O QUE PODEMOS APRENDER COM ESSA PANDEMIA

Esse texto veio quentinho ontem à noite, diretamente de Lisboa, Portugal, onde minha filha Fabiane, que é jornalista, está morando.

“O novo sempre assusta.

E se esse novo for uma doença, apavora ainda mais.

Mas sim, há vida nesse caos e é possível aprender a lidar com esse momento passageiro.

 Talvez você já não aguente mais ouvir falar do coronavírus.

Talvez você ache isso tudo um exagero.

Talvez isso nem tenha chegado à sua cidade ainda…

 Mas, como eu estou em Portugal, esse é um assunto que não tem como não fazer parte das conversas – online, porque reuniões com mais de cinco pessoas não são aconselháveis no momento.

Diferentemente da Itália e Espanha, aqui não estamos proibidos de muita coisa. Mas há restrições. O estado de alerta em Lisboa segue até 9 de abril.

 A cidade está mais vazia, mesmo nesses dias de calor.

Apesar de ainda estarmos no inverno, faz duas semanas que tem feito sol e calor em Lisboa. As esplanadas – restaurantes e bares ao ar livre – deveriam estar lotadas, mas não estão. Há pessoas, mas em número reduzido.

A curiosidade é que 90% dos que ainda saem às ruas são estrangeiros.

No sábado dei uma volta pela cidade e só ouvi inglês, francês e alemão. Português mesmo só dos motoristas de tuk tuk e dos garçons.

 (Apesar do sol, esplanadas com poucas pessoas, sendo 90% estrangeiros).

 As pessoas estão cuidadosas. A recomendação é não chegar perto, não abraçar nem beijar. Para mim, tudo normal: sou de Curitiba!!

 As escolas e universidades foram encerradas.

Os supermercados têm novo horário de funcionamento, reduzido. Os centros comerciais também.

A Câmara Municipal da cidade fechou museus, teatros, bibliotecas, piscinas e pontos turísticos, como o Mosteiro dos Jerônimos, a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos.

( Um dos lugares mais procurados pelos turistas, a Praça do Comércio estava vazia para um final de semana).

 Algumas empresas adotaram o home office, como forma de evitar que os funcionários peguem o transporte coletivo.

A minha foi uma delas, então desde a última quarta-feira todos trabalham de casa.

 Alguns restaurantes também fecharam as portas, assim como shows e peças de teatro agendados para março e abril foram adiados.

À noite, todos as discotecas e bares estão encerrados.

A maioria das academias também optou por fechar.

 No domingo o Ministro da Administração proibiu o consumo de bebida alcoólica nas vias públicas e determinou a redução para cem pessoas em espaços fechados (até então o número era de 500 pessoas).

A intenção é evitar ao máximo as aglomerações.

 (Na Ribeira das Naus, em frente ao Tejo, algumas pessoas aproveitaram o sol do final de semana, mas mantendo distância uns dos outros).

 Nos supermercados há muitas prateleiras vazias, mas a reposição é feita diariamente. Houve um certo pânico, mas quando as pessoas perceberam que se não fizerem estoque não vai faltar, os ânimos se acalmaram.

Só há duas coisas que realmente não existem: álcool em gel e máscaras.

  (Alguns produtos são mais procurados, como enlatados, leite e limpeza. Mas a reposição tem sido rápida).

 A grande preocupação agora é fazer com que as pessoas sejam menos egoístas. Talvez essa pandemia ensine isso.

Por que não se trata de ficar doente – já sabemos que a mortalidade é pequena face a tantas outras doenças. A questão é que não há espaço para atender todas as pessoas que precisam, em especial os idosos.

Por isso é tão importante respeitar as regras impostas, para que a disseminação não se alastre ainda mais.

(Em Alfama, um aviso com os cuidados básicos sobre o Covid-19).

 Ontem à noite, após uma convocação pelas redes sociais, as pessoas saíram ao mesmo tempo nas janelas de casa para aplaudir os profissionais de saúde, que têm se empenhado muito na luta contra o coronavírus. Foi lindo de ver!

 Vamos sobreviver? Com certeza!

Serão tempos difíceis, mas acredito de que vamos passar por mais essa! Enquanto isso, vamos aprendendo a ser menos individualistas e mais solidários. Vamos confiar nas autoridades, obedecer às recomendações, não entrar em pânico e não repassar fake news.

