BRUNO E MARRONE

Você já caiu de paraquedas em algum lugar e se sentiu hiper deslocado?

Um peixe fora d´água?

Pois isso aconteceu comigo!

Depois de comparecer a um compromisso específico e importante em que fui vestida com um terninho escuro e camisa de seda, recebi na saída o convite para assistir ao show de Bruno e Marrone.

“De graça até injeção vencida”, pensei.

-Puxa, mas são nove e meia ainda e o show começa a que horas mesmo? O quê? Uma hora da manhã? Perguntei.

Bem, fomos a um restaurante para fazer hora e tomamos vinho, comemos uns petiscos deliciosos e lá por onze e meia saímos.

O Cannuce Centro de Eventos foi inaugurado recentemente e fica fora do centro da cidade e a fila de carros para chegar ao local era imensa e desanimadora.

Quase uma hora para chegar ao estacionamento, mas como estávamos em três, fomos conversando e ouvindo música .

Uma noite linda, com lua crescente e um vento frio no desacampado do lugar.

Entramos.

Realmente estou por fora dessa modernidade toda: as moças, lindas, pareciam estar em um desfile de modas, com saltos altíssimos ( nem sei como vieram andando desde o estacionamento) e vestindo quase nada!

E eu de terninho!

Um peixe fora d´água mesmo!

O som altíssimo, filas para o bar, filas para o banheiro e nós ali em pé.

-Mas o nosso ingresso não dizia área VIP? Pergunto já louca para sentar.

-Sim, mas é aqui mesmo. Responde minha amiga. E não tem lugar para sentar, todos ficam em pé.

Olhei para a frente e vi o palco lá longe e milhares de pessoas na minha frente.

Uma e meia da manhã e eles, até que enfim, adentram o palco.

Bruno e Marrone é uma dupla brasileira de música sertaneja e são aplaudidíssimos ao entrar.

Coloquei meus óculos para enxergar melhor, mas que nada, só via a imagem deles no telão…

Que frustrante!

E as músicas?

Não conhecia nenhuma!

O povo cantando e eu cansada mexendo o corpo prá não destoar mais do que já estava destoando.

-Cadê as músicas que sei, tipo “Dormi na Praça” e “Boate Azul”?

Foi quando minha amiga , que estava destoando tanto quanto eu, me convida para ir embora.

Ufa!

Saímos de lá loucas para entrar no quentinho do carro, chegar em casa no aconchego do amado cobertor e dormir.

Eram quase três horas da manhã quando cheguei em casa.

-Definitivamente, isso não é para mim! Resmunguei.

No outro dia, contei a meu filho onde tinha ido.

-O quê? Minha mãe na balada? Não acredito! Ele fala caçoando.

E eu respondo rindo:

-Última vez!

“ASSIM, OS DERRADEIROS SERÃO PRIMEIROS, E OS PRIMEIROS, DERRADEIROS, PORQUE MUITOS SÃO CHAMADOS , MAS POUCOS, ESCOLHIDOS.” Mateus, 20-16

MEU DISCURSO DE POSSE NA AML

Muitas pessoas pediram para que eu postasse o discurso que fiz por ocasião da minha posse na cadeira de número dois na ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS.

Ele é um tanto curto para os padrões, mas eu sou assim: minhas palavras são resumidas mas cheias de verdade e amor.

Então aí vai!

“Vou iniciar minhas palavras fazendo referência a três pessoas importantes na história da nossa Academia.

FRANCISCO IRINEU BRZEZINSKI, foi o fundador da nossa Academia Mourãoense de Letras.
Nasceu em Malé, no Paraná, em 1937.
Formado em Direito e Filosofia, em 1962 já estava em nossa cidade e foi vereador e presidente da Câmara.
Colaborou na fundação do Museu Histórico, foi deputado federal e fundou a Associação de Escritores de Campo Mourão.

NELSON BITTENCOURT PRADO, patrono, nasceu em Guarapuava , Paraná, em 1917.
Formado em Ciências Jurídicas e Sociais, Filosofia e Jornalismo.
Em 1951 instalou a primeira banca de advocacia geral aqui na cidade e editou o primeiro jornal local.
Foi vereador e presidente da Câmara.
São deles os dizeres: “bendito o criador e o semeador. Bendita a terra onde o povo recolhe o pão de sua própria seara.”

