Como prometi ontem, aí está mais um vídeo de historinha para crianças de 2 a 5 anos.
Isadora, essa é a história que você mais pedia para eu contar… agora pode assistir aí de longe, quantas vezes quiser!
E mostre para seu irmãozinho Heitor!
Nossa, fiquei muito feliz!
Foram tantas manifestações de carinho que quero agradecer a todos que curtiram, compartilharam, assistiram, mostraram a filhos, sobrinhos, netos e até bisnetos, os vídeos das historinhas que postei.
E foram muitas mensagens, dezenas bem curtas, mas nem por isso menos importantes e que diziam:
– QUE SHOW!
– PARABÉNS!
– MUITO FOFO!
– QUE LINDINHOS!
– QUE GRAÇA!
– MUITO LEGAL!
– VOU MOSTRAR PARA…
Outras, transcrevo para vocês:
– Sílvia, querida, como você arruma tempo para tantos projetos? Você é realmente uma inspiração para mim! Te desejo muito sucesso! (Cristiane Hayashi).
– Oi, Sílvia, você como sempre surpreendendo com seus talentos… Adorei! Hoje mesmo mostrarei a meu filho. (Elianay Monte Carmelo).
– Que bonitinho, Sílvia! E o melhor é que as histórias mostram com tanta delicadeza, relações de amizade e afeto! Parabéns! (Stela- Niterói-RJ)
– Sílvia, realmente criança adora a “amizade” entre bichos! Minha sobrinha Carolina, dizia: “olhe vó, a galinha e o pato amigos”, quando via as aves andando no quintal do vizinho! (Maria Irmina Vieira)
– História infantil feita e narrada pela mãe da querida Fabiane Prohmann. Vale a pena mostrar para crianças! Nossos filhos precisam de mais literatura de boa qualidade e menos TV. (Danielle Viotto compartilhando em sua rede em Luisville, Kentucky, onde mora).
– Parabéns, dona Sílvia! A cada dia a gente conhece novas qualidades tuas… que encanto de pessoa você é! (Ieda Matias).
– Que linda historinha!!!! A Luaninha assistiu várias vezes!!! Parabéns! (Luciana Sankari).
– O Samuca AMOU!!!! Principalmente quando a vovó Sílvia muda a entonação de voz e ao ver o porquinho com frio… Parabéns de novo! (Danielle Viotto.
– A Giulia aprovou e agora? “Mamãe quero mais histoia de caineio”! Queremos mais!!!(Ligia Gabriel).
– Maravilhoso!!! Amei o gatinho! Parabéns! (Karyn Teixeira)
– Que ótima ideia, minha querida, parabéns! Já me inscrevi lá e assisti: adorei sua narração, que voz doce…(Solange Loss)
– Parabéns, Sílvia. Com certeza será um sucesso como tudo que faz. Hoje mesmo irei mostrar para minha baixinha. (Fernanda Fanchin).
– Minha tia disse que meus priminhos viram umas 10 vezes seguidas!!! (Juliana Roes).
– A Larinha já viu e aprovou!!! (Vania Dutra Elias).
– Muito legal e instrutivo!!! (Carolina Mascaro Vieira).
– Hoje a Luaninha acordou e já pediu para assistir a história da vovó “Silva”. kkkkk decoramos as falas, precisamos de mais historinhas!!! (Luciana Sankari).
Pois é… e amanhã tem mais um vídeo!!!
Aguardem!!!
Imagens: 1) revistadesafios.blogspot.com; 2) agencialab.blogspot.com
Há tempos venho colocando a figura de uma velhinha simpática avisando que vem novidades no blog.
Pois é… essa velhinha simpática é a vovó Sílvia, contadora de histórias!
Venho escrevendo já há algum tempo.
E sonhando muito!
Fiz, ano passado, um livro para minha neta com o papel mais grosso e ilustrações que tirei do Google.
Levei na copiadora que finalizou com uma capa dura onde estava escrito: “Histórias da Vovó Sílvia”.
Oito historinhas que ela adorou!
E assim eu lia minhas próprias histórias para ela.
Foi quando percebi que, em meu blog, nunca tinha colocado nenhum vídeo…
Então por que não fazer um vídeo dessas historinhas?
Conversei com muita gente e, às vezes, quase desistia dizendo:
– Gente, eu só sei escrever!
Tudo era muito complicado para mim.
Mas acabei me aliando à pessoas que sabiam tudo sobre o que eu não entendia nada!
Aí entrei em um estúdio para fazer a gravação.
Sim, eu queria contar as histórias com minha própria voz (afinal não é a toa que tenho curso de locução)!
E as ilustrações foram tomando forma e o som preenchendo o vazio.
Até que hoje eu tenho a alegria de postar os dois primeiro vídeos das muitas histórias que tenho para contar.
