CONVERSAS NO ESCURO

Ah, quanta falta faz a luz elétrica!

Mas… faz mesmo?

Nesse caso, tenho certeza que não fez, muito pelo contrário…

Vou provar o que penso, começando por contar o que me relatou minha filha Viviane que mora em Luanda, Angola.

No dia 14 último, dia de Valentine’s day, meu genro André chegou em casa para o jantar com um espumante enquanto Viviane começava a fazer um risoto de camarão em sua Bimby, que nada mais é que uma máquina, tipo um robô, que faz tudo sozinha.

Ela coloca tudo dentro e em um tempo determinado ela prepara e desliga automaticamente.

Bem, mas vamos ao que interessa.

Tudo arrumado, mesa posta, Bimby funcionando, crianças em volta da mesa e o espumante é aberto.

No “Viva” a luz apaga!

Velas são acesas enquanto as crianças perguntam:

-O que vamos fazer agora sem TV?

-Vamos conversar! Responde o pai. E continuou: sabia que quando sua avó era pequena não existia TV e só quando ela era moça foi que eles tiveram uma em casa? E era em preto e branco! E não tinha programação durante todo o tempo não, era somente algumas horas à noite.

 

Cara de horror dos dois!

-Então o que eles faziam? Perguntam.

-Eles conversavam!

E foi o que fizeram naquela noite, sentados em volta da mesa, com a luz bruxuleante das velas, esperando a luz voltar.

Lembraram da infância dos avós e bisavós deles, contaram que jogavam dominó, contavam histórias e causos, sentavam em cadeiras nas calçadas enquanto jogavam conversa fora com os vizinhos.

E as crianças brincavam de amarelinha e esconde esconde, olhavam para o céu cheio de estrelas e viam as constelações.

-Não aponte o dedo para as estrelas que nasce uma verruga na ponta deles!

E Isadora e Heitor ouviam entre curiosos e espantados as coisas que aconteciam antigamente.

Nisso Viviane vai até a cozinha, munida de uma vela, tirar o risoto que estava quase pronto, mas que nada…como estava sem energia a máquina parou faltando um minuto e meio para terminar e simplesmente a tampa não abria.

André foi chamado para ver se conseguia abrir a tampa teimosa, mas qual nada: não conseguiu.

Não tinham o que comer!!!

De repente, depois de uma hora e meia de conversa, eis que volta a luz, clareando tudo, ferindo os olhos dos quatro enquanto a máquina dava sinal de vida e as crianças corriam ligar a TV.

Tempos modernos…

Imagens: 1) assimquesefaz.com; 2) wall street journal; 3) freebeacon.com; 4) velhostemposontwitter

“DIANTE DAS CÃS TE LEVANTARÁS, E HONRARÁS A FACE DO VELHO, E TERÁS TEMOR DO TEU DEUS. EU SOU O SENHOR.” Levítico, 19- 32

 

 

 

 

 

 

BEBÊS REBORNS

Reborn (em inglês), quer dizer Renascido!

Vocês já ouviram falar desses bebês?

São tão reais que parecem que a qualquer momento vão se mexer e chorar de verdade!

Minha neta Isadora de oito anos, tem um bebê menina, a Melissa.

E é tanto encantamento dela com essa boneca que às vezes acho que ela está pensando que se trata de uma criança de verdade.

E a Melissa não veio sozinha: chegou com sua mochila, seus vestidos, tiaras e fivelas para cabelo, pijamas, sapatinhos, fraldas, toucas, casacos, etc.

Até eu (como boa bisavó) já contribui tricotando para o enxoval as mantas, touca e sapatinhos.

E onde Isadora vai, leva sua filha junto.

(Aqui com Heitor, no Aeroporto)

Sabe aquele sentimento maternal?

Pois aflorou tanto que minha neta troca, conversa, coloca roupas para dormir, arruma para sair e como dormi em seu quarto nessas férias em Curitiba, ficava observando e dizia:

-Isa, apague a luz, já é tarde!

