MIRADOURO DA LUA E OS MAGNÍFICOS BAOBÁS

Da outra vez em que estive aqui em Luanda, isso em 2010, visitei um lugar que guardava em minha memória e, não deu outra: fui repetir a visita!

“O Miradouro da Lua, é um conjunto de falésias a 40 km ao sul de Luanda. Ao longo do tempo, a erosão provocada pelo vento e pela chuva foi criando a paisagem do tipo lunar que hoje encontramos.”-Wikipédia

Agora acreditem: é muito alto onde estamos!

Lá ao longe, muito embaixo, o mar!

Pensem o meu medo (detesto altura), de chegar nessas beiradas para fazer as fotos: pena que não dá para ver direito a magnificência desse lugar!

Maravilhoso!

“Paisagem lunar, paredes de areia e argila esculpidas em forma de estalagmites, verdadeiras torres de vigia com formas desconhecidas.” -Rede Angola

Uma pena que esse lugar tão impressionante, esteja praticamente abandonado… não há sequer uma informação nem na estrada, nem no local onde poderia ter um quiosque com panfletos e placas contando um pouco da história dali.

Essas fotos acima, torno a dizer, são de uma profundidade enorme, um abismo mesmo!

E esse é o Kamana, motorista, amigo e que fez as fotos em que apareço.

Na volta, pedi para que parasse para eu poder fotografar e apreciar essa árvore maravilhosa: o embondeiro ou baobá!

O tronco dos embondeiros tem a forma de uma garrafa e é abençoado por poder armazenar milhares de litros de água.

Daí a resistir a grandes períodos de seca.

Em boas condições ecológicas, sobre solo arenoso, clima temperado, podem viver até os 800 ou 1000 anos!

E o Pequeno Príncipe queria acabar com os baobás…(mas no caso dele, até que tinha razão).

“A sabedoria é como o tronco do embondeiro. Uma só pessoa não consegue abarcar.” Provérbio angolano.

“EU TE LOUVAREI, SENHOR, DE TODO O MEU CORAÇÃO; CANTAREI TODAS AS SUAS MARAVILHAS.” Salmos, 9-1

FEIRA DE ARTESANATO E… MAIS MUSEU!!!

Me programei toda para conhecer o MUSEU DA ESCRAVATURA, que fica aqui em Luanda, Angola, no Morro da Cruz.

Só que ao chegar lá, estava fechado para reforma…

Fiquei super frustada, mas assim mesmo consegui algumas fotos que posto para vocês.

Ele tem a sua sede na Capela da Casa Grande, templo do século XVII onde os escravos eram batizados antes de embarcarem nos navios negreiros que os levavam para o continente americano.

(Aqui a pia batismal)

(Uma pintura restaurada em uma parede logo na entrada)

Mais que uma casa a caminho das praias ao sul, esse edifício tornou-se símbolo da barbárie e resistência.

Vejam a vista linda que temos lá de cima!,

Bem, mas antes de ficar meio frustrada, olhei lá de cima e vi uma feira linda!!!!!!!

Chama-se CENTRO DE ARTE BENFICA, que mudou-se há pouco tempo para esse local.

(Artesãos trabalhando em peças magníficas!)

Essa feira existe desde 1993 e a Coarte (Cooperativa de Artesãos) foi criada em 2002.

Essa cooperativa controla cerca de 300 membros, em maioria artesãos enquanto outros dedicam-se ao comércio de roupas e alimentos.

Aí eu me achei!

(Aqui com o Sr.Adão, uma pessoa super simpática e que claro, me vendeu esse vestido… e ainda fez pose!)

Os tecidos são vendidos em cortes que as mulheres chamam de “pano samacaca” e tem vestidos, saias, blusas, bolsas, tudo em estampas bem coloridas!

Agora, as esculturas são demais de lindas!

Uma perfeição e uma tentação para quem tem os “kwanza” na bolsa…

Abaixo, fotos de outra feira que passamos em outro dia e que fica à beira mar, com telas em diversos tamanhos  em motivos africanos.

Cada dia tem sido uma aventura diferente e inesquecível, sem contar a alegria de estar com parte da minha família querida…

“O SENHOR DARÁ FORÇA AO SEU POVO; O SENHOR ABENÇOARÁ O SEU POVO COM PAZ.” Salmos, 29-11

UM LUXO DE MEMORIAL!!!

