O FINO DA BOSSA

Quando eu estava quase desistindo de poder assistir um BOM programa de música na TV, eis que aparece na Record essa maravilha!

Sim, porque o que tenho visto na Globo nunca pode ser considerado um programa musical, com Anitas, Jojôs e Pablos!!!

Começou às 23:30 dessa terça feira, dia 11, e até coloquei o relógio do celular para lembrar-me!

Valeu à pena!

O Fino da Bossa foi um programa dos anos 60, comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues e que ficou na história por trazer cantores e compositores da mais alta estirpe.

Eu era bem jovem e não perdia um programa em nossa TV preto e branco.

Elis se foi cedo, com apenas 36 anos, mas deixou seus filhos Pedro Mariano e Maria Rita como seus sucessores.

Jair viveu até 2014 e sua filha Luciana Mello foi quem apresentou o programa ao lado de Pedro Mariano.

Por ali desfilaram: Alcione, Gilberto Gil, Simoninha, Jairzinho, Elza Soares, Diogo Nogueira, Marcos Valle, Fernanda Takai, Paula Fernandes, Kell Smith, Projota, Iza, Max de Castro, Roberta Sá.

Cantaram divinamente!

Simoninha cantando “Meu Limão, meu limoeiro”, me fez lembrar tanto de seu pai, Wilson Simonal, que com seu sorriso, covinha e swing, encantava a todos!

Destaque para Jairzinho (filho de Jair Rodrigues) e sua irmã Luciana cantando “Disparada” com o pai no telão e Pedro Mariano cantando “Terra de Ninguém” com sua mãe Elis, também no telão.

Emocionante!

Ao piano, Daniel Jobin, neto de Tom Jobin!

E músicas como: Garota de Ipanema, Domingo no Parque, Samba de Verão, Desafinado…

Canções de Tom, Vinícius, Menescal, Carlos Lyra, Toquinho e outros grandes!

E eu empolgada cantando junto (fazia muito tempo que não cantava alto com as letras na ponta da língua):

Wave (Tom): vou te contar, os olhos já não podem ver

coisas que só o coração pode entender

fundamental é mesmo o amor

é impossível ser feliz sozinho…

Ou, dele também:

Este teu olhar

quando encontra o meu

falam de uma coisa

que nem posso acreditar

doce é sonhar

é pensar que você

gosta de mim

como eu de você…

Ou ainda:

Se todos fossem iguais a você

que maravilha viver…

As horas passaram e não vi.

Fiquei querendo muito, muito mais!

Tomara que outros programas desse nível e qualidade possam entrar na grade dessa emissora para trazer um pouco de qualidade para nossos ouvidos, cansados de ouvir tanta bobagem!

“LOUVAREI AO SENHOR DURANTE A MINHA VIDA; CANTAREI LOUVORES AO MEU DEUS ENQUANTO VIVER.” Salmos 146- 2

 

 

 

 

ENFIM… CAPE TOWN!!!

Dia 17 de junho, domingo, deixei Luanda e meus queridos para seguir rumo a África do Sul, encontrar-me com minha filha Fabiane e conhecer essa cidade.

Saí de uma temperatura de 27° e tempo muito seco, para entrar em 12° com muito vento e uma chuva fininha!

Nada que abalasse minha vontade de conhecer tudo e dar um abraço apertado em minha filha…

E eis que chego, então, depois de 4 horas de um voo tranquilo.

Cape Town (Cidade do Cabo) é apelidada de “Cidade Mãe” e é a capital legislativa do país, sendo a segunda mais populosa (a primeira é Joanesburgo) com 3 milhões e setecentos mil habitantes.

Foi ocupada primeiramente pelos holandeses e depois o Reino Unido.

(Aqui, fotos do nosso encontro)

Como cheguei no primeiro dia do jogo da seleção do Brasil pela copa, fomos até um local chamado Mojo onde colocaram um telão e onde estava reunida uma turma de brasileiros para assistirem.

Nesse lugar, tem bem no centro um local onde se vendem somente as bebidas e, espalhados ao redor, tipo umas barraquinhas cada uma vendendo comidas diversas: pizzas, sushis, frutos do mar, sanduíches, nachos, pipocas, etc.

