O SILÊNCIO DAS MONTANHAS

Faz tempo que não coloco um livro como indicação de leitura…

O último foi “Um Presente da Tiffany“, em 11 de dezembro do ano passado.

Isso não quer dizer que não tenho lido, só que nem sempre dá tempo para colocar alguma coisa (ainda bem que tenho muitos assuntos).

Mas vamos lá!

Gosto de ler o livro e depois que passa algum tempo, releio novamente, e assim foi com esse, 4 anos depois.

Gostei mais dessa última leitura que fiz.

É assustador saber da miséria e dor porque passam povos longe de nos!

Ouvimos notícias da TV, mas lendo as histórias de crianças sendo vendidas, famílias separadas por continentes, mortes trágicas, nos faz parar e pensar naquilo que estamos lendo.

Mais uma razão porque gosto de ler: posso parar a leitura e pensar.

O autor, Khaled Hosseini ficou mundialmente conhecido com o “O Caçador de Pipas”, até levado às telas de cinemas.

“Hosseini tem o mágico poder de escrever livros que emocionam” (Financial Times).

E esse livro em particular, conta sobre famílias, e esse sentimento nos toca mais profundamente e, como a “fala” de um de seus personagens diz, “o tempo é como um encantamento; a gente nunca tem o quanto imagina.”

E é aqui em minha casa, já toda enfeitada para o Natal de Jesus, é que termino de ler mais um livro pensando em como seria bom fazer do livro um belíssimo e inesquecível presente para as festas de final de ano.

E aqui estou eu, fazendo propaganda dos meus livros: o de poesias “Um Pouco de Mim” e o infantojuvenil “O Nasquimi Dourado e outras histórias” à venda na Livraria Amo Livros !!!

“POIS TU TENS SUSTENTADO O MEU DIREITO E A MINHA CAUSA; TU TE ASSENTASTE NO TRIBUNAL, JULGANDO JUSTAMENTE.” Salmos, 9- 4

 

 

UM PASSEIO PELA LITERATURA

Começo agradecendo a Mara Cristina dos Santos Oliveira, estudante de Biblioteconomia do Centro Universitário Claretiano, responsável pelo projeto Nossa Gente Nossas Letras.

Em parceria com a bibliotecária Liane Cordeiro (Biblioteca Antonio Martins Filho), organizou o Encontro de Escritores, juntamente com os acadêmicos da Unespar Campus Campo Mourão (colegiado de Pedagogia e do curso de Formação de Docentes do Colégio Estadual).

Este foi o primeiro encontro organizado pelo projeto, aproveitando a data de 29 de outubro na qual se comemora o Dia Nacional do Livro.

(Liane, Mara e eu)

Pela manhã, falei para uma platéia interessada (Um passeio pela Literatura) e à noite, Jair Elias dos Santos Junior, discorreu sobre o tema:”Campo Mourão, a construção de uma cidade”.

Fui levando os ouvintes a passear primeiramente pela poesia, depois as crônicas, haicais, contos, reescritas, histórias infantis e juvenis.

Um passeio lindo para quem, como eu, ama a literatura!

(Valéria, a primeira à esquerda,-responsável pela biblioteca; em seguida a professora Dalva, Liane, professor Renato, eu e Marlene – bibliotecária do Colégio Santa Cruz).

(Momento para perguntas)

(Mara, Dalva e eu autografando um livro)

(Os alunos com as professoras Adriana e Cristiane e os outros já mencionados)

O que dizer desse momento?

Fernando Pessoa disse, certa vez: escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. 

A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida.

(Visita à biblioteca da Unespar)

“Por intermédio de diversos gêneros, formas nas quais a linguagem literária se manifesta, a literatura toma corpo e liberta-se do plano das ideias; transforma-se em um poderoso instrumento da comunicação e interação, difunde a cultura e democratiza o conhecimento”-Mundo Educação.