E ela:

-Já vai, vovó, estou colocando o pijama na Melissa…

E quando fomos ao shopping então, ela toda orgulhosa passeando com sua “filha”(claro que Melissa estava com roupa de sair) enquanto as pessoas se voltavam e comentavam se era um bebê de verdade.

Até para mim vieram perguntar quando fiquei com ela no colo para Isa e Heitor irem ao carrossel.

E já teve até Chá de Bonecas, onde cada amiga levou seu bebê!

Isso foi lá na casa dela em Luanda.

Agora ela está esperando ganhar um irmão para a Melissa que já tem até nome: Maurício!

Fico lembrando da boneca que tive quando pequena (veja em Boneca): de louça, tão dura, mas que naquela época era tudo de mais moderna.

As coisas mudam…

Só não muda o sentimento de uma menina que se sente uma mãezinha de verdade, cuidando, embalando, fazendo dormir.

(Uma ida ao Shopping)

Isso não quer dizer que ela só vive nesse mundo de fantasia, não!

Isadora usa celular, gosta dos joguinhos, assiste filmes, lê livros, estuda, mas tem aquela coisa de menina que gosta de brincar de boneca.

Ainda bem que ela é assim, nesses tempos em que meninas de sua idade já querem ser mocinhas, imitando as Anitas rebolativas, ela faz renascer (Reborn) esse  encantamento!

Ainda bem mesmo!

” BENDITO SEJA O SENHOR, PORQUE OUVIU A VOZ DAS MINHAS SÚPLICAS.” Salmos, 28- 6

 

 

 

BOLO BRIGADEIRO

Minha nora Patrícia me avisou que viria com as crianças à tarde em minha casa.

Mais que depressa, fui preparar esse bolo que toda criança (e adulto) adora!

INGREDIENTES

5 ovos

1 xícara de açúcar

1 xícara de leite integral

2 xícaras de farinha de trigo

1/2 xícara de chocolate em pó

1 colher (sopa) de fermento

Bata as claras em neve, junte as gemas e depois o açúcar.

Despeje o leite aos poucos, sem parar de bater e reserve.

Misture a farinha e o chocolate.

Incorpore tudo delicadamente e junte o fermento.

Leve ao forno médio (200º) por mais ou menos 40 minutos.

Enquanto isso, prepare o brigadeiro ( leite condensado, chocolate em pó e manteiga).

Como eu fiz metade da receita, não recheei o bolo, colocando o brigadeiro por cima.

E por cima, chocolate granulado, é claro!

Agora uma pergunta: será que o meu neto Cesinha gostou do bolo?

O que vocês acham?

“ANDA COM OS SÁBIOS E SERÁS SÁBIO, MAS O COMPANHEIRO DOS TOLOS SERÁ AFLIGIDO.” Provérbios, 13- 20

 

 

E O TROFÉU VAI PARA… MIM???

Bem, vamos começar do começo, propriamente dito!

Em julho desse ano, saiu em edital da Biblioteca Municipal Prof. Egydio Martello o convite e regulamento para participação no Concurso de Poesias 2017, como homenagem aos 70 anos de Campo Mourão.

As inscrições foram até 07 de agosto por isso me apressei a escrever e me inscrever.

Resolvi fugir das poesias tradicionais e, quando vi, ali estava a “História sem Fim”.

Por que esse nome?

Porque daqui muitos e muitos anos, nós não estaremos mais aqui, mas a cidade sim, ela continua sempre e sempre, sua história passando gerações.

Então contei nessa poesia, a minha relação com essa cidade em que morei de 1977 a 1983 voltando para ficar novamente agora.

E nesse dia 25, quarta feira, foi a solenidade de entrega aos três finalistas, dos quais eu fiz parte.

