TINHA UMA ABELHA NO MEIO DO MEU CAMINHO EM MUIZENBERG

Que coisa boa!

Minha filha Fabiane está nos fazendo viajar com ela nessa aventura!

E aqui vai mais um pouco da estadia dela lá em Cape Town.

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(MUIZENBERG É FAMOSA POR SUAS CASINHAS COLORIDAS, USADAS PELOS BANHISTAS PARA TROCAR DE ROUPA).

“Realmente o tempo tem passado muito rápido…

Já faz quase um mês que estou em Cape Town, e a cada dia gosto mais daqui e das pessoas com quem convivo. E sempre que tenho oportunidade, pego meu mapa para fazer turismo!
Em um domingo fui conhecer Muizenberg, a praia das casinhas coloridas!!

Já tinha visto muitas fotos e tinha certeza de que iria adorar o lugar. O dia estava perfeito para o passeio: sol, calor (apesar do vento) e céu azul.

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( PARA CHEGAR A MUIZENBERG UMA DAS OPÇÕES É PEGAR O TREM, NA ESTAÇÃO CENTRAL)

Peguei o trem na estação principal, no centro de Cape Town.

Não me lembro de quando tinha sido a última vez que andei de trem, e adorei a experiência! A passagem, ida e volta, saiu por 27 rands, cerca de R$ 7,50.

A distância é de cerca de 40 minutos, com paradas nas estações pelo caminho. O trem é velho, com algumas pichações nas portas, alguns bancos furados, mas no geral ele não é sujo.

A viagem foi tranquila, e apesar de ter recebido inúmeras recomendações, achei bastante segura. Mas claro que a dica é não ir sozinha!

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( ESTAÇÃO EM MUIZENBERG)

A praia é realmente linda e limpa. A areia é branca, e tem uma longa trilha para caminhar, com uma vista de tirar o fôlego!

A praia é o principal reduto de surfistas, que se arriscam na água gelada, onde vivem tubarões.

Lá, aliás, é considerado o berço do surf na África do Sul.

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( MESMO NA PRIMAVERA NÃO VÁ À PRAIA SEM UM CASACO. VENTA MUITO EM CAPE TOWN).

No total são mais de 20 quilômetros de praia, em volta do topo da costa de False Bay até Strand.

False Bay, aliás, é conhecida por sua população de tubarões brancos. No local há um serviço de vigia, chamado shark spotters, que dá alerta quando os tubarões estão próximos da costa.

Por toda a praia há sinalização para tomar cuidado com eles.

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( A ÁGUA É LIMPA E A PREFERIDA DOS SURFISTAS E DOS TUBARÕES BRANCOS)

Com relação aos restaurantes, confesso que fiquei um pouco desapontada…

Há alguns em frente à praia, mas senti falta de um bom restaurante de frutos do mar.
Como o tempo estava bom, eu e meus novos amigos da escola de inglês – uma portuguesa, um turco e um brasileiro – resolvemos andar descalços pela areia, e depois pelo calçadão.

Tudo ia bem, até que… Consegui a proeza de pisar em uma abelha!

Isso até não seria um grande problema se não fosse o pequeno detalhe de que sou alérgica!
Aff… Fora a dor – terrível – fiquei apavorada de me imaginar em outro país, longe do centro da cidade, tendo um choque anafilático. Foi muito tenso…

Voltei para casa, tomei meu antialérgico, passei minha pomada – nunca viajo sem eles – e fiquei com o meu pé do tamanho de um pão.

Um pão caseiro, daqueles grandes e fofos!

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Apesar de tudo o passeio foi maravilhoso, a vista compensou o pequeno incidente”.

“NA TUA COMPRIDA VIAGEM, TE CANSASTE; MAS NÃO DIZES: NÃO HÁ ESPERANÇA; O QUE BUSCAVAS ACHASTE; POR ISSO, NÃO ADOECES.” Isaías 57- 10

AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE UMA AVENTURA

Então… vocês leram o que escrevi há alguns dias atrás sobre “o meu ninho vazio”.