Fiquei a lembrar onde estava há quatro anos atrás, no dia do jogo do Brasil… quanta coisa aconteceu! Se me falassem que eu iria mudar de cidade, jamais acreditaria… e lembrei do que escrevi aqui nesse dia ( Dia dos Namorados/ Primeiro Jogo do Brasil).

Saindo dali, tipo decepcionada com a seleção, fomos até Waterfront.

Gente, o lugar é o que há de lindo!!!

Pode-se sentar, comer e degustar um bom vinho.

Ali se reúnem turistas de todo o mundo, dá para curtir lojinhas de artesanato, passeios de barco, roda gigante, museus, corais de música típica africana e muito, muito mais, que contarei em outros posts.

As fotos saíram cinzentas, como estava o dia, mas nem por isso deixa-se de ver um pouco a beleza do lugar.

Logo estarei contando como foi estar desbravando essa cidade linda!

“NO DIA DA PROSPERIDADE, GOZA DO BEM, MAS NO DIA DA ADVERSIDADE, CONSIDERA; PORQUE TAMBÉM DEUS FEZ ESTE EM OPOSIÇÃO ÀQUELE, PARA QUE O HOMEM NADA ACHE QUE TENHA DE VIR DEPOIS DELE.” Eclesiastes, 7- 14

 

 

 

 

MÊS DE JUNHO, MÊS DE FESTAS!

As festas juninas são mais antigas do que todo mundo pensa!

Elas surgiram na Antiga Europa, há centenas de anos.
Não se sabe se o nome “junina” é uma adaptação que veio com o tempo ou se mudou porque a festa é comemorada no mês de junho.

acordeon

Cada um dos países deu o seu toque à festa que conhecemos hoje em dia.

Da França veio a dança (quadrilha), de Portugal e da Espanha veio a dança com fitas, entre outras culturas que foram se popularizando.
Como é de se imaginar, a festa junina foi trazida para o Brasil pelos portugueses durante o período colonial.

Por coincidência, os índios que habitavam o nosso país realizavam rituais nessa mesma época de junho para celebrar a agricultura e, com a vinda dos jesuítas, as festas se fundiram e os pratos passaram a utilizar alimentos nativos,como mandioca e milho.

casamento
As festas juninas acontecem em todo canto do país, mas podem ser divididas em dois tipos distintos: aquelas que acontecem na Região Nordeste e aquelas do Brasil caipira (inspiradas nos Estados de São Paulo, região norte do Paraná, região sul de Minas Gerais e Goiás). Elas possuem diferenças e costumes bem diferentes.
As festas do Brasil caipira são realizadas em quermesses com danças de quadrinha em torno da fogueira e, como não pode deixar de ser, com muita música caipira.

quadrilha

Em todos os lugares, as mulheres usam vestidos coloridos de chita e os homens vestem camisa quadriculada e calças remendados com tecidos também cheios de cores.
A fogueira é um dos maiores símbolos das festas juninas.
Assim como a maioria dos elementos de uma festa junina, existem dois significados para a famosa fogueira.

Nas festas pagãs e indígenas, elas eram feitas para espantar os maus espíritos.

Já na tradição cristã, ela tem uma explicação: Isabel teria dito à Maria (mãe de Jesus) que acenderia uma fogueira para avisá-la do nascimento de seu filho (João).
Maria viu as chamas de longe e foi visitar a criança que tinha acabado de nascer.
Hoje, por questão de segurança, elas também só são feitas em poucas cidades do interior, já que também não são permitidas nas grandes quermesses para que se evite incêndios e acidentes causados pelas chamas.

Mas o símbolo está sempre presente quando pensamos nas festas juninas.

fogueira-na-festa-junina
No Nordeste, o forró é, talvez, o ritmo mais requisitado para as festas juninas, seguido pelo baião, xote, reisado, o samba de coco e outras cantigas típicas. 
Simpatias e promessas para os santos são comuns em todas as épocas do ano, mas, para os três santos homenageados em junho, agora é a hora, principalmente para Santo Antônio, já que ele é considerado o santo casamenteiro e as moças que procuram um namorado, noivo ou marido se apressam para ter tudo pronto no dia 13.

mesa
Difícil não ficar com fome em uma festa junina.