E nesse domingo, 27 de maio, fomos visitar o MAAN (Memorial Dr.Antonio Agostinho Neto), inaugurado em 17 de setembro de 2012 com o objetivo de perpetuar a memória do primeiro Presidente Líder da Luta de Libertação.

(Já escrevi sobre ele em Conhecendo a Fortaleza de São Miguel)

Gente, é tudo grandioso, rico, maravilhoso!!!

Essa área externa tem uma avenida para desfiles de cerca de 500 metros, com uma área de tribuna de 2000 lugares e parque para 300 viaturas, numa área total de 18 hectares.

(Nessa foto um poema dedicado a um representante da Floresta, o Elefante, “um mais velho que atravessou as idades da Terra e ganhou sabedoria”).

(Ainda do lado de fora, uma estátua da libertação vista pelo olhar atento da minha neta Isadora).

(Logo na entrada o quadro acima mostra a chegada do Dr. Agostinho Neto ao aeroporto, um piano de cauda e sala).

Aqui tudo é grandioso: galeria de exposições, salas multiuso, administração, biblioteca/videoteca, biblioteca multimídia, centro de documentação, lojas e hall das autoridades.

O Presidente Dr.Antonio Agostinho Neto foi um homem de cultura e um defensor da arte (acima um de seus livros de poesia).

E espalhado por paredes e quadros, versos e mais versos:

“As minhas mãos colocaram pedras

nos alicerces do mundo

mereço o meu pedaço de pão.”

(Na primeira foto, sua assinatura; abaixo sua escrivaninha com seus pertences)

(Medalhas, cartas, quadros e roupas usadas por ele).

(Visitantes sendo monitorados por um guia).

 

(Observem, como já mencionei, a grandiosidade de tudo: mármore, vitrais e um bom gosto incrível).

Essa flor no centro do último andar, é a Welwitschia, conhecida como Polvo do Deserto e que só existe no deserto de Angola e Namíbia.

(Isadora entre as flores)

As suas grandes folhas, duras e muito largas, deitadas no chão, arrastam-se pelo deserto podendo atingir dois ou mais metros de comprimento.

É considerada uma espécie ameaçada, pois já existe desde o tempo dos dinossauros.

Em uma das grandes salas, se encontra o Sarcófago onde repousa os restos mortais de Agostinho Neto.

Não se pode entrar com câmaras fotográficas nem filmadoras, muito menos celular.

É de uma riqueza enorme, toda em mármore com o esquife ao meio rodeado de centenas de coroas todas preservadas!

E todos entram em silêncio (não se pode conversar nem tocar em nada) num sinal de respeito.

(Vista de cima onde se vê na primeira foto, ao fundo, a Assembleia Nacional de Angola).

(Aqui na segunda foto, já de volta para casa)

(Linda Luanda!)

A Bandeira que hoje flutua é o símbolo da liberdade, fruto do sangue, do ardor e das lágrimas, e do abnegado amor do Povo Angolano” (Discurso da Proclamação da Independência, 11.11.1975.

 

Obs: contém algumas informações da Wikipédia.

“TENHO OBSERVADO OS TEUS PRECEITOS E OS TEUS TESTEMUNHOS, PORQUE TODOS OS MEUS CAMINHOS ESTÃO DIANTE DE TI.”Salmos, 119- 168

 

 

 

 

 

UMA VISITA MUITO “GIRA”!!!

Aqui em Luanda tenho aprendido muitas palavras novas e, uma das que anotei foi essa: “gira” que quer dizer “legal”!

Foi quando visitei o Colégio dos meus netos pela primeira vez e uma ajudante comentou com outra:

-O cabelo da avó da Isadora é gira!

Fiquei sem saber o que era e perguntei a Isadora.

_Não vovó, não é ruim não… é bom! É legal!

É, meus cabelos brancos andam fazendo sucesso por aqui (ou como eles diriam: “estão a fazer sucesso!”)

(A primeira foto é na frente do Colégio; abaixo o complexo esportivo e a terceira somos nós em frente a um baobá, ou imbundeiro, também na frente do Colégio).

