UM ENCONTRO EM TOLEDO

O primeiro encontro de Academias que participei, foi em Londrina no ano de 2019.

Em 2020 as festividades foram canceladas devido à pandemia.

E nesse outubro de 2021 pudemos, graças a Deus, nos encontrar, claro que com os devidos cuidados, na linda Toledo.

A abertura se deu no Olinda Park Hotel onde fui representando a Academia Mourãoense de Letras.

Cheguei de ônibus em menos de quatro horas e fiquei encantada com a cidade! Quero logo ter outra oportunidade para visitá-la.

As palestras, almoços e jantares foram todas no mesmo local da hospedagem e, logo depois de um banho, fomos todos recepcionados por artistas do Circo Ático.

Coloquei nosso banner em evidência ao lado do 15º Encontro de Toledo.

Às 17 horas deu-se a solenidade de abertura dos trabalhos com a formação da mesa de honra e a presença do prefeito Beto Lunitti, do presidente da Academia de Letras do Paraná, Ernani Buchmann e da presidente da Academia de letras de Toledo, Lucrécia Welter, além de outras autoridades.

O Hino Nacional foi cantado por uma voz feminina e logo depois o Hino da ALT cantado por um casal convidado.

Todos estávamos portando a pelerine e após os discursos foi feita a foto oficial do encontro.

Foi um momento de congraçamento entre as Academias presentes e onde aproveitei para presentear meu livro Acalanto ao presidente da ALP.

Seguiu-se a apresentação de um grupo de 15 mulheres “Encanto Sul” que cantaram e dançaram lindamente.

Enquanto era servido um coquetel, apreciamos a apresentação da Orquestra São Gonçalo de Viola Caipira e numa descontração total, alguns pares saíram bailando…

Assim encerramos esse primeiro dia.

Essa modernidade às vezes chega a me surpreender!

Em duas telas grandes de TV bem posicionadas, chegou até nós o palestrante professor Dr. Stefano Busellato diretamente da Itália.

O tema foi “Dom Quixote: o duelo entre literatura e realidade”.

Envolvente a apresentação mostrando a interpretação romântica e realista do autor onde o herói confunde a ilusão com a realidade.

O autor espanhol, Miguel de Cervantes, trás através de seu livro, que é um dos mais importantes clássicos da literatura, a amada Dulcinéa, o fiel amigo e companheiro Sancho Pança e seu cavalo Rocinante.

Seguimos ainda, pela manhã, com a palestra do Mestre Jorge Pereira, (um jovem rapaz) sobre a “Escrita Criativa e Construção de Personagens”.

Interessante a colocação de que quando criamos um personagem, ele pensa em viver. E segue:

-experimentação verbal- quando o pensamento é transformado em palavras;

-alegorias- personagens e vozes da narrativa;

-símbolo- o personagem tem que existir;

-palavra como elemento fundamental- entrando na narrativa.

Sobre as estruturas: tempo/ espaço/ personagens/ intriga.

Em seguida, vários acadêmicos apresentaram as atividades de suas respectivas academias até irmos almoçar o tão esperado e tradicional “Porco no Rolete”, prato típico da cidade.

Tivemos pouco tempo para o descanso (ainda mais desse almoço delicioso) porque às 14:00 horas já estávamos prontos para uma nova palestra.

Foi a vez do também jovem, Lucas Fonseca com uma mesa de conversa sobre “O Artista em Processo- literatura e artes plásticas”.

Iniciou falando sobre o criador e a criatura, desenvolvendo a visualidade (do autor e do leitor), o tempo e o produto (o livro).

Sobre o livro pensar sobre o pessoal como sua obra e o profissional como o mercado, extensão e o produto.

Logo depois voltamos às apresentações dos acadêmicos contando sobre as atividades das suas respectivas academias.

Foi aí que coloquei o nosso banner à frente, ao meu lado, onde se lia nele toda a nossa programação e projetos.

Como o tempo máximo de explanação era de cinco minutos, comecei saudando as Academias presentes, em nome da nossa presidente Dalva Helena de Medeiros contando sobre a impossibilidade de sua presença por há muito tempo estar com viagem marcada.