Enfim, vamos nos adaptar a esse momento, e quando tudo passar, estaremos fortalecidos e aprenderemos a dar mais valor à saúde e à liberdade.

E que Deus nos proteja!”

Muitos de nós, que estamos longe de nossos queridos que moram no exterior, com razão nos preocupamos com a saúde deles.

Então foi oportuna essa reflexão e que nossa fé em Deus, jamais seja abalada porque, como Ele mesmo disse:

“…O VOSSO PAI, SABE O DE QUE TENDES NECESSIDADE, ANTES QUE LHO PEÇAIS.” Mateus, 6-8

 

 

TORTEI DA RUTH DEITOS

Tortéi é um prato típico da culinária italiana muito presente nas mesas das famílias de imigrantes italianos e em muitos restaurantes do sul.

Ruth, é quem fez essa delícia para mim, que nunca tinha experimentado.  E foi ela, Ruth Deitos, de 85 anos, a escolhida como “Empreendedora Destaque 2020”pela Câmara da Mulher de Campo Mourão. É ela quem comanda o restaurante A Varanda  e essa homenagem é mais que merecida!

Pois é… meu afilhado Maximiliano Deitos, é juiz em Ji Paraná, em Rondônia e sobrinho da Ruth e  por ele vir passar as férias aqui em Campo Mourão, foi que pude almoçar com eles onde comi essa delícia.

(Eu e Max)

Cheguei mais cedo e pedi permissão para fotografar as etapas do Tortéi.

A massa ela fez, mas pode ser usada a de pastel ou lasanha.

O recheio é feito com:

1 abóbora cabotiá

cebola picadinha

manteiga

temperos como: sal, açúcar, noz moscada, canela em pó

Frita a cebola na manteiga e junta a abóbora picadinha e refoga colocando água aos poucos até ficar uma massa.

Esse recheio fica levemente adocicado e se ficar um pouco aguado, coloque um pouquinho de farinha de rosca.

Tem que colocar uma colherada em cada massa e fechar como pastel.

Cozinhe em uma panela grande com bastante água e um pouquinho de sal.

Ruth já tinha preparado o frango com bastante molho e disse que o melhor mesmo é quando fazia com galinha caipira.

Aí ela começa a montagem em um pirex:

primeiro os pastéis, depois o frango com molho e bastante queijo ralado por cima e vai fazendo as camadas!

Gente, é sensacional!!!!!!!

Olhem meu prato como ficou:

Achei muito bonito porque antes de sentarmos à mesa, a Beatriz, irmã da Ruth, falou sobre o costume da família que sempre quando fazem esse prato, agradecem a Deus.

E foi isso que fizemos, orando a oração do Pai Nosso.

Ruth, obrigada pela paciência em me dar a receita e por ser a pessoa doce que você é! Continue nos dando a alegria de sua companhia por muitos e muitos anos ainda!

“BENDITO O VARÃO QUE CONFIA NO SENHOR, E CUJA ESPERANÇA É O SENHOR. PORQUE ELE SERÁ COMO A ÁRVORE PLANTADA JUNTO ÀS ÁGUAS, QUE ESTENDE AS SUAS RAÍZES PARA O RIBEIRO E NÃO RECEIA QUANDO VEM O CALOR, MAS A SUA FOLHA FICA VERDE; E, NO ANO DE SEQUIDÃO, NÃO SE AFADIGA NEM DEIXA DE DAR FRUTO.” Jeremias, 17- 7 e 8

 

 

LIVROS, LIVROS E MAIS LIVROS

Nunca é demais falar sobre livros!

E eu pensava cá com meus botões o quanto sou fascinada por eles, mas, para falar a verdade, um amigo escritor é super mais do que eu!

Eu mostrava a ele o meu livro (O Nasquimi Dourado) quando ele abriu, levou ao nariz e cheirou!!!

-Adoro o cheiro de um livro novo! Falou para mim.

Somos assim mesmo: gostamos prá valer!!!

Essa é a Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, fundada em 07 de março de 1857 e onde fiz muitas pesquisas desde a época do magistério.

