita alegria e animação!

No apartamento para três pessoas, fiquei com Conceição e Maria Umbelina e vejam o detalhe das camas arrumadas: nessa um elefante, mas teve coelho e cachorro também.

Claro que ao chegar, fui conferir a piscina: enorme, borda infinita, maravilhosa!

Algumas poses no Eco Cataratas Resort onde ficamos hospedados.

Acima, alguns momentos.

Bom, aí fomos ao Gran Carimã Resort, onde pelo seu tamanho, pode acomodar às quase mil pessoas presentes para as palestras e show do Sidney Magal!

(Acima, passeando pelo hotel onde muitos atores nos davam boas vindas).

Sua voz continua a mesma, só senti falta de suas danças… mas a idade e sua doença pesaram, é claro.

E mais fotos…

E fui conhecer o Parque das Aves!

Uma manhã cheia de descobertas!

E, à tarde do mesmo dia, fomos até às Cataratas!!!

Fiz muitos vídeos e poucas fotos dessa maravilha que já conhecia, mas que tem uma grandeza infinita!

Mais momentos descontraídos acima e abaixo.

Um agradecimento todo especial ao SESC que nos proporcionou esses dias lindos, à nossa guia turística Alzeni e ao incansável professor Rodrigo.

Viva os 50 anos do SESC!!!

“ALELUIA! DEEM GRAÇAS AO SENHOR PORQUE ELE É BOM; O SEU AMOR DURA PARA SEMPRE.” Salmos 106- 1