VISÃO DE UMA CRIANÇA DE QUATRO ANOS, SOBRE A CIDADE ONDE MORA.

Escrevi esse texto em setembro de 2013, como se quem contasse fosse a própria Isadora, minha neta de 4 anos (na época).

“Sei que nasci em uma capital chamada Curitiba, que quer dizer “muitos pinheiros”e é considerada uma cidade de primeiro mundo.

Não sei bem o que isso quer dizer, mas sei que é muito bela, limpa e arborizada.

Ouvi na TV que seus moradores separam o lixo e desde muito pequena aprendi que não se joga papel nas ruas.

Meu pai é engenheiro civil e minha mãe é arquiteta e resolveram se mudar para Luanda, capital de Angola, na África.

Lá vim eu, ainda bebê para cá.

Sempre pensei em leões, elefantes, girafas, zebras, mas nunca encontrei nenhum a não ser no parque, porém isso também tem no Zoológico da minha cidade. Só não tem a Palanca Negra que é um antílope e considerado animal símbolo aqui em Angola.

Não tive nenhum problema com as pessoas: para mim são tão amigos quanto os amigos de lá. Falam mais rápido (papai disse que é o português falado em Portugal) e peguei logo o jeito deles.

As mulheres é que se vestem diferentes: são blusas e saias largas e coloridas, até os pés e um turbante na cabeça. Carregam seus bebês em uma espécie de bolsa em suas costas e ainda levam bacias enormes com roupas ou frutas em suas cabeças. Parecem equilibristas!

O dinheiro deles chama-se kwanza e vale bem menos que o nosso real.

Mamãe contou que Kwanza é o nome do rio que banha a cidade.

Aprendi com eles que aqui houve uma guerra que durou quase 30 anos e a cidade foi quase toda destruída. Então existem os prédios que sobraram desse tempo e os novos que papai ajuda a construir. Com isso a cidade vai ficando mais bonita e seu povo tem muito orgulho disso.

Precisam aprender ainda sobre os lixos. É muito triste ver as ruas amontoadas deles e isso traz doença para as crianças.

Mas são todos muito alegres!

Quando falamos “bom dia”, eles respondem “obrigado”, diferente do nosso jeito brasileiro de cumprimentar. Muito legal!

Em agosto, vovó veio nos visitar e fomos passear com ela pelas redondezas.

Como aqui o clima é sempre tropical, com muito sol, nos dirigimos à praia. No caminho, papai parou o carro ao lado de uma placa que dizia: “Miradouro da Lua”. Vovó só repetia: fantástico, fantástico! Aí mamãe explicou que aquele lugar é onde dizem que se encaixava o Brasil há milhões de anos atrás.

Não sei não…

Mas o nome é porque o solo se assemelha ao solo lunar. São fendas incríveis feitas nas pedras arenosas e de cima onde estávamos, pareciam crateras enormes. Só que não tinha ninguém tomando conta e o resultado era montes de lixo ao lado da única placa na frente do local. Acho que deveria ter uma casinha com muitos cartazes e folders explicando tudo para as pessoas e que pudessem ser levados para casa, mas… nada!

Que pena!

Vovó tem o livro “O Pequeno Príncipe” e já me contou a história do baobá que é uma árvore enorme. Pois é…esse baobá da história é a mesma árvore que existe aqui.

São muitas e em toda parte. Elas têm o tronco muito largo e, como estávamos no inverno, quase sem folhas em seus galhos.

Nesse dia quando saímos para passear vovó não se cansava de tirar fotos e mais fotos.

Fomos visitar também a feira de artesanato que é enorme e se chama Mercado do Benfica. Papai ficou só olhando enquanto as mulheres nem decidiam o quê comprar entre quadros e esculturas, tudo tão lindo!

Agora o que mais gostamos mesmo foi o safári que fizemos no Parque Nacional do Quiçama!

Fiquei meio cansada até chegar lá e, para falar a verdade, dei umas cochiladas. Acordei mesmo quando entramos na estrada de terra, muito estreita e os macacos começaram a aparecer.

Dali fomos para um pequeno caminhão alto, aberto dos lados com motorista e guarda do parque para “procurarmos” os animais. Cada vez que víamos, eram gritos de alegria e eram zebras em bando, girafas tranqüilas e maravilhosas, gnus e veados. Só não vimos os elefantes que procuramos na beira do rio, mas não estavam mais lá.

Que pena!

