NA ERA DO RÁDIO

Era do Rádio é o período que, nos Estados Unidos e outros países, compreendeu os anos de sucesso das emissoras de rádio. Nos EUA foram as décadas de 20 e 30, enquanto no Brasil o auge desse meio de comunicação ocorreu nos anos 40 a 50 do século XX. Wikipédia

Nesse período, iniciou-se a chamada “Era de Ouro do Rádio”, quando ele se popularizou e tornou-se um meio de entretenimento.(Fundação Cidade das Artes)

E foi assim que recebi o convite para ir até a Rádio Colmeia FM de Campo Mourão, participar desse programa de número 1397, TOCANDO DE PRIMEIRA, do meu amigo e confrade ILIVALDO DUARTE.

Também presente o amigo escritor JOSÉ CARLOS PARAGUAIO, um professor gentil e de grande cultura.

( Aqui na chegada aguardando o horário para começar)

Ilivaldo Duarte, tem verdadeira paixão pelo que faz: entre 1999 e 2001 foi o jornalista que atuou em todos os canais (rádio, TV, jornal e internet); tem um blog completando 12 anos; na Tribuna foram 1102 colunas Tocando de Primeira e na TV Carajás foram 90 programas esportivos!

(Aqui, já no blog)

Esse programa teve como finalidade, comemorar o Dia do Escritor no dia 25 desse mês.

E assim as perguntas foram em torno de como começamos a escrever, se é mais fácil ser professor ou escritor as quais respondíamos, enquanto ouvintes mandavam suas mensagens pelo whatsApp.

” A POESIA É COMO A PLANTA QUE BROTA NA TERRA PRODUTIVA, FORTIFICA O ESPÍRITO E ALIMENTA A ALMA.” Prof. Paraguaio

No final, presenteei com meu livro ainda não lançado, ao Ilivaldo.

Esse livro ACALANTO, será lançado em uma live no dia 10 de Agosto às 19:00 horas, pelo Facebook, página da Academia Mourãoense de Letras.

“ESCREVER É FÁCIL. VOCÊ COMEÇA COM UMA LETRA MAIÚSCULA E TERMINA COM UM PONTO FINAL. NO MEIO VOCÊ COLOCA IDEIAS.” Pablo Neruda.

Salmo de Davi, 117: LOUVAI AO SENHOR, TODAS AS NAÇÕES; LOUVAI-O, TODOS OS POVOS. PORQUE A SUA BENIGNIDADE É GRANDE PARA CONOSCO, E A VERDADE DO SENHOR É PARA SEMPRE. LOUVAI AO SENHOR!

BRINCADEIRAS DE UM PROFESSOR

Até aonde vai a inspiração e criatividade de um professor?

Pois bem, ela não tem limites!

Vou contar a vocês um feito de muitos anos atrás.

Conheci o professor GILL DE OLIVEIRA quando meus filhos estudavam no Colégio Marista Santa Maria e tinham aulas de Português com ele.

Apesar de rigoroso os alunos gostavam muito de suas aulas.

Bem mais tarde, eu trabalhando na Tecnologia Educacional do Positivo, encontrei o professor Gill que agora trabalhava na Editora Positivo.

Éramos “vizinhos”.

Sempre que nos encontrávamos, parávamos para conversar e como o refeitório era o mesmo, muitas vezes sentávamos juntos e trocávamos figurinhas.

Dei de presente a ele o meu primeiro livro “Um Pouco de Mim”que lancei em 2005 e ali mesmo, debruçou-se sobre ele, já começando a ler.

Passado alguns dias, ele me procurou e timidamente, me entregou 2 folhas escritas que tirou do seu bolso.

O que é isso? Perguntei.

– Ah, é uma brincadeira que fiz usando muitos dos títulos de suas poesias.

Quase caí de costas ao ler aquele papel: sim, são 38 títulos das 79 poesias do livro.

