SOBRE FAZER 70 ANOS!

“A vida tem que ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas que se renova a cada gole bebido.” Lia Luft

Primeiro, uma infância feliz, rodeada de livros e música que foram permeando minha vida até agora.

Pudera, meu pai, professor de português, poeta, escritor; minha mãe, uma pianista invejável e professora de canto.

Depois, três filhos maravilhosos, que são, sem dúvida nenhuma, o melhor de mim!

Cada um com sua vida, afazeres, trabalho, mas sempre perto (mesmo que no face time)!

E, por fim, quatro netos, uma das minhas alegrias de viver!

Uma delas, porque reparto com meus três irmãos, amigos (tantos) e também com meus afazeres e sonhos.

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos…” (Pequeno Príncipe).

Problemas, tristezas, decepções?

Quem não teve?

Mas, eu diria como Graça Aranha: “Aquele que transforma em beleza todas as emoções seja de melancolia, de tristeza, prazer ou dor, vive na perpétua alegria”.

Se trabalho?

Não considero como um trabalho, mas não tenho palavra melhor para descrever o que faço, talvez, afazeres?

Comidinhas da vovó Sílvia“, como diz um pequeno quadrinho que ganhei de uma pessoa querida: “Cozinhar não é um serviço; é uma forma de amar!”.

Tricô e Crochê“, para netos, para minha higiene mental, para fazer algo pelos que precisam.

“Cidade em Revista”, escrevendo crônicas para essa revista linda da jornalista e minha amiga, Cidinha Coletty aqui de Campo Mourão.

AME“, (Associação Mourãoense de Escritores) reuniões mensais realizadas na Biblioteca Municipal, saraus, lançamentos de livro, etc, contribuindo com leituras de poesias e crônicas.

“Célula”, reunião semanal na casa das pessoas que fazem parte e um estudo interessante sobre a Bíblia (Igreja Presbiteriana).

Blog Prosa Poema Pastel“, onde escrevo semanalmente com muito amor!!!

Sonhos?

Muitos!

Talvez quando estiverem lendo esse post, estarei voando para a África onde vou visitar minhas filhas e netos!

E de lá continuarei escrevendo muito mais!

E, na volta, lançamento de mais um livro que já está prontinho!

Termino com um pensamento lindo do Mario Lago que diz: ” Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra.”

Observação: para poderem entender melhor desses assuntos que estão grifados, cliquem neles para direcionar vocês.

” PORQUE TODA CARNE É COMO ERVA, E TODA GLÓRIA DO HOMEM, COMO A FLOR DA ERVA. SECOU-SE A ERVA, E CAIU A SUA FLOR; MAS A PALAVRA DO SENHOR PERMANECE PARA SEMPRE.” I Pedro, 1- 24 e 25.

 

 

 

 

 

