CIDADES ONDE MOREI: 10- IPORÃ

Pois é… além do sorvete Kibon (ver o final do texto Formosa d’Oeste) a cidade nos ofereceu muitos amigos.

Éramos todos muito jovens e morando longe de nossas famílias e isso fazia com que nos aproximássemos mais.

Lá ficamos seis anos.

rua em iporã

Iporã vem do tupi que significa “rio bonito”= y (rio) e porang (bonito).

Sua população em 2013 é de 15.078 habitantes.

mapa

O asfalto chegava até lá e com a proximidade da cidade de Guaíra, pude conhecer as famosas Sete Quedas que desapareceu com a construção da usina hidrelétrica da Itaipu.

SETE_QUEDAS_4_A

E se eu em Formosa tive uma primeira notícia maravilhosa (a gravidez da minha primeira filha), em Iporã foram duas!

Anos 70, começo da TV em preto e branco e poucas atrações para as crianças; então elas brincavam no quintal, tomavam banho em bacias improvisadas no terraço porque o calor era muito!

As festas de aniversário começavam a ser preparadas bem antes porque não existiam casas de festa como hoje e eu guardava copinhos de iogurte para transformá-los em enfeites para a mesa…

Chamava as crianças vizinhas e ensaiava com elas peças de teatro e músicas, transformava a sala em auditório e amarrava cortinas para a apresentação.

E tudo era uma festa!!!

Assim quando saímos dali rumo a Campo Mourão, uma cidade bem maior, nossa família já se compunha de cinco pessoas! 

canteiros em iporã

Imagens: 1) wikimapia.org; 2) pt.wikipedia.org; 3) http://www.amerios.com.br

“E REPOUSARÁ SOBRE ELE O ESPÍRITO DO SENHOR, E O ESPÍRITO DE SABEDORIA E DE INTELIGÊNCIA, E O ESPÍRITO DE CONSELHO E DE FORTALEZA , E O ESPÍRITO DE CONHECIMENTO E DE TEMOR DO SENHOR.” Isaías, 11- 2

 

A PRISÃO DE MANDELA

Tá bom! Sei que vou “chover no molhado” como dizem, mas esse post de hoje está demais!

Fiquei emocionada ao ver as fotos e acompanhar essa aventura com minha filha Fabiane Prohmann até um passado nem tão distante.

Tenho certeza que vocês vão ler com a mesma emoção que eu também senti ao ler!

Seguindo os passos de Mandela

Eu tinha muita vontade de conhecer Robben Island, mas na minha primeira vinda a Cape Town acabei não indo, porque estava com minha irmã, meu cunhado e meus sobrinhos pequenos. E lá, na minha opinião, não é um lugar para crianças, apesar de não ser proibido.

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(Robben Island, no centro, ao fundo, vista da Table Mountain)

O valor do ingresso é de 300 rands (R$ 80,00), e inclui a travessia, o passeio de ônibus com um guia, a visita ao presídio de segurança máxima, incluindo a cela onde Nelson Mandela ficou preso, e a oportunidade de conhecer um ex-prisioneiro político da ilha.

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(Barco que leva os turistas de Cape Town a Robben Island)

Robben significa ‘ilha das focas’, mas confesso que não vi nenhuma, apenas pinguins. Desde 1999 o local é considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. A ilha, localizada a 11 quilômetros da cidade, está na lista do Cape Town Big 6 – os seis pontos mais importantes para os turistas, junto com a Table Mountain, V&A Waterfront, Groot Constantia, Cape Point e Kirstenbosch.
Sem dúvida o preso mais famoso de Robben Island é Nelson Mandela, e por isso o lugar atrai tantos turistas – são cerca de 700 por dia na baixa temporada e 2.000 na alta.
O barco sai de Waterfront, ao lado da Clock Tower, e a travessia dura cerca de trinta minutos. A viagem é tranquila, o barco é grande e confortável e você pode ficar do lado de fora para aproveitar a paisagem – é lindo ver Cape Town de um outro ângulo, tendo o mar como cenário principal, a cidade, e a Table Mountain ao fundo.

