EXPO LIVRO

Gosto de andar pelas ruas da cidade e vou assim, meio devagar, mas observando tudo ao redor.

E foi assim que olhando ao longe, no meio da praça, vejo…

-Não, não pode ser! Um ônibus de livros?

Vou chegando mais perto e…

-Sim, sim é um ônibus de livros!

Entro curiosa e o que vejo é tudo tão claro, limpo, ar condicionado (lá fora um calor enorme), mesas, cadeiras, TV, sofás e livros, muito livros!

Converso então com o casal que me recebe, Milton e Juracema, que me contam sobre tudo aquilo que meus olhos extasiados veem.

Esse projeto se chama INSTITUTO VIDA PARA TODOS (www.institutovidaparatodos.org.br) que leva para inúmeras cidades essa biblioteca ambulante.

Os livros, para adultos, jovens e crianças, são especialmente cuidados e editados em sua própria editora (EDITORA ÁRVORE DA VIDA) onde também circula um jornal mensal e que está em sua 300º edição.

Eles ficam, dependendo da disponibilidade do local, em média 20 dias; vieram de Foz do Iguaçu e seguem daqui para Guarapuava.

Também apresentam palestras e peças teatrais durante a permanência na cidade.

Não são ligados a nenhuma denominação e sua visão é “apresentar ao público cristão um jornal totalmente bíblico, com diversos temas da vida cristã e que suprisse espiritualmente vários segmentos de pessoas.”

Todos os livros trazem mensagens de amor, incentivo, união e outras.

Nesse livro infantil que comprei, Luva Lulu, “ensina a criança a ser perseverante na busca de objetivos e a não desanimar diante das dificuldades”.

Passei momentos tão agradáveis nesse local e só me entristeci por ninguém ter entrado enquanto permaneci ali…

Um presente para a cidade e tomara muitos ainda descubram e cheguem até lá para o receber!

“DISSE JESUS: IDE POR TODO MUNDO, PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA.” Marcos, 16- 15

 

 

 

UM CAMINHO PARA A LIBERDADE

Férias é sempre assim: vou até uma livraria para escolher um livro com o intuito de ler durante o período de folga.

Geralmente já vou com algum na cabeça, mas dessa vez fiquei olhando, lendo as orelhas, a contra capa, passando de um a outro, até que achei esse.

Essa autora já era minha conhecida, desde que li “A Última Carta de Amor”em 2015 e que reli em outubro de 2019 com o mesmo encantamento da primeira vez.

É também dela o livro “Como eu era antes de Você”, que virou um filme visto por milhares de pessoas chorosas em todo o mundo.

Bem, mas voltando a esse em questão: chorei muitas e muitas vezes!

A história é emocionante e conta a trajetória de cinco mulheres no ano de 1930 e que enfrentam uma cidade inteira por amor aos livros.

Juntas, descobrem o poder do conhecimento, da liberdade e da amizade.

(Jojo Moyes)

A ideia delas é formar uma biblioteca itinerante e levar livros para os moradores mais pobres da região.

E elas enfrentam preconceitos, dificuldades com o tempo gelado, aprendem a andar à cavalo e atirar, mas afinal quem disse que ganhar a liberdade é algo fácil?

Eu amei demais essa história, por isso compartilho com vocês.

“AFASTA, POIS, A IRA DO TEU CORAÇÃO E REMOVE DA TUA CARNE O MAL, PORQUE A ADOLESCÊNCIA E A JUVENTUDE SÃO VAIDADE.” Eclesiastes, 11- 10

 

A POESIA EM MIM

Um dia desses, eu falava para mais ou menos 100 estudantes da oitava e nona séries de um colégio, sobre…poesia.

Comecei contando que aos 10 anos já lia um livro do meu pai que se chamava : “Grandes Poetas Românticos do Brasil”.

E aí já me encantava com os versos épicos de Gonçalves Dias em Juca Pirama, com as aventuras de Navio Negreiro contada por Castro Alves, com o romantismo de Olavo Bilac em Via Láctea, que declamei para eles.

Ouvidos atentos e eu tentando encantar.

Falei então.

