TORTEI DA RUTH DEITOS

Tortéi é um prato típico da culinária italiana muito presente nas mesas das famílias de imigrantes italianos e em muitos restaurantes do sul.

Ruth, é quem fez essa delícia para mim, que nunca tinha experimentado.  E foi ela, Ruth Deitos, de 85 anos, a escolhida como “Empreendedora Destaque 2020”pela Câmara da Mulher de Campo Mourão. É ela quem comanda o restaurante A Varanda  e essa homenagem é mais que merecida!

Pois é… meu afilhado Maximiliano Deitos, é juiz em Ji Paraná, em Rondônia e sobrinho da Ruth e  por ele vir passar as férias aqui em Campo Mourão, foi que pude almoçar com eles onde comi essa delícia.

(Eu e Max)

Cheguei mais cedo e pedi permissão para fotografar as etapas do Tortéi.

A massa ela fez, mas pode ser usada a de pastel ou lasanha.

O recheio é feito com:

1 abóbora cabotiá

cebola picadinha

manteiga

temperos como: sal, açúcar, noz moscada, canela em pó

Frita a cebola na manteiga e junta a abóbora picadinha e refoga colocando água aos poucos até ficar uma massa.

Esse recheio fica levemente adocicado e se ficar um pouco aguado, coloque um pouquinho de farinha de rosca.

Tem que colocar uma colherada em cada massa e fechar como pastel.

Cozinhe em uma panela grande com bastante água e um pouquinho de sal.

Ruth já tinha preparado o frango com bastante molho e disse que o melhor mesmo é quando fazia com galinha caipira.

Aí ela começa a montagem em um pirex:

primeiro os pastéis, depois o frango com molho e bastante queijo ralado por cima e vai fazendo as camadas!

Gente, é sensacional!!!!!!!

Olhem meu prato como ficou:

Achei muito bonito porque antes de sentarmos à mesa, a Beatriz, irmã da Ruth, falou sobre o costume da família que sempre quando fazem esse prato, agradecem a Deus.

E foi isso que fizemos, orando a oração do Pai Nosso.

Ruth, obrigada pela paciência em me dar a receita e por ser a pessoa doce que você é! Continue nos dando a alegria de sua companhia por muitos e muitos anos ainda!

“BENDITO O VARÃO QUE CONFIA NO SENHOR, E CUJA ESPERANÇA É O SENHOR. PORQUE ELE SERÁ COMO A ÁRVORE PLANTADA JUNTO ÀS ÁGUAS, QUE ESTENDE AS SUAS RAÍZES PARA O RIBEIRO E NÃO RECEIA QUANDO VEM O CALOR, MAS A SUA FOLHA FICA VERDE; E, NO ANO DE SEQUIDÃO, NÃO SE AFADIGA NEM DEIXA DE DAR FRUTO.” Jeremias, 17- 7 e 8

 

 

UM CAMINHO PARA A LIBERDADE

Férias é sempre assim: vou até uma livraria para escolher um livro com o intuito de ler durante o período de folga.

Geralmente já vou com algum na cabeça, mas dessa vez fiquei olhando, lendo as orelhas, a contra capa, passando de um a outro, até que achei esse.

Essa autora já era minha conhecida, desde que li “A Última Carta de Amor”em 2015 e que reli em outubro de 2019 com o mesmo encantamento da primeira vez.

É também dela o livro “Como eu era antes de Você”, que virou um filme visto por milhares de pessoas chorosas em todo o mundo.

Bem, mas voltando a esse em questão: chorei muitas e muitas vezes!

A história é emocionante e conta a trajetória de cinco mulheres no ano de 1930 e que enfrentam uma cidade inteira por amor aos livros.

Juntas, descobrem o poder do conhecimento, da liberdade e da amizade.

(Jojo Moyes)

A ideia delas é formar uma biblioteca itinerante e levar livros para os moradores mais pobres da região.

E elas enfrentam preconceitos, dificuldades com o tempo gelado, aprendem a andar à cavalo e atirar, mas afinal quem disse que ganhar a liberdade é algo fácil?

Eu amei demais essa história, por isso compartilho com vocês.

“AFASTA, POIS, A IRA DO TEU CORAÇÃO E REMOVE DA TUA CARNE O MAL, PORQUE A ADOLESCÊNCIA E A JUVENTUDE SÃO VAIDADE.” Eclesiastes, 11- 10

 

FÉRIAS COM OS NETOS

Tem coisa melhor nessa vida do que netos?

Tá bem, você ainda nãos os tem, mas prepare-se: você vai babar por eles.

São seres que vem para encher nossas vidas de alegria e tudo se torna um recomeço para nós!

(Os quatro no trator da fazenda em Campo Mourão))

São dois os filhos da minha filha Viviane: Isadora, 10 anos e Heitor, 7 anos; e dois do meu filho Paulo Emílio: Cesar, 5 anos e Daniel, 2 anos e meio.