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(Cape Town vista do barco)

Ao desembarcar, peguei um dos ônibus para começar o tour pela ilha. Para quem não fala inglês o passeio fica prejudicado, já que todas as informações sobre as construções e a história dos lugares são dadas em inglês pelo guia. Entre os pontos principais, a igreja, a escola, o cemitério, a vila, o farol, o hospital e a prisão.

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(Entrada do presídio de segurança máxima, onde ficavam os presos políticos)

A história da ilha é de sofrimento, e para mim foi impossível não imaginar momentos terríveis que milhares de pessoas passaram lá. Antes de se tornar famosa, Robben abrigou prisioneiros políticos no início do século XVII, depois foi base militar dos ingleses, até voltar a ser prisão. Entre 1910 e 1960, a ilha passou a receber os doentes de lepra de todo o país. O cemitério dos leprosos é um dos pontos visitados. A prisão para os contrários ao regime do apartheid começou a funcionar a partir de 1960 e foi desativado em 1991. Mas Robben ficou mundialmente conhecida em 1963, quando Nelson Mandela foi enviado para lá, junto com outros sete ativistas, condenados à prisão perpétua por conspiração contra o Estado.

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(Corredor do presídio)

Sua cela é o ponto alto da visita. Na ala de segurança máxima, a cela de Madiba é a quarta à direita. O lugar é minúsculo, mas conserva os mesmos objetos utilizados por ele: uma mesa, um fino colchão, um cobertor, um lixo, um prato e uma xícara. Nesse pequeno espaço Mandela passou dezoito anos.
Essa segunda parte do passeio tem como guia ex-presidiários da ilha. O meu guia, um senhor na faixa de sessenta anos, ficou preso em Robben por seis anos e meio, foi solto em 1991, e retornou em 2003 para trabalhar.

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(Cela número 4, onde Mandela ficou preso por 18 anos)

Enquanto estava nos corredores lembrei do filme com o Leonardo di Caprio e Mark Ruffalo, Shutter Island… aterrorizante! Falando em cinema a ilha serviu de cenário para Invictus, com Matt Damon e Morgan Freeman. Recomendo os dois!!
Aliás, outra dica: o vento no lugar é bastante forte, assim como o sol. Portanto, independente da época do ano, se você resolver visitar a ilha leve casaco, protetor solar e chapéu.

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(Eu e o vento na Robben Island, com a Table Mountain ao fundo)

Todo o passeio leva cerca de duas horas, e vale muito a pena. O lugar retrata a história de um período importante para a África do Sul, período que teve como principal personagem Nelson Mandela, considerado herói nacional pela grande maioria dos sul-africanos.

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( “O mundo é verdadeiramente redondo e parece começar e terminar com aqueles que amamos” – Nelson Mandela.)”

Bom, minha filha tem, a partir de agora, um blog onde toda semana vai postar um texto inédito: 

http://www.minhaafricablog.wordpress.com

Isso não quer dizer que ela não vai mais continuar enviando novos textos para nós,mas é mais uma opção para lermos e conhecermos muito mais desse lugar lindo!

“O POVO QUE ANDAVA EM TREVAS VIU UMA GRANDE LUZ, E SOBRE OS QUE HABITAVAM NA REGIÃO DA SOMBRA DA MORTE RESPLANDECEU A LUZ”. Isaías, 9- 2

MUITA CULTURA NO CENTRO DE CAPE TOWN

Que presente para esse blog e para todos os leitores dele!

Não é à toa que temos o slogan: ” um encontro da culinária com a cultura”!

Então, vamos caminhar com minha filha Fabiane, pelas ruas e bairros dessa cidade encantadora!

” Vivenciando um pouco da história dessa cidade apaixonante”

“Tenho aproveitado minhas tardes de folga para fazer diversos passeios que não tive a oportunidade da primeira vez que estive aqui.

E durante a semana sempre é melhor, porque tem menos turistas. Além disso, o sol e calor têm sido grandes companheiros nessas aventuras!

