SETE ANOS E UM POEMA

E não é que o Blog está completando seus sete anos?

Tanta coisa passou por ele:  viagens, crônicas, poesias, indicações de livros, receitas de tricô e crochê, histórias e vídeos infantis e muitas e muitas receitas!

E são mais de 180 mil acessos do Brasil e de tantos outros países que fico pensando na minha responsabilidade em escrever para tantas pessoas em 119 países diferentes!

Por isso, PARABÉNS e vida longa para ele!

(Imagem do bolo feita pela @arteempapelluanda, da minha filha Viviane)

Muitas vezes fico sem inspiração para escrever poesias…

De repente ela surge, do nada, e foi assim com essa, que escrevi em tempos de quarentena.

 

BAILARINA

Diáfana, transparente,

um ser quase invisível

que se movimenta leve,

quase indolente,

ao sabor da minha mente.

——————–

Os braços sobem e descem

graciosos; e os pés,

quase a flutuar,

seguem a cadência

da música a tocar.

——————–

De repente, ela está em mim,

projetando como em tantos sonhos,

sonhei…

E me vejo solta,

enfim…

——————–

Ela sou eu,

bailarina errante no tempo,

que sobrevoa a vida

semeando versos

do melhor de mim.

——————–

E não há limites

para o que hoje sou.

Danço ao sabor do vento.

Não tenho pressa,

o que se foi, passou…

Imagens: pinterest

ENTÃO A VIRGEM SE ALEGRARÁ NA DANÇA, E TAMBÉM OS JOVENS E OS VELHOS; E TORNAREI O SEU PRANTO EM ALEGRIA, E OS CONSOLAREI, E TRANSFORMAREI EM REGOZIJO A SUA TRISTEZA.” Jeremias, 31- 13

 

 

 

NÃO HAVIA LUGAR…

Desejando a todos os leitores um feliz Natal, compartilho a poesia do livro “Antes que escureça o sol”, do meu pai Rossine Sales Fernandes.

presépio

Não havia lugar…

Por decreto de César Augusto,

para o Censo a Belém vão chegando

peregrinos,que buscam pousada…

As pensões já se encheram de gente

que procede de todos os lados.

—–

Na cidade o ambiente é festivo.

Como se fosse um dia de gala,

vibra e canta a pacata Belém.

Há nas ruas e casas ruído,

um nervoso e incessante vaivém…

—–

E não sabem que um santo casal,

recém chegado de Nazaré,

ansioso procura um lugar

onde possa dormir, descansar,

ao abrigo do frio da noite.

—–

Hospedagem nenhuma conseguem;

são estranhos, coitados, e humildes.

Fossem ricos, lugar achariam

em pensões ou qualquer estalagem:

boas camas e pão lhes dariam…

—–

Ou soubesse Belém que o Messias

-velho sonho de todos os crentes,

proclamado na voz dos Profetas,

esperança de todas as gentes,

Redentor desejado e querido,

—–

nessa noite devia nascer…

Se Belém o soubesse, daria

o melhor dos seus bens ao casal,

hospedando José e Maria.

Entretanto, lugar não lhes dá…

—–

Também hoje é assim, por igual:

há lugar para festas, banquetes;

para tudo há lugar no Natal

(sejam ricos ou pobres os pais),

menos guarida para Jesus…

—–

Entre si todos trocam presentes

e surpresas, com lindos cartões…

Só se vê rosto alegre, e não triste,

há sorrisos e abraços profusos.

Mas prá Cristo lugar não existe…

—–

Muitos outros lhe fecham a porta

tão somente por falta de luz:

se Belém desprezou a Jesus,

muitos hoje ao Senhor desconhecem

e suas portas lhe cerram sem dó…

—–

Sua história e seu nome bem sabem,

seu Natal comemoram, felizes,

o Evangelho já leram por alto

e cristãos e “bonzinhos” se dizem,

mas a Cristo, o Senhor, desconhecem…

—–

Não provaram de Cristo o poder,

não aceitam o amor do Senhor,

nunca viram milagres da graça,

nem seus lábios cantaram louvor,

nem buscaram de Deus o perdão.

—–

Podem ser bons e mesmo sinceros,

mas a Lei do Senhor menosprezam,

e, descrentes de todos os credos,

seus sagrados ensinos desprezam,

não deixando lugar prá Jesus…

—–

Ó Brasil, como é triste o teu fado,

por não teres de Deus o temor

e a Jesus como Rei e Senhor!