Fico a observar cada um em seu jeito tão peculiar de ser, com sua personalidade própria, com suas qualidades, gostos e sentimentos.

Um é extremamente amoroso, que gosta de ficar abraçado, ninhado no colo, dando e recebendo beijos e abraços.

Outro nunca gostou de beijos… mas nem por isso deixa de ser um encanto.

Uma já esta na fase de pré adolescência, muitas vezes se isolando em seu quarto, enquanto brinca de…bonecas! A eterna magia entre ser criança ou não…

O menor, com seus gostos por esqueletos, mas que são originários de desenhos que assiste. Tudo normal!

Já escrevi poemas sobre cada um deles; já escrevi crônicas; escrevi historinhas e fiz vídeos; contei muitas histórias vestida de contadora; brinquei de roda; joguei mico, montei quebra cabeça, brinquei de loja e restaurante, cantei para dormirem…

Isso e mais um pouco, mas tão pouco que queria mais…

Sou imensamente feliz por poder participar de suas histórias de vida e, quando eu virar uma estrela no céu, eles terão lembranças, livros e blog para verem a vovó Sílvia que sempre e sempre os amou!

Mas isso é para depois!

Ainda quero assistir formaturas, casamentos e muito mais ( kkkkkk!)!

(Lanchando no Burger King)

Vou ser uma velhinha presente e feliz, se Deus assim o permitir!

Por enquanto, vou aproveitando essa infância linda que me enche de encantamento e me faz renascer a cada dia!

“MAS A MISERICÓRDIA DO SENHOR É DE ETERNIDADE A ETERNIDADE SOBRE AQUELES QUE O TEMEM, E A SUA JUSTIÇA SOBRE OS FILHOS DOS FILHOS.” Salmos, 103- 17

 

 

MINHA AVÓ MARIA

Ah, como me lembro dela!

Maria Luiza Pinheiro Novaes de Camargo, um nome extenso para aquela mulher baixinha, gordinha, olhos azuis penetrantes, cabelos curtos bem branquinhos e que chamávamos de tão somente, vó Maria.

Mineira de Jacutinga, nasceu em 1899.

Era enérgica e quando éramos pequenos, a lembrança que me vem dela era de muito brava conosco que passávamos as férias em sua casa.

Mas o momento que mais recordo com muito amor, é o que descrevo a seguir.

Cenário: uma sala de visitas com alguns sofás antigos e no canto, uma cadeira de balanço.

Era a sua cadeira.

Lá ela se sentava depois das tarefas diárias e se balançava.

Seus olhos azuis meio que se fechavam e eu sentia que ela começava a viajar por seu passado, lembrando fatos e coisas meio perdidas nas gavetas do pensamento.

Aí eu me sentava em um banquinho bem próximo a ela, já adivinhando o que viria a seguir.

– Menina, ela perguntava, porque você gosta tanto assim de poesia?

E eu respondia:

– Ah, vó, gosto tanto de ouvi-la declamando…quem sabe um dia eu também escreva e decore poesias como a senhora?

E ela continuava seu balanço como se ele a levasse lá para dentro dos seus guardados…

E começava com “A Doida”.

Era um poema longo que contava a triste história de uma mulher presa em uma torre, mas que sentia saudades de sua vida anterior e terminava com sua morte: “rola a doida pelo chão…”

Nunca encontrei nada sobre esse poema, mas me recordo do início:

“Lá nas brumas do poente

mal desponta o astro do dia,

quando um sabiá plangente

desprende suave melodia.

 

No galho em que pousava

ali bem perto ficava

as janelas gradeadas de sombria prisão

onde triste jazia então,

uma doida encerrada.”

Até aí consigo lembrar, mas o poema vai longe, muito longe…

E ela dizia todos os versos de cor enquanto  continuava seu balançar.

E eu ali, entre admirada e assustada, ouvindo com os ouvidos e o coração.

– Pronto! Terminei! Chega por hoje! Ela falava já mudando o tom de voz.

– Ah, vovó, só mais uma! Prometo! Eu pedia.

E ela recomeçava, balançando, cerrando seus olhos e em silêncio procurando em suas memórias.

Então vinha outra: “Beijos” que começava assim:

“Não queres que eu te beije?

E o beijo é a própria vida!

A invenção mais bela

e sublime do Senhor!”

E aquela menina decorou essa poesia inteira e ainda a diz, de vez em quando, enquanto lembra de sua avó.

Talvez por isso tenha tanta vontade de ter uma cadeira de balanço…

“COROA DOS VELHOS SÃO OS FILHOS DOS FILHOS; E A GLÓRIA DOS FILHOS SÃO SEUS PAIS.” Provérbios, 17- 6.

