BOLO DE IOGURTE GREGO

Essa receita encontrei no site da Nestlé e fiz para saber se realmente ficava um bolo macio, fofo, gostoso e fácil.

Ele é tudo isso!!!

Não usa batedeira e nem liquidificador!

Por isso não tem mais desculpa; naquela hora que der vontade de um bolo com café…é simples: entre no meu blog e copie a receita.

bolo iogurte

INGREDIENTES

1 xícara de óleo

2 potes de iogurte grego tradicional

4 ovos (inteiros)

2 xícaras de farinha de trigo

1 xícara de açúcar

1 colher (sopa) de fermento

Coloque os ovos em uma tigela e misture.

Coloque o óleo e o iogurte mexendo bem.

Em seguida o açúcar, farinha e fermento mexendo bem a cada adição.

Leve para assar em forma untada, em forno médio (180º) e previamente aquecido por uns 30 minutos.

bolo iogurte grego

Pode servir acompanhado de geleia, doce de leite ou nata.

De qualquer modo, é delicioso!!! 

ANTONINA

Antonina me remete às mais doces lembranças…

Foi lá que vivi minha adolescência e passei quatro anos cursando o “Ginásio”.

Foi lá que “conheci o mar” (ver crônica do dia 23 de janeiro).

Foi lá que nasceu minha irmã caçula, Raquel.

É de lá que vem a vontade de passar novamente por aquelas ruas centenárias, cheias de histórias, sentir o cheiro do mar e pensar que voltei a ser jovem, só por um instante…

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ANTONINA

Morei lá.

Fiz ginásio, fiquei mocinha,

aprendi a paquerar.

Usei meu primeiro sutiã

sem nem ter o que aparar.

—–

Passeava pela pracinha

nos domingos, ao entardecer

e com amigas da escola

um filme sempre ia ver.

—–

No teatro do colégio

representei muitas vezes.

Fiz a Bela, a Virgem, anciã,

fui cantora, menino, negrinha,

ganhei até papel de vilã.

—–

Bons tempos eram aqueles

de passeios à prainha,

Ponta da Pita, Mercado

e o começo dos namoros

sempre com “velas” ao lado.

—–

A cidade se iluminava

de foguetes lá no morro.

Era a festa da padroeira

em pleno mês de agosto.

—–

A brisa era suave,

o sol era quente,

o céu tão azul,

o coração contente…

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(Do meu livro Um Pouco de Mim)

Imagens: 1) http://www.tripadvisor.com; 2) viageiro.com

 

ARROZ COM AMÊNDOAS

Como é grande a diferença de preço entre a amêndoa com casca e a já descascada e torrada, vou mostrar como é fácil prepará-las.

Coloque as amêndoas em água fervente e deixe por três minutos.

Retire e descasque.

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Ela solta as cascas e você só tem de puxá-las.

Com uma faca, corte-as no sentido de comprimento.

Em uma frigideira, coloque 1 colher (de sopa) de manteiga, junte as amêndoas descascadas e cortadas e mexa até dourar.

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Pronto! Só isso! Reserve.

Agora, vou mostrar a panela que me dei de presente e foi nela que preparei o arroz.

DSC07705INGREDIENTES

4 colheres (sopa) de óleo

1 cebola picadinha

2 dentes de alho

sal

2 xícaras de arroz

Frite o alho e cebola no óleo.

Junte o arroz e deixe fritar um pouco.

Coloque água e deixe ferver até secar.

Junte as amêndoas e mexa delicadamente.

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Tão simples e tão sofisticado!!!

 

 

 

A MÃE QUE VIROU LOBO

Estávamos, há muitos anos atrás, em uma pequena cidade de Minas onde o trilho do trem cortava toda a cidade.

Ele vinha apitando forte nas curvas, menos na Sexta Feira Santa quando não se podia falar alto, nem assobiar, muito menos ligar o rádio em casa.

Assobiar o vovô não deixava mesmo!