Falei sobre o “Café com Letras” e o “Primeiro Concurso Internacional de Poesias” onde naquele mesmo dia (30-10) encerrava as inscrições com mais de 1000 inscritos de todo o Brasil e outros países e também dos diversos lançamentos de livros, sendo pela AML os livros “Ad Immortalitatem” e “Obras Reunidas- Pedro Poleto” e diversos acadêmicos, como: Silvania Maria Costa (Enquanto o Tempo Passava), Dalva Helena de Medeiros (1.História e Trajetória do Curso de Pedagogia da Unespar/Fecilcam; 2. Obra Póstuma: Síntese Existencial Constantino de Medeiros), Jair Elias dos Santos Júnior (1. Araruna, a história de uma Cidade; 2. Uma História de Gerações- 70 anos do Clube Social e Recreativo 10 de Outubro); Marlene Kohts (Um Dia Normal) ; Edcleia Basso (Ensinar e Aprender uma Língua Estrangeira/ adicional nas diferentes idades vol.2) e eu com o lançamento on line do livro Acalanto.

Encerrei minha fala com a poesia “História sem Fim” sobre Campo Mourão.

Foram muitas pessoas usando a palavra para saudações e o momento foi de congraçamento.

Aproveitamos para observar a exposição de telas distribuídas juntamente com os banners das outras Academias presentes.

Tivemos um tempo para descansar antes de voltarmos para assistir a apresentação da Invernada Adulta do CTG- Província Gaúcha com muita animação por parte de todos os presentes.

Em seguida, a ALT prestou uma homenagem a todas as instituições presentes onde cada acadêmico foi convocado a fazer uma poesia para outra academia visitante.

Recebi três poemas, sendo dois para a AML e outra para a Academia de Filosofia de Campo Mourão.

Muito singelo o gesto escrito em letra cursiva e em papel pergaminho.

Fomos então ao jantar em comemoração aos 10 anos da ALT, com direito a bolo e mais fotos.

Nesse momento a chuva veio forte o que prejudicou a presença de muitos ao Sarau dos Acadêmicos que era em outro prédio.

Eu mesma fui diretamente ao meu apartamento para um merecido descanso.

Às nove horas do domingo, já depois de um gostoso café, voltamos para a palestra on line –interativa, da professora doutora Sonia Sirtoli Farber sobre “As Interfaces da Tanatologia nas Produções Literárias e sua contribuição para o enfrentamento das perdas”.

Ela, uma pessoa extremamente doce e gentil, iniciou falando sobre a realidade da morte.

Mas o que vem a ser a Tanatologia?

A ciência da vida e da morte que visa entender o processo de morrer e do luto.

E as letras são uma forma de imortalidade.

Escrever é uma resistência à morte que não deixa de ser uma realidade normal.

Quando fala sobre “sermos salvos pelos nossos autores”, ela deixa claro seu imenso reconhecimento a Dostoievski (Crime e Castigo, Os Irmãos Karamazov), seu autor preferido.

Deixando em aberto para perguntas ou interferências, fui a primeira a levantar e recitar o haicai de minha autoria:

Os poetas mortos

estão vivos nas lembranças.

Viverei um dia?

Foram feitas várias outras intervenções após a palestra aplaudidíssima por todos e em seguida passou-se aos temas sobre a pandemia onde diversos autores, inclusive eu com a poesia “E não houve Carnaval…”, leram seus poemas.

O término foi com o momento ALCA ( Associação das Academias de Artes e Letras do Paraná) com apresentação de trabalhos e da diretoria gestão 2023-2024 a ser eleita e empossada no 16º encontro em Irati, novembro de 2022.

A presidente da ALT e ALCA, Lucrécia Welter Ribeiro, foi homenageada com agradecimentos e flores.

Foi lida a Carta de Toledo com a avaliação do encontro e encerrada a solenidade.

Após o almoço, despedidas e saldo positivo com novos amigos que fizemos.

Acima eu e LUCRÉCIA, depois EDY, eu e MALGARETE/ abaixo MARIA EUNICE, eu, MARLENE e MARIA DILONÊ

Voltei para casa com um casal muito amável da cidade de Cornélio Procópio, Solange e professor Armando Paulo da Silva, representando a Academia de lá.

E preparem-se todos:

2023 o 17º Encontro de Academias vai ser aqui!!!

