Sempre quando viajo, observo aquelas pequenas casas no meio do nada e fico pensando tanta coisa… será que mora alguém ali? Como será que vivem longe de tudo? E assim surgiu esse poema. Apenas conjecturas…
CASEBRE
Tão pequeno,
isolado…
Na beira da estrada
parece vazio,
abandonado.
—–
Mil olhos o veem
e ele lá, calado.
Parece pintura,
parte de um quadro
desbotado.
—–
Passa o dia
vem a noite.
Cai a chuva
e ele lá.
Sem dono.
—–
Servindo de encosto
às arvores que se esfregam,
retorcem,
contorcem.
E ele lá.
—–
Servindo de abrigo
pra bichos
porque nem gente,
carente,
quer ali pernoitar…

Imagem: paisagensemfotos.blogspot.com
(Do meu livro Um Pouco de Mim)
Publicado por Sílvia
Sílvia Fernandes é escritora e poeta. Recebeu diversos prêmios por suas poesias e contos infantis, destaque para o primeiro lugar no Concurso de Poesias Campo Mourão de 2017 e terceira colocação nacional no Prêmio Sesc de Contos Infantis de 2014 em Brasília. Além de contribuir em Antologias, revistas e materiais didáticos, publicou o livro de poesias “Um Pouco de Mim”, o infanto-juvenil “O Nasquimi Dourado”, “Acalanto”, com crônicas, haicais e poesias e o infantil “Férias no Campo”. Possui um blog “prosapoemapastel.com” onde escreve sobre cultura e culinária. É mãe de três filhos e avó de quatro netos. Foi eleita imortal da Academia Mourãoense de Letras em outubro de 2018.
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Casebre, uma poesia lírica e a foto muito sugestiva. Gostei muito Silvia!.
Obrigada, amiga!!! Grande beijo!!!