TRAUMAS DE UMA MUDANÇA

Resolvida comigo mesma, decido: vou me mudar!

De cidade!

Começo por pedir caixas que vou juntando pelo corredor e enchendo com livros (são tantos!); com papéis, contas pagas do ano de 2009 que vou rasgando e colocando em inúmeras sacolas de plástico para por fora.

cAIXAS

Prá que guardar tanta coisa? Me pergunto.

E são roupas que não uso há tanto tempo, brinquedos que meus netos nem se interessam mais e caixinhas de qualquer coisa, cartões, latinhas e um sem número de coisas inúteis que estavam a encher gavetas.

Passei dias selecionando o que levar, isso sem falar nas fotos antigas que estavam num armário e que levei horas revendo, chorando e guardando tudo de novo para levar tudo outra vez…

Aí preciso arrumar um caminhão de mudança.

Isso até que não foi difícil (os preços não variam muito), mas o que me pediram?

Ir até a URBS pedir autorização para o caminhão estacionar na rua em frente ao meu prédio.

Caminhão

E lá fui eu.

Depois de dar um monte de informações ainda precisei pagar uma DARF na lotérica e…voltar lá de novo para aí sim pegar a bendita autorização, mas não parou por aí: tem que comprar cartões do ESTAR para colocar no dito caminhão enquanto estiver ali parado.

Aí você vai à Net pedir cancelamento, à Copel pedir desligamento, ao Síndico pagar a autorização da mudança!

Tudo bem, você chega na nova cidade, nova casa e começa tudo de novo!

Desempacota tudo, prega quadros na parede, arruma gavetas, coloca varal, compra bujão de gás (para quem sempre morou em prédio com central de gás, isso é novidade), instalar chuveiros, comprar lâmpadas, tanque de lavar roupa, mangueira para lavar calçadas, cortinas, etc, etc, etc.

antena

E aí começa outra maratona: instalar TV a cabo, mudar o celular, colocar telefone fixo, arrumar jardineiro, diarista, salão…

Gente, o que significa tudo isso?

47 dias hoje que estou morando aqui e nesse dia é que vieram instalar minha internet!

Eu estava ficando maluca sem ela!

Mas agora, sentadinha em frente ao meu amado computador, posso então voltar a escrever tudo isso para vocês!

Até que enfim!!!

computador

Imagens: 1)tempodeconstruir2014.blogspot.com; 2)esposamulhervirtuosa.blogspot.com; 3)br.freepik.com; 4)utentes.colorir.com

“NÃO ESTEJAIS INQUIETOS POR COISA ALGUMA; ANTES, AS VOSSAS PETIÇÕES SEJAM EM TUDO CONHECIDAS DIANTE DE DEUS, PELA ORAÇÃO E SÚPLICAS, COM AÇÃO DE GRAÇAS.” Filipenses, 4-6

A FILHA DA GALINHA RUIVA

Eu gosto de ler e contar histórias.

Assim, foi um pulo para eu escrever minhas próprias histórias.

Essa, escrevi baseada no conhecido conto da Galinha Ruiva (um conto popular inglês).

Vai para os filhos e netos dos meus seguidores e…para os próprios que ainda devem possuir uma “alma de criança”.

galinha

(peregrinacultural.wordpress.com)

Era uma vez um pintinho amarelinho que, quando cresceu, se tornou uma Galinha Loira.

Ela era muito importante,  pois era filha da Galinha Ruiva que todos conheciam.

A história de sua mãe tinha ultrapassado fronteiras,  mas mesmo ela sendo sua filha, via contradições nela.

Afinal, era milho ou trigo que sua mãe plantara?

Era pão ou bolo que tinha feito?

Os amigos preguiçosos eram o Gato, Cachorro, Porco, Vaca ou ainda o Peru estava no meio?

Entrou no Google e leu as várias edições da história de sua mãe.

– Puxa, mãe, acho que você tem que escrever algo contando a versão correta da sua história, como ela realmente aconteceu.

E a Galinha Ruiva respondia:

– Já estou cansada dessa história. Por que você, como minha filha mais velha, não escreve?

E foi o que fez a Galinha Loira que, apesar de loira era muito inteligente.

Sua história acabou sendo escrita como nos dias atuais, em um computador, mandada por e-mail aos editores que, adoraram!

E ficou assim:

” Um belo dia estava a Galinha Ruiva cansada após pintar suas penas de um ruivo brilhante e andar pelo Shopping, quando resolveu passar pela feira para comer uns pastéis que só lá encontrava.

Lá estavam seus amigos: o Pato, o Peru e o Porco em volta da barraca de milho verde cozido e todos os derivados dele como o curau, pamonha, bolo, etc. Estavam se deliciando com um pedaço de bolo quando a Galinha Ruiva comentou que o que ela fazia era muito melhor!

patoperuporco


(galeria .colorir.com)

– Queremos experimentar! Falaram em coro.