Agora vou transcrever um texto que minha filha Fabiane me enviou de lá, sua nova morada.

Como excelente jornalista que é (já contribuiu aqui no blog com “Feiras Gastronômicas”) vai nos levar a conhecer essa cidade fantástica em plena África do Sul: Cape Town!

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(Fabiane em Sea Point)

“Sempre ouvi dizer que o sonho de muitos é morar onde as pessoas tiram férias. Pois foi o que eu resolvi fazer.

Em dezembro do ano passado estive em Cape Town, África do Sul, por uma semana e fiquei completamente apaixonada por tudo.
A cidade é limpa, acolhedora, com excelentes shoppings e restaurantes, pontos turísticos incríveis, enfim, sonhei em um dia morar aqui.

Aqui porque a quatro dias Cape Town é minha nova ‘casa’. Vim passar três meses, estudar inglês, passear, talvez trabalhar, enfim, vim atrás de novidades!

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(Ao fundo Table Mountain)

E em apenas quatro dias já fiz muitas descobertas!

A primeira, e mais importante, é que por mais que você queira muito morar fora e que isso seja um grande sonho, você vai sofrer. Não, não estou sendo pessimista nem desencorajando quem pretende se arriscar por novos caminhos. Isso é real e inevitável. Claro que os primeiros dias são os mais difíceis, e sei que logo estarei bem adaptada, mas até lá…
Antes de vir, minha maior preocupação era com relação à moradia.

Em Curitiba, minha cidade, moro sozinha há mais de dez anos. E amo!! Sou super organizada, gosto de tudo no lugar, não gosto de dividir coisas, tenho muitas manias. Durmo tarde, acordo tarde, tenho fome de madrugada, adoro assistir televisão e ficar trocando os canais, nunca fico no silencio, necessito de uma xícara de café preto assim que acordo, como chocolate todos os dias…

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(Waterfront)

E, de repente, vim para a casa de uma senhora sul africana, de quem eu não tinha informação nenhuma. Mas, por sorte e benção de Deus, essa mulher é um amor! Toda vez que chego em casa ela pergunta como foi meu dia, quer saber detalhes, me força a falar inglês, me corrige quando erro, é extremamente atenciosa e carinhosa.
A localização da casa também é abençoada.

Estou em Sea Point, o segundo melhor bairro de Cape Town – perde apenas para Waterfront, que é a melhor região da cidade, e fica a 40 minutos a pé de onde estou. Ah! E da janela do meu quarto eu vejo o mar, que fica a uma quadra de distância.

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(Waterfront)

A escola, que eu achei que seria tranquila, foi péssima no primeiro dia!

Minha aula começa às 9h e vai até às 12h40. A professora só deu gramática, fiquei super frustrada. Achei que seria uma aula de conversação, onde poderia ‘gastar’ todo o meu inglês! Sai de lá odiando ter tido essa ideia estapafúrdia de estudar inglês na África!
Já o segundo dia foi melhor. A primeira parte foi de gramática e depois de conversação. Acredito que logo entrarei no ritmo e vou gostar mais.
Outra frustração foi com relação às novas amizades.

Eu, que converso até com a porta, não falei com ninguém no primeiro dia.

Todos já tinham suas turminhas e, aparentemente, eu não me encaixava em nenhuma delas. Mas no segundo dia já consegui trocar algumas palavras com um grupo de brasileiros. Sim! Eu sei que a dica é não falar com brasileiros, mas minhas opções na escola não são muitas: brasileiros, angolanos (que também falam português), e árabes, que tem o inglês mais difícil de entender de todo o mundo! Ou seja, vamos falar com os brasileiros em inglês, porque na escola é proibida outra língua!

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(Waterfront)

A comida, para quem me conhece, sabe que é um capítulo a parte.

Não gosto de um monte de coisa, outras tantas fecham a minha glote (hahahaha!!!), ou seja, tenho muita dificuldade nesse quesito.
Café da manhã é tranquilo: café preto com pão ou bolacha. Almoço também não tenho problemas, porque eu tenho ido todos os dias para Waterfront, onde tem um milhão de opções – desde Mac Donald’s e KFC, a restaurantes de massas e frutos do mar divinos.
O problema é o jantar, que é servido às 19h, pela dona da casa.

