PORTUGAL 11- SARAMAGO

José de Sousa Saramago foi um escritor português. Galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou, em 1995, o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa. Wikipédia

E lá estava eu, na livraria mais bonita do mundo, em frente a sala dedicada a ele: Saramago! Isso na Livraria Lello, na cidade do Porto.

Lendo, admirando e conhecendo as obras dele.

O museu dedicado a ele, é de uma grandiosidade impressionante!

Nesse dia, me aventurei até chegar lá sozinha. Peguei o ônibus e desci bem pertinho, graças às informações da Fabi que estava trabalhando.

O autor era tido como o criador de um dos universos literários mais pessoais e sólidos do século XX e uniu a atividade de escritor com a de homem crítico da sociedade, denunciando injustiças e se pronunciando sobre conflitos políticos de sua época.

Entre seus livros mais importantes estão “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, “Ensaio sobre a cegueira”, “A jangada de pedra” e “A viagem do elefante”.

Seu mais recente trabalho publicado foi o livro “Caim”, lançado em 2009.

  • ” A nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida.”
  • “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.”
  • “O caos é uma ordem por decifrar.”
  • “É necessário sair da ilha para ver a ilha, não nos vemos se não saímos de nós.”
  • “O destino que temos é o destino que somos.”

O auditório.

Em 1998, Saramago ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Sua obra mais polêmica é O evangelho segundo Jesus Cristo (1991), que gerou muitas críticas ao autor na época de sua publicação. Mas a obra mais conhecida é Ensaio sobre a cegueira (1995), devido à sua bem-sucedida adaptação para o cinema.

O que fala o livro Ensaio sobre a Cegueira?

O autor faz uma analogia do quanto às pessoas vão se tornando cegas no mundo contemporâneo, e por não enxergarem o outro, vão criando uma sociedade de indivíduos atomizados, autocentrados, que só sabem correr atrás de interesses próprios, sendo vitimizados por um colapso moral.

Nasceu na Golegã, Azinhaga, no dia 16 de Novembro, embora o registro oficial apresente o dia 18 como o do seu nascimento e  faleceu no dia 18 de junho de 2010, aos 87 anos de idade, na sua casa em Lanzarote onde residia.

No próximo post, as Igrejas e Conventos!

“ENSINA-ME, SENHOR, O TEU CAMINHO, E ANDAREI NA TUA VERDADE; UNE O MEU CORAÇÃO AO TEMOR DO TEU NOME.”Salmos, 86- 11

PORTUGAL- 6- ÉVORA

Saímos de Lisboa em um ótimo ônibus rumo a Évora, com duração de uma hora e quinze minutos.

Imaginem uma cidade cercada por muros!

Évora é uma cidade-museu. Por onde você olha há alguma coisa interessante para ver. A arquitetura típica do Alentejo com as casas brancas e detalhes em amarelo, o Templo Romano, as muralhas. 

Sendo considerada um museu a céu aberto, o centro histórico de Évora foi classificado como Patrimônio Mundial pelo Unesco. Além disso, ela está presente na Rede de Cidades Europeias mais antigas, sendo habitada pelos romanos. 

(Abaixo a Praça do Giraldo)

Se você já conversou com alguém que visitou Portugal, com certeza já ouviu falar sobre a Capela dos Ossos, uma das atrações mais curiosas e até macabras de Portugal. Mas essa é apenas uma das atrações de Évora.

E claro, lá fui eu conhecer.

Logo na entrada, os dizeres abaixo.

Uau! E vamos entrando.

Um silêncio sepulcral (aí coube bem esse termo…)

A Capela dos Ossos foi construída no século XII por iniciativa de três monges franciscanos que, dentro do espírito da altura (contrarreforma religiosa, de acordo com as normativas do Concílio de Trento) pretendeu transmitir a mensagem da transitoriedade da vida, tal como se depreende do célebre aviso à entrada: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. Além da questão espiritual, também havia uma questão física, qual seja; existiam, na região de Évora, quarenta e dois cemitérios monásticos que estavam a ocupar demasiado espaço e locais estratégicos que muitos pretendiam utilizar para outros fins. Assim, decidiram retirar os esqueletos da terra e usá-los para construir e decorar a capela.

Foi calculado à volta de cinco mil ossos, entre crânios, vértebras, fémures e outros, provenientes dos cemitérios, situados em igrejas e conventos da cidade, e que foram ligados com cimento pardo e estão dispostos pelas paredes, tecto, colunas e mesmo no exterior.

