NO TEMPO DO TEMPO

É tão gratificante olhar através do tempo e resgatar pessoas e momentos de um passado distante!

Como já disse Salomão: “tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.

E foi assim que passados 40 anos, pude me encontrar com uma amiga de quando aqui morei: Jose.

Ela era tão especial na sua maneira de ser, de conversar, além do que foi ela quem me ensinou a fazer bolos recheados onde o recheio principal era o amor.

(Lanche em sua casa em nosso primeiro encontro)

Estou escrevendo era, mas quando a encontrei, pude observar que ela continua a mesma pessoa de antes, de uma meiguice ímpar.

E foi interessante o modo como a reencontrei.

Eu já andava há tempos com dores nas pernas e então resolvi consultar um ortopedista.

Como não conhecia nenhum aqui (lembrem-se que retornei para Campo Mourão há três anos) pedi orientação de uma amiga que conhece a cidade inteira.

Ela me deu o nome do médico e disse:

-Ele é filho da Jose!

-Como assim? Perguntei. Da Jose nossa amiga que me ensinou a fazer bolos?

-Sim, ela mesma! Afirmou.

Claro que fui me consultar com ele e fiz mil perguntas sobre sua mãe.

Saí de lá com a receita para minhas dores e com o telefone da minha amiga.

Quando liguei para ela foi um sentimento gostoso, como se o tempo não tivesse passado.

Bem, aí fui até o apartamento onde ela mora e o abraço disse tudo: saudades, um olhar demorado para ver como estávamos (ela parece não ter mudado em nada) e perguntas e mais perguntas para serem respondidas em torno da mesa de café.

Depois desse dia, em 28 de maio, com muita chuva, voltamos a nos encontrar, dessa vez em minha casa e com a presença de mais duas amigas que também não se viam há bastante tempo.

(Jose com Rose e com Maria Teresa)

E em volta da mesa de café da tarde, tiramos selfies, fotos, rimos muito, conversamos com a promessa de nos encontrarmos mais vezes agora.

(Mesa de café bem mineira que preparei em casa)

Pois é, mais uma amiga que junto a tantas outras nessa cidade!

Como diz o final dos versos de Mário Quintana sobre o laço e o abraço: “então o amor e a amizade são isso… não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.”

“O AMOR SEJA NÃO FINGIDO. ABORRECEI O MAL E APEGAI-VOS AO BEM.” Romanos, 12-9

 

 

NA TERRA DOS ANIMAIS!

Fazia muito tempo que minha filha Fabiane não colaborava com o blog ( desde 19 de março de 2018, com Fernando Pessoa) e eu sempre querendo mais e mais.

Então hoje vamos nos deliciar com esse novo texto!

“NA TERRA DOS ANIMAIS”

“Quando eu digo que moro na África muita gente pergunta se eu vejo leões e girafas atravessando a rua. Sempre brinco que sim, e digo que tenho um elefante como bicho de estimação!
Embora nunca tenha encontrado um rinoceronte no meu quintal, a natureza aqui é viva, pulsante e traz surpresas quase que diárias.
Nas últimas semanas uma turma de baleias tem feito a alegria de quem anda no calçadão de Sea Point (um dos bairros mais movimentados de Cape Town). Dia desses cheguei atrasada ao trabalho – fiquei parada olhando encantada elas se exibirem! Golfinhos também são companhias constantes, assim como focas e leões marinhos.

(Foto divulgacão)
E o convívio entre animais e humanos é harmônico. Talvez por isso eles cheguem tão perto da praia, sem receios. Além disso a água do mar, apesar de ser extremamente gelada, é muito limpa.


Já para o lado de Cape Point – onde fica o Cabo da Boa Esperança – os babuínos andam soltos. Mas desses prefiro distância! Eles podem ser agressivos, e gostam de roubar bolsas e comidas. Na minha última passada por lá eles subiram no teto do carro e ficaram pulando. O trânsito para quando eles tomam conta da estrada. Aí o negócio é ter paciência e esperar eles saírem.


Muito mais meigos são os esquilos, que passam o dia subindo e descendo das árvores no Company’s Garden, parque localizado bem no centro da cidade. Eles são supertranquilos e não se assustam com pessoas. Ao contrário, se você tiver alguma comida eles vêm comer na sua mão.


