PERIPÉCIAS EM BOMBINHAS

Enfim, chegou minha semana de férias e com ela o dia da viagem.

Malas prontas e lá vou eu!

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Em minha bagagem, além de roupas e necessaires, claro que meu iPad e celular conectadíssimos na Internet.

E depois de quase 250 km vou sentindo o cheiro do mar e começando a vê-lo ao passar por Balneário Camboriu, Itapema, Porto Belo, Bombas e finalmente Bombinhas, meu destino final.

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Sabem o porquê do nome “Bombinhas”?

Conta-se que se deu em função da areia solta de sua praia, que, ao caminhar, as pessoas percebiam alguns ruídos, pequenos estalos, que popularmente entendiam como sendo as famosas “bombinhas” muito comuns nas festas juninas.

Bombinhas pertencia ao município de Porto Belo e sua emancipação se deu em 1992. 

É composta de 39 praias e a população gira em torno de 15 mil habitantes alcançando mais de 100 mil na alta temporada de verão.

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Cheguei já pensando em entrar no Facetime e mostrar a meus filhos distantes a beleza do lugar; entrar no Facebook para colocar no Google maps minha localização e ir mostrando dia a dia as comidas que provava.

Entrei no Hotel, deixei as malas no apartamento e voltei à recepção para pegar a senha do Wi-Fi. 

Gente, não entrava!

Nunca entrou!

Por mais que eu tentasse dentro do apartamento, no corredor, no restaurante, na rua… nada!

Comecei a ficar desesperada!

À noite consegui uma ligação (nem isso conseguia…) e falei com minha filha Fabiane em Curitiba contando que estava bem, mas que não estava “conectada”.

Sabem o que ela respondeu?

– Mãe, desligue os aparelhos!Não se preocupe! Você está aí para descansar então aproveite tudo aí e ESQUEÇA a Internet!

Nossa! E não é que ela estava certa?

Depois dessa conversa, aposentei os “apetrechamentos” como diria Odorico Paraguaçu e passei a desfrutar de tudo sem me preocupar!

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Não, não é a Rua Caminito em Buenos Aires e sim uma rua de Bombinhas.

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Igreja Nossa Senhora dos Navegantes.

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Vista da sacada do meu apartamento (todas as noites foram assim).

Aí resolvi aposentar o relógio também… não queria saber a que horas levantava, almoçava ou ia dormir… Qualquer hora era hora. Meu estômago avisava quando devia me alimentar.

E o sol brilhou a semana toda!

Amo o sol, mas tenho medo dele; isso porque já me queimei demais nos tempos da Ilha do Mel.

Então o jeito foi me cuidar.

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Lá os moradores dizem que Bombinhas é o lugar do sol o ano inteiro.

Eu pude ver!

E acreditei!

(Aguardem mais peripécias na quinta feira que vem!)

TRILOGIA ILHA DO MEL- PARTE II- O PARAÍSO

É bem cedo e abro a veneziana com medo.

Durante a noite ouvi sons, barulhos vindo da mata ao lado da minha janela.

Os ruídos no escuro tomam uma proporção diferente e, por causa do calor, liguei o ventilador para também abafar o que ouvia e dormi tranquila.

E cá estou em frente à janela, torcendo para que tenha sol.

E se choveu durante a noite e agora o dia está cinzento, com chuva, frio, tristonho?

Nem pensar!

Abro de uma vez e… sol, céu azul, passarinhos cantando, árvores se agitando de leve trazendo a brisa perfumada da manhã.

– Obrigada, Senhor!

fortaleza

 

Aqui tudo tem sua própria rima: a Pedra da Baleia nos faz lembrar o canto da sereia, areia, lua cheia; a Isabel, dona da Pousada, tem o privilégio de rimar seu nome com o mel da Ilha e assim por diante.

Tomo meu café observando os passarinhos a comer os pedaços de frutas colocados para eles e, são Sanhaços, Sangue de Boi, Sete Cores, Beija Flores.

Passo a manhã naquela praia enorme, com todo o espaço para estender minha toalha onde quiser.

Meu único esforço é virar de lado para o sol queimar minha pele por igual, sentar para passar o protetor novamente, caminhar pela praia, molhar os pés na água morna e pronto!

À tarde, fico no quiosque, tomo uma cerveja e olho, olho, olho.

Não ouço buzinas nem telefones, somente a calma da tarde se pondo.

Leio um livro, converso com turistas e janto (como tenho fome!) enquanto a noite se derrama em milhares de estrelas.

E é só aqui que conversamos sobre elas, seus nomes, constelações e apontamos o céu traçando linhas imaginárias.

Bocejo.

Vou dormir feliz!

Ainda tenho alguns dias…

farolImagem 1- Fortaleza dos Prazeres- http://www.copa2014.pr.gov.br

Imagem 2- Farol das Conchas- http://www.mundi.com.br

 

COR DE VERÃO

A Ilha do Mel é tudo de bom!

Muitas e muitas vezes fui lá passar férias e Ano Novo na companhia de filhos, amigas e outras vezes…sozinha mesmo.

E foi em uma dessas vezes que escrevi esse poema, que vai ilustrado pelas magníficas fotos do meu colega Radamés.

Ah! E hoje faz 4 meses do meu blog!!!

São (com esse) 50 posts, 2.873 visualizações, 140 comentários além dos feitos através do face book.

Obrigada a todos!!!

ilha do mel- radamésCOR DE VERÃO

Ainda não é dessa vez

que mostrarei a todos 

minha pele bronzeada

do sol das manhãs.

—–

No máximo vou ter

um leve sinal

do cordão do maiô

no pescoço ao se prender.

—–

Isso graças a dois dias

em que fiquei exposta

lagarteando,

saboreando

meus dias de lazer.

—–

A chuva tornou a cair

e fiquei a ler,

pensar, escrever, sem sair.

E o que mostrarei a todos

são mais versos

que teimam em nascer.

ilha- rada