O CSFA (Colégio São Francisco de Assis) de Luanda é um estabelecimento de ensino de Currículo Completo Português, localizado em Talatona, que assegura a educação pré-escolar (3 anos) até ao ingresso na Universidade.

Como eles estavam comemorando a Semana da Família, fui convidada a falar nas turmas dos meus dois netos.

No primeiro dia, fui à sala da quarta série da professora Ada onde Isadora estuda.

Falei por mais ou menos meia hora sobre “como se tornar um escritor” e os 23 alunos ficaram muito interessados e me encheram de perguntas!

Contei dos livros que escrevi e sobre o mais novo a ser lançado na minha volta ao Brasil e que é direcionado às suas idades.

Pediram para eu contar alguma história dele e resumidamente contei.

Foi super gratificante e ao final, vieram com folhas e cadernos para eu autografar…

Me senti tão importante!

Em outro dia marcado, foi a vez de visitar a sala do Pré, da professora Teresa, onde estuda o Heitor.

Eles já me esperavam ansiosos!

Sentei em uma cadeira baixa e eles em volta no chão.

Aí a “Contadora de Histórias” colocou um laço de fita no cabelo e começou a contar a história da Dona Baratinha (que aqui se chama Dona Carochinha).

Cantei, fiz as vozes dos personagens, interagi com eles e foi realmente um momento mágico!

(Aqui com a professora Teresa)

Depois que saí da sala, a professora pediu que seus alunos desenhassem aquilo que mais gostaram na história e eles fizeram um pouco de tudo.

Até o caldeirão de feijoada onde o Dom Ratão caiu, foi desenhado (pelo Heitor, que me explicou…).

E hoje, 25 de maio, é o dia da África e os alunos foram vestidos à caráter!

(Isadora e Heitor na frente do Colégio)

Este dia recorda a luta pela independência do continente africano, contra a colonização européia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre. 

FELIZ DIA DA ÁFRICA!!!

“LEVANTA-TE, RESPLANDECE, PORQUE JÁ VEM A TUA LUZ, E A GLÓRIA DO SENHOR VAI NASCENDO SOBRE TI.” Isaías, 60-1

 

 

CONHECENDO A FORTALEZA DE SÃO MIGUEL

Como é bom conhecer novos lugares e saber das suas histórias!

Foi assim que fomos até o Morro de São Paulo, em Luanda, capital de Angola, conhecer essa Fortaleza que hoje abriga o Museu das Forças Armadas.

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Essa fortaleza tem o formato de uma estrela de quatro pontas e entrar por ela, é conhecer um pouco desse lugar. 

Foram quase 30 anos de guerra civil (de 11 de novembro de 1975 até 04 de abril de 2002).

Logo na entrada, o busto de Antonio Agostinho Neto, que foi médico, escritor e político angolano, e principal figura do país no século XX. Foi presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola e em 1975 tornou-se o primeiro Presidente de Angola, até o ano de 1979.

A guerra começou imediatamente após Angola se tornar independente do domínio de Portugal.

Foi uma luta pelo poder entre dois antigos movimentos de libertação.

(Fuselagem de um helicóptero )

(Meu neto Heitor, seis anos, muito interessado em tudo que via)

A guerra devastou a infraestrutura de Angola e danificou seriamente a administração pública, os empreendimentos econômicos e as instituições religiosas da nação.

Fiquei encantada com as salas super bem conservadas todas em azulejo português!

Portugal governou Angola por mais de 400 anos, colonizando o território entre 1483 até a independência em 1975.

O presidente em exercício é João Lourenço desde 26 de setembro de 2017.

E também fiquei impressionada com a limpeza e cuidado de todo o local!

(Acima, vistas da cidade e viaturas militares)

Fortaleza de São Miguel, a proteger Luanda desde 1575!

Dados históricos: Wikipedia

“BENDITO SEJA O SENHOR, POIS FEZ MARAVILHOSA A SUA MISERICÓRDIA PARA COMIGO EM CIDADE SEGURA.” Salmos, 31-21

 

 

COMENDO A COMIDA TÍPICA DE ANGOLA!

A Luciana, amiga da Viviane minha filha, convidou-nos para almoçar com ela.

E claro, pediu para sua cozinheira preparar a comida típica daqui.