Por que razão assim te amesquinhas,

em contraste com tua grandeza?

—–

Meus irmãos, trabalhemos com fé:

ao “gigante que dorme” acordemos,

difundamos de Cristo a doutrina.

Com a palavra e conduta mostremos

como é bom hospedar a Jesus!

—–

Té que um dia, afinal, nesta Pátria

possa Cristo encontrar um lugar,

e assim venha de fato a reinar

nos palácios de nobres senhores

e nas rudes choupanas da plebe.

—–

Evitemos que um dia, no Além,

a justiça divina declare:

-Não terás lugar tu também; 

dei-te tempo bastante na terra

para o bem praticares somente,

—–

para a graça divina aceitares

e no amor e na luz caminhares; 

mas tu mesmo por ti te condenas,

pois em teu coração tão ingrato,

a Jesus nunca deste lugar…

oração

Procurem outros assuntos no blog: Reflexões Natalinas I, Reflexões Natalinas II e Reflexões Natalinas III.

Imagens: 1) catolicosribeiraopreto.com; 2) jobnascimento.blogspot.com

” E DEU À LUZ O SEU FILHO PRIMOGÊNITO, E ENVOLVEU-O EM PANOS, E DEITOU-O NUMA MANJEDOURA, PORQUE NÃO HAVIA LUGAR PARA ELES NA ESTALAGEM.” Lucas, 2- 7

O ARCO-ÍRIS

 Essa história escrevi há muito tempo, mas gosto muito dela.
Espero que vocês gostem também…
 
O ARCO-ÍRIS
Essa história eu ouvi da minha mãe, que ouviu da minha avó, que ouviu da minha bisavó, que ouviu nem sei de quem.
É sobre uma menina muito pobre que adorava música.
notas musicais
Ela amanhecia cantarolando, inventava melodias e letras e embalava com elas as suas bonequinhas de pano.
Seu sonho era ter um piano de cauda, de verdade!
E enquanto ele não vinha, ela tocava no tampo da mesa, da carteira da escola, em cima de suas próprias pernas.
– Mas o que é isso, menina? Repreendia sua mãe. Pára com essa bobagem! Nós somos pobres e nunca teremos dinheiro bastante para comprar esse tal de piano de cauda.
Mas a menina nem ouvia.
Já estava cantando baixinho nova música por ela inventada enquanto embalava sua boneca.
foto-boneca-de-pano-06
Um dia, ela estava quase alheia à conversa dos adultos na cozinha, quando um pedacinho do seu consciente pegou o finzinho:
– Tem um pote de ouro no final do arco-íris!
Afirmava o tio Janjão enquanto coçava sua gorda barriga.
arco-íris
Então nossa amiguinha voltou de vez à realidade e quando percebeu já estava perguntando ao tio:
– É verdade mesmo, tio? Que tem ouro para comprar tudo o que a gente quer?
– Sim, querida, é verdade! Disse o velho tio piscando um olho…
E a partir daquele dia, a menina soube que teria o seu piano.
Ela ficou dia após dia lá fora, sentadinha, a olhar o céu e tocar com seus dedinhos finos, o seu piano invisível.
Sua mãe morria de pena!
– Por que você fez isso com ela, Janjão? Essa menina mal amanhece o dia, nem come direito e lá vai para fora procurar o arco-íris.
Mas, um belo dia, ele apareceu.
Era o mais belo arco-íris já visto por aquele lugar.
rainbow
E a menina batendo palmas, sorrindo, saiu em disparada, sempre olhando para o céu.
Nunca mais a viram…
Conta-se que no final do arco-íris, está uma menina linda, feliz, sentada em seu banquinho e tocando eternamente em um piano de cauda.
O pote de ouro é a felicidade…
piano
Imagens: 1) ultradownloads.com.br; 2) portalbrasil10.com.br; 3) renataespecial.blogspot.com; 4) http://www.sodahead.com; 5) http://www.clipartpanda.com
” E ELA DARÁ A LUZ UM FILHO, E LHE PORÁS O NOME DE JESUS, PORQUE ELE SALVARÁ O SEU POVO DOS SEUS PECADOS.” Mateus, 1- 21

CIDADES ONDE MOREI: 8- CURITIBA (1ª PARTE)

E cá estou eu de volta com a série sobre “Cidades onde morei”…

Morar em Curitiba sempre foi o sonho dos meus pais e foi assim que chegamos.