-Para começar a escrever você tem que ler muito, vários assuntos e diversos autores. Aos poucos vai pegando o jeito e acaba escrevendo algo que às vezes pode nem achar muito bom, mas que deve procurar guardar em uma gaveta ou uma caixa.

Dali um tempo, lê novamente e vai vendo que até que estava bem interessante. Ou não…

Continuei contando que, um belo dia, há muito tempo atrás, juntei muitas poesias escritas e guardadas e mostrei a meu companheiro nessa época, que eu julgava ser muito inteligente, para dar uma opinião sobre elas.

Pois bem.

Fiquei na maior aflição aguardando sua palavra que pensava ser muito importante para mim.

E foi, não da maneira que eu esperava, mas foi!

Ele leu, tirou os óculos, olhou para mim e disse:

-Fraquinhas!

Pensam que desisti? Pois foi aí que me tornei mais forte!

Bem, o “casamento” acabou, mas meu primeiro livro “Um Pouco de Mim” saiu logo depois pela Fundação Cultural no ano de 2005.

Aplausos!

O importante é não desistir, continuar lendo, aprendendo, escrevendo.

Muitas vezes a poesia surge quase pronta em nossas mentes e aí você tem que correr para colocá-la no papel.

Às vezes demora a acontecer e você então procura frases, palavras e rimas até achá-las de repente o que torna mais vivo esse poeta dentro de nós.

E, outras vezes ainda, você fica tão competente que começa a trabalhar com as palavras fazendo um jogo com elas, como é o caso desse pequeno poema meu:

MUDANÇAS

FULANO ESCREVE ASSIM,

SICRANO ESCREVE ASSADO, 

BELTRANO ASSIM E ASSADO.

EU ASSO ENQUANTO ESCREVO

E QUASE O DEIXO PASSADO.

MAS NÃO PASSOU,

O TEMPO.

O QUE ESCREVO MUDOU,

COMO EU.

É uma magia, uma teimosia que nos faz querer escrever, poetizar sem parar.

Espero que com minhas palavras, tenha despertado em alguns, o poeta adormecido que espera em algum momento, despertar.

NEM TODO O QUE ME DIZ: SENHOR, SENHOR! ENTRARÁ NO REINO DOS CÉUS, MAS AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS.”Mateus, 7-21

 

 

SARAU LITERÁRIO

E nessa última quarta feira do mês, tivemos o I Concurso de Poesias Rubens Luiz Sartori, da Academia Mourãoense de Letras.

Foi um aprendizado para todos nós.

Fui uma das selecionadas e quero deixar abaixo, o poema que escrevi e inscrevi.

Na entrada ficaram expostos os livros dos acadêmicos e até parei para fotografar ( meu livro de poesias e o de história infanto juvenil estavam lá).

( Eu, Sinclair, Dalva, Cristina, Nelci e Giselta)

Segue minha poesia.

SOBRE SAUDADES…

Tenho saudades de coisas

que não vivi.

De pessoas que não conheci,

de mundos, momentos,

de sorriso aberto,

escancarado.

_____

De gestos desmedidos,

de cheiros, de gostos,

que nunca senti ou provei.

Tenho saudades

do pranto que chorei

sem saber porquê.

_____

Tenho saudades do luar

que entrava pela fresta da janela.

De sentir seus abraços, 

da brisa, do vento,

do som dos riachos,

do verde das matas.

_____

Tenho saudades da noite,

das estrelas,

do som de um violão.

Da cantiga tristonha

que embala e mexe

com meu coração.

_____

Tenho saudades do vulto,

daquele elo invisível,

do sentimento ausente

como uma sombra a perder.

Ah, tenho tanta saudade

de você, que sequer cheguei a conhecer…

 

(Aqui com os participantes)

“QUEM, POIS, TIVER BENS DO MUNDO E, VENDO O SEU IRMÃO NECESSITADO, LHE CERRAR O SEU CORAÇÃO, COMO ESTARÁ NELE A CARIDADE DE DEUS?”I João, 3- 17.

 

 

 

MAIS UMA VISITA LEGAL!

Uma das minhas alegrias é quando sou convidada a falar para alguma turma de alunos, sobre a arte de escrever ou literatura em geral.

Gosto de ver o olhos grudados em mim quando começo a andar e declamar em alta voz os versos que me vem à mente.