Os pinguins também são bem amistosos, e podem ser vistos aos montes na praia deles, a Boulders Beach em Simon’s Town. A praia é linda, de água limpa e gelada e lá eles vivem soltos na natureza. Como eles já estão acostumados com visitantes, dá dá pra chegar bem perto e caprichar na selfie!


Para os mais corajosos, o Eagle Park, localizado dentro da vinícola Spier, em Stellenbosch, oferece a oportunidade de pegar em águias, corujas e cobras. Como eu estava lá, acabei me empolgando e fiz ‘amizade’ com uma cobra bebê. Segundo o veterinário ela não é venenosa, o que me deu um certo alívio, e ainda vai chegar a três metros de comprimento (depois dessa informação nossa amizade acabou!).


Mas é claro que aqui também tem os grandes e temidos animais! Conhecidos por big five (os cinco grandes), são eles: elefante, rinoceronte, búfalo, leopardo e leão. Com sorte eles podem ser vistos em um dia de game em alguma reserva. Já fiz algumas vezes e recomendo muito! A emoção de procurar e encontrar esses bichos no seu habitat é incrível! Dos cinco só ainda não consegui ver o leopardo. Programa imperdível, afinal não dá para imaginar vir para África e não fazer safari (sim, é como ir a Roma e não ver o papa!).”

Fabiane Prohmann é jornalista, mora em Cape Town e se quiserem saber mais sobre o seu trabalho, é só entrar no Instagran onde tem sua página: @sawabonaturismo e também @fabiprohmann.

“E DEUS CRIOU AS GRANDES BALEIAS, E TODO RÉPTIL DE ALMA VIVENTE QUE AS ÁGUAS ABUNDANTEMENTE PRODUZIRAM CONFORME AS SUAS ESPÉCIES, E TODA AVE DE ASAS CONFORME A SUA ESPÉCIE. E VIU DEUS QUE ERA BOM.” Gênesis, 1-21

 

 

UM PASSEIO PELA LITERATURA

Começo agradecendo a Mara Cristina dos Santos Oliveira, estudante de Biblioteconomia do Centro Universitário Claretiano, responsável pelo projeto Nossa Gente Nossas Letras.

Em parceria com a bibliotecária Liane Cordeiro (Biblioteca Antonio Martins Filho), organizou o Encontro de Escritores, juntamente com os acadêmicos da Unespar Campus Campo Mourão (colegiado de Pedagogia e do curso de Formação de Docentes do Colégio Estadual).

Este foi o primeiro encontro organizado pelo projeto, aproveitando a data de 29 de outubro na qual se comemora o Dia Nacional do Livro.

(Liane, Mara e eu)

Pela manhã, falei para uma platéia interessada (Um passeio pela Literatura) e à noite, Jair Elias dos Santos Junior, discorreu sobre o tema:”Campo Mourão, a construção de uma cidade”.

Fui levando os ouvintes a passear primeiramente pela poesia, depois as crônicas, haicais, contos, reescritas, histórias infantis e juvenis.

Um passeio lindo para quem, como eu, ama a literatura!

(Valéria, a primeira à esquerda,-responsável pela biblioteca; em seguida a professora Dalva, Liane, professor Renato, eu e Marlene – bibliotecária do Colégio Santa Cruz).

(Momento para perguntas)

(Mara, Dalva e eu autografando um livro)

(Os alunos com as professoras Adriana e Cristiane e os outros já mencionados)

O que dizer desse momento?

Fernando Pessoa disse, certa vez: escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. 

A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida.

(Visita à biblioteca da Unespar)

“Por intermédio de diversos gêneros, formas nas quais a linguagem literária se manifesta, a literatura toma corpo e liberta-se do plano das ideias; transforma-se em um poderoso instrumento da comunicação e interação, difunde a cultura e democratiza o conhecimento”-Mundo Educação.

“COM A SABEDORIA SE EDIFICA A CASA, E COM A INTELIGÊNCIA ELA SE FIRMA; PELO CONHECIMENTO OS SEUS CÔMODOS SE ENCHEM DO QUE É PRECIOSO E AGRADÁVEL.” Provérbios, 24- 3 e 4.

 

 

 

 

 

 

 

ÚLTIMAS FOTOS E UM ATÉ BREVE…

E chegou a hora de voltar!