O ano era 1964 e eu completando 16 anos.

instituto

Entrei no Instituto de Educação do Paraná para fazer o curso Normal, hoje Magistério e comecei a namorar sério aquele que veio a ser meu marido.

Nesses três anos de curso todas as moças eram noivas ou estavam com data marcada para o casamento e era o que meus pais esperavam de mim: ser professora normalista e casar.

E assim foi.

beatles

E foram anos de inúmeros acontecimentos marcantes no Brasil e no mundo: Beatles (eu sempre preferi Elvis Presley), o homem pisando na lua, festival de Woodstock, guerra do Vietnã, Jovem Guarda, Pelé, O Pasquim, etc, etc, etc.

Bem, terminei o curso, dei aulas no Instituto Maria José que ficava na rua Dr. Murici, bem no lugar onde hoje temos um viaduto e… casei.

curitiba anos 60

(Praça Rui Barbosa daquele tempo)

Tendo meu marido passado no concurso para Juiz de Direito, arrumamos nossa mudança e fomos morar no interior do Paraná, uma cidade que pertencia à primeira instância e onde começamos nossa jornada.

E segue um poema da nossa eterna Helena Kolody.

CURITIBA, CIDADE-MENINA
Curitiba, cidade menina
paisagem do meu amanhecer.
Por toda parte, a marca de meus passos,
o fantasma de meus sonhos.
Jardins, pomares,
pinheiros e mais pinheiros,
onde moravam sabiás cantores
e bem-te-vis moleques
As torres da Catedral
olhavam por cima dos sobrados.
Carroças de Santa Felicidade
trepidavam no calçamento das ruas
e faziam tremer a voz cantante
das colonas italianas:
– “Qué comprá lenha,
batata doce, repolho,óvo!”
Bondes elétricos circulavam, vagarosos,
do centro para os bairros.
Perdia-se nos longes
o pregão do peixeiro português:
-“Pei…..xe! Camarão!”
Corria pelas ruas
o anúncio dos pequenos jornaleiros:
– “Gazeta do Dia”
– “Diário da Tarde!”
Estudantes eletrizavam a cidade
com sua ruidosa juventude.
Acotovelavam-se risos e conversas de crianças,
pombos brancos a caminho da escola.
Recordo Curitiba adolescente..
Uma névoa de saudade
me envolve o coração.
Helena Kolody 1997
Helena e eu 001
Para ler um poema meu sobre Curitiba, você clica em: Curitibano.
Imagens: 1) institutoerasmopilotto.blogspot.com; 2) beatlemania.musicblog.com.br; 3) publicar-atualidades.blogspot.com
” DISSE JESUS: O CÉU E A TERRA PASSARÃO, MAS AS MINHAS PALAVRAS NÃO HÃO DE PASSAR.” Mateus, 24- 35.

PROFESSOR, UM ATO DE AMOR!

Sou professora, filha de pais professores e imensa, total e profundamente admiradora daquele que foi, para mim, o maior exemplo de um educador: Rubem Alves.

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Já escrevi sobre ele aqui, no texto 19 Dias  sem Rubem Alves.

Ele é um daqueles escritores que faz magia com as palavras e possui um estilo inconfundível e,para ele, um grande mestre nasce da exuberância da felicidade, da alegria de ensinar: ser mestre é ensinar com alegria, é ensinar a felicidade.

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“Educadores antes de serem especialistas na ferramenta do saber devem ser especialistas em amor, interprete de sonhos, proclamadores da alegria e da felicidade. Pois, para Rubem Alves, tudo começa com um ato de amor.

A escola e o professor, não devem existir para ensinar ao aluno as respostas, mas para ensinar as perguntas. E, um grande mestre, além de ensinar o que sabe, deve ensinar o que não sabe. Na busca dos sonhos e da felicidade de nossos alunos, nós educadores, devemos construir novos saberes.