AGENOR KRUL, primeiro ocupante da cadeira número dois, nasceu em Ponta Grossa, Paraná, em 1946.
Filho de pais poloneses, veio para nossa cidade em 1970.
Formado em Filosofia, foi professor, diretor e depois presidente da Fundescam, hoje Unespar, onde foi o primeiro diretor. Sua esposa está aqui presente, o que muito me honra.
Ele diz em sua biografia: “a profissão do professor é uma das mais nobres entre todas as profissões e nunca devemos deixar as coisas como as encontramos, mas sim melhores do que estavam. Adotei essa terra, Campo Mourão, como a minha terra, para morar, viver e ser feliz.”

Agora sobre mim.
Nasci em Machado, Minas Gerais, a setenta anos atrás.
Meu pai, pastor, professor, escritor, poeta, tradutor; minha mãe professora de música e que tocava piano como ninguém.
Como não acabar gostando de ler, de música, e como boa mineira, gostar de cozinhar?
Então acabei sendo aquela pessoa que gosta de estar na cozinha e que enquanto prepara suas comidas, pensa em versos…
Tudo que escrevo é muito simples.
Minha poesia não é feita com palavras difíceis.
Ela é uma conversa que tenho com o leitor, como se estivéssemos nessa minha cozinha saboreando um café.
Como dizia Rubem Alves que tive o prazer de conhecer pessoalmente: “para se entrar numa escola, alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros bem que podiam dar lições aos professores. Os banquetes não se iniciam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome. Nós professores, temos que despertar a fome pelo conhecimento em nossos alunos, como faz o bom cozinheiro quando deixa a porta da cozinha aberta para que os aromas possam percorrer pela área de jantar e fazer os estômagos dos frequentadores roncarem de fome.”
É isso que esperam de nós: que possamos levar essa fome pelo saber, pela leitura, pela literatura.

Preciso agora agradecer.
A Deus, em primeiro lugar, por traçar meu caminho de volta para essa cidade que se tornou minha.
A meus três filhos, Viviane, Fabiane e Paulo Emílio, que sempre me incentivaram, juntamente com meu genro André e minha nora Patrícia, que me deram a alegria de quatro netos: Isadora, Heitor, Cesar e Daniel, obrigada.
A todos os meus amigos antigos e novos, da AME, da Biblioteca, do tricô e dessa Academia que hoje me recebe, meu muito obrigada.
Aos amigos que estão prestigiando esse solenidade, obrigada.
E encerro minhas palavras com a poesia que fiz, a qual ganhou o prêmio em 2017 no concurso de poesia sobre nossa cidade.
HISTÓRIA SEM FIM
Há muitos anos atrás
ela aqui viveu.
Na terra vermelha
de campos de soja,
de trigo, de gado,
de andorinhas voando
num céu todo seu.

Depois foi embora.
Criar filhos, trabalhar.
Ganhou netos,
escreveu livros,
mas um dia quis voltar.

E chegou devagarinho,
sem saber como
iria se recebida.
E a cidade faceira
abriu seus braços saudosos
recebendo a forasteira.

E ela pergunta ao moço:
A cidade mudou muito,
quase não a reconheço,
onde estão as andorinhas
que faziam alvoroço?

E ele continua contando
coisas que ela consegue lembrar.
Campo Mourão é história,
casa de amigos,
fácil de amar.

E ela agradece sorrindo
porque sabe muito bem
que dessa cidade amiga
ela faz parte também.

Agora, mais do que nunca!
Obrigada!”

“RECOMPENSOU-ME O SENHOR CONFORME A MINHA JUSTIÇA E RETRIBUIU-ME CONFORME A PUREZA DAS MINHAS MÃOS.” Salmos, 18- 20

 

FORAM TANTAS EMOÇÕES!!!

Depois de entregar convites, escrever o discurso, escolher uma roupa adequada para a solenidade, marcar salão, e esperar ansiosa, finalmente chega o dia tão esperado: 23 de março de 2019, um dia para ser lembrado com muita alegria!

Já pela manhã, me empolgo com flores que vão chegando!

À tarde me arrumo e… vou direto para as mãos fantásticas do meu amigo Jackson, que consegue transformar a Gata Borralheira numa Cinderela!

Às 07:15, já estou na Câmara dos Vereadores, recebendo os convidados e é quando bate aquela saudade de minhas filhas, tão longe, e que gostaria tanto de tê-las comigo.