CALULU, FUNGE E FEIJÃO DE PALMA

“A culinária tradicional de Angola é influenciada pela portuguesa e pela moçambicana, tendo também recebido nos últimos anos uma forte influência da culinária brasileira.” Wikipédia

CALULU DE PEIXE

Esse que ela serviu foi feito com: peixe (corvina preta), peixe seco, quiabo, berinjela, gimboa (uma folha que parece couve muito fácil de ser encontrada), tomate, cebola e óleo de palma (nosso azeite de dendê).

Também tem o calulu feito com carne seca.

FEIJÃO DE ÓLEO DE PALMA

Feito com feijão branco e temperos, mais o óleo de palma que vem a ser o nosso azeite de dendê.

O caldo fica bem grosso e o sabor, uma delícia!

FUNGE DE BOMBO

Essa é a Jose e foi ela quem fez o funge, que nada mais é do que um pirão feito com água e farinha de mandioca ou de milho.

É o prato principal do angolano!

O segredo é bater muito bem, por isso ela colocou a panela no chão para bater melhor…

Nessa foto abaixo (tirada do Google), dá para ver como é feito o processo.

Essa moça sorridente da foto foi a responsável pelos pratos servidos.

( Bá, fazendo pose para a foto)

Ela acabou fazendo um prato de salada a pedido da Lu, mas deixou claro que não combina com os outros pratos.

(Aqui o meu prato com um pouquinho de cada coisa para experimentar)

(E aqui em primeiro plano o Funge de Bombo, depois o Calulu de Peixe, em seguida o Feijão de óleo de Palma e à direita, a salada).

Obrigada, Luciana por seu convite tão carinhoso!

“PORQUE NELE VIVEMOS, E NOS MOVEMOS, E EXISTIMOS, COMO TAMBÉM ALGUNS DOS VOSSOS POETAS DISSERAM: POIS SOMOS TAMBÉM SUA GERAÇÃO.” Atos, 17- 28

 

 

 

MINHA CHEGADA EM LUANDA, ANGOLA

E no domingo, dia 22 de abril, saí da minha casa para uma viagem há muito tempo planejada.

Primeiro ônibus até São Paulo, depois uma viagem de oito horas pela TAAG, rumo à Luanda.

Cheguei na manhã de terça feira, 24, com esse sol lindo e minha filha Viviane a me esperar.

Foi uma alegria só!

Isadora e Heitor decretaram feriado nesse dia, tudo para esperar a vovó!

No outro dia já saí à noite para um aniversário no Espaço Luanda e no dia seguinte, fui buscar e conhecer a escola onde meus netos estudam (mas isso vou contar em outro post).

À noite fomos ao cinema.

Eu, achando que ia apenas fazer companhia a eles por causa do filme em questão (VINGADORES, GUERRA DO INFINITO), mas qual não foi minha surpresa: amei o filme!!!

Simplesmente fantástico!!!

O primeiro passeio para fora foi à praia na Ilha do Cabo.

(Eu e Isadora dentro do carro indo para a praia)

Um lugar super pitoresco onde as crianças entraram no mar e nós (eu, Viviane e André) ficamos sentados no restaurante que dá para esse lugar.

(Isadora e Heitor)

O restaurante se chama Café Del Mar e a decoração dele é toda em madeira com sofás esparramados e super bem servido pelos garçons angolanos.

Achei lindíssimas as cubas da toalete e perguntei o nome da madeira, mas ninguém soube responder ao certo, só que ela veio da Tailândia.

Até o cardápio veio em uma prancheta de madeira…

E esse abaixo, foi o que pedi: Tranche de Peixe Branco Grelhado com Batata Rena Cozida e Legumes Salteados.

Nesse dia lindo, comemoramos o aniversário da Viviane!

E ainda queríamos ver o por do sol, mas as crianças já estavam ficando cansadas depois de tanta água!

E abaixo, o que ficou mais perto desse por do sol…

E, no domingo à noite, fomos à Igreja Videira.

Momentos lindos com uma música maravilhosa!

Quanta coisa já fiz em menos de uma semana!

Aguardem novos posts sobre essa temporada na África!!!

“SENHOR, TU ME SONDASTE E ME CONHECES. TU CONHECES O MEU ASSENTAR E O MEU LEVANTAR; DE LONGE ENTENDES O MEU PENSAMENTO. CERCAS O MEU ANDAR E O MEU DEITAR; E CONHECES TODOS OS MEUS CAMINHOS”. Salmos, 139- 1, 2 e 3.