Sei que vocês, leitores, estão sentindo falta das receitas, mas foi tanta coisa bonita para contar que precisei dar um tempo nelas.

Aguardem!!!

O dia estava muito frio apesar do sol, um vento gelado, mas saímos passear.

Minha filha mora em SEA POINT ao lado desse calçadão onde caminhamos vendo o mar.

(Observem o banco onde me sentei para descansar e a vista de Waterfront)

Fui conhecer o CAPE TOWN STADIUM onde foi realizado jogos da Copa de 2010.

Fica em meio a um jardim com direito a lago com patos nadando e muito verde; uma limpeza e cuidados de impressionar!

Nesse dia andamos muito até chegar ao centro para ver mais lojas de artesanato.

(Ao lado de Nelson Mandela e em outro dia descobrindo uma feira de rua)

Teve um dia que o sol não saiu, fazia um frio terrível e ficamos pensando se devíamos sair ou não. Aí perto da hora do almoço, não teve outra: vamos almoçar fora e tomar um vinho para aquecer. E descobrimos um encanto de restaurante!

Nas paredes livros e mais livros, uma lareira acesa esquentando o ambiente e… uma comida dos deuses!!!

Ao sair dali ainda tivemos coragem para andar pela praia deserta em frente.

(Olhem o “abacaxi de Itu”)

E deixei para o fim falar da TABLE MOUNTAIN (Montanha da Mesa), principal ponto turístico da cidade. Recebe esse nome por conta de sua estrutura, reta por cima, como se fosse uma mesa. Ela é vista de vários pontos da cidade.

E eu, ansiosa para tirar uma foto com ela atrás, mas vejam só…

Em um dia, a “sorte” de aparecer um pouquinho dela e que rapidamente foi coberta pelas nuvens. Em outro, eu faço pose de “onde ela está?”.

Nessas fotos acima, a primeira e segunda fotos mostram estátuas dos quatro ganhadores do prêmio Nobel com as devidas explicações: Albert Luthuli, Desmond Tutu, Fw de Klerk e o mais famoso, NelsonMandela.

Na terceira foto, os cantores de rua e na quarta, um descanso na paisagem linda.

(Aqui uma foto do acervo da Sawabona Turismo que pertence a minha filha Fabiane)

A Table Mountain num dia de sol.

Duas outras montanhas são destaque também: Lions Head e Signal Hill.

E assim encerro essa viagem, agradecendo a Deus e feliz por poder ter convivido com minhas filhas e netos, conhecer tantos lugares novos, tantas pessoas amáveis e contente por estar de volta para minha casa em Campo Mourão!

“PORQUE A TERRA SE ENCHERÁ DO CONHECIMENTO DA GLÓRIA DO SENHOR, COMO AS ÁGUAS COBREM O MAR.” Habacuque, 2- 14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OS ESQUILOS E A BIBLIOTECA

Não, não é uma historinha das que conto para as crianças…(esse vídeo dos Esquilos e o Cachorro, está aqui).

Começou com um passeio pela Company’s Gardens, um jardim criado pelos holandeses em 1650 e que hoje se tornou um grande calçadão arborizado, com início na esquina da Wale Street com a Adderley Street.

(O começo do passeio)

Ao longo do jardim estão vários prédios importantes, como o Parlamento Sul Africano, uma escola, museus e…a Biblioteca!

Há também um grande parque público de acesso gratuito com jardins, jardim japonês, aviário e um pequeno lago.

E, esquilos!!!

São muito fofos e dóceis; se aproximam querendo algo para comer e teve um que até subiu pelas minhas pernas me dando susto!

Aí, como por encanto, surge a National Library of South Africa, fundada em 1818, portanto completando seus 200 anos de existência.

Abrimos o portão de ferro, subimos as escadas e entramos.

Já na entrada, assino um livro com meu nome e país de onde venho.

(Essa foto me fez lembrar do filme do Harry Potter, com as estantes que se moviam).

Maravilhosa!!!

(Muitas pessoas pesquisando e um silêncio absoluto).

(Programação do mês de Junho)

Se você quiser saber mais sobre “Muita Cultura no Centro de Cape Town“, clique aqui para ler uma matéria linda e completa, escrita em novembro de 2015 pela minha filha Fabiane Prohmann que reside lá e me acompanhou nesse passeio.