Milho cozido (ou assado), pipoca, bolo de fubá cremoso (ou de milho), maçã do amor, pé-de-moleque, vinho quente, quentão, arroz-doce, canjica, chá de amendoim e muitas outras delícias (normalmente quentinhas, porque essa época do ano é bem fria) são a alma da festa.
Reparou que muitas comidas são derivadas do milho verde?

Isso se deve ao fato de que junho é a época propícia para a colheita do alimento e essa tradição está presente nas festas juninas desde que ela chegou ao Brasil.

Outros grãos — como o amendoim — e raízes — como a mandioca — também marcam presença nas comemorações de junho.

E eu me lembro de uma musiquinha que cantávamos nessa época e que dizia assim:

“MÊS DE JUNHO, MÊS DE FESTAS,

DE FOGUEIRAS AO LUAR.

NO TERREIRO ILUMINADO

TODA GENTE VAI DANÇAR.

DESDE 13 A 29

QUE SE OUVE O ESPOUCAR

DAS BOMBINHAS, DOS FOGUETES

ESTOURANDO PELO AR”

Que lembranças boas tenho das festas da minha infância… e essa música acima, nunca mais ouvi… nem achei no google…perdeu-se com o tempo, bem como as bandeirinhas que fazíamos com capricho para enfeitar o quintal…

bandeirinhas

Fonte: http://www.megacurioso.com.br

Imagens: 1) edu-candoconstruindosaber.blogspot.com; 2) atividadesparaprofessores.com.br; 3) plus.google.com; 4) http://www.grupogsa.com.br; 5) http://www.24brasil.com; 6) http://www.vivaeventos.com.br

“DIRIGE OS MEUS PASSOS NO TEUS CAMINHOS, PARA QUE AS MINHAS PEGADAS NÃO VACILEM.’ Salmos, 17- 5

 

ROSQUINHAS DA MINHA MÃE E PARABÉNS PARA O BLOG!!!

Minha mãe era professora de música, tocava piano divinamente, ensaiava coral, inventava peças de teatro, contava histórias, mas… nunca gostou muito de cozinhar.

Quando entrava na cozinha era para fazer o trivial, mas tinha algumas coisas que fazia tão bem, como as rosquinhas que coloco aqui.

Fazia tudo de cabeça, não seguia nenhuma receita e quando pedi para escrever essa rosquinha que eu adorava, ela pegou esse papel que eu guardei com cuidado dentro do meu caderno.

receita

(Essa é sua letra no papel que guardei)

INGREDIENTES

1/2 quilo de farinha de trigo

2 copos rasos de açúcar

3 colheres (sopa) de manteiga

3 ovos

1 colher (sopa) de fermento

leite de coco (até dar liga)

ingredi

Coloque todos os ingredientes em uma tigela (o leite de coco vá colocando aos poucos) e amasse com as mãos até dar liga.

com ingred.

Vá pegando aos poucos pedacinhos da massa e faça rolinhos em uma mesa enfarinhada.

fazendo

Enrole como quiser: fazendo uma trança, de comprido ou usando a criatividade.

para assar

Coloque em uma assadeira e deixe espaços entre elas porque crescem um pouco.

na forma

Eu gosto mais quando ficam bem torradinhas, mas se preferir, deixe mais clarinha.

no pirex

Guarde em pirex com tampa ou potes bem fechados.

com café

Gente, com um café, fica uma gostosura… as rosquinhas e as lembranças da minha mãe…

E, agora, vamos comemorar o terceiro aniversário desse blog!

Obrigada a todos que seguem, comentam e me deixam felizes sabendo que contribuo um pouquinho para a distração, cultura e culinária de vocês.

Se quiserem, leiam sobre os outros dois aniversários: “Primeiro aniversário do blog” e “2º Aniversário do blog“.

aniversário

(imagem guiafeminina.com.br)

“CANTAREI AO SENHOR ENQUANTO EU VIVER; CANTAREI LOUVORES AO MEU DEUS, ENQUANTO EXISTIR.”Salmos, 104- 33

 

UM FELIZ ANO NOVO!

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“Para você, desejo o sonho realizado.

O amor esperado.

A esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida.

Todas as alegrias que puder sorrir.

Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices.

Que sua família esteja mais unida.

Que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas… Mas nada seria suficiente… Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes… E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade!”