FERNANDO PESSOA

Mais um texto lindo da minha filha Fabiane que nos leva passear por outros lugares desse mundão afora…
“Tenho em mim todos os sonhos do mundo”.
Com essa frase de Fernando Pessoa, que reflete muito o que eu sou, fui descobrindo um pouco mais desse poeta português, por quem minha mãe tem uma admiração gigante.
( Lisboa vista do Miradouro Senhora do Monte – cidade onde nasceu e
morreu Fernando Pessoa).
Morando em Lisboa, percebi o quanto sua obra é importante e reverenciada pelos portugueses.
Pessoa é considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa, e um dos maiores da literatura universal.
Diversos pontos da cidade relembram o poeta, locais por onde ele passou e que hoje prestam homenagem a esse lisboeta nascido em junho de 1888.
No Brasil Fernando Pessoa também é muito cultuado, mas confesso que pouco sabia da história da sua vida.
E descobri que temos ‘algo’ em comum: ele morou em Durban, na África do Sul, por cinco anos (eu moro em Cape Town, também na África do Sul, há dois anos e meio).
Ainda, ele adorava o café brasileiro. Por conta disso, frequentava no Largo do Chiado, em Lisboa, A Brasileira, um café inaugurado em 1905 e que vendia o genuíno café brasuca.
(Café brasileiro no A Brasileira, local frequentado por Pessoa e ponto
turístico no Largo do Chiado).
O café existe até hoje, e claro que estive lá.
O lugar preserva as características e móveis da época, com muito dourado, espelhos e grandes lustres.
Em frente ao estabelecimento há uma estátua em sua homenagem. Feita em bronze pelo escultor Lagoa Henriques, foi inaugurada em 1980, e representa Pessoa sentado à mesa na esplanada do café.
( Eu, batendo um papo com Fernando Pessoa!)
Também no Chiado fica a Livraria Bertrand, reconhecida pelo Guinness World, em 2011, como a livraria mais antiga do mundo em funcionamento.
Dividida em sete salas, cada uma tem um nome de um escritor famoso.
A Fernando Pessoa coube a sala sete, a última da livraria, onde fica o Café Bertrand. Na parede, um grande mural de Tamara Alves em homenagem ao poeta.
(Fernando Pessoa dá nome à sala sete, na mais antiga livraria em
funcionamento do mundo).
Um pouco acima do Chiado, no Largo do Carmo, um prédio pode até passar despercebido, já que em frente fica o Convento do Carmo.
O lugar é um antigo convento da Ordem dos Carmelitas da Antiga Observância. A construção, que foi a principal igreja gótica de Lisboa, ficou em ruínas no terremoto de 1755, e não foi reconstruído.
Atualmente as ruínas abrigam o Museu Arqueológico do Carmo, e visitar o local é voltar ao passado.
Fiquei encantada em ver o que restou do terremoto, e imaginar como era tudo antes.
Uma visita que vale muito a pena.
(Fachada do Convento do Carmo, vista que Pessoa tinha da sua
sacada).
Mas, voltando ao prédio que poderia passar despercebido…
Duas coisas chamam a atenção.
Na sacada do primeiro andar, uma figura feita em arame, usando uma
gravata borboleta e um chapéu, já intriga os observadores. Ao chegar à porta do prédio, a revelação.
Ali morou Fernando Pessoa, em 1911.
Atualmente o apartamento está vazio.
( Ainda hoje o poeta observa o movimento do Largo do Carmo).
( A placa indica onde Pessoa morou, em 1911).
Já no Campo de Ourique fica a Casa Fernando Pessoa, um espaço cultural inaugurado em novembro de 1933.
A ‘casa de poesia’, como é chamada, foi onde Pessoa morou nos últimos quinze anos de sua vida, de 1920 a 1935.
Fernando Pessoa faleceu em 30 de novembro de 1935, aos 47 anos, em
consequência de uma crise hepática.
Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de novembro: “I know not what tomorrow will bring” (Eu não sei o que o amanhã trará).
( Fachada da Casa Fernando Pessoa, um lugar de pura poesia).
“ASSIM RESPLANDEÇA A VOSSA LUZ DIANTE DOS HOMENS, PARA QUE VEJAM AS VOSSAS BOAS OBRAS E GLORIFIQUEM O VOSSO PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS.” Mateus, 5- 16

CONVERSAS NO ESCURO

Ah, quanta falta faz a luz elétrica!

Mas… faz mesmo?

Nesse caso, tenho certeza que não fez, muito pelo contrário…

Vou provar o que penso, começando por contar o que me relatou minha filha Viviane que mora em Luanda, Angola.

No dia 14 último, dia de Valentine’s day, meu genro André chegou em casa para o jantar com um espumante enquanto Viviane começava a fazer um risoto de camarão em sua Bimby, que nada mais é que uma máquina, tipo um robô, que faz tudo sozinha.

Ela coloca tudo dentro e em um tempo determinado ela prepara e desliga automaticamente.

Bem, mas vamos ao que interessa.

Tudo arrumado, mesa posta, Bimby funcionando, crianças em volta da mesa e o espumante é aberto.

No “Viva” a luz apaga!

Velas são acesas enquanto as crianças perguntam:

-O que vamos fazer agora sem TV?

-Vamos conversar! Responde o pai. E continuou: sabia que quando sua avó era pequena não existia TV e só quando ela era moça foi que eles tiveram uma em casa? E era em preto e branco! E não tinha programação durante todo o tempo não, era somente algumas horas à noite.