No primeiro dia cheguei tão cansada que não quis jantar. A diferença de fuso é de 5 horas para mais aqui, então tudo o que eu queria era dormir.
Nos outros dois dias a comida estava boa para mim: arroz, carne de panela e legumes. Mas ontem foi um problema. Tinha pasta de berinjela, bolinho de alho com frango, sopa de sei lá eu o que e filé de frango frito. De tudo isso, a única coisa que eu como é filé de frango. Peguei um pedaço, e quando dei a primeira garfada… Muito gosto de cebola!

Voltei para o meu quarto e me atraquei no pacote de bolacha e nas barras de chocolate que comprei no segundo dia!

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Sei que logo vou estar adaptada, e começarei a curtir mais a cidade e todas as suas belezas. Tenho certeza de que farei amizades e de que meu inglês vai melhorar muito. Os primeiros dias são sem dúvida os piores.
Mas graças a Deus existe FaceTime e WhatsApp!

Assim recebo o apoio e carinho dos meus pais, meus irmãos e das minhas amigas (Top5, Lufas, Santas, Fas+A, Lulus, Tati, Bibs). Sem vocês sem dúvida seria muito mais difícil!!”

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Fabi, nós adoramos e vamos esperar mais textos e fotos daí, OK?

” O CHORO PODE DURAR UMA NOITE, MAS A ALEGRIA VEM PELA MANHÃ.” Salmos 30- 5

CIDADES ONDE MOREI: 7- ANTONINA

Terminei meu post anterior sobre Ourinhos, contando que é de Antonina minhas melhores recordações.

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Pudera, ali conheci o mar, fiz amizades, e como uma adolescente que era, me apaixonei pela primeira vez…

Antonina está a 90 Km de Curitiba e foi fundada em 1714 sendo uma cidade histórica e turística com seu Porto, Igreja Matriz, Mercado Municipal, Prainha, Ponta da Pita, etc.

Ali cheguei com 11 para 12 anos e fiz todo o ginásio, coisa inédita para mim que nunca começava e terminava nada no mesmo lugar.

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Meu pai era professor de Português, Inglês e Latim (alguém se lembra?) e pastor da Igreja Presbiteriana Independente e minha mãe dava aulas de Educação Artística.

Era ela quem fazia as festas no Colégio, desde escrever as peças de teatro, ensaiar e apresentar nos palcos do Ginásio e até no Cinema Municipal.

Eu era a artista e amava tudo aquilo!

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(As Baianas e eu em evidência, é claro!)

Trabalhei em inúmeras peças: fui a Bela, de A Bela e a Fera; a Ritinha, uma escrava de Os Negros também tem Alma; a Virgem Maria, no nascimento de Jesus; a dona Carlota, na comédia Um Marido em Apuros; o menino pobre, na poesia de São Nicolau; além de cantar e dançar de baiana (foto acima), gaúcha, odalisca, etc.

Se a Globo me visse naquele tempo, me contratava (sem falsa modéstia!).

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(Aqui no Morro do Bom Brinquedo e a cidade lá embaixo).

No último ano do ginásio, nossa turma toda veio até a Capital para tirarmos nossa foto porque lá não tínhamos quem fizesse esse trabalho.

E de trem! A estrada era a da Graciosa e eu enjoava muito…

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E a foto ficou assim:

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Não tínhamos TV, telefone, celular, computador, internet e éramos tão felizes!

À tardinha sentávamos em cadeiras na calçada e jogávamos conversa fora enquanto víamos o dia se despedir.

Quando a noite chegava, mamãe contava histórias na varanda de casa e era um momento mágico!

Ali nasceu minha irmã caçula, Raquel.

Além das duas crônicas que marquei acima ( O dia em que conheci o Mar e A Contadora de Histórias), tem uma poesia Antonina aqui no blog.

Saímos para morar em Curitiba no ano de 1964.