E essa é a Biblioteca Municipal Prof. Egydio Martello em Campo Mourão, com 60 anos completos e onde temos reuniões mensais da AME (Associação Mourãoense de Escritores) e da AML (Academia Mourãoense de Letras).

E parece que os livros nos procuram quando gostamos deles.

Foi o caso do restaurante em Cape Town, África do Sul, quando eu e minha filha entramos e literalmente ficamos de boca aberta!

As paredes repletas de livros!!!

(Minha filha Fabiane)

Sabe aquele lugar aconchegante, lareira acesa, (lá fora um frio terrível), comida e vinhos maravilhosos e livros em profusão!

Ainda em Cape Town fomos visitar a biblioteca que estava comemorando naquele mês seus 200 anos!

(Mais sobre essa visita você pode ler aqui em “Os Esquilos e a Biblioteca“)

Fui até o Google para saber sobre a maior biblioteca do mundo e descobri que a Biblioteca do Congresso nos Estados Unidos, foi inaugurada em 24 de abril de 1800 e  possui mais de 155 milhões de itens, entre livros, manuscritos, jornais, revistas, mapas, vídeos e gravações de áudio, incluindo materiais disponíveis em 470 idiomas, sendo a maior biblioteca do mundo, tanto em espaço de armazenagem como no número de livros.

Agora vou escrever sobre o que mais me tocou ultimamente!

A saga de uma professora que desenvolveu um projeto na Escola Municipal Paulo VI aqui em Campo Mourão.

Chama-se Projeto Ambiente de Leitura: não deixe essa amizade esfriar!

Ela pediu para quem tivesse uma geladeira sem uso para doar e ali ela fez a biblioteca.

(A idealizadora do projeto, professora Silvania)

Isso é amor aos livros!

Não importa se o local é amplo, lindo, se tem muitos livros ou não; o que importa é passar para as crianças essa importância que eles tem, o mundo que se abre através de suas páginas e que nos deixa apaixonados por eles.

E eu não poderia encerrar sem os versos que fiz, há muito tempo atrás, mas que resumem o que sempre vou sentir sobre eles.

LIVROS

AH, LIVRO AMIGO!

QUE SE DEITA COMIGO,

E ABERTO TEIMA EM FICAR

SOBRE MEU PEITO,

ENQUANTO DURMO,

A ME ESPERAR…

“DISSE-LHE JESUS: EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA; QUEM CRÊ EM MIM, AINDA QUE ESTEJA MORTO, VIVERÁ.” João, 11- 25

 

 

BRUNO E MARRONE

Você já caiu de paraquedas em algum lugar e se sentiu hiper deslocado?

Um peixe fora d´água?

Pois isso aconteceu comigo!

Depois de comparecer a um compromisso específico e importante em que fui vestida com um terninho escuro e camisa de seda, recebi na saída o convite para assistir ao show de Bruno e Marrone.

“De graça até injeção vencida”, pensei.

-Puxa, mas são nove e meia ainda e o show começa a que horas mesmo? O quê? Uma hora da manhã? Perguntei.

Bem, fomos a um restaurante para fazer hora e tomamos vinho, comemos uns petiscos deliciosos e lá por onze e meia saímos.

O Cannuce Centro de Eventos foi inaugurado recentemente e fica fora do centro da cidade e a fila de carros para chegar ao local era imensa e desanimadora.

Quase uma hora para chegar ao estacionamento, mas como estávamos em três, fomos conversando e ouvindo música .

Uma noite linda, com lua crescente e um vento frio no desacampado do lugar.

Entramos.

Realmente estou por fora dessa modernidade toda: as moças, lindas, pareciam estar em um desfile de modas, com saltos altíssimos ( nem sei como vieram andando desde o estacionamento) e vestindo quase nada!

E eu de terninho!

Um peixe fora d´água mesmo!

O som altíssimo, filas para o bar, filas para o banheiro e nós ali em pé.

-Mas o nosso ingresso não dizia área VIP? Pergunto já louca para sentar.

-Sim, mas é aqui mesmo. Responde minha amiga. E não tem lugar para sentar, todos ficam em pé.

Olhei para a frente e vi o palco lá longe e milhares de pessoas na minha frente.

Uma e meia da manhã e eles, até que enfim, adentram o palco.