 

UM PONCHO DE MENINO PARA HEITOR

Contei a meu neto que ia fazer um poncho para ele.

Ri muito porque ele não sabia o que era isso (pudera, ele só tem 4 anos…).

Então falei que tinha feito um de menina para a irmã dele (Um tricô para Isadora)e que o dele era de homem; que nos dias frios os meninos que moram no Rio Grande do Sul usam para se proteger do frio intenso.

E, assim, ele concordou em vestir quando chegou aqui em Curitiba.

Heitor

(Observem que a casa já está virada, cheia de brinquedos espalhados… assim são as férias!)

Usei a lã Vita da Cisne.

lã Heitor

Fiz duas parte em separado, começando com 25 pontos e aumentando somente de um lado até ficar na altura que queria.

uma parte

duas partes

Então, esse bico (dos aumentos) fica somente na parte da frente.

poncho pronto

Costurei as duas partes e, em cima, na abertura da cabeça, fiz um crochê para acabamento. Coloquei também um cordão para amarrar.

H.poncho

Ele vestiu por cima de uma blusinha de lã e pronto: pôde sair para enfrentar o frio curitibano!

“ESTANDO EM ANGÚSTIA, INVOQUEI AO SENHOR E A MEU DEUS CLAMEI; DO SEU TEMPLO OUVIU ELE A MINHA VOZ, E O MEU CLAMOR CHEGOU AOS SEUS OUVIDOS.” II Samuel, 22- 7

CIDADES ONDE MOREI: 9- FORMOSA D’OESTE

E uma nova etapa se inicia para mim nessa pequena cidade!

Formosa d’Oeste foi fundada pela colonizadora SINOP em 1961 e sua população em 2010 era de 8.755 habitantes.

Uma das riquezas naturais, o Recanto Apertados no rio Piquiri, é um cenário perfeito para quem procura sossego e descanso.

apertados

Como esposa de juiz, éramos convidados para festas e eventos da cidade; as casas ainda não possuíam telefone, então para falar com meus pais em Curitiba, ficava horas no postinho esperando completar a ligação.

cidade

Asfalto até lá também não chegava, somente até Jesuítas, então nas férias quando nos aprontávamos para viajar para a capital e amanhecia chovendo, tínhamos de enfrentar lama e o resultado era ficar parados na estrada esperando uma alma boa passar e ajudar a empurrar o carro.

fusca

Fui convidada para dar aula de Fundamentos da Educação na recém criada Escola Normal, mas o que eu gostava mesmo era de assistir as sessões de júri no Fórum local.

Foi nessa cidade que recebi a primeira e melhor notícia da minha vida: o exame de gravidez, deu Positivo!

A felicidade foi imensa!

Então foi nos oferecida uma transferência para outra cidade, mas eu já gostava dali e o que me convenceu foi que na outra existia venda de sorvetes Kibon, coisa que não tínhamos ali…

Éramos felizes com tão pouco…

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Ficamos um ano e assim deixamos Formosa.

Imagens: 1) osteonline.wordpress.com; 2) http://www.ferias.tur.br; 3) mud.skynetblogs.be; 4) pt.wikipedia.org

” LEMBRA-TE DO TEU CRIADOR NOS DIAS DA TUA MOCIDADE, ANTES QUE VENHAM OS MAUS DIAS, E CHEGUEM OS ANOS DOS QUAIS VENHAS A DIZER: NÃO TENHO NELES CONTENTAMENTO.” Eclesiastes, 12-1

FORMIGUEIRO E LINK DA ENTREVISTA NA TV

É bom sair de férias, mas como é bom voltar!!!

E aguardem, porque na próxima quinta feira vou começar a contar minhas peripécias em Bombinhas!

E vamos lá para uma receita tão tradicional e gostosa!

Formigueiro 005

INGREDIENTES

5 colheres (sopa) de manteiga

2 xícaras de açúcar

4 ovos (separados)

2 xícaras de farinha de trigo

1 pacote de coco ralado

1 vidro de leite de coco

1 pacote de chocolate granulado

1 colher (sopa) de fermento

Formigueiro 001

Bata as claras em neve e reserve.

Em seguida coloque a manteiga e açúcar e bata bem.

Junte as gemas e bata novamente.

Acrescente o trigo, o coco e o leite de coco e bata mais um pouco.

Retire e junte delicadamente o chocolate granulado, as claras em neve e por último o fermento.

Leve para assar em forma untada em forno pré aquecido 180º.

Formigueiro 002

Enquanto isso, prepare a calda:

1 colher (sopa) de nescau

1 xícara de açúcar

1 colher (sopa) de manteiga

3 colheres (sopa) de leite

Leve ao fogo até ferver e despeje sobre o bolo já assado.

Formigueiro 007

E para quem ainda não viu, segue o link da entrevista no dia 02 desse mês, no programa Belleza Total.