No condomínio onde moramos acontece uma coisa bem diferente: quando é mais ou menos seis horas da tarde, nos recolhemos dentro de casa e mamãe fecha portas e janelas. Isso porque vai passar o “fumacê”, um homem com uma máquina nos ombros e soltando uma névoa de veneno para matar pernilongos.

Pelo menos ficamos a salvo deles!

Aqui não temos aquela infinidade de shoppings que temos em Curitiba. Temos apenas um e bem novo que se chama Belas Shopping e fico orgulhosa quando vou até lá e vejo o restaurante japonês feito pela minha mãe.

É bem bonito!

Minha escola é muito parecida com as escolas do Brasil mas já estou querendo logo as férias para voltar. Tenho saudades de muitas comidas que não se encontram os ingredientes para fazer além de ser muito caro porque vem de fora do país.

Quanta coisa tenho para contar para meus primos e amigos dessa minha vida aqui!

E, como todos dizem, são experiências e conhecimentos que levarei para sempre!

Nada como ser um pouquinho angolana!”

Imagens: 1) curitiba-parana.net; 3) africa21online; 4) voaportugues.com; 7) escolabritannica.com.br

“NUNCA MAIS SE PORÁ O TEU SOL, NEM A TUA LUA MINGUARÁ, PORQUE O SENHOR SERÁ A TUA LUZ PERPÉTUA, E OS DIAS DO TEU LUTO FINDARÃO.” Isaías, 60- 20

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NA TERRA DOS ANIMAIS!

Fazia muito tempo que minha filha Fabiane não colaborava com o blog ( desde 19 de março de 2018, com Fernando Pessoa) e eu sempre querendo mais e mais.

Então hoje vamos nos deliciar com esse novo texto!

“NA TERRA DOS ANIMAIS”

“Quando eu digo que moro na África muita gente pergunta se eu vejo leões e girafas atravessando a rua. Sempre brinco que sim, e digo que tenho um elefante como bicho de estimação!
Embora nunca tenha encontrado um rinoceronte no meu quintal, a natureza aqui é viva, pulsante e traz surpresas quase que diárias.
Nas últimas semanas uma turma de baleias tem feito a alegria de quem anda no calçadão de Sea Point (um dos bairros mais movimentados de Cape Town). Dia desses cheguei atrasada ao trabalho – fiquei parada olhando encantada elas se exibirem! Golfinhos também são companhias constantes, assim como focas e leões marinhos.

(Foto divulgacão)
E o convívio entre animais e humanos é harmônico. Talvez por isso eles cheguem tão perto da praia, sem receios. Além disso a água do mar, apesar de ser extremamente gelada, é muito limpa.


Já para o lado de Cape Point – onde fica o Cabo da Boa Esperança – os babuínos andam soltos. Mas desses prefiro distância! Eles podem ser agressivos, e gostam de roubar bolsas e comidas. Na minha última passada por lá eles subiram no teto do carro e ficaram pulando. O trânsito para quando eles tomam conta da estrada. Aí o negócio é ter paciência e esperar eles saírem.


Muito mais meigos são os esquilos, que passam o dia subindo e descendo das árvores no Company’s Garden, parque localizado bem no centro da cidade. Eles são supertranquilos e não se assustam com pessoas. Ao contrário, se você tiver alguma comida eles vêm comer na sua mão.


Os pinguins também são bem amistosos, e podem ser vistos aos montes na praia deles, a Boulders Beach em Simon’s Town. A praia é linda, de água limpa e gelada e lá eles vivem soltos na natureza. Como eles já estão acostumados com visitantes, dá dá pra chegar bem perto e caprichar na selfie!


Para os mais corajosos, o Eagle Park, localizado dentro da vinícola Spier, em Stellenbosch, oferece a oportunidade de pegar em águias, corujas e cobras. Como eu estava lá, acabei me empolgando e fiz ‘amizade’ com uma cobra bebê. Segundo o veterinário ela não é venenosa, o que me deu um certo alívio, e ainda vai chegar a três metros de comprimento (depois dessa informação nossa amizade acabou!).


Mas é claro que aqui também tem os grandes e temidos animais! Conhecidos por big five (os cinco grandes), são eles: elefante, rinoceronte, búfalo, leopardo e leão. Com sorte eles podem ser vistos em um dia de game em alguma reserva. Já fiz algumas vezes e recomendo muito! A emoção de procurar e encontrar esses bichos no seu habitat é incrível! Dos cinco só ainda não consegui ver o leopardo. Programa imperdível, afinal não dá para imaginar vir para África e não fazer safari (sim, é como ir a Roma e não ver o papa!).”