“DO SENHOR É A TERRA E A SUA PLENITUDE, O MUNDO E AQUELES QUE NELE HABITAM.” Salmos, 24- 1

 

 

ENFIM… CAPE TOWN!!!

Dia 17 de junho, domingo, deixei Luanda e meus queridos para seguir rumo a África do Sul, encontrar-me com minha filha Fabiane e conhecer essa cidade.

Saí de uma temperatura de 27° e tempo muito seco, para entrar em 12° com muito vento e uma chuva fininha!

Nada que abalasse minha vontade de conhecer tudo e dar um abraço apertado em minha filha…

E eis que chego, então, depois de 4 horas de um voo tranquilo.

Cape Town (Cidade do Cabo) é apelidada de “Cidade Mãe” e é a capital legislativa do país, sendo a segunda mais populosa (a primeira é Joanesburgo) com 3 milhões e setecentos mil habitantes.

Foi ocupada primeiramente pelos holandeses e depois o Reino Unido.

(Aqui, fotos do nosso encontro)

Como cheguei no primeiro dia do jogo da seleção do Brasil pela copa, fomos até um local chamado Mojo onde colocaram um telão e onde estava reunida uma turma de brasileiros para assistirem.

Nesse lugar, tem bem no centro um local onde se vendem somente as bebidas e, espalhados ao redor, tipo umas barraquinhas cada uma vendendo comidas diversas: pizzas, sushis, frutos do mar, sanduíches, nachos, pipocas, etc.

Fiquei a lembrar onde estava há quatro anos atrás, no dia do jogo do Brasil… quanta coisa aconteceu! Se me falassem que eu iria mudar de cidade, jamais acreditaria… e lembrei do que escrevi aqui nesse dia ( Dia dos Namorados/ Primeiro Jogo do Brasil).

Saindo dali, tipo decepcionada com a seleção, fomos até Waterfront.

Gente, o lugar é o que há de lindo!!!

Pode-se sentar, comer e degustar um bom vinho.

Ali se reúnem turistas de todo o mundo, dá para curtir lojinhas de artesanato, passeios de barco, roda gigante, museus, corais de música típica africana e muito, muito mais, que contarei em outros posts.

As fotos saíram cinzentas, como estava o dia, mas nem por isso deixa-se de ver um pouco a beleza do lugar.

Logo estarei contando como foi estar desbravando essa cidade linda!

“NO DIA DA PROSPERIDADE, GOZA DO BEM, MAS NO DIA DA ADVERSIDADE, CONSIDERA; PORQUE TAMBÉM DEUS FEZ ESTE EM OPOSIÇÃO ÀQUELE, PARA QUE O HOMEM NADA ACHE QUE TENHA DE VIR DEPOIS DELE.” Eclesiastes, 7- 14

 

 

 

 

100.000 VISUALIZAÇÕES!!!

Caramba!!!

Quando penso que esse número é maior que toda a população da cidade onde moro (Campo Mourão tem 94.153 habitantes conforme o IBGE de 2017), fico, no mínimo, espantada!

E feliz!!!

Comecei a escrever ainda tão inexperiente, isso em maio de 2013, quando contei o porquê do nome do blog e um pouco sobre mim.

Pensava nas pessoas e na responsabilidade que eu tinha em apresentar alguma coisa boa, diferente, gostosa de ler.

E hoje vejo com surpresa a lista de países que visualizam esse meu blog: BRASIL, ESTADOS UNIDOS, PORTUGAL, FRANÇA, HOLANDA, ÁFRICA DO SUL, ANGOLA, IRLANDA, CANADÁ, REINO UNIDO, ALEMANHA, SUÍÇA, ISRAEL, MOÇAMBIQUE, UNIÃO EUROPÉIA, ITÁLIA, SUÉCIA, JAPÃO, LUXEMBURGO, ESPANHA, ARGENTINA, BOLÍVIA, PARAGUAI, TAIWAN, POLÔNIA, MOLDÁVIA, CHILE, VENEZUELA, COLÔMBIA, UCRÂNIA, CABO VERDE, TAILÂNDIA, RÚSSIA, BÉLGICA, ÍNDIA, MÉXICO, BULGÁRIA, SURINAME, SÉRVIA, MACAU (CHINA), portanto 40 países!

Fico pensando quem, lá na Moldávia ou Suriname ou Macau, abriu esse blog e compartilhou um momento comigo…

Puxa, 100.000!!!