 

Cara de horror dos dois!

-Então o que eles faziam? Perguntam.

-Eles conversavam!

E foi o que fizeram naquela noite, sentados em volta da mesa, com a luz bruxuleante das velas, esperando a luz voltar.

Lembraram da infância dos avós e bisavós deles, contaram que jogavam dominó, contavam histórias e causos, sentavam em cadeiras nas calçadas enquanto jogavam conversa fora com os vizinhos.

E as crianças brincavam de amarelinha e esconde esconde, olhavam para o céu cheio de estrelas e viam as constelações.

-Não aponte o dedo para as estrelas que nasce uma verruga na ponta deles!

E Isadora e Heitor ouviam entre curiosos e espantados as coisas que aconteciam antigamente.

Nisso Viviane vai até a cozinha, munida de uma vela, tirar o risoto que estava quase pronto, mas que nada…como estava sem energia a máquina parou faltando um minuto e meio para terminar e simplesmente a tampa não abria.

André foi chamado para ver se conseguia abrir a tampa teimosa, mas qual nada: não conseguiu.

Não tinham o que comer!!!

De repente, depois de uma hora e meia de conversa, eis que volta a luz, clareando tudo, ferindo os olhos dos quatro enquanto a máquina dava sinal de vida e as crianças corriam ligar a TV.

Tempos modernos…

Imagens: 1) assimquesefaz.com; 2) wall street journal; 3) freebeacon.com; 4) velhostemposontwitter

“DIANTE DAS CÃS TE LEVANTARÁS, E HONRARÁS A FACE DO VELHO, E TERÁS TEMOR DO TEU DEUS. EU SOU O SENHOR.” Levítico, 19- 32

 

 

 

 

 

 

DESCOBRINDO PORTUGAL

Fabiane é a minha filha jornalista e foi para ela que escrevi “Meu Ninho Vazio“, em setembro de 2015.

A partir daí, ela voou mesmo, mas continua mandando textos lindos para esse blog, como: “Muita Cultura no Centro de Cape Town“, “A Prisão de Mandela“, “Entre o Mar e as Montanhas” além de outros que você encontra em “Viagens”.

Agora segue esse, diretamente de Portugal!

“Descobrindo Portugal

Há um mês e meio troquei a África pela Europa.

Na verdade não chega a ser uma troca, já que serão apenas seis meses aqui e depois volto para Cape Town (África do Sul).

Vim estudar Marketing Digital em Lisboa, e tenho aproveitado para fazer passeios culturais e gastronômicos!
Cheguei ao final da primavera, e agora no outono o frio já tem dado sinais, mas sempre com dias ensolarados, o que deixa a cidade com ar ainda mais europeu.

( Lisboa vista do alto, banhada pelo rio Tejo).

Lisboa é uma cidade pequena e muito fácil de entender.

Tem ônibus (auto carro), metro, trem (comboio), elétricos e barco que levam para todos os cantos. E há ainda a opção de andar a pé pelo centro e descobrir alguma rua estreita, mas que guarda sua beleza e uma parte da história portuguesa.

( Arquitetura de Lisboa, casarios antigos e flores nas janelas colorem o outono europeu).

Diversos são os pontos turísticos, mas já tenho minha lista com os meus preferidos.

O primeiro é o Castelo de São Jorge, que tem uma das vistas mais lindas de Lisboa. Construído pelos muçulmanos em meados do século XI, a fortificação era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela.

( O Castelo é aberto para visitas e o passeio é uma volta à história).

Outro ponto muito bonito é a Praça do Comércio, localizada junto ao rio Tejo.

É uma das maiores praças da Europa, e ao seu redor há diversos restaurantes e feirinhas. O lugar abrigou o palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos e hoje seus prédios antigos são ocupados por alguns órgãos do governo.

( A Praça do Comércio fica entra o rio Tejo e o Arco da Augusta, na baixa Lisboa).

Na parte norte da Praça fica o Arco da Rua Augusta, um símbolo da Lisboa renascida das cinzas após o terremoto de 1775.