Vejam como ficou, com os títulos em negrito:

COISAS DA SÍLVIA

Lá vem o vento sibilando

a mesma canção da poeta.

É a Sílvia veloz assoviando

e valsando a valsa vienense

para tentar dizer a esse vento

somente Um Pouco de mim

e apenas um muito da vida

desta mulher contestadora.

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Ela começa Redescobrindo

as Noites e Coisas da Vida

duns Catadores de Papel,

com muita Solidariedade,

para alimentar Outra Vez

aquele Menino Crescido

com Sonhos de Saudade.

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Nunca irei esquecer vocês,

Mulheres Sozinhas carentes.

De Carência, Sempre Igual,

Considerando o Faz de Conta,

escondido nas Lembranças

das heroínas do Vendaval.

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Eu Acho, Janela Fechada,

que Nunca Vou Esquecer

As Corujas da Pousada

no seu Estado de Graça.

Nem a Goleada Coxa Branca

com beijos de cachaça

no Poder da Caipirinha,

no copo da Tininha

pendurados num varal

esperando o carnaval.

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Como eu queria Janelas Fechadas

cantar em Estado de Graça

para escrever que nem Fabiane

sobre meus Momentos de vida

e transformar todos em poesia

sem Diferenças e sem Descaso.

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E agora De Novo Você!

Mas O Que é Isso Mulher?

Não, Nunca Vou Esquecer:

Escolhas com Mudanças,

Momentos em Contrastes.

Fim de Caso, são Coisas da Vida!

(Gill de Oliveira; 10/11/2005)

Ao nos encontrarmos novamente, ele disse que logo me entregaria a segunda parte com os títulos que faltavam.

Não deu tempo…

Logo depois, ele virou uma estrela no céu e está lá a escrever poemas sem fim.

“POSSO TODAS AS COISAS NAQUELE QUE ME FORTALECE.” Filipenses, 4-13

MAIS UMA VISITA LEGAL!

Uma das minhas alegrias é quando sou convidada a falar para alguma turma de alunos, sobre a arte de escrever ou literatura em geral.

Gosto de ver o olhos grudados em mim quando começo a andar e declamar em alta voz os versos que me vem à mente.

E é nesse momento que começo a ganhar os ouvintes e me animo em contar como foi que peguei o “vírus” de uma leitora voraz, a gostar de escrever, a pensar poesia.

Foi assim no ano passado quando visitei pela primeira vez o Colégio Dr. Osvaldo Cruz e que vocês podem ler em “Celeiro Cultural” (é só clicar em cima).

Dessa vez foi diferente.

(Aqui sendo recebida pela diretora Rosemere Scheffer)

Fui conversar com uma turma de sétimo ano no encerramento de mais uma etapa do projeto Celeiro Cultural.

Eles leram o texto “Mãe África” e a poesia “A Poesia e a Cidade”, ambos da coletânea “Caminhos In Versos e Prosas VII” da AME, lançada em 2018.

E também os dois contos “”O Caso do Bilhete Perdido” e “O Jardim dos Três Desejos”, do livro “O Nasquimi Dourado e outras Histórias”, também lançado no mesmo ano.

(Com as professoras Edina Sacramento e Maria Pasquini, idealizadoras do projeto)

Fizeram inúmeras perguntas:

-Ganha-se muito dinheiro escrevendo livros?

-O que te levou a começar escrever?

-Já tem outros projetos prontos?

-Quais seus próximos planos?

(Desenhos e textos feitos pelos alunos)

Agora, o maior interesse mesmo foi sobre minhas viagens a África.

Queriam saber tudo sobre o lugar, sobre as pessoas, até se eu gostaria de um dia morar lá…

-Não, isso não, respondi. Meu lugar é aqui, na minha casa, cidade e país, mas enquanto puder, quero voltar lá ainda muitas vezes.

Nossa, como o tempo passou rápido!