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(Árvores centenárias dividem a atenção com a Table Mountain, ao fundo)

Sendo assim, vou contar um pouco da minha programação cultural, por parques, museus e castelos!

E tudo isso no centro da cidade, chamado de City Bowl.
A primeira parada foi no Company Garden, um parque lindo perfeito para fazer um picnic ou simplesmente descansar embaixo de uma das centenas de árvores. O espaço é o jardim público mais antigo da África do Sul, fundado há mais de 350 anos.

Além de mais de oito mil espécies de plantas, ele tem tanques de peixes, jardins de rosas e viveiros.

O mais legal são os esquilos, que ficam subindo e descendo das árvores, e parecem treinados. Eles não têm medo das pessoas, e se você estiver com comida eles sobem no seu ombro para pegar um pedaço. Muito fofos, fazem a alegria das pessoas, principalmente crianças, que passam pelo local.

O parque fica na Queen Victoria Street, mesmo lugar de outros importantes pontos culturais situados no corredor de belíssimos carvalhos, chamado Government Avenue.

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(Aproveitando a sombra na Government Avenue)

O primeiro deles é a St. George´s Cathedral, igreja anglicana de 1901.

A construção é linda, feita de pedras e janelas com vitrais. Na sequência, logo ao lado, está a National Library, que guarda coleções privadas super valiosas, como a do antigo governador do Cabo, sir George Grey.

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(Uma parte da fachada da Catedral)

Andando mais um pouco, fica a The Houses of Parliament, sede oficial do governo sul-africano.

As casas foram construídas em 1884 para abrigar a Assembleia Legislativa da Colônia do Cabo.

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(Sede oficial do governo sul-africano)

Na mesma avenida fica o South African National Gallery, um antigo casarão que reúne coleções de arte moderna e contemporânea, esculturas e fotos.

O acervo permanente do local é de 6.500 quadros. O ingresso custa 30 rands (R$ 8,00). Como fui durante a semana o local estava vazio, o que possibilitou que eu pudesse aproveitar bastante todas as salas.

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(South African National Gallery)

Um pouco mais à frente fica o South African Museum and Planetarium.

O museu foi fundado em 1897 e mostra a maior coleção de historia natural da África do Sul, e por isso é o mais importante museu de Cape Town. O lugar vale a visita. Extremamente bem organizado, é divido em espaços como pré-história, era dos dinossauros, mamíferos, aves e fundo do mar.

O ingresso custa 30 rands. No mesmo prédio fica o Planetário, que apresenta um programa diverso sobre as maravilhas do universo (ingresso 40 rands – R$ 10,00).

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(South African Museum and Planetarium, a maior coleção de história natural do país)

Não muito longe dali, também no centro, fica o Castle of Good Hope.

Construído entre 1666 e 1679, é o edifício mais antigo da África do Sul. Hoje o espaço abriga o Museu Militar, bem como os regimentos e unidades da National Defence Force. O ingresso custa 30 rands.

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(Fachada do Castelo, edifício mais antigo da África do Sul)

O espaço está em reforma, mas mesmo assim a visita foi válida.

O que mais me impressionou foi a conservação das salas e móveis, bem como a câmara de tortura, onde não consegui ficar por mais de um segundo. Totalmente claustrofóbico!

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(Vista interna do Castelo)

Dos corredores das muralhas a vista também é linda, tendo a Table Mountain de um lado, a Grand Parade (uma enorme praça) e a Prefeitura da cidade, um prédio lindo de 1905, em estilo renascentista italiano.

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(Grand Parede e do lado esquerdo a Prefeitura de Cape Town)

A vantagem de morar em cidades como Cape Town é que você pode aproveitar lugares que não são muito comuns aos turistas.

Vivenciar o dia a dia da cidade está me proporcionando a oportunidade de conhecer mais da história e da cultura local.

Um verdadeiro presente para mim!”