Imagens: 1) http://www.redecedes.ufpr.br; 2) ronelcorsi.blogspot.com; 3) http://www.parana-online.com.br

“EM PAZ TAMBÉM ME DEITAREI E DORMIREI, PORQUE SÓ TU, SENHOR, ME FAZES HABITAR EM SEGURANÇA.” Salmos, 4- 8

CIDADES ONDE MOREI: 6- OURINHOS

Pois é… parecemos ciganos… e de Santa Cruz do Rio Pardo, Ourinhos é nossa próxima morada.

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Uma curiosidade é que seu nome é uma referência ao antigo município de Ourinho, hoje Jacarezinho, aqui no Paraná.

Ali fiz o “Admissão ao Ginásio”, lembram disso?

Nosso tradicional e antigo curso primário era composto de quatro anos. Ao concluir-se esse curso, para ingressarmos no curso ginasial, éramos submetidos a uma avaliação de nossos reais conhecimentos gerais, adquiridos no curso primário, denominado exame de admissão ao ginásio, praticamente um pequeno vestibular. Esses exames eram obrigatórios para os alunos saídos do curso primário. Também tinha a finalidade de filtro, evitando não deixar ultrapassar a quantidade de vagas existentes no curso ginasial, para cada exercício. Devidamente aprovados nesse exame de conhecimentos gerais, composto pelas matérias de português, matemática, história, geografia, estávamos aptos para ingressar no curso ginasial e, durante mais quatro anos, aprender os conhecimentos ministrados em suas quatro séries. (Clube dos “Entas” de Catanduva)

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Com onze anos, já começava a ter amizades e lembro de duas que me marcaram mais: a Lígia e a Sarah.

Pena que ao final do ano, já estávamos de malas prontas, voltando ao Paraná, mas é dessa próxima cidade, minhas melhores recordações!

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Imagens: 1) g1.globo.com; 2) http://www.encontraourinhos.com.br; 3) http://www.skyscrapercity.com

“PROCURAI A PAZ DA CIDADE PARA ONDE VOS FIZ TRANSPORTAR; E ORAI POR ELA AO SENHOR, PORQUE, NA SUA PAZ, VÓS TEREIS PAZ.” Jeremias, 29-7

CIDADES ONDE MOREI: 5- SANTA CRUZ DO RIO PARDO

Depois de Minas e Paraná, seguimos para o estado de São Paulo.

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Foi em Santa Cruz que fiz o quarto ano primário e não foi nada fácil…

O Grupo Escolar Sinharinha Camarinha onde fui estudar, leva o nome da família Camarinha que sempre foi uma das mais influentes na política local e ainda participa da administração pública até hoje.

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Estudei muito para alcançar a classe, mas valeu a pena porque no dia da formatura, a professora fez um enorme elogio sobre a menina que veio do Paraná e conseguiu estar entre as primeiras colocadas e ser a oradora da turma.

É… desde esse tempo eu já gostava de falar!

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E falando em política, foi ali que vi a primeira discussão às portas de casa.

Minha mãe tomou-se de amores pelo então candidato ao governo, Ademar de Barros e colocou na porta um enorme retrato dele.

Minha tia, chega de surpresa com minha prima, com um vestido lindo, rodado (fiquei babando nele) todo aplicado com vassourinhas, que era o símbolo da campanha do Jânio Quadros. 

Parou na porta e disse que não entrava enquanto minha mãe não tirasse a foto do Ademar…

Sabe que nem lembro se a tal foto foi tirada ou se minha tia acabou entrando em casa porque eu literalmente não desgrudava os olhos do vestido da minha prima…

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Terminou o ano e… novamente nos mudamos, para ali pertinho: Ourinhos onde fiz a quinta série.

Essa é a próxima cidade onde morei.

Imagens: 1) cafepasa.blogspot.com; 2) www2.uol.com.br; 3) http://www.cidade-brasil.com.br

” HÁ CAMINHO QUE AO HOMEM PARECE DIREITO, MAS O FIM DELE SÃO OS CAMINHOS DA MORTE.” Provérbios, 14- 12

CIDADES ONDE MOREI: 4- SENGÉS

E lá vamos nós para mais uma cidade: agora já estou com nove anos!