E nesse tempo contei tantas histórias, contei sobre viagens e cidades onde morei (11 ao todo), postei crônicas, poesias, vídeos, ensinei tricô e crochê, indiquei livros e filmes, e receitas (202), ao todo 397 posts.

É…conversamos muito nesses quase cinco anos!

E aí mudei de cidade, deixei meu cabelo branco, natural, fui premiada com contos e poesias, escrevi mais um livro (a ser lançado logo, logo), conheci pessoas, fiz novas amizades, ganhei mais netos, cuidei de plantas, e tantas coisas mais.

E quero continuar escrevendo, sempre, cada dia mais, que é o que ofereço a você que é um dos 100.000 que hoje forma comigo essa rede de amigos que me faz tão feliz!

(Foto tirada em dezembro de  2017 em Balneário Camboriú, sintam-se todos dentro desse abraço)

 

“Mas eu, com um cântico de gratidão,
oferecerei sacrifício a ti.
O que eu prometi
cumprirei totalmente.
A salvação vem do Senhor”.

Jonas, 2- 9

E O TROFÉU VAI PARA… MIM???

Bem, vamos começar do começo, propriamente dito!

Em julho desse ano, saiu em edital da Biblioteca Municipal Prof. Egydio Martello o convite e regulamento para participação no Concurso de Poesias 2017, como homenagem aos 70 anos de Campo Mourão.

As inscrições foram até 07 de agosto por isso me apressei a escrever e me inscrever.

Resolvi fugir das poesias tradicionais e, quando vi, ali estava a “História sem Fim”.

Por que esse nome?

Porque daqui muitos e muitos anos, nós não estaremos mais aqui, mas a cidade sim, ela continua sempre e sempre, sua história passando gerações.

Então contei nessa poesia, a minha relação com essa cidade em que morei de 1977 a 1983 voltando para ficar novamente agora.

E nesse dia 25, quarta feira, foi a solenidade de entrega aos três finalistas, dos quais eu fiz parte.

É claro que fiquei ansiosa (quem não ficaria?) e quando ouvi minha poesia sendo lida como ganhadora do primeiro lugar, fiquei muito feliz e honrada.

(Recebendo o troféu das mãos da secretaria de cultura, Marlei Formentini)

(Aqui o terceiro lugar Valdir Bonete, o segundo Aline Moura e eu)

Minha nora Patrícia estava presente representando a família,  juntamente com meu neto Cesar de três anos (Cesinha como ele gosta de ser chamado) que adorou o “troféu da vovó”… Queria levar para a casa dele! Beijava e beijava!!!

(Essa foto foi parar no Instagran, mas dá para ver a empolgação dele na hora da entrega).

Foi uma noite gostosa com muita música, apresentações teatrais dos alunos do curso de teatro Trapos, poesias de temática livre e modalidade interpretação também premiadas , carinho e amizade.

(Aqui todos os premiados com as autoridades presentes).

E segue abaixo, essa que foi premiada e feita com muito amor para nossa cidade.

HISTÓRIA SEM FIM

HÁ MUITOS ANOS ATRÁS

ELA AQUI VIVEU.

NA TERRA VERMELHA

DE CAMPOS DE SOJA,

DE TRIGO, DE GADO,

DE ANDORINHAS VOANDO

NUM CÉU TODO SEU.

________

DEPOIS, FOI EMBORA.

CRIAR FILHOS, TRABALHAR.

GANHOU NETOS, ESCREVEU LIVROS,

MAS UM DIA QUIS VOLTAR.

________

E CHEGOU DEVAGARINHO,

SEM SABER COMO

IRIA SER RECEBIDA.

E A CIDADE FACEIRA

ABRIU SEUS BRAÇOS SAUDOSOS

RECEBENDO A FORASTEIRA.

________

E ELA PERGUNTA AO MOÇO:

A CIDADE MUDOU MUITO,

QUASE NÃO A RECONHEÇO,

ONDE ESTÃO AS ANDORINHAS

QUE FAZIAM ALVOROÇO?

________

E ELE CONTINUA CONTANDO

COISAS QUE ELA CONSEGUE LEMBRAR.

CAMPO MOURÃO É HISTÓRIA,

CASA DE AMIGOS, FÁCIL DE AMAR!