Fizemos muitas fotos e, ainda de quebra, uma mesa com salgadinhos, doces, bolo e refrigerantes.

Virou festa!

E meu coração saiu festivo dali, ao saber que jovens leem meus livros, que se interessam pela cultura e literatura.

E, em minha imaginação enquanto caminhava, fui vendo cada um escrevendo sua própria história em forma de contos e poesias.

Será um final feliz!

“E BUSCAR-ME-EIS E ME ACHAREIS QUANDO ME BUSCARDES DE TODO O VOSSO CORAÇÃO, E SEREI ACHADO DE VÓS, DIZ O SENHOR.” Jeremias, 29-13 e 14

 

 

LIVROS, LIVROS E MAIS LIVROS

Nunca é demais falar sobre livros!

E eu pensava cá com meus botões o quanto sou fascinada por eles, mas, para falar a verdade, um amigo escritor é super mais do que eu!

Eu mostrava a ele o meu livro (O Nasquimi Dourado) quando ele abriu, levou ao nariz e cheirou!!!

-Adoro o cheiro de um livro novo! Falou para mim.

Somos assim mesmo: gostamos prá valer!!!

Essa é a Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, fundada em 07 de março de 1857 e onde fiz muitas pesquisas desde a época do magistério.

E essa é a Biblioteca Municipal Prof. Egydio Martello em Campo Mourão, com 60 anos completos e onde temos reuniões mensais da AME (Associação Mourãoense de Escritores) e da AML (Academia Mourãoense de Letras).

E parece que os livros nos procuram quando gostamos deles.

Foi o caso do restaurante em Cape Town, África do Sul, quando eu e minha filha entramos e literalmente ficamos de boca aberta!

As paredes repletas de livros!!!

(Minha filha Fabiane)

Sabe aquele lugar aconchegante, lareira acesa, (lá fora um frio terrível), comida e vinhos maravilhosos e livros em profusão!

Ainda em Cape Town fomos visitar a biblioteca que estava comemorando naquele mês seus 200 anos!

(Mais sobre essa visita você pode ler aqui em “Os Esquilos e a Biblioteca“)

Fui até o Google para saber sobre a maior biblioteca do mundo e descobri que a Biblioteca do Congresso nos Estados Unidos, foi inaugurada em 24 de abril de 1800 e  possui mais de 155 milhões de itens, entre livros, manuscritos, jornais, revistas, mapas, vídeos e gravações de áudio, incluindo materiais disponíveis em 470 idiomas, sendo a maior biblioteca do mundo, tanto em espaço de armazenagem como no número de livros.

Agora vou escrever sobre o que mais me tocou ultimamente!

A saga de uma professora que desenvolveu um projeto na Escola Municipal Paulo VI aqui em Campo Mourão.

Chama-se Projeto Ambiente de Leitura: não deixe essa amizade esfriar!

Ela pediu para quem tivesse uma geladeira sem uso para doar e ali ela fez a biblioteca.

(A idealizadora do projeto, professora Silvania)

Isso é amor aos livros!

Não importa se o local é amplo, lindo, se tem muitos livros ou não; o que importa é passar para as crianças essa importância que eles tem, o mundo que se abre através de suas páginas e que nos deixa apaixonados por eles.

E eu não poderia encerrar sem os versos que fiz, há muito tempo atrás, mas que resumem o que sempre vou sentir sobre eles.

LIVROS

AH, LIVRO AMIGO!

QUE SE DEITA COMIGO,

E ABERTO TEIMA EM FICAR

SOBRE MEU PEITO,

ENQUANTO DURMO,

A ME ESPERAR…

“DISSE-LHE JESUS: EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA; QUEM CRÊ EM MIM, AINDA QUE ESTEJA MORTO, VIVERÁ.” João, 11- 25

 

 

CELEIRO CULTURAL

Outubro é um mês no qual comemoramos a cultura:

dia 12- Dia Nacional da Leitura, cujo objetivo dessa data é incentivar a prática da leitura entre jovens e adultos;

dia 20- Dia do Poeta, onde se celebra o profissional que pode e deve ser reconhecido como um artista escritor, que usa de sua criatividade , imaginação e sensibilidade para escrever, em versos, as poesias que faz;

dia 29- Dia Nacional do Livro, uma das invenções mais enriquecedoras do ser humano, que vem a ser o Livro!

