CAMINHOS “IN” VERSOS E PROSAS VII

“Antologia é o conjunto formado por diversas obras (literárias, musicais ou cinematográficas, por exemplo) que exploram uma mesma temática, período ou autoria. 

Na literatura, por norma, as antologias são formadas por diferentes textos (prosas ou versos) que são organizados dentro de um único volume, formando uma coletânea (coleção) de obras que abrangem um tema, período histórico ou autor específico.

Por exemplo, uma antologia poética consiste na reunião de vários poemas diferentes num único livro que, normalmente, são selecionados individualmente pelo autor”.(www.significados.com.br)

E foi assim que no dia 24 de Agosto desse ano, a nova Coletânea da AME (Associação Mourãoense de Escritores) da qual faço parte, foi lançada em um evento com a participação de muitos escritores e amigos.

Contribui com uma poesia “A Poesia e a Cidade” e uma prosa “Mãe África”.

Mas, como vocês sabem, meu blog é uma mistura gostosa de Literatura e Culinária e nessa Antologia encontrei um poema que disse tudo o que eu gostaria de ter escrito, do meu amigo Oswaldoir Capeloto o qual transcrevo para vocês.

BIBLIOTECA DOS VERSOS GOSTOSOS

Desconfio que as confeitarias

deveriam se chamar biblioteca.

Grafadas com letras luminosas,

coloridas, enormes:

-Biblioteca dos Versos Gostosos-

e saborosamente descontraídos.

_____

Meus olhos passeiam sobre cada um desses versos

e os devora com gosto e emoção:

Floresta Negra,

cueca virada,

espera marido,

sonho,

sonho de valsa… A imaginação

se põe a bailar, e baila, baila.

_____

Nega maluca…Ah, essa negra Fulô!

Quindim,

pé de moleque,

leite moça

bolinho de chuva… Quantos pingos d’água

serão necessários para se fazer um?

_____

Beijinho… Que doce!

Brigadeiro,

Suspiro… hum!

Baba de moça… Por quem ela baba?

Quintana babava pelas babás.

_____

Papo de Anjo,

pão de ló,

brisa de liz…Ao longe, ouço um fado de Amália.

Travesseiro de sintra… Sim, meus olhos passeiam

em terras portuguesas.

_____

Minas me serve um pãozinho de queijo

e enquanto o saboreio, boto-me a pensar

de onde vem tanta imaginação

para tão apetitosas guloseimas,

todas recheadas com infindáveis nomes poéticos.

_____

D repente, a lembrança me leva,

por um fio de ouro, até a cidade de Goiás.

Caminho pelos seus becos,

pela igreja do rosário,

pelo palácio conde dos arcos…

_____

Vejo uma ponte, uma casa antiga,

sinto um cheiro de passado e presente

unidos na mesma massa. Adentro a casa,

e nela se revela toda a história

de uma saudosa doceira

que adoçava os doces com açúcar

e a gula,com poesia.

_____

Ah, doce doceira, que doce poetisa!…

Está explicada a razão de tantos

e tão poéticos nomes de doces.

Tudo a ver com poesia.

_____

E assim, refaço a minha desconfiança

para a mais clara das certezas:

As confeitarias deveriam se chamar biblioteca.

-Biblioteca dos Versos Gostosos-

“SE ALGUÉM DIZ: EU AMO A DEUS E ABORRECE A SEU IRMÃO, É MENTIROSO. POIS QUEM AMA SEU IRMÃO , AO QUAL VIU, COMO PODE AMAR A DEUS,A QUEM NÃO VIU? E DELE TEMOS ESSE MANDAMENTO: QUE QUEM AMA A DEUS, AME TAMBÉM SEU IRMÃO.” I João, 4- 20 e 21.

 

 

ELE CHEGOU!!! A FESTA PARA ELE!!!

Lembro de uma música que se cantava nos tempos da jovem guarda, que dizia assim:

“Quando o carteiro chegou e meu nome gritou com uma carta na mão, ante surpresa tão rude, nem sei como pude chegar ao portão…”

Ele nem gritou meu nome, mas sim tocou a campainha e nem fiquei surpresa porque já esperava a qualquer hora que ele chegasse.

Ah como é gostoso receber pronto, cheirando novo, a sua última cria!

Tudo começou com uma vontade enorme de escrever para essa faixa etária que faz parte da literatura infantojuvenil e que possui poucas histórias dedicadas a ela.

