NO ANO PASSADO

No ano passado…

Já repararam como é bom dizer “o ano passado”? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem…Tudo sim, tudo mesmo!

Porque, embora nesse “tudo” se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:

“Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados”.

Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos…

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição – morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.

Mário Quintana

(Texto, Pensador.com)
Ah esse Quintana!
Consegue escrever bonito tanto seus textos como seus poemas!
E se quiser ler mais sobre o Ano Novo, é só clicar no tema abaixo.
Poetizando o Ano Novo– poemas meu, de Drummond e do próprio Quintana.
Imagens: 1) pt.wikipedia.org; 2) foap.com; 3) pensador.com
“A RESPOSTA BRANDA DESVIA O FUROR, MAS A PALAVRA DURA SUSCITA A IRA.” Provérbios, 15-1

FLORES EM CIANORTE

Primavera começando e recebo convite para ir a CIA FLORA 2017, 4ª FEIRA DE FLORES DE CIANORTE, de 15 a 17 de setembro no Centro de Eventos Carlos Yoshito Mori.

E no dia 16, um sábado, aniversário da minha amiga Rose, lá fomos nós, com a Maria Teresa e motorista, conhecer a feira.

Quem nos recebeu e nos acompanhou foi a Patrícia, sobrinha da Maria Teresa, e que trabalha na Emater.

Claro que foi uma maravilha para nós, podermos contar com a experiência e amabilidade que ela nos dispensou o tempo todo.

Primeiro paramos em um Pesque Pague bem perto da cidade, onde almoçamos e cujo ponto alto, foram as tilápias fritinhas! Deliciosas!

Nós três amamos flores e temos o nosso jardim bem cuidado, mas nada se compara ao da Rose que tem inúmeras qualidades, e um sem número de plantas de todos os tipos e tamanhos.

Pois era ela a mais animada!

Gente, passamos horas ali dentro!

Tirei tantas fotos que tive que ir organizando assim juntas porque esse post não teria fim…

Eram orquídeas, azaleias, rosas, samambaias, trepadeiras, violetas e tantas, tantas outras…

Uma profusão de cores, tamanhos, beleza de encher os olhos!

Nessa hora vemos a beleza da criação!

E as Suculentas, então? Um capítulo à parte! Pequenas joias verdes, cada uma com suas folhas próprias, diferentes e tão belas!

E suportes, grandes, pequenos, vasos, vasinhos e vasões, de chão, de parede, para todos os gostos e bolsos.

Um lugar para descansarmos e tomarmos fôlego, apesar que nossa amiga Rose, de tão feliz e compenetrada, nem sentia cansaço…

E para não dizer que saí sem comprar nada, trouxe o meu primeiro Bonsai chamado Planta de Jade! Adorei!!!

“E DISSE DEUS: PRODUZA A TERRA ERVA VERDE, ERVA QUE DÊ SEMENTE, ÁRVORE FRUTÍFERA QUE DÊ FRUTO SEGUNDO A SUA ESPÉCIE, CUJA SEMENTE ESTEJA NELA SOBRE A TERRA. E ASSIM FOI.” Gênesis, 1- 11