HOJE É NATAL!

Estou em Curitiba passando esse Natal com Viviane, André, Isadora e Heitor.

Fabiane, em Portugal…

Paulo Emílio, Pati, Cesinha e Daniel, em Balneário Camboriú…

Mas o importante é que mesmo longe deles, a conexão de amor permanece!

E isso vem do amor maior, daquele que hoje comemoramos o nascimento: Jesus!

Já escrevi nesses anos todos de blog, muitas coisas sobre esse dia e, portanto, passo os links para que vocês leiam.

Em dezembro de 2013, coloquei um poema meu, “Sobre o Natal“.

Em 2014, três novos posts cada um com uma reflexão.

Reflexões Natalinas I“: são lembranças dos natais da minha infância.

Reflexões Natalinas II“: um relato sobre São Nicolau, origem do nosso Papai Noel e um poema (desconheço a autoria) que recitei muitas vezes há muitos anos atrás…

Reflexões Natalinas III“: um texto emocionante sobre o verdadeiro espírito do Natal.

Em dezembro de 2015, coloquei um poema lindo do meu pai, em que ele descreve a saga de José e Maria na procura de um lugar onde Jesus pudesse nascer.

Não Havia Lugar

Que nesse dia, haja paz nos corações, amor pelas pessoas, luz para iluminar nossos caminhos e a presença de Jesus em nossas vidas!

Viva o Natal!!!!!!!

“PORQUE UM MENINO NOS NASCEU, UM FILHO SE NOS DEU; E O PRINCIPADO ESTÁ SOBRE OS SEUS OMBROS; E O SEU NOME SERÁ MARAVILHOSO CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRÍNCIPE DA PAZ.” Isaías, 9- 6

 

E O TROFÉU VAI PARA… MIM???

Bem, vamos começar do começo, propriamente dito!

Em julho desse ano, saiu em edital da Biblioteca Municipal Prof. Egydio Martello o convite e regulamento para participação no Concurso de Poesias 2017, como homenagem aos 70 anos de Campo Mourão.

As inscrições foram até 07 de agosto por isso me apressei a escrever e me inscrever.

Resolvi fugir das poesias tradicionais e, quando vi, ali estava a “História sem Fim”.

Por que esse nome?

Porque daqui muitos e muitos anos, nós não estaremos mais aqui, mas a cidade sim, ela continua sempre e sempre, sua história passando gerações.

Então contei nessa poesia, a minha relação com essa cidade em que morei de 1977 a 1983 voltando para ficar novamente agora.

E nesse dia 25, quarta feira, foi a solenidade de entrega aos três finalistas, dos quais eu fiz parte.

É claro que fiquei ansiosa (quem não ficaria?) e quando ouvi minha poesia sendo lida como ganhadora do primeiro lugar, fiquei muito feliz e honrada.

(Recebendo o troféu das mãos da secretaria de cultura, Marlei Formentini)

(Aqui o terceiro lugar Valdir Bonete, o segundo Aline Moura e eu)

Minha nora Patrícia estava presente representando a família,  juntamente com meu neto Cesar de três anos (Cesinha como ele gosta de ser chamado) que adorou o “troféu da vovó”… Queria levar para a casa dele! Beijava e beijava!!!

(Essa foto foi parar no Instagran, mas dá para ver a empolgação dele na hora da entrega).

Foi uma noite gostosa com muita música, apresentações teatrais dos alunos do curso de teatro Trapos, poesias de temática livre e modalidade interpretação também premiadas , carinho e amizade.

(Aqui todos os premiados com as autoridades presentes).

E segue abaixo, essa que foi premiada e feita com muito amor para nossa cidade.

HISTÓRIA SEM FIM

HÁ MUITOS ANOS ATRÁS

ELA AQUI VIVEU.

NA TERRA VERMELHA

DE CAMPOS DE SOJA,

DE TRIGO, DE GADO,

DE ANDORINHAS VOANDO

NUM CÉU TODO SEU.

________

DEPOIS, FOI EMBORA.

CRIAR FILHOS, TRABALHAR.

GANHOU NETOS, ESCREVEU LIVROS,

MAS UM DIA QUIS VOLTAR.