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(Muralhas do Castelo)

“BEM-AVENTURADO O HOMEM QUE ACHA SABEDORIA, E O HOMEM QUE ADQUIRE CONHECIMENTO.” Provérbios 3- 13

CIDADES ONDE MOREI: 9- FORMOSA D’OESTE

E uma nova etapa se inicia para mim nessa pequena cidade!

Formosa d’Oeste foi fundada pela colonizadora SINOP em 1961 e sua população em 2010 era de 8.755 habitantes.

Uma das riquezas naturais, o Recanto Apertados no rio Piquiri, é um cenário perfeito para quem procura sossego e descanso.

apertados

Como esposa de juiz, éramos convidados para festas e eventos da cidade; as casas ainda não possuíam telefone, então para falar com meus pais em Curitiba, ficava horas no postinho esperando completar a ligação.

cidade

Asfalto até lá também não chegava, somente até Jesuítas, então nas férias quando nos aprontávamos para viajar para a capital e amanhecia chovendo, tínhamos de enfrentar lama e o resultado era ficar parados na estrada esperando uma alma boa passar e ajudar a empurrar o carro.

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Fui convidada para dar aula de Fundamentos da Educação na recém criada Escola Normal, mas o que eu gostava mesmo era de assistir as sessões de júri no Fórum local.

Foi nessa cidade que recebi a primeira e melhor notícia da minha vida: o exame de gravidez, deu Positivo!

A felicidade foi imensa!

Então foi nos oferecida uma transferência para outra cidade, mas eu já gostava dali e o que me convenceu foi que na outra existia venda de sorvetes Kibon, coisa que não tínhamos ali…

Éramos felizes com tão pouco…

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Ficamos um ano e assim deixamos Formosa.

Imagens: 1) osteonline.wordpress.com; 2) http://www.ferias.tur.br; 3) mud.skynetblogs.be; 4) pt.wikipedia.org

” LEMBRA-TE DO TEU CRIADOR NOS DIAS DA TUA MOCIDADE, ANTES QUE VENHAM OS MAUS DIAS, E CHEGUEM OS ANOS DOS QUAIS VENHAS A DIZER: NÃO TENHO NELES CONTENTAMENTO.” Eclesiastes, 12-1

ENTRE O MAR E AS MONTANHAS

Esse blog está realmente muito chique: e não é que temos agora uma correspondente internacional, diretamente da Cidade do Cabo, África do Sul?

E é dela que vem mais histórias para nos deixar com aquele gostinho de (quem sabe?) um dia irmos até lá.

“Entre o mar e as montanhas

Uma das coisas que mais gosto em Cape Town é que não preciso escolher entre o mar e a montanha, já que aqui os dois convivem pacificamente, e proporcionam lindas paisagens diariamente.

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( Table Mountain vista de Waterfront)

A montanha mais famosa daqui é a Table Montain, eleita uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. E não é pra menos que ela recebeu esse título. Lá de cima você tem a vista de praticamente toda a cidade, e o azul do céu e do mar se confundem.
Seu pico atinge 1.085 metros, e para chegar lá em cima você tem a opção de trilhas e do aerial cableway.

Obviamente que eu escolhi a segunda opção! O teleférico foi inaugurado em 1929, e o chão gira 360 graus enquanto sobe ou desce, para que todos os passageiros possam ter uma visão completa do passeio. O preço (subida e descida) é de 240 rands, cerca de R$ 67,00.

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( Foto tirada do topo da Table Mountain. Abaixo, Cape Town)

Além da vista espetacular, no topo da montanha tem um café, uma loja de souvenirs e banheiros. Super recomendo esse passeio, e minha dica é: no verão ou no inverno, leve um casaco, porque venta muito lá em cima!

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( Euzinha curtindo a vista maravilhosa da Table Mountain, uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo)

Outra montanha famosa é a Lion’s Head, a segunda maior montanha de Cape Town, e fica ao lado da Table Mountain. Como não tem teleférico, você só consegue chegar ao topo após cerca de 1h30 de caminhada.

Por esse ‘pequeno’ motivo ainda não me animei de ir até lá. Mas quem foi garante que a vista é linda!