“COM A SABEDORIA SE EDIFICA A CASA, E COM A INTELIGÊNCIA ELA SE FIRMA; PELO CONHECIMENTO OS SEUS CÔMODOS SE ENCHEM DO QUE É PRECIOSO E AGRADÁVEL.” Provérbios, 24- 3 e 4.

 

 

 

 

 

 

 

CELEIRO CULTURAL

Outubro é um mês no qual comemoramos a cultura:

dia 12- Dia Nacional da Leitura, cujo objetivo dessa data é incentivar a prática da leitura entre jovens e adultos;

dia 20- Dia do Poeta, onde se celebra o profissional que pode e deve ser reconhecido como um artista escritor, que usa de sua criatividade , imaginação e sensibilidade para escrever, em versos, as poesias que faz;

dia 29- Dia Nacional do Livro, uma das invenções mais enriquecedoras do ser humano, que vem a ser o Livro!

E, nesse dia 19, fomos convidados (eu e mais 19 escritores), a participar do término do PROJETO CELEIRO CULTURAL MOURÃOENSE, no Colégio Estadual Dr. Osvaldo Cruz.

Que projeto encantador e tão importante!

À frente dele, duas pessoas de grande visão: Rosemere e Maria Pasquini, respectivamente diretora e coordenadora do projeto.

(Aqui, Maria Pasquini, eu e Rosemere)

Dias antes começamos a receber cartinhas dos alunos que tinham lido nossas obras e convidando para o evento.

A Leiriele do sexto ano, por exemplo, leu meu relato “Mãe África” do livro “Caminhos in Versos e Prosas VII” lançado esse ano pela AME (Associação Mourãoense de Escritores) da qual faço parte; o David, também do sexto ano, leu o conto “O Caso do Bilhete Perdido” que faz parte do livro também editado esse ano, “O Nasquimi Dourado e outras histórias“.

(Na primeira foto, as cartas recebidas; na segunda um mural com várias poesias dos autores presente e a terceira foto, a minha poesia também da Antologia citada e que foi declamada pelas alunas).

(Nessas fotos as alunas declamam poesias que decoraram para homenagear os autores)

O auditório estava repleto de alunos que se mostraram interessados e surpresos por conhecerem tantos escritores juntos!

Todos os autores presentes se apresentaram contando um pouco das suas trajetórias na literatura.

E aí começaram as perguntas: um pouco tímidas, mas que eram respondidas com muito carinho.

(Eu respondendo algumas das perguntas)

O ambiente foi de muita camaradagem entre todos os autores, porque conversar é preciso!

Depois dessa primeira parte fomos levados até as salas que já estavam organizadas com os alunos esperando para conversar “tête-à-tête” com os autores escolhidos.

(Na primeira e segunda fotos, o cartão que recebi; na foto maior, a cópia da”orelha”do meu livro de poesias “Um Pouco de Mim”)

Foram momentos muito gratificantes que pude passar com a “minha” turminha: o Vinicius, Kerolyn, Karin e Maria Eduarda respondendo mil perguntas!

(Na foto acima com a Luciana, diretora da Biblioteca Municipal Egydio Martello)

Que esses momentos possam se repetir muitas outras vezes com eles e que outros colégios possam seguir esse exemplo maravilhoso de amor a literatura!

“LOUVAI AO SENHOR, PORQUE ELE É BOM; PORQUE A SUA BENIGNIDADE É PARA SEMPRE.” Salmos, 136- 1

 

 

 

 

 

 

UMA SURPRESA E TANTO!

Após toda a programação que contei aqui no “Ele chegou!!! A festa para ele!!!“, a ansiedade deu lugar a uma calma gostosa.

Isso até receber um monte de cartas de alunos da quarta série da Escola Municipal Paulo VI.

Vou contar o porquê disso para saberem a diferença que faz uma professora que quer levar a literatura para dentro da sua classe.

A professora Silvania estava no dia do lançamento do meu livro “O Nasquimi Dourado e outras Histórias”, adquiriu um exemplar e o levou para ler a primeira história para seus alunos.

Eles amaram!