Mas logo o coração se acalma com a chegada de meu filho e nora.

A cerimonia começa com a saudação feita pelo mestre de cerimonias, Ilivaldo Duarte de Campos.

Então sou levada até dentro do plenário pelos amigos Giselta da Silva Veiga e Robervani Pierin do Prado.

A mesa já está composta pelo presidente Fábio Alexandro Sexugi e demais autoridades e então é entoado o Hino Nacional e o Hino de Campo Mourão.

É depois disso que assino o livro da Academia Mourãoense de Letras.

Nossa, nessa hora eu estava tremendo…

Aí meu filho Paulo Emílio é chamado até a frente, já com minha pelerine em mãos e coloca em meus ombros a tão sonhada vestimenta!

Que abraço gostoso, cheio de carinho, obrigada Senhor!

Minha amiga Ester de Abreu Piacentini, faz a entrega do diploma.

Chegou a hora em que subo à tribuna para o juramento: “Juro pela minha honra cultivar, preservar e enaltecer o vernáculo pátrio em seus aspectos científico, histórico, literário e artístico, nas suas muitas diversidades culturais e de falares, construindo uma sociedade ética, fraterna e solidária.”

Após a leitura de minha biografia feita pelo mestre de cerimonias, faço o meu discurso.

Nessa hora estou calma, tranquila e olho para todos os presentes com muito carinho.

Primeiramente discorro sobre os três ilustres personagens da história de Campo Mourão: o fundador, Francisco Irineu Brzezinski, o patrono, Nelson Bittencourt Prado e o primeiro ocupante da cadeira número dois, Agenor Krul.

Então falo sobre mim, encerrando com minha poesia sobre Campo Mourão e que foi premiada em 2017.

Um rápido discurso e que teve a “minha cara”.

A palavra é passada para a nossa primeira dama, Hosana Avila Tezelli, representando o prefeito e que sendo minha amiga, teceu muitas palavras carinhosas a meu respeito.

Depois dela, foi chamado o professor José Eugênio Maciel que em seu discurso nos deu uma aula de amor a essa cidade.

O presidente encerra então a solenidade de posse e pede aos “imortais” presentes que se aproximem para a foto oficial.

Começam então os abraços!

Que gostoso!

(As amigas do crochê/tricô)

Essas fotos foram tiradas pelo mestre da fotografia, Walter Natalio!

E as pessoas foram saindo para comemorarmos em um restaurante, o Cayena e que fica quase em frente de onde estávamos.

Nesse momento eu estava tão descontraída e feliz, que peguei o microfone das mãos da cantora que estava começando as notas de Fascinação, e me atrevi a cantar…

Pois é!

O casal Larissa Guimarães e Diego Salvetti, ele tocando magistralmente um violão e ela com uma voz afinadíssima, trouxeram a beleza da música italiana e deixou o ambiente mágico e acolhedor.

Fomos para o restaurante em um local aberto, com um céu cheio de estrelas sobre nossas cabeças e um calorzinho gostoso.

Descontração geral!

E assim foi a minha noite de posse: pertenço agora à cadeira de número dois dessa Academia de Letras, dessa cidade onde moro e que aprendi a amar.

São ou não são, “muitas emoções”?

“A MINHA BOCA ENTOARÁ O LOUVOR DO SENHOR, E TODA A CARNE LOUVARÁ O SEU SANTO NOME PARA TODO O SEMPRE.” Salmos, 145- 21

 

 

 

 

 

O FINO DA BOSSA

Quando eu estava quase desistindo de poder assistir um BOM programa de música na TV, eis que aparece na Record essa maravilha!

Sim, porque o que tenho visto na Globo nunca pode ser considerado um programa musical, com Anitas, Jojôs e Pablos!!!

Começou às 23:30 dessa terça feira, dia 11, e até coloquei o relógio do celular para lembrar-me!

Valeu à pena!

O Fino da Bossa foi um programa dos anos 60, comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues e que ficou na história por trazer cantores e compositores da mais alta estirpe.

Eu era bem jovem e não perdia um programa em nossa TV preto e branco.

Elis se foi cedo, com apenas 36 anos, mas deixou seus filhos Pedro Mariano e Maria Rita como seus sucessores.

Jair viveu até 2014 e sua filha Luciana Mello foi quem apresentou o programa ao lado de Pedro Mariano.