E é nesse momento que começo a ganhar os ouvintes e me animo em contar como foi que peguei o “vírus” de uma leitora voraz, a gostar de escrever, a pensar poesia.

Foi assim no ano passado quando visitei pela primeira vez o Colégio Dr. Osvaldo Cruz e que vocês podem ler em “Celeiro Cultural” (é só clicar em cima).

Dessa vez foi diferente.

(Aqui sendo recebida pela diretora Rosemere Scheffer)

Fui conversar com uma turma de sétimo ano no encerramento de mais uma etapa do projeto Celeiro Cultural.

Eles leram o texto “Mãe África” e a poesia “A Poesia e a Cidade”, ambos da coletânea “Caminhos In Versos e Prosas VII” da AME, lançada em 2018.

E também os dois contos “”O Caso do Bilhete Perdido” e “O Jardim dos Três Desejos”, do livro “O Nasquimi Dourado e outras Histórias”, também lançado no mesmo ano.

(Com as professoras Edina Sacramento e Maria Pasquini, idealizadoras do projeto)

Fizeram inúmeras perguntas:

-Ganha-se muito dinheiro escrevendo livros?

-O que te levou a começar escrever?

-Já tem outros projetos prontos?

-Quais seus próximos planos?

(Desenhos e textos feitos pelos alunos)

Agora, o maior interesse mesmo foi sobre minhas viagens a África.

Queriam saber tudo sobre o lugar, sobre as pessoas, até se eu gostaria de um dia morar lá…

-Não, isso não, respondi. Meu lugar é aqui, na minha casa, cidade e país, mas enquanto puder, quero voltar lá ainda muitas vezes.

Nossa, como o tempo passou rápido!

Fizemos muitas fotos e, ainda de quebra, uma mesa com salgadinhos, doces, bolo e refrigerantes.

Virou festa!

E meu coração saiu festivo dali, ao saber que jovens leem meus livros, que se interessam pela cultura e literatura.

E, em minha imaginação enquanto caminhava, fui vendo cada um escrevendo sua própria história em forma de contos e poesias.

Será um final feliz!

“E BUSCAR-ME-EIS E ME ACHAREIS QUANDO ME BUSCARDES DE TODO O VOSSO CORAÇÃO, E SEREI ACHADO DE VÓS, DIZ O SENHOR.” Jeremias, 29-13 e 14

 

 

AH, ESSES POETAS INCOMPREENDIDOS…

Há muito tempo atrás, fui assistir a um júri em uma pequena cidade do interior, onde a promotora era minha amiga.

Ela era bem jovem e bonita e nesse dia se arrumou, como sempre, colocando uma peruca longa (usávamos muito, nesse tempo) e com a faixa vermelha sobre a beca, a saia ficando um pouco mais curta.

Nada de chamativo!

Pois bem, o advogado em sua fala, deu a entender claramente aos jurados, que eles iriam votar a favor da promotoria por ela ser uma bela mulher.

Na réplica, essa minha amiga levantou, parou em frente aos jurados, arrancou com fúria a peruca, tirou a faixa que segurava a toga, essa caindo para bem abaixo dos joelhos e falou:

– Estou tirando meus artifícios de mulher, para que vocês jurados me vejam como a profissional que sou!

Ela ganhou a causa!

Por que estou a contar isso?

Por um fato que aconteceu comigo essa semana.

Fui convidada pela AME (Associação Mourãoense de Escritores) para enviar um poema a ser colocado na página que temos no facebook.

De outra feita, eu já havia colaborado, mas enviei um poema do meu livro Um Pouco de Mim junto com minha foto.

Compartilhei em minha página e escrevi em cima: “momento romântico”.

Quase coloquei um “ka, ka ka”, mas acabei deixando como estava.

Qual não foi minha surpresa quando no dia seguinte vi uma centena de curtidas e comentários em minha página.

Mas, para a decepção da poeta aqui, quase todos falavam da minha foto e pouquíssimos sobre a poesia!

Claro que fiquei lisonjeada!

Quem não gosta de ser chamada de “linda” inúmeras vezes?

Mas ali era a poesia que precisava ter a atenção, ela era a estrela, a criação e não seu criador (no caso eu).