Bruno e Marrone é uma dupla brasileira de música sertaneja e são aplaudidíssimos ao entrar.

Coloquei meus óculos para enxergar melhor, mas que nada, só via a imagem deles no telão…

Que frustrante!

E as músicas?

Não conhecia nenhuma!

O povo cantando e eu cansada mexendo o corpo prá não destoar mais do que já estava destoando.

-Cadê as músicas que sei, tipo “Dormi na Praça” e “Boate Azul”?

Foi quando minha amiga , que estava destoando tanto quanto eu, me convida para ir embora.

Ufa!

Saímos de lá loucas para entrar no quentinho do carro, chegar em casa no aconchego do amado cobertor e dormir.

Eram quase três horas da manhã quando cheguei em casa.

-Definitivamente, isso não é para mim! Resmunguei.

No outro dia, contei a meu filho onde tinha ido.

-O quê? Minha mãe na balada? Não acredito! Ele fala caçoando.

E eu respondo rindo:

-Última vez!

“ASSIM, OS DERRADEIROS SERÃO PRIMEIROS, E OS PRIMEIROS, DERRADEIROS, PORQUE MUITOS SÃO CHAMADOS , MAS POUCOS, ESCOLHIDOS.” Mateus, 20-16

ÚLTIMAS FOTOS E UM ATÉ BREVE…

E chegou a hora de voltar!

Sei que vocês, leitores, estão sentindo falta das receitas, mas foi tanta coisa bonita para contar que precisei dar um tempo nelas.

Aguardem!!!

O dia estava muito frio apesar do sol, um vento gelado, mas saímos passear.

Minha filha mora em SEA POINT ao lado desse calçadão onde caminhamos vendo o mar.

(Observem o banco onde me sentei para descansar e a vista de Waterfront)

Fui conhecer o CAPE TOWN STADIUM onde foi realizado jogos da Copa de 2010.

Fica em meio a um jardim com direito a lago com patos nadando e muito verde; uma limpeza e cuidados de impressionar!

Nesse dia andamos muito até chegar ao centro para ver mais lojas de artesanato.

(Ao lado de Nelson Mandela e em outro dia descobrindo uma feira de rua)

Teve um dia que o sol não saiu, fazia um frio terrível e ficamos pensando se devíamos sair ou não. Aí perto da hora do almoço, não teve outra: vamos almoçar fora e tomar um vinho para aquecer. E descobrimos um encanto de restaurante!

Nas paredes livros e mais livros, uma lareira acesa esquentando o ambiente e… uma comida dos deuses!!!

Ao sair dali ainda tivemos coragem para andar pela praia deserta em frente.

(Olhem o “abacaxi de Itu”)

E deixei para o fim falar da TABLE MOUNTAIN (Montanha da Mesa), principal ponto turístico da cidade. Recebe esse nome por conta de sua estrutura, reta por cima, como se fosse uma mesa. Ela é vista de vários pontos da cidade.

E eu, ansiosa para tirar uma foto com ela atrás, mas vejam só…

Em um dia, a “sorte” de aparecer um pouquinho dela e que rapidamente foi coberta pelas nuvens. Em outro, eu faço pose de “onde ela está?”.

Nessas fotos acima, a primeira e segunda fotos mostram estátuas dos quatro ganhadores do prêmio Nobel com as devidas explicações: Albert Luthuli, Desmond Tutu, Fw de Klerk e o mais famoso, NelsonMandela.

Na terceira foto, os cantores de rua e na quarta, um descanso na paisagem linda.

(Aqui uma foto do acervo da Sawabona Turismo que pertence a minha filha Fabiane)

A Table Mountain num dia de sol.

Duas outras montanhas são destaque também: Lions Head e Signal Hill.

E assim encerro essa viagem, agradecendo a Deus e feliz por poder ter convivido com minhas filhas e netos, conhecer tantos lugares novos, tantas pessoas amáveis e contente por estar de volta para minha casa em Campo Mourão!

“PORQUE A TERRA SE ENCHERÁ DO CONHECIMENTO DA GLÓRIA DO SENHOR, COMO AS ÁGUAS COBREM O MAR.” Habacuque, 2- 14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MINHA CHEGADA EM LUANDA, ANGOLA

E no domingo, dia 22 de abril, saí da minha casa para uma viagem há muito tempo planejada.

