PROFESSOR, UM ATO DE AMOR!

Sou professora, filha de pais professores e imensa, total e profundamente admiradora daquele que foi, para mim, o maior exemplo de um educador: Rubem Alves.

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Já escrevi sobre ele aqui, no texto 19 Dias  sem Rubem Alves.

Ele é um daqueles escritores que faz magia com as palavras e possui um estilo inconfundível e,para ele, um grande mestre nasce da exuberância da felicidade, da alegria de ensinar: ser mestre é ensinar com alegria, é ensinar a felicidade.

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“Educadores antes de serem especialistas na ferramenta do saber devem ser especialistas em amor, interprete de sonhos, proclamadores da alegria e da felicidade. Pois, para Rubem Alves, tudo começa com um ato de amor.

A escola e o professor, não devem existir para ensinar ao aluno as respostas, mas para ensinar as perguntas. E, um grande mestre, além de ensinar o que sabe, deve ensinar o que não sabe. Na busca dos sonhos e da felicidade de nossos alunos, nós educadores, devemos construir novos saberes.

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Rubem Alves propõe que para se entrar numa escola alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros bem que podem dar lições aos professores. Os banquetes não se iniciam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome. Nós professores temos que despertar a fome pelo conhecimento em nossos alunos, como faz o bom cozinheiro quando deixa a porta da cozinha aberta para que os aromas possam percorrer pela área de jantar e fazer os estômagos dos frequentadores roncarem de fome.” (Protexto)

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“Lembrem-se de que vocês (educadores) são pastores da alegria, e que sua responsabilidade primeira é definida por um rosto que lhes faz um pedido: por favor, me ajude a ser feliz…) Rubem Alves

Imagens: 1) oespiritualismoocidental.blogspot.com; 2) direcionalescolas.com.br; 3) http://www.iesa.ufg.br; 4) joycebaldini.blogspot.com

” O DISCÍPULO NÃO ESTÁ ACIMA DO SEU MESTRE; TODO AQUELE, PORÉM, QUE FOR BEM INSTRUÍDO SERÁ COMO O SEU MESTRE.” Lucas 6- 40

 

AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE UMA AVENTURA

Então… vocês leram o que escrevi há alguns dias atrás sobre “o meu ninho vazio”.

Agora vou transcrever um texto que minha filha Fabiane me enviou de lá, sua nova morada.

Como excelente jornalista que é (já contribuiu aqui no blog com “Feiras Gastronômicas”) vai nos levar a conhecer essa cidade fantástica em plena África do Sul: Cape Town!

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(Fabiane em Sea Point)

“Sempre ouvi dizer que o sonho de muitos é morar onde as pessoas tiram férias. Pois foi o que eu resolvi fazer.

Em dezembro do ano passado estive em Cape Town, África do Sul, por uma semana e fiquei completamente apaixonada por tudo.
A cidade é limpa, acolhedora, com excelentes shoppings e restaurantes, pontos turísticos incríveis, enfim, sonhei em um dia morar aqui.

Aqui porque a quatro dias Cape Town é minha nova ‘casa’. Vim passar três meses, estudar inglês, passear, talvez trabalhar, enfim, vim atrás de novidades!

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(Ao fundo Table Mountain)

E em apenas quatro dias já fiz muitas descobertas!

A primeira, e mais importante, é que por mais que você queira muito morar fora e que isso seja um grande sonho, você vai sofrer. Não, não estou sendo pessimista nem desencorajando quem pretende se arriscar por novos caminhos. Isso é real e inevitável. Claro que os primeiros dias são os mais difíceis, e sei que logo estarei bem adaptada, mas até lá…
Antes de vir, minha maior preocupação era com relação à moradia.

Em Curitiba, minha cidade, moro sozinha há mais de dez anos. E amo!! Sou super organizada, gosto de tudo no lugar, não gosto de dividir coisas, tenho muitas manias. Durmo tarde, acordo tarde, tenho fome de madrugada, adoro assistir televisão e ficar trocando os canais, nunca fico no silencio, necessito de uma xícara de café preto assim que acordo, como chocolate todos os dias…

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(Waterfront)

E, de repente, vim para a casa de uma senhora sul africana, de quem eu não tinha informação nenhuma. Mas, por sorte e benção de Deus, essa mulher é um amor! Toda vez que chego em casa ela pergunta como foi meu dia, quer saber detalhes, me força a falar inglês, me corrige quando erro, é extremamente atenciosa e carinhosa.
A localização da casa também é abençoada.