E, como eu queria que acontecesse, despertou neles a vontade de inventar o que acharam que poderia ser o Nasquimi.

Foi quando fui convidada para ir até lá, e na manhã de terça feira, dia 11 último, fui recebida por eles.

Teve chá, bolachas, conversas e muitas perguntas.

Li para eles a minha história premiada do livro do SESC, “A Pena de Cristal”e ouviram super interessados porque a trama é de suspense onde uma menina resolve um mistério.

Aí veio a diretora, Rosângela, e a coordenadora, Gisele, e nos sentimos muito importantes!

(Silvania, eu, Rosângela e Gisele)

Então chegou a hora da surpresa que alguns alunos prepararam em suas casas como sendo o Nasquimi e que estavam embrulhados para tentarmos adivinhar o que seria.

Teve brinquedos, barco, armadilha para pegar peixes, bilboquê, agenda, tudo em material reciclado.

Uma gostosura vê-los mostrando e interagindo com seus colegas!

Foram momentos gratificantes onde essa autora se sentiu recompensada por seu trabalho ter sido atingido de uma forma tão intensa!

Era tudo que eu queria!

Talvez, até muito mais…

“E JESUS LHES DISSE: SIM; NUNCA LESTES: PELA BOCA DOS MENINOS E DAS CRIANCINHAS DE PEITO TIRASTE O PERFEITO LOUVOR?” Mateus, 21- 16

 

ELE CHEGOU!!! A FESTA PARA ELE!!!

Lembro de uma música que se cantava nos tempos da jovem guarda, que dizia assim:

“Quando o carteiro chegou e meu nome gritou com uma carta na mão, ante surpresa tão rude, nem sei como pude chegar ao portão…”

Ele nem gritou meu nome, mas sim tocou a campainha e nem fiquei surpresa porque já esperava a qualquer hora que ele chegasse.

Ah como é gostoso receber pronto, cheirando novo, a sua última cria!

Tudo começou com uma vontade enorme de escrever para essa faixa etária que faz parte da literatura infantojuvenil e que possui poucas histórias dedicadas a ela.

Seu nome: O NASQUIMI DOURADO E OUTRAS HISTÓRIAS.

(Marcadores de páginas)

E não me perguntem o que é Nasquimi porque só saberão, ou não, quando lerem a história.

As demais são: “O Caso do Bilhete Perdido”, “O Jardim dos Três Desejos” e “Aventuras na Ilha”.

São 64 páginas e a editora é a Multifoco do Rio de Janeiro.

A capa. convites e marcadores, ficou a cargo da Estúdio Arte daqui da cidade com a competência do casal querido Rafael e Vanieli.

Bem, aí vamos para a parte mais difícil que é a organização do evento.

Afinal tenho que apresentá-lo em grande estilo!

Começamos pelo convite, que hoje em dia nem se imprime mais e vamos enviando por whatsApp e e-mails.

Segue a encomenda do coquetel, das flores e tenho a ajuda das incansáveis funcionárias da biblioteca.

(Aqui os livros editados, antologias e revistas que participei)

A nossa Biblioteca é muito linda e foi fácil deixarmos tudo muito aconchegante e gostoso.

Nessa foto, temos a Mestre de Cerimônia (Fátima Braga) fazendo a abertura, logo depois eu discursei e em seguida fez-se a fila para os autógrafos.

Meu filho Paulo Emílio e minha nora Patrícia, foram representando minhas duas filhas e o Cesinha, representando os outros três netos.

Esse livro foi dedicado aos meus quatro netos: Isadora, Heitor, Cesar e Daniel que me proporcionam momentos indescritíveis de amor e me fazem voltar a ser uma Contadora de Histórias.

Paulo foi meu fotógrafo (apesar de na foto acima, seu filho estar fotografando) e se saiu muito bem (vejam as fotos lindas que estou postando); e a Pati foi minha tesoureira, agilizando a venda dos livros.

Na foto acima, estão as amigas Tricocheteiras, que fazemos um trabalho voluntário à pessoas carentes; abaixo, as meninas da biblioteca, Simone, Luciana, Vivian e Kelli.