Acima, os acadêmicos da Academia de Letras de Toledo que tão bem nos recepcionaram.

Gratidão!

Campo Mourão espera todos de braços abertos!

“Ó SENHOR, SENHOR NOSSO, QUÃO ADMIRÁVEL É O TEU NOME SOBRE TODA A TERRA!” Salmos, 8- 9

O SUSTO DO TIO ARTUR

E aqui vai mais uma historinha!

Sei que vocês gostam, então lá vai!

O SUSTO DO TIO ARTUR.

Na casa dos irmãos Gui, Ale e Ju era uma festa quando as luzes se apagavam.

Isso naquele tempo em que a luz elétrica vivia cansada, dava umas piscadelas e apagava de vez.

Aí, velas eram acesas e era quando o tio Artur gostava de contar histórias “de medo”.

Ele começava e todos ficavam tão atentos que quando viam suas sombras nas paredes, começavam a enxergar fantasmas e gigantes.

De repente, tio Artur dava um grito:

– ALEXANDRE!

Os cabelos arrepiavam de susto, um se agarrava ao outro e era uma gritaria geral.

Então vinha a mãe das crianças, lá de dentro, e ralhava com seu irmão:

– Artur, por que você fica assustando essas crianças? Já falei para parar com essas bobagens!

Mas era sempre a mesma coisa, era só ter uma noite sem luz que lá estavam todos reunidos querendo ouvir mais histórias “de medo”.

Um dia, o Alexandre, que era o mais velho dos irmãos, resolveu pregar uma peça no tio Artur.

Pegou um lençol branco da sua cama e deixou escondido perto da porta, esperando que pudesse usa-lo à noite.

Não contou nada para ninguém.

E dito e feito: naquela noite as luzes se apagaram.

Acenderam as velas e ficaram todos em volta do tio, pedindo histórias.

E ele começou.

Estava inspiradíssimo naquela noite!

Ale foi saindo abaixado bem quietinho, e, no corredor colocou o lençol sobre ele.

Na hora em que o tio Artur gritou:

– ALEXANDRE!

Eis que surge pela porta aquele fantasma correndo.

Foi uma gritaria geral!

Era um correndo para um lado, outro se escondendo em baixo da mesa,  quando a mãe entrou.

– Mas o que está acontecendo aqui?

E puxou o lençol de cima do Ale.

Todos olharam espantados para ele que ria a mais não poder.

E o tio Artur?

Esse saiu correndo, tremendo e nem conseguia falar direito.

E a mãe, no alto da sua sabedoria, disse:

– Bem feito! Quem assusta, sai assustado!

Imagens: 1) Pet-Pedagogia-UFBA; 2) Pinterest; 3) PNGWING

“NÃO VOS ENGANEIS: AS MÁS CONVERSAÇÕES CORROMPEM OS BONS COSTUMES.”ICoríntios, 15- 33

ZABAIONE

ZABAIONE OU ZABAGLIONE, em italiano, é uma sobremesa tradicional na culinária italiana.

Nada mais é do que um creme feito com gemas, açúcar e vinho Marsala e por ser muito leve e versátil, é também usada no preparo de recheio de tortas e bolos.

No lugar do vinho você pode usar a essência de baunilha, que foi o que usei.

INGREDIENTES

6 gemas

6 colheres (sopa) de açúcar

10 ml de essência de baunilha

Sim, é só isso mesmo, mas no modo de fazer é que está o segredo.

Primeiro passe as gemas em uma peneira.

Junte o açúcar e bata como gemada até que a mistura dobre de tamanho e fique mais clara.

Junte a essência de baunilha e leve ao fogo em banho maria, mexendo continuamente com um fouet.

Mexa de 5 a 8 minutos até que esteja em uma consistência cremosa e lisa, mas sem deixar ferver.

Retire e coloque em um pote bonito e saiba que a medida que esfria, esse creme fica bem firme.

Nessa tarde em que fiz o zabaione, fiz também um Peras ao Vinho

e servi em uma taça, primeiro as peras (cortei em pedaços) e sobre elas, o creme.

Aqui está ele: maravilhoso!

Você pode servir com morangos e qualquer outra fruta de sua preferência.