Bem, vamos a um outro passeio bem mais revigorante: o Templo Romano.

O Templo Romano de Évora é sem dúvida a principal atração de Évora. Também conhecido como Templo de Diana, é a comprovação da presença romana em Portugal. É considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO e sua construção é do século I d.C.

Bem em frente ao Templo, também fica um lindo jardim, chamado Jardim Diana, com uma vista incrível da cidade. 

Abaixo a Igreja da Graça.

E, após todos os passeios, seguimos para pegar o ônibus e não podíamos deixar de registrar a bandeira de Portugal pelo caminho!

E as muralhas…

E nós, é claro!!!

“O SENHOR É A MINHA LUZ E A MINHA SALVAÇÃO; A QUEM TEMEREI?”Salmos, 27-1

ENFIM… CAPE TOWN!!!

Dia 17 de junho, domingo, deixei Luanda e meus queridos para seguir rumo a África do Sul, encontrar-me com minha filha Fabiane e conhecer essa cidade.

Saí de uma temperatura de 27° e tempo muito seco, para entrar em 12° com muito vento e uma chuva fininha!

Nada que abalasse minha vontade de conhecer tudo e dar um abraço apertado em minha filha…

E eis que chego, então, depois de 4 horas de um voo tranquilo.

Cape Town (Cidade do Cabo) é apelidada de “Cidade Mãe” e é a capital legislativa do país, sendo a segunda mais populosa (a primeira é Joanesburgo) com 3 milhões e setecentos mil habitantes.

Foi ocupada primeiramente pelos holandeses e depois o Reino Unido.

(Aqui, fotos do nosso encontro)

Como cheguei no primeiro dia do jogo da seleção do Brasil pela copa, fomos até um local chamado Mojo onde colocaram um telão e onde estava reunida uma turma de brasileiros para assistirem.

Nesse lugar, tem bem no centro um local onde se vendem somente as bebidas e, espalhados ao redor, tipo umas barraquinhas cada uma vendendo comidas diversas: pizzas, sushis, frutos do mar, sanduíches, nachos, pipocas, etc.

Fiquei a lembrar onde estava há quatro anos atrás, no dia do jogo do Brasil… quanta coisa aconteceu! Se me falassem que eu iria mudar de cidade, jamais acreditaria… e lembrei do que escrevi aqui nesse dia ( Dia dos Namorados/ Primeiro Jogo do Brasil).

Saindo dali, tipo decepcionada com a seleção, fomos até Waterfront.

Gente, o lugar é o que há de lindo!!!

Pode-se sentar, comer e degustar um bom vinho.

Ali se reúnem turistas de todo o mundo, dá para curtir lojinhas de artesanato, passeios de barco, roda gigante, museus, corais de música típica africana e muito, muito mais, que contarei em outros posts.

As fotos saíram cinzentas, como estava o dia, mas nem por isso deixa-se de ver um pouco a beleza do lugar.

Logo estarei contando como foi estar desbravando essa cidade linda!

“NO DIA DA PROSPERIDADE, GOZA DO BEM, MAS NO DIA DA ADVERSIDADE, CONSIDERA; PORQUE TAMBÉM DEUS FEZ ESTE EM OPOSIÇÃO ÀQUELE, PARA QUE O HOMEM NADA ACHE QUE TENHA DE VIR DEPOIS DELE.” Eclesiastes, 7- 14

 

 

 

 

FEIRA DE ARTESANATO E… MAIS MUSEU!!!

Me programei toda para conhecer o MUSEU DA ESCRAVATURA, que fica aqui em Luanda, Angola, no Morro da Cruz.

Só que ao chegar lá, estava fechado para reforma…

Fiquei super frustada, mas assim mesmo consegui algumas fotos que posto para vocês.

Ele tem a sua sede na Capela da Casa Grande, templo do século XVII onde os escravos eram batizados antes de embarcarem nos navios negreiros que os levavam para o continente americano.

(Aqui a pia batismal)

(Uma pintura restaurada em uma parede logo na entrada)

Mais que uma casa a caminho das praias ao sul, esse edifício tornou-se símbolo da barbárie e resistência.

Vejam a vista linda que temos lá de cima!,

Bem, mas antes de ficar meio frustrada, olhei lá de cima e vi uma feira linda!!!!!!!

Chama-se CENTRO DE ARTE BENFICA, que mudou-se há pouco tempo para esse local.

(Artesãos trabalhando em peças magníficas!)