Por ali desfilaram: Alcione, Gilberto Gil, Simoninha, Jairzinho, Elza Soares, Diogo Nogueira, Marcos Valle, Fernanda Takai, Paula Fernandes, Kell Smith, Projota, Iza, Max de Castro, Roberta Sá.

Cantaram divinamente!

Simoninha cantando “Meu Limão, meu limoeiro”, me fez lembrar tanto de seu pai, Wilson Simonal, que com seu sorriso, covinha e swing, encantava a todos!

Destaque para Jairzinho (filho de Jair Rodrigues) e sua irmã Luciana cantando “Disparada” com o pai no telão e Pedro Mariano cantando “Terra de Ninguém” com sua mãe Elis, também no telão.

Emocionante!

Ao piano, Daniel Jobin, neto de Tom Jobin!

E músicas como: Garota de Ipanema, Domingo no Parque, Samba de Verão, Desafinado…

Canções de Tom, Vinícius, Menescal, Carlos Lyra, Toquinho e outros grandes!

E eu empolgada cantando junto (fazia muito tempo que não cantava alto com as letras na ponta da língua):

Wave (Tom): vou te contar, os olhos já não podem ver

coisas que só o coração pode entender

fundamental é mesmo o amor

é impossível ser feliz sozinho…

Ou, dele também:

Este teu olhar

quando encontra o meu

falam de uma coisa

que nem posso acreditar

doce é sonhar

é pensar que você

gosta de mim

como eu de você…

Ou ainda:

Se todos fossem iguais a você

que maravilha viver…

As horas passaram e não vi.

Fiquei querendo muito, muito mais!

Tomara que outros programas desse nível e qualidade possam entrar na grade dessa emissora para trazer um pouco de qualidade para nossos ouvidos, cansados de ouvir tanta bobagem!

“LOUVAREI AO SENHOR DURANTE A MINHA VIDA; CANTAREI LOUVORES AO MEU DEUS ENQUANTO VIVER.” Salmos 146- 2

 

 

 

 

ENFIM… CAPE TOWN!!!

Dia 17 de junho, domingo, deixei Luanda e meus queridos para seguir rumo a África do Sul, encontrar-me com minha filha Fabiane e conhecer essa cidade.

Saí de uma temperatura de 27° e tempo muito seco, para entrar em 12° com muito vento e uma chuva fininha!

Nada que abalasse minha vontade de conhecer tudo e dar um abraço apertado em minha filha…

E eis que chego, então, depois de 4 horas de um voo tranquilo.

Cape Town (Cidade do Cabo) é apelidada de “Cidade Mãe” e é a capital legislativa do país, sendo a segunda mais populosa (a primeira é Joanesburgo) com 3 milhões e setecentos mil habitantes.

Foi ocupada primeiramente pelos holandeses e depois o Reino Unido.

(Aqui, fotos do nosso encontro)

Como cheguei no primeiro dia do jogo da seleção do Brasil pela copa, fomos até um local chamado Mojo onde colocaram um telão e onde estava reunida uma turma de brasileiros para assistirem.

Nesse lugar, tem bem no centro um local onde se vendem somente as bebidas e, espalhados ao redor, tipo umas barraquinhas cada uma vendendo comidas diversas: pizzas, sushis, frutos do mar, sanduíches, nachos, pipocas, etc.

Fiquei a lembrar onde estava há quatro anos atrás, no dia do jogo do Brasil… quanta coisa aconteceu! Se me falassem que eu iria mudar de cidade, jamais acreditaria… e lembrei do que escrevi aqui nesse dia ( Dia dos Namorados/ Primeiro Jogo do Brasil).

Saindo dali, tipo decepcionada com a seleção, fomos até Waterfront.

Gente, o lugar é o que há de lindo!!!

Pode-se sentar, comer e degustar um bom vinho.

Ali se reúnem turistas de todo o mundo, dá para curtir lojinhas de artesanato, passeios de barco, roda gigante, museus, corais de música típica africana e muito, muito mais, que contarei em outros posts.

As fotos saíram cinzentas, como estava o dia, mas nem por isso deixa-se de ver um pouco a beleza do lugar.

Logo estarei contando como foi estar desbravando essa cidade linda!