Por isso fiquei pensativa: o poeta quer que sua mensagem seja lida e entendida, que o sentimento dela transborde no coração do seu leitor.

Sem artifícios, sem fotos, somente palavras carregadas de significados e que encontre nos olhos de quem lê, a beleza ali contida.

Na idade em que estou, prefiro ser chamada de “talentosa” do que “linda”, mas se puder juntar as duas coisas, quem sou eu para contrariar meu público?

Da próxima vez, para garantir, vou enviar um poema sem foto!

Aprendi!

Observação: para quem tiver curiosidade de ler o poema, é só clicar aqui em Romantismo e para ver a foto em questão, clique aqui em “Ele Chegou“!

Imagens: 1) tripAdvisor; 2) freepik; 3) pinterest

” DIREI DO SENHOR: ELE É O MEU DEUS, O MEU REFÚGIO, A MINHA FORTALEZA, E NELE CONFIAREI.” Salmos, 91- 2

 

 

LIVROS, LIVROS E MAIS LIVROS

Nunca é demais falar sobre livros!

E eu pensava cá com meus botões o quanto sou fascinada por eles, mas, para falar a verdade, um amigo escritor é super mais do que eu!

Eu mostrava a ele o meu livro (O Nasquimi Dourado) quando ele abriu, levou ao nariz e cheirou!!!

-Adoro o cheiro de um livro novo! Falou para mim.

Somos assim mesmo: gostamos prá valer!!!

Essa é a Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, fundada em 07 de março de 1857 e onde fiz muitas pesquisas desde a época do magistério.

E essa é a Biblioteca Municipal Prof. Egydio Martello em Campo Mourão, com 60 anos completos e onde temos reuniões mensais da AME (Associação Mourãoense de Escritores) e da AML (Academia Mourãoense de Letras).

E parece que os livros nos procuram quando gostamos deles.

Foi o caso do restaurante em Cape Town, África do Sul, quando eu e minha filha entramos e literalmente ficamos de boca aberta!

As paredes repletas de livros!!!

(Minha filha Fabiane)

Sabe aquele lugar aconchegante, lareira acesa, (lá fora um frio terrível), comida e vinhos maravilhosos e livros em profusão!

Ainda em Cape Town fomos visitar a biblioteca que estava comemorando naquele mês seus 200 anos!

(Mais sobre essa visita você pode ler aqui em “Os Esquilos e a Biblioteca“)

Fui até o Google para saber sobre a maior biblioteca do mundo e descobri que a Biblioteca do Congresso nos Estados Unidos, foi inaugurada em 24 de abril de 1800 e  possui mais de 155 milhões de itens, entre livros, manuscritos, jornais, revistas, mapas, vídeos e gravações de áudio, incluindo materiais disponíveis em 470 idiomas, sendo a maior biblioteca do mundo, tanto em espaço de armazenagem como no número de livros.

Agora vou escrever sobre o que mais me tocou ultimamente!

A saga de uma professora que desenvolveu um projeto na Escola Municipal Paulo VI aqui em Campo Mourão.

Chama-se Projeto Ambiente de Leitura: não deixe essa amizade esfriar!

Ela pediu para quem tivesse uma geladeira sem uso para doar e ali ela fez a biblioteca.

(A idealizadora do projeto, professora Silvania)

Isso é amor aos livros!

Não importa se o local é amplo, lindo, se tem muitos livros ou não; o que importa é passar para as crianças essa importância que eles tem, o mundo que se abre através de suas páginas e que nos deixa apaixonados por eles.

E eu não poderia encerrar sem os versos que fiz, há muito tempo atrás, mas que resumem o que sempre vou sentir sobre eles.

LIVROS

AH, LIVRO AMIGO!

QUE SE DEITA COMIGO,

E ABERTO TEIMA EM FICAR

SOBRE MEU PEITO,

ENQUANTO DURMO,

A ME ESPERAR…

“DISSE-LHE JESUS: EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA; QUEM CRÊ EM MIM, AINDA QUE ESTEJA MORTO, VIVERÁ.” João, 11- 25

 

 

CAFÉ COM LETRAS

Que faço parte da Academia Mourãoense de Letras, vocês já sabem (é só ler lá em Foram tantas Emoções….).