Estou em Sea Point, o segundo melhor bairro de Cape Town – perde apenas para Waterfront, que é a melhor região da cidade, e fica a 40 minutos a pé de onde estou. Ah! E da janela do meu quarto eu vejo o mar, que fica a uma quadra de distância.

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(Waterfront)

A escola, que eu achei que seria tranquila, foi péssima no primeiro dia!

Minha aula começa às 9h e vai até às 12h40. A professora só deu gramática, fiquei super frustrada. Achei que seria uma aula de conversação, onde poderia ‘gastar’ todo o meu inglês! Sai de lá odiando ter tido essa ideia estapafúrdia de estudar inglês na África!
Já o segundo dia foi melhor. A primeira parte foi de gramática e depois de conversação. Acredito que logo entrarei no ritmo e vou gostar mais.
Outra frustração foi com relação às novas amizades.

Eu, que converso até com a porta, não falei com ninguém no primeiro dia.

Todos já tinham suas turminhas e, aparentemente, eu não me encaixava em nenhuma delas. Mas no segundo dia já consegui trocar algumas palavras com um grupo de brasileiros. Sim! Eu sei que a dica é não falar com brasileiros, mas minhas opções na escola não são muitas: brasileiros, angolanos (que também falam português), e árabes, que tem o inglês mais difícil de entender de todo o mundo! Ou seja, vamos falar com os brasileiros em inglês, porque na escola é proibida outra língua!

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(Waterfront)

A comida, para quem me conhece, sabe que é um capítulo a parte.

Não gosto de um monte de coisa, outras tantas fecham a minha glote (hahahaha!!!), ou seja, tenho muita dificuldade nesse quesito.
Café da manhã é tranquilo: café preto com pão ou bolacha. Almoço também não tenho problemas, porque eu tenho ido todos os dias para Waterfront, onde tem um milhão de opções – desde Mac Donald’s e KFC, a restaurantes de massas e frutos do mar divinos.
O problema é o jantar, que é servido às 19h, pela dona da casa.

No primeiro dia cheguei tão cansada que não quis jantar. A diferença de fuso é de 5 horas para mais aqui, então tudo o que eu queria era dormir.
Nos outros dois dias a comida estava boa para mim: arroz, carne de panela e legumes. Mas ontem foi um problema. Tinha pasta de berinjela, bolinho de alho com frango, sopa de sei lá eu o que e filé de frango frito. De tudo isso, a única coisa que eu como é filé de frango. Peguei um pedaço, e quando dei a primeira garfada… Muito gosto de cebola!

Voltei para o meu quarto e me atraquei no pacote de bolacha e nas barras de chocolate que comprei no segundo dia!

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Sei que logo vou estar adaptada, e começarei a curtir mais a cidade e todas as suas belezas. Tenho certeza de que farei amizades e de que meu inglês vai melhorar muito. Os primeiros dias são sem dúvida os piores.
Mas graças a Deus existe FaceTime e WhatsApp!

Assim recebo o apoio e carinho dos meus pais, meus irmãos e das minhas amigas (Top5, Lufas, Santas, Fas+A, Lulus, Tati, Bibs). Sem vocês sem dúvida seria muito mais difícil!!”

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Fabi, nós adoramos e vamos esperar mais textos e fotos daí, OK?

” O CHORO PODE DURAR UMA NOITE, MAS A ALEGRIA VEM PELA MANHÃ.” Salmos 30- 5

CIDADES ONDE MOREI: 7- ANTONINA

Terminei meu post anterior sobre Ourinhos, contando que é de Antonina minhas melhores recordações.

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Pudera, ali conheci o mar, fiz amizades, e como uma adolescente que era, me apaixonei pela primeira vez…

Antonina está a 90 Km de Curitiba e foi fundada em 1714 sendo uma cidade histórica e turística com seu Porto, Igreja Matriz, Mercado Municipal, Prainha, Ponta da Pita, etc.