A Augusta é uma rua apenas para pedestres, repleta de lojas e restaurantes típicos.

Há sempre músicos tocando em alguma esquina, e o cheiro de comida se espalha pelo ambiente.

( O Arco liga a rua Augusta à Praça do Comércio).

Foi lá que experimentei o pastel de bacalhau (o nosso bolinho), recheado com o queijo Serra da Estrela, um queijo português feito com leite de ovelha.

Maravilhoso!

( Vitrine da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau).

A Torre de Belém também é um cartão postal da cidade.

Considerada Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1983, a torre fica às margens do rio Tejo e tinha inicialmente função militar. Sua construção teve início em 1514 e término em 1519.

Hoje é um dos locais mais visitados por turistas em Portugal.

( A Torre de Belém é cartão postal da cidade, e o bairro é repleto de atrações).

Vizinho da Torre, o Mosteiro dos Jerônimos (também conhecido como Mosteiro de Santa Maria de Belém) teve suas obras iniciadas em 1502.

A sua construção foi uma iniciativa do rei D. Manuel I, mas prolongou-se por centenas de anos. O prédio é maravilhoso, sua arquitetura é incrível, mas a fila para entrar exige paciência.

( Mosteiro dos Jerônimos visto da praça do Império).

Na mesma rua do Mosteiro fica o mais tradicional pastel de nata de Portugal: o Pastéis de Belém.

Fundado em 1837 ele mantém até hoje sua receita secreta oriunda do mosteiro. Impossível comer um só!

A fila assusta, mas a dica é entrar na pastelaria e pedir os pastéis, que são servidos quentes e sempre fresquinhos. Na minha primeira ida pedi um, porque não tinha certeza se iria gostar. Nas vezes que voltei lá (em pouco mais de um mês já fui três vezes!) nunca consigo comer menos de dois!

(Pastéis de Belém acompanhados de um cafezinho: de comer rezando!)

Ainda em Belém há outro ponto turístico, o Padrão dos Descobrimentos.

Às margens do rio Tejo, o monumento foi inaugurado em 1960, em comemoração aos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, ‘o impulsionador das descobertas’.

O por do sol visto daqui é lindo!

E logo à frente fica a famosa ponte 25 de Abril (data em que se comemora o dia da Liberdade), que liga a cidade de Lisboa à cidade de Almada.

( À esquerda o monumento, e ao centro a ponte 25 de Abril, tendo a lua como companhia).

No centro da cidade a dica é conhecer o Parque Eduardo VII, o maior parque do centro de Lisboa.

O nome é em homenagem ao rei Eduardo VII do Reino Unido, que visitou Lisboa em 1902 para reafirmar a aliança entre os dois países.

O espaço foi inaugurado em 1945 e do alto a vista é linda, chegando até o rio Tejo.

A faixa central faz um desenho com a grama e pequenos arbustos.

( Vista geral do Parque Eduardo VII, no centro de Lisboa).

Também já estive em algumas cidades próximas à Lisboa, como Sintra, Cascais e Estoril.

Mas isso rende assunto para um próximo post!

Obs: Se quiser acompanhar minha viagem por Portugal e minhas aventuras pela África, meu Instagram é Fabiane Prohmann.”

Adorei conhecer Lisboa pelos seus olhos, filha!

Aguardamos mais textos logo!!!

Obrigada!

“PORQUE COM ALEGRIA, SAIREIS E, EM PAZ, SEREIS GUIADOS; OS MONTES E OS OUTEIROS EXCLAMARÃO DE PRAZER PERANTE VOSSA FACE, E TODAS AS ÁRVORES DO CAMPO BATERÃO PALMAS.”Isaías, 55- 12

 

DUAS SEMANAS DE JULHO

E não é que cheguei em Curitiba com duas malas cheias de blusas, cachecóis, gorros de lã e botas e não usei quase nada?

Foram duas semanas de dias lindos, céu azul e um friozinho bem confortável!

(Uma rua nas Mercês com essa cerejeira maravilhosa)

Aliás, a cidade estava florida e meu coração cheio de alegria por poder passar essas duas semanas com minhas filhas e netos que chegaram da longínqua África…

E aproveitei muito!