Aqui, com o Prefeito da nossa cidade, Tauillo Tezelli que prestigiou o lançamento e com amigas da Academia Mourãoense de Letras.

E, em seguida, fotos das pessoas queridas que foram me abraçar!

 

Foram momentos muito gratificantes e que ficarão marcados para sempre!

Transcrevo para vocês, o final do meu discurso onde digo: “Monteiro Lobato escreveu certa vez que quem escreve um livro, cria um castelo; quem o lê mora nele. Eu já morei em muitos castelos, pois sempre li muito; agora eu criei esse castelo e quero que vocês venham comigo morar nesse lugar de sonhos, encantamento, onde tudo é poesia e amor.Ele chegou! Aproveitem!”

“O SENHOR É A MINHA FORÇA E O MEU ESCUDO; NELE CONFIOU O MEU CORAÇÃO, E FUI SOCORRIDO; PELO QUE O MEU CORAÇÃO SALTA DE PRAZER, E COM O MEU CANTO O LOUVAREI.” Salmos, 28- 7

 

 

 

 

 

OS ESQUILOS E A BIBLIOTECA

Não, não é uma historinha das que conto para as crianças…(esse vídeo dos Esquilos e o Cachorro, está aqui).

Começou com um passeio pela Company’s Gardens, um jardim criado pelos holandeses em 1650 e que hoje se tornou um grande calçadão arborizado, com início na esquina da Wale Street com a Adderley Street.

(O começo do passeio)

Ao longo do jardim estão vários prédios importantes, como o Parlamento Sul Africano, uma escola, museus e…a Biblioteca!

Há também um grande parque público de acesso gratuito com jardins, jardim japonês, aviário e um pequeno lago.

E, esquilos!!!

São muito fofos e dóceis; se aproximam querendo algo para comer e teve um que até subiu pelas minhas pernas me dando susto!

Aí, como por encanto, surge a National Library of South Africa, fundada em 1818, portanto completando seus 200 anos de existência.

Abrimos o portão de ferro, subimos as escadas e entramos.

Já na entrada, assino um livro com meu nome e país de onde venho.

(Essa foto me fez lembrar do filme do Harry Potter, com as estantes que se moviam).

Maravilhosa!!!

(Muitas pessoas pesquisando e um silêncio absoluto).

(Programação do mês de Junho)

Se você quiser saber mais sobre “Muita Cultura no Centro de Cape Town“, clique aqui para ler uma matéria linda e completa, escrita em novembro de 2015 pela minha filha Fabiane Prohmann que reside lá e me acompanhou nesse passeio.

“DO SENHOR É A TERRA E A SUA PLENITUDE, O MUNDO E AQUELES QUE NELE HABITAM.” Salmos, 24- 1

 

 

UM LUXO DE MEMORIAL!!!

E nesse domingo, 27 de maio, fomos visitar o MAAN (Memorial Dr.Antonio Agostinho Neto), inaugurado em 17 de setembro de 2012 com o objetivo de perpetuar a memória do primeiro Presidente Líder da Luta de Libertação.

(Já escrevi sobre ele em Conhecendo a Fortaleza de São Miguel)

Gente, é tudo grandioso, rico, maravilhoso!!!

Essa área externa tem uma avenida para desfiles de cerca de 500 metros, com uma área de tribuna de 2000 lugares e parque para 300 viaturas, numa área total de 18 hectares.

(Nessa foto um poema dedicado a um representante da Floresta, o Elefante, “um mais velho que atravessou as idades da Terra e ganhou sabedoria”).

(Ainda do lado de fora, uma estátua da libertação vista pelo olhar atento da minha neta Isadora).

(Logo na entrada o quadro acima mostra a chegada do Dr. Agostinho Neto ao aeroporto, um piano de cauda e sala).

Aqui tudo é grandioso: galeria de exposições, salas multiuso, administração, biblioteca/videoteca, biblioteca multimídia, centro de documentação, lojas e hall das autoridades.