E, nesse dia 19, fomos convidados (eu e mais 19 escritores), a participar do término do PROJETO CELEIRO CULTURAL MOURÃOENSE, no Colégio Estadual Dr. Osvaldo Cruz.

Que projeto encantador e tão importante!

À frente dele, duas pessoas de grande visão: Rosemere e Maria Pasquini, respectivamente diretora e coordenadora do projeto.

(Aqui, Maria Pasquini, eu e Rosemere)

Dias antes começamos a receber cartinhas dos alunos que tinham lido nossas obras e convidando para o evento.

A Leiriele do sexto ano, por exemplo, leu meu relato “Mãe África” do livro “Caminhos in Versos e Prosas VII” lançado esse ano pela AME (Associação Mourãoense de Escritores) da qual faço parte; o David, também do sexto ano, leu o conto “O Caso do Bilhete Perdido” que faz parte do livro também editado esse ano, “O Nasquimi Dourado e outras histórias“.

(Na primeira foto, as cartas recebidas; na segunda um mural com várias poesias dos autores presente e a terceira foto, a minha poesia também da Antologia citada e que foi declamada pelas alunas).

(Nessas fotos as alunas declamam poesias que decoraram para homenagear os autores)

O auditório estava repleto de alunos que se mostraram interessados e surpresos por conhecerem tantos escritores juntos!

Todos os autores presentes se apresentaram contando um pouco das suas trajetórias na literatura.

E aí começaram as perguntas: um pouco tímidas, mas que eram respondidas com muito carinho.

(Eu respondendo algumas das perguntas)

O ambiente foi de muita camaradagem entre todos os autores, porque conversar é preciso!

Depois dessa primeira parte fomos levados até as salas que já estavam organizadas com os alunos esperando para conversar “tête-à-tête” com os autores escolhidos.

(Na primeira e segunda fotos, o cartão que recebi; na foto maior, a cópia da”orelha”do meu livro de poesias “Um Pouco de Mim”)

Foram momentos muito gratificantes que pude passar com a “minha” turminha: o Vinicius, Kerolyn, Karin e Maria Eduarda respondendo mil perguntas!

(Na foto acima com a Luciana, diretora da Biblioteca Municipal Egydio Martello)

Que esses momentos possam se repetir muitas outras vezes com eles e que outros colégios possam seguir esse exemplo maravilhoso de amor a literatura!

“LOUVAI AO SENHOR, PORQUE ELE É BOM; PORQUE A SUA BENIGNIDADE É PARA SEMPRE.” Salmos, 136- 1

 

 

 

 

 

 

UMA SURPRESA E TANTO!

Após toda a programação que contei aqui no “Ele chegou!!! A festa para ele!!!“, a ansiedade deu lugar a uma calma gostosa.

Isso até receber um monte de cartas de alunos da quarta série da Escola Municipal Paulo VI.

Vou contar o porquê disso para saberem a diferença que faz uma professora que quer levar a literatura para dentro da sua classe.

A professora Silvania estava no dia do lançamento do meu livro “O Nasquimi Dourado e outras Histórias”, adquiriu um exemplar e o levou para ler a primeira história para seus alunos.

Eles amaram!

E, como eu queria que acontecesse, despertou neles a vontade de inventar o que acharam que poderia ser o Nasquimi.

Foi quando fui convidada para ir até lá, e na manhã de terça feira, dia 11 último, fui recebida por eles.

Teve chá, bolachas, conversas e muitas perguntas.