(Dentro do elevador nas saídas quase que diárias)

E assim íamos ao shopping onde eu tomava meu imperdível sundae no Mc Donald’s, café canelinha na Kopenhagen, comidinha no Outback, mas também andava no parque Barigui enquanto as crianças brincavam.

Quando ficávamos em casa, eu ia para a cozinha e dali saíram pasteis, panquecas, estrogonofe, filé à parmegiana, batata suíça, feijão com arroz e farofinha, macarrão à bolonhesa além do bolo indiano que é uma gostosura!

À noite, brindávamos com um vinho que saboreávamos com uma bandeja de aperitivos!

Pude encontrar uma das minhas irmãs, a Raquel, e passeamos, tomamos café e pusemos as conversas em dia.

(Faltou encontrar meus dois irmãos, Ciro e Ângela, que estavam viajando)

Depois almocei com a Akico, amiga de longa data e que fazemos parte de um grupo onde também algumas estavam viajando.

Aí a vez foi da Sonia fazer um lanche na casa dela onde eu e Débora ficamos até tarde, sempre conversando e relembrando coisas de quando elas vieram me visitar aqui em Campo Mourão.

E o último encontro foi com nove amigas da turma de 1966, na casa da Vera!

Cada vez surge uma nova amiga daqueles áureos tempos!

(Sentadas: Jóia, Vera, Ivete e Maria de Lourdes; em pé: eu, Elizabeth, Cleide, Carmen, Sonia e Marilu).

Quanta coisa boa pode acontecer em duas semanas!

Até um assalto, o que deixou de ser bom!!!

Em plena 15:00 horas, dentro do ônibus, fui imprensada na porta por 3 mulheres que roubaram minha carteira de dentro da bolsa, com todos meus documentos, cartões e dinheiro!

Voltei para casa com somente um BO e pronta para fazer todos os documentos novamente.

Mas como dizem, “mais tem Deus para dar do que o diabo prá tirar” ou “vão-se os anéis, mas ficam os dedos”; eu digo, obrigada, Senhor por mais esse livramento!

“EM TUDO DAI GRAÇAS, PORQUE ESTA É A VONTADE DE DEUS EM CRISTO JESUS PARA CONVOSCO.” I Tessalonicenses, 5- 18

 

 

 

 

POESIA PARA O CAMPEÃO!

Meu post de hoje já estava pronto, mas… tive que mudar!

Que me perdoem meus tantos amigos atleticanos, mas há quatro anos eu não gritava “É CAMPEÃO!” e por isso resolvi colocar essa poesia que fiz há uns 15 anos atrás.

Foi depois de um jogo que aconteceu no Dia das Mães, não me lembro de qual ano, em que fui ao campo com meu filho.

GOLEADA COXA BRANCA

E, DE REPENTE, EU ESTAVA ALI.

EM PLENO DIA DAS MÃES,

NUM DOMINGO,

SOL A PINO,

CORITIBA CONTRA IRATI.

NÓS DOIS DE UNIFORME:

CAMISA VERDE E BRANCA,

CALÇA JEANS, TÊNIS,

SORRISO FRANCO.

TUDO “NOS CONFORME”.

ESTÁDIO CHEIO, BONITO DE VER.

A TORCIDA ORGANIZADA

GRITA, CANTA,

XINGA, DANÇA,

E O SUOR COMEÇA ESCORRER.

PASSA O PRIMEIRO TEMPO.

“JOGO MORNO,

NÃO ADIANTA…”

E O GRITO CONTINUA

PRESO EM MINHA GARGANTA.

METADE DO CAMPO

JÁ ESTA NA SOMBRA.

E O SEGUNDO TEMPO COMEÇA.

O TIME TODO NO ATAQUE.

QUANDO ELE DESENCANTA:

É GOL!!!

E ENQUANTO PULAMOS ABRAÇADOS,

VEM O SEGUNDO E UM TERCEIRO,

E É A DANÇA, A EUFORIA,

A MARQUISE QUE BALANÇA.