Fabiane Prohmann é jornalista, mora em Cape Town e se quiserem saber mais sobre o seu trabalho, é só entrar no Instagran onde tem sua página: @sawabonaturismo e também @fabiprohmann.

“E DEUS CRIOU AS GRANDES BALEIAS, E TODO RÉPTIL DE ALMA VIVENTE QUE AS ÁGUAS ABUNDANTEMENTE PRODUZIRAM CONFORME AS SUAS ESPÉCIES, E TODA AVE DE ASAS CONFORME A SUA ESPÉCIE. E VIU DEUS QUE ERA BOM.” Gênesis, 1-21

 

 

FÉRIAS, FAMÍLIA, AMIGOS E…COMIDAS!!!

Férias, que palavra mais agradável de se ouvir!

Mais ainda quando você pode aproveitá-la viajando!

Foi o que fiz: Natal em Brusque, Ano Novo em Balneário Camboriú.

Minhas filhas não vieram passar essas festas no Brasil, então me “apeguei” ao meu filho, nora e netos e lá fomos passar com a família da Pati no sul.

Brusque é um encanto de cidade e os pais dela que moram lá nos receberam daquele jeito tão carinhoso que até “fiquei sem jeito…”

(O buffet)

(Regina e eu)

(Todos reunidos)

Recebemos o Ano Novo em Balneário Camboriú, numa noite quente, mas que nem sentimos com o vento gostoso do 8º andar do apartamento de frente para o mar.

(Vista de cima, da praia apinhada de gente)

(O buffet)

(Eu)

A comilança foi muita em todos os dias: de camarões a carne Maria Macia, de antepastos até o tradicional bolo de fubá no café da tarde.

(Camarão à milanesa)

(Mignon recheado com aspargos e queijo e assado em churrasqueira)

(Carne de onça, mignon em tiras e queijo brie assado envolvido em massa)

(Bolo de fubá com goiabada)

Durante as tardes o passeio acabava no Passeio São Miguel, uma rua deliciosa com mesinhas pelo centro e inúmeros cafés, restaurantes e padaria.

(Esse não consegui resistir…)

E a praia?

Maravilhosa!

Principalmente nas manhãs bem cedo em que eu saía para caminhar e sentar para ler…

E o Camelódromo e a Avenida Brasil?

Uma tentação!

E lá vou eu dando um tchau pra quem fica…

Bem, agora já de volta, a vida segue normal.

Só os quilos a mais que vai ser muito difícil perder…

“PORQUE O SENHOR É DEUS GRANDE E REI GRANDE ACIMA DE TODOS OS DEUSES. NAS SUAS MÃOS ESTÃO AS PROFUNDEZAS DA TERRA, E AS ALTURAS DOS MONTES SÃO SUAS. SEU É O MAR, POIS ELE O FEZ, E AS SUAS MÃOS FORMARAM A TERRA SECA.” Salmos, 95- 3,4 e 5.

 

 

ÚLTIMAS FOTOS E UM ATÉ BREVE…

E chegou a hora de voltar!

Sei que vocês, leitores, estão sentindo falta das receitas, mas foi tanta coisa bonita para contar que precisei dar um tempo nelas.

Aguardem!!!

O dia estava muito frio apesar do sol, um vento gelado, mas saímos passear.

Minha filha mora em SEA POINT ao lado desse calçadão onde caminhamos vendo o mar.

(Observem o banco onde me sentei para descansar e a vista de Waterfront)

Fui conhecer o CAPE TOWN STADIUM onde foi realizado jogos da Copa de 2010.

Fica em meio a um jardim com direito a lago com patos nadando e muito verde; uma limpeza e cuidados de impressionar!

Nesse dia andamos muito até chegar ao centro para ver mais lojas de artesanato.

(Ao lado de Nelson Mandela e em outro dia descobrindo uma feira de rua)

Teve um dia que o sol não saiu, fazia um frio terrível e ficamos pensando se devíamos sair ou não. Aí perto da hora do almoço, não teve outra: vamos almoçar fora e tomar um vinho para aquecer. E descobrimos um encanto de restaurante!

Nas paredes livros e mais livros, uma lareira acesa esquentando o ambiente e… uma comida dos deuses!!!