________

E CHEGOU DEVAGARINHO,

SEM SABER COMO

IRIA SER RECEBIDA.

E A CIDADE FACEIRA

ABRIU SEUS BRAÇOS SAUDOSOS

RECEBENDO A FORASTEIRA.

________

E ELA PERGUNTA AO MOÇO:

A CIDADE MUDOU MUITO,

QUASE NÃO A RECONHEÇO,

ONDE ESTÃO AS ANDORINHAS

QUE FAZIAM ALVOROÇO?

________

E ELE CONTINUA CONTANDO

COISAS QUE ELA CONSEGUE LEMBRAR.

CAMPO MOURÃO É HISTÓRIA,

CASA DE AMIGOS, FÁCIL DE AMAR!

________

E ELA AGRADECE SORRINDO

PORQUE SABE MUITO BEM

QUE DESSA CIDADE AMIGA

ELA FAZ PARTE TAMBÉM!

Sílvia Novaes Fernandes

 

“MAS EM TODAS ESTAS COISAS SOMOS MAIS DO QUE VENCEDORES, POR AQUELE QUE NOS AMOU.” Romanos, 8- 37

 

 

DUAS SEMANAS DE JULHO

E não é que cheguei em Curitiba com duas malas cheias de blusas, cachecóis, gorros de lã e botas e não usei quase nada?

Foram duas semanas de dias lindos, céu azul e um friozinho bem confortável!

(Uma rua nas Mercês com essa cerejeira maravilhosa)

Aliás, a cidade estava florida e meu coração cheio de alegria por poder passar essas duas semanas com minhas filhas e netos que chegaram da longínqua África…

E aproveitei muito!

(Dentro do elevador nas saídas quase que diárias)

E assim íamos ao shopping onde eu tomava meu imperdível sundae no Mc Donald’s, café canelinha na Kopenhagen, comidinha no Outback, mas também andava no parque Barigui enquanto as crianças brincavam.

Quando ficávamos em casa, eu ia para a cozinha e dali saíram pasteis, panquecas, estrogonofe, filé à parmegiana, batata suíça, feijão com arroz e farofinha, macarrão à bolonhesa além do bolo indiano que é uma gostosura!

À noite, brindávamos com um vinho que saboreávamos com uma bandeja de aperitivos!

Pude encontrar uma das minhas irmãs, a Raquel, e passeamos, tomamos café e pusemos as conversas em dia.

(Faltou encontrar meus dois irmãos, Ciro e Ângela, que estavam viajando)

Depois almocei com a Akico, amiga de longa data e que fazemos parte de um grupo onde também algumas estavam viajando.

Aí a vez foi da Sonia fazer um lanche na casa dela onde eu e Débora ficamos até tarde, sempre conversando e relembrando coisas de quando elas vieram me visitar aqui em Campo Mourão.

E o último encontro foi com nove amigas da turma de 1966, na casa da Vera!

Cada vez surge uma nova amiga daqueles áureos tempos!

(Sentadas: Jóia, Vera, Ivete e Maria de Lourdes; em pé: eu, Elizabeth, Cleide, Carmen, Sonia e Marilu).

Quanta coisa boa pode acontecer em duas semanas!

Até um assalto, o que deixou de ser bom!!!

Em plena 15:00 horas, dentro do ônibus, fui imprensada na porta por 3 mulheres que roubaram minha carteira de dentro da bolsa, com todos meus documentos, cartões e dinheiro!

Voltei para casa com somente um BO e pronta para fazer todos os documentos novamente.

Mas como dizem, “mais tem Deus para dar do que o diabo prá tirar” ou “vão-se os anéis, mas ficam os dedos”; eu digo, obrigada, Senhor por mais esse livramento!

“EM TUDO DAI GRAÇAS, PORQUE ESTA É A VONTADE DE DEUS EM CRISTO JESUS PARA CONVOSCO.” I Tessalonicenses, 5- 18

 

 

 

 

UM BEBÊ EM NOSSAS VIDAS

“Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!” José Saramago.

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E Daniel chegou há 17 dias trazendo alegria para seu papai Paulo Emílio, mamãe Patrícia e maninho Cesar ( e todos nós também!).

