Sílvia Fernandes é escritora e poeta. Recebeu diversos prêmios por suas poesias e contos infantis, destaque para o primeiro lugar no Concurso de Poesias Campo Mourão de 2017 e terceira colocação nacional no Prêmio Sesc de Contos Infantis de 2014 em Brasília. Além de contribuir em Antologias, revistas e materiais didáticos, publicou o livro de poesias “Um Pouco de Mim”, o infanto-juvenil “O Nasquimi Dourado”, “Acalanto”, com crônicas, haicais e poesias e o infantil “Férias no Campo”. Possui um blog “prosapoemapastel.com” onde escreve sobre cultura e culinária. É mãe de três filhos e avó de quatro netos. Foi eleita imortal da Academia Mourãoense de Letras em outubro de 2018.
Ana Aparecida Ceola Ribeiro, nasceu em Assis, SP, mas vive em Campo Mourão desde 1988.
Lecionou por oito anos na educação infantil e é associada da Ame desde 2005.
Participou das antologias da AME (Associação dos Escritores Mourãoenses) a partir da quarta edição até as atuais com textos poéticose foi vencedora em dois concursos literários em 2007 organizado pela Biblioteca Pública Municipal Egídyo Martello.
Segue abaixo o seu poema “VISÃO”.
Ele está no livro “ECOS DE UM ANO”, uma Antologia Literária de Autores Mourãoenses, de 2024.
“TU CONSERVARÁS EM PAZ AQUELE CUJA MENTE ESTÁ FIRME EM TI; PORQUE ELE CONFIA EM TI.” Isaías, 26- 3
Graduada em Letras, faz parte do Centro de Letras do Paraná onde marcou presença em duas coleções literárias de autores paranaenses.
É associada à AME (associação Mourãoense de Escritores) desde 2023 e recentemente foi eleita para a cadeira de número 32 da AML (Academia Mourãoense de Letras).
A poesia acima tem o nome de “CANÇÃO” e está em seu livro “Letras que se enlaçam” de 2024.
“PORQUE A TERRA SE ENCHERÁ DO CONHECIMENTO DO SENHOR, COMO AS ÁGUAS COBREM O MAR.” Isaías, 11- 9
Tenho postado aqui e no youtube, alguns vídeos meus lendo poemas de vários autores brasileiros, todos devidamente conhecidos pela maioria.
O tempo máximo para o vídeo ser completo é de 1 minuto, por isso se torna difícil escolher determinado poema.
Resolvi, a partir dos próximos post, colocar vídeos com poemas de autores daqui da nossa cidade e que fazem parte da AME (Associação dos Escritores Mourãoenses) e da AML (Academia Mourãoense de Letras).
São amigos que já lançaram seus livros e que vou ter muito orgulho em compartilhar aqui o trabalho deles.
Abaixo os vídeos já colocados e seus respectivos links no youtube.
Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu na cidade de Goiás em 20 de agosto de 1889 e foi considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela que teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e estórias Mais) quando já tinha quase 76 anos de idade.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Carlos Drummond de Andrade lhe escreveu a seguinte carta, após ler Vintém de Cobre.
“Minha querida amiga Cora Coralina: Seu Vintém de Cobre é, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia ( …)”.
“Aninha e suas pedras” é um dos poemas mais emblemáticos de Cora Coralina. Nesse poema, a autora narra a história de uma menina que, ao invés de brinquedos convencionais, coleciona pedras. Ela valoriza cada uma delas e encontra beleza nas diferentes cores, formas e texturas.
A poetisa, que escreveu sobre o seu tempo e sobre o futuro destacando a realidade das mulheres dos anos de 1900, é o principal nome da cidade de Goiás. Em 2002, a cidade de Goiás, com sua paisagem urbana predominantemente marcada pela arquitetura dos séculos 18 e 19, recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, dado pela Unesco. A casa onde morou a poetisa Cora Coralina é hoje o museu da escritora.
Cora Coralina faleceu em Goiânia, Goiás, no dia 10 de abril de 1985.