“SÊ EXALTADO, Ó DEUS, SOBRE OS CÉUS; SEJA A TUA GLÓRIA SOBRE TODA A TERRA.” Salmos, 57-5

MACARRÃO DELÍCIA

Quando postei o MOLHO DE TOMATE aqui, aposto que deixei vocês com vontade de macarrão.

Pois hoje vai uma receita que faz jus ao nome.

Vejam só os INGREDIENTES:

macarrão Penne (eu coloquei 1/4 do pacote)

azeite

1 cebola e 1 dente de alho

1/2 pacote de molho de tomate

1/2 vidro de requeijão cremoso

1/2 caixinha de creme de leite

150 gramas de presunto

150 gramas de queijo muçarela

queijo parmesão para polvilhar

OBSERVAÇÃO: para fazer meio pacote é só aumentar a quantidade dos ítens.

Primeiro cozinhe o macarrão em bastante água com sal e escorra. Reserve.

Numa panela ou frigideira frite a cebola batidinha com o alho amassado em azeite.

Pique o presunto e rale no lado mais grosso o queijo. Reserve.

Depois de fritar a cebola e alho, junte o molho de tomate, mexa, depois o requeijão e creme de leite.

Vá mexendo até incorporar bem. Coloque sal a gosto e pimenta do reino.

Retire e junte o presunto e queijo.

Em um pirex, coloque o macarrão, junte o molho por cima e salpique queijo ralado.

Leve ao forno já aquecido por mais ou menos 20 minutos.

Cremoso, saboroso, fácil de fazer!

“DISSE-LHES JESUS: PORQUE ME VISTE, TOMÉ, CRESTE; BEM-AVENTURADOS OS QUE NÃO VIRAM E CRERAM!” João, 20- 29

POESIA EM VÍDEO

Há muito tempo, coloquei no youtube alguns vídeos de histórias infantis.

Na verdade, 4 pequenas histórias e um vídeo das comidinhas da vovó.

Nunca mais coloquei nada ali.

Acontece que comecei a gravar vídeos de poesias que me pediam para colocar em reuniões online, como manda a pandemia.

Assim gravei alguns e resolvi postá-los em outro canal do youtube com o nome de Sílvia Fernandes- POESIAS (assim como está escrito com o acento agudo e tudo).

Esse foi o primeiro que gravei para a AML (Academia Mourãoense de Letras), um poema de minha autoria: BAILARINA.

“FESTA JUNINA”, é o tema dessas quadrinhas que fiz para um sarau online da AME (Associação Mourãoense de Escritores).

Essa poesia também é minha e foi a pedido da AML e se chama : CONVERSA COM A NATUREZA.

Pablo Neruda é o autor desse pequeno poema sobre as “estações do ano” e gravei para a AME que pediu para um sarau sobre a PRIMAVERA.

Bem, por enquanto são só esses, mas gostei da ideia e a partir de agora vou gravar mais algumas poesias para esse canal.

Se quiserem, o link é:

https://www.youtube.com/channel/UC8lnrkD_MpUaU3mujn4vRWw

Espero que tenham gostado!

“O SENHOR, TEU DEUS, ESTÁ NO MEIO DE TI, PODEROSO PARA TE SALVAR; ELE SE DELEITARÁ EM TI COM ALEGRIA; CALAR-SE-Á POR SEU AMOR, REGOZIJAR-SE-Á EM TI COM JÚBILO.” Sofonias, 3- 17

PÃO FRITO (SENSACIONAL!)

Já escrevi aqui sobre minha amiga Sonia que gosta de cozinha tanto quanto eu… foi ela quem preparou a ABÓBORA CABOTIÁ COM CHARQUE e me deu a dica sobre uma sobremesa deliciosa que depois fiz: REI ALBERTO.

Essa receita também foi ela quem me deu e achei maravilhosa, perfeita para o lanche da tarde!

Vamos então aos INGREDIENTES:

1 pão francês

3 ovos

3 colheres (sopa) de farinha de trigo

5 colheres (sopa) de creme de leite

150 gramas de queijo ralado

sal

cebolinha verde picadinha

óleo para fritar

Primeiro corte o pão em fatias (pode usar pão amanhecido).

Reserve.

