POESIA EM VÍDEO

Há muito tempo, coloquei no youtube alguns vídeos de histórias infantis.

Na verdade, 4 pequenas histórias e um vídeo das comidinhas da vovó.

Nunca mais coloquei nada ali.

Acontece que comecei a gravar vídeos de poesias que me pediam para colocar em reuniões online, como manda a pandemia.

Assim gravei alguns e resolvi postá-los em outro canal do youtube com o nome de Sílvia Fernandes- POESIAS (assim como está escrito com o acento agudo e tudo).

Esse foi o primeiro que gravei para a AML (Academia Mourãoense de Letras), um poema de minha autoria: BAILARINA.

“FESTA JUNINA”, é o tema dessas quadrinhas que fiz para um sarau online da AME (Associação Mourãoense de Escritores).

Essa poesia também é minha e foi a pedido da AML e se chama : CONVERSA COM A NATUREZA.

Pablo Neruda é o autor desse pequeno poema sobre as “estações do ano” e gravei para a AME que pediu para um sarau sobre a PRIMAVERA.

Bem, por enquanto são só esses, mas gostei da ideia e a partir de agora vou gravar mais algumas poesias para esse canal.

Se quiserem, o link é:

https://www.youtube.com/channel/UC8lnrkD_MpUaU3mujn4vRWw

Espero que tenham gostado!

“O SENHOR, TEU DEUS, ESTÁ NO MEIO DE TI, PODEROSO PARA TE SALVAR; ELE SE DELEITARÁ EM TI COM ALEGRIA; CALAR-SE-Á POR SEU AMOR, REGOZIJAR-SE-Á EM TI COM JÚBILO.” Sofonias, 3- 17

E A PRIMAVERA CHEGOU!

Não, eu não errei não!

É que enquanto aqui no Brasil entramos no Outono, em Portugal onde minha filha Fabiane mora, é Primavera!

E é de lá que ela nos manda esse texto com as fotos lindas que tirou.

(Essa é a varanda do seu apartamento em Lisboa, já festejando com flores a nova estação)

Primeiro dia de primavera no hemisfério norte, confinamento começou a dar uma aliviada – a conta gotas, é bem verdade, mas qualquer passo é um avanço!

Saio pelas ruas de Lisboa, meio sem destino.

Quero ver as flores, sentir o ar da nova estação e acreditar que os bons ventos estão chegando.

(Alfama)

Sinto alegria por ter passado mais de um ano de pandemia sem ficar doente e tendo minha família com saúde.

Ao mesmo tempo sinto uma tristeza por todos os que se foram.

Pelas ruas vazias e lojas fechadas, pelo silêncio, pela dor. 

(Panteão Nacional)

Também sofri perdas por causa do vírus.

Perdi pessoas, perdi de estar com meus amigos, perdi de ver minha família…

Mas, nesse misto de sentimentos, o que prevalece é a gratidão.

Sou muito grata a Deus por me dar forças diariamente, por cuidar dos meus, por encher meu coração de esperança de que dias melhores virão.

(Amendoeira)

(Miradouro de Santa Luzia)

Enquanto isso, aproveito para apreciar a cidade, ver a natureza colorindo as ruas, as flores brotando e a certeza de que Ele está no comando.

Por isso, posso descansar em paz.

(Por do sol no Cais do Sodré)

Bem, aí está o texto entre tantos que ela já escreveu para o blog, desde sua temporada na África do Sul até agora em Portugal.

E sobre esse mesmo assunto você pode ler em “O que podemos aprender com essa pandemia texto de março de 2020.

“APARECEM AS FLORES NA TERRA, O TEMPO DE CANTAR CHEGA, E A VOZ DA ROLA OUVE-SE EM NOSSA TERRA.” Cantares, 2- 12

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DESCOBRINDO PORTUGAL

Fabiane é a minha filha jornalista e foi para ela que escrevi “Meu Ninho Vazio“, em setembro de 2015.

A partir daí, ela voou mesmo, mas continua mandando textos lindos para esse blog, como: “Muita Cultura no Centro de Cape Town“, “A Prisão de Mandela“, “Entre o Mar e as Montanhas” além de outros que você encontra em “Viagens”.

Agora segue esse, diretamente de Portugal!

“Descobrindo Portugal

Há um mês e meio troquei a África pela Europa.

Na verdade não chega a ser uma troca, já que serão apenas seis meses aqui e depois volto para Cape Town (África do Sul).

Vim estudar Marketing Digital em Lisboa, e tenho aproveitado para fazer passeios culturais e gastronômicos!
Cheguei ao final da primavera, e agora no outono o frio já tem dado sinais, mas sempre com dias ensolarados, o que deixa a cidade com ar ainda mais europeu.