Seu nome: O NASQUIMI DOURADO E OUTRAS HISTÓRIAS.

(Marcadores de páginas)

E não me perguntem o que é Nasquimi porque só saberão, ou não, quando lerem a história.

As demais são: “O Caso do Bilhete Perdido”, “O Jardim dos Três Desejos” e “Aventuras na Ilha”.

São 64 páginas e a editora é a Multifoco do Rio de Janeiro.

A capa. convites e marcadores, ficou a cargo da Estúdio Arte daqui da cidade com a competência do casal querido Rafael e Vanieli.

Bem, aí vamos para a parte mais difícil que é a organização do evento.

Afinal tenho que apresentá-lo em grande estilo!

Começamos pelo convite, que hoje em dia nem se imprime mais e vamos enviando por whatsApp e e-mails.

Segue a encomenda do coquetel, das flores e tenho a ajuda das incansáveis funcionárias da biblioteca.

(Aqui os livros editados, antologias e revistas que participei)

A nossa Biblioteca é muito linda e foi fácil deixarmos tudo muito aconchegante e gostoso.

Nessa foto, temos a Mestre de Cerimônia (Fátima Braga) fazendo a abertura, logo depois eu discursei e em seguida fez-se a fila para os autógrafos.

Meu filho Paulo Emílio e minha nora Patrícia, foram representando minhas duas filhas e o Cesinha, representando os outros três netos.

Esse livro foi dedicado aos meus quatro netos: Isadora, Heitor, Cesar e Daniel que me proporcionam momentos indescritíveis de amor e me fazem voltar a ser uma Contadora de Histórias.

Paulo foi meu fotógrafo (apesar de na foto acima, seu filho estar fotografando) e se saiu muito bem (vejam as fotos lindas que estou postando); e a Pati foi minha tesoureira, agilizando a venda dos livros.

Na foto acima, estão as amigas Tricocheteiras, que fazemos um trabalho voluntário à pessoas carentes; abaixo, as meninas da biblioteca, Simone, Luciana, Vivian e Kelli.

Aqui, com o Prefeito da nossa cidade, Tauillo Tezelli que prestigiou o lançamento e com amigas da Academia Mourãoense de Letras.

E, em seguida, fotos das pessoas queridas que foram me abraçar!

 

Foram momentos muito gratificantes e que ficarão marcados para sempre!

Transcrevo para vocês, o final do meu discurso onde digo: “Monteiro Lobato escreveu certa vez que quem escreve um livro, cria um castelo; quem o lê mora nele. Eu já morei em muitos castelos, pois sempre li muito; agora eu criei esse castelo e quero que vocês venham comigo morar nesse lugar de sonhos, encantamento, onde tudo é poesia e amor.Ele chegou! Aproveitem!”

“O SENHOR É A MINHA FORÇA E O MEU ESCUDO; NELE CONFIOU O MEU CORAÇÃO, E FUI SOCORRIDO; PELO QUE O MEU CORAÇÃO SALTA DE PRAZER, E COM O MEU CANTO O LOUVAREI.” Salmos, 28- 7

 

 

 

 

 

UM LUXO DE MEMORIAL!!!

E nesse domingo, 27 de maio, fomos visitar o MAAN (Memorial Dr.Antonio Agostinho Neto), inaugurado em 17 de setembro de 2012 com o objetivo de perpetuar a memória do primeiro Presidente Líder da Luta de Libertação.

(Já escrevi sobre ele em Conhecendo a Fortaleza de São Miguel)

Gente, é tudo grandioso, rico, maravilhoso!!!

Essa área externa tem uma avenida para desfiles de cerca de 500 metros, com uma área de tribuna de 2000 lugares e parque para 300 viaturas, numa área total de 18 hectares.

(Nessa foto um poema dedicado a um representante da Floresta, o Elefante, “um mais velho que atravessou as idades da Terra e ganhou sabedoria”).

(Ainda do lado de fora, uma estátua da libertação vista pelo olhar atento da minha neta Isadora).

(Logo na entrada o quadro acima mostra a chegada do Dr. Agostinho Neto ao aeroporto, um piano de cauda e sala).

Aqui tudo é grandioso: galeria de exposições, salas multiuso, administração, biblioteca/videoteca, biblioteca multimídia, centro de documentação, lojas e hall das autoridades.