(www.belasmensagens.com.br)

(Imagem: oficina-do-gif.blogspot.com)

Mais sobre o Ano Novo você encontra em Poetizando o Ano Novo! (clicando em cima) com poemas de Drummond e Quintana.

” O SENHOR TE ABENÇOE E TE GUARDE; O SENHOR FAÇA RESPLANDECER O SEU ROSTO SOBRE TI E TENHA MISERICÓRDIA DE TI; O SENHOR SOBRE TI LEVANTE O SEU ROSTO E TE DÊ A PAZ.” Números 6- 24, 25 e 26

O ARCO-ÍRIS

 Essa história escrevi há muito tempo, mas gosto muito dela.
Espero que vocês gostem também…
 
O ARCO-ÍRIS
Essa história eu ouvi da minha mãe, que ouviu da minha avó, que ouviu da minha bisavó, que ouviu nem sei de quem.
É sobre uma menina muito pobre que adorava música.
notas musicais
Ela amanhecia cantarolando, inventava melodias e letras e embalava com elas as suas bonequinhas de pano.
Seu sonho era ter um piano de cauda, de verdade!
E enquanto ele não vinha, ela tocava no tampo da mesa, da carteira da escola, em cima de suas próprias pernas.
– Mas o que é isso, menina? Repreendia sua mãe. Pára com essa bobagem! Nós somos pobres e nunca teremos dinheiro bastante para comprar esse tal de piano de cauda.
Mas a menina nem ouvia.
Já estava cantando baixinho nova música por ela inventada enquanto embalava sua boneca.
foto-boneca-de-pano-06
Um dia, ela estava quase alheia à conversa dos adultos na cozinha, quando um pedacinho do seu consciente pegou o finzinho:
– Tem um pote de ouro no final do arco-íris!
Afirmava o tio Janjão enquanto coçava sua gorda barriga.
arco-íris
Então nossa amiguinha voltou de vez à realidade e quando percebeu já estava perguntando ao tio:
– É verdade mesmo, tio? Que tem ouro para comprar tudo o que a gente quer?
– Sim, querida, é verdade! Disse o velho tio piscando um olho…
E a partir daquele dia, a menina soube que teria o seu piano.
Ela ficou dia após dia lá fora, sentadinha, a olhar o céu e tocar com seus dedinhos finos, o seu piano invisível.
Sua mãe morria de pena!
– Por que você fez isso com ela, Janjão? Essa menina mal amanhece o dia, nem come direito e lá vai para fora procurar o arco-íris.
Mas, um belo dia, ele apareceu.
Era o mais belo arco-íris já visto por aquele lugar.
rainbow
E a menina batendo palmas, sorrindo, saiu em disparada, sempre olhando para o céu.
Nunca mais a viram…
Conta-se que no final do arco-íris, está uma menina linda, feliz, sentada em seu banquinho e tocando eternamente em um piano de cauda.
O pote de ouro é a felicidade…
piano
Imagens: 1) ultradownloads.com.br; 2) portalbrasil10.com.br; 3) renataespecial.blogspot.com; 4) http://www.sodahead.com; 5) http://www.clipartpanda.com
” E ELA DARÁ A LUZ UM FILHO, E LHE PORÁS O NOME DE JESUS, PORQUE ELE SALVARÁ O SEU POVO DOS SEUS PECADOS.” Mateus, 1- 21

CIDADES ONDE MOREI: 10- IPORÃ

Pois é… além do sorvete Kibon (ver o final do texto Formosa d’Oeste) a cidade nos ofereceu muitos amigos.

Éramos todos muito jovens e morando longe de nossas famílias e isso fazia com que nos aproximássemos mais.

Lá ficamos seis anos.

rua em iporã

Iporã vem do tupi que significa “rio bonito”= y (rio) e porang (bonito).

Sua população em 2013 é de 15.078 habitantes.

mapa

O asfalto chegava até lá e com a proximidade da cidade de Guaíra, pude conhecer as famosas Sete Quedas que desapareceu com a construção da usina hidrelétrica da Itaipu.

SETE_QUEDAS_4_A

E se eu em Formosa tive uma primeira notícia maravilhosa (a gravidez da minha primeira filha), em Iporã foram duas!