“NO DIA DA PROSPERIDADE, GOZA DO BEM, MAS NO DIA DA ADVERSIDADE, CONSIDERA; PORQUE TAMBÉM DEUS FEZ ESTE EM OPOSIÇÃO ÀQUELE, PARA QUE O HOMEM NADA ACHE QUE TENHA DE VIR DEPOIS DELE.” Eclesiastes, 7- 14

 

 

 

 

MÊS DE JUNHO, MÊS DE FESTAS!

As festas juninas são mais antigas do que todo mundo pensa!

Elas surgiram na Antiga Europa, há centenas de anos.
Não se sabe se o nome “junina” é uma adaptação que veio com o tempo ou se mudou porque a festa é comemorada no mês de junho.

acordeon

Cada um dos países deu o seu toque à festa que conhecemos hoje em dia.

Da França veio a dança (quadrilha), de Portugal e da Espanha veio a dança com fitas, entre outras culturas que foram se popularizando.
Como é de se imaginar, a festa junina foi trazida para o Brasil pelos portugueses durante o período colonial.

Por coincidência, os índios que habitavam o nosso país realizavam rituais nessa mesma época de junho para celebrar a agricultura e, com a vinda dos jesuítas, as festas se fundiram e os pratos passaram a utilizar alimentos nativos,como mandioca e milho.

casamento
As festas juninas acontecem em todo canto do país, mas podem ser divididas em dois tipos distintos: aquelas que acontecem na Região Nordeste e aquelas do Brasil caipira (inspiradas nos Estados de São Paulo, região norte do Paraná, região sul de Minas Gerais e Goiás). Elas possuem diferenças e costumes bem diferentes.
As festas do Brasil caipira são realizadas em quermesses com danças de quadrinha em torno da fogueira e, como não pode deixar de ser, com muita música caipira.

quadrilha

Em todos os lugares, as mulheres usam vestidos coloridos de chita e os homens vestem camisa quadriculada e calças remendados com tecidos também cheios de cores.
A fogueira é um dos maiores símbolos das festas juninas.
Assim como a maioria dos elementos de uma festa junina, existem dois significados para a famosa fogueira.

Nas festas pagãs e indígenas, elas eram feitas para espantar os maus espíritos.

Já na tradição cristã, ela tem uma explicação: Isabel teria dito à Maria (mãe de Jesus) que acenderia uma fogueira para avisá-la do nascimento de seu filho (João).
Maria viu as chamas de longe e foi visitar a criança que tinha acabado de nascer.
Hoje, por questão de segurança, elas também só são feitas em poucas cidades do interior, já que também não são permitidas nas grandes quermesses para que se evite incêndios e acidentes causados pelas chamas.

Mas o símbolo está sempre presente quando pensamos nas festas juninas.

fogueira-na-festa-junina
No Nordeste, o forró é, talvez, o ritmo mais requisitado para as festas juninas, seguido pelo baião, xote, reisado, o samba de coco e outras cantigas típicas. 
Simpatias e promessas para os santos são comuns em todas as épocas do ano, mas, para os três santos homenageados em junho, agora é a hora, principalmente para Santo Antônio, já que ele é considerado o santo casamenteiro e as moças que procuram um namorado, noivo ou marido se apressam para ter tudo pronto no dia 13.

mesa
Difícil não ficar com fome em uma festa junina.

Milho cozido (ou assado), pipoca, bolo de fubá cremoso (ou de milho), maçã do amor, pé-de-moleque, vinho quente, quentão, arroz-doce, canjica, chá de amendoim e muitas outras delícias (normalmente quentinhas, porque essa época do ano é bem fria) são a alma da festa.
Reparou que muitas comidas são derivadas do milho verde?

Isso se deve ao fato de que junho é a época propícia para a colheita do alimento e essa tradição está presente nas festas juninas desde que ela chegou ao Brasil.

Outros grãos — como o amendoim — e raízes — como a mandioca — também marcam presença nas comemorações de junho.

E eu me lembro de uma musiquinha que cantávamos nessa época e que dizia assim:

“MÊS DE JUNHO, MÊS DE FESTAS,

DE FOGUEIRAS AO LUAR.

NO TERREIRO ILUMINADO

TODA GENTE VAI DANÇAR.