 

 

 

 

 

 

 

 

FERNANDO PESSOA

Mais um texto lindo da minha filha Fabiane que nos leva passear por outros lugares desse mundão afora…
“Tenho em mim todos os sonhos do mundo”.
Com essa frase de Fernando Pessoa, que reflete muito o que eu sou, fui descobrindo um pouco mais desse poeta português, por quem minha mãe tem uma admiração gigante.
( Lisboa vista do Miradouro Senhora do Monte – cidade onde nasceu e
morreu Fernando Pessoa).
Morando em Lisboa, percebi o quanto sua obra é importante e reverenciada pelos portugueses.
Pessoa é considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa, e um dos maiores da literatura universal.
Diversos pontos da cidade relembram o poeta, locais por onde ele passou e que hoje prestam homenagem a esse lisboeta nascido em junho de 1888.
No Brasil Fernando Pessoa também é muito cultuado, mas confesso que pouco sabia da história da sua vida.
E descobri que temos ‘algo’ em comum: ele morou em Durban, na África do Sul, por cinco anos (eu moro em Cape Town, também na África do Sul, há dois anos e meio).
Ainda, ele adorava o café brasileiro. Por conta disso, frequentava no Largo do Chiado, em Lisboa, A Brasileira, um café inaugurado em 1905 e que vendia o genuíno café brasuca.
(Café brasileiro no A Brasileira, local frequentado por Pessoa e ponto
turístico no Largo do Chiado).
O café existe até hoje, e claro que estive lá.
O lugar preserva as características e móveis da época, com muito dourado, espelhos e grandes lustres.
Em frente ao estabelecimento há uma estátua em sua homenagem. Feita em bronze pelo escultor Lagoa Henriques, foi inaugurada em 1980, e representa Pessoa sentado à mesa na esplanada do café.
( Eu, batendo um papo com Fernando Pessoa!)
Também no Chiado fica a Livraria Bertrand, reconhecida pelo Guinness World, em 2011, como a livraria mais antiga do mundo em funcionamento.
Dividida em sete salas, cada uma tem um nome de um escritor famoso.
A Fernando Pessoa coube a sala sete, a última da livraria, onde fica o Café Bertrand. Na parede, um grande mural de Tamara Alves em homenagem ao poeta.
(Fernando Pessoa dá nome à sala sete, na mais antiga livraria em
funcionamento do mundo).
Um pouco acima do Chiado, no Largo do Carmo, um prédio pode até passar despercebido, já que em frente fica o Convento do Carmo.
O lugar é um antigo convento da Ordem dos Carmelitas da Antiga Observância. A construção, que foi a principal igreja gótica de Lisboa, ficou em ruínas no terremoto de 1755, e não foi reconstruído.
Atualmente as ruínas abrigam o Museu Arqueológico do Carmo, e visitar o local é voltar ao passado.
Fiquei encantada em ver o que restou do terremoto, e imaginar como era tudo antes.
Uma visita que vale muito a pena.
(Fachada do Convento do Carmo, vista que Pessoa tinha da sua
sacada).
Mas, voltando ao prédio que poderia passar despercebido…
Duas coisas chamam a atenção.
Na sacada do primeiro andar, uma figura feita em arame, usando uma
gravata borboleta e um chapéu, já intriga os observadores. Ao chegar à porta do prédio, a revelação.
Ali morou Fernando Pessoa, em 1911.
Atualmente o apartamento está vazio.
( Ainda hoje o poeta observa o movimento do Largo do Carmo).
( A placa indica onde Pessoa morou, em 1911).
Já no Campo de Ourique fica a Casa Fernando Pessoa, um espaço cultural inaugurado em novembro de 1933.
A ‘casa de poesia’, como é chamada, foi onde Pessoa morou nos últimos quinze anos de sua vida, de 1920 a 1935.
Fernando Pessoa faleceu em 30 de novembro de 1935, aos 47 anos, em
consequência de uma crise hepática.
Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de novembro: “I know not what tomorrow will bring” (Eu não sei o que o amanhã trará).
( Fachada da Casa Fernando Pessoa, um lugar de pura poesia).
“ASSIM RESPLANDEÇA A VOSSA LUZ DIANTE DOS HOMENS, PARA QUE VEJAM AS VOSSAS BOAS OBRAS E GLORIFIQUEM O VOSSO PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS.” Mateus, 5- 16

DESCOBRINDO PORTUGAL

Fabiane é a minha filha jornalista e foi para ela que escrevi “Meu Ninho Vazio“, em setembro de 2015.