________

E ELA AGRADECE SORRINDO

PORQUE SABE MUITO BEM

QUE DESSA CIDADE AMIGA

ELA FAZ PARTE TAMBÉM!

Sílvia Novaes Fernandes

 

“MAS EM TODAS ESTAS COISAS SOMOS MAIS DO QUE VENCEDORES, POR AQUELE QUE NOS AMOU.” Romanos, 8- 37

 

 

BIBLIOTECA, 60 ANOS

Quando cheguei com minha mudança em janeiro de 2016 aqui em Campo Mourão, uma das primeiras coisas que fiz, foi conhecer a biblioteca.

E lá estava ela, em plena praça da Igreja matriz, com um belo chafariz e coreto ao lado.

E fui entrando pela porta, saboreando o silêncio e encanto que esse lugar me trás.

E fiquei encantada ao ser recebida pelas funcionárias tão gentis e que me mostraram todo aquele espaço.

“Biblioteca Pública Municipal Prof. Egydio Martello”, que nesse 30 de setembro comemora 60 anos e que deve esse nome a esse professor nascido em Piratuba, Santa Catarina, no ano de 1930 e que em 1959 chegou a nossa cidade.

Foi professor e diretor no Ginásio e foi quem compôs o Hino de Campo Mourão.

A biblioteca possui mais de 1500 m² divididos em dois andares e a foto abaixo é da primeira sala onde nos reunimos todo terceiro sábado de cada mês para as reuniões da AME (Associação Mourãoense de Escritores) da qual faço parte.

Tem também um espaço para a literatura mourãoense.

E exposições dos mais variados temas.

Esses são alguns projetos e programas realizados pela biblioteca: Programa Biblioteca em Movimento; projeto de Lobo a Lobato; lançamentos literário; encontro diversidades; saraus literários; encontro de atendentes de bibliotecas públicas; exposições artísticas e literárias; projeto porta voz de leitura; feira de livros; concurso de incentivo à leitura e escrita; programa contar e encantar; caravana de história; projeto dê asas a imaginação; programa estudante que faz.

Continuando, entro num corredor envidraçado que reflete toda a luz do sol e o verde das árvores!

E na primeira porta, um cantinho encantador para as crianças com o qual me identifiquei totalmente, lembrando dos tempos do curso de Contação de Histórias e das histórias que contei ao longo da vida (vejam em Era uma vez…).

Depois vem a sala da Academia Mourãoense de Letras.

Uma sala que me surpreendeu foi a de Espaço Braile Infantil!

E ainda no piso térreo, encontrei o auditório onde se realizam exposições e saraus, onde em novembro último, tive oportunidade de ler uma poesia minha.

E onde, no dia 15 último, tivemos o prazer de ouvir  palestra do Professor Junior Cezar Castilho, técnico em assuntos educacionais do Instituto Federal do Paraná, campus Umuarama; graduado em Letras; especialista em docência no ensino superior, mestre em metodologias para o ensino da linguagem e suas tecnologias.

Foi uma viagem no tempo com direito a muitas surpresas e humor!

Subindo pela bonita escadaria, chegamos a sala de Estudos e Pesquisas.

E acabei que nesse dia em que fui fotografar tudo isso, fui fotografada também!

Tudo isso para lembrar que faltam 17 dias para o aniversário.

São muitas as atividades programadas e sobre elas contarei em uma outra vez.

Encerro com essa última foto que tirei e que já diz tudo.

“NÃO DESAMPARES A SABEDORIA, E ELA TE GUARDARÁ; AMA-A, E ELA TE CONSERVARÁ. A SABEDORIA É A COISA PRINCIPAL; ADQUIRE, POIS, A SABEDORIA; SIM, COM TUDO O QUE POSSUIS, ADQUIRE O CONHECIMENTO.” Provérbios, 4- 6 e 7.

 

 

 

 

 

 

MÊS DE JUNHO, MÊS DE FESTAS!

As festas juninas são mais antigas do que todo mundo pensa!

Elas surgiram na Antiga Europa, há centenas de anos.
Não se sabe se o nome “junina” é uma adaptação que veio com o tempo ou se mudou porque a festa é comemorada no mês de junho.

acordeon

Cada um dos países deu o seu toque à festa que conhecemos hoje em dia.

