Mário de Miranda Quintana nasceu em Alegrete (RS) em 30 de julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre (RS) em 05 de maio de 1994.
Foi poeta, tradutor e jornalista.
Em 1940, lançou o seu primeiro livro de várias poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras.
Nunca casou nem teve filhos. Solitário, viveu grande parte da vida em hotéis.
O poeta tentou por três vezes uma vaga à ABL, mas em nenhuma das ocasiões foi eleito; as razões eleitorais da instituição não lhe permitiram alcançar os vinte votos necessários para ter direito a uma cadeira. Ao ser convidado a candidatar-se uma quarta vez, e mesmo com a promessa de unanimidade em torno de seu nome, o poeta recusou.
Alguns dos livros publicados mais famosos de Mario Quintana estão “Sapato florido (1948), O aprendiz de feiticeiro (1950), Espelho mágico (1951), Caderno H (1973), Quintanares (1976), Baú de espantos (1986), entre tantos outros.
Poeminha do contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!
Nesse poema, considerado um dos mais famosos de Mario Quintana, o humor, característica recorrente na poesia do poeta gaúcho, expressa-se no trocadilho que é feito pela voz lírica com o verbo “passarão” e com o substantivo “passarinho”, dando a entender que aqueles que atrapalham a vida do eu lírico serão passageiros, ou seja, logo cairão no esquecimento, ao passo que ele, a vítima desses que o atrapalham, alçará voos de liberdade como o faz um pássaro.
“TODO CAMINHO DO HOMEM É RETO AOS SEUS OLHOS, MAS O SENHOR SONDA OS CORAÇÕES.” Provérbios, 21- 2