O Presidente Dr.Antonio Agostinho Neto foi um homem de cultura e um defensor da arte (acima um de seus livros de poesia).

E espalhado por paredes e quadros, versos e mais versos:

“As minhas mãos colocaram pedras

nos alicerces do mundo

mereço o meu pedaço de pão.”

(Na primeira foto, sua assinatura; abaixo sua escrivaninha com seus pertences)

(Medalhas, cartas, quadros e roupas usadas por ele).

(Visitantes sendo monitorados por um guia).

 

(Observem, como já mencionei, a grandiosidade de tudo: mármore, vitrais e um bom gosto incrível).

Essa flor no centro do último andar, é a Welwitschia, conhecida como Polvo do Deserto e que só existe no deserto de Angola e Namíbia.

(Isadora entre as flores)

As suas grandes folhas, duras e muito largas, deitadas no chão, arrastam-se pelo deserto podendo atingir dois ou mais metros de comprimento.

É considerada uma espécie ameaçada, pois já existe desde o tempo dos dinossauros.

Em uma das grandes salas, se encontra o Sarcófago onde repousa os restos mortais de Agostinho Neto.

Não se pode entrar com câmaras fotográficas nem filmadoras, muito menos celular.

É de uma riqueza enorme, toda em mármore com o esquife ao meio rodeado de centenas de coroas todas preservadas!

E todos entram em silêncio (não se pode conversar nem tocar em nada) num sinal de respeito.

(Vista de cima onde se vê na primeira foto, ao fundo, a Assembleia Nacional de Angola).

(Aqui na segunda foto, já de volta para casa)

(Linda Luanda!)

A Bandeira que hoje flutua é o símbolo da liberdade, fruto do sangue, do ardor e das lágrimas, e do abnegado amor do Povo Angolano” (Discurso da Proclamação da Independência, 11.11.1975.

 

Obs: contém algumas informações da Wikipédia.

“TENHO OBSERVADO OS TEUS PRECEITOS E OS TEUS TESTEMUNHOS, PORQUE TODOS OS MEUS CAMINHOS ESTÃO DIANTE DE TI.”Salmos, 119- 168

 

 

 

 

 

SOBRE FAZER 70 ANOS!

“A vida tem que ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas que se renova a cada gole bebido.” Lia Luft

Primeiro, uma infância feliz, rodeada de livros e música que foram permeando minha vida até agora.

Pudera, meu pai, professor de português, poeta, escritor; minha mãe, uma pianista invejável e professora de canto.

Depois, três filhos maravilhosos, que são, sem dúvida nenhuma, o melhor de mim!

Cada um com sua vida, afazeres, trabalho, mas sempre perto (mesmo que no face time)!

E, por fim, quatro netos, uma das minhas alegrias de viver!

Uma delas, porque reparto com meus três irmãos, amigos (tantos) e também com meus afazeres e sonhos.

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos…” (Pequeno Príncipe).

Problemas, tristezas, decepções?

Quem não teve?

Mas, eu diria como Graça Aranha: “Aquele que transforma em beleza todas as emoções seja de melancolia, de tristeza, prazer ou dor, vive na perpétua alegria”.

Se trabalho?

Não considero como um trabalho, mas não tenho palavra melhor para descrever o que faço, talvez, afazeres?

Comidinhas da vovó Sílvia“, como diz um pequeno quadrinho que ganhei de uma pessoa querida: “Cozinhar não é um serviço; é uma forma de amar!”.

Tricô e Crochê“, para netos, para minha higiene mental, para fazer algo pelos que precisam.

“Cidade em Revista”, escrevendo crônicas para essa revista linda da jornalista e minha amiga, Cidinha Coletty aqui de Campo Mourão.

AME“, (Associação Mourãoense de Escritores) reuniões mensais realizadas na Biblioteca Municipal, saraus, lançamentos de livro, etc, contribuindo com leituras de poesias e crônicas.

“Célula”, reunião semanal na casa das pessoas que fazem parte e um estudo interessante sobre a Bíblia (Igreja Presbiteriana).