Sengés está situada bem na divisa do estado do Paraná e São Paulo e conta com aproximadamente 20 mil habitantes.

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Foi lá que fiz a terceira série primária e foi lá também que fui vítima de bullying (leiam mais sobre a cidade em minha crônica A Chegada da Geladeira).

Como uma autêntica mineira é claro que eu falava diferente das pessoas nascidas e criadas no Paraná e, na escola, na hora da chamada, eu respondia “Presentiii”!

Assim mesmo, com ênfase no “i” e as gozações começaram: no quadro negro eu lia a palavra “presentiiiii”; no recreio e saída riam e caçoavam de mim.

Foi então que briguei na rua como um moleque acuado: a menina veio por trás e puxou meu cabelo com força enquanto gritava “presentiii, presentiiiii”!

Me virei e dei um soco nela!

Rolamos pelo chão!

Nada bonito, não?

Ainda bem que isso não alterou em nada o meu jeito de ser e falar…

Mas voltemos à cidade…

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A cidade está às margens do rio Jaguaricatú e possui um excelente potencial turístico devido ao relevo privilegiado porém pouco aproveitado.

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(Vale do Corisco- queda de 104 metros de altura)

A lembrança boa que tenho de lá, foi que ganhei meu único e amado cãozinho, Pancho (leia mais sobre ele na crônica Pancho) que me seguiu em todas as outras cidades pelas quais passei.

TRILHA DAS CACHOEIRAS-SENGÉS-PR-0006

(Trilha das Cachoeiras)

Ficamos apenas um ano ali e seguimos para o estado de São Paulo, minha quinta cidade!

Imagens: 1) http://www.cidade-brasil.com.br; 2) pt.wikipedia.org; 3 e 4) http://www.valedoitarare.com;

“NÃO DETENHAS PARA COMIGO, SENHOR, AS TUAS MISERICÓRDIAS; GUARDEM-ME CONTINUAMENTE A TUA BENIGNIDADE E A TUA VERDADE”. Salmos, 40-11

CIDADES ONDE MOREI: 3. CASTRO (INSTITUTO CRISTÃO)

No município de Castro, a quatro km da cidade, está o Colégio Instituto Cristão, uma das mais importantes instituições de ensino agropecuário do país.

É dirigido por holandeses e foi fundado em 1915.

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E é lá que fomos morar!

Minhas lembranças agora já são muitas pois fiz o 1º e 2º ano primário ali.

Tínhamos um trole puxado por um cavalo de nome Petiço e que nos levava até a cidade para compras e passear.

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Castro está às margens do rio Iapó e tem um bom potencial turístico devido ao Canyon Guartelá, Carambei e Castrolanda.

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Nessa foto antiga é como me lembro do Colégio.

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Pinheiros, muito pinheiros rodeavam nossa casa que era grande, aconchegante, com lareira para nos aquecer do frio terrível que fazia por lá no inverno.

Havia dois lados: o dos rapazes, uma estrada no meio que levava a Tibagi e o lado das moças onde morávamos.

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Foram anos deliciosos!!!

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“ESFORÇA-TE E TEM BOM ÂNIMO; NÃO PASMES, NEM TE ESPANTES, PORQUE O SENHOR, TEU DEUS, É CONTIGO, POR ONDE QUER QUE ANDARES”. Josué, 1-9

Imagens: 1) pt.dreamstime.com; 2) http://www.diariodoscampos.com.br; 3) http://www.preciolandia.com; 4) http://www.castro.pr.gov.br

CIDADES ONDE MOREI: 2. LONDRINA-PR

E eu com três anos e meio, diretamente das Minas Gerais, fui morar em Londrina, no Paraná, uma cidade que cresce a cada dia!

De uma cidade produtora de café para outra cuja riqueza era o café.

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É a segunda cidade mais populosa do Estado e seu nome tem origem em Londres (capital da Inglaterra e Reino Unido).

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Lá meu pai dava aulas de Português em colégios e minha mãe, aulas de piano em casa.