É claro que fiquei ansiosa (quem não ficaria?) e quando ouvi minha poesia sendo lida como ganhadora do primeiro lugar, fiquei muito feliz e honrada.

(Recebendo o troféu das mãos da secretaria de cultura, Marlei Formentini)

(Aqui o terceiro lugar Valdir Bonete, o segundo Aline Moura e eu)

Minha nora Patrícia estava presente representando a família,  juntamente com meu neto Cesar de três anos (Cesinha como ele gosta de ser chamado) que adorou o “troféu da vovó”… Queria levar para a casa dele! Beijava e beijava!!!

(Essa foto foi parar no Instagran, mas dá para ver a empolgação dele na hora da entrega).

Foi uma noite gostosa com muita música, apresentações teatrais dos alunos do curso de teatro Trapos, poesias de temática livre e modalidade interpretação também premiadas , carinho e amizade.

(Aqui todos os premiados com as autoridades presentes).

E segue abaixo, essa que foi premiada e feita com muito amor para nossa cidade.

HISTÓRIA SEM FIM

HÁ MUITOS ANOS ATRÁS

ELA AQUI VIVEU.

NA TERRA VERMELHA

DE CAMPOS DE SOJA,

DE TRIGO, DE GADO,

DE ANDORINHAS VOANDO

NUM CÉU TODO SEU.

________

DEPOIS, FOI EMBORA.

CRIAR FILHOS, TRABALHAR.

GANHOU NETOS, ESCREVEU LIVROS,

MAS UM DIA QUIS VOLTAR.

________

E CHEGOU DEVAGARINHO,

SEM SABER COMO

IRIA SER RECEBIDA.

E A CIDADE FACEIRA

ABRIU SEUS BRAÇOS SAUDOSOS

RECEBENDO A FORASTEIRA.

________

E ELA PERGUNTA AO MOÇO:

A CIDADE MUDOU MUITO,

QUASE NÃO A RECONHEÇO,

ONDE ESTÃO AS ANDORINHAS

QUE FAZIAM ALVOROÇO?

________

E ELE CONTINUA CONTANDO

COISAS QUE ELA CONSEGUE LEMBRAR.

CAMPO MOURÃO É HISTÓRIA,

CASA DE AMIGOS, FÁCIL DE AMAR!

________

E ELA AGRADECE SORRINDO

PORQUE SABE MUITO BEM

QUE DESSA CIDADE AMIGA

ELA FAZ PARTE TAMBÉM!

Sílvia Novaes Fernandes

 

“MAS EM TODAS ESTAS COISAS SOMOS MAIS DO QUE VENCEDORES, POR AQUELE QUE NOS AMOU.” Romanos, 8- 37

 

 

DUAS SEMANAS DE JULHO

E não é que cheguei em Curitiba com duas malas cheias de blusas, cachecóis, gorros de lã e botas e não usei quase nada?

Foram duas semanas de dias lindos, céu azul e um friozinho bem confortável!

(Uma rua nas Mercês com essa cerejeira maravilhosa)

Aliás, a cidade estava florida e meu coração cheio de alegria por poder passar essas duas semanas com minhas filhas e netos que chegaram da longínqua África…

E aproveitei muito!

(Dentro do elevador nas saídas quase que diárias)

E assim íamos ao shopping onde eu tomava meu imperdível sundae no Mc Donald’s, café canelinha na Kopenhagen, comidinha no Outback, mas também andava no parque Barigui enquanto as crianças brincavam.

Quando ficávamos em casa, eu ia para a cozinha e dali saíram pasteis, panquecas, estrogonofe, filé à parmegiana, batata suíça, feijão com arroz e farofinha, macarrão à bolonhesa além do bolo indiano que é uma gostosura!

À noite, brindávamos com um vinho que saboreávamos com uma bandeja de aperitivos!

Pude encontrar uma das minhas irmãs, a Raquel, e passeamos, tomamos café e pusemos as conversas em dia.