Bata os ovos ligeiramente, junte o sal, a farinha, o creme de leite, queijo (eu usei o parmesão) e a cebolinha verde (que colhi da minha plantação- que orgulho!).

Misture bem tudo.

Pegue uma a uma as fatias do pão e envolva muito bem com essa mistura.

Coloque um pouco de óleo em uma frigideira e vá fritando as fatias.

Frite bem de um lado e de outro.

Retire e coloque em uma travessa com papel toalha.

Bem, aí é só saborear essa delícia!!!

Obrigada, amiga, adorei a dica!!!

“SENHOR, A TI CLAMO! ESCUTA-ME! INCLINA OS TEUS OUVIDOS À MINHA VOZ, QUANDO A TI CLAMAR. SUBA A MINHA ORAÇÃO PERANTE A TUA FACE COMO INCENSO, E SEJA O LEVANTAR DAS MINHAS MÃOS COMO O SACRIFÍCIO DA TARDE.”Salmos, 141- 1 e 2

SERÁ VERDADE?

Um pequeno conto que poderá se tornar verdadeiro daqui alguns anos…

SERÁ VERDADE?

E aquela velha senhora sentou-se em sua cadeira de balanço e começou a lembrar. Devagar, porque agora em sua vida, não existia pressa para nada.

Seus bisnetos irrequietos não aguentavam a espera para ouvi-la contar histórias do seu passado distante.

– Bisa, conta logo! Pediu o menino de cabelos cacheados.

– Vai ser de medo? Não gosto de histórias que me fazem ter medo. Reclamou a bisneta mais velha.

– Vou contar uma história verdadeira que aconteceu há muito tempo atrás quando eu tinha a idade de vocês.

E ela começou e o silêncio reinou.

Era somente sua voz embalada no vai e vem da sua cadeira.

Num belo dia como outro qualquer, surgiu um mal em nosso mundo. Ele era invisível e muitas vezes mortal.

Tudo parou!

As pessoas não podiam sair de casa, se encontrar com amigos e muito menos abraçar porque esse vírus estava rodeando as pessoas para apanhá-las de jeito.

As escolas fecharam bem como as igrejas, parques, lojas, restaurantes, tudo foi fechado.

– Nossa, bisa, e como vocês faziam? Ficavam presos em casa? Perguntou o mais curioso.

Muitas vezes sim. Respondeu a bisavó. Sair significava não ver esse inimigo que podia entrar pelo nariz e boca nos deixando doentes. As pessoas não podiam ir ao trabalho e começou faltar dinheiro para comprarmos alimentos. Éramos obrigados a usar máscaras.

– O que? Tipo Homem Aranha? Perguntou o menorzinho.

– Mais ou menos, continuou a velhinha, e lavávamos as mãos centenas de vezes ao dia e ainda usávamos álcool nelas e nos móveis, fechaduras, pacotes. Tudo era muito difícil.

– Bisa, muita gente morreu por causa disso? Perguntou tristemente a menina.

– Sim, respondeu a bisa, milhares e milhares! Cada manhã chegavam mais notícias de pessoas contaminadas e os hospitais não davam conta de cuidar de tanta gente. O desespero só crescia!

Até que um dia, a vacina foi inventada!

– Ainda bem, que legal! Todos falaram juntos.

– Verdade, queridos! Sorriu continuando a contar. Mas ela foi vindo de pouquinho em pouquinho e todos nós enfrentávamos fila no desejo de sermos vacinados e ficarmos tranquilos.

Foi uma alegria quando todo o mundo pode tomar a vacina e por o vírus prá correr!

– Que sorte a nossa, né bisa, por não termos mais esse vilão por perto! Ponderou o mais velho.

Sim, falou a bisavó, nossa fé e esperança de que tudo iria passar, foi nossa salvação. É por isso que agora vocês podem usufruir dessa paz e tranquilidade em que o mundo se encontra.

Gostaram da história?

– Sim, muito! Obrigado, bisa! Respondeu o mais esperto que ao sair com os outros para as brincadeiras no quintal, pergunta: vocês acreditaram na história que a bisa contou? Acham que aconteceu tudo aquilo mesmo? Não sei não…

E a bisavó que ouvia tudo pensou com seus botões, será mesmo?