DESDE 13 A 29

QUE SE OUVE O ESPOUCAR

DAS BOMBINHAS, DOS FOGUETES

ESTOURANDO PELO AR”

Que lembranças boas tenho das festas da minha infância… e essa música acima, nunca mais ouvi… nem achei no google…perdeu-se com o tempo, bem como as bandeirinhas que fazíamos com capricho para enfeitar o quintal…

bandeirinhas

Fonte: http://www.megacurioso.com.br

Imagens: 1) edu-candoconstruindosaber.blogspot.com; 2) atividadesparaprofessores.com.br; 3) plus.google.com; 4) http://www.grupogsa.com.br; 5) http://www.24brasil.com; 6) http://www.vivaeventos.com.br

“DIRIGE OS MEUS PASSOS NO TEUS CAMINHOS, PARA QUE AS MINHAS PEGADAS NÃO VACILEM.’ Salmos, 17- 5

 

ROSQUINHAS DA MINHA MÃE E PARABÉNS PARA O BLOG!!!

Minha mãe era professora de música, tocava piano divinamente, ensaiava coral, inventava peças de teatro, contava histórias, mas… nunca gostou muito de cozinhar.

Quando entrava na cozinha era para fazer o trivial, mas tinha algumas coisas que fazia tão bem, como as rosquinhas que coloco aqui.

Fazia tudo de cabeça, não seguia nenhuma receita e quando pedi para escrever essa rosquinha que eu adorava, ela pegou esse papel que eu guardei com cuidado dentro do meu caderno.

receita

(Essa é sua letra no papel que guardei)

INGREDIENTES

1/2 quilo de farinha de trigo

2 copos rasos de açúcar

3 colheres (sopa) de manteiga

3 ovos

1 colher (sopa) de fermento

leite de coco (até dar liga)

ingredi

Coloque todos os ingredientes em uma tigela (o leite de coco vá colocando aos poucos) e amasse com as mãos até dar liga.

com ingred.

Vá pegando aos poucos pedacinhos da massa e faça rolinhos em uma mesa enfarinhada.

fazendo

Enrole como quiser: fazendo uma trança, de comprido ou usando a criatividade.

para assar

Coloque em uma assadeira e deixe espaços entre elas porque crescem um pouco.

na forma

Eu gosto mais quando ficam bem torradinhas, mas se preferir, deixe mais clarinha.

no pirex

Guarde em pirex com tampa ou potes bem fechados.

com café

Gente, com um café, fica uma gostosura… as rosquinhas e as lembranças da minha mãe…

E, agora, vamos comemorar o terceiro aniversário desse blog!

Obrigada a todos que seguem, comentam e me deixam felizes sabendo que contribuo um pouquinho para a distração, cultura e culinária de vocês.

Se quiserem, leiam sobre os outros dois aniversários: “Primeiro aniversário do blog” e “2º Aniversário do blog“.

aniversário

(imagem guiafeminina.com.br)

“CANTAREI AO SENHOR ENQUANTO EU VIVER; CANTAREI LOUVORES AO MEU DEUS, ENQUANTO EXISTIR.”Salmos, 104- 33

 

UM FELIZ ANO NOVO!

 FELIZ_ANO_NOVO_escrito_com_cascata_

“Para você, desejo o sonho realizado.

O amor esperado.

A esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida.

Todas as alegrias que puder sorrir.

Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices.

Que sua família esteja mais unida.

Que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas… Mas nada seria suficiente… Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes… E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade!”

(www.belasmensagens.com.br)

(Imagem: oficina-do-gif.blogspot.com)

Mais sobre o Ano Novo você encontra em Poetizando o Ano Novo! (clicando em cima) com poemas de Drummond e Quintana.

” O SENHOR TE ABENÇOE E TE GUARDE; O SENHOR FAÇA RESPLANDECER O SEU ROSTO SOBRE TI E TENHA MISERICÓRDIA DE TI; O SENHOR SOBRE TI LEVANTE O SEU ROSTO E TE DÊ A PAZ.” Números 6- 24, 25 e 26

O ARCO-ÍRIS

 Essa história escrevi há muito tempo, mas gosto muito dela.
Espero que vocês gostem também…
 