(Faltou encontrar meus dois irmãos, Ciro e Ângela, que estavam viajando)

Depois almocei com a Akico, amiga de longa data e que fazemos parte de um grupo onde também algumas estavam viajando.

Aí a vez foi da Sonia fazer um lanche na casa dela onde eu e Débora ficamos até tarde, sempre conversando e relembrando coisas de quando elas vieram me visitar aqui em Campo Mourão.

E o último encontro foi com nove amigas da turma de 1966, na casa da Vera!

Cada vez surge uma nova amiga daqueles áureos tempos!

(Sentadas: Jóia, Vera, Ivete e Maria de Lourdes; em pé: eu, Elizabeth, Cleide, Carmen, Sonia e Marilu).

Quanta coisa boa pode acontecer em duas semanas!

Até um assalto, o que deixou de ser bom!!!

Em plena 15:00 horas, dentro do ônibus, fui imprensada na porta por 3 mulheres que roubaram minha carteira de dentro da bolsa, com todos meus documentos, cartões e dinheiro!

Voltei para casa com somente um BO e pronta para fazer todos os documentos novamente.

Mas como dizem, “mais tem Deus para dar do que o diabo prá tirar” ou “vão-se os anéis, mas ficam os dedos”; eu digo, obrigada, Senhor por mais esse livramento!

“EM TUDO DAI GRAÇAS, PORQUE ESTA É A VONTADE DE DEUS EM CRISTO JESUS PARA CONVOSCO.” I Tessalonicenses, 5- 18

 

 

 

 

UM BEBÊ EM NOSSAS VIDAS

“Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!” José Saramago.

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E Daniel chegou há 17 dias trazendo alegria para seu papai Paulo Emílio, mamãe Patrícia e maninho Cesar ( e todos nós também!).

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Essa foto tirei na porta do apartamento enquanto Pati se arrumava para entrar no centro cirúrgico.

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Essas são as lembrancinhas em uma caixa e ao fundo a foto dos quatro (Daniel ainda na barriga da mamãe…)

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Dentro uma caixinha com pão de mel (maravilhoso, da amiga Michelle), um cartão de agradecimento e um calendário de mesa.

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Nesse calendário tem a poesia que fiz para meu neto, antes dele nascer (leiam no Chá de Natal do Daniel).

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Para esperar as visitas, mais docinhos lindos da Michelle.

E se antes a família já era feliz, imagina agora com mais esse presente de Deus!

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Os dois irmãos!!!

Que cena mais linda: Cesinha olhando embevecido o seu maninho que parece sorrir…

É muito amor!!!

E assim reparto com vocês mais esse momento emocionante da minha vida de avó!!! 

“FALOU DANIEL E DISSE: SEJA BENDITO O NOME DE DEUS PARA TODO O SEMPRE, PORQUE DELE É A SABEDORIA E A FORÇA.” Daniel, 2- 20

 

NOSSA, PARECE QUE FOI ONTEM!!!

Essa frase tão usada traduz bem o que estou sentindo nesse final de mês ao completar meu primeiro ano morando aqui em Campo Mourão.

Como foi deixar uma Capital onde morei tantos anos da minha vida para vir morar em uma cidade do interior?

Minha resposta é SIM, foi muito bom!

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(Presépio montado na praça da cidade- eu e Isadora)

É claro que sinto falta de tantos amigos, de passear nos shoppings (aqui ainda não tem,mas quando aperta a vontade, vamos até Maringá), do friozinho gostoso (porque aqui é muito quente).

Mas não tem o que paga, você poder ouvir os passarinhos (hoje entrou um dentro de casa…), ver o céu carregado de estrelas, ver TV com janelas e portas abertas, sem medo nenhum…

E ontem senti que realmente já estou fazendo parte dessa cidade ao andar por uma rua do centro e ser cumprimentada por duas pessoas conhecidas.