O Presidente Dr.Antonio Agostinho Neto foi um homem de cultura e um defensor da arte (acima um de seus livros de poesia).

E espalhado por paredes e quadros, versos e mais versos:

“As minhas mãos colocaram pedras

nos alicerces do mundo

mereço o meu pedaço de pão.”

(Na primeira foto, sua assinatura; abaixo sua escrivaninha com seus pertences)

(Medalhas, cartas, quadros e roupas usadas por ele).

(Visitantes sendo monitorados por um guia).

 

(Observem, como já mencionei, a grandiosidade de tudo: mármore, vitrais e um bom gosto incrível).

Essa flor no centro do último andar, é a Welwitschia, conhecida como Polvo do Deserto e que só existe no deserto de Angola e Namíbia.

(Isadora entre as flores)

As suas grandes folhas, duras e muito largas, deitadas no chão, arrastam-se pelo deserto podendo atingir dois ou mais metros de comprimento.

É considerada uma espécie ameaçada, pois já existe desde o tempo dos dinossauros.

Em uma das grandes salas, se encontra o Sarcófago onde repousa os restos mortais de Agostinho Neto.

Não se pode entrar com câmaras fotográficas nem filmadoras, muito menos celular.

É de uma riqueza enorme, toda em mármore com o esquife ao meio rodeado de centenas de coroas todas preservadas!

E todos entram em silêncio (não se pode conversar nem tocar em nada) num sinal de respeito.

(Vista de cima onde se vê na primeira foto, ao fundo, a Assembleia Nacional de Angola).

(Aqui na segunda foto, já de volta para casa)

(Linda Luanda!)

A Bandeira que hoje flutua é o símbolo da liberdade, fruto do sangue, do ardor e das lágrimas, e do abnegado amor do Povo Angolano” (Discurso da Proclamação da Independência, 11.11.1975.

 

Obs: contém algumas informações da Wikipédia.

“TENHO OBSERVADO OS TEUS PRECEITOS E OS TEUS TESTEMUNHOS, PORQUE TODOS OS MEUS CAMINHOS ESTÃO DIANTE DE TI.”Salmos, 119- 168

 

 

 

 

 

100.000 VISUALIZAÇÕES!!!

Caramba!!!

Quando penso que esse número é maior que toda a população da cidade onde moro (Campo Mourão tem 94.153 habitantes conforme o IBGE de 2017), fico, no mínimo, espantada!

E feliz!!!

Comecei a escrever ainda tão inexperiente, isso em maio de 2013, quando contei o porquê do nome do blog e um pouco sobre mim.

Pensava nas pessoas e na responsabilidade que eu tinha em apresentar alguma coisa boa, diferente, gostosa de ler.

E hoje vejo com surpresa a lista de países que visualizam esse meu blog: BRASIL, ESTADOS UNIDOS, PORTUGAL, FRANÇA, HOLANDA, ÁFRICA DO SUL, ANGOLA, IRLANDA, CANADÁ, REINO UNIDO, ALEMANHA, SUÍÇA, ISRAEL, MOÇAMBIQUE, UNIÃO EUROPÉIA, ITÁLIA, SUÉCIA, JAPÃO, LUXEMBURGO, ESPANHA, ARGENTINA, BOLÍVIA, PARAGUAI, TAIWAN, POLÔNIA, MOLDÁVIA, CHILE, VENEZUELA, COLÔMBIA, UCRÂNIA, CABO VERDE, TAILÂNDIA, RÚSSIA, BÉLGICA, ÍNDIA, MÉXICO, BULGÁRIA, SURINAME, SÉRVIA, MACAU (CHINA), portanto 40 países!

Fico pensando quem, lá na Moldávia ou Suriname ou Macau, abriu esse blog e compartilhou um momento comigo…

Puxa, 100.000!!!

E nesse tempo contei tantas histórias, contei sobre viagens e cidades onde morei (11 ao todo), postei crônicas, poesias, vídeos, ensinei tricô e crochê, indiquei livros e filmes, e receitas (202), ao todo 397 posts.

É…conversamos muito nesses quase cinco anos!

E aí mudei de cidade, deixei meu cabelo branco, natural, fui premiada com contos e poesias, escrevi mais um livro (a ser lançado logo, logo), conheci pessoas, fiz novas amizades, ganhei mais netos, cuidei de plantas, e tantas coisas mais.