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(Isso foi o mais perto que cheguei da Lion’s Head até agora – foto tirada da Signal Hill)

Signal Hill fica próxima às duas primeiras, e sua principal vantagem é que dá para ir de carro. Lá em cima, do mirante, é possível ver o centro da cidade e os bairros de Green Point e Sea Point de um lado, e a Table Mountain do outro.

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(Abaixo a vista de Sea Point, bairro onde eu moro)

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(Eu na Signal Hill, de frente para a Table Mountain)

Quanto às praias, já contei aqui sobre Muizenberg, aquela das casinhas coloridas.

Mas é claro que além dela tem muitas outras, que vou mostrar nos próximos posts. Mas a minha preferida é, sem dúvida, Sea Point. Não só porque é onde eu moro, mas porque o por do sol visto do calçadão é realmente um presente de Deus.

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(Por do sol em Sea Point)

E o mais incrível é que vejo essa paisagem todos os dias, inclusive da janela do meu quarto, e não consigo me cansar.

Todos os dias eu vou até a praia, nem que seja por alguns minutos, só para ver essa maravilha e agradecer a Deus por esse privilégio!”

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(Gratidão!)

(Uma dica: as fotos estão tão lindas que vale a pena você clicar em cima para ver em tamanho grande!)

“OS CÉUS MANIFESTAM A GLÓRIA DE DEUS E O FIRMAMENTO ANUNCIA A OBRA DAS SUAS MÃOS.” Salmos 19- 1

CIDADES ONDE MOREI: 8- CURITIBA (1ª PARTE)

E cá estou eu de volta com a série sobre “Cidades onde morei”…

Morar em Curitiba sempre foi o sonho dos meus pais e foi assim que chegamos.

O ano era 1964 e eu completando 16 anos.

instituto

Entrei no Instituto de Educação do Paraná para fazer o curso Normal, hoje Magistério e comecei a namorar sério aquele que veio a ser meu marido.

Nesses três anos de curso todas as moças eram noivas ou estavam com data marcada para o casamento e era o que meus pais esperavam de mim: ser professora normalista e casar.

E assim foi.

beatles

E foram anos de inúmeros acontecimentos marcantes no Brasil e no mundo: Beatles (eu sempre preferi Elvis Presley), o homem pisando na lua, festival de Woodstock, guerra do Vietnã, Jovem Guarda, Pelé, O Pasquim, etc, etc, etc.

Bem, terminei o curso, dei aulas no Instituto Maria José que ficava na rua Dr. Murici, bem no lugar onde hoje temos um viaduto e… casei.

curitiba anos 60

(Praça Rui Barbosa daquele tempo)

Tendo meu marido passado no concurso para Juiz de Direito, arrumamos nossa mudança e fomos morar no interior do Paraná, uma cidade que pertencia à primeira instância e onde começamos nossa jornada.

E segue um poema da nossa eterna Helena Kolody.

CURITIBA, CIDADE-MENINA
Curitiba, cidade menina
paisagem do meu amanhecer.
Por toda parte, a marca de meus passos,
o fantasma de meus sonhos.
Jardins, pomares,
pinheiros e mais pinheiros,
onde moravam sabiás cantores
e bem-te-vis moleques
As torres da Catedral
olhavam por cima dos sobrados.
Carroças de Santa Felicidade
trepidavam no calçamento das ruas
e faziam tremer a voz cantante
das colonas italianas:
– “Qué comprá lenha,
batata doce, repolho,óvo!”
Bondes elétricos circulavam, vagarosos,
do centro para os bairros.
Perdia-se nos longes
o pregão do peixeiro português:
-“Pei…..xe! Camarão!”
Corria pelas ruas
o anúncio dos pequenos jornaleiros:
– “Gazeta do Dia”
– “Diário da Tarde!”
Estudantes eletrizavam a cidade
com sua ruidosa juventude.
Acotovelavam-se risos e conversas de crianças,
pombos brancos a caminho da escola.
Recordo Curitiba adolescente..
Uma névoa de saudade
me envolve o coração.
Helena Kolody 1997
Helena e eu 001
Para ler um poema meu sobre Curitiba, você clica em: Curitibano.
Imagens: 1) institutoerasmopilotto.blogspot.com; 2) beatlemania.musicblog.com.br; 3) publicar-atualidades.blogspot.com
” DISSE JESUS: O CÉU E A TERRA PASSARÃO, MAS AS MINHAS PALAVRAS NÃO HÃO DE PASSAR.” Mateus, 24- 35.

AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE UMA AVENTURA

Então… vocês leram o que escrevi há alguns dias atrás sobre “o meu ninho vazio”.

Agora vou transcrever um texto que minha filha Fabiane me enviou de lá, sua nova morada.

Como excelente jornalista que é (já contribuiu aqui no blog com “Feiras Gastronômicas”) vai nos levar a conhecer essa cidade fantástica em plena África do Sul: Cape Town!

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(Fabiane em Sea Point)

“Sempre ouvi dizer que o sonho de muitos é morar onde as pessoas tiram férias. Pois foi o que eu resolvi fazer.

Em dezembro do ano passado estive em Cape Town, África do Sul, por uma semana e fiquei completamente apaixonada por tudo.
A cidade é limpa, acolhedora, com excelentes shoppings e restaurantes, pontos turísticos incríveis, enfim, sonhei em um dia morar aqui.

Aqui porque a quatro dias Cape Town é minha nova ‘casa’. Vim passar três meses, estudar inglês, passear, talvez trabalhar, enfim, vim atrás de novidades!

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(Ao fundo Table Mountain)

E em apenas quatro dias já fiz muitas descobertas!

A primeira, e mais importante, é que por mais que você queira muito morar fora e que isso seja um grande sonho, você vai sofrer. Não, não estou sendo pessimista nem desencorajando quem pretende se arriscar por novos caminhos. Isso é real e inevitável. Claro que os primeiros dias são os mais difíceis, e sei que logo estarei bem adaptada, mas até lá…
Antes de vir, minha maior preocupação era com relação à moradia.

Em Curitiba, minha cidade, moro sozinha há mais de dez anos. E amo!! Sou super organizada, gosto de tudo no lugar, não gosto de dividir coisas, tenho muitas manias. Durmo tarde, acordo tarde, tenho fome de madrugada, adoro assistir televisão e ficar trocando os canais, nunca fico no silencio, necessito de uma xícara de café preto assim que acordo, como chocolate todos os dias…

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(Waterfront)

E, de repente, vim para a casa de uma senhora sul africana, de quem eu não tinha informação nenhuma. Mas, por sorte e benção de Deus, essa mulher é um amor! Toda vez que chego em casa ela pergunta como foi meu dia, quer saber detalhes, me força a falar inglês, me corrige quando erro, é extremamente atenciosa e carinhosa.
A localização da casa também é abençoada.

Estou em Sea Point, o segundo melhor bairro de Cape Town – perde apenas para Waterfront, que é a melhor região da cidade, e fica a 40 minutos a pé de onde estou. Ah! E da janela do meu quarto eu vejo o mar, que fica a uma quadra de distância.

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(Waterfront)

A escola, que eu achei que seria tranquila, foi péssima no primeiro dia!

Minha aula começa às 9h e vai até às 12h40. A professora só deu gramática, fiquei super frustrada. Achei que seria uma aula de conversação, onde poderia ‘gastar’ todo o meu inglês! Sai de lá odiando ter tido essa ideia estapafúrdia de estudar inglês na África!
Já o segundo dia foi melhor. A primeira parte foi de gramática e depois de conversação. Acredito que logo entrarei no ritmo e vou gostar mais.
Outra frustração foi com relação às novas amizades.

Eu, que converso até com a porta, não falei com ninguém no primeiro dia.