Além disso já faço parte da AME (Associação Mourãoense de Escritores) com sede na Biblioteca Pública onde deixei livros de minha autoria e temos reuniões mensais.

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(Uma das reuniões)

As “Comidinhas da Vovó Sílvia” demoraram um pouco para acontecer, o que é natural porque as pessoas não tem muita intimidade com as facilidades que proporcionam as comidas congeladas.

Mas desde outubro as comidinhas começaram a ser apreciadas e com isso tenho trabalhado bastante.

O que acho muito bom!

Viviane,  André e meus netos Isadora e Heitor, estiveram aqui em casa na Páscoa, em julho e agora nas festas do Natal e Ano Novo.

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(Self na Fazendinha)

Foi tão bom!!!!!

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(Mesa arrumada esperando para o almoço)

Fabiane veio quando me mudei para cá e teve que passar comigo os dias sem TV e internet, mas em julho veio novamente e aguardo sua vinda para breve!

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(Perto de casa, fazendo caminhada)

Meus irmãos, Ciro e Ângela, vieram no Carnaval, mas só passaram o dia…ainda falta a Raquel que, não sei porque, está demorando tanto a me visitar…

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(Em fevereiro)

E claro,aqui tenho o Paulo Emílio, Patrícia e Cesar e talvez quando eu publique esse texto, já tenha chegado meu neto mais novo: Daniel.

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(Mais self)

E, ainda, reencontrei duas amigas de quase 40 anos atrás, Rose e Maria Teresa, que me receberam de braços abertos.

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(Saindo de um jantarzinho)

E é com elas que tenho me divertido relembrando histórias, fazendo jantares ora aqui, ora em suas casas, dando risadas, compartilhando fotos, lembranças e emoções.

Era o que sentia mais falta aqui, de amigas como as que deixei em Curitiba e onde tudo acontecia entre nós.

E meus pallets, (como contei em Casa de Vó) estão florescendo lindamente bem como os temperinhos.

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Ah, esses temperos… quando molho bem cedo ou à tardinha (porque o sol é muito forte), eles soltam aquele perfume delicioso como que agradecendo a água fresquinha…

E na cozinha então, é uma gostosura ir até eles, cortar delicadamente os escolhidos, lavar, picar, usar e sentir o aroma e o sabor nas “Comidinhas da Vovó”!

Também já fui diversas vezes a Curitiba; pego o ônibus leito à noite e chego cedinho no outro dia bem descansada e pronta para passear e encontrar muitas das amigas que deixei.

Porque, falando sério, sinto saudades do friozinho dessa nossa capital!

É a vida tem sido generosa para comigo!

O passo dado foi grande, a expectativa maior, mas como fui feliz nesse meu primeiro ano aqui!

Que venham muitos mais!

“POIS SERÁ COMO A ÁRVORE PLANTADA JUNTO A RIBEIROS DE ÁGUAS, A QUAL DÁ O SEU FRUTO NA ESTAÇÃO PRÓPRIA, E CUJAS FOLHAS NÃO CAEM, E TUDO QUANTO FIZER PROSPERARÁ.” Salmos, 1- 3

 

 

 

CHÁ DE NATAL DO DANIEL

Pois é… (adoro começar assim…) mais um netinho chegando!!!

E, como teve a Feijoada do Cesinha que já coloquei a receita para vocês, agora foi a vez de um churrasco (Maria Macia, é claro), saladas, maionese e o Risoto de Palmito da vovó (no caso eu).

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Como fiz anteriormente com os outros netos, (Isadora, Heitor e Cesar) é claro que nosso bebê também ganhou uma poesia!

DANIEL

O que dizer de mais um

presente vindo do céu?

Pois a alegria nos espera

em pleno mês de janeiro.

Um irmão para o Cesinha

que terá um companheiro.

E será ao certo, como aquele

que um dia Deus escolheu:

forte, bonito e sábio

orgulho dos pais e avós,

alegre como o maninho,

encanto de todos nós!