Blog Prosa Poema Pastel“, onde escrevo semanalmente com muito amor!!!

Sonhos?

Muitos!

Talvez quando estiverem lendo esse post, estarei voando para a África onde vou visitar minhas filhas e netos!

E de lá continuarei escrevendo muito mais!

E, na volta, lançamento de mais um livro que já está prontinho!

Termino com um pensamento lindo do Mario Lago que diz: ” Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra.”

Observação: para poderem entender melhor desses assuntos que estão grifados, cliquem neles para direcionar vocês.

” PORQUE TODA CARNE É COMO ERVA, E TODA GLÓRIA DO HOMEM, COMO A FLOR DA ERVA. SECOU-SE A ERVA, E CAIU A SUA FLOR; MAS A PALAVRA DO SENHOR PERMANECE PARA SEMPRE.” I Pedro, 1- 24 e 25.

 

 

 

 

 

100.000 VISUALIZAÇÕES!!!

Caramba!!!

Quando penso que esse número é maior que toda a população da cidade onde moro (Campo Mourão tem 94.153 habitantes conforme o IBGE de 2017), fico, no mínimo, espantada!

E feliz!!!

Comecei a escrever ainda tão inexperiente, isso em maio de 2013, quando contei o porquê do nome do blog e um pouco sobre mim.

Pensava nas pessoas e na responsabilidade que eu tinha em apresentar alguma coisa boa, diferente, gostosa de ler.

E hoje vejo com surpresa a lista de países que visualizam esse meu blog: BRASIL, ESTADOS UNIDOS, PORTUGAL, FRANÇA, HOLANDA, ÁFRICA DO SUL, ANGOLA, IRLANDA, CANADÁ, REINO UNIDO, ALEMANHA, SUÍÇA, ISRAEL, MOÇAMBIQUE, UNIÃO EUROPÉIA, ITÁLIA, SUÉCIA, JAPÃO, LUXEMBURGO, ESPANHA, ARGENTINA, BOLÍVIA, PARAGUAI, TAIWAN, POLÔNIA, MOLDÁVIA, CHILE, VENEZUELA, COLÔMBIA, UCRÂNIA, CABO VERDE, TAILÂNDIA, RÚSSIA, BÉLGICA, ÍNDIA, MÉXICO, BULGÁRIA, SURINAME, SÉRVIA, MACAU (CHINA), portanto 40 países!

Fico pensando quem, lá na Moldávia ou Suriname ou Macau, abriu esse blog e compartilhou um momento comigo…

Puxa, 100.000!!!

E nesse tempo contei tantas histórias, contei sobre viagens e cidades onde morei (11 ao todo), postei crônicas, poesias, vídeos, ensinei tricô e crochê, indiquei livros e filmes, e receitas (202), ao todo 397 posts.

É…conversamos muito nesses quase cinco anos!

E aí mudei de cidade, deixei meu cabelo branco, natural, fui premiada com contos e poesias, escrevi mais um livro (a ser lançado logo, logo), conheci pessoas, fiz novas amizades, ganhei mais netos, cuidei de plantas, e tantas coisas mais.

E quero continuar escrevendo, sempre, cada dia mais, que é o que ofereço a você que é um dos 100.000 que hoje forma comigo essa rede de amigos que me faz tão feliz!

(Foto tirada em dezembro de  2017 em Balneário Camboriú, sintam-se todos dentro desse abraço)

 

“Mas eu, com um cântico de gratidão,
oferecerei sacrifício a ti.
O que eu prometi
cumprirei totalmente.
A salvação vem do Senhor”.