Esses são para crianças de 2 a 5 anos.
Se quiserem entrar na minha página do youtube, o link é:
https://www.youtube.com/channel/UCwBoa3KhRwn07ZpHWYUCQ3w
Espero que gostem como eu, que adorei fazê-los!
Quando escrevi sobre o Prêmio SESC de Literatura no dia 08 de maio, coloquei que já estava muito feliz por estar entre os 15 selecionados.
Nesse mesmo dia, horas depois, recebi um e-mail parabenizando por estar entre os 3 primeiros classificados.
E lá fui eu, terça feira, rumo a Brasília com passagem e hospedagem garantida por eles.
Vou ficar devendo as fotos…
Infelizmente, pedi a um rapaz para tirar as fotos com a minha máquina, mas acho que ele estava meio nervoso porque conseguiu que todas ficassem tremidas…
Entretanto, durante a semana vou receber as fotos oficiais e postarei assim que chegarem!
Bem, foi tudo muito bem organizado e gostoso!
Conheci poetas, escritores, pessoas que participam ativamente de bienais e concursos por todo o país.
Ganhei livros autografados e conversamos aquela linguagem própria dos amantes das letras.
Para entrar no salão onde foi servido o coquetel, fui convidada, juntamente com o diretor ali presente, a cortar a fita do local.
Fotos, mais fotos que vou postar!!!
E foi tudo tão mágico que acreditem no que vou contar agora: na viagem de volta, uma senhora loira, olhos azuis, muito bonita, sentou-se ao meu lado.
Voltava de Miami.
Começamos a conversar e contei que tinha recebido o prêmio pelo terceiro lugar de literatura infantil e em seguida perguntei o seu nome.
– Cinderela! Ela respondeu.
Quase cai de costas…
Isso mesmo!
Era verdade!
E dizem ainda que as histórias são inventadas…
(Ela, Cinderela, vai entrar no blog para ler o que disse a ela que iria escrever; obrigada pela conversa gostosa que fez o tempo passar mais depressa!)
Passei minha infância lendo muitos livros de histórias e, uma das que mais gostava, era a de Alice no País das Maravilhas.
Depois de ler e reler muitas vezes ganhei o disco, pequeno, colorido, 78 rotações que ouvia em minha vitrola de 6 pilhas gigantes que acho nem existir mais.
Colocava do lado 1 e depois virava para ouvir o lado 2.
Depois de adulta quando vi pela primeira vez um CD, pedi para ouvir o outro lado… minha filha riu muito de mim!
Voltando a Alice, era encantadora as peripécias daquela menina loira, vestido azul rodado e que perseguia o Coelho Branco, conversava com as Lagartas, brigava com a Rainha de Copas, aumentava e diminuía de tamanho.
Sabia a história inteira de cor e cantava todas as músicas dela.
Agora o que eu mais gostava mesmo, era do Gato!
Ele tinha uma voz vagarosa, quase arrastada e, do alto da árvore, conversava com Alice.
Aos poucos ele ia sumindo, às vezes ficava visível só sua cabeça, outras vezes só o seu longo rabo, mas quase sempre ficava somente seu sorriso.
Só o sorriso, sem corpo, naquele fundo escuro!
Quando tive meus filhos, contei e recontei a mesma história.
Dei a eles o livro, bem mais colorido e ilustrado e o disco, que já era um long play, e a história encantou a eles também.
Fizemos então uma associação das imagens do sorriso do Gato com a lua no céu em sua fase minguante… céu escuro e aquela lua lá em cima sorrindo…
– Mamãe, olha lá no céu o sorriso do Gato da Alice!
Para quem está de bem com a vida, olhar para o céu e ver um sorriso… não tem preço!
Imagens: 1) http://www.planetadisney.com.br; 2) variedadesnotaveis.blogspot.com; 3) aversatil.wordpress.com
O que a Páscoa significa para você?
Muito chocolate, coelhinhos, mesa farta?
Leia abaixo uma história linda e verdadeira, de autoria de Dennis Downing (www.hermeneutica.com.br) e reflita sobre ela.
Uma professora ensinava em uma sala de aula de alunos do terceiro grau.
Nessa sala havia dez alunos, todos na faixa de oito anos de idade.
Um dos seus alunos era um menino chamado Filipe e que tinha síndrome de Down.
Apesar de parecer feliz ele mostrava cada vez mais sua sensibilidade e se sentia diferente dos outros alunos.
Se vocês conhecem algumas crianças de oito, dez anos, devem saber que às vezes elas podem ser um pouco insensíveis.
É justamente nessa idade também que a criança está querendo cada vez mais ser aceita pelos seus amigos.
Infelizmente, Filipe, apesar dos esforços da professora, não foi aceito pelos outros meninos.
Ele não escolheu ser diferente, mas todos sentiram essa diferença.