Da França veio a dança (quadrilha), de Portugal e da Espanha veio a dança com fitas, entre outras culturas que foram se popularizando.
Como é de se imaginar, a festa junina foi trazida para o Brasil pelos portugueses durante o período colonial.

Por coincidência, os índios que habitavam o nosso país realizavam rituais nessa mesma época de junho para celebrar a agricultura e, com a vinda dos jesuítas, as festas se fundiram e os pratos passaram a utilizar alimentos nativos,como mandioca e milho.

casamento
As festas juninas acontecem em todo canto do país, mas podem ser divididas em dois tipos distintos: aquelas que acontecem na Região Nordeste e aquelas do Brasil caipira (inspiradas nos Estados de São Paulo, região norte do Paraná, região sul de Minas Gerais e Goiás). Elas possuem diferenças e costumes bem diferentes.
As festas do Brasil caipira são realizadas em quermesses com danças de quadrinha em torno da fogueira e, como não pode deixar de ser, com muita música caipira.

quadrilha

Em todos os lugares, as mulheres usam vestidos coloridos de chita e os homens vestem camisa quadriculada e calças remendados com tecidos também cheios de cores.
A fogueira é um dos maiores símbolos das festas juninas.
Assim como a maioria dos elementos de uma festa junina, existem dois significados para a famosa fogueira.

Nas festas pagãs e indígenas, elas eram feitas para espantar os maus espíritos.

Já na tradição cristã, ela tem uma explicação: Isabel teria dito à Maria (mãe de Jesus) que acenderia uma fogueira para avisá-la do nascimento de seu filho (João).
Maria viu as chamas de longe e foi visitar a criança que tinha acabado de nascer.
Hoje, por questão de segurança, elas também só são feitas em poucas cidades do interior, já que também não são permitidas nas grandes quermesses para que se evite incêndios e acidentes causados pelas chamas.

Mas o símbolo está sempre presente quando pensamos nas festas juninas.

fogueira-na-festa-junina
No Nordeste, o forró é, talvez, o ritmo mais requisitado para as festas juninas, seguido pelo baião, xote, reisado, o samba de coco e outras cantigas típicas. 
Simpatias e promessas para os santos são comuns em todas as épocas do ano, mas, para os três santos homenageados em junho, agora é a hora, principalmente para Santo Antônio, já que ele é considerado o santo casamenteiro e as moças que procuram um namorado, noivo ou marido se apressam para ter tudo pronto no dia 13.

mesa
Difícil não ficar com fome em uma festa junina.

Milho cozido (ou assado), pipoca, bolo de fubá cremoso (ou de milho), maçã do amor, pé-de-moleque, vinho quente, quentão, arroz-doce, canjica, chá de amendoim e muitas outras delícias (normalmente quentinhas, porque essa época do ano é bem fria) são a alma da festa.
Reparou que muitas comidas são derivadas do milho verde?

Isso se deve ao fato de que junho é a época propícia para a colheita do alimento e essa tradição está presente nas festas juninas desde que ela chegou ao Brasil.

Outros grãos — como o amendoim — e raízes — como a mandioca — também marcam presença nas comemorações de junho.

E eu me lembro de uma musiquinha que cantávamos nessa época e que dizia assim:

“MÊS DE JUNHO, MÊS DE FESTAS,

DE FOGUEIRAS AO LUAR.

NO TERREIRO ILUMINADO

TODA GENTE VAI DANÇAR.

DESDE 13 A 29

QUE SE OUVE O ESPOUCAR

DAS BOMBINHAS, DOS FOGUETES

ESTOURANDO PELO AR”

Que lembranças boas tenho das festas da minha infância… e essa música acima, nunca mais ouvi… nem achei no google…perdeu-se com o tempo, bem como as bandeirinhas que fazíamos com capricho para enfeitar o quintal…

bandeirinhas

Fonte: http://www.megacurioso.com.br

Imagens: 1) edu-candoconstruindosaber.blogspot.com; 2) atividadesparaprofessores.com.br; 3) plus.google.com; 4) http://www.grupogsa.com.br; 5) http://www.24brasil.com; 6) http://www.vivaeventos.com.br

“DIRIGE OS MEUS PASSOS NO TEUS CAMINHOS, PARA QUE AS MINHAS PEGADAS NÃO VACILEM.’ Salmos, 17- 5