E quero continuar escrevendo, sempre, cada dia mais, que é o que ofereço a você que é um dos 100.000 que hoje forma comigo essa rede de amigos que me faz tão feliz!

(Foto tirada em dezembro de  2017 em Balneário Camboriú, sintam-se todos dentro desse abraço)

 

“Mas eu, com um cântico de gratidão,
oferecerei sacrifício a ti.
O que eu prometi
cumprirei totalmente.
A salvação vem do Senhor”.

Jonas, 2- 9

FERNANDO PESSOA

Mais um texto lindo da minha filha Fabiane que nos leva passear por outros lugares desse mundão afora…
“Tenho em mim todos os sonhos do mundo”.
Com essa frase de Fernando Pessoa, que reflete muito o que eu sou, fui descobrindo um pouco mais desse poeta português, por quem minha mãe tem uma admiração gigante.
( Lisboa vista do Miradouro Senhora do Monte – cidade onde nasceu e
morreu Fernando Pessoa).
Morando em Lisboa, percebi o quanto sua obra é importante e reverenciada pelos portugueses.
Pessoa é considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa, e um dos maiores da literatura universal.
Diversos pontos da cidade relembram o poeta, locais por onde ele passou e que hoje prestam homenagem a esse lisboeta nascido em junho de 1888.
No Brasil Fernando Pessoa também é muito cultuado, mas confesso que pouco sabia da história da sua vida.
E descobri que temos ‘algo’ em comum: ele morou em Durban, na África do Sul, por cinco anos (eu moro em Cape Town, também na África do Sul, há dois anos e meio).
Ainda, ele adorava o café brasileiro. Por conta disso, frequentava no Largo do Chiado, em Lisboa, A Brasileira, um café inaugurado em 1905 e que vendia o genuíno café brasuca.
(Café brasileiro no A Brasileira, local frequentado por Pessoa e ponto
turístico no Largo do Chiado).
O café existe até hoje, e claro que estive lá.
O lugar preserva as características e móveis da época, com muito dourado, espelhos e grandes lustres.
Em frente ao estabelecimento há uma estátua em sua homenagem. Feita em bronze pelo escultor Lagoa Henriques, foi inaugurada em 1980, e representa Pessoa sentado à mesa na esplanada do café.
( Eu, batendo um papo com Fernando Pessoa!)
Também no Chiado fica a Livraria Bertrand, reconhecida pelo Guinness World, em 2011, como a livraria mais antiga do mundo em funcionamento.
Dividida em sete salas, cada uma tem um nome de um escritor famoso.
A Fernando Pessoa coube a sala sete, a última da livraria, onde fica o Café Bertrand. Na parede, um grande mural de Tamara Alves em homenagem ao poeta.
(Fernando Pessoa dá nome à sala sete, na mais antiga livraria em
funcionamento do mundo).
Um pouco acima do Chiado, no Largo do Carmo, um prédio pode até passar despercebido, já que em frente fica o Convento do Carmo.
O lugar é um antigo convento da Ordem dos Carmelitas da Antiga Observância. A construção, que foi a principal igreja gótica de Lisboa, ficou em ruínas no terremoto de 1755, e não foi reconstruído.
Atualmente as ruínas abrigam o Museu Arqueológico do Carmo, e visitar o local é voltar ao passado.
Fiquei encantada em ver o que restou do terremoto, e imaginar como era tudo antes.
Uma visita que vale muito a pena.
(Fachada do Convento do Carmo, vista que Pessoa tinha da sua
sacada).
Mas, voltando ao prédio que poderia passar despercebido…
Duas coisas chamam a atenção.
Na sacada do primeiro andar, uma figura feita em arame, usando uma
gravata borboleta e um chapéu, já intriga os observadores. Ao chegar à porta do prédio, a revelação.
Ali morou Fernando Pessoa, em 1911.
Atualmente o apartamento está vazio.
( Ainda hoje o poeta observa o movimento do Largo do Carmo).
( A placa indica onde Pessoa morou, em 1911).
Já no Campo de Ourique fica a Casa Fernando Pessoa, um espaço cultural inaugurado em novembro de 1933.
A ‘casa de poesia’, como é chamada, foi onde Pessoa morou nos últimos quinze anos de sua vida, de 1920 a 1935.
Fernando Pessoa faleceu em 30 de novembro de 1935, aos 47 anos, em
consequência de uma crise hepática.
Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de novembro: “I know not what tomorrow will bring” (Eu não sei o que o amanhã trará).
( Fachada da Casa Fernando Pessoa, um lugar de pura poesia).
“ASSIM RESPLANDEÇA A VOSSA LUZ DIANTE DOS HOMENS, PARA QUE VEJAM AS VOSSAS BOAS OBRAS E GLORIFIQUEM O VOSSO PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS.” Mateus, 5- 16

E O TROFÉU VAI PARA… MIM???

