O REINO DO DRAGÃO DE OURO

Quando eu gosto de um livro, eu o leio muitas vezes!

E foi assim com esse que está escrito na primeira página: dezembro de 2004, agosto de 2011 e já assinalei fevereiro de 2017.

Sobre a autora, Isabel Allende, impossível não lembrar  seu maior sucesso: “A Casa dos Espíritos”, de 1982 e que se tornou um campeão de bilheteria nos cinemas de todo mundo.

Mamães e papais de adolescentes, indico esse livro para eles por ser um romance infanto juvenil de qualidade feito para entreter e trazer informação sobre lugares que os personagens visitam.

Tenho certeza que vão se deliciar com as aventuras de Alex, Nádia (uma brasileirinha) e vovó Kate Cold em plena cordilheira do Himalaia.

(Isabel Allende)

Transcrevo algumas frases do livro (da maneira que aparece) que desde a primeira vez, sublinhei com um lápis enquanto lia.

_ Nossos pensamentos formam aquilo que supomos ser a realidade.

_ No plano espiritual o tempo não existe.

_ A felicidade não consistia na ausência de problemas, que na maior parte são inevitáveis, mas na atitude compassiva e espiritual de seus habitantes.

_ Ler com o coração.

_ Escutar com o coração.

_ O afeto é como a luz do meio dia, não necessita da presença do outro para manifestar-se.

_ Enfrente os obstáculos à medida que se apresentarem, não despenda energia temendo aquilo que poderá haver no futuro.

_ As fotos tinham sido feitas pelo próprio Rei; contudo seu nome não aparecia no livro, pois isso seria manifestação de vaidade.

_ Se ofendermos o mundo natural, teremos de pagar as consequências.

_ A mudança deve ser voluntária, não imposta.

_ A tempestade arranca do chão o rígido carvalho, mas não arranca o junco, que sabe se dobrar.

_ Somos aquilo que pensamos.

_ Nossos pensamentos constroem o mundo.

_ Seu corpo é o templo do espírito e deve tratá-lo com respeito e cuidado.

_ Sabiam que os piores inimigos, bem como os amigos mais dispostos a ajudar, são os próprios pensamentos.

Lindo, não?

“ESPERA  NO SENHOR, ANIMA-TE, E ELE FORTALECERÁ O TEU CORAÇÃO; ESPERA, POIS, NO SENHOR.” Salmos, 27- 14

A PRISÃO DE MANDELA

Tá bom! Sei que vou “chover no molhado” como dizem, mas esse post de hoje está demais!

Fiquei emocionada ao ver as fotos e acompanhar essa aventura com minha filha Fabiane Prohmann até um passado nem tão distante.

Tenho certeza que vocês vão ler com a mesma emoção que eu também senti ao ler!

Seguindo os passos de Mandela

Eu tinha muita vontade de conhecer Robben Island, mas na minha primeira vinda a Cape Town acabei não indo, porque estava com minha irmã, meu cunhado e meus sobrinhos pequenos. E lá, na minha opinião, não é um lugar para crianças, apesar de não ser proibido.

1

(Robben Island, no centro, ao fundo, vista da Table Mountain)

O valor do ingresso é de 300 rands (R$ 80,00), e inclui a travessia, o passeio de ônibus com um guia, a visita ao presídio de segurança máxima, incluindo a cela onde Nelson Mandela ficou preso, e a oportunidade de conhecer um ex-prisioneiro político da ilha.

2

(Barco que leva os turistas de Cape Town a Robben Island)

Robben significa ‘ilha das focas’, mas confesso que não vi nenhuma, apenas pinguins. Desde 1999 o local é considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. A ilha, localizada a 11 quilômetros da cidade, está na lista do Cape Town Big 6 – os seis pontos mais importantes para os turistas, junto com a Table Mountain, V&A Waterfront, Groot Constantia, Cape Point e Kirstenbosch.
Sem dúvida o preso mais famoso de Robben Island é Nelson Mandela, e por isso o lugar atrai tantos turistas – são cerca de 700 por dia na baixa temporada e 2.000 na alta.
O barco sai de Waterfront, ao lado da Clock Tower, e a travessia dura cerca de trinta minutos. A viagem é tranquila, o barco é grande e confortável e você pode ficar do lado de fora para aproveitar a paisagem – é lindo ver Cape Town de um outro ângulo, tendo o mar como cenário principal, a cidade, e a Table Mountain ao fundo.