Ali cheguei com 11 para 12 anos e fiz todo o ginásio, coisa inédita para mim que nunca começava e terminava nada no mesmo lugar.

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Meu pai era professor de Português, Inglês e Latim (alguém se lembra?) e pastor da Igreja Presbiteriana Independente e minha mãe dava aulas de Educação Artística.

Era ela quem fazia as festas no Colégio, desde escrever as peças de teatro, ensaiar e apresentar nos palcos do Ginásio e até no Cinema Municipal.

Eu era a artista e amava tudo aquilo!

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(As Baianas e eu em evidência, é claro!)

Trabalhei em inúmeras peças: fui a Bela, de A Bela e a Fera; a Ritinha, uma escrava de Os Negros também tem Alma; a Virgem Maria, no nascimento de Jesus; a dona Carlota, na comédia Um Marido em Apuros; o menino pobre, na poesia de São Nicolau; além de cantar e dançar de baiana (foto acima), gaúcha, odalisca, etc.

Se a Globo me visse naquele tempo, me contratava (sem falsa modéstia!).

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(Aqui no Morro do Bom Brinquedo e a cidade lá embaixo).

No último ano do ginásio, nossa turma toda veio até a Capital para tirarmos nossa foto porque lá não tínhamos quem fizesse esse trabalho.

E de trem! A estrada era a da Graciosa e eu enjoava muito…

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E a foto ficou assim:

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Não tínhamos TV, telefone, celular, computador, internet e éramos tão felizes!

À tardinha sentávamos em cadeiras na calçada e jogávamos conversa fora enquanto víamos o dia se despedir.

Quando a noite chegava, mamãe contava histórias na varanda de casa e era um momento mágico!

Ali nasceu minha irmã caçula, Raquel.

Além das duas crônicas que marquei acima ( O dia em que conheci o Mar e A Contadora de Histórias), tem uma poesia Antonina aqui no blog.

Saímos para morar em Curitiba no ano de 1964.

Imagens: 1) http://www.redecedes.ufpr.br; 2) ronelcorsi.blogspot.com; 3) http://www.parana-online.com.br

“EM PAZ TAMBÉM ME DEITAREI E DORMIREI, PORQUE SÓ TU, SENHOR, ME FAZES HABITAR EM SEGURANÇA.” Salmos, 4- 8

CIDADES ONDE MOREI: 5- SANTA CRUZ DO RIO PARDO

Depois de Minas e Paraná, seguimos para o estado de São Paulo.

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Foi em Santa Cruz que fiz o quarto ano primário e não foi nada fácil…

O Grupo Escolar Sinharinha Camarinha onde fui estudar, leva o nome da família Camarinha que sempre foi uma das mais influentes na política local e ainda participa da administração pública até hoje.

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Estudei muito para alcançar a classe, mas valeu a pena porque no dia da formatura, a professora fez um enorme elogio sobre a menina que veio do Paraná e conseguiu estar entre as primeiras colocadas e ser a oradora da turma.

É… desde esse tempo eu já gostava de falar!

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E falando em política, foi ali que vi a primeira discussão às portas de casa.

Minha mãe tomou-se de amores pelo então candidato ao governo, Ademar de Barros e colocou na porta um enorme retrato dele.

Minha tia, chega de surpresa com minha prima, com um vestido lindo, rodado (fiquei babando nele) todo aplicado com vassourinhas, que era o símbolo da campanha do Jânio Quadros. 

Parou na porta e disse que não entrava enquanto minha mãe não tirasse a foto do Ademar…

Sabe que nem lembro se a tal foto foi tirada ou se minha tia acabou entrando em casa porque eu literalmente não desgrudava os olhos do vestido da minha prima…

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Terminou o ano e… novamente nos mudamos, para ali pertinho: Ourinhos onde fiz a quinta série.

Essa é a próxima cidade onde morei.

Imagens: 1) cafepasa.blogspot.com; 2) www2.uol.com.br; 3) http://www.cidade-brasil.com.br

” HÁ CAMINHO QUE AO HOMEM PARECE DIREITO, MAS O FIM DELE SÃO OS CAMINHOS DA MORTE.” Provérbios, 14- 12