Anos 70, começo da TV em preto e branco e poucas atrações para as crianças; então elas brincavam no quintal, tomavam banho em bacias improvisadas no terraço porque o calor era muito!

As festas de aniversário começavam a ser preparadas bem antes porque não existiam casas de festa como hoje e eu guardava copinhos de iogurte para transformá-los em enfeites para a mesa…

Chamava as crianças vizinhas e ensaiava com elas peças de teatro e músicas, transformava a sala em auditório e amarrava cortinas para a apresentação.

E tudo era uma festa!!!

Assim quando saímos dali rumo a Campo Mourão, uma cidade bem maior, nossa família já se compunha de cinco pessoas! 

canteiros em iporã

Imagens: 1) wikimapia.org; 2) pt.wikipedia.org; 3) http://www.amerios.com.br

“E REPOUSARÁ SOBRE ELE O ESPÍRITO DO SENHOR, E O ESPÍRITO DE SABEDORIA E DE INTELIGÊNCIA, E O ESPÍRITO DE CONSELHO E DE FORTALEZA , E O ESPÍRITO DE CONHECIMENTO E DE TEMOR DO SENHOR.” Isaías, 11- 2

 

DIA DAS MÃES

Se eu tivesse que definir minha mãe em uma palavra apenas, essa seria ALEGRIA!

minha mãe jovem

E, por isso, não vou escrever sobre o dia das mães de uma maneira triste, onde choramos em cada linha.

E nos meus guardados, encontrei esse texto de Hilda Lucas que define as mães de uma maneira sincera, generosa e autêntica.

Mãe faz cada coisa…

“Mãe é aquele ser estranho, louco, capaz de heroísmos, dramas e breguices com a mesma fúria; paga mico, escreve carta para Papai Noel, se faz passar por Fadinha do Dente, Coelho da Páscoa, Cuca, pede autógrafos para artistas deploráveis, assiste a programas, peças, shows horríveis, revê milhares de vezes os mesmos desenhos animados, conta as mesmas histórias centenas de vezes, vai prá Disney e ADORA! 

Mãe faz escândalo, tira satisfação com professor, berra em público,dá vexame, deixa a gente sem graça, compra briga; é espaçosa, barulhenta, tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. 

Mãe desperta extremos, ganas, irrita, enlouquece, mas… é mãe!

Mãe faz promessa, prestação, hora extra, prá que a gente tenha o que é preciso e o que sonha. Mãe surta, passa dos limites, às vezes até bate, diz coisas duras; mãe pede desculpas, mortificada… Mãe é um bicho doido, louco pela cria. Mãe é visceral!

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Mãe chora em apresentação de balé, em competição de natação, quando a filha menstrua pela primeira vez, quando dá o primeiro beijo, quando vê a filha apaixonada no casamento, no parto… Xinga todo e cada desgraçado que faz a filha sofrer, enlouquece esperando ela ou ele chegar da balada… Mãe é uma espécie esquisita que se alterna entre fada e bruxa com uma naturalidade espantosa. É competente no item culpa e insuperável no item ternura, mas pode ser virulenta, tem um lado B às vezes C,  D, E… Mãe é melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, histérica, mas não se é feliz sem uma. Mãe é contrato: irrevogável, vitalício, intransferível!

Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara de choro, de gripe, de medo; entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados,escolhas. Mãe dá a roupa de corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó, dá bronca, dá força. Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, pesadelos, bactérias, mosquitos, perigos. Mãe tem intuição e é messiânica: mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tece lembranças. Mãe é arquivo!

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Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende. Ama, desmama, desarma, denota, manda, desmanda, desanda, demanda. Rumina o passado, remói dores, dá o troco, adora uma cobrança e um perdão lacrimoso.

Mãe abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso coração, o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve música quando a gente ri.  Mãe tem coração de mãe!

Mãe é pedra no caminho, é rumo, é pedra no sapato, é rocha, é drama mexicano, tragédia grega e comédia italiana; é o maior dos clássicos, é colo, cadeira de balanço e divã de terapeuta. Mãe é madona-mia! É Deus me acuda! É mãezinha do céu, é a que padece no paraíso enquanto nos inferniza… Mãe é absurda e inexoravelmente para sempre e é uma só: não há mistério maior! Só cabe uma mãe na vida de um filho… e olhe lá! Às vezes, nem cabe inteira.