Primeiro ônibus até São Paulo, depois uma viagem de oito horas pela TAAG, rumo à Luanda.

Cheguei na manhã de terça feira, 24, com esse sol lindo e minha filha Viviane a me esperar.

Foi uma alegria só!

Isadora e Heitor decretaram feriado nesse dia, tudo para esperar a vovó!

No outro dia já saí à noite para um aniversário no Espaço Luanda e no dia seguinte, fui buscar e conhecer a escola onde meus netos estudam (mas isso vou contar em outro post).

À noite fomos ao cinema.

Eu, achando que ia apenas fazer companhia a eles por causa do filme em questão (VINGADORES, GUERRA DO INFINITO), mas qual não foi minha surpresa: amei o filme!!!

Simplesmente fantástico!!!

O primeiro passeio para fora foi à praia na Ilha do Cabo.

(Eu e Isadora dentro do carro indo para a praia)

Um lugar super pitoresco onde as crianças entraram no mar e nós (eu, Viviane e André) ficamos sentados no restaurante que dá para esse lugar.

(Isadora e Heitor)

O restaurante se chama Café Del Mar e a decoração dele é toda em madeira com sofás esparramados e super bem servido pelos garçons angolanos.

Achei lindíssimas as cubas da toalete e perguntei o nome da madeira, mas ninguém soube responder ao certo, só que ela veio da Tailândia.

Até o cardápio veio em uma prancheta de madeira…

E esse abaixo, foi o que pedi: Tranche de Peixe Branco Grelhado com Batata Rena Cozida e Legumes Salteados.

Nesse dia lindo, comemoramos o aniversário da Viviane!

E ainda queríamos ver o por do sol, mas as crianças já estavam ficando cansadas depois de tanta água!

E abaixo, o que ficou mais perto desse por do sol…

E, no domingo à noite, fomos à Igreja Videira.

Momentos lindos com uma música maravilhosa!

Quanta coisa já fiz em menos de uma semana!

Aguardem novos posts sobre essa temporada na África!!!

“SENHOR, TU ME SONDASTE E ME CONHECES. TU CONHECES O MEU ASSENTAR E O MEU LEVANTAR; DE LONGE ENTENDES O MEU PENSAMENTO. CERCAS O MEU ANDAR E O MEU DEITAR; E CONHECES TODOS OS MEUS CAMINHOS”. Salmos, 139- 1, 2 e 3.

 

 

 

 

 

 

 

 

DESCOBRINDO PORTUGAL

Fabiane é a minha filha jornalista e foi para ela que escrevi “Meu Ninho Vazio“, em setembro de 2015.

A partir daí, ela voou mesmo, mas continua mandando textos lindos para esse blog, como: “Muita Cultura no Centro de Cape Town“, “A Prisão de Mandela“, “Entre o Mar e as Montanhas” além de outros que você encontra em “Viagens”.

Agora segue esse, diretamente de Portugal!

“Descobrindo Portugal

Há um mês e meio troquei a África pela Europa.

Na verdade não chega a ser uma troca, já que serão apenas seis meses aqui e depois volto para Cape Town (África do Sul).

Vim estudar Marketing Digital em Lisboa, e tenho aproveitado para fazer passeios culturais e gastronômicos!
Cheguei ao final da primavera, e agora no outono o frio já tem dado sinais, mas sempre com dias ensolarados, o que deixa a cidade com ar ainda mais europeu.

( Lisboa vista do alto, banhada pelo rio Tejo).

Lisboa é uma cidade pequena e muito fácil de entender.

Tem ônibus (auto carro), metro, trem (comboio), elétricos e barco que levam para todos os cantos. E há ainda a opção de andar a pé pelo centro e descobrir alguma rua estreita, mas que guarda sua beleza e uma parte da história portuguesa.

( Arquitetura de Lisboa, casarios antigos e flores nas janelas colorem o outono europeu).

Diversos são os pontos turísticos, mas já tenho minha lista com os meus preferidos.

O primeiro é o Castelo de São Jorge, que tem uma das vistas mais lindas de Lisboa. Construído pelos muçulmanos em meados do século XI, a fortificação era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela.

( O Castelo é aberto para visitas e o passeio é uma volta à história).

