Achei tão interessante essa matéria que resolvi postar para vocês- é da minha filha jornalista Fabiane Prohmann.
“Fabiane Prohmann
Colaboração para Nossa, de Coimbra (Portugal)
24/05/2023 16h10
Provavelmente você já ouviu, ou até mesmo usou, o ditado popular “Agora é tarde, Inês é morta” para dizer que agora não adianta mais, já era, é muito tarde para fazer algo a respeito…
Mas você sabe qual a sua origem?
Essa expressão é inspirada em uma das mais bonitas e trágicas histórias de amor da Europa medieval: o amor proibido de Dom Pedro 1º (oitavo rei de Portugal) e a dama galega Inês de Castro.
A triste e macabra história de amor do casal pode ser comparada a ‘Romeu e Julieta’, de Shakespeare, com a diferença de que essa é real e teve como palco as cidades de Coimbra e Alcobaça, em Portugal.
Apesar de casado, o então príncipe Pedro manteve com Inês uma relação proibida, mas nem tão secreta, que gerou quatro filhos. Depois da morte da esposa oficial, a princesa de Castela Constança Manuel, Dom Pedro passou a viver maritalmente com Inês, o que gerou um escândalo na corte.
(Dom Pedro e sua amante Inês, com quem teve 4 filhos- Imagem Reprodução)
Com a autorização do rei Dom Afonso 4º, pai do príncipe, Inês foi assassinada em janeiro de 1355.
Após a morte do rei, em 1357, Dom Pedro assume o trono de Portugal, e uma das suas primeiras ações foi mandar matar os assassinos de sua amada.
Pouco tempo após ser coroado, Dom Pedro convoca a nobreza, o clero e o povo para comparecer no Mosteiro de Santa Clara, em Coimbra, onde Inês estava sepultada.
( Em cerimônia no castelo, convidados tiveram que beijar a mão do cadáver de Inês, exumada para a cerimônia Imagem: Heritage Images via Getty Images)
Para o evento, Inês foi desenterrada e vestida apropriadamente com uma roupa luxuosa e uma coroa. Sentada no trono, todos os presentes foram obrigados a beijar a mão direita de Inês.
(Arte que retrata Dom Pedro 1º e sua amada, a “rainha cadáver” Inês de Castro- Imagem: The Women´sArt Collection, Murray Edwards College/Paula Rego)
Claro que a vontade de Dom Pedro era de que Inês de Castro estivesse viva para reinar ao lado dele, mas isso não foi possível porque “Agora Inês é morta”.
Assim, foi realizada a coroação da primeira e única rainha póstuma de Portugal. Ao final da cerimônia, os restos mortais da “rainha cadáver” foram levados para o Mosteiro de Alcobaça, mesmo lugar onde foi sepultado D. Pedro, em 1367.
(Juntos na eternidade: o túmulo de Inês está na frente do sarcófago do rei, no Monastério de Alcobaça – De Agostini via Getty Images – )“
Gostaram?
Eu, sinceramente, não conhecia essa história…
É muito amor desse Dom Pedro, não?
“DE TODA ÁRVORE DO JARDIM COMERÁS LIVREMENTE, MAS DA ÁRVORE DA CIÊNCIA DO BEM E DO MAL, DELA NÃO COMERÁS; PORQUE, NO DIA EM QUE DELA COMERES, CERTAMENTE MORRERÁS.” Gênesis, 2- 16 e 17