Bem, vamos começar do começo, propriamente dito!

Em julho desse ano, saiu em edital da Biblioteca Municipal Prof. Egydio Martello o convite e regulamento para participação no Concurso de Poesias 2017, como homenagem aos 70 anos de Campo Mourão.

As inscrições foram até 07 de agosto por isso me apressei a escrever e me inscrever.

Resolvi fugir das poesias tradicionais e, quando vi, ali estava a “História sem Fim”.

Por que esse nome?

Porque daqui muitos e muitos anos, nós não estaremos mais aqui, mas a cidade sim, ela continua sempre e sempre, sua história passando gerações.

Então contei nessa poesia, a minha relação com essa cidade em que morei de 1977 a 1983 voltando para ficar novamente agora.

E nesse dia 25, quarta feira, foi a solenidade de entrega aos três finalistas, dos quais eu fiz parte.

É claro que fiquei ansiosa (quem não ficaria?) e quando ouvi minha poesia sendo lida como ganhadora do primeiro lugar, fiquei muito feliz e honrada.

(Recebendo o troféu das mãos da secretaria de cultura, Marlei Formentini)

(Aqui o terceiro lugar Valdir Bonete, o segundo Aline Moura e eu)

Minha nora Patrícia estava presente representando a família,  juntamente com meu neto Cesar de três anos (Cesinha como ele gosta de ser chamado) que adorou o “troféu da vovó”… Queria levar para a casa dele! Beijava e beijava!!!

(Essa foto foi parar no Instagran, mas dá para ver a empolgação dele na hora da entrega).

Foi uma noite gostosa com muita música, apresentações teatrais dos alunos do curso de teatro Trapos, poesias de temática livre e modalidade interpretação também premiadas , carinho e amizade.

(Aqui todos os premiados com as autoridades presentes).

E segue abaixo, essa que foi premiada e feita com muito amor para nossa cidade.

HISTÓRIA SEM FIM

HÁ MUITOS ANOS ATRÁS

ELA AQUI VIVEU.

NA TERRA VERMELHA

DE CAMPOS DE SOJA,

DE TRIGO, DE GADO,

DE ANDORINHAS VOANDO

NUM CÉU TODO SEU.

________

DEPOIS, FOI EMBORA.

CRIAR FILHOS, TRABALHAR.

GANHOU NETOS, ESCREVEU LIVROS,

MAS UM DIA QUIS VOLTAR.

________

E CHEGOU DEVAGARINHO,

SEM SABER COMO

IRIA SER RECEBIDA.

E A CIDADE FACEIRA

ABRIU SEUS BRAÇOS SAUDOSOS

RECEBENDO A FORASTEIRA.

________

E ELA PERGUNTA AO MOÇO:

A CIDADE MUDOU MUITO,

QUASE NÃO A RECONHEÇO,

ONDE ESTÃO AS ANDORINHAS

QUE FAZIAM ALVOROÇO?

________

E ELE CONTINUA CONTANDO

COISAS QUE ELA CONSEGUE LEMBRAR.

CAMPO MOURÃO É HISTÓRIA,

CASA DE AMIGOS, FÁCIL DE AMAR!

________

E ELA AGRADECE SORRINDO

PORQUE SABE MUITO BEM

QUE DESSA CIDADE AMIGA

ELA FAZ PARTE TAMBÉM!

Sílvia Novaes Fernandes

 

“MAS EM TODAS ESTAS COISAS SOMOS MAIS DO QUE VENCEDORES, POR AQUELE QUE NOS AMOU.” Romanos, 8- 37

 

 

BIBLIOTECA, 60 ANOS

Quando cheguei com minha mudança em janeiro de 2016 aqui em Campo Mourão, uma das primeiras coisas que fiz, foi conhecer a biblioteca.

E lá estava ela, em plena praça da Igreja matriz, com um belo chafariz e coreto ao lado.

