POSTA ESCABECHE

Não tenho o costume de jantar. Normalmente prefiro um sanduíche de pão integral com queijo mais um copo de leite.

Mas tem uma carne que faço e deixo na geladeira.

Quanto mais o tempo passa mais gostosa fica!

Excelente com qualquer tipo de pão ou torrada.

Uma tentação!!!

13-08-2013 002INGREDIENTES

1 posta branca

1 copo de vinho branco

1 xícara de azeite

1 cebola (grande) picadinha

2 tomates picadinhos

azeitonas pretas e verdes

1 tablete de caldo de carne

1/2 xícara de vinagre

sal, pimenta do reino, louro e cheiro verde

Cozinhe a posta com o sal, pimenta, louro e o vinho e uma quantidade de água (que cubra a carne) por mais ou menos 1 hora (dependendo do tamanho da posta).

Retire, deixe esfriar bem e corte em fatias finas (eu tenho uma faca elétrica que é ótima para essas ocasiões).

13-08-2013 013

 

Prepare o molho: em uma panela coloque o azeite e frite a cebola, depois os tomates. 

Misture o caldo de carne e mais um copo de água e o vinagre.

Experimente o sal e junte as azeitonas.

Faça camadas em um pirex e leve à geladeira.

13-08-2013 016Apetitoso, não?

 

 

 

A BLUSA VERMELHA

Ela era tão simples…

Um decote V nem tão profundo assim, mangas colantes até a altura do cotovelo e o corpo que descia reto até um palmo, mais ou menos, para baixo da cintura.

O vermelho é que era o “tcham”!

Era forte, meio para o cereja e o tecido como que uma seda firme.

Comprei em uma liquidação.

Lá estava ela, dobradinha, no meio de outras de cores variadas como que chamando minha atenção.

Peguei, provei e feliz da vida, disse ao vendedor:

– Vou levar!

decote v

 

(www.modapontonet.com.br)

Nos tomamos de amores…

Qualquer festa, aniversário ou evento programado, lá ia eu na gaveta buscá-la confiante.

Às vezes eu a usava com calça preta, às vezes com jeans e muitas vezes com saia.

Se estava frio, colocava um blazer por cima e lá íamos nós, tão amigas.

Até meu perfume ela pegou: Jadore!

Lavava, secava, (nem precisava passar) e o cheiro lá estava, impregnado.

Engraçado como eu me sentia poderosa assim que a vestia!

Era sucesso certo!

Nos barzinhos recebia torpedos e até ouvia o bonitão falando ao garçom:

– Entrega para aquela de blusa vermelha.

E assim passou o tempo.

Um dia, estava em um jantar da turma de “amigo secreto” quando derrubei, sem querer, molho de carne (era mignon ao molho madeira) em cima da minha blusa.

Fui depressa ao toalete, passei sabonete, esfreguei com cuidado aquele pedacinho que virou um enorme pedaço molhado e nada de sair aquela mancha.

Vesti o blazer para esconder e, chegando em casa, coloquei talco na esperança de que sumisse por encanto (nessa hora lembramos de tudo que nos ensinaram…) e tornei a lavar, dessa vez, a blusa toda.

Quando ela secou, lá estava aquela mancha enorme!

Fiquei tão triste, deitei com ela apertada em meus braços e dormi aconchegada.

Na manhã seguinte ela estava ali: amassada, fria, acabada…

Não sei se um dia terei outra blusa da qual venha a gostar tanto.

Acho que as roupas muito amadas são como a gente: chega a hora de aposentar e ir embora…