Li para eles a minha história premiada do livro do SESC, “A Pena de Cristal”e ouviram super interessados porque a trama é de suspense onde uma menina resolve um mistério.

Aí veio a diretora, Rosângela, e a coordenadora, Gisele, e nos sentimos muito importantes!

(Silvania, eu, Rosângela e Gisele)

Então chegou a hora da surpresa que alguns alunos prepararam em suas casas como sendo o Nasquimi e que estavam embrulhados para tentarmos adivinhar o que seria.

Teve brinquedos, barco, armadilha para pegar peixes, bilboquê, agenda, tudo em material reciclado.

Uma gostosura vê-los mostrando e interagindo com seus colegas!

Foram momentos gratificantes onde essa autora se sentiu recompensada por seu trabalho ter sido atingido de uma forma tão intensa!

Era tudo que eu queria!

Talvez, até muito mais…

“E JESUS LHES DISSE: SIM; NUNCA LESTES: PELA BOCA DOS MENINOS E DAS CRIANCINHAS DE PEITO TIRASTE O PERFEITO LOUVOR?” Mateus, 21- 16

 

UMA VISITA MUITO “GIRA”!!!

Aqui em Luanda tenho aprendido muitas palavras novas e, uma das que anotei foi essa: “gira” que quer dizer “legal”!

Foi quando visitei o Colégio dos meus netos pela primeira vez e uma ajudante comentou com outra:

-O cabelo da avó da Isadora é gira!

Fiquei sem saber o que era e perguntei a Isadora.

_Não vovó, não é ruim não… é bom! É legal!

É, meus cabelos brancos andam fazendo sucesso por aqui (ou como eles diriam: “estão a fazer sucesso!”)

(A primeira foto é na frente do Colégio; abaixo o complexo esportivo e a terceira somos nós em frente a um baobá, ou imbundeiro, também na frente do Colégio).

O CSFA (Colégio São Francisco de Assis) de Luanda é um estabelecimento de ensino de Currículo Completo Português, localizado em Talatona, que assegura a educação pré-escolar (3 anos) até ao ingresso na Universidade.

Como eles estavam comemorando a Semana da Família, fui convidada a falar nas turmas dos meus dois netos.

No primeiro dia, fui à sala da quarta série da professora Ada onde Isadora estuda.

Falei por mais ou menos meia hora sobre “como se tornar um escritor” e os 23 alunos ficaram muito interessados e me encheram de perguntas!

Contei dos livros que escrevi e sobre o mais novo a ser lançado na minha volta ao Brasil e que é direcionado às suas idades.

Pediram para eu contar alguma história dele e resumidamente contei.

Foi super gratificante e ao final, vieram com folhas e cadernos para eu autografar…

Me senti tão importante!

Em outro dia marcado, foi a vez de visitar a sala do Pré, da professora Teresa, onde estuda o Heitor.

Eles já me esperavam ansiosos!

Sentei em uma cadeira baixa e eles em volta no chão.

Aí a “Contadora de Histórias” colocou um laço de fita no cabelo e começou a contar a história da Dona Baratinha (que aqui se chama Dona Carochinha).

Cantei, fiz as vozes dos personagens, interagi com eles e foi realmente um momento mágico!

(Aqui com a professora Teresa)

Depois que saí da sala, a professora pediu que seus alunos desenhassem aquilo que mais gostaram na história e eles fizeram um pouco de tudo.

Até o caldeirão de feijoada onde o Dom Ratão caiu, foi desenhado (pelo Heitor, que me explicou…).

E hoje, 25 de maio, é o dia da África e os alunos foram vestidos à caráter!

(Isadora e Heitor na frente do Colégio)

Este dia recorda a luta pela independência do continente africano, contra a colonização européia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre. 

FELIZ DIA DA ÁFRICA!!!