( Lisboa vista do alto, banhada pelo rio Tejo).

Lisboa é uma cidade pequena e muito fácil de entender.

Tem ônibus (auto carro), metro, trem (comboio), elétricos e barco que levam para todos os cantos. E há ainda a opção de andar a pé pelo centro e descobrir alguma rua estreita, mas que guarda sua beleza e uma parte da história portuguesa.

( Arquitetura de Lisboa, casarios antigos e flores nas janelas colorem o outono europeu).

Diversos são os pontos turísticos, mas já tenho minha lista com os meus preferidos.

O primeiro é o Castelo de São Jorge, que tem uma das vistas mais lindas de Lisboa. Construído pelos muçulmanos em meados do século XI, a fortificação era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela.

( O Castelo é aberto para visitas e o passeio é uma volta à história).

Outro ponto muito bonito é a Praça do Comércio, localizada junto ao rio Tejo.

É uma das maiores praças da Europa, e ao seu redor há diversos restaurantes e feirinhas. O lugar abrigou o palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos e hoje seus prédios antigos são ocupados por alguns órgãos do governo.

( A Praça do Comércio fica entra o rio Tejo e o Arco da Augusta, na baixa Lisboa).

Na parte norte da Praça fica o Arco da Rua Augusta, um símbolo da Lisboa renascida das cinzas após o terremoto de 1775.

A Augusta é uma rua apenas para pedestres, repleta de lojas e restaurantes típicos.

Há sempre músicos tocando em alguma esquina, e o cheiro de comida se espalha pelo ambiente.

( O Arco liga a rua Augusta à Praça do Comércio).

Foi lá que experimentei o pastel de bacalhau (o nosso bolinho), recheado com o queijo Serra da Estrela, um queijo português feito com leite de ovelha.

Maravilhoso!

( Vitrine da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau).

A Torre de Belém também é um cartão postal da cidade.

Considerada Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1983, a torre fica às margens do rio Tejo e tinha inicialmente função militar. Sua construção teve início em 1514 e término em 1519.

Hoje é um dos locais mais visitados por turistas em Portugal.

( A Torre de Belém é cartão postal da cidade, e o bairro é repleto de atrações).

Vizinho da Torre, o Mosteiro dos Jerônimos (também conhecido como Mosteiro de Santa Maria de Belém) teve suas obras iniciadas em 1502.

A sua construção foi uma iniciativa do rei D. Manuel I, mas prolongou-se por centenas de anos. O prédio é maravilhoso, sua arquitetura é incrível, mas a fila para entrar exige paciência.

( Mosteiro dos Jerônimos visto da praça do Império).

Na mesma rua do Mosteiro fica o mais tradicional pastel de nata de Portugal: o Pastéis de Belém.

Fundado em 1837 ele mantém até hoje sua receita secreta oriunda do mosteiro. Impossível comer um só!

A fila assusta, mas a dica é entrar na pastelaria e pedir os pastéis, que são servidos quentes e sempre fresquinhos. Na minha primeira ida pedi um, porque não tinha certeza se iria gostar. Nas vezes que voltei lá (em pouco mais de um mês já fui três vezes!) nunca consigo comer menos de dois!

(Pastéis de Belém acompanhados de um cafezinho: de comer rezando!)

Ainda em Belém há outro ponto turístico, o Padrão dos Descobrimentos.

Às margens do rio Tejo, o monumento foi inaugurado em 1960, em comemoração aos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, ‘o impulsionador das descobertas’.

O por do sol visto daqui é lindo!

E logo à frente fica a famosa ponte 25 de Abril (data em que se comemora o dia da Liberdade), que liga a cidade de Lisboa à cidade de Almada.

( À esquerda o monumento, e ao centro a ponte 25 de Abril, tendo a lua como companhia).

No centro da cidade a dica é conhecer o Parque Eduardo VII, o maior parque do centro de Lisboa.

O nome é em homenagem ao rei Eduardo VII do Reino Unido, que visitou Lisboa em 1902 para reafirmar a aliança entre os dois países.

O espaço foi inaugurado em 1945 e do alto a vista é linda, chegando até o rio Tejo.

A faixa central faz um desenho com a grama e pequenos arbustos.

( Vista geral do Parque Eduardo VII, no centro de Lisboa).

Também já estive em algumas cidades próximas à Lisboa, como Sintra, Cascais e Estoril.

Mas isso rende assunto para um próximo post!

Obs: Se quiser acompanhar minha viagem por Portugal e minhas aventuras pela África, meu Instagram é Fabiane Prohmann.”