A IMPÉRIO QUE DELIRA.

PARECE QUE TUDO EXPLODE:

O CORAÇÃO, O CORPO,

A MENTE.

E VEM UM QUARTO

E UM QUINTO DE REPENTE.

É A FESTA!

CONSAGRAÇÃO!

O ESTÁDIO INTEIRO GRITANDO:

“É CAMPEÃO!”

COMO É DOCE

O SABOR DA VITÓRIA!

GANHAR DE GOLEADA,

ENTRAR PARA A HISTÓRIA.

E VAMOS EMBORA.

MEU FILHO E EU.

FELIZES, CANTANDO,

(PÉ QUENTE),

NESSE DIA QUE É MEU!

Pois é… continuamos assim: amando, sofrendo muitas vezes, mas vestindo literalmente a camisa do nosso time do coração.

(Ontem, felizes!!!!)

“NÃO TE DEIXES VENCER DO MAL, MAS VENCE O MAL COM O BEM.” Romanos, 12- 21

O REINO DO DRAGÃO DE OURO

Quando eu gosto de um livro, eu o leio muitas vezes!

E foi assim com esse que está escrito na primeira página: dezembro de 2004, agosto de 2011 e já assinalei fevereiro de 2017.

Sobre a autora, Isabel Allende, impossível não lembrar  seu maior sucesso: “A Casa dos Espíritos”, de 1982 e que se tornou um campeão de bilheteria nos cinemas de todo mundo.

Mamães e papais de adolescentes, indico esse livro para eles por ser um romance infanto juvenil de qualidade feito para entreter e trazer informação sobre lugares que os personagens visitam.

Tenho certeza que vão se deliciar com as aventuras de Alex, Nádia (uma brasileirinha) e vovó Kate Cold em plena cordilheira do Himalaia.

(Isabel Allende)

Transcrevo algumas frases do livro (da maneira que aparece) que desde a primeira vez, sublinhei com um lápis enquanto lia.

_ Nossos pensamentos formam aquilo que supomos ser a realidade.

_ No plano espiritual o tempo não existe.

_ A felicidade não consistia na ausência de problemas, que na maior parte são inevitáveis, mas na atitude compassiva e espiritual de seus habitantes.

_ Ler com o coração.

_ Escutar com o coração.

_ O afeto é como a luz do meio dia, não necessita da presença do outro para manifestar-se.

_ Enfrente os obstáculos à medida que se apresentarem, não despenda energia temendo aquilo que poderá haver no futuro.

_ As fotos tinham sido feitas pelo próprio Rei; contudo seu nome não aparecia no livro, pois isso seria manifestação de vaidade.

_ Se ofendermos o mundo natural, teremos de pagar as consequências.

_ A mudança deve ser voluntária, não imposta.

_ A tempestade arranca do chão o rígido carvalho, mas não arranca o junco, que sabe se dobrar.

_ Somos aquilo que pensamos.

_ Nossos pensamentos constroem o mundo.

_ Seu corpo é o templo do espírito e deve tratá-lo com respeito e cuidado.

_ Sabiam que os piores inimigos, bem como os amigos mais dispostos a ajudar, são os próprios pensamentos.

Lindo, não?

“ESPERA  NO SENHOR, ANIMA-TE, E ELE FORTALECERÁ O TEU CORAÇÃO; ESPERA, POIS, NO SENHOR.” Salmos, 27- 14

UM BEBÊ EM NOSSAS VIDAS

“Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!” José Saramago.

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E Daniel chegou há 17 dias trazendo alegria para seu papai Paulo Emílio, mamãe Patrícia e maninho Cesar ( e todos nós também!).

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Essa foto tirei na porta do apartamento enquanto Pati se arrumava para entrar no centro cirúrgico.

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Essas são as lembrancinhas em uma caixa e ao fundo a foto dos quatro (Daniel ainda na barriga da mamãe…)

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Dentro uma caixinha com pão de mel (maravilhoso, da amiga Michelle), um cartão de agradecimento e um calendário de mesa.

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Nesse calendário tem a poesia que fiz para meu neto, antes dele nascer (leiam no Chá de Natal do Daniel).