Jonas, 2- 9

FERNANDO PESSOA

Mais um texto lindo da minha filha Fabiane que nos leva passear por outros lugares desse mundão afora…
“Tenho em mim todos os sonhos do mundo”.
Com essa frase de Fernando Pessoa, que reflete muito o que eu sou, fui descobrindo um pouco mais desse poeta português, por quem minha mãe tem uma admiração gigante.
( Lisboa vista do Miradouro Senhora do Monte – cidade onde nasceu e
morreu Fernando Pessoa).
Morando em Lisboa, percebi o quanto sua obra é importante e reverenciada pelos portugueses.
Pessoa é considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa, e um dos maiores da literatura universal.
Diversos pontos da cidade relembram o poeta, locais por onde ele passou e que hoje prestam homenagem a esse lisboeta nascido em junho de 1888.
No Brasil Fernando Pessoa também é muito cultuado, mas confesso que pouco sabia da história da sua vida.
E descobri que temos ‘algo’ em comum: ele morou em Durban, na África do Sul, por cinco anos (eu moro em Cape Town, também na África do Sul, há dois anos e meio).
Ainda, ele adorava o café brasileiro. Por conta disso, frequentava no Largo do Chiado, em Lisboa, A Brasileira, um café inaugurado em 1905 e que vendia o genuíno café brasuca.
(Café brasileiro no A Brasileira, local frequentado por Pessoa e ponto
turístico no Largo do Chiado).
O café existe até hoje, e claro que estive lá.
O lugar preserva as características e móveis da época, com muito dourado, espelhos e grandes lustres.
Em frente ao estabelecimento há uma estátua em sua homenagem. Feita em bronze pelo escultor Lagoa Henriques, foi inaugurada em 1980, e representa Pessoa sentado à mesa na esplanada do café.
( Eu, batendo um papo com Fernando Pessoa!)
Também no Chiado fica a Livraria Bertrand, reconhecida pelo Guinness World, em 2011, como a livraria mais antiga do mundo em funcionamento.
Dividida em sete salas, cada uma tem um nome de um escritor famoso.
A Fernando Pessoa coube a sala sete, a última da livraria, onde fica o Café Bertrand. Na parede, um grande mural de Tamara Alves em homenagem ao poeta.
(Fernando Pessoa dá nome à sala sete, na mais antiga livraria em
funcionamento do mundo).
Um pouco acima do Chiado, no Largo do Carmo, um prédio pode até passar despercebido, já que em frente fica o Convento do Carmo.
O lugar é um antigo convento da Ordem dos Carmelitas da Antiga Observância. A construção, que foi a principal igreja gótica de Lisboa, ficou em ruínas no terremoto de 1755, e não foi reconstruído.
Atualmente as ruínas abrigam o Museu Arqueológico do Carmo, e visitar o local é voltar ao passado.
Fiquei encantada em ver o que restou do terremoto, e imaginar como era tudo antes.
Uma visita que vale muito a pena.
(Fachada do Convento do Carmo, vista que Pessoa tinha da sua
sacada).
Mas, voltando ao prédio que poderia passar despercebido…
Duas coisas chamam a atenção.
Na sacada do primeiro andar, uma figura feita em arame, usando uma
gravata borboleta e um chapéu, já intriga os observadores. Ao chegar à porta do prédio, a revelação.
Ali morou Fernando Pessoa, em 1911.
Atualmente o apartamento está vazio.
( Ainda hoje o poeta observa o movimento do Largo do Carmo).
( A placa indica onde Pessoa morou, em 1911).
Já no Campo de Ourique fica a Casa Fernando Pessoa, um espaço cultural inaugurado em novembro de 1933.
A ‘casa de poesia’, como é chamada, foi onde Pessoa morou nos últimos quinze anos de sua vida, de 1920 a 1935.
Fernando Pessoa faleceu em 30 de novembro de 1935, aos 47 anos, em
consequência de uma crise hepática.
Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de novembro: “I know not what tomorrow will bring” (Eu não sei o que o amanhã trará).
( Fachada da Casa Fernando Pessoa, um lugar de pura poesia).
“ASSIM RESPLANDEÇA A VOSSA LUZ DIANTE DOS HOMENS, PARA QUE VEJAM AS VOSSAS BOAS OBRAS E GLORIFIQUEM O VOSSO PAI, QUE ESTÁ NOS CÉUS.” Mateus, 5- 16