Ao sair dali ainda tivemos coragem para andar pela praia deserta em frente.

(Olhem o “abacaxi de Itu”)

E deixei para o fim falar da TABLE MOUNTAIN (Montanha da Mesa), principal ponto turístico da cidade. Recebe esse nome por conta de sua estrutura, reta por cima, como se fosse uma mesa. Ela é vista de vários pontos da cidade.

E eu, ansiosa para tirar uma foto com ela atrás, mas vejam só…

Em um dia, a “sorte” de aparecer um pouquinho dela e que rapidamente foi coberta pelas nuvens. Em outro, eu faço pose de “onde ela está?”.

Nessas fotos acima, a primeira e segunda fotos mostram estátuas dos quatro ganhadores do prêmio Nobel com as devidas explicações: Albert Luthuli, Desmond Tutu, Fw de Klerk e o mais famoso, NelsonMandela.

Na terceira foto, os cantores de rua e na quarta, um descanso na paisagem linda.

(Aqui uma foto do acervo da Sawabona Turismo que pertence a minha filha Fabiane)

A Table Mountain num dia de sol.

Duas outras montanhas são destaque também: Lions Head e Signal Hill.

E assim encerro essa viagem, agradecendo a Deus e feliz por poder ter convivido com minhas filhas e netos, conhecer tantos lugares novos, tantas pessoas amáveis e contente por estar de volta para minha casa em Campo Mourão!

“PORQUE A TERRA SE ENCHERÁ DO CONHECIMENTO DA GLÓRIA DO SENHOR, COMO AS ÁGUAS COBREM O MAR.” Habacuque, 2- 14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FEIRA DE ARTESANATO E… MAIS MUSEU!!!

Me programei toda para conhecer o MUSEU DA ESCRAVATURA, que fica aqui em Luanda, Angola, no Morro da Cruz.

Só que ao chegar lá, estava fechado para reforma…

Fiquei super frustada, mas assim mesmo consegui algumas fotos que posto para vocês.

Ele tem a sua sede na Capela da Casa Grande, templo do século XVII onde os escravos eram batizados antes de embarcarem nos navios negreiros que os levavam para o continente americano.

(Aqui a pia batismal)

(Uma pintura restaurada em uma parede logo na entrada)

Mais que uma casa a caminho das praias ao sul, esse edifício tornou-se símbolo da barbárie e resistência.

Vejam a vista linda que temos lá de cima!,

Bem, mas antes de ficar meio frustrada, olhei lá de cima e vi uma feira linda!!!!!!!

Chama-se CENTRO DE ARTE BENFICA, que mudou-se há pouco tempo para esse local.

(Artesãos trabalhando em peças magníficas!)

Essa feira existe desde 1993 e a Coarte (Cooperativa de Artesãos) foi criada em 2002.

Essa cooperativa controla cerca de 300 membros, em maioria artesãos enquanto outros dedicam-se ao comércio de roupas e alimentos.

Aí eu me achei!

(Aqui com o Sr.Adão, uma pessoa super simpática e que claro, me vendeu esse vestido… e ainda fez pose!)

Os tecidos são vendidos em cortes que as mulheres chamam de “pano samacaca” e tem vestidos, saias, blusas, bolsas, tudo em estampas bem coloridas!

Agora, as esculturas são demais de lindas!

Uma perfeição e uma tentação para quem tem os “kwanza” na bolsa…

Abaixo, fotos de outra feira que passamos em outro dia e que fica à beira mar, com telas em diversos tamanhos  em motivos africanos.

Cada dia tem sido uma aventura diferente e inesquecível, sem contar a alegria de estar com parte da minha família querida…

“O SENHOR DARÁ FORÇA AO SEU POVO; O SENHOR ABENÇOARÁ O SEU POVO COM PAZ.” Salmos, 29-11

ENTRE O MAR E AS MONTANHAS

Esse blog está realmente muito chique: e não é que temos agora uma correspondente internacional, diretamente da Cidade do Cabo, África do Sul?

E é dela que vem mais histórias para nos deixar com aquele gostinho de (quem sabe?) um dia irmos até lá.

“Entre o mar e as montanhas

Uma das coisas que mais gosto em Cape Town é que não preciso escolher entre o mar e a montanha, já que aqui os dois convivem pacificamente, e proporcionam lindas paisagens diariamente.