Essa professora era bastante criativa e um ano, durante a Páscoa, ela levou para a sua aula, dez ovos plásticos vazios.
Cada aluno iria receber um ovo.
O objetivo era que cada aluno saísse para o jardim e procurasse um símbolo de vida renovada, de vida nova, um símbolo da Páscoa.
Depois eles iriam misturar todos os ovos e abri-los para ver o que tinha dentro.
Todos os alunos saíram correndo para achar algo para colocar dentro do seu ovo.
Em pouco tempo, todos voltaram e depositaram seus ovos numa mesa.
Então a professora começou a abrir os ovos.
Abriu um e tinha uma flor.
Todos ficaram admirados!
Ela abriu outro e tinha uma borboleta.
-Oh! Exclamaram todos!
A professora abriu um terceiro ovo, mas não tinha nada dentro.
Imediatamente todos começaram a rir e gritar: ” que coisa estúpida”, “alguém errou”!
Foi quando a professora sentiu alguém puxando sua blusa.
Ela olhou e viu que era Filipe.
– É meu! Disse ele. É meu!
Os meninos começaram a rir e dizer: “Ah, Filipe, você nunca faz nada certo…tá sempre por fora”!
– Eu fiz certo! Disse Filipe. A Páscoa é a ressurreição… o túmulo está vazio!
Toda a turma ficou em silêncio, ninguém disse nada!
E pode acreditar, nunca mais ninguém disse a Filipe que ele era estúpido e fazia as coisas erradas.
Ele foi aceito pela turma!
Naquele mesmo ano, Filipe faleceu.
Sua família sabia há muito tempo que ele não iria ter uma vida longa porque muitas coisas estavam erradas em seu corpo frágil.
No final de julho, com uma infecção que qualquer um de seus amigos teria sobrevivido, Filipe faleceu.
Seu velório foi realizado na Igreja onde seus pais frequentavam e, nesse dia, nove crianças de oito anos de idade, foram para a frente da Igreja e colocaram em cima do seu caixão um ovo de plástico, vazio!
Ouvi essa história pela primeira vez, em um sermão do Reverendo Carlos Orlandi e que possui um blog muito inspirador:
http://www.carlosorlandijr.blogspot.com.br
Imagem 1: http://www.reflexoesevangelicas.com.br
Imagem 2: marcosfmatos.blog.uol.com.br
Há muitos e muitos anos atrás, dois irmãos muito amigos, começaram a escrever histórias.
E entre todas que escreveram a que mais gosto é a de Branca de Neve e os Sete Anões, não, por acaso, eu ser um deles…
Até aí tudo bem.
Como sou o mais novo dos sete, minha barba ainda não tinha aparecido como a dos outros e, por isso, fiquei diferente.
Aí surge o Walt em nossas vidas!
Uma pessoa fabulosa que transformou nossa história em um filme de desenho animado que fez um sucesso estrondoso em todo o mundo.
Só que na hora de gravarem as vozes dos personagens, cada um ficava bem com a escolhida, menos eu… parece que ninguém tinha uma voz que combinasse comigo…
Então, Walt Disney me deixou mudo!
Fiquei conhecido como Dunga, o anão mudo!
Mas vou contar agora, porque falo, e muito, algumas coisas sobre a história que somente eu sei.
Branca de Neve era realmente linda!
E muito boazinha!
Depois de tudo o que ela passou nas mãos daquela madrasta malvada, ela chegou a nossa casa levada pelos animaizinhos da floresta.
Quando voltamos do trabalho na mina, a encontramos dormindo em nossas camas.
É claro que nos assustamos!
Mas a medida que os dias passavam nos afeiçoamos a ela como uma irmã mais velha.
Foi comigo que ela dançou uma valsa pela primeira vez.
E era eu quem dava palpites na sua comida porque, aqui entre nós, esse não era seu forte.
Foi por querer experimentar uma receita de torta de maçãs é que ela abriu a porta para uma velhinha (que não era outra se não sua madrasta transformada) deixando-a entrar.
E mordeu a maçã envenenada.
Claro que choramos muito.
Mas vou contar mais uma coisa: fui eu quem foi atrás do príncipe que estava caçando por ali, contando sobre o ocorrido e trazendo-o até a clareira onde estava Branca de Neve adormecida.
Ele chegou, ajoelhou-se ao lado dela, beijou-a e o encanto se quebrou.
Foram embora montados em um cavalo branco.
E sabem quem escreveu a última frase da história?
Eu, é claro e o que escrevi foi:
“E viveram felizes para sempre!”
(Baseada na história de Branca de Neve e os Sete Anões dos irmãos Grimn)
Imagens: 1) pt-br.disney.wikia.com; 2) fe.epaentretenimento.com
Antonina me remete às mais doces lembranças…
Foi lá que vivi minha adolescência e passei quatro anos cursando o “Ginásio”.