Mãe é imensurável! Mãe é a saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morte. Mãe é eterna, não morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre, façanha, matriz, alma, carne viva, laço de sangue, flor da pele.

Mãe é mãe e faz cada coisa…”

eu e minha mãe

Minha última foto tirada com minha mãe em 2001… minha homenagem a ela que era tudo isso e muito, muito mais!!!

Imagens: 1) http://www.novidadediaria.com.br; 2) enrebdomdaniel.blogspot.com

SEXTA FEIRA, 20:00 HORAS

A primeira saiu esfuziante do salão de beleza.

Resplandecia como uma capa de revista!

Os cabelos lisos e brilhantes, graças a uma chapinha bem feita, as mãos com unhas vermelhas combinando com as dos pés, calçados em rasteirinhas de pérolas. 

Seu dia tinha sido calmo como sempre: acordou às nove, tomou seu iogurte com linhaça e foi malhar. Tudo muito saudável!

Depois de um banho e creme pelo corpo todo, retirou do freezer a comida congelada, tomou seu suco de uva, descansou, viu as notícias pela TV e foi ao shopping.

A segunda chegou em casa suando depois de um dia exaustivo de trabalho.

Saiu às seis e meia da manhã, pegou ônibus e chegou no trabalho em tempo de passar o cartão. O telefone não deu descanso!

Às vezes olhava suas unhas mal feitas e pensava se teria tempo para lixar e passar uma base.

O almoço no refeitório da empresa não estava nos bons dias e assim, voltou correndo para sua sala na recepção.

A tarde foi pior: muita gente inquieta, telefone tocando sem parar e seu rosto como uma máscara de alegria fingida, desejava a todos “boas vindas”!

4 amigashttp://www.flogao.com.br

A terceira estava cansada de dar dó!

Já era final de tarde e aquela “coisinha linda”, codinome sua neta, não dera descanso!

Era suquinho, frutinha, papinha, aguinha e mais quantos inhas havia!

Tinha esquecido de como uma criança de quase um ano dava trabalho…

Quando pensou que ela dormia como um anjo, correu no chuveiro e, de cócoras, tentou lavar seus cabelos mas teve que sair com eles pingando condicionador porque seu bebê já estava de pé no berço reclamando companhia.

Mas era tão gratificante!

Não cansava de olhar aquela criança tão perfeita e linda, filha da sua filha que sorria feliz ao ouvir a música do cocoricó!

Terminou de trocar a fralda molhada e ouviu o barulho da chave na porta.

A mãe chegou!

A quarta voltou do motel com um sorriso nos lábios.

Estava feliz apesar de saber que aqueles encontros só podiam acontecer nas sextas feiras à tarde. 

Ela se preparava desde cedo para isso.

Enquanto colocava roupa na máquina de lavar, já passava o vestido de alcinhas para vestir e, no banho demorado, o ritual se completava: depilava pernas, axilas e virilha, lavava os cabelos, secava, esfregava cuidadosamente o óleo perfumado no corpo.

Depois de uma refeição ligeira seguia em seu carro ao local previamente combinado.

Fazia tempos que esses encontros aconteciam e ela, muitas vezes, gostaria de poder acabar com eles por saber que não tinham futuro algum.

Mas eram tão bons! Ela se sentia viva novamente!

Não sabia como outras mulheres conseguiam ficar tanto tempo sozinha, sem “um homem prá chamar de seu”.

O relógio marcava 20:00 horas e as quatro chegaram juntas, na frente do bar tão conhecido.

Eram amigas há tanto tempo… se encontravam nos aniversários, casamentos de filhos, batizado de netos, restaurantes, velórios… assistiam filmes e futebol juntas, choravam, riam e torciam… aos domingos juntavam suas panelas para um almoço recheado de conversas e confissões… viajavam e, cada duas em apartamento de hotel, se juntavam para planejar o que fazer.

A porta se abriu e a música se fez ouvir.

Cabeças se voltaram para olhar e cada uma delas entrou triunfante, carregando sua história e expectativa.

O dia terminara.

A noite começava.

Tornaram-se iguais.

Era bom estar ali…

amigaswhitefluffybunny.blogspot.com