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Essa foto tirei na porta do apartamento enquanto Pati se arrumava para entrar no centro cirúrgico.

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Essas são as lembrancinhas em uma caixa e ao fundo a foto dos quatro (Daniel ainda na barriga da mamãe…)

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Dentro uma caixinha com pão de mel (maravilhoso, da amiga Michelle), um cartão de agradecimento e um calendário de mesa.

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Nesse calendário tem a poesia que fiz para meu neto, antes dele nascer (leiam no Chá de Natal do Daniel).

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Para esperar as visitas, mais docinhos lindos da Michelle.

E se antes a família já era feliz, imagina agora com mais esse presente de Deus!

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Os dois irmãos!!!

Que cena mais linda: Cesinha olhando embevecido o seu maninho que parece sorrir…

É muito amor!!!

E assim reparto com vocês mais esse momento emocionante da minha vida de avó!!! 

“FALOU DANIEL E DISSE: SEJA BENDITO O NOME DE DEUS PARA TODO O SEMPRE, PORQUE DELE É A SABEDORIA E A FORÇA.” Daniel, 2- 20

 

NOSSA, PARECE QUE FOI ONTEM!!!

Essa frase tão usada traduz bem o que estou sentindo nesse final de mês ao completar meu primeiro ano morando aqui em Campo Mourão.

Como foi deixar uma Capital onde morei tantos anos da minha vida para vir morar em uma cidade do interior?

Minha resposta é SIM, foi muito bom!

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(Presépio montado na praça da cidade- eu e Isadora)

É claro que sinto falta de tantos amigos, de passear nos shoppings (aqui ainda não tem,mas quando aperta a vontade, vamos até Maringá), do friozinho gostoso (porque aqui é muito quente).

Mas não tem o que paga, você poder ouvir os passarinhos (hoje entrou um dentro de casa…), ver o céu carregado de estrelas, ver TV com janelas e portas abertas, sem medo nenhum…

E ontem senti que realmente já estou fazendo parte dessa cidade ao andar por uma rua do centro e ser cumprimentada por duas pessoas conhecidas.

Além disso já faço parte da AME (Associação Mourãoense de Escritores) com sede na Biblioteca Pública onde deixei livros de minha autoria e temos reuniões mensais.

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(Uma das reuniões)

As “Comidinhas da Vovó Sílvia” demoraram um pouco para acontecer, o que é natural porque as pessoas não tem muita intimidade com as facilidades que proporcionam as comidas congeladas.

Mas desde outubro as comidinhas começaram a ser apreciadas e com isso tenho trabalhado bastante.

O que acho muito bom!

Viviane,  André e meus netos Isadora e Heitor, estiveram aqui em casa na Páscoa, em julho e agora nas festas do Natal e Ano Novo.

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(Self na Fazendinha)

Foi tão bom!!!!!

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(Mesa arrumada esperando para o almoço)

Fabiane veio quando me mudei para cá e teve que passar comigo os dias sem TV e internet, mas em julho veio novamente e aguardo sua vinda para breve!

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(Perto de casa, fazendo caminhada)

Meus irmãos, Ciro e Ângela, vieram no Carnaval, mas só passaram o dia…ainda falta a Raquel que, não sei porque, está demorando tanto a me visitar…

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(Em fevereiro)

E claro,aqui tenho o Paulo Emílio, Patrícia e Cesar e talvez quando eu publique esse texto, já tenha chegado meu neto mais novo: Daniel.

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(Mais self)

E, ainda, reencontrei duas amigas de quase 40 anos atrás, Rose e Maria Teresa, que me receberam de braços abertos.

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(Saindo de um jantarzinho)

E é com elas que tenho me divertido relembrando histórias, fazendo jantares ora aqui, ora em suas casas, dando risadas, compartilhando fotos, lembranças e emoções.

Era o que sentia mais falta aqui, de amigas como as que deixei em Curitiba e onde tudo acontecia entre nós.

E meus pallets, (como contei em Casa de Vó) estão florescendo lindamente bem como os temperinhos.

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Ah, esses temperos… quando molho bem cedo ou à tardinha (porque o sol é muito forte), eles soltam aquele perfume delicioso como que agradecendo a água fresquinha…

E na cozinha então, é uma gostosura ir até eles, cortar delicadamente os escolhidos, lavar, picar, usar e sentir o aroma e o sabor nas “Comidinhas da Vovó”!