Que gosto de café, todos sabem também, é só olhar nas receitas dos bolos onde escrevo: tudo de bom com um café.

E que gosto de livros, claro que estão cansados de saber!

Pois é!

Juntem tudo isso e olhem no que dá: domingo, manhã de céu azul, aquele calorzinho gostoso, uma feira com mil novidades, pessoas passeando e uma barraca com o quê?

Acertou quem pensou em LIVROS E CAFÉ!

Que dupla imbatível!

E ali em volta, nós, os escritores com seus livros, em conversas animadas com os passantes que chegam e param, pegam um ou outro livro e…resolvem levar.

(Dalva, eu, Maurício, Benedita, Giselta, Silvania, Gilson e Jair com sua filha)

Um pai se aproxima com sua filha que observa atentamente os livros à mostra.

– Olá! Eu digo. Quantos anos você tem?

– Nove. Responde ela.

Pego então o meu livro infanto-juvenil “O Nasquimi Dourado e outras Histórias” e entrego a ela.

– Você vai gostar de ler esse. Falo sorrindo.

O pai olha a capa e pergunta:

– Quem é Sílvia, a autora?

– Eu mesma. Respondo.

Ele fica mais interessado e comenta com sua filha em como é bom conhecer uma escritora.

– Vou levar. Ele diz.

Chamo então a menina e digo que vou escrever uma dedicatória a ela.

– Como é o seu nome? Pergunto.

– Hannah! E soletra para mim. É a mesma coisa de trás para a frente. Completa.

– Que lindo nome você tem. Eu falo enquanto escrevo para depois entregar.

Fizeram questão de uma foto.

É isso que nos faz sentir a importância desse nosso Café com Letras.

A conversa com um público que ainda não conhece os autores de sua própria cidade!

(Eu, Benedita e Giselta)

(Nós com a primeira dama Hosana)

A reunião gostosa de nós “imortais” tão e apenas mortais como todos que por ali passam

Aquela sensação de estarmos contribuindo com um pouquinho daquilo que temos e sabemos para outras pessoas.

É maravilhoso ver as pessoas saindo dali felizes com seus livros nos braços.

É gratificante o olhar agradecido de quem leva para casa aquilo que nós passamos dias, meses e até anos pensando e escrevendo.

E o que dizer desse encontro dentro dessa barraca onde trocamos ideias, fazemos planos, brincamos uns com os outros?

(Nosso presidente Fabio Sexugi fazendo uma selfie)

São letras que esvoaçam e vão colorindo o céu da nossa cidade.

Isso tudo enquanto tomamos um café!

“NÃO PEÇO QUE OS TIRE DO MUNDO, MAS QUE OS LIVRES DO MAL.” João, 17- 15

 

 

 

FORAM TANTAS EMOÇÕES!!!

Depois de entregar convites, escrever o discurso, escolher uma roupa adequada para a solenidade, marcar salão, e esperar ansiosa, finalmente chega o dia tão esperado: 23 de março de 2019, um dia para ser lembrado com muita alegria!

Já pela manhã, me empolgo com flores que vão chegando!

À tarde me arrumo e… vou direto para as mãos fantásticas do meu amigo Jackson, que consegue transformar a Gata Borralheira numa Cinderela!

Às 07:15, já estou na Câmara dos Vereadores, recebendo os convidados e é quando bate aquela saudade de minhas filhas, tão longe, e que gostaria tanto de tê-las comigo.

Mas logo o coração se acalma com a chegada de meu filho e nora.

A cerimonia começa com a saudação feita pelo mestre de cerimonias, Ilivaldo Duarte de Campos.

Então sou levada até dentro do plenário pelos amigos Giselta da Silva Veiga e Robervani Pierin do Prado.

A mesa já está composta pelo presidente Fábio Alexandro Sexugi e demais autoridades e então é entoado o Hino Nacional e o Hino de Campo Mourão.

É depois disso que assino o livro da Academia Mourãoense de Letras.

Nossa, nessa hora eu estava tremendo…

Aí meu filho Paulo Emílio é chamado até a frente, já com minha pelerine em mãos e coloca em meus ombros a tão sonhada vestimenta!

Que abraço gostoso, cheio de carinho, obrigada Senhor!

Minha amiga Ester de Abreu Piacentini, faz a entrega do diploma.