E fui entrando pela porta, saboreando o silêncio e encanto que esse lugar me trás.

E fiquei encantada ao ser recebida pelas funcionárias tão gentis e que me mostraram todo aquele espaço.

“Biblioteca Pública Municipal Prof. Egydio Martello”, que nesse 30 de setembro comemora 60 anos e que deve esse nome a esse professor nascido em Piratuba, Santa Catarina, no ano de 1930 e que em 1959 chegou a nossa cidade.

Foi professor e diretor no Ginásio e foi quem compôs o Hino de Campo Mourão.

A biblioteca possui mais de 1500 m² divididos em dois andares e a foto abaixo é da primeira sala onde nos reunimos todo terceiro sábado de cada mês para as reuniões da AME (Associação Mourãoense de Escritores) da qual faço parte.

Tem também um espaço para a literatura mourãoense.

E exposições dos mais variados temas.

Esses são alguns projetos e programas realizados pela biblioteca: Programa Biblioteca em Movimento; projeto de Lobo a Lobato; lançamentos literário; encontro diversidades; saraus literários; encontro de atendentes de bibliotecas públicas; exposições artísticas e literárias; projeto porta voz de leitura; feira de livros; concurso de incentivo à leitura e escrita; programa contar e encantar; caravana de história; projeto dê asas a imaginação; programa estudante que faz.

Continuando, entro num corredor envidraçado que reflete toda a luz do sol e o verde das árvores!

E na primeira porta, um cantinho encantador para as crianças com o qual me identifiquei totalmente, lembrando dos tempos do curso de Contação de Histórias e das histórias que contei ao longo da vida (vejam em Era uma vez…).

Depois vem a sala da Academia Mourãoense de Letras.

Uma sala que me surpreendeu foi a de Espaço Braile Infantil!

E ainda no piso térreo, encontrei o auditório onde se realizam exposições e saraus, onde em novembro último, tive oportunidade de ler uma poesia minha.

E onde, no dia 15 último, tivemos o prazer de ouvir  palestra do Professor Junior Cezar Castilho, técnico em assuntos educacionais do Instituto Federal do Paraná, campus Umuarama; graduado em Letras; especialista em docência no ensino superior, mestre em metodologias para o ensino da linguagem e suas tecnologias.

Foi uma viagem no tempo com direito a muitas surpresas e humor!

Subindo pela bonita escadaria, chegamos a sala de Estudos e Pesquisas.

E acabei que nesse dia em que fui fotografar tudo isso, fui fotografada também!

Tudo isso para lembrar que faltam 17 dias para o aniversário.

São muitas as atividades programadas e sobre elas contarei em uma outra vez.

Encerro com essa última foto que tirei e que já diz tudo.

“NÃO DESAMPARES A SABEDORIA, E ELA TE GUARDARÁ; AMA-A, E ELA TE CONSERVARÁ. A SABEDORIA É A COISA PRINCIPAL; ADQUIRE, POIS, A SABEDORIA; SIM, COM TUDO O QUE POSSUIS, ADQUIRE O CONHECIMENTO.” Provérbios, 4- 6 e 7.

 

 

 

 

 

 

POESIA PARA O CAMPEÃO!

Meu post de hoje já estava pronto, mas… tive que mudar!

Que me perdoem meus tantos amigos atleticanos, mas há quatro anos eu não gritava “É CAMPEÃO!” e por isso resolvi colocar essa poesia que fiz há uns 15 anos atrás.

Foi depois de um jogo que aconteceu no Dia das Mães, não me lembro de qual ano, em que fui ao campo com meu filho.

GOLEADA COXA BRANCA

E, DE REPENTE, EU ESTAVA ALI.

EM PLENO DIA DAS MÃES,

NUM DOMINGO,

SOL A PINO,

CORITIBA CONTRA IRATI.

NÓS DOIS DE UNIFORME:

CAMISA VERDE E BRANCA,

CALÇA JEANS, TÊNIS,

SORRISO FRANCO.

TUDO “NOS CONFORME”.

ESTÁDIO CHEIO, BONITO DE VER.

A TORCIDA ORGANIZADA

GRITA, CANTA,

XINGA, DANÇA,

E O SUOR COMEÇA ESCORRER.

PASSA O PRIMEIRO TEMPO.

“JOGO MORNO,

NÃO ADIANTA…”

E O GRITO CONTINUA

PRESO EM MINHA GARGANTA.