– Pois vocês vão ver o que é bom! Respondeu ela. Só que preciso da ajuda de vocês. Quem vai me ajudar?

– Eu não posso! Disse o Pato. Tenho aula de natação agora mesmo!

– Eu não posso! Disse o Peru. Vou ao salão dar uma aparada em minhas penas.

– Eu não posso! Disse o Porco que já estava até deitado de tanta preguiça. Tenho que ir a academia fazer uns exercícios. Estou acima do peso…

– Está bem, está bem! Disse a Galinha. Vou fazer tudo sozinha.

Mas o “sozinha” dela era bem fácil de fazer: comprou uma mistura para bolo que era só colocar para assar em seu forno elétrico.

Ainda dava tempo de passar na casa da sua amiga Galinha Pintadinha e ensaiar uma canção nova.

galinha pintadinha

(portalozk.com)

Mais tarde, já em casa, o cheiro do bolo inundava tudo quando a campainha soou.

Lá fora estavam seus três amigos.

– Que cheiro bom! Falou o Pato.

– O bolo de milho já está pronto? Perguntou o Peru.

– Podemos entrar? Continuou o Porco.

A Galinha ia fechar a porta quando eles falaram em coro:

– Trouxemos uma garrafa térmica com café e um DVD para assistirmos juntos.

– Então entrem. Disse a Galinha.

E sentaram, comeram e conversaram.

Depois assistiram um filme em que uma certa Galinha Ruiva preparava um bolo e comia tudo sozinha!”

Quando saiu a edição do livro da sua filha Galinha Loira, sua mãe era todo orgulho!

– E aí, mamãe? Gostou da repaginada que dei em sua história? Perguntou a mais nova escritora do pedaço.

– Gostei muito, minha querida! Disse a Galinha Ruiva. Você se tornou tão famosa quanto eu!

E viveram felizes para sempre!

 

CABELOS

Female_hair_study_by_Hi_my_name_is_Alex

(Female hair study)

CABELOS

(Confidências ao Meio Dia)

Tenho notado que, em quase todas as conversas entre amigas, sempre sai uma assunto: cabelo!

Como nós, mulheres, nos preocupamos com ele!

Quem tem muito, acha que fica armado.

Quem tem crespo, faz de tudo para torná-lo liso.

Quem tem liso, procura um jeito de encrespá-lo.

Curto, sonha com madeixas longas.

Aquela que os tem compridos, acaba cortando bem curtinho porque não quer ter trabalho.

E assim é.

Desde os tempos de menina, sofro com os meus cabelos.

Como eram crespos, grossos e muito, não sabendo as manhas dele, passava a escova o que deixava ainda mais volumoso e armado.

Minha mãe dizia:

– Está na hora de cortar esse “balaio”!

E eu chorava muito…

Ah, como eu sonhava com os cabelos lisos da minha irmã, esvoaçando ao vento, ver a sombra refletida no chão com eles em movimento!

Quando mocinha aprendi a fazer “touca” que era um processo difícil mas muito usado na época e que consistia em enrolá-lo ainda úmido, no alto da cabeça e contorná-la puxando bem, segurando com grampos.

Depois amarrava um lenço para ficar bem apertado e dormia assim.

No dia seguinte, soltava a cabeleira e ficava aquele liso armado mas que, para mim, já era lindo.

Depois vieram as escovas.

Que maravilha!

Só que ficava caro ir toda semana ao salão e o jeito, então, era intercalar: uma semana sem, outra não.

E então chegaram as chapinhas.

Lisos completos!

E, para encerrar, escovas progressivas e definitivas.

Lisos eternos!

Que mágica maravilhosa!

E os salões lotados, as indústrias de produtos, faturando!

Isso sem falar nas tinturas…tempo de ser ruiva, loira, morena, com mechas, luzes, ah, quanta modernidade à nossa disposição! 

Tenho amigas que em uma semana vão do claro ao escuro conforme a disposição do momento.

E os xampus e cremes que existem?

Loucura total!

Para queda, caspa, tingidos, secos, oleosos, fio duplo, pontas e assim vai.

Conheci um cabeleireiro que dizia:

– Pior que um cabelo mal lavado é cabelo mal enxaguado!

Então…água neles!

E os homens, como também se preocupam com eles; isso quando ainda os tem porque a maioria já perde muito cedo,  mas os privilegiados cuidam tanto ou mais que nós, mulheres.

Meu filho, quando criança, tinha os cabelos encaracolados e eu achava a coisa mais linda!

– Meu carneirinho de São João! Eu dizia melosa.

E ele, quando adulto, optou por passar aquela maldita máquina quase zero nele.

E, para encerrar, tem aquela história do rapaz de cabelos compridos que…mas essa é uma história “cabeluda” e não devo contá-la aqui.

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