FOTO 1

( Table Mountain vista de Waterfront)

A montanha mais famosa daqui é a Table Montain, eleita uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. E não é pra menos que ela recebeu esse título. Lá de cima você tem a vista de praticamente toda a cidade, e o azul do céu e do mar se confundem.
Seu pico atinge 1.085 metros, e para chegar lá em cima você tem a opção de trilhas e do aerial cableway.

Obviamente que eu escolhi a segunda opção! O teleférico foi inaugurado em 1929, e o chão gira 360 graus enquanto sobe ou desce, para que todos os passageiros possam ter uma visão completa do passeio. O preço (subida e descida) é de 240 rands, cerca de R$ 67,00.

FOTO 2

( Foto tirada do topo da Table Mountain. Abaixo, Cape Town)

Além da vista espetacular, no topo da montanha tem um café, uma loja de souvenirs e banheiros. Super recomendo esse passeio, e minha dica é: no verão ou no inverno, leve um casaco, porque venta muito lá em cima!

FOTO 3

( Euzinha curtindo a vista maravilhosa da Table Mountain, uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo)

Outra montanha famosa é a Lion’s Head, a segunda maior montanha de Cape Town, e fica ao lado da Table Mountain. Como não tem teleférico, você só consegue chegar ao topo após cerca de 1h30 de caminhada.

Por esse ‘pequeno’ motivo ainda não me animei de ir até lá. Mas quem foi garante que a vista é linda!

FOTO 4

(Isso foi o mais perto que cheguei da Lion’s Head até agora – foto tirada da Signal Hill)

Signal Hill fica próxima às duas primeiras, e sua principal vantagem é que dá para ir de carro. Lá em cima, do mirante, é possível ver o centro da cidade e os bairros de Green Point e Sea Point de um lado, e a Table Mountain do outro.

FOTO 5

(Abaixo a vista de Sea Point, bairro onde eu moro)

FOTO 6

(Eu na Signal Hill, de frente para a Table Mountain)

Quanto às praias, já contei aqui sobre Muizenberg, aquela das casinhas coloridas.

Mas é claro que além dela tem muitas outras, que vou mostrar nos próximos posts. Mas a minha preferida é, sem dúvida, Sea Point. Não só porque é onde eu moro, mas porque o por do sol visto do calçadão é realmente um presente de Deus.

FOTO 7

(Por do sol em Sea Point)

E o mais incrível é que vejo essa paisagem todos os dias, inclusive da janela do meu quarto, e não consigo me cansar.

Todos os dias eu vou até a praia, nem que seja por alguns minutos, só para ver essa maravilha e agradecer a Deus por esse privilégio!”

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(Gratidão!)

(Uma dica: as fotos estão tão lindas que vale a pena você clicar em cima para ver em tamanho grande!)

“OS CÉUS MANIFESTAM A GLÓRIA DE DEUS E O FIRMAMENTO ANUNCIA A OBRA DAS SUAS MÃOS.” Salmos 19- 1

TINHA UMA ABELHA NO MEIO DO MEU CAMINHO EM MUIZENBERG

Que coisa boa!

Minha filha Fabiane está nos fazendo viajar com ela nessa aventura!

E aqui vai mais um pouco da estadia dela lá em Cape Town.

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(MUIZENBERG É FAMOSA POR SUAS CASINHAS COLORIDAS, USADAS PELOS BANHISTAS PARA TROCAR DE ROUPA).

“Realmente o tempo tem passado muito rápido…

Já faz quase um mês que estou em Cape Town, e a cada dia gosto mais daqui e das pessoas com quem convivo. E sempre que tenho oportunidade, pego meu mapa para fazer turismo!
Em um domingo fui conhecer Muizenberg, a praia das casinhas coloridas!!

Já tinha visto muitas fotos e tinha certeza de que iria adorar o lugar. O dia estava perfeito para o passeio: sol, calor (apesar do vento) e céu azul.

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( PARA CHEGAR A MUIZENBERG UMA DAS OPÇÕES É PEGAR O TREM, NA ESTAÇÃO CENTRAL)

Peguei o trem na estação principal, no centro de Cape Town.

Não me lembro de quando tinha sido a última vez que andei de trem, e adorei a experiência! A passagem, ida e volta, saiu por 27 rands, cerca de R$ 7,50.

A distância é de cerca de 40 minutos, com paradas nas estações pelo caminho. O trem é velho, com algumas pichações nas portas, alguns bancos furados, mas no geral ele não é sujo.