Adorei conhecer Lisboa pelos seus olhos, filha!

Aguardamos mais textos logo!!!

Obrigada!

“PORQUE COM ALEGRIA, SAIREIS E, EM PAZ, SEREIS GUIADOS; OS MONTES E OS OUTEIROS EXCLAMARÃO DE PRAZER PERANTE VOSSA FACE, E TODAS AS ÁRVORES DO CAMPO BATERÃO PALMAS.”Isaías, 55- 12

 

FLORES EM CIANORTE

Primavera começando e recebo convite para ir a CIA FLORA 2017, 4ª FEIRA DE FLORES DE CIANORTE, de 15 a 17 de setembro no Centro de Eventos Carlos Yoshito Mori.

E no dia 16, um sábado, aniversário da minha amiga Rose, lá fomos nós, com a Maria Teresa e motorista, conhecer a feira.

Quem nos recebeu e nos acompanhou foi a Patrícia, sobrinha da Maria Teresa, e que trabalha na Emater.

Claro que foi uma maravilha para nós, podermos contar com a experiência e amabilidade que ela nos dispensou o tempo todo.

Primeiro paramos em um Pesque Pague bem perto da cidade, onde almoçamos e cujo ponto alto, foram as tilápias fritinhas! Deliciosas!

Nós três amamos flores e temos o nosso jardim bem cuidado, mas nada se compara ao da Rose que tem inúmeras qualidades, e um sem número de plantas de todos os tipos e tamanhos.

Pois era ela a mais animada!

Gente, passamos horas ali dentro!

Tirei tantas fotos que tive que ir organizando assim juntas porque esse post não teria fim…

Eram orquídeas, azaleias, rosas, samambaias, trepadeiras, violetas e tantas, tantas outras…

Uma profusão de cores, tamanhos, beleza de encher os olhos!

Nessa hora vemos a beleza da criação!

E as Suculentas, então? Um capítulo à parte! Pequenas joias verdes, cada uma com suas folhas próprias, diferentes e tão belas!

E suportes, grandes, pequenos, vasos, vasinhos e vasões, de chão, de parede, para todos os gostos e bolsos.

Um lugar para descansarmos e tomarmos fôlego, apesar que nossa amiga Rose, de tão feliz e compenetrada, nem sentia cansaço…

E para não dizer que saí sem comprar nada, trouxe o meu primeiro Bonsai chamado Planta de Jade! Adorei!!!

“E DISSE DEUS: PRODUZA A TERRA ERVA VERDE, ERVA QUE DÊ SEMENTE, ÁRVORE FRUTÍFERA QUE DÊ FRUTO SEGUNDO A SUA ESPÉCIE, CUJA SEMENTE ESTEJA NELA SOBRE A TERRA. E ASSIM FOI.” Gênesis, 1- 11

 

19 DIAS SEM RUBEM ALVES

Nunca vai ser demais ler e escrever sobre Rubem Alves.

Ele nasceu em plena primavera de 1933.

Talvez por isso seu amor pelas árvores, principalmente os ipês amarelos onde em carta lida depois de sua morte, ele pede para serem jogadas suas cinzas.

ipe-amarelo

“Um livro são pedaços de mim espalhados ao vento como sementes, para irem nascer onde o vento as levar”.

Rubem Alves era uma das referências do país em temas relacionados à educação.

Além de educador e escritor, atuou como cronista, pedagogo, poeta, filósofo, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, autor de livros infantis e até psicanalista, de acordo com sua página oficial na internet.

“Os olhos são a porta pela qual a beleza entra na alma”.

Um dia, encontrei Rubem Alves e começamos a conversar “mineiramente”, que é falando de saudades.

“A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar”.

Da nossa Minas Gerais e, continuando sobre os pães de queijo e bolinhos de chuva.

Contei a ele que em nossa casa, chamávamos de “bolinho de virar” e contei o porquê: ele vira sozinho quando está fritando na panela…

Ele gostou muito dessa história, mas o melhor mesmo foi que dei a ele, com dedicatória, o meu livro de poesias “Um Pouco de Mim”.

Ele olhou, folheou, agradeceu e colocou em sua pasta de mão dizendo:

– Vou ler no avião!

Gente, fiquei muito feliz!

Imaginei aquela figura tão importante, lendo o MEU livro no avião… não é para qualquer um!

Tudo o que ele escrevia era tão simples de entender e de uma profundidade tão grande!

Cada vez que terminava de ler algum texto dele me sentia tão plena, tão em consonância com suas palavras que me parecia ter eu escrito aquilo…

“Mas escrevo também com uma intenção gastronômica. Quero que meus textos sejam comidos pelos leitores. Mais do que isso: quero que eles sejam comidos de forma prazerosa. Um texto que nos dá prazer é degustado vagarosamente.”