“O CORAÇÃO DO HOMEM CONSIDERA O SEU CAMINHO, MAS O SENHOR LHE DIRIGE OS PASSOS.” Provérbios, 16- 9
Ariano Suassuna é um dramaturgo brasileiro nascido em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, no estado da Paraíba. Mais tarde, ele se formou em Direito e em Filosofia, foi professor da Universidade Federal de Pernambuco, além de exercer o cargo de secretário de Cultura do estado do mesmo estado.
Seu pai era então o presidente (seria hoje chamado de governador) do estado da Paraíba e Ariano nasceu nas dependências do Palácio da Redenção, sede do Executivo paraibano. No ano seguinte, o pai deixa o governo e a família passou a morar no sertão, na Fazenda Acauã, em Sousa.
Durante o movimento armado que culminou com a Revolução de 1930, quando Ariano tinha três anos, seu pai João Suassuna foi assassinado por motivos políticos na cidade do Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937.
O próprio Ariano Suassuna reconhecia que o assassinato de seu pai ocupava posição marcante em sua inquietação criadora.
Ariano foi casado com Zélia de Andrade Lima, com quem teve seis filhos.
Estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema “Noturno” foi publicado em destaque no “Jornal do Commercio” do Recife.
As obras de Suassuna já foram traduzidas para o inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.
De 1990 até o ano de sua morte, ocupou a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo. Foi sucedido por Zuenir Ventura.
Ariano morreu no dia 23 de julho de 2014 no Real Hospital Português, no Recife, vítima de uma parada cardíaca.
A sua produção literária, que engloba poesia, teatro e romances, bem como sua atividade na área da cultura em geral, estão fundamentalmente ligadas aos cenários nordestinos e à cultura popular da região, e foi um grande divulgador dessa cultura para o restante do Brasil, chamando a atenção para a literatura de cordel, os trovadores e repentistas, as artes visuais, o artesanato e a música.
Suas obras tem elementos da cultura erudita e da cultura popular, colocando essas dois modos de cultura não como antagônicos, mas complementares. Entre suas obras mais conhecidas estão Uma Mulher Vestida de Sol (teatro, 1947), Auto da Compadecida (teatro, 1955), O Casamento Suspeitoso (teatro, 1957), A Pena e a Lei (teatro, 1959), premiada no Festival Latino-Americano de Teatro em 1969, e A Pedra do Reino (romance, 1971).
“PORQUE ESTÁ ESCRITO: PELA MINHA VIDA, DIZ O SENHOR, TODO JOELHO SE DOBRARÁ DIANTE DE MIM, E TODA LÍNGUA CONFESSARÁ A DEUS.” Romanos, 14- 11
Lya Fett Luft nasceu em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, no dia 15 de setembro de 1938. Filha de descendentes germânicos aprendeu o alemão e desde cedo gostava de ler. Com onze anos decorava poemas de Goethe e Schiller.
Estudou em Porto Alegre, onde se formou em Pedagogia e Letras Anglo-Germânicas pela Pontifícia Universidade Católica. Trabalhou para editores traduzindo autores de língua inglesa e alemã, entre eles, Virgínia oolf, Herman Hesse e Thomas Mann.
Primeiro romance de Lya Luft, publicado em 1980, é a obra que a consagrou no mundo da ficção. O livro traz a visão de Anelise sobre sua família, marcada pela loucura e pela morte.
A temática se consolida ao longo de sua obra, que em geral contempla mulheres como personagens principais, aborda temas como problemas familiares, medo, culpa, loucura, morte e transgressões, como em seu livro seguinte, A asa esquerda do anjo.
Sua produção literária reúne poesias, ensaios, contos, literatura infantil, crônicas e romances. Foi colunista da Revista Veja, tradutora e professora universitária e em 2013 recebe o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL), na categoria de ficção, romance, teatro e conto, pela obra O Tigre na Sombra (2012).
Lya Luft contribui para diferentes áreas da produção e do conhecimento sobre literatura no Brasil, tanto em intensa produção literária, tendo a mulher, suas vivências e conflitos como protagonista, quanto na docência e na tradução.
Faleceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 30 de dezembro de 2021.
“O SENHOR É A PORÇÃO DA MINHA HERANÇA E O MEU CÁLICE; TU SUSTENTAS A MINHA SORTE.”Salmos, 16- 5
Tive o prazer de conhecer a poetiza Helena Kolody quando residia em Curitiba; sentei a seu lado, conversamos e tiramos uma foto que guardo de lembrança.
Seus pais, Miguel e Vitória Kolody, foram imigrantes ucranianos que se conheceram no Brasil e Helena nasceu em União da Vitória, no dia 12 de outubro de 1912, passando parte da infância até 1920 em Três Barras e até 1922 na cidade de Rio Negro, onde fez o curso primário.
Estudou piano, pintura e, aos doze anos, fez seus primeiros versos.
Seu primeiro poema publicado foi A Lágrima, aos 16 anos de idade, e a divulgação de seus trabalhos, na época, era através da revista Marinha, de Paranaguá.
Aos 20 anos, Helena iniciou a carreira de professora do ensino médio e inspetora de escola pública. Lecionou no Instituto de Educação de Curitiba por 23 anos (pena eu não ter sido sua aluna porque quando me formei, ela já não dava mais aula…).
Helena se tornou uma das poetisas mais importantes do Paraná e praticava principalmente o haicai que é uma forma poética de origem japonesa, cuja característica é a concisão, ou seja, a arte de dizer o máximo com o mínimo. Foi a primeira mulher a publicar haicais no Brasil, em 1941.
Morreu em 16 de fevereiro de 2004, aos 91 anos, vítima de problemas cardíacos.
Abaixo, alguns haicais de sua autoria.
Deus dá a todos uma estrela. Uns fazem da estrela um sol. Outros nem conseguem vê-la.
Pintou estrelas no muro e teve o céu ao alcance das mãos.
Trêmula gota de orvalho presa na teia de aranha, rebrilhando como estrela.
Vôo solitário na fímbria da noite em busca do pouso distante.
“IDE, PORÉM, E APRENDEI O QUE SIGNIFICA: MISERICÓRDIA QUERO E NÃO SACRIFÍCIO.” Mateus, 9- 13
Vinicius de Moraes foi um poeta, dramaturgo, escritor, compositor e diplomata brasileiro.
É autor de “Soneto de Fidelidade”, uma das mais importantes obras da literatura Brasileira, da peça “Orfeu da Conceição”, e ainda, um dos precursores da Bossa Nova no Brasil.
Foi durante a segunda fase do modernismo no Brasil que Vinícius de Moraes teve destaque com suas poesias eróticas e de amor.
No período de 1949 a 1951, entra em contato com expoentes da literatura, como o pernambucano João Cabral de Melo Neto – que contribui para a publicação do poema Pátria. Passa a conviver com o chileno Pablo Neruda e o pintor Di Cavalcanti.
No regresso ao Brasil, em 1951, volta a trabalhar no jornalismo, desta vez no Última Hora, onde colabora por meio de crônicas e permanece na crítica cinematográfica.
Lança sua antologia poética, “A Noite”, trabalho que conta com a atuação de Manuel Bandeira na organização.
As parcerias com João Gilberto e Tom Jobim se revelam promissoras em 1959 com o movimento denominado “Bossa Nova”e suas composições são interpretadas por João Gilberto no disco “Chega de Saudade”.
Frases
“Eu talvez não tenha muitos amigos, mas os que eu tenho são os melhores que alguém poderia ter.”
“Eu poderia, embora não sem dor, perder todos os meus amores, mas morreria se perdesse todos os meus amigos.”
“Se o cachorro é o melhor amigo do homem, então uísque é o cachorro líquido.”
“Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.”
“A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros nesta vida.”
“A vida é a espera da morte. Faça da vida um bom passaporte.”
“GRAÇAS TE DOU, Ó SENHOR, PORQUE, AINDA QUE TE IRASTE CONTRA MIM, A TUA IRA SE RETIROU, E TU ME CONSOLASTE.”Isaías, 12- 1