3

(Cape Town vista do barco)

Ao desembarcar, peguei um dos ônibus para começar o tour pela ilha. Para quem não fala inglês o passeio fica prejudicado, já que todas as informações sobre as construções e a história dos lugares são dadas em inglês pelo guia. Entre os pontos principais, a igreja, a escola, o cemitério, a vila, o farol, o hospital e a prisão.

4

(Entrada do presídio de segurança máxima, onde ficavam os presos políticos)

A história da ilha é de sofrimento, e para mim foi impossível não imaginar momentos terríveis que milhares de pessoas passaram lá. Antes de se tornar famosa, Robben abrigou prisioneiros políticos no início do século XVII, depois foi base militar dos ingleses, até voltar a ser prisão. Entre 1910 e 1960, a ilha passou a receber os doentes de lepra de todo o país. O cemitério dos leprosos é um dos pontos visitados. A prisão para os contrários ao regime do apartheid começou a funcionar a partir de 1960 e foi desativado em 1991. Mas Robben ficou mundialmente conhecida em 1963, quando Nelson Mandela foi enviado para lá, junto com outros sete ativistas, condenados à prisão perpétua por conspiração contra o Estado.

5

(Corredor do presídio)

Sua cela é o ponto alto da visita. Na ala de segurança máxima, a cela de Madiba é a quarta à direita. O lugar é minúsculo, mas conserva os mesmos objetos utilizados por ele: uma mesa, um fino colchão, um cobertor, um lixo, um prato e uma xícara. Nesse pequeno espaço Mandela passou dezoito anos.
Essa segunda parte do passeio tem como guia ex-presidiários da ilha. O meu guia, um senhor na faixa de sessenta anos, ficou preso em Robben por seis anos e meio, foi solto em 1991, e retornou em 2003 para trabalhar.

6

(Cela número 4, onde Mandela ficou preso por 18 anos)

Enquanto estava nos corredores lembrei do filme com o Leonardo di Caprio e Mark Ruffalo, Shutter Island… aterrorizante! Falando em cinema a ilha serviu de cenário para Invictus, com Matt Damon e Morgan Freeman. Recomendo os dois!!
Aliás, outra dica: o vento no lugar é bastante forte, assim como o sol. Portanto, independente da época do ano, se você resolver visitar a ilha leve casaco, protetor solar e chapéu.

7

(Eu e o vento na Robben Island, com a Table Mountain ao fundo)

Todo o passeio leva cerca de duas horas, e vale muito a pena. O lugar retrata a história de um período importante para a África do Sul, período que teve como principal personagem Nelson Mandela, considerado herói nacional pela grande maioria dos sul-africanos.

8

( “O mundo é verdadeiramente redondo e parece começar e terminar com aqueles que amamos” – Nelson Mandela.)”

Bom, minha filha tem, a partir de agora, um blog onde toda semana vai postar um texto inédito: 

http://www.minhaafricablog.wordpress.com

Isso não quer dizer que ela não vai mais continuar enviando novos textos para nós,mas é mais uma opção para lermos e conhecermos muito mais desse lugar lindo!

“O POVO QUE ANDAVA EM TREVAS VIU UMA GRANDE LUZ, E SOBRE OS QUE HABITAVAM NA REGIÃO DA SOMBRA DA MORTE RESPLANDECEU A LUZ”. Isaías, 9- 2

MUITA CULTURA NO CENTRO DE CAPE TOWN

Que presente para esse blog e para todos os leitores dele!

Não é à toa que temos o slogan: ” um encontro da culinária com a cultura”!

Então, vamos caminhar com minha filha Fabiane, pelas ruas e bairros dessa cidade encantadora!

” Vivenciando um pouco da história dessa cidade apaixonante”

“Tenho aproveitado minhas tardes de folga para fazer diversos passeios que não tive a oportunidade da primeira vez que estive aqui.

E durante a semana sempre é melhor, porque tem menos turistas. Além disso, o sol e calor têm sido grandes companheiros nessas aventuras!