A viagem foi tranquila, e apesar de ter recebido inúmeras recomendações, achei bastante segura. Mas claro que a dica é não ir sozinha!

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( ESTAÇÃO EM MUIZENBERG)

A praia é realmente linda e limpa. A areia é branca, e tem uma longa trilha para caminhar, com uma vista de tirar o fôlego!

A praia é o principal reduto de surfistas, que se arriscam na água gelada, onde vivem tubarões.

Lá, aliás, é considerado o berço do surf na África do Sul.

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( MESMO NA PRIMAVERA NÃO VÁ À PRAIA SEM UM CASACO. VENTA MUITO EM CAPE TOWN).

No total são mais de 20 quilômetros de praia, em volta do topo da costa de False Bay até Strand.

False Bay, aliás, é conhecida por sua população de tubarões brancos. No local há um serviço de vigia, chamado shark spotters, que dá alerta quando os tubarões estão próximos da costa.

Por toda a praia há sinalização para tomar cuidado com eles.

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( A ÁGUA É LIMPA E A PREFERIDA DOS SURFISTAS E DOS TUBARÕES BRANCOS)

Com relação aos restaurantes, confesso que fiquei um pouco desapontada…

Há alguns em frente à praia, mas senti falta de um bom restaurante de frutos do mar.
Como o tempo estava bom, eu e meus novos amigos da escola de inglês – uma portuguesa, um turco e um brasileiro – resolvemos andar descalços pela areia, e depois pelo calçadão.

Tudo ia bem, até que… Consegui a proeza de pisar em uma abelha!

Isso até não seria um grande problema se não fosse o pequeno detalhe de que sou alérgica!
Aff… Fora a dor – terrível – fiquei apavorada de me imaginar em outro país, longe do centro da cidade, tendo um choque anafilático. Foi muito tenso…

Voltei para casa, tomei meu antialérgico, passei minha pomada – nunca viajo sem eles – e fiquei com o meu pé do tamanho de um pão.

Um pão caseiro, daqueles grandes e fofos!

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Apesar de tudo o passeio foi maravilhoso, a vista compensou o pequeno incidente”.

“NA TUA COMPRIDA VIAGEM, TE CANSASTE; MAS NÃO DIZES: NÃO HÁ ESPERANÇA; O QUE BUSCAVAS ACHASTE; POR ISSO, NÃO ADOECES.” Isaías 57- 10

ÍCARO

“Na mitologia grega ficou famoso pela sua morte por cair no Egeu quando a cera que segurava suas asas artificiais derreteu”.

icarusOs dois pegaram o mesmo ônibus que vinha da praia.

Ele sentou-se na janela, ela no corredor.

E ela olhou de esguelha para ele quando o ônibus começou a viagem de volta.

Viu que ele era bem jovem, bronzeado, cabelos lisos na altura do ombro. 

Seus traços finos demonstravam um rapaz “de fino trato”.

– Talvez seja surfista. Pensou ela. Quantos anos terá? Será que já está na faculdade?

Lá fora a noite caía, lânguida e perfumada.

As pessoas que viajavam já dormiam embaladas pelo ruído dolente do motor e pelo seu sacolejar.

Ela deitou a cabeça na poltrona e ficou a olhar para fora.

Foi quando ele escreveu com seu dedo, um nome no vidro embaçado da janela: Ícaro.

– É a minha deixa! Ela pensou. E mais que depressa perguntou: onde estão suas asas, Ícaro?

E ele como que esperando a pergunta, respondeu:

– Não é para todos que eu mostro, mas…terei o maior prazer em mostrá-las a você.

Olhou para ela e sorriu com aqueles dentes brancos, sorriso aberto, sincero, bonito como uma pintura.

E ela, com seu preconceito nato, preferiu não responder.

Ficou ali quieta, fechou os olhos e fingiu dormir, mas durante o percurso todo, tinha a deliciosa sensação da presença dele, tão perto, tão real.

E aí, luzes foram aparecendo, a cidade se aproximando e a viagem chegando ao fim.

Eles se levantaram, se olharam e disseram adeus.

E ela ficou parada no meio da estação, vendo-o se afastar.

Parecia um anjo!

Ele virou para trás e acenou.

Por um momento ela viu suas asas se abrirem…

Angel Ícaro

(Essa crônica minha saiu no Material do Aluno de História, 7º ano no Portal Aprende Brasil- Positivo Informática).

1ª imagem: sites.google.com

2ª imagem: http://www.flickr.com