CURITIBANO

Aproveitando que estamos em pleno inverno, vou falar sobre o frio do curitibano, em forma de poesia.

Aproveito também para ilustrar com essas duas belíssimas fotos de pinheiros, tiradas pelo meu colega de trabalho (Positivo Informática), Radamés Manosso.

O blog dele http://www.radamesm.wordpress.com tem muito mais fotos e seus textos são inteligentes e oportunos.

Vale a pena visitar!

Pinheiro e sol(Pinheiro e sol- área rural de Campo Magro em 02-08-12)

E, segue o poema.

 

Frio!

Como é bom o frio!

O nosso bem amado cobertor

sai dos armários

cheirando sabonete

e nos envolve sonhador.

E aí vem meias,

grossas, de lã,

por cima de outras meias,

calças, fio quarenta sim,

que estão sob outras

calças, de brim.

E o nariz fica vermelho,

as mãos roxas,

o hálito a nos sair

em fumaças brancas,

arco íris de geada

penetrando nossas coxas.

E aí o curitibano se alegra.

Pode falar do frio

sentindo o frio que quis.

Coloca seu gorro, seu poncho,

casaco, luvas, sobretudo.

E, sobretudo, seu sorriso

de pessoa feliz.

(Do livro Um Pouco de Mim)

Pinheiro solitário(Pinheiro Solitário- Campo Magro- 08-06-13)

ALGUNS HAICAIS

Essas fotos são de um lugar que visitei e que me encantou.

Estava num safári em pleno Parque Nacional do Quiçama, em Luanda, Angola, África.

A vegetação seca da savana e o calor escaldante  turvavam minha visão, até que olhei para um lado e tive a impressão que era uma miragem.

No meio de todo aquele deserto, no meio do nada, essas flores cor de rosa, lindas, desafiando a falta de chuva e o cuidado de mãos carinhosas.

É claro que fotografei!

Então lembrei-me de alguns Haicais que fiz há algum tempo e que falam de flores.

Para quem não conhece, segue a definição de Haicai: ” é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas tem três linhas, contendo na primeira e na última cinco sílabas e sete na segunda linha”-(Wikipédia)

Para mim, defino como: “dizer muito em poucas palavras”.

Quero ver as flores,

a primavera sorrindo…

Deixe-me sonhar!

Chão atapetado

de flores brancas, vermelhas.

Mudam estações.

Flores procurando

um girassol amarelo.

O sol lá no céu.

Dê-me flores, céus,

e farei versos sem fim.

Dê-me amor e paro.

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Heitor

 

imagens-desenhos-infantis-imagens-coloridas-a67ac4(imagens-desenhos-infantis a67ac4)

HEITOR

Junto ao ano que começa

você está quase chegando…

Seu quarto está pronto,

suas roupas arrumadas,

seus brinquedos esperando.

Como será você?

Como será sua história?

De uma coisa já sabemos

e você traz em seu nome:

“mantenedor da vitória”!

E que família mais linda

(com as bênçãos do Senhor),

papai, mamãe, Isadora,

num abraço reunidos,

juntos, te acolhem, Heitor!

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Isadora

Antes da Isadora, minha primeira neta nascer, escrevi um poema para ela. Fiz o mesmo para meu segundo neto, Heitor. Foi interessante pois ainda não sabia como seriam, mas o amor já existia e muito grande!

imagens-desenhos-infantis-imagens-coloridas-6a6cfa

(imagens-desenhos-infantis 6a6cfa)

ISADORA

Adorável vida que palpita

na vida de sua mãe!

Inacreditável ciência

que com suave cadência

faz ouvir seu coração.

Vimos seu corpo, seu rosto,

o mexer de sua mão.

Sentimos o encanto presente

dessa pequena semente

em resposta à oração.

Portanto:

que o sol traga sua luz!

Os pássaros, seu canto!

Bem vinda seja, Isadora!

Sua história começa…agora!

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MINEIRA

Ah, mineira, se soubesses

como é lindo teu andar…

Não és “garota de Ipanema”

nem ao menos tens um mar,

mas teu corpo tem o cheiro

dos quitutes, das quitandas,

do tempero brasileiro

que nos levam a sonhar.

És a rima, és a prosa,

pura e casta, hospitaleira,

a donzela valorosa

de tradicional família

que sobe ladeira

de ruas estreitas,

que vai à Igreja

rezar fervorosa.

És ilustre, tens história.

Na política és ardilosa.

És rica, dona de pedras

das minas do teu Estado.

Tens a música no sangue,

tens na língua o desacato,

tens no agrado teu recado,

tens na alma teu pecado.

Teu sorriso matreiro,

teu olhar zombeteiro,

teu gingado brejeiro

me fez prisioneiro:

não sei mais quem sou.

Do meu livro “UM POUCO DE MIM”

foto