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Rubem Alves propõe que para se entrar numa escola alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros bem que podem dar lições aos professores. Os banquetes não se iniciam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome. Nós professores temos que despertar a fome pelo conhecimento em nossos alunos, como faz o bom cozinheiro quando deixa a porta da cozinha aberta para que os aromas possam percorrer pela área de jantar e fazer os estômagos dos frequentadores roncarem de fome.” (Protexto)

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“Lembrem-se de que vocês (educadores) são pastores da alegria, e que sua responsabilidade primeira é definida por um rosto que lhes faz um pedido: por favor, me ajude a ser feliz…) Rubem Alves

Imagens: 1) oespiritualismoocidental.blogspot.com; 2) direcionalescolas.com.br; 3) http://www.iesa.ufg.br; 4) joycebaldini.blogspot.com

” O DISCÍPULO NÃO ESTÁ ACIMA DO SEU MESTRE; TODO AQUELE, PORÉM, QUE FOR BEM INSTRUÍDO SERÁ COMO O SEU MESTRE.” Lucas 6- 40

 

AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE UMA AVENTURA

Então… vocês leram o que escrevi há alguns dias atrás sobre “o meu ninho vazio”.

Agora vou transcrever um texto que minha filha Fabiane me enviou de lá, sua nova morada.

Como excelente jornalista que é (já contribuiu aqui no blog com “Feiras Gastronômicas”) vai nos levar a conhecer essa cidade fantástica em plena África do Sul: Cape Town!

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(Fabiane em Sea Point)

“Sempre ouvi dizer que o sonho de muitos é morar onde as pessoas tiram férias. Pois foi o que eu resolvi fazer.

Em dezembro do ano passado estive em Cape Town, África do Sul, por uma semana e fiquei completamente apaixonada por tudo.
A cidade é limpa, acolhedora, com excelentes shoppings e restaurantes, pontos turísticos incríveis, enfim, sonhei em um dia morar aqui.

Aqui porque a quatro dias Cape Town é minha nova ‘casa’. Vim passar três meses, estudar inglês, passear, talvez trabalhar, enfim, vim atrás de novidades!

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(Ao fundo Table Mountain)

E em apenas quatro dias já fiz muitas descobertas!

A primeira, e mais importante, é que por mais que você queira muito morar fora e que isso seja um grande sonho, você vai sofrer. Não, não estou sendo pessimista nem desencorajando quem pretende se arriscar por novos caminhos. Isso é real e inevitável. Claro que os primeiros dias são os mais difíceis, e sei que logo estarei bem adaptada, mas até lá…
Antes de vir, minha maior preocupação era com relação à moradia.

Em Curitiba, minha cidade, moro sozinha há mais de dez anos. E amo!! Sou super organizada, gosto de tudo no lugar, não gosto de dividir coisas, tenho muitas manias. Durmo tarde, acordo tarde, tenho fome de madrugada, adoro assistir televisão e ficar trocando os canais, nunca fico no silencio, necessito de uma xícara de café preto assim que acordo, como chocolate todos os dias…

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(Waterfront)

E, de repente, vim para a casa de uma senhora sul africana, de quem eu não tinha informação nenhuma. Mas, por sorte e benção de Deus, essa mulher é um amor! Toda vez que chego em casa ela pergunta como foi meu dia, quer saber detalhes, me força a falar inglês, me corrige quando erro, é extremamente atenciosa e carinhosa.
A localização da casa também é abençoada.

Estou em Sea Point, o segundo melhor bairro de Cape Town – perde apenas para Waterfront, que é a melhor região da cidade, e fica a 40 minutos a pé de onde estou. Ah! E da janela do meu quarto eu vejo o mar, que fica a uma quadra de distância.

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(Waterfront)

A escola, que eu achei que seria tranquila, foi péssima no primeiro dia!

Minha aula começa às 9h e vai até às 12h40. A professora só deu gramática, fiquei super frustrada. Achei que seria uma aula de conversação, onde poderia ‘gastar’ todo o meu inglês! Sai de lá odiando ter tido essa ideia estapafúrdia de estudar inglês na África!
Já o segundo dia foi melhor. A primeira parte foi de gramática e depois de conversação. Acredito que logo entrarei no ritmo e vou gostar mais.
Outra frustração foi com relação às novas amizades.

Eu, que converso até com a porta, não falei com ninguém no primeiro dia.

Todos já tinham suas turminhas e, aparentemente, eu não me encaixava em nenhuma delas. Mas no segundo dia já consegui trocar algumas palavras com um grupo de brasileiros. Sim! Eu sei que a dica é não falar com brasileiros, mas minhas opções na escola não são muitas: brasileiros, angolanos (que também falam português), e árabes, que tem o inglês mais difícil de entender de todo o mundo! Ou seja, vamos falar com os brasileiros em inglês, porque na escola é proibida outra língua!