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Para esperar as visitas, mais docinhos lindos da Michelle.

E se antes a família já era feliz, imagina agora com mais esse presente de Deus!

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Os dois irmãos!!!

Que cena mais linda: Cesinha olhando embevecido o seu maninho que parece sorrir…

É muito amor!!!

E assim reparto com vocês mais esse momento emocionante da minha vida de avó!!! 

“FALOU DANIEL E DISSE: SEJA BENDITO O NOME DE DEUS PARA TODO O SEMPRE, PORQUE DELE É A SABEDORIA E A FORÇA.” Daniel, 2- 20

 

NOSSA, PARECE QUE FOI ONTEM!!!

Essa frase tão usada traduz bem o que estou sentindo nesse final de mês ao completar meu primeiro ano morando aqui em Campo Mourão.

Como foi deixar uma Capital onde morei tantos anos da minha vida para vir morar em uma cidade do interior?

Minha resposta é SIM, foi muito bom!

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(Presépio montado na praça da cidade- eu e Isadora)

É claro que sinto falta de tantos amigos, de passear nos shoppings (aqui ainda não tem,mas quando aperta a vontade, vamos até Maringá), do friozinho gostoso (porque aqui é muito quente).

Mas não tem o que paga, você poder ouvir os passarinhos (hoje entrou um dentro de casa…), ver o céu carregado de estrelas, ver TV com janelas e portas abertas, sem medo nenhum…

E ontem senti que realmente já estou fazendo parte dessa cidade ao andar por uma rua do centro e ser cumprimentada por duas pessoas conhecidas.

Além disso já faço parte da AME (Associação Mourãoense de Escritores) com sede na Biblioteca Pública onde deixei livros de minha autoria e temos reuniões mensais.

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(Uma das reuniões)

As “Comidinhas da Vovó Sílvia” demoraram um pouco para acontecer, o que é natural porque as pessoas não tem muita intimidade com as facilidades que proporcionam as comidas congeladas.

Mas desde outubro as comidinhas começaram a ser apreciadas e com isso tenho trabalhado bastante.

O que acho muito bom!

Viviane,  André e meus netos Isadora e Heitor, estiveram aqui em casa na Páscoa, em julho e agora nas festas do Natal e Ano Novo.

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(Self na Fazendinha)

Foi tão bom!!!!!

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(Mesa arrumada esperando para o almoço)

Fabiane veio quando me mudei para cá e teve que passar comigo os dias sem TV e internet, mas em julho veio novamente e aguardo sua vinda para breve!

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(Perto de casa, fazendo caminhada)

Meus irmãos, Ciro e Ângela, vieram no Carnaval, mas só passaram o dia…ainda falta a Raquel que, não sei porque, está demorando tanto a me visitar…

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(Em fevereiro)

E claro,aqui tenho o Paulo Emílio, Patrícia e Cesar e talvez quando eu publique esse texto, já tenha chegado meu neto mais novo: Daniel.

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(Mais self)

E, ainda, reencontrei duas amigas de quase 40 anos atrás, Rose e Maria Teresa, que me receberam de braços abertos.

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(Saindo de um jantarzinho)

E é com elas que tenho me divertido relembrando histórias, fazendo jantares ora aqui, ora em suas casas, dando risadas, compartilhando fotos, lembranças e emoções.

Era o que sentia mais falta aqui, de amigas como as que deixei em Curitiba e onde tudo acontecia entre nós.

E meus pallets, (como contei em Casa de Vó) estão florescendo lindamente bem como os temperinhos.

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Ah, esses temperos… quando molho bem cedo ou à tardinha (porque o sol é muito forte), eles soltam aquele perfume delicioso como que agradecendo a água fresquinha…

E na cozinha então, é uma gostosura ir até eles, cortar delicadamente os escolhidos, lavar, picar, usar e sentir o aroma e o sabor nas “Comidinhas da Vovó”!

Também já fui diversas vezes a Curitiba; pego o ônibus leito à noite e chego cedinho no outro dia bem descansada e pronta para passear e encontrar muitas das amigas que deixei.