– Mulher distinta, não assobia!

E eu que estava longe de ser mulher e nem sabia o que era distinta, apenas obedecia sem graça.

E lá ia o tempo passando, devagar, porque tudo ali era sem pressa.

Foi quando mamãe resolveu brincar “de mentirinha” comigo.

– Sabe, querida, que às vezes eu viro lobo?

– Como assim? Perguntei.

– Eu vou andando pelos trilhos até aquela curva e quando volto, sou um lobo.

Fiquei pensando, pensando e resolvi que queria ver.

– Quero ver, mãe, se isso é verdade!

– Pois então veja, mas não vale chorar!

E lá fiquei eu, na beira do trilho enquanto ela desaparecia na curva.

Nem lembro bem o que se passou na minha mente àquela hora: medo, angústia, dúvida…talvez!

E ela voltou.

lobo mau

Era um lobo, andando sobre duas pernas, com as roupas de minha mãe mas a cara de um lobo.

Horrorizada, corri até ele abraçando sua cintura e gritando:

– Não, mamãe! Não quero você lobo! Por favor! Vire minha mãe outra vez!

E mamãe me abraçava sorrindo dizendo:

– Mas sou eu, filhinha, sua mãe!

E eu com os olhos fechados, respondia:

– Não! É o lobo! Volte, mamãe!

E assim ficamos abraçadas, durante muito tempo!

mãe e filha

Muitos e muitos anos depois, quando nos reunimos para conversar, sou alvo das risadas de todos e ainda juro que vi minha mãe virar lobo.

E ela quando perguntada, sorri enigmaticamente e sacode a cabeça como quem diz:

– Quem sabe?

(Do meu livro Confidências ao Meio Dia, com um segundo título: O PODER DA SUGESTÃO)

Imagens: 1) http://www.popscreen.com; 2) galeria.colorir.com

 

SOBREMESA DE FRUTAS VERMELHAS

Ainda mostrando as receitas de final de ano, essa fiz para levar na casa da minha sobrinha, Alexandra.

É uma adaptação de uma receita da Daniela Caldeira e, para quem gosta de doce, é perfeita: bem doce!

Você pode montar em taças individuais ou em um pirex bonito.

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O segredo é não deixar o brigadeiro passar do ponto: ele tem que ficar molinho!

Não esqueça que ele endurece a medida que esfria!

INGREDIENTES

1 pacote de suspirinhos

1 caixa de morangos

2 caixas de amoras

250 gramas de cerejas

2 latas de leite condensado

1 colher (sopa) de manteiga

frutas verm.1Numa panela coloque o leite condensado e a manteiga.

Faça um brigadeiro mole, retire e deixe esfriar bem. Reserve.

Lave as frutas e deixe escorrer completamente (deixe bem secas).

Num pirex, ou taça, coloque os suspiros quebradinhos seguidos das frutas vermelhas picadas.

Em seguida, cubra tudo com o brigadeiro branco.

Enfeite com um pouquinho de suspiros e frutas inteiras.

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Sirva bem gelada.

 

 

 

ESTADO DE GRAÇA

Como estamos curtindo uma nova gravidez na família (minha nora Patrícia), lembrei dessa poesia que fiz para meus três filhos: Viviane, Fabiane e Paulo Emílio.

Esse sentimento não é só meu; pertence a todas as mulheres que um dia também se sentiram “rainhas”.

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ESTADO DE GRAÇA

Foram três as gravidezes.

São três os filhos que tenho.

Como eu já os amava,

como já orava

pedindo por eles.

—–

Enquanto a barriga crescia

eu me sentia rainha.

Forte, mas tão carente,

poderosa, mas tão vulnerável,

linda, mas tão diferente.

—–

E quando sentia mexer

de um lado a outro o bebê,

parava, escutava,

sentia, apalpava,

como queria ver!