Sem saber disso, o nome que escolhi para o meu blog é justamente uma mistura de cultura e culinária… acho que ele ficaria orgulhoso de mim!

flor do ipê

“Sei que não resta muito tempo. Já é crepúsculo. Não tenho medo da morte. O que sinto na verdade, é tristeza. O mundo é muito bonito! Gostaria de ficar por aqui… escrever é o meu jeito de ficar por aqui. Cada texto é uma semente. Depois que eu for, elas ficarão. Quem sabe se transformarão em árvores! Torço para que sejam ipês amarelos…”

“Deus existe para tranquilizar a saudade”.

Imagens: sedimentosdateca.blogspot.com

MEU PEDACINHO DE CHÃO

“Era uma vez um lugar chamado Vila de Santa Fé”.

Assim começou essa novela tão encantadora, cheia de pessoas simples, mostrando que existe vida, além de matanças, ciúmes e maus exemplos que cansamos de assistir a todo instante!

Quem não gostaria de morar nesse lugar encantado?

galo meu pedacinho...

Onde a neve cai de repente deixando tudo branquinho, onde a primavera enche de flores os caminhos, onde a locomotiva vem apitando pelas campinas, onde as crianças brincam sossegadamente, onde as mulheres se vestem com longos vestidos e onde existe a delicadeza de movimentos e música pairando no ar?

E esse faz de conta vai chegando ao fim…

Uma novela com um elenco tão enxuto, mas cheia de grandes nomes!

O que é o pequeno (no tamanho) Osmar Prado e que se tornou um gigante na pele do temível e adorável Coronel Epa?

O que é o formidável Antonio Fagundes que adota um andar puladinho, vestido de dono de bar como um Giácomo tão feio?

E o galã de outras novelas, Rodrigo Lombardi, que como Raj despertava suspiros e aparece agora como um barbudo analfabeto de nome Pedro Falcão?

Os verdadeiros atores são assim mesmo: nos encantam com suas atuações em qualquer papel que se nos apresente… grandes nomes que se dispuseram a deixar seus rótulos de galãs para enfeiarem em sua aparência, mas sem deixar de ser menos maravilhosos!

E ele se mostra apaixonado por sua esposa, a dona Tê (Inês Peixoto) que com seu acordeom deu vida à sua casa e chamando-o de “pai” se mostrou de uma versatilidade tão grande… sem dizer que eu nem conhecia essa atriz!

E aí vem a lindíssima Juliana Paes no papel da irriquieta Catarina que conquistava todos com sua risada aberta, escancarada, cheia de charme.

A “perfessora” Juliana (Bruna Linzmaier) com seus cabelos cor de rosa e que desperta a paixão no fabuloso Zelão (Irandir Santos).

Esse Zelão, sem saber, caiu nas graças de milhares de mulheres que o viram como um homem viril, sedutor e de uma sensibilidade tamanha!

pedacinho-de-ch-eo-blog2

E o jovem Ferdinando (Johnny Massaro) que acaba conquistando o coração da indomável Gina (Paula Barbosa) e vivendo uma linda história de amor?

E por aí vem: Padre Santo, o tão querido Emiliano Queiroz; Rodapé (Flávio Bauraqui) com seu jeito esquisito, cantando enquanto tira o leite da vaca; Amância (Dani Ornellas), uma empregada metida e tão amada; Mãe Benta (Teuda Bara) tão especial no seu papel de benzedeira; o Prefeito das Antas (Ricardo Blat) que ficou praticamente irreconhecível nesse papel; Marimbondo (Fernando Sampaio), Izidoro (Raul Barretto), Rosinha (Letícia Almeida) um rosto lindo que acaba conquistando o solitário italiano Giácomo; Doutor Renato (Bruno Fagundes) em sua primeira novela; Tuim (Kauê Ribeiro de Souza) o amigo querido das duas crianças e mais um casal lindo: Milita (Cintia Dicker) com suas sardas e tranças e Viramundo (Gabriel Sater), romântico e com uma voz suave e gostosa de ouvir…

E tem o Galo Bené, testemunha dos grandes acontecimentos da Vila.

E, por último, as duas crianças que, para mim, foram a grande revelação da novela: Pituquinha (Geytsa Garcia) e Serelepe (Tomás Sampaio).

O que eram essas crianças lendo, ou melhor, devorando os livros de Monteiro Lobato?

E a vontade de aprender que as pessoas tinham e a atual crítica sobre a política brasileira, tudo de uma maneira sutil e verdadeira?