A partir daí, ela voou mesmo, mas continua mandando textos lindos para esse blog, como: “Muita Cultura no Centro de Cape Town“, “A Prisão de Mandela“, “Entre o Mar e as Montanhas” além de outros que você encontra em “Viagens”.

Agora segue esse, diretamente de Portugal!

“Descobrindo Portugal

Há um mês e meio troquei a África pela Europa.

Na verdade não chega a ser uma troca, já que serão apenas seis meses aqui e depois volto para Cape Town (África do Sul).

Vim estudar Marketing Digital em Lisboa, e tenho aproveitado para fazer passeios culturais e gastronômicos!
Cheguei ao final da primavera, e agora no outono o frio já tem dado sinais, mas sempre com dias ensolarados, o que deixa a cidade com ar ainda mais europeu.

( Lisboa vista do alto, banhada pelo rio Tejo).

Lisboa é uma cidade pequena e muito fácil de entender.

Tem ônibus (auto carro), metro, trem (comboio), elétricos e barco que levam para todos os cantos. E há ainda a opção de andar a pé pelo centro e descobrir alguma rua estreita, mas que guarda sua beleza e uma parte da história portuguesa.

( Arquitetura de Lisboa, casarios antigos e flores nas janelas colorem o outono europeu).

Diversos são os pontos turísticos, mas já tenho minha lista com os meus preferidos.

O primeiro é o Castelo de São Jorge, que tem uma das vistas mais lindas de Lisboa. Construído pelos muçulmanos em meados do século XI, a fortificação era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela.

( O Castelo é aberto para visitas e o passeio é uma volta à história).

Outro ponto muito bonito é a Praça do Comércio, localizada junto ao rio Tejo.

É uma das maiores praças da Europa, e ao seu redor há diversos restaurantes e feirinhas. O lugar abrigou o palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos e hoje seus prédios antigos são ocupados por alguns órgãos do governo.

( A Praça do Comércio fica entra o rio Tejo e o Arco da Augusta, na baixa Lisboa).

Na parte norte da Praça fica o Arco da Rua Augusta, um símbolo da Lisboa renascida das cinzas após o terremoto de 1775.

A Augusta é uma rua apenas para pedestres, repleta de lojas e restaurantes típicos.

Há sempre músicos tocando em alguma esquina, e o cheiro de comida se espalha pelo ambiente.

( O Arco liga a rua Augusta à Praça do Comércio).

Foi lá que experimentei o pastel de bacalhau (o nosso bolinho), recheado com o queijo Serra da Estrela, um queijo português feito com leite de ovelha.

Maravilhoso!

( Vitrine da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau).

A Torre de Belém também é um cartão postal da cidade.

Considerada Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1983, a torre fica às margens do rio Tejo e tinha inicialmente função militar. Sua construção teve início em 1514 e término em 1519.

Hoje é um dos locais mais visitados por turistas em Portugal.

( A Torre de Belém é cartão postal da cidade, e o bairro é repleto de atrações).

Vizinho da Torre, o Mosteiro dos Jerônimos (também conhecido como Mosteiro de Santa Maria de Belém) teve suas obras iniciadas em 1502.

A sua construção foi uma iniciativa do rei D. Manuel I, mas prolongou-se por centenas de anos. O prédio é maravilhoso, sua arquitetura é incrível, mas a fila para entrar exige paciência.

( Mosteiro dos Jerônimos visto da praça do Império).

Na mesma rua do Mosteiro fica o mais tradicional pastel de nata de Portugal: o Pastéis de Belém.

Fundado em 1837 ele mantém até hoje sua receita secreta oriunda do mosteiro. Impossível comer um só!

A fila assusta, mas a dica é entrar na pastelaria e pedir os pastéis, que são servidos quentes e sempre fresquinhos. Na minha primeira ida pedi um, porque não tinha certeza se iria gostar. Nas vezes que voltei lá (em pouco mais de um mês já fui três vezes!) nunca consigo comer menos de dois!