METADE DO CAMPO

JÁ ESTA NA SOMBRA.

E O SEGUNDO TEMPO COMEÇA.

O TIME TODO NO ATAQUE.

QUANDO ELE DESENCANTA:

É GOL!!!

E ENQUANTO PULAMOS ABRAÇADOS,

VEM O SEGUNDO E UM TERCEIRO,

E É A DANÇA, A EUFORIA,

A MARQUISE QUE BALANÇA.

A IMPÉRIO QUE DELIRA.

PARECE QUE TUDO EXPLODE:

O CORAÇÃO, O CORPO,

A MENTE.

E VEM UM QUARTO

E UM QUINTO DE REPENTE.

É A FESTA!

CONSAGRAÇÃO!

O ESTÁDIO INTEIRO GRITANDO:

“É CAMPEÃO!”

COMO É DOCE

O SABOR DA VITÓRIA!

GANHAR DE GOLEADA,

ENTRAR PARA A HISTÓRIA.

E VAMOS EMBORA.

MEU FILHO E EU.

FELIZES, CANTANDO,

(PÉ QUENTE),

NESSE DIA QUE É MEU!

Pois é… continuamos assim: amando, sofrendo muitas vezes, mas vestindo literalmente a camisa do nosso time do coração.

(Ontem, felizes!!!!)

“NÃO TE DEIXES VENCER DO MAL, MAS VENCE O MAL COM O BEM.” Romanos, 12- 21

NÃO HAVIA LUGAR…

Desejando a todos os leitores um feliz Natal, compartilho a poesia do livro “Antes que escureça o sol”, do meu pai Rossine Sales Fernandes.

presépio

Não havia lugar…

Por decreto de César Augusto,

para o Censo a Belém vão chegando

peregrinos,que buscam pousada…

As pensões já se encheram de gente

que procede de todos os lados.

—–

Na cidade o ambiente é festivo.

Como se fosse um dia de gala,

vibra e canta a pacata Belém.

Há nas ruas e casas ruído,

um nervoso e incessante vaivém…

—–

E não sabem que um santo casal,

recém chegado de Nazaré,

ansioso procura um lugar

onde possa dormir, descansar,

ao abrigo do frio da noite.

—–

Hospedagem nenhuma conseguem;

são estranhos, coitados, e humildes.

Fossem ricos, lugar achariam

em pensões ou qualquer estalagem:

boas camas e pão lhes dariam…

—–

Ou soubesse Belém que o Messias

-velho sonho de todos os crentes,

proclamado na voz dos Profetas,

esperança de todas as gentes,

Redentor desejado e querido,

—–

nessa noite devia nascer…

Se Belém o soubesse, daria

o melhor dos seus bens ao casal,

hospedando José e Maria.

Entretanto, lugar não lhes dá…

—–

Também hoje é assim, por igual:

há lugar para festas, banquetes;

para tudo há lugar no Natal

(sejam ricos ou pobres os pais),

menos guarida para Jesus…

—–

Entre si todos trocam presentes

e surpresas, com lindos cartões…

Só se vê rosto alegre, e não triste,

há sorrisos e abraços profusos.

Mas prá Cristo lugar não existe…

—–

Muitos outros lhe fecham a porta

tão somente por falta de luz:

se Belém desprezou a Jesus,

muitos hoje ao Senhor desconhecem

e suas portas lhe cerram sem dó…

—–

Sua história e seu nome bem sabem,

seu Natal comemoram, felizes,

o Evangelho já leram por alto

e cristãos e “bonzinhos” se dizem,

mas a Cristo, o Senhor, desconhecem…

—–

Não provaram de Cristo o poder,

não aceitam o amor do Senhor,

nunca viram milagres da graça,

nem seus lábios cantaram louvor,

nem buscaram de Deus o perdão.

—–

Podem ser bons e mesmo sinceros,

mas a Lei do Senhor menosprezam,

e, descrentes de todos os credos,

seus sagrados ensinos desprezam,

não deixando lugar prá Jesus…

—–

Ó Brasil, como é triste o teu fado,

por não teres de Deus o temor

e a Jesus como Rei e Senhor!

Por que razão assim te amesquinhas,

em contraste com tua grandeza?

—–

Meus irmãos, trabalhemos com fé:

ao “gigante que dorme” acordemos,

difundamos de Cristo a doutrina.