Imagens: 1) dreamstime; 2) Vecteezy; 3) BC boa consulta

“POIS ASSIM COMO POR UMA SÓ OFENSA VEIO O JUÍZO SOBRE TODOS OS HOMENS PARA CONDENAÇÃO, ASSIM TAMBÉM POR UM SÓ ATO DE JUSTIÇA VEIO A GRAÇA SOBRE TODOS OS HOMENS PARA JUSTIFICAÇÃO DE VIDA.” Romanos, 5- 18

MOLHO DE TOMATE CASEIRO

Nada como um bom molho de tomate para deixar seu prato mais saboroso!

Por acaso nesse dia eu comprei tomates lindos e que estavam no ponto para serem utilizados.

E lá vim eu para a cozinha preparar esse molho que ficou prá lá de bom!

INGREDIENTES

10 colheres (sopa) de azeite

2 dentes de alho

1 punhado de manjericão fresco (nada como quem tem no próprio quintal)

1 colher rasa (sopa) de sal

1 quilo de tomates ( esses 4 da foto, pesaram 1 quilo)

Primeiro lave bem os tomates e retire as sementes.

Corte em 4 partes e leve ao fogo em uma panela por aproximadamente 15 minutos, para apenas amolecer.

Em outra panela coloque o azeite e frite o alho e depois coloque o manjericão para dar uma pequena fritada. Mexa e retire do fogo. Reserve.

Com a ajuda de uma peneira, vá passado os tomates por ela. Não use o liquidificador.

Coloque esse molho na outra panela em que foi frito o alho e o manjericão e leve ao fogo por mais ou menos uma hora e meia. Acerte o sal.

Vejam como ele reduziu e ficou aquele molho encorpado e, claro, precisa ter paciência para ir mexendo de vez em quando até ficar pronto.

Mas, provei com essa massa e queijo ralado e ainda deu um pote que congelei.

HUUUMMMMMM!!!!!!!!!!!

“PORQUE A MINHA CASA SERÁ CHAMADA CASA DE ORAÇÃO PARA TODOS OS POVOS.” Isaías, 56- 7

PAVLOVA

“A pavlova é um doce feito para homenagear Anna Pavlova, uma bailarina russa. Apesar disso, diz-se que essa sobremesa não é originária da Rússia e, sim, da Nova Zelândia. A pavlova é um grande suspiro com recheio no meio, como se fosse uma torta.”

Bem, fomos eu, minhas filhas e netos até uma confeitaria aqui em Campo Mourão.

A Viviane pediu a pavlova e nós, outras gostosuras, mas quando chegou a sobremesa dela, todos nós quisemos experimentar porque estava maravilhosa!

Resultado, passamos no mercado, compramos os ingredientes e resolvemos fazer juntas, cada qual com seu pratinho, a dita gostosura.

Claro que não fizemos o suspiro: compramos 2 pacotes de suspirinhos prontos.

Não compramos a nata e substituímos por creme de leite com açúcar.

Mas foi tão bom podermos juntas montar a nossa própria delícia que resolvi mostrar como fizemos.

Cada uma foi colocando as camadas no próprio prato de sobremesa.

Primeiro os suspirinho, amassados grosseiramente.

Depois colocamos o creme de leite misturado com uma colher de açúcar e em seguida os morangos cortados ao meio.

Em seguida, jogamos mais creme e suspiro e para finalizar, um morango inteiro.

Pois é… foi uma sucessão de risos, de alegria e de disputa para ver qual ficou mais bonito!

Tudo isso para comermos e sentir o quanto é bom partilhar a companhia uma das outras.

Eu, Viviane, Fabiane e Isadora, amamos tudo!!!

“MUITAS SÃO, SENHOR MEU DEUS, AS MARAVILHAS QUE TENS OPERADO PARA CONOSCO, E OS TEUS PENSAMENTOS NÃO SE PODEM CONTAR DIANTE DE TI; EU QUISERA ANUNCIÁ-LOS E MANIFESTÁ-LOS, MAS SÃO MAIS DO QUE SE PODEM CONTAR.” Salmos, 40- 5

INDEPENDÊNCIA OU MORTE!

(Quadro de Pedro Américo- Wikipédia)

Sempre gostei muito dessa poesia do meu pai, mas achava muito longa para colocar aqui.