Essa feira existe desde 1993 e a Coarte (Cooperativa de Artesãos) foi criada em 2002.

Essa cooperativa controla cerca de 300 membros, em maioria artesãos enquanto outros dedicam-se ao comércio de roupas e alimentos.

Aí eu me achei!

(Aqui com o Sr.Adão, uma pessoa super simpática e que claro, me vendeu esse vestido… e ainda fez pose!)

Os tecidos são vendidos em cortes que as mulheres chamam de “pano samacaca” e tem vestidos, saias, blusas, bolsas, tudo em estampas bem coloridas!

Agora, as esculturas são demais de lindas!

Uma perfeição e uma tentação para quem tem os “kwanza” na bolsa…

Abaixo, fotos de outra feira que passamos em outro dia e que fica à beira mar, com telas em diversos tamanhos  em motivos africanos.

Cada dia tem sido uma aventura diferente e inesquecível, sem contar a alegria de estar com parte da minha família querida…

“O SENHOR DARÁ FORÇA AO SEU POVO; O SENHOR ABENÇOARÁ O SEU POVO COM PAZ.” Salmos, 29-11

UM LUXO DE MEMORIAL!!!

E nesse domingo, 27 de maio, fomos visitar o MAAN (Memorial Dr.Antonio Agostinho Neto), inaugurado em 17 de setembro de 2012 com o objetivo de perpetuar a memória do primeiro Presidente Líder da Luta de Libertação.

(Já escrevi sobre ele em Conhecendo a Fortaleza de São Miguel)

Gente, é tudo grandioso, rico, maravilhoso!!!

Essa área externa tem uma avenida para desfiles de cerca de 500 metros, com uma área de tribuna de 2000 lugares e parque para 300 viaturas, numa área total de 18 hectares.

(Nessa foto um poema dedicado a um representante da Floresta, o Elefante, “um mais velho que atravessou as idades da Terra e ganhou sabedoria”).

(Ainda do lado de fora, uma estátua da libertação vista pelo olhar atento da minha neta Isadora).

(Logo na entrada o quadro acima mostra a chegada do Dr. Agostinho Neto ao aeroporto, um piano de cauda e sala).

Aqui tudo é grandioso: galeria de exposições, salas multiuso, administração, biblioteca/videoteca, biblioteca multimídia, centro de documentação, lojas e hall das autoridades.

O Presidente Dr.Antonio Agostinho Neto foi um homem de cultura e um defensor da arte (acima um de seus livros de poesia).

E espalhado por paredes e quadros, versos e mais versos:

“As minhas mãos colocaram pedras

nos alicerces do mundo

mereço o meu pedaço de pão.”

(Na primeira foto, sua assinatura; abaixo sua escrivaninha com seus pertences)

(Medalhas, cartas, quadros e roupas usadas por ele).

(Visitantes sendo monitorados por um guia).

 

(Observem, como já mencionei, a grandiosidade de tudo: mármore, vitrais e um bom gosto incrível).

Essa flor no centro do último andar, é a Welwitschia, conhecida como Polvo do Deserto e que só existe no deserto de Angola e Namíbia.

(Isadora entre as flores)

As suas grandes folhas, duras e muito largas, deitadas no chão, arrastam-se pelo deserto podendo atingir dois ou mais metros de comprimento.

É considerada uma espécie ameaçada, pois já existe desde o tempo dos dinossauros.

Em uma das grandes salas, se encontra o Sarcófago onde repousa os restos mortais de Agostinho Neto.

Não se pode entrar com câmaras fotográficas nem filmadoras, muito menos celular.

É de uma riqueza enorme, toda em mármore com o esquife ao meio rodeado de centenas de coroas todas preservadas!

E todos entram em silêncio (não se pode conversar nem tocar em nada) num sinal de respeito.

(Vista de cima onde se vê na primeira foto, ao fundo, a Assembleia Nacional de Angola).

(Aqui na segunda foto, já de volta para casa)

(Linda Luanda!)

A Bandeira que hoje flutua é o símbolo da liberdade, fruto do sangue, do ardor e das lágrimas, e do abnegado amor do Povo Angolano” (Discurso da Proclamação da Independência, 11.11.1975.

 

Obs: contém algumas informações da Wikipédia.

“TENHO OBSERVADO OS TEUS PRECEITOS E OS TEUS TESTEMUNHOS, PORQUE TODOS OS MEUS CAMINHOS ESTÃO DIANTE DE TI.”Salmos, 119- 168