“LEVANTA-TE, RESPLANDECE, PORQUE JÁ VEM A TUA LUZ, E A GLÓRIA DO SENHOR VAI NASCENDO SOBRE TI.” Isaías, 60-1

 

 

NÓS, MULHERES!

Há exatamente 11 anos, escrevi esse texto que achei nos meus guardados…(e continua atual).

Como estamos no mês da Mulher, segue, com todo o meu carinho!

Parabéns a todas as mulheres nesse dia 08 de março de 2018!

Àquela lá longe, na África, magra, alquebrada com seu filho morrendo nos braços…é dela esse dia!

Aqui perto de nós, a mãe do menino arrastado e morto e quantos mais enterrados pela violência…é delas esse dia!

Daquela professora que ensina nossos filhos e netos como se fossem seus…é dela esse dia!

Da mulher forte, guerreira, que luta por seus direitos, da atriz, da política, da doméstica, daquela que passa noites nos hospitais, cuidando, como anjos bons, aqueles que lá estão…é delas esse dia!

Da modelo, da empresária, da aeromoça, da servente, da secretária, daquela que sai com sua carteira de trabalho nas mãos procurando um emprego…é delas esse dia!

Da que cozinha, lava, passa, arruma, não ganha salário e ainda é, muitas vezes, agredida por seus companheiros…é dela esse dia!

Daquela que oferece ajuda a outros, da que com seu sorriso ilumina o dia dos que estão à sua volta, da escritora, da atleta, da musicista, da cantora, da arquiteta, jornalista, advogada, policial, designer…é delas esse dia!

E de tantas outras, sem nome nem sobrenome…também é delas esse dia!

E a nós, mulheres, que resumimos toda essa gama de profissões numa só, que temos o poder de mudar as coisas, de dar a vida…é nosso esse dia!

Que possamos com responsabilidade e amor, usar esse poder transformador para contribuir na construção de um mundo melhor!

Imagens: 1) freepik.com; 2) blogelartedeeducar.blogspot.com

“ENGANOSA É A GRAÇA, E VAIDADE A FORMOSURA, MAS A MULHER QUE TEME AO SENHOR, ESSA SERÁ LOUVADA.” Provérbios, 31- 30

 

 

 

 

NORMALISTAS 66

Em outubro de 2015 na série que escrevi sobre “Cidades onde Morei: 8- Curitiba (1ª Parte)“,  já falo um pouco sobre como foi estudar no Instituto de Educação do Paraná.

E em setembro desse ano escrevi sobre “50 Anos!!! Já???, onde escrevo sobre o ano de 1966, quando nos formamos no curso de Magistério.

instituto

(Instituto de Educação do Paraná)

E, agora, em 05 de novembro, pudemos nos encontrar, isso depois de nos comunicarmos e marcar dia, horário e local do encontro.

E lá fomos nós: curiosas para saber como estariam nossas colegas, depois de 50 anos sem nos encontrarmos…

Surpresa: as “meninas” estavam ótimas!!!

E vamos começar, por ordem alfabética, postar algumas fotos e  curiosidades sobre cada uma que esteve presente no encontro.

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Beatriz, casada, formada em Administração, 2 filhos (Luiz Gustavo- advogado e Thais- administradora) e uma neta, Isadora.

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Carmen, casada, 2 filhos (Paulo Henrique- médico e Luiz Gustavo- advogado) e dois netos (Lívia e Bernardo).

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Joia, formada em Letras e dois filhos (David- advogado e Luciana- juíza) e 4 netos sendo 3 meninas e um menino.

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Maria de Lourdes, casada, cursou Economia e tem duas filhas (Flávia, que mora em Luxemburgo e Márcia- advogada) e um neto, Davi.

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Eu, Sílvia, formada em Letras, com 3 filhos (Viviane- arquiteta, Fabiane- jornalista e Paulo Emílio- veterinário)e quase 4 netos: Isadora, Heitor, Cesar e Daniel ( que chega em janeiro).

