CIDADES ONDE MOREI: 8- CURITIBA (1ª PARTE)

E cá estou eu de volta com a série sobre “Cidades onde morei”…

Morar em Curitiba sempre foi o sonho dos meus pais e foi assim que chegamos.

O ano era 1964 e eu completando 16 anos.

instituto

Entrei no Instituto de Educação do Paraná para fazer o curso Normal, hoje Magistério e comecei a namorar sério aquele que veio a ser meu marido.

Nesses três anos de curso todas as moças eram noivas ou estavam com data marcada para o casamento e era o que meus pais esperavam de mim: ser professora normalista e casar.

E assim foi.

beatles

E foram anos de inúmeros acontecimentos marcantes no Brasil e no mundo: Beatles (eu sempre preferi Elvis Presley), o homem pisando na lua, festival de Woodstock, guerra do Vietnã, Jovem Guarda, Pelé, O Pasquim, etc, etc, etc.

Bem, terminei o curso, dei aulas no Instituto Maria José que ficava na rua Dr. Murici, bem no lugar onde hoje temos um viaduto e… casei.

curitiba anos 60

(Praça Rui Barbosa daquele tempo)

Tendo meu marido passado no concurso para Juiz de Direito, arrumamos nossa mudança e fomos morar no interior do Paraná, uma cidade que pertencia à primeira instância e onde começamos nossa jornada.

E segue um poema da nossa eterna Helena Kolody.

CURITIBA, CIDADE-MENINA
Curitiba, cidade menina
paisagem do meu amanhecer.
Por toda parte, a marca de meus passos,
o fantasma de meus sonhos.
Jardins, pomares,
pinheiros e mais pinheiros,
onde moravam sabiás cantores
e bem-te-vis moleques
As torres da Catedral
olhavam por cima dos sobrados.
Carroças de Santa Felicidade
trepidavam no calçamento das ruas
e faziam tremer a voz cantante
das colonas italianas:
– “Qué comprá lenha,
batata doce, repolho,óvo!”
Bondes elétricos circulavam, vagarosos,
do centro para os bairros.
Perdia-se nos longes
o pregão do peixeiro português:
-“Pei…..xe! Camarão!”
Corria pelas ruas
o anúncio dos pequenos jornaleiros:
– “Gazeta do Dia”
– “Diário da Tarde!”
Estudantes eletrizavam a cidade
com sua ruidosa juventude.
Acotovelavam-se risos e conversas de crianças,
pombos brancos a caminho da escola.
Recordo Curitiba adolescente..
Uma névoa de saudade
me envolve o coração.
Helena Kolody 1997
Helena e eu 001
Para ler um poema meu sobre Curitiba, você clica em: Curitibano.
Imagens: 1) institutoerasmopilotto.blogspot.com; 2) beatlemania.musicblog.com.br; 3) publicar-atualidades.blogspot.com
” DISSE JESUS: O CÉU E A TERRA PASSARÃO, MAS AS MINHAS PALAVRAS NÃO HÃO DE PASSAR.” Mateus, 24- 35.

CIDADES ONDE MOREI: 3. CASTRO (INSTITUTO CRISTÃO)

No município de Castro, a quatro km da cidade, está o Colégio Instituto Cristão, uma das mais importantes instituições de ensino agropecuário do país.

É dirigido por holandeses e foi fundado em 1915.

mapa

E é lá que fomos morar!

Minhas lembranças agora já são muitas pois fiz o 1º e 2º ano primário ali.

Tínhamos um trole puxado por um cavalo de nome Petiço e que nos levava até a cidade para compras e passear.

trole

Castro está às margens do rio Iapó e tem um bom potencial turístico devido ao Canyon Guartelá, Carambei e Castrolanda.

Castro_1

Nessa foto antiga é como me lembro do Colégio.

antigo

Pinheiros, muito pinheiros rodeavam nossa casa que era grande, aconchegante, com lareira para nos aquecer do frio terrível que fazia por lá no inverno.

Havia dois lados: o dos rapazes, uma estrada no meio que levava a Tibagi e o lado das moças onde morávamos.

estrada castro

Foram anos deliciosos!!!

igreja

“ESFORÇA-TE E TEM BOM ÂNIMO; NÃO PASMES, NEM TE ESPANTES, PORQUE O SENHOR, TEU DEUS, É CONTIGO, POR ONDE QUER QUE ANDARES”. Josué, 1-9

Imagens: 1) pt.dreamstime.com; 2) http://www.diariodoscampos.com.br; 3) http://www.preciolandia.com; 4) http://www.castro.pr.gov.br

PRIMAVERA CHEGANDO!

“Prá não dizer que não falei de flores” já cantava Geraldo Vandré nos idos de 68.

Mas, além de falar precisamos vê-las, não apenas olhar…

Há mais de oito anos trabalho no Positivo, bairro Seminário e vou mostrar como sou privilegiada em trabalhar aqui.

Muitas vezes ao chegar, ouço bando de pássaros fazendo algazarra nos galhos das árvores; eles trazem alegria em seu “bom dia”!

Vejo o Seu Osvaldo, desde sempre, recolhendo folhas, varrendo, molhando plantas e cuidando delas com carinho.

E observo as árvores e flores!

Temos pinheiros!

E temos céu azul (às vezes)!

E, nesse 11 de setembro, de céu azul, trouxe minha máquina fotográfica para registrar esse desabrochar da primavera.

Não sou profissional como meu colega Radamés (que tem fotos lindas) nem tenho uma câmera possante como minha amiga Eliane (ambos da TE).

Mas tenho o olhar poético que me ajuda bastante.

Espero que vocês procurem ver as flores pois, como a música citada, “quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

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Azaleia nos corredores

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Boca de Leão

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Amor Perfeito

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E agora, os pinheiros!

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