—–

E conversávamos muito,

sobre o mundo, sobre a vida…

E já via suas carinhas

risonhas, bonitas, faceiras,

e os via a crescer fortes,

donos do mundo,

tudo em sua volta vencer.

—–

E meu corpo transformava-se

em luz, por onde passava.

E era de dentro que vinha

como um abraço a nos envolver

filho e mãe,

um amor tão grandioso

 que já existia

muito antes de nascer.

—–

Foram três as gravidezes.

São três os filhos que tenho.

São companheiros, amigos,

são jóias, são tesouros

no coração escondido.

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(Do meu livro Um Pouco de Mim)

Imagens: 1) http://www.maternidadecolorida.com.br; 2) http://www.informaternal.com.br

 

 

BURRATA COM TOMATE E PESTO

Fiz essa maravilha de aperitivo no Natal passado.

Fez um sucesso daqueles!!!

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Burrata é um queijo cremoso (originário da Itália) e é um meio termo entre a muçarela de búfala e a manteiga. Deve ser consumida fria (não levar ao fogo). 

Procurei em uns três super mercados e mais um empório e não encontrei.

Resultado: usei minha criatividade e fiz diferente.

O manjericão também não achei, mas encontrei um vidro (caro!!!) desse molho pronto.

INGREDIENTES

1 copo de requeijão cremoso

3 polenguinhos amassados

1 punhado de manjericão

azeite de oliva extra virgem

6 castanhas do pará

50 gramas de queijo parmesão ralado

4 tomates maduros e firmes (picados em cubos pequenos)

1 dente de alho (descascado e cortado ao meio)

sal

pimenta do reino

azeite

pão italiano

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Pegue os tomates e tempere com o sal, pimenta, azeite e o alho. Deixe na geladeira por no mínimo uma hora e retire o alho quando for montar o prato.

Bata no liquidificador o manjericão, azeite, as castanhas e o queijo ralado. Se necessário, adicione mais azeite e acerte o sal. (Eu coloquei metade do vidro de molho pesto pronto e adicionei as castanhas e queijo). Reserve.

Peque o polenguinho e misture com o requeijão.

(Lembre-se que fiz assim por não ter encontrado a burrata pronta!)

Montagem: monte uma cama com os tomates, coloque a burrata por cima e decore com o molho pesto.

Corte o pão em fatias e sirva com o aperitivo.

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Aí você pega uma fatia do pão e coloca um pouquinho de tudo!

Huuuuummmm!!!!

 

O DIA EM QUE CONHECI O MAR

Eu acabara de completar doze anos.

Menina ainda, magrinha, curiosa e cheia de energia quando desembarquei do trem na estação da pequena cidade de Antonina, litoral do Paraná.

Cidade histórica com um porto que teve seus dias de glória e, agora, tristemente abandonado, com sua gente calma, sentada em cadeiras nas calçadas vendo o tempo passar.

E foi ali que chegamos, vindo das Minas Gerais, para morarmos.

Nem bem deixamos as malas na casa do velho casal que iria nos hospedar por um bom tempo até acharmos uma para alugar, corremos pelas ruas estreitas de paralelepípedos gastos, até o Mercado Municipal que era a “porta” do mar.

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Ali eu parei, olhando, absorvendo cheiros, sentindo na pele o vento passante que desmanchava meus cabelos.

E fui caminhando como uma encantada até ele.

– Tire seus sapatos! Ouvi meu pai falando.

E depressa tirei, sentindo na planta dos pés o roçar da areia úmida fui caminhando enquanto ouvia minha mãe, braços abertos, cantarolar Caymi: “o mar, quando vai lá na praia, é bonito é bonito, é bonito demais”.

E lá na beirada, onde as ondas vinham aos poucos se chegando, eu parei.

Lembrei do que me disseram sobre a água do mar ser salgada e olhei para meu pai que, adivinhando meu pensamento, mandou que eu molhasse meus dedos nela e experimentasse: provei, senti seu sabor e experimentei novamente para acreditar.