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(Waterfront)

A comida, para quem me conhece, sabe que é um capítulo a parte.

Não gosto de um monte de coisa, outras tantas fecham a minha glote (hahahaha!!!), ou seja, tenho muita dificuldade nesse quesito.
Café da manhã é tranquilo: café preto com pão ou bolacha. Almoço também não tenho problemas, porque eu tenho ido todos os dias para Waterfront, onde tem um milhão de opções – desde Mac Donald’s e KFC, a restaurantes de massas e frutos do mar divinos.
O problema é o jantar, que é servido às 19h, pela dona da casa.

No primeiro dia cheguei tão cansada que não quis jantar. A diferença de fuso é de 5 horas para mais aqui, então tudo o que eu queria era dormir.
Nos outros dois dias a comida estava boa para mim: arroz, carne de panela e legumes. Mas ontem foi um problema. Tinha pasta de berinjela, bolinho de alho com frango, sopa de sei lá eu o que e filé de frango frito. De tudo isso, a única coisa que eu como é filé de frango. Peguei um pedaço, e quando dei a primeira garfada… Muito gosto de cebola!

Voltei para o meu quarto e me atraquei no pacote de bolacha e nas barras de chocolate que comprei no segundo dia!

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Sei que logo vou estar adaptada, e começarei a curtir mais a cidade e todas as suas belezas. Tenho certeza de que farei amizades e de que meu inglês vai melhorar muito. Os primeiros dias são sem dúvida os piores.
Mas graças a Deus existe FaceTime e WhatsApp!

Assim recebo o apoio e carinho dos meus pais, meus irmãos e das minhas amigas (Top5, Lufas, Santas, Fas+A, Lulus, Tati, Bibs). Sem vocês sem dúvida seria muito mais difícil!!”

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Fabi, nós adoramos e vamos esperar mais textos e fotos daí, OK?

” O CHORO PODE DURAR UMA NOITE, MAS A ALEGRIA VEM PELA MANHÃ.” Salmos 30- 5

VIAGEM DE SONHO: DISNEY!!!

Para comemorar meu aniversário hoje e também os mais de 20.000 acessos ao blog, nada melhor do que entrar no reino encantado da Disney!

Vou apenas colocar algumas fotos dessa viagem que foi em 2013 e que foi inesquecível para mim, que escrevo histórias infantis!

Duas semanas de puro encantamento!!!

Das mais de 5000 fotos que tiramos lá, a primeira não podia ser diferente: “Era uma vez”!!!

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Quando vi o castelo da Cinderela ao longe… chorei!!!

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Nessa foto estão minha filha Viviane, seu marido André e meu neto Heitor no colo, nessa época com 1 ano e 2 meses. (Paulo aparece lá atrás).

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E nessa outra, minha filha Fabiane, que tem uma matéria linda dela sobre a Disney indicada no “Para aproveitar as férias”, um texto com o título de “Disney, um lugar para todas as idades”.

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E, nessa outra, meu filho Paulo Emílio com minha nora Patrícia, já a caráter! Ainda não tínhamos o Cesar, então vamos ter que ir novamente para levá-lo ( claro que a vovó vai junto!!!)

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E aqui, nossa princesa Isadora! Linda e aproveitando todos os momentos! 

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E o Heitor, que nessa viagem não curtiu muito, mas já foi novamente e tirou o atraso…

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E eu… feliz, feliz!!!!! (Epcot Center)

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Nessa, abaixo, no hotel onde ficamos (All Star Movies).

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E eram passeios e mais passeios: à noite, de trem, de balão, nos brinquedos e parques!

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E as compras, então? Loucura total!!!

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E os jantares? Muito chique!!!

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E claro, minha gratidão a minha família que foi perfeita nessa viagem e a ele: Walt Disney, o criador dessa maravilha!

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E deixo aqui, um pensamento que li hoje na minha devocional diária: “A paz está apenas a uma oração de distância”!

 

LEMBRANÇAS

café

LEMBRANÇAS

São muitas.

Às vezes me invadem,

se mesclam,

se chocam,

se misturam,

voltam a me envolver.

Não sei mais se é sonho

ou um passado

que tento esquecer.