Também já fui diversas vezes a Curitiba; pego o ônibus leito à noite e chego cedinho no outro dia bem descansada e pronta para passear e encontrar muitas das amigas que deixei.

Porque, falando sério, sinto saudades do friozinho dessa nossa capital!

É a vida tem sido generosa para comigo!

O passo dado foi grande, a expectativa maior, mas como fui feliz nesse meu primeiro ano aqui!

Que venham muitos mais!

“POIS SERÁ COMO A ÁRVORE PLANTADA JUNTO A RIBEIROS DE ÁGUAS, A QUAL DÁ O SEU FRUTO NA ESTAÇÃO PRÓPRIA, E CUJAS FOLHAS NÃO CAEM, E TUDO QUANTO FIZER PROSPERARÁ.” Salmos, 1- 3

 

 

 

CHÁ DE NATAL DO DANIEL

Pois é… (adoro começar assim…) mais um netinho chegando!!!

E, como teve a Feijoada do Cesinha que já coloquei a receita para vocês, agora foi a vez de um churrasco (Maria Macia, é claro), saladas, maionese e o Risoto de Palmito da vovó (no caso eu).

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Como fiz anteriormente com os outros netos, (Isadora, Heitor e Cesar) é claro que nosso bebê também ganhou uma poesia!

DANIEL

O que dizer de mais um

presente vindo do céu?

Pois a alegria nos espera

em pleno mês de janeiro.

Um irmão para o Cesinha

que terá um companheiro.

E será ao certo, como aquele

que um dia Deus escolheu:

forte, bonito e sábio

orgulho dos pais e avós,

alegre como o maninho,

encanto de todos nós!

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(Essa é a carinha de alegria do maninho!)

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(Papai Paulo e mamãe Pati, recebendo os convidados.)

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(Picanha Maria Macia, feita no capricho pelo papai!)

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(Uma gostosura!!!)

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(As saladas, maionese e o risoto)

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(Vista geral: vejam uma sombrinha pendurada… chovia muito, mas não atrapalhou em nada o brilho da festa!)

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(Lembrancinhas para as crianças e potes de palha italiana para as mamães, tudo muito bem enfeitado pela mamãe Pati)

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E aqui o agradecimento do dono da festa: Daniel!

Foi tudo muito lindo e ficamos aguardando ansiosos a chegada de mais essa bênção em nossas vidas!

“ORA, A ESSES QUATRO JOVENS DEUS DEU O CONHECIMENTO E A INTELIGÊNCIA EM TODAS AS LETRAS E SABEDORIA; MAS A DANIEL DEU ENTENDIMENTO EM TODA VISÃO E SONHOS.” Daniel, 1- 17

CASA DE VÓ

A CASA DA VOVÓ

É gostosa e perfumada

cheira talco de jasmim.

As cortinas são xadrez

e os móveis em marfim.

 

Tem uma linda cristaleira

com bibelôs pequeninos.

Uma estante com mil livros

e um gato cheio de mimos.

 

Na cozinha tem a mesa

com bolachinhas de mel,

quando derretem na boca

é como entrar lá no céu.

 

No quarto, em cima da cama,

tem a colcha de retalhos

e minha foto sorrindo

em muitos porta retratos.

(Escrevi esse poema há bastante tempo e faz parte do material do aluno do Positivo).

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(Essa guirlanda ganhei da minha amiga Rose, que disse que ela tem tudo a ver comigo…)

Pois é… passei 30 anos morando em apartamentos pequenos, próprios para uma pessoa sozinha como eu.

Mas eu sonhava com uma casa, que fosse grande, com uma mesa de jantar onde coubesse todos, um quarto pronto para receber meus filhos e netos, uma cozinha enorme onde pudesse fazer experimentos culinários, um quintal e um jardim…

Mudei de cidade, de vida e: PLIM!!!

Estou morando na casa que sonhei!

Sem luxo, sem ostentação, mas confortável, gostosa, aconchegante, tipo… casa de vó!