Foi quando nasceu minha irmã Ângela para alegria minha que só tinha um irmão mais velho (Ciro) e que já virou um “pé vermelho” voltando a morar lá há muitos anos.

Melhor para nós que podemos voltar!

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E, aqui vai um poema lindo sobre ela, de ninguém nada mais, nada menos que Cora Coralina!

Homens pioneiros
chegaram de longe
cheios de Fé.
Na terra vermelha,
no seio da mata,
na cova profunda
plantaram café.

Vanguardeiros.
Braços possantes
ergueram a cidade
na terra distante.

Homens vieram,
mulheres, meninas.
Casadas, solteiras,
perdidas e achadas.
Alvas. Morenas. Cafusas.
Mescladas.

Unidos, reunidos
criando a riqueza
nas terras escuras
roxo-vermelha do Paraná.

Planta. Replanta.
Trato. Colheita.
Peneiras. Terreiros. Poeira.
Carretas, machados, arados.
Serras. Serradores. Serrarias.
Toras, galhadas e troncos.
Machadeiros. Galpões.
Homens – mulheres – meninos.
Luta. Trabalho.
Terras – Norte do Paraná.

O chamado da terra.
O apelo da gleba.
O homem presente.
Londrina nasceu.
Londrina cresceu.
Baliza altaneira.
Porta-bandeira
levando um brasão.
Caminha adiante,
plantando cidades,
nas terras vermelhas
do Paraná.

Riqueza. Abastança. Cultura.
Seus homens unidos
lutando valentes
na terra feraz,
nem clamam, nem pedem.
Fartas ofertas,
as fontes abertas
– sugando.
Seus homens sorrindo,
suas sobras caindo,
num crivo sem fim.

O trigo dourando
a terra padrão.

Dizendo fartura,
certeza de pão.
A cana acamada
vestindo de verde
a terra lavrada.

Cafezais montam guarda
e mandam a mensagem
da terra vermelha –
do Paraná.

Entradas. Estradas.
Picadas, balizas
avançam pra frente.
Rodagens. Asfalto.
Carroças. Carretas. Tratores.

Apitos de usinas.
Motores. Vapores.
Criadores. Currais.
Riqueza que espelha
a terra vermelha
do Paraná.

Giram-girando
às voltas do sol
os campos floridos
dos girassóis.
O rami alastrado,
conjugado
ao verde entonado
das amoreiras.
E os grandes ranchões
do bicho-da-seda
fiando a riqueza
da terra vermelha
do Paraná.

No fim a estória contada,
a estória acabada.
O Pioneiro – vencedor e vencido
já velho e abatido,
descansa caído
vestindo a mortalha
de uma terra vermelha
que bem trabalhou.

©CORA CORALINA
In Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais, 1965

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“O SENHOR, POIS, É AQUELE QUE VAI ADIANTE DE TI; ELE SERÁ CONTIGO, NÃO TE DEIXARÁ, NEM TE DESAMPARARÁ; NÃO TEMAS, NEM TE ESPANTES”. Deuteronômio, 31-8

Imagens: 1) pt.wikipedia.org; 2) ibiscoito.com; 3) imoo.com.br; 4) http://www.blessviagens.com.br

CIDADES ONDE MOREI: 1. MACHADO-MG

Tem pessoas que nascem e morrem no mesmo lugar.

Eu morei em muitas cidades, nessa ordem: Machado (onde nasci), Londrina, Castro, Sengés, Santa Cruz do Rio Pardo, Ourinhos, Antonina, Formosa d’Oeste, Iporã, Campo Mourão e Curitiba (finalmente!).

Ufa!!!

Como tenho lembranças gostosas de cada lugar, vou escrever um pouco sobre cada uma delas.

Começo por onde nasci: Machado- MG, o início da minha história!

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Machado tem como principal atividade econômica o cultivo do café.

Sua população em 2014 era de 41.070 habitantes.

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Meus pais foram os autores do Hino Oficial da cidade e são cidadãos honorários dela.