(Pastéis de Belém acompanhados de um cafezinho: de comer rezando!)

Ainda em Belém há outro ponto turístico, o Padrão dos Descobrimentos.

Às margens do rio Tejo, o monumento foi inaugurado em 1960, em comemoração aos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, ‘o impulsionador das descobertas’.

O por do sol visto daqui é lindo!

E logo à frente fica a famosa ponte 25 de Abril (data em que se comemora o dia da Liberdade), que liga a cidade de Lisboa à cidade de Almada.

( À esquerda o monumento, e ao centro a ponte 25 de Abril, tendo a lua como companhia).

No centro da cidade a dica é conhecer o Parque Eduardo VII, o maior parque do centro de Lisboa.

O nome é em homenagem ao rei Eduardo VII do Reino Unido, que visitou Lisboa em 1902 para reafirmar a aliança entre os dois países.

O espaço foi inaugurado em 1945 e do alto a vista é linda, chegando até o rio Tejo.

A faixa central faz um desenho com a grama e pequenos arbustos.

( Vista geral do Parque Eduardo VII, no centro de Lisboa).

Também já estive em algumas cidades próximas à Lisboa, como Sintra, Cascais e Estoril.

Mas isso rende assunto para um próximo post!

Obs: Se quiser acompanhar minha viagem por Portugal e minhas aventuras pela África, meu Instagram é Fabiane Prohmann.”

Adorei conhecer Lisboa pelos seus olhos, filha!

Aguardamos mais textos logo!!!

Obrigada!

“PORQUE COM ALEGRIA, SAIREIS E, EM PAZ, SEREIS GUIADOS; OS MONTES E OS OUTEIROS EXCLAMARÃO DE PRAZER PERANTE VOSSA FACE, E TODAS AS ÁRVORES DO CAMPO BATERÃO PALMAS.”Isaías, 55- 12

 

FLORES EM CIANORTE

Primavera começando e recebo convite para ir a CIA FLORA 2017, 4ª FEIRA DE FLORES DE CIANORTE, de 15 a 17 de setembro no Centro de Eventos Carlos Yoshito Mori.

E no dia 16, um sábado, aniversário da minha amiga Rose, lá fomos nós, com a Maria Teresa e motorista, conhecer a feira.

Quem nos recebeu e nos acompanhou foi a Patrícia, sobrinha da Maria Teresa, e que trabalha na Emater.

Claro que foi uma maravilha para nós, podermos contar com a experiência e amabilidade que ela nos dispensou o tempo todo.

Primeiro paramos em um Pesque Pague bem perto da cidade, onde almoçamos e cujo ponto alto, foram as tilápias fritinhas! Deliciosas!

Nós três amamos flores e temos o nosso jardim bem cuidado, mas nada se compara ao da Rose que tem inúmeras qualidades, e um sem número de plantas de todos os tipos e tamanhos.

Pois era ela a mais animada!

Gente, passamos horas ali dentro!

Tirei tantas fotos que tive que ir organizando assim juntas porque esse post não teria fim…

Eram orquídeas, azaleias, rosas, samambaias, trepadeiras, violetas e tantas, tantas outras…

Uma profusão de cores, tamanhos, beleza de encher os olhos!

Nessa hora vemos a beleza da criação!

E as Suculentas, então? Um capítulo à parte! Pequenas joias verdes, cada uma com suas folhas próprias, diferentes e tão belas!

E suportes, grandes, pequenos, vasos, vasinhos e vasões, de chão, de parede, para todos os gostos e bolsos.

Um lugar para descansarmos e tomarmos fôlego, apesar que nossa amiga Rose, de tão feliz e compenetrada, nem sentia cansaço…

E para não dizer que saí sem comprar nada, trouxe o meu primeiro Bonsai chamado Planta de Jade! Adorei!!!

“E DISSE DEUS: PRODUZA A TERRA ERVA VERDE, ERVA QUE DÊ SEMENTE, ÁRVORE FRUTÍFERA QUE DÊ FRUTO SEGUNDO A SUA ESPÉCIE, CUJA SEMENTE ESTEJA NELA SOBRE A TERRA. E ASSIM FOI.” Gênesis, 1- 11