Outro ponto muito bonito é a Praça do Comércio, localizada junto ao rio Tejo.

É uma das maiores praças da Europa, e ao seu redor há diversos restaurantes e feirinhas. O lugar abrigou o palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos e hoje seus prédios antigos são ocupados por alguns órgãos do governo.

( A Praça do Comércio fica entra o rio Tejo e o Arco da Augusta, na baixa Lisboa).

Na parte norte da Praça fica o Arco da Rua Augusta, um símbolo da Lisboa renascida das cinzas após o terremoto de 1775.

A Augusta é uma rua apenas para pedestres, repleta de lojas e restaurantes típicos.

Há sempre músicos tocando em alguma esquina, e o cheiro de comida se espalha pelo ambiente.

( O Arco liga a rua Augusta à Praça do Comércio).

Foi lá que experimentei o pastel de bacalhau (o nosso bolinho), recheado com o queijo Serra da Estrela, um queijo português feito com leite de ovelha.

Maravilhoso!

( Vitrine da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau).

A Torre de Belém também é um cartão postal da cidade.

Considerada Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1983, a torre fica às margens do rio Tejo e tinha inicialmente função militar. Sua construção teve início em 1514 e término em 1519.

Hoje é um dos locais mais visitados por turistas em Portugal.

( A Torre de Belém é cartão postal da cidade, e o bairro é repleto de atrações).

Vizinho da Torre, o Mosteiro dos Jerônimos (também conhecido como Mosteiro de Santa Maria de Belém) teve suas obras iniciadas em 1502.

A sua construção foi uma iniciativa do rei D. Manuel I, mas prolongou-se por centenas de anos. O prédio é maravilhoso, sua arquitetura é incrível, mas a fila para entrar exige paciência.

( Mosteiro dos Jerônimos visto da praça do Império).

Na mesma rua do Mosteiro fica o mais tradicional pastel de nata de Portugal: o Pastéis de Belém.

Fundado em 1837 ele mantém até hoje sua receita secreta oriunda do mosteiro. Impossível comer um só!

A fila assusta, mas a dica é entrar na pastelaria e pedir os pastéis, que são servidos quentes e sempre fresquinhos. Na minha primeira ida pedi um, porque não tinha certeza se iria gostar. Nas vezes que voltei lá (em pouco mais de um mês já fui três vezes!) nunca consigo comer menos de dois!

(Pastéis de Belém acompanhados de um cafezinho: de comer rezando!)

Ainda em Belém há outro ponto turístico, o Padrão dos Descobrimentos.

Às margens do rio Tejo, o monumento foi inaugurado em 1960, em comemoração aos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, ‘o impulsionador das descobertas’.

O por do sol visto daqui é lindo!

E logo à frente fica a famosa ponte 25 de Abril (data em que se comemora o dia da Liberdade), que liga a cidade de Lisboa à cidade de Almada.

( À esquerda o monumento, e ao centro a ponte 25 de Abril, tendo a lua como companhia).

No centro da cidade a dica é conhecer o Parque Eduardo VII, o maior parque do centro de Lisboa.

O nome é em homenagem ao rei Eduardo VII do Reino Unido, que visitou Lisboa em 1902 para reafirmar a aliança entre os dois países.

O espaço foi inaugurado em 1945 e do alto a vista é linda, chegando até o rio Tejo.

A faixa central faz um desenho com a grama e pequenos arbustos.

( Vista geral do Parque Eduardo VII, no centro de Lisboa).

Também já estive em algumas cidades próximas à Lisboa, como Sintra, Cascais e Estoril.

Mas isso rende assunto para um próximo post!

Obs: Se quiser acompanhar minha viagem por Portugal e minhas aventuras pela África, meu Instagram é Fabiane Prohmann.”

Adorei conhecer Lisboa pelos seus olhos, filha!

Aguardamos mais textos logo!!!

Obrigada!

“PORQUE COM ALEGRIA, SAIREIS E, EM PAZ, SEREIS GUIADOS; OS MONTES E OS OUTEIROS EXCLAMARÃO DE PRAZER PERANTE VOSSA FACE, E TODAS AS ÁRVORES DO CAMPO BATERÃO PALMAS.”Isaías, 55- 12