Isso porque sou muito rápida no modo de me expressar e escrever, mas isso não quer dizer que não dou valor àqueles que com talento sabem colocar em versos toda uma história.

E é assim que coloco essa poesia que retirei do livro do meu pai, Rossine Sales Fernandes, “ANTES QUE ESCUREÇA O SOL”, lançado em 1983.

“INDEPENDÊNCIA OU MORTE!”

“Independência ou Morte”-ousado grito,

supremo anelo de um valente povo,

clangor vibrante, de sonido novo,

marcial clarim de retumbantes sons…

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Ipiranga, altaneiro monumento,

símbolo augusto de eternais anseios,

mármore belo de impecáveis veios,

altar da Pátria, templo altivo e nobre.

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Obra de estetas, de imortais titãs,

és bem a súmula de heroicos feitos:

teu esplendor me lembra os largos peitos

de lendários soldados do passado…

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Salve! Setembro, dia sete histórico.

O jugo sacudimos, virilmente,

de Portugal, da lusitana gente,

em feitos de epopeia mui famosa.

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Oh! LIBERDADE- vocação divina,

nobre apanágio deste humano ser,

seu título de glória e seu prazer

-és do progresso a propulsora mor.

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Salve! Salve! Dom Pedro valoroso,

alto príncipe luso-brasileiro:

se alguma vez falhaste em ser ordeiro,

uma glória tiveste- foste intrépido.

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Salve! Santista Andrada, conselheiro,

a ti deve o País feitos ingentes.

E salve! Tu também, ó Tiradentes,

intimorato sonhador e mártir.

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Salve! Predecessores de Dom Pedro:

em bom solo a semente foi lançada

e, brotando, cresceu multiplicada

em farta messe de preciosos frutos.

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Oh! Filipe dos Santos, pioneiro,

cujo sangue regou nosso Brasil…

Salve! Tomás Gonzaga varonil.

Salve! Cláudio da Costa, José Maia,

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Álvares Maciel, Freire de Andrade,

Alvarenga Peixoto, Vila Rica…

Vossa lembrança em nossa mente fica…

“Liberdade, inda mesmo que tardia”.

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Pena é que sangue se verteu na luta…

Mais belo fora o grandioso feito,

se na justa conquista de um direito

não fossem trucidadas tantas vidas…

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Berço de heróis, terra fecunda e boa,

do Cruzeiro do Sul a detentora,

da liberdade justa a defensora

-és desta gente audaz a “mãe gentil”.

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Pátria minha querida, meu Brasil,

hoje com muitos poderás contar.

As tradições que tens hemos de honrar,

sem transigir no são temor de Deus.

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Conserva-te assim, firme no ideal.

Faze jus ao teu nome e grande fama.

Não deixes apagar a tua chama,

mas primeiro corrige os teus desmandos…

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Que vale um solo assim tão grande e rico,

se milhões de teus filhos não se prezam,

se apenas com seus lábios eles rezam,

claudicando no amor e na justiça?

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Bem perto esteja a tua vera glória!

Perto o dia feliz da redenção,

em que o nome mereças de “cristão”,

fugindo ao cativeiro do pecado!

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Então se poderá falar com garbo

em patriotismo, em liberdade pura,

e não temer de outras nações censura,

e não ter do Senhor justo castigo.

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Nas ideias, sê forte e generoso.

Nos atos, cortês. Em tudo honesto.

Aos desvalidos, caridoso gesto.

Moderação no mando e na política…

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Rejeita extremos (pouco importa o nome):

“in médio virtus”, aconselham mestres.

Não te estribes em glórias só terrestres,

nem te curves a jugos prepotentes…

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Em teu materno seio cabem todos:

Ao estrangeiro dás abrigo e pão

e te comprazes em chamá-lo “irmão”,

se sabe honrar e amar nossos princípios.

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E, em meio a toda confusão do mundo,

ergue bem alto o facho da esperança!

E, com firmeza e destemor, avança

na conquista da paz e da justiça!

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“TUA É, SENHOR, A MAGNIFICÊNCIA, E O PODER, E A HONRA, E A VITÓRIA, E A MAJESTADE; PORQUE TEU É TUDO QUANTO HÁ NOS CÉUS E NA TERRA.” I Crônicas, 29-11