Porque, falando sério, sinto saudades do friozinho dessa nossa capital!

É a vida tem sido generosa para comigo!

O passo dado foi grande, a expectativa maior, mas como fui feliz nesse meu primeiro ano aqui!

Que venham muitos mais!

“POIS SERÁ COMO A ÁRVORE PLANTADA JUNTO A RIBEIROS DE ÁGUAS, A QUAL DÁ O SEU FRUTO NA ESTAÇÃO PRÓPRIA, E CUJAS FOLHAS NÃO CAEM, E TUDO QUANTO FIZER PROSPERARÁ.” Salmos, 1- 3

 

 

 

CASA DE VÓ

A CASA DA VOVÓ

É gostosa e perfumada

cheira talco de jasmim.

As cortinas são xadrez

e os móveis em marfim.

 

Tem uma linda cristaleira

com bibelôs pequeninos.

Uma estante com mil livros

e um gato cheio de mimos.

 

Na cozinha tem a mesa

com bolachinhas de mel,

quando derretem na boca

é como entrar lá no céu.

 

No quarto, em cima da cama,

tem a colcha de retalhos

e minha foto sorrindo

em muitos porta retratos.

(Escrevi esse poema há bastante tempo e faz parte do material do aluno do Positivo).

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(Essa guirlanda ganhei da minha amiga Rose, que disse que ela tem tudo a ver comigo…)

Pois é… passei 30 anos morando em apartamentos pequenos, próprios para uma pessoa sozinha como eu.

Mas eu sonhava com uma casa, que fosse grande, com uma mesa de jantar onde coubesse todos, um quarto pronto para receber meus filhos e netos, uma cozinha enorme onde pudesse fazer experimentos culinários, um quintal e um jardim…

Mudei de cidade, de vida e: PLIM!!!

Estou morando na casa que sonhei!

Sem luxo, sem ostentação, mas confortável, gostosa, aconchegante, tipo… casa de vó!

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No momento que estou a escrever esse texto (são 19:30 horas do horário de verão),o céu está limpo, claro e eu deitada nessa rede na área de casa.

É nesse momento que fico divagando, lembrando, sonhando e agradecendo a Deus por tanto em minha vida.

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Daqui vejo a casa para os passarinhos que coloquei no muro.

Eles passam voando perto, fazem ninho no telhado, mas ainda não descobriram a casinha onde coloco água e alpiste.

As pessoas dizem que é assim mesmo até eles se acostumarem, mas vai ser fantástico o dia em que um deles entrar nela!

Vou pular de alegria!

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Ao lado coloquei dois pallets com vasinhos de flores e em baixo plantei agaphantus que ainda vão demorar a florir, mas que tem suas folhas lindas o ano todo.

Lá atrás, no quintal também são dois pallets: um que quando abro a janela do meu quarto, lá está ele como a sorrir dando bom dia.

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Agora, o outro… é o meu xodó!

Meus temperos!!!

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Ainda estão crescendo e fico tempo ali ao lado como para ver se crescem mais ligeiro…

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(Cebolinha, salsa e manjerona)

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(Hortelã para chá, alecrim e hortelã para tempero)

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(Tomilho, sálvia e manjericão)

O dia em que cortei um punhadinho de cada para usar, foi a glória!

Tive vontade de beijar cada uma daquelas folhinhas!

O perfume delas encheu minha cozinha!

Estou terminando de escrever e o céu está escurecendo.

A luz do poste bem em frente, acabou de acender.

Os passarinhos já se acomodaram em suas casas e está na hora de também entrar.

E, como diz a guirlanda, “na casa da vó o Natal é mágico”, vai ser, quando meus filhos e netos chegarem, enchendo essa casa de risos, abraços,  alegria e muito amor!

Isso tudo é muito mais do que mereço!

É graça!!!

(Se quiserem saber mais sobre o assunto, leiam o que escrevi em “Gente… como a gente“.

“PORQUE PELA GRAÇA SOIS SALVOS, POR MEIO DA FÉ; E ISSO NÃO VEM DE VÓS; É DOM DE DEUS.” Efésios, 2- 8