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No momento que estou a escrever esse texto (são 19:30 horas do horário de verão),o céu está limpo, claro e eu deitada nessa rede na área de casa.

É nesse momento que fico divagando, lembrando, sonhando e agradecendo a Deus por tanto em minha vida.

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Daqui vejo a casa para os passarinhos que coloquei no muro.

Eles passam voando perto, fazem ninho no telhado, mas ainda não descobriram a casinha onde coloco água e alpiste.

As pessoas dizem que é assim mesmo até eles se acostumarem, mas vai ser fantástico o dia em que um deles entrar nela!

Vou pular de alegria!

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Ao lado coloquei dois pallets com vasinhos de flores e em baixo plantei agaphantus que ainda vão demorar a florir, mas que tem suas folhas lindas o ano todo.

Lá atrás, no quintal também são dois pallets: um que quando abro a janela do meu quarto, lá está ele como a sorrir dando bom dia.

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Agora, o outro… é o meu xodó!

Meus temperos!!!

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Ainda estão crescendo e fico tempo ali ao lado como para ver se crescem mais ligeiro…

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(Cebolinha, salsa e manjerona)

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(Hortelã para chá, alecrim e hortelã para tempero)

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(Tomilho, sálvia e manjericão)

O dia em que cortei um punhadinho de cada para usar, foi a glória!

Tive vontade de beijar cada uma daquelas folhinhas!

O perfume delas encheu minha cozinha!

Estou terminando de escrever e o céu está escurecendo.

A luz do poste bem em frente, acabou de acender.

Os passarinhos já se acomodaram em suas casas e está na hora de também entrar.

E, como diz a guirlanda, “na casa da vó o Natal é mágico”, vai ser, quando meus filhos e netos chegarem, enchendo essa casa de risos, abraços,  alegria e muito amor!

Isso tudo é muito mais do que mereço!

É graça!!!

(Se quiserem saber mais sobre o assunto, leiam o que escrevi em “Gente… como a gente“.

“PORQUE PELA GRAÇA SOIS SALVOS, POR MEIO DA FÉ; E ISSO NÃO VEM DE VÓS; É DOM DE DEUS.” Efésios, 2- 8

 

NORMALISTAS 66

Em outubro de 2015 na série que escrevi sobre “Cidades onde Morei: 8- Curitiba (1ª Parte)“,  já falo um pouco sobre como foi estudar no Instituto de Educação do Paraná.

E em setembro desse ano escrevi sobre “50 Anos!!! Já???, onde escrevo sobre o ano de 1966, quando nos formamos no curso de Magistério.

instituto

(Instituto de Educação do Paraná)

E, agora, em 05 de novembro, pudemos nos encontrar, isso depois de nos comunicarmos e marcar dia, horário e local do encontro.

E lá fomos nós: curiosas para saber como estariam nossas colegas, depois de 50 anos sem nos encontrarmos…

Surpresa: as “meninas” estavam ótimas!!!

E vamos começar, por ordem alfabética, postar algumas fotos e  curiosidades sobre cada uma que esteve presente no encontro.

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Beatriz, casada, formada em Administração, 2 filhos (Luiz Gustavo- advogado e Thais- administradora) e uma neta, Isadora.

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Carmen, casada, 2 filhos (Paulo Henrique- médico e Luiz Gustavo- advogado) e dois netos (Lívia e Bernardo).

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Joia, formada em Letras e dois filhos (David- advogado e Luciana- juíza) e 4 netos sendo 3 meninas e um menino.

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Maria de Lourdes, casada, cursou Economia e tem duas filhas (Flávia, que mora em Luxemburgo e Márcia- advogada) e um neto, Davi.

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Eu, Sílvia, formada em Letras, com 3 filhos (Viviane- arquiteta, Fabiane- jornalista e Paulo Emílio- veterinário)e quase 4 netos: Isadora, Heitor, Cesar e Daniel ( que chega em janeiro).

Eu mesma tirei essas fotos, assim na hora, e a Maria de Lourdes, tirou essa minha.

Isso tudo em meio a conversas, risadas, lembranças, e um sem número de celulares onde eram mostrado fotos dos filhos e netos…

Infelizmente, mais 4 amigas com as quais contávamos, não puderam comparecer: 

Cleide Duda Taborda, Mirian Murray, Nadzieja Didycz e Sonia Mercer.