—–

Elas vem incertas,

nebulosas.

São rostos, são vultos,

imagens sofridas,

alegria incontida,

viagem, mão,

nome, sensação.

—–

E na fumaça do café que tomo

elas se tornam indecisas,

indefinidas…

E, nas minhas mãos quentes

que seguram a xícara,

sinto a força do que fui.

—–

Valente, guerreira,

chocando,

desafiando,

vivendo a vida

como bem quis.

E, no meio das lembranças,

olhar perdido,

sorrio feliz…

—–

Do meu livro “Um Pouco de Mim”

Imagem: http://www.carvelho.com.br

O EXAME DE FEZES

Esse foi o primeiro texto que escrevi e que tive a coragem de mostrar para minha amiga Luciane Prendin, professora de Português e colega de trabalho.

Ela leu com atenção e disse:

– Esse texto é formidável! Você devia começar a escrever crônicas!

E aí foi o empurrão para eu começar a escrevê-las, surgindo aí o livro “Confidências ao Meio Dia”.

Pensei em não colocar essa pelo assunto em questão (kkkkkkk), mas afinal como sendo a primeira, tem o seu valor.

Vamos a ela!

laboratório

Olhei para aquela solicitação de exames e li: “exame de fezes ocultas”.

Puxa vida, pensei, o que vem a ser isso?

Fui até o laboratório buscar, além do recipiente, informações a respeito.

Simples: você vai colher a amostra e trazê-la bem fresca dentro desse vidro.

Difícil: eu nunca tinha feito isso!

Lembrei de quando criança, meu pai desinfetando um urinol (pinico mesmo para quem não sabe) e depois cortando um pedacinho do dito cujo e colocando com cuidado dentro de uma latinha de vaselina (também não sabe o que é, não é mesmo?) sob meu olhar curioso.

Aí pirei: primeiro, não tinha urinol (que palavrinha mais sem graça!), tinha um nojo danado só de pensar em cortar aquilo e, por último, teria que levar numa data certa, num sábado cedo porque durante a semana não poderia chegar atrasada ao trabalho.

Quer dizer, teria um dia e hora marcados para fazer meu intestino (que não conhece nada de horários) funcionar.

Então comecei a pensar no assunto e, de tanto pensar, sonhava à noite com a complicação toda, fezes voando para todos os lados e, acordava suando.

malhar

Para acabar logo com aquilo, marquei comigo mesma que teria de ser no próximo final de semana.

Quanto antes, melhor!

E o dia foi chegando e eu só pensando naquilo: conversava, trabalhava, via TV e…lá estava o papel me olhando, como a dizer “quero só ver como você vai fazer!”.

Chegou a véspera do sábado e deixei tudo preparado: passei álcool numa bandeja plástica que felizmente não tinha sido jogada fora, onde eu iria depositar o referido, uma faca de plástico e um par de luvas que usava para pintar o cabelo.

Como era sábado, levantei mais tarde, depois de uma noite agitada em que me via em cena no banheiro.

Tentei mandar uma mensagem ao meu intestino de: “alôôôô, não tô nem aí”, bem indiferente, mas meu inconsciente gritava: “preciso fazer cocô”!

Lá pelas tantas vi que ia conseguir e corri.

Posição de cócoras e lá vai… quase errei a mira!

Então calcei as luvas, peguei a faquinha e cortei, ainda no capricho, pensando que o melhor seria pegar um pedaço de dentro (o começo é mais velho, o final é recente e o meio, bem… é sempre o meio termo).

Nem sei como ainda raciocinava sobre isso com o meu estômago dando cambalhotas!

Com muito jeito, coloquei dentro do pote e tampei.

Suava!

Que situação mais esdrúxula!

Peguei os utensílios usados, embrulhei em um saco e coloquei no lixo antes de tomar um banho daqueles de meia hora em baixo do chuveiro como para tirar qualquer vestígio do acontecido.

banho

E lá fui eu para o laboratório entregar meu troféu.

Tirei o pacotinho da bolsa e, sem graça, deixei-o com a atendente que nem ligou, nem calculou o trabalho que tive, o tormento pelo qual passei.

Depois desse, encaro qualquer exame… já passei nesse!

Imagens: 1) labanalisesesmoriz.pt; 2) gordinhaeununcamais.blogspot.com; 3) cassianasalvador.wordpress.com