Todos já tinham suas turminhas e, aparentemente, eu não me encaixava em nenhuma delas. Mas no segundo dia já consegui trocar algumas palavras com um grupo de brasileiros. Sim! Eu sei que a dica é não falar com brasileiros, mas minhas opções na escola não são muitas: brasileiros, angolanos (que também falam português), e árabes, que tem o inglês mais difícil de entender de todo o mundo! Ou seja, vamos falar com os brasileiros em inglês, porque na escola é proibida outra língua!

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(Waterfront)

A comida, para quem me conhece, sabe que é um capítulo a parte.

Não gosto de um monte de coisa, outras tantas fecham a minha glote (hahahaha!!!), ou seja, tenho muita dificuldade nesse quesito.
Café da manhã é tranquilo: café preto com pão ou bolacha. Almoço também não tenho problemas, porque eu tenho ido todos os dias para Waterfront, onde tem um milhão de opções – desde Mac Donald’s e KFC, a restaurantes de massas e frutos do mar divinos.
O problema é o jantar, que é servido às 19h, pela dona da casa.

No primeiro dia cheguei tão cansada que não quis jantar. A diferença de fuso é de 5 horas para mais aqui, então tudo o que eu queria era dormir.
Nos outros dois dias a comida estava boa para mim: arroz, carne de panela e legumes. Mas ontem foi um problema. Tinha pasta de berinjela, bolinho de alho com frango, sopa de sei lá eu o que e filé de frango frito. De tudo isso, a única coisa que eu como é filé de frango. Peguei um pedaço, e quando dei a primeira garfada… Muito gosto de cebola!

Voltei para o meu quarto e me atraquei no pacote de bolacha e nas barras de chocolate que comprei no segundo dia!

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Sei que logo vou estar adaptada, e começarei a curtir mais a cidade e todas as suas belezas. Tenho certeza de que farei amizades e de que meu inglês vai melhorar muito. Os primeiros dias são sem dúvida os piores.
Mas graças a Deus existe FaceTime e WhatsApp!

Assim recebo o apoio e carinho dos meus pais, meus irmãos e das minhas amigas (Top5, Lufas, Santas, Fas+A, Lulus, Tati, Bibs). Sem vocês sem dúvida seria muito mais difícil!!”

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Fabi, nós adoramos e vamos esperar mais textos e fotos daí, OK?

” O CHORO PODE DURAR UMA NOITE, MAS A ALEGRIA VEM PELA MANHÃ.” Salmos 30- 5

CIDADES ONDE MOREI: 7- ANTONINA

Terminei meu post anterior sobre Ourinhos, contando que é de Antonina minhas melhores recordações.

vista

Pudera, ali conheci o mar, fiz amizades, e como uma adolescente que era, me apaixonei pela primeira vez…

Antonina está a 90 Km de Curitiba e foi fundada em 1714 sendo uma cidade histórica e turística com seu Porto, Igreja Matriz, Mercado Municipal, Prainha, Ponta da Pita, etc.

Ali cheguei com 11 para 12 anos e fiz todo o ginásio, coisa inédita para mim que nunca começava e terminava nada no mesmo lugar.

colégio

Meu pai era professor de Português, Inglês e Latim (alguém se lembra?) e pastor da Igreja Presbiteriana Independente e minha mãe dava aulas de Educação Artística.

Era ela quem fazia as festas no Colégio, desde escrever as peças de teatro, ensaiar e apresentar nos palcos do Ginásio e até no Cinema Municipal.

Eu era a artista e amava tudo aquilo!

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(As Baianas e eu em evidência, é claro!)

Trabalhei em inúmeras peças: fui a Bela, de A Bela e a Fera; a Ritinha, uma escrava de Os Negros também tem Alma; a Virgem Maria, no nascimento de Jesus; a dona Carlota, na comédia Um Marido em Apuros; o menino pobre, na poesia de São Nicolau; além de cantar e dançar de baiana (foto acima), gaúcha, odalisca, etc.

Se a Globo me visse naquele tempo, me contratava (sem falsa modéstia!).

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(Aqui no Morro do Bom Brinquedo e a cidade lá embaixo).

No último ano do ginásio, nossa turma toda veio até a Capital para tirarmos nossa foto porque lá não tínhamos quem fizesse esse trabalho.