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Fomos ao restaurante Coco Bambu e nos deliciamos com o peixe e camarão  servidos.

E até lembrancinhas tivemos!

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O curioso é que íamos lembrando aos poucos de tantas coisas que pareciam estar em alguma gavetinha do passado: eram nomes de professoras, curiosidades, travessuras e tantas coisas para rir e lembrar…

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Foi realmente um encontro produtivo: criamos até um grupo de WhatsZapp e passado alguns dias,continuamos a nos comunicar com tanto carinho e doçura!

É… os 50 anos se passaram, mas aquela antiga convivência de uma época tão marcante, ficou, renovou-se e tenho certeza que vai continuar até o fim de nossas vidas! 

“SENHOR, TU TENS SIDO O NOSSO REFÚGIO, DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO. ANTES QUE OS MONTES NASCESSEM, OU QUE TU FORMASSES A TERRA E O MUNDO, SIM, DE ETERNIDADE A ETERNIDADE, TU ÉS DEUS.” Salmos, 90- 1 e 2

 

50 ANOS!!! JÁ???

O ano era 1966.

Ditadura militar, Beatles, Elvis (ai como eu amava…), O Dólar Furado, Copa do Mundo, mini saia, guerra do Vietnã, Quero que vá tudo pro inferno, Instituto de Educação…

Nós, as normalistas.

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Como cantava Nelson Gonçalves:

“Vestida de azul e branco

trazendo um sorriso franco

no rostinho encantador,

minha linda normalista

rapidamente conquista

meu coração sem amor…”

E a gente conquistava: namorados, noivos e até maridos!

E como o tempo passou rápido!

convite

(Nosso convite de formatura)

formatura

(Mirian Gonçalves, Maria de Fatima Meyer Costa, Regina Siéli Boryça e eu)

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(Desde sempre, gosto de falar…)

Daquela formatura no antigo Cine Vitória, até hoje, cada uma das 34 alunas da 6ª turma (foram sete turmas), tomamos nossos diferentes rumos.

alunas

(As formandas da minha turma)

outra-viagem

(Viagem que fizemos pelo Paraná indo até Asunción, Paraguai)

viagem

(Que grupo animado!!!)

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(Eu, Maria de Fátima e Regina conhecendo as Sete Quedas)

E aí fizemos novos cursos, tivemos filhos e agora netos.

Os cabelos embranqueceram e quando olhamos para trás vemos o filme passando, assim, devagar com as risadas fáceis que um dia tivemos, com aquela sensação que a vida era ali naquele momento e que os 50 anos… ah, esse iria demorar muito para chegar.

Mas ele chegou!

E com as facilidades dessa era de informática, fomos conseguindo encontrar algumas “meninas” embora muitas tenham mudado o sobrenome e não tivemos sucesso.

Ainda somos sete!

Alem de mim, Beatriz, Cleide, Joarina, Maria de Lourdes, Nadzieja e Sonia.

Queremos reunir essa turma para podermos olhar umas para as outras, relembrar viagens, professoras, conversas que tivemos.

Quem sabe até o final do ano seremos mais!

Porque comemorar é preciso!

Meio século merece!!!

E que venham ainda muitos encontros e muitas comemorações!

50anos

(Imagem dos 50 anos: http://www.rotadenoticia.com.br)

“BENDIZE, Ó MINHA ALMA, AO SENHOR, E NÃO TE ESQUEÇAS DE NENHUM DE SEUS BENEFÍCIOS.” Salmos, 103- 2

 

MÊS DE JUNHO, MÊS DE FESTAS!

As festas juninas são mais antigas do que todo mundo pensa!

Elas surgiram na Antiga Europa, há centenas de anos.
Não se sabe se o nome “junina” é uma adaptação que veio com o tempo ou se mudou porque a festa é comemorada no mês de junho.

acordeon

Cada um dos países deu o seu toque à festa que conhecemos hoje em dia.

Da França veio a dança (quadrilha), de Portugal e da Espanha veio a dança com fitas, entre outras culturas que foram se popularizando.
Como é de se imaginar, a festa junina foi trazida para o Brasil pelos portugueses durante o período colonial.