O ARCO-ÍRIS
Essa história eu ouvi da minha mãe, que ouviu da minha avó, que ouviu da minha bisavó, que ouviu nem sei de quem.
É sobre uma menina muito pobre que adorava música.
notas musicais
Ela amanhecia cantarolando, inventava melodias e letras e embalava com elas as suas bonequinhas de pano.
Seu sonho era ter um piano de cauda, de verdade!
E enquanto ele não vinha, ela tocava no tampo da mesa, da carteira da escola, em cima de suas próprias pernas.
– Mas o que é isso, menina? Repreendia sua mãe. Pára com essa bobagem! Nós somos pobres e nunca teremos dinheiro bastante para comprar esse tal de piano de cauda.
Mas a menina nem ouvia.
Já estava cantando baixinho nova música por ela inventada enquanto embalava sua boneca.
foto-boneca-de-pano-06
Um dia, ela estava quase alheia à conversa dos adultos na cozinha, quando um pedacinho do seu consciente pegou o finzinho:
– Tem um pote de ouro no final do arco-íris!
Afirmava o tio Janjão enquanto coçava sua gorda barriga.
arco-íris
Então nossa amiguinha voltou de vez à realidade e quando percebeu já estava perguntando ao tio:
– É verdade mesmo, tio? Que tem ouro para comprar tudo o que a gente quer?
– Sim, querida, é verdade! Disse o velho tio piscando um olho…
E a partir daquele dia, a menina soube que teria o seu piano.
Ela ficou dia após dia lá fora, sentadinha, a olhar o céu e tocar com seus dedinhos finos, o seu piano invisível.
Sua mãe morria de pena!
– Por que você fez isso com ela, Janjão? Essa menina mal amanhece o dia, nem come direito e lá vai para fora procurar o arco-íris.
Mas, um belo dia, ele apareceu.
Era o mais belo arco-íris já visto por aquele lugar.
rainbow
E a menina batendo palmas, sorrindo, saiu em disparada, sempre olhando para o céu.
Nunca mais a viram…
Conta-se que no final do arco-íris, está uma menina linda, feliz, sentada em seu banquinho e tocando eternamente em um piano de cauda.
O pote de ouro é a felicidade…
piano
Imagens: 1) ultradownloads.com.br; 2) portalbrasil10.com.br; 3) renataespecial.blogspot.com; 4) http://www.sodahead.com; 5) http://www.clipartpanda.com
” E ELA DARÁ A LUZ UM FILHO, E LHE PORÁS O NOME DE JESUS, PORQUE ELE SALVARÁ O SEU POVO DOS SEUS PECADOS.” Mateus, 1- 21

CIDADES ONDE MOREI: 10- IPORÃ

Pois é… além do sorvete Kibon (ver o final do texto Formosa d’Oeste) a cidade nos ofereceu muitos amigos.

Éramos todos muito jovens e morando longe de nossas famílias e isso fazia com que nos aproximássemos mais.

Lá ficamos seis anos.

rua em iporã

Iporã vem do tupi que significa “rio bonito”= y (rio) e porang (bonito).

Sua população em 2013 é de 15.078 habitantes.

mapa

O asfalto chegava até lá e com a proximidade da cidade de Guaíra, pude conhecer as famosas Sete Quedas que desapareceu com a construção da usina hidrelétrica da Itaipu.

SETE_QUEDAS_4_A

E se eu em Formosa tive uma primeira notícia maravilhosa (a gravidez da minha primeira filha), em Iporã foram duas!

Anos 70, começo da TV em preto e branco e poucas atrações para as crianças; então elas brincavam no quintal, tomavam banho em bacias improvisadas no terraço porque o calor era muito!

As festas de aniversário começavam a ser preparadas bem antes porque não existiam casas de festa como hoje e eu guardava copinhos de iogurte para transformá-los em enfeites para a mesa…

Chamava as crianças vizinhas e ensaiava com elas peças de teatro e músicas, transformava a sala em auditório e amarrava cortinas para a apresentação.

E tudo era uma festa!!!

Assim quando saímos dali rumo a Campo Mourão, uma cidade bem maior, nossa família já se compunha de cinco pessoas! 

canteiros em iporã

Imagens: 1) wikimapia.org; 2) pt.wikipedia.org; 3) http://www.amerios.com.br

“E REPOUSARÁ SOBRE ELE O ESPÍRITO DO SENHOR, E O ESPÍRITO DE SABEDORIA E DE INTELIGÊNCIA, E O ESPÍRITO DE CONSELHO E DE FORTALEZA , E O ESPÍRITO DE CONHECIMENTO E DE TEMOR DO SENHOR.” Isaías, 11- 2