Foi lá que “conheci o mar” (ver crônica do dia 23 de janeiro).
Foi lá que nasceu minha irmã caçula, Raquel.
É de lá que vem a vontade de passar novamente por aquelas ruas centenárias, cheias de histórias, sentir o cheiro do mar e pensar que voltei a ser jovem, só por um instante…
ANTONINA
Morei lá.
Fiz ginásio, fiquei mocinha,
aprendi a paquerar.
Usei meu primeiro sutiã
sem nem ter o que aparar.
—–
Passeava pela pracinha
nos domingos, ao entardecer
e com amigas da escola
um filme sempre ia ver.
—–
No teatro do colégio
representei muitas vezes.
Fiz a Bela, a Virgem, anciã,
fui cantora, menino, negrinha,
ganhei até papel de vilã.
—–
Bons tempos eram aqueles
de passeios à prainha,
Ponta da Pita, Mercado
e o começo dos namoros
sempre com “velas” ao lado.
—–
A cidade se iluminava
de foguetes lá no morro.
Era a festa da padroeira
em pleno mês de agosto.
—–
A brisa era suave,
o sol era quente,
o céu tão azul,
o coração contente…
(Do meu livro Um Pouco de Mim)
Imagens: 1) http://www.tripadvisor.com; 2) viageiro.com
Minha mãe contava histórias.
E como era maravilhoso ouvi-la!
Através de seu dom nos fazia “viajar” com ela naquele passeio imaginário que conhecia tão bem.
E nos reuníamos: filhos, amigos, empregada, agregados e quantos mais pessoas houvesse, já perguntando uns aos outros que história seria.
Algumas ela contava em capítulos (foi uma precursora das novelas de agora…) e nós adorávamos!
Uma vez, ela que terminava o curso de piano na capital, ficou vários dias fora e, quando voltou, passou a nos contar os filmes que assistira no cinema: A Noviça Rebelde e Sissi.
Naquela noite, estávamos eufóricos esperando mamãe começar.
Era como um teatro: sentávamos à sua frente em meia lua num silêncio total e a magia começava.
Foram noites memoráveis!
Seus olhos brilhavam, suas mãos acompanhavam em gestos os acontecimentos e sua voz ora baixava num sussurro ora erguia em tom mais alto quando era necessário.
Eu “via” em minha frente aquela fila de moças bonitas em seus vestidos longos e rodados, esperando o príncipe fazer a sua escolha.
E ele passava por elas com um buquê de rosas vermelhas para entregar à sua escolhida que era, nada mais nada menos, que Sissi com seus cabelos vermelhos e ar de menina levada.
O suspense era geral e ela parava propositadamente nos momentos mais importantes.
No dia seguinte, lá estávamos todos nós novamente, esperando a continuação da história.
Minha mãe tinha nos enfeitiçado!
Era como uma mão poderosa segurando um fio que manipulava nossas vidas.
Hoje, tanto tempo depois, sou grata por esse privilégio que tive, num mundo onde poucas pessoas o tem.
É dela que puxei esse dom e esse é o início de muitas histórias que vou passar a contar.
Em tempo: quando fui assistir aos filmes, nem de longe me foram tão lindos quanto aos que ouvi minha mãe contar!
(Do meu livro Confidências ao Meio Dia)
Imagens: 1. anjosdecristal.blogspot.com; 2. abitconfusing.blogspot.com; 3. analisedecinema.blogspot.com
Já contei aqui sobre o Instituto História Viva no post do dia 03-10 (em Indicações) e, continuando o assunto, nossa formatura como Contadores de Histórias aconteceu no dia 18-10, uma sexta feira, no auditório da Universidade Positivo.
Fui convidada para ser a oradora da turma e encerrei meu discurso com um poema que achei ter tudo a ver com o nosso momento.
Segue abaixo:
SONHOS
Sonhei com um mundo novo:
sem medo, sem mentiras.
Onde havia em cada Natal
um brinquedo,
em cada família
aconchego,
em cada pessoa
ideal.
—–
E vi Lennon no meu sonho
e, com ele, o mundo em paz.
Um sorriso em cada face,
respeito por onde passasse,
toda pessoa capaz.
—–
E elas se davam as mãos.
Não havia traição.
Se ajudavam, se gostavam,
se doavam.
Não havia inveja,
nem ciúme,
confusão.
—–
Foi aí que acordei.
E olhando ao redor
senti aquela magia
do sol lá fora brilhar,
das flores se espreguiçando,
dos passarinhos cantando,
da vida a se renovar.
—–
E senti que há esperança.
Que todos podemos tornar
um sonho em realidade
e a vida recomeçar.
(Do meu livro Um Pouco de Mim)