Por coincidência, os índios que habitavam o nosso país realizavam rituais nessa mesma época de junho para celebrar a agricultura e, com a vinda dos jesuítas, as festas se fundiram e os pratos passaram a utilizar alimentos nativos,como mandioca e milho.

casamento
As festas juninas acontecem em todo canto do país, mas podem ser divididas em dois tipos distintos: aquelas que acontecem na Região Nordeste e aquelas do Brasil caipira (inspiradas nos Estados de São Paulo, região norte do Paraná, região sul de Minas Gerais e Goiás). Elas possuem diferenças e costumes bem diferentes.
As festas do Brasil caipira são realizadas em quermesses com danças de quadrinha em torno da fogueira e, como não pode deixar de ser, com muita música caipira.

quadrilha

Em todos os lugares, as mulheres usam vestidos coloridos de chita e os homens vestem camisa quadriculada e calças remendados com tecidos também cheios de cores.
A fogueira é um dos maiores símbolos das festas juninas.
Assim como a maioria dos elementos de uma festa junina, existem dois significados para a famosa fogueira.

Nas festas pagãs e indígenas, elas eram feitas para espantar os maus espíritos.

Já na tradição cristã, ela tem uma explicação: Isabel teria dito à Maria (mãe de Jesus) que acenderia uma fogueira para avisá-la do nascimento de seu filho (João).
Maria viu as chamas de longe e foi visitar a criança que tinha acabado de nascer.
Hoje, por questão de segurança, elas também só são feitas em poucas cidades do interior, já que também não são permitidas nas grandes quermesses para que se evite incêndios e acidentes causados pelas chamas.

Mas o símbolo está sempre presente quando pensamos nas festas juninas.

fogueira-na-festa-junina
No Nordeste, o forró é, talvez, o ritmo mais requisitado para as festas juninas, seguido pelo baião, xote, reisado, o samba de coco e outras cantigas típicas. 
Simpatias e promessas para os santos são comuns em todas as épocas do ano, mas, para os três santos homenageados em junho, agora é a hora, principalmente para Santo Antônio, já que ele é considerado o santo casamenteiro e as moças que procuram um namorado, noivo ou marido se apressam para ter tudo pronto no dia 13.

mesa
Difícil não ficar com fome em uma festa junina.

Milho cozido (ou assado), pipoca, bolo de fubá cremoso (ou de milho), maçã do amor, pé-de-moleque, vinho quente, quentão, arroz-doce, canjica, chá de amendoim e muitas outras delícias (normalmente quentinhas, porque essa época do ano é bem fria) são a alma da festa.
Reparou que muitas comidas são derivadas do milho verde?

Isso se deve ao fato de que junho é a época propícia para a colheita do alimento e essa tradição está presente nas festas juninas desde que ela chegou ao Brasil.

Outros grãos — como o amendoim — e raízes — como a mandioca — também marcam presença nas comemorações de junho.

E eu me lembro de uma musiquinha que cantávamos nessa época e que dizia assim:

“MÊS DE JUNHO, MÊS DE FESTAS,

DE FOGUEIRAS AO LUAR.

NO TERREIRO ILUMINADO

TODA GENTE VAI DANÇAR.

DESDE 13 A 29

QUE SE OUVE O ESPOUCAR

DAS BOMBINHAS, DOS FOGUETES

ESTOURANDO PELO AR”

Que lembranças boas tenho das festas da minha infância… e essa música acima, nunca mais ouvi… nem achei no google…perdeu-se com o tempo, bem como as bandeirinhas que fazíamos com capricho para enfeitar o quintal…

bandeirinhas

Fonte: http://www.megacurioso.com.br

Imagens: 1) edu-candoconstruindosaber.blogspot.com; 2) atividadesparaprofessores.com.br; 3) plus.google.com; 4) http://www.grupogsa.com.br; 5) http://www.24brasil.com; 6) http://www.vivaeventos.com.br

“DIRIGE OS MEUS PASSOS NO TEUS CAMINHOS, PARA QUE AS MINHAS PEGADAS NÃO VACILEM.’ Salmos, 17- 5