Então entrei na água, molhando todo o meu vestido rodado!

As ondas me saudavam suaves enquanto gaivotas faziam festa sobre nossas cabeças.

O sol se despedia tranquilo e o mar me recebia com seus “braços” abertos (se braço os tivesse) e me oferecia toda sua grandeza, seu poder, sua magia envolvente.

E eu me apaixonei por ele!

Estava feliz por poder morar ali onde teria todo o dia, o dia todo, esse mar para mim!

E muitas alegrias em minha vida, tiveram o mar como testemunha: pescarias, passeios de barco, muitos amores…

Dizem que o mineiro ama o mar porque não o tem, mas a recíproca foi verdadeira, a sintonia foi real.

Ah, mar!

antoninaImagens: 1) rapps.ademadan.org.br; 2) specialparana.com

 

 

 

TRÊS MELHORES MUSSES

Observação: a palavra “Mousse” vem do francês, mas já está aportuguesada e é um substantivo feminino.

Em dezembro participei de um encontro onde cada um levava alguma coisa.

Resolvi preparar essas musses que selecionei como as melhores.

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MUSSE DE DOCE DE LEITE

INGREDIENTES

1 lata de doce de leite

2 caixinhas de creme de leite(gelado)

80 gramas de chocolate ao leite (derretido em banho maria)

3 claras (batidas em neve)

3 colheres (sopa) de açúcar

Misture o doce de leite (eu usei o leite condensado cozido em panela de pressão por 30 minutos) com o creme de leite e o chocolate derretido.

Bata as claras em neve e junte o açúcar batendo bem.

Misture tudo delicadamente e leve para gelar.

DSC07725MUSSE DE MARACUJÁ

INGREDIENTES

1 lata de leite condensado

a mesma medida de suco de maracujá (concentrado)

1 lata de creme de leite

Coloque tudo no liquidificador e bata (não precisa bater muito, somente o necessário para misturar).

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MUSSE DE CHOCOLATE

INGREDIENTES

1 lata de leite condensado

1 lata de creme de leite

1 barra de chocolate ao leite (derretido em banho maria)

1 folha de gelatina branca

3 colheres (sopa) de água quase fervente

Pegue a folha de gelatina e deixe um pouquinho de molho em água fria. Retire e coloque na água quase fervente. Mexa e reserve.

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e junte a gelatina dissolvida.

Bata rapidamente.

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Pode enfeitar com raspas de chocolate ou chocolate granulado.

 

 

 

 

CESAR

Quando eu estava dando meus primeiros passos neste blog, postei dois poemas dedicados aos meus netos (ISADORA em 12-06 e HEITOR em 13-06) que fiz antes de nascerem.

Hoje compartilho com vocês a alegria de um terceiro neto que está a caminho, filho de meu filho PAULO EMÍLIO e minha nora PATRÍCIA.

Essa notícia foi dada na noite de Natal e a foto abaixo foi tirada no meio de toda essa alegria da revelação.

25.12.13 - natal m+úe (18)

E, é claro, a inspiração veio nessa poesia dedicada a ele.

CESAR 

Que alegria a notícia

em plena noite de Natal!

Um presente embrulhado,

uma surpresa genial!

—–

Na caixa, dois sapatinhos:

um azul o outro rosa,

que mamãe tão bem preparou

em segredo, toda prosa.

—–

E vovó foi quem abriu

o pacote pequenino.

Era charuto, imagine,

e ela gritou: é menino!

—–

Festa de novo em família,

todo mundo se abraçou.

De tantos beijos e abraços,

meu papai até chorou.

—–

Pois é… estou chegando!

Lindo, forte, muito amado.

Meus quatro primos me aguardam

com a Felícia ao seu lado.

—–

Vamos ser muito felizes,

Papai do Céu quer também.

E eu, pequeno Cesar 

termino dizendo Amém!

—–

OBSERVAÇÃO: Felícia é a filha canina dos papais felizes Paulo e Pati.