E de trem! A estrada era a da Graciosa e eu enjoava muito…

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E a foto ficou assim:

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Não tínhamos TV, telefone, celular, computador, internet e éramos tão felizes!

À tardinha sentávamos em cadeiras na calçada e jogávamos conversa fora enquanto víamos o dia se despedir.

Quando a noite chegava, mamãe contava histórias na varanda de casa e era um momento mágico!

Ali nasceu minha irmã caçula, Raquel.

Além das duas crônicas que marquei acima ( O dia em que conheci o Mar e A Contadora de Histórias), tem uma poesia Antonina aqui no blog.

Saímos para morar em Curitiba no ano de 1964.

Imagens: 1) http://www.redecedes.ufpr.br; 2) ronelcorsi.blogspot.com; 3) http://www.parana-online.com.br

“EM PAZ TAMBÉM ME DEITAREI E DORMIREI, PORQUE SÓ TU, SENHOR, ME FAZES HABITAR EM SEGURANÇA.” Salmos, 4- 8

CIDADES ONDE MOREI: 6- OURINHOS

Pois é… parecemos ciganos… e de Santa Cruz do Rio Pardo, Ourinhos é nossa próxima morada.

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Uma curiosidade é que seu nome é uma referência ao antigo município de Ourinho, hoje Jacarezinho, aqui no Paraná.

Ali fiz o “Admissão ao Ginásio”, lembram disso?

Nosso tradicional e antigo curso primário era composto de quatro anos. Ao concluir-se esse curso, para ingressarmos no curso ginasial, éramos submetidos a uma avaliação de nossos reais conhecimentos gerais, adquiridos no curso primário, denominado exame de admissão ao ginásio, praticamente um pequeno vestibular. Esses exames eram obrigatórios para os alunos saídos do curso primário. Também tinha a finalidade de filtro, evitando não deixar ultrapassar a quantidade de vagas existentes no curso ginasial, para cada exercício. Devidamente aprovados nesse exame de conhecimentos gerais, composto pelas matérias de português, matemática, história, geografia, estávamos aptos para ingressar no curso ginasial e, durante mais quatro anos, aprender os conhecimentos ministrados em suas quatro séries. (Clube dos “Entas” de Catanduva)

cidade-de-ourinhos

Com onze anos, já começava a ter amizades e lembro de duas que me marcaram mais: a Lígia e a Sarah.

Pena que ao final do ano, já estávamos de malas prontas, voltando ao Paraná, mas é dessa próxima cidade, minhas melhores recordações!

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Imagens: 1) g1.globo.com; 2) http://www.encontraourinhos.com.br; 3) http://www.skyscrapercity.com

“PROCURAI A PAZ DA CIDADE PARA ONDE VOS FIZ TRANSPORTAR; E ORAI POR ELA AO SENHOR, PORQUE, NA SUA PAZ, VÓS TEREIS PAZ.” Jeremias, 29-7

SETE DE SETEMBRO!

Sim, sei que hoje é uma segunda feira, dia de colocar uma receita nova no blog.

Mas… por ser feriado, estou em Londrina, passando o dia de hoje com meu irmão Ciro, que faz aniversário ( ele é uma parada!).

Em homenagem a nossa Pátria, posto dois haicais que fiz sobre ela.

bandeira

CORRUPÇÃO, MENTIRAS!

É O BRASIL NO QUAL VIVEMOS…

GIGANTE TRAÍDO!

Brasil-Olho

DEUS NOS SALVE, PÁTRIA!

TÃO AMADA E ABANDONADA…

MÃE SEMPRE GENTIL.

Se quiser saber mais sobre Haicais entre no “Alguns Haicais” e “De novo… Haicais“.

Imagens: 1) http://www.materiaincognita.com.br; 2) http://www.badulacris.com.br

“BEM AVENTURADA É A NAÇÃO CUJO DEUS É O SENHOR, E O POVO QUE ELE ESCOLHEU PARA SUA HERANÇA.! Salmos, 33-12