Chegou a hora em que subo à tribuna para o juramento: “Juro pela minha honra cultivar, preservar e enaltecer o vernáculo pátrio em seus aspectos científico, histórico, literário e artístico, nas suas muitas diversidades culturais e de falares, construindo uma sociedade ética, fraterna e solidária.”

Após a leitura de minha biografia feita pelo mestre de cerimonias, faço o meu discurso.

Nessa hora estou calma, tranquila e olho para todos os presentes com muito carinho.

Primeiramente discorro sobre os três ilustres personagens da história de Campo Mourão: o fundador, Francisco Irineu Brzezinski, o patrono, Nelson Bittencourt Prado e o primeiro ocupante da cadeira número dois, Agenor Krul.

Então falo sobre mim, encerrando com minha poesia sobre Campo Mourão e que foi premiada em 2017.

Um rápido discurso e que teve a “minha cara”.

A palavra é passada para a nossa primeira dama, Hosana Avila Tezelli, representando o prefeito e que sendo minha amiga, teceu muitas palavras carinhosas a meu respeito.

Depois dela, foi chamado o professor José Eugênio Maciel que em seu discurso nos deu uma aula de amor a essa cidade.

O presidente encerra então a solenidade de posse e pede aos “imortais” presentes que se aproximem para a foto oficial.

Começam então os abraços!

Que gostoso!

(As amigas do crochê/tricô)

Essas fotos foram tiradas pelo mestre da fotografia, Walter Natalio!

E as pessoas foram saindo para comemorarmos em um restaurante, o Cayena e que fica quase em frente de onde estávamos.

Nesse momento eu estava tão descontraída e feliz, que peguei o microfone das mãos da cantora que estava começando as notas de Fascinação, e me atrevi a cantar…

Pois é!

O casal Larissa Guimarães e Diego Salvetti, ele tocando magistralmente um violão e ela com uma voz afinadíssima, trouxeram a beleza da música italiana e deixou o ambiente mágico e acolhedor.

Fomos para o restaurante em um local aberto, com um céu cheio de estrelas sobre nossas cabeças e um calorzinho gostoso.

Descontração geral!

E assim foi a minha noite de posse: pertenço agora à cadeira de número dois dessa Academia de Letras, dessa cidade onde moro e que aprendi a amar.

São ou não são, “muitas emoções”?

“A MINHA BOCA ENTOARÁ O LOUVOR DO SENHOR, E TODA A CARNE LOUVARÁ O SEU SANTO NOME PARA TODO O SEMPRE.” Salmos, 145- 21

 

 

 

 

 

VOU VIRAR IMORTAL!!!

Pois é…

Dia 23 próximo, vou ter a honra de entrar para a ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS.

Mas o que vem a ser uma Academia de Letras?

“É uma instituição literária brasileira, fundada na cidade do Rio de Janeiro em 20 de julho de 1897 (Machado de Assis, Olavo Bilac, Ruy Barbosa entre eles).”

Por que seus membros são chamados de “Imortais”?

“A Academia é composta por 40 membros efetivos e perpétuos, por isso alcunhados imortais, sendo cada novo membro eleito pelos acadêmicos para ocupar uma cadeira vazia devido ao falecimento do último titular.”

(Brasão da AML)

A fundação da AML se deu em 08 de junho de 2001 e instalada em 21 de maio de 2002.

Quando pensei que aquela pessoa que escrevia tão despretenciosamente iria entrar para tão seleto grupo de imortais? 

Mas aos poucos a trajetória foi se desenhando…

Em um encontro com nossa poeta maior Helena Kolody; com a presença de Túlio Vargas, presidente da Academia Paranaense de Letras no lançamento do meu primeiro livro; em palestras sobre literatura; com novo lançamento de livro infantojuvenil; etc.

Meus leitores do blog que amam minhas receitas, vão precisar ter um pouquinho de paciência porque quero colocar fotos e fatos importantes desse dia da minha posse.

Estou muito feliz!

“…PORQUE O SENHOR, VOSSO DEUS, É PIEDOSO E MISERICORDIOSO E NÃO DESVIARÁ DE VÓS O ROSTO, SE VOS CONVERTERDES A ELE.” II Crônicas, 30- 9