Esse vídeo abaixo vai levar vocês a uma viagem musical com todos os personagens dessa novela.

Não deixem de assistir: é emocionante “por demais” e a música Chuá Chuá é um clássico sertanejo lindo!

CHUÁ CHUÁ

Benedito Ruy Barbosa é o autor dessa novela encantadora que já está deixando saudades…

Que venham mais “pedacinhos de chão” para nos encantar e sonhar com novos “Zelões” e que nos levem a voar sobre jardins floridos…

Imagem 1: redeglobo.globo.com; imagem 2: blogs.odiario.com

ESCONDIDINHO DO ALEXANDRE

Meu amigo Alexandre Loureiro é daquelas pessoas que a gente sente uma alegria enorme em conviver.

Trabalhamos há quase 10 anos juntos no Positivo (TE), (ver post Primavera Chegando, de 12-09) e nos divertimos trocando receitas e informações.

Essa receita de hoje foi ele quem preparou e fez as fotos, mas ainda tem outra que ele está me devendo e que é maravilhosa também.

Aguardem!

receita do Ale 5

INGREDIENTES

PARA O PURÊ

2 batatas doces grandes

1 xícara de leite

1 caixinha de creme de leite

2 colheres (sopa) de manteiga

noz moscada, sal e pimenta do reino-a gosto

PARA O RECHEIO

500 gramas de carne moída

2 cebolas

3 dentes de alho

1 pimentão vermelho

salsa e cebolinha- a gosto

Cozinhe as batatas doces com casca até ficarem macias.

Após cozidas, retire as cascas e passe por um espremedor.

Numa panela, em fogo baixo, junte todos os ingredientes, menos o leite que vai acrescentando aos poucos, mexendo sempre até formar um creme.

Reserve.

receita do Ale 2

 Frite em azeite o alho e cebola e depois o pimentão.

Junte a carne moída e acrescente os temperos que desejar.

Num refratário, regue o fundo com um pouco de azeite e espalhe a carne.

receita do Ale

Cubra com o purê ainda quente.

Polvilhe queijo ralado e leve ao fogo brando (180º) para gratinar.

receita do Ale 4

Observação: Esse escondidinho pode ser feito com outro recheio, como: atum, frango, camarão ou legumes refogados.

 

PRIMAVERA CHEGANDO!

“Prá não dizer que não falei de flores” já cantava Geraldo Vandré nos idos de 68.

Mas, além de falar precisamos vê-las, não apenas olhar…

Há mais de oito anos trabalho no Positivo, bairro Seminário e vou mostrar como sou privilegiada em trabalhar aqui.

Muitas vezes ao chegar, ouço bando de pássaros fazendo algazarra nos galhos das árvores; eles trazem alegria em seu “bom dia”!

Vejo o Seu Osvaldo, desde sempre, recolhendo folhas, varrendo, molhando plantas e cuidando delas com carinho.

E observo as árvores e flores!

Temos pinheiros!

E temos céu azul (às vezes)!

E, nesse 11 de setembro, de céu azul, trouxe minha máquina fotográfica para registrar esse desabrochar da primavera.

Não sou profissional como meu colega Radamés (que tem fotos lindas) nem tenho uma câmera possante como minha amiga Eliane (ambos da TE).

Mas tenho o olhar poético que me ajuda bastante.

Espero que vocês procurem ver as flores pois, como a música citada, “quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

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Azaleia nos corredores

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Boca de Leão

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Amor Perfeito

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E agora, os pinheiros!

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ALGUNS HAICAIS

Essas fotos são de um lugar que visitei e que me encantou.

Estava num safári em pleno Parque Nacional do Quiçama, em Luanda, Angola, África.

A vegetação seca da savana e o calor escaldante  turvavam minha visão, até que olhei para um lado e tive a impressão que era uma miragem.

No meio de todo aquele deserto, no meio do nada, essas flores cor de rosa, lindas, desafiando a falta de chuva e o cuidado de mãos carinhosas.

É claro que fotografei!

Então lembrei-me de alguns Haicais que fiz há algum tempo e que falam de flores.

Para quem não conhece, segue a definição de Haicai: ” é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas tem três linhas, contendo na primeira e na última cinco sílabas e sete na segunda linha”-(Wikipédia)

Para mim, defino como: “dizer muito em poucas palavras”.

Quero ver as flores,

a primavera sorrindo…

Deixe-me sonhar!

Chão atapetado

de flores brancas, vermelhas.

Mudam estações.

Flores procurando

um girassol amarelo.

O sol lá no céu.

Dê-me flores, céus,

e farei versos sem fim.

Dê-me amor e paro.

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