Eu mesma tirei essas fotos, assim na hora, e a Maria de Lourdes, tirou essa minha.

Isso tudo em meio a conversas, risadas, lembranças, e um sem número de celulares onde eram mostrado fotos dos filhos e netos…

Infelizmente, mais 4 amigas com as quais contávamos, não puderam comparecer: 

Cleide Duda Taborda, Mirian Murray, Nadzieja Didycz e Sonia Mercer.

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Fomos ao restaurante Coco Bambu e nos deliciamos com o peixe e camarão  servidos.

E até lembrancinhas tivemos!

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O curioso é que íamos lembrando aos poucos de tantas coisas que pareciam estar em alguma gavetinha do passado: eram nomes de professoras, curiosidades, travessuras e tantas coisas para rir e lembrar…

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Foi realmente um encontro produtivo: criamos até um grupo de WhatsZapp e passado alguns dias,continuamos a nos comunicar com tanto carinho e doçura!

É… os 50 anos se passaram, mas aquela antiga convivência de uma época tão marcante, ficou, renovou-se e tenho certeza que vai continuar até o fim de nossas vidas! 

“SENHOR, TU TENS SIDO O NOSSO REFÚGIO, DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO. ANTES QUE OS MONTES NASCESSEM, OU QUE TU FORMASSES A TERRA E O MUNDO, SIM, DE ETERNIDADE A ETERNIDADE, TU ÉS DEUS.” Salmos, 90- 1 e 2

 

50 ANOS!!! JÁ???

O ano era 1966.

Ditadura militar, Beatles, Elvis (ai como eu amava…), O Dólar Furado, Copa do Mundo, mini saia, guerra do Vietnã, Quero que vá tudo pro inferno, Instituto de Educação…

Nós, as normalistas.

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Como cantava Nelson Gonçalves:

“Vestida de azul e branco

trazendo um sorriso franco

no rostinho encantador,

minha linda normalista

rapidamente conquista

meu coração sem amor…”

E a gente conquistava: namorados, noivos e até maridos!

E como o tempo passou rápido!

convite

(Nosso convite de formatura)

formatura

(Mirian Gonçalves, Maria de Fatima Meyer Costa, Regina Siéli Boryça e eu)

oradora

(Desde sempre, gosto de falar…)

Daquela formatura no antigo Cine Vitória, até hoje, cada uma das 34 alunas da 6ª turma (foram sete turmas), tomamos nossos diferentes rumos.

alunas

(As formandas da minha turma)

outra-viagem

(Viagem que fizemos pelo Paraná indo até Asunción, Paraguai)

viagem

(Que grupo animado!!!)

guaira

(Eu, Maria de Fátima e Regina conhecendo as Sete Quedas)

E aí fizemos novos cursos, tivemos filhos e agora netos.

Os cabelos embranqueceram e quando olhamos para trás vemos o filme passando, assim, devagar com as risadas fáceis que um dia tivemos, com aquela sensação que a vida era ali naquele momento e que os 50 anos… ah, esse iria demorar muito para chegar.

Mas ele chegou!

E com as facilidades dessa era de informática, fomos conseguindo encontrar algumas “meninas” embora muitas tenham mudado o sobrenome e não tivemos sucesso.

Ainda somos sete!

Alem de mim, Beatriz, Cleide, Joarina, Maria de Lourdes, Nadzieja e Sonia.

Queremos reunir essa turma para podermos olhar umas para as outras, relembrar viagens, professoras, conversas que tivemos.

Quem sabe até o final do ano seremos mais!

Porque comemorar é preciso!

Meio século merece!!!

E que venham ainda muitos encontros e muitas comemorações!

50anos

(Imagem dos 50 anos: http://www.rotadenoticia.com.br)

“BENDIZE, Ó MINHA ALMA, AO SENHOR, E NÃO TE ESQUEÇAS DE NENHUM DE SEUS BENEFÍCIOS.” Salmos, 103- 2