FOTO 1

(Árvores centenárias dividem a atenção com a Table Mountain, ao fundo)

Sendo assim, vou contar um pouco da minha programação cultural, por parques, museus e castelos!

E tudo isso no centro da cidade, chamado de City Bowl.
A primeira parada foi no Company Garden, um parque lindo perfeito para fazer um picnic ou simplesmente descansar embaixo de uma das centenas de árvores. O espaço é o jardim público mais antigo da África do Sul, fundado há mais de 350 anos.

Além de mais de oito mil espécies de plantas, ele tem tanques de peixes, jardins de rosas e viveiros.

O mais legal são os esquilos, que ficam subindo e descendo das árvores, e parecem treinados. Eles não têm medo das pessoas, e se você estiver com comida eles sobem no seu ombro para pegar um pedaço. Muito fofos, fazem a alegria das pessoas, principalmente crianças, que passam pelo local.

O parque fica na Queen Victoria Street, mesmo lugar de outros importantes pontos culturais situados no corredor de belíssimos carvalhos, chamado Government Avenue.

FOTO 2

(Aproveitando a sombra na Government Avenue)

O primeiro deles é a St. George´s Cathedral, igreja anglicana de 1901.

A construção é linda, feita de pedras e janelas com vitrais. Na sequência, logo ao lado, está a National Library, que guarda coleções privadas super valiosas, como a do antigo governador do Cabo, sir George Grey.

FOTO 3

(Uma parte da fachada da Catedral)

Andando mais um pouco, fica a The Houses of Parliament, sede oficial do governo sul-africano.

As casas foram construídas em 1884 para abrigar a Assembleia Legislativa da Colônia do Cabo.

FOTO 4

(Sede oficial do governo sul-africano)

Na mesma avenida fica o South African National Gallery, um antigo casarão que reúne coleções de arte moderna e contemporânea, esculturas e fotos.

O acervo permanente do local é de 6.500 quadros. O ingresso custa 30 rands (R$ 8,00). Como fui durante a semana o local estava vazio, o que possibilitou que eu pudesse aproveitar bastante todas as salas.

FOTO 5

(South African National Gallery)

Um pouco mais à frente fica o South African Museum and Planetarium.

O museu foi fundado em 1897 e mostra a maior coleção de historia natural da África do Sul, e por isso é o mais importante museu de Cape Town. O lugar vale a visita. Extremamente bem organizado, é divido em espaços como pré-história, era dos dinossauros, mamíferos, aves e fundo do mar.

O ingresso custa 30 rands. No mesmo prédio fica o Planetário, que apresenta um programa diverso sobre as maravilhas do universo (ingresso 40 rands – R$ 10,00).

FOTO 6

(South African Museum and Planetarium, a maior coleção de história natural do país)

Não muito longe dali, também no centro, fica o Castle of Good Hope.

Construído entre 1666 e 1679, é o edifício mais antigo da África do Sul. Hoje o espaço abriga o Museu Militar, bem como os regimentos e unidades da National Defence Force. O ingresso custa 30 rands.

FOTO 7

(Fachada do Castelo, edifício mais antigo da África do Sul)

O espaço está em reforma, mas mesmo assim a visita foi válida.

O que mais me impressionou foi a conservação das salas e móveis, bem como a câmara de tortura, onde não consegui ficar por mais de um segundo. Totalmente claustrofóbico!

FOTO 8

(Vista interna do Castelo)

Dos corredores das muralhas a vista também é linda, tendo a Table Mountain de um lado, a Grand Parade (uma enorme praça) e a Prefeitura da cidade, um prédio lindo de 1905, em estilo renascentista italiano.

FOTO 9

(Grand Parede e do lado esquerdo a Prefeitura de Cape Town)

A vantagem de morar em cidades como Cape Town é que você pode aproveitar lugares que não são muito comuns aos turistas.

Vivenciar o dia a dia da cidade está me proporcionando a oportunidade de conhecer mais da história e da cultura local.

Um verdadeiro presente para mim!”

foto 10

(Muralhas do Castelo)

“BEM-AVENTURADO O HOMEM QUE ACHA SABEDORIA, E O HOMEM QUE ADQUIRE CONHECIMENTO.” Provérbios 3- 13