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(Essa é a carinha de alegria do maninho!)

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(Papai Paulo e mamãe Pati, recebendo os convidados.)

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(Picanha Maria Macia, feita no capricho pelo papai!)

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(Uma gostosura!!!)

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(As saladas, maionese e o risoto)

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(Vista geral: vejam uma sombrinha pendurada… chovia muito, mas não atrapalhou em nada o brilho da festa!)

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(Lembrancinhas para as crianças e potes de palha italiana para as mamães, tudo muito bem enfeitado pela mamãe Pati)

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E aqui o agradecimento do dono da festa: Daniel!

Foi tudo muito lindo e ficamos aguardando ansiosos a chegada de mais essa bênção em nossas vidas!

“ORA, A ESSES QUATRO JOVENS DEUS DEU O CONHECIMENTO E A INTELIGÊNCIA EM TODAS AS LETRAS E SABEDORIA; MAS A DANIEL DEU ENTENDIMENTO EM TODA VISÃO E SONHOS.” Daniel, 1- 17

CASA DE VÓ

A CASA DA VOVÓ

É gostosa e perfumada

cheira talco de jasmim.

As cortinas são xadrez

e os móveis em marfim.

 

Tem uma linda cristaleira

com bibelôs pequeninos.

Uma estante com mil livros

e um gato cheio de mimos.

 

Na cozinha tem a mesa

com bolachinhas de mel,

quando derretem na boca

é como entrar lá no céu.

 

No quarto, em cima da cama,

tem a colcha de retalhos

e minha foto sorrindo

em muitos porta retratos.

(Escrevi esse poema há bastante tempo e faz parte do material do aluno do Positivo).

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(Essa guirlanda ganhei da minha amiga Rose, que disse que ela tem tudo a ver comigo…)

Pois é… passei 30 anos morando em apartamentos pequenos, próprios para uma pessoa sozinha como eu.

Mas eu sonhava com uma casa, que fosse grande, com uma mesa de jantar onde coubesse todos, um quarto pronto para receber meus filhos e netos, uma cozinha enorme onde pudesse fazer experimentos culinários, um quintal e um jardim…

Mudei de cidade, de vida e: PLIM!!!

Estou morando na casa que sonhei!

Sem luxo, sem ostentação, mas confortável, gostosa, aconchegante, tipo… casa de vó!

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No momento que estou a escrever esse texto (são 19:30 horas do horário de verão),o céu está limpo, claro e eu deitada nessa rede na área de casa.

É nesse momento que fico divagando, lembrando, sonhando e agradecendo a Deus por tanto em minha vida.

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Daqui vejo a casa para os passarinhos que coloquei no muro.

Eles passam voando perto, fazem ninho no telhado, mas ainda não descobriram a casinha onde coloco água e alpiste.

As pessoas dizem que é assim mesmo até eles se acostumarem, mas vai ser fantástico o dia em que um deles entrar nela!

Vou pular de alegria!

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Ao lado coloquei dois pallets com vasinhos de flores e em baixo plantei agaphantus que ainda vão demorar a florir, mas que tem suas folhas lindas o ano todo.

Lá atrás, no quintal também são dois pallets: um que quando abro a janela do meu quarto, lá está ele como a sorrir dando bom dia.

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Agora, o outro… é o meu xodó!

Meus temperos!!!

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Ainda estão crescendo e fico tempo ali ao lado como para ver se crescem mais ligeiro…

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(Cebolinha, salsa e manjerona)

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(Hortelã para chá, alecrim e hortelã para tempero)

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(Tomilho, sálvia e manjericão)

O dia em que cortei um punhadinho de cada para usar, foi a glória!

Tive vontade de beijar cada uma daquelas folhinhas!

O perfume delas encheu minha cozinha!

Estou terminando de escrever e o céu está escurecendo.