HINO DO MUNICÍPIO DE MACHADO

LETRA: ROSSINE SALES FERNANDES

MÚSICA: YEDDA NOVAES FERNANDES

Machado terra querida!

Cantar-te em versos eu quero:

pedaço de minha vida,

rica joia do Brasil!

—–

Berço dos meus ancestrais,

Oh! Terra dos cafezais!

Imenso e rico é teu solo,

formoso é teu rio,

teu céu sem igual!

—–

Boa terra de luz e de futuro,

boa gente que vive do trabalho.

Um risonho porvir eu vos auguro,

sob as mais ricas das bênçãos do céu.

—–

Que teus filhos, todos irmãos,

sempre unidos possam viver,

sem barreiras, sem prevenções,

amando aos tristes

que vivem a sofrer.

—–

Como esse rio que corre,

indo a procura do mar,

quis eu também te deixar,

por cobiça de outras terras…

—–

Hoje porém mui saudoso,

sonho ao teu seio voltar

como ao seu leito retornam

em chuvas, os rios

que foram para o mar.

“CRIA EM MIM, Ó DEUS, UM CORAÇÃO PURO E RENOVA EM MIM UM ESPÍRITO RETO”. Salmos 51-10

 

 

E LÁ FOMOS NÓS PARA O BETO CARRERO!

Aproveitando a vinda dos nossos “Angolanos” para Curitiba, além de Witmarsum, fomos repetir um passeio que há muito tempo tínhamos feito: Beto Carrero.

O mês de maio foi pródigo em dias de sol e calor e lá fomos nós no dia 21, uma quinta feira, para o parque no município de Penha, litoral norte de Santa Catarina.

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(João Batista Sérgio Murad Silva, paulista, idealizador e criador do Parque Beto Carrero)

A maior parte do curitibanos já foi, alguma vez, ao parque, mas como esse blog é lido e visitado por muitas pessoas do Brasil e fora dele, achei interessante mostrar algumas fotos do lugar.

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(Mapa geral do maior parque temático da América Latina)

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(Eu, na entrada do Parque)

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(Nós seis: eu, Isadora, Fabiane, André, Heitor e Viviane)

E começamos o passeio.

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(A entrada da gruta onde fizemos o passeio de barco)

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(O próprio Raskapuska)

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(O barquinho vai passando por banda de Soldados de Chumbo, animais da floresta, casinhas encantadas cobertas de neve…)

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(Eu, Fabi e Vivi esperando, enquanto o André passeava no carrossel de elefantes com as crianças)

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(Eu e o encantador de serpentes)

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(Nossa, como gostam de cobras!)

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(Tem camelos também…)

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(Isadora e os cangurus)

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(Heitor e Isadora com os personagens do show Madagascar)

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(O show- muito legal, com artistas incríveis em bicicletas, os Pinguins e muita música, luzes e alegria)

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(Aqui tomei uma banana split m a r a v i l h o s a!!! enquanto assistia o desfile dos artistas)

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(Os quatro se divertindo!)

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(Eu me divertindo!)

E aí fomos passear de trem. Mesmo sendo um dia de semana, ainda pegamos uma fila, mas valeu a pena.

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(O começo do passeio de trem e… mais cobras!!!)

Aí tem um show à parte: passeando pela fazenda no velho Oeste, eis que surgem bandidos mascarados à cavalo que vem até o trem, mas tchan, tchan, tchan, surge o xerife que põe os malfeitores a correr.

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E todos aplaudem e ele agradece…

Era fim de tarde e cansados fomos até o hotel ali pertinho onde já tínhamos reserva.

Tomamos um banho e fomos jantar em um restaurante uma comidinha bem básica: camarões e camarões…

Na manhã seguinte, voltamos para Curitiba porque todos tínhamos compromisso: Vovó Sílvia tinha que começar a preparar uma feijoada para 30 pessoas no dia seguinte, mas deu tudo certo (a viagem e a feijoada)!

E fecho com essas duas portas lindas que tive que fotografar!

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“EU ME DEITEI E DORMI; ACORDEI, PORQUE O SENHOR ME SUSTENTOU”. Salmos 3-5