PEDRAS, PRÁ QUE TE QUERO???

Que saudade de escrever para vocês!!!

Foram exatamente 10 dias afastada e como demorou a passar…

Coisas acontecem meio de repente em minha vida e assim foi que no meio da noite tive uma crise de dor que só passou com o famoso Buscopan na veia em pleno Pronto Socorro.

Aí foi aquela correria atrás de médico, exames (muitos), liberação de plano de saúde, consulta com anestesista, até  ser feita a cirurgia de Vesícula.

pedrinhas

E aí estão elas, as famosas pedrinhas que embora pequenas deram bastante trabalho (e dor).

Agora estou em casa restabelecendo devagar e fazendo o que gosto: assistindo muitos filmes, fazendo tricô, jogando, lendo e esperando ficar totalmente bem.

Aí foi que me lembrei de meu conterrâneo Drummond e sua poesia “No meio do caminho”.

Fiquei matutando comigo mesma (porque nunca entendi o que ele repetia tanto sobre essas pedras no caminho) se essas pedras as quais se referia não seriam “pedras na vesícula”?

Quem sabe?

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

—–

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.

Drummond

É…no meio do meu caminho apareceram várias pedras…

Por isso…pernas, prá que te quero (agora sim uso as pernas!)

Pedras?

Nunca mais!!!