A luz do poste bem em frente, acabou de acender.

Os passarinhos já se acomodaram em suas casas e está na hora de também entrar.

E, como diz a guirlanda, “na casa da vó o Natal é mágico”, vai ser, quando meus filhos e netos chegarem, enchendo essa casa de risos, abraços,  alegria e muito amor!

Isso tudo é muito mais do que mereço!

É graça!!!

(Se quiserem saber mais sobre o assunto, leiam o que escrevi em “Gente… como a gente“.

“PORQUE PELA GRAÇA SOIS SALVOS, POR MEIO DA FÉ; E ISSO NÃO VEM DE VÓS; É DOM DE DEUS.” Efésios, 2- 8

 

NORMALISTAS 66

Em outubro de 2015 na série que escrevi sobre “Cidades onde Morei: 8- Curitiba (1ª Parte)“,  já falo um pouco sobre como foi estudar no Instituto de Educação do Paraná.

E em setembro desse ano escrevi sobre “50 Anos!!! Já???, onde escrevo sobre o ano de 1966, quando nos formamos no curso de Magistério.

instituto

(Instituto de Educação do Paraná)

E, agora, em 05 de novembro, pudemos nos encontrar, isso depois de nos comunicarmos e marcar dia, horário e local do encontro.

E lá fomos nós: curiosas para saber como estariam nossas colegas, depois de 50 anos sem nos encontrarmos…

Surpresa: as “meninas” estavam ótimas!!!

E vamos começar, por ordem alfabética, postar algumas fotos e  curiosidades sobre cada uma que esteve presente no encontro.

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Beatriz, casada, formada em Administração, 2 filhos (Luiz Gustavo- advogado e Thais- administradora) e uma neta, Isadora.

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Carmen, casada, 2 filhos (Paulo Henrique- médico e Luiz Gustavo- advogado) e dois netos (Lívia e Bernardo).

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Joia, formada em Letras e dois filhos (David- advogado e Luciana- juíza) e 4 netos sendo 3 meninas e um menino.

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Maria de Lourdes, casada, cursou Economia e tem duas filhas (Flávia, que mora em Luxemburgo e Márcia- advogada) e um neto, Davi.

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Eu, Sílvia, formada em Letras, com 3 filhos (Viviane- arquiteta, Fabiane- jornalista e Paulo Emílio- veterinário)e quase 4 netos: Isadora, Heitor, Cesar e Daniel ( que chega em janeiro).

Eu mesma tirei essas fotos, assim na hora, e a Maria de Lourdes, tirou essa minha.

Isso tudo em meio a conversas, risadas, lembranças, e um sem número de celulares onde eram mostrado fotos dos filhos e netos…

Infelizmente, mais 4 amigas com as quais contávamos, não puderam comparecer: 

Cleide Duda Taborda, Mirian Murray, Nadzieja Didycz e Sonia Mercer.

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Fomos ao restaurante Coco Bambu e nos deliciamos com o peixe e camarão  servidos.

E até lembrancinhas tivemos!

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O curioso é que íamos lembrando aos poucos de tantas coisas que pareciam estar em alguma gavetinha do passado: eram nomes de professoras, curiosidades, travessuras e tantas coisas para rir e lembrar…

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Foi realmente um encontro produtivo: criamos até um grupo de WhatsZapp e passado alguns dias,continuamos a nos comunicar com tanto carinho e doçura!

É… os 50 anos se passaram, mas aquela antiga convivência de uma época tão marcante, ficou, renovou-se e tenho certeza que vai continuar até o fim de nossas vidas! 

“SENHOR, TU TENS SIDO O NOSSO REFÚGIO, DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO. ANTES QUE OS MONTES NASCESSEM, OU QUE TU FORMASSES A TERRA E O MUNDO, SIM, DE ETERNIDADE A ETERNIDADE, TU ÉS DEUS.” Salmos, 90- 1 e 2