Com a palavra e conduta mostremos

como é bom hospedar a Jesus!

—–

Té que um dia, afinal, nesta Pátria

possa Cristo encontrar um lugar,

e assim venha de fato a reinar

nos palácios de nobres senhores

e nas rudes choupanas da plebe.

—–

Evitemos que um dia, no Além,

a justiça divina declare:

-Não terás lugar tu também; 

dei-te tempo bastante na terra

para o bem praticares somente,

—–

para a graça divina aceitares

e no amor e na luz caminhares; 

mas tu mesmo por ti te condenas,

pois em teu coração tão ingrato,

a Jesus nunca deste lugar…

oração

Procurem outros assuntos no blog: Reflexões Natalinas I, Reflexões Natalinas II e Reflexões Natalinas III.

Imagens: 1) catolicosribeiraopreto.com; 2) jobnascimento.blogspot.com

” E DEU À LUZ O SEU FILHO PRIMOGÊNITO, E ENVOLVEU-O EM PANOS, E DEITOU-O NUMA MANJEDOURA, PORQUE NÃO HAVIA LUGAR PARA ELES NA ESTALAGEM.” Lucas, 2- 7

VOCAÇÃO

Talento, aptidão.

Muitas vezes é difícil reconhecermos, quando jovens, para quê temos talento.

Tem pessoas que parecem nascer sabendo aquilo que desejam ser no futuro.

_Vou ser arquiteta! Disse minha filha mais velha com apena cinco anos de idade, enquanto desenhava em seu caderno.

desenhista

E é!

Feliz da vida!

Outros vão descobrindo aos poucos, gastando tempo e dinheiro ao abandonar cursos ou mudando para outros completamente diferentes.

Tem aqueles que fazem testes vocacionais de tão indecisos que estão e, tem aqueles que acham não ter vocação para nada.

Do alto da minha experiência, penso que todos nós podemos descobrir, inventar e desenvolver nossas aptidões.

vocação

Um belo dia me formei professora e enquanto dava aulas, vi que poderia pintar estatuetas em gesso (muito em moda naquela época), aprender piano, violão, representar e cantar.

Fui vendedora de jóias e gerente de lojas.

Aprendi em cada uma gostar do que aprendia e fazia.

Assim eu falava de produtos dietéticos e insulinas com a mesma autoridade com que falava sobre artesanato brasileiro.

Fui recepcionista, locutora e coordenadora de cursos.

Dei palestra sobre Ética Profissional e fui modelo sênior por um período de tempo.

Sempre me saí bem.

E o que dizer do meu talento para mãe? Isso somente meus filhos podem atestar, mas pelos resultados…

Ultimamente passo meus dias na cozinha fazendo congelados.

Agora, o que sempre esteve presente, entre idas e vindas, foi minha vocação para escrever!

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As poesias apareciam, muitas vezes, prontas em minha mente.

Depois me encantei com os Haicais e escrevia sem parar.

Quando comecei a escrever crônicas, foi tanta descoberta, a de não me sentir presa a rimas, sonoridade, cadência e contagem de sílabas, estava livre para escrever o que sentia e os sentimentos eram colocados amontoados em folhas de papel.

Quando pensava que não existia mais o que inventar, vieram os netos e com eles, as histórias infantis!

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Meu Deus!

Pegava meu caderno, caneta na mão e elas vinham tomando forma e cores, vida, nos meus movimentos de escrever.

E, de repente, lá estavam elas, bem ali, de frente aos meus olhos, prontas!

Aí fazer um curso de contação de histórias, foi um pulo: é uma alegria imensa compartilhar com meus netos a magia do faz de conta.

Jardim Encantado22

E ainda tenho esse blog que é a mistura do que mais gosto: cultura e culinária!

Resumindo, dentro de todas as coisas, tudo que fiz e fui, a literatura sempre esteve permeando, infiltrando, sabendo que um dia seria ela, por inteiro, quem faria parte de toda a minha existência.

Vocação!

É isso!

Imagens: plurim.wordpress.com; milc.net.br

“NÃO SABEIS VÓS QUE OS QUE CORREM NO ESTÁDIO, TODOS, NA VERDADE, CORREM, MAS UM SÓ LEVA O PRÊMIO? CORREI DE TAL MANEIRA QUE O ALCANCEIS.” I Coríntios 9- 24