QUINZE DIAS DE MARÇO

Chegamos a metade do mês e muita coisa boa aconteceu!

Começo pelo “Campo Mourão no prato”, um evento que movimenta o setor gastronômico da cidade, com a ativa participação da comunidade, atraída pela variedade das iguarias oferecidas pelo preço único para as opções ofertadas dentro da promoção: R$ 32,90.

E fomos, por duas vezes, experimentar os pratos recomendados.

Acima no Centro Gastronômico, onde existe uma série de restaurantes e onde cada uma, escolheu o preferido. Nessa ocasião, as amigas: Conceição, Raquel, Malu, Márcia, eu e Suzana.

(Meu prato: risoto de camarão)

Na semana seguinte, fomos conhecer outro restaurante onde experimentei o risoto de ervas com filé mignon.

E as amigas, Suzana, eu, Conceição e Malu, presentes!

Fui convidada pelo radialista e confrade Ilivaldo Duarte, para, juntamente com a presidente da Ame (Associação Mourãoense de Escritores), falarmos sobre os 30 anos dessa instituição da qual faço parte e também sobre o dia da Mulher.

(Eu, Zilma e Ilivaldo)

Li um texto sobre a importância desse dia dedicado a nós, mulheres, onde destaco o papel dela dentro da família e sociedade em geral.

E esse mês, mais precisamente no dia 11, comemoramos o aniversário do meu filho Paulo Emílio, um presente de Deus para nossas vidas!

Meu caçula que tem uma presença cercada de carisma e personalidade que encanta todos que o conhecem! Gratidão!

E, dia 14, nos encontramos para a posse da nova diretoria da Academia Mourãoense de Letras e entrega da comenda Vida e Liberdade para nossa confreira Hermínia Perdoncini.

Os imortais presentes ao evento.

A posse da nova diretoria para os anos 2016 e 2017, eu no cargo, novamente, de oradora.

E encerramos com um jantar no restaurante Varanda, na foto Mariângela Giselta e eu.

Quinze dias proveitosos!!!

“E EM TI CONFIARÃO OS QUE CONHECEM O TEU NOME: PORQUE TU, SENHOR, NUNCA DESAMPARASTE OS QUE TE BUSCAM.” Salmos 9- 10

EU E A BARRA

Sabe quando você cai na real e vê que cair na real pode ser o começo de um tombo… pois é!

Não tinha dado conta da minha idade e só notei mesmo quando meus filhos aconselharam, não, intimaram mesmo, a colocar uma barra de apoio no box do banheiro.

Claro, um tombo pode ser fatal para um idoso (como eu) e sei bem disso, mas é quase um atestado de velhice mesmo, isso que me aconteceu.

A agilidade não é mais a mesma e um pequeno descuido ao escorregar pode acarretar problemas sérios que são difíceis de melhorar em (de novo) minha idade.

A estatística mostra que são frequentes as lesões graves, fraturas e hospitalização, muitas vezes fatais, devido ao chão molhado e obstáculos.

Cerca de uma em cada 4 pessoas a partir de 65 anos de idade, relata uma queda a cada ano.

Bem, sou uma mulher que escreve uma vez por semana em um blog (estou fazendo isso nesse exato momento), que faz tricô, crochê, bordado, que participa de reuniões da AME, AML, grava vídeos semanais no seu canal do Youtube, canta em grupo de cantoria, cozinha (adora), escreve e espera por seu próximo livro  a ser editado e penso que ter uma barra no box do banheiro não é para praticar balé e sim para ter um cuidado a mais.

Falando sério: amei ser cuidada pelos meus filhos em todo esse desvelo por mim, uma idosa de corpo, mas jovem de ideias.

Como estou com 77 anos, até que demorei a ter uma barra no banheiro…

Vida que segue!!!

“NA VELHICE AINDA DARÃO FRUTOS; SERÃO VIÇOSOS E FLORESCENTES, PARA ANUNCIAREM QUE O SENHOR É RETO; ELE É A MINHA ROCHA, E NELE NÃO HÁ INJUSTIÇA.” Salmos, 92- 14 e 15

POETIZANDO… CORA CORALINA

Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu na cidade de Goiás em 20 de agosto de 1889 e foi considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela que teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e estórias Mais) quando já tinha quase 76 anos de idade.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Carlos Drummond de Andrade lhe escreveu a seguinte carta, após ler Vintém de Cobre.

“Minha querida amiga Cora Coralina: Seu Vintém de Cobre é, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia ( …)”.

“Aninha e suas pedras” é um dos poemas mais emblemáticos de Cora Coralina. Nesse poema, a autora narra a história de uma menina que, ao invés de brinquedos convencionais, coleciona pedras. Ela valoriza cada uma delas e encontra beleza nas diferentes cores, formas e texturas.

A poetisa, que escreveu sobre o seu tempo e sobre o futuro destacando a realidade das mulheres dos anos de 1900, é o principal nome da cidade de Goiás. Em 2002, a cidade de Goiás, com sua paisagem urbana predominantemente marcada pela arquitetura dos séculos 18 e 19, recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, dado pela Unesco. A casa onde morou a poetisa Cora Coralina é hoje o museu da escritora.

Cora Coralina faleceu em Goiânia, Goiás, no dia 10 de abril de 1985.

“O CORAÇÃO DO HOMEM CONSIDERA O SEU CAMINHO, MAS O SENHOR LHE DIRIGE OS PASSOS.” Provérbios, 16- 9

POETIZANDO… ALPHONSUS DE GUIMARÃES

Alphonsus de Guimaraens (ou Afonso Henriques da Costa Guimarães) nasceu em 24 de julho de 1870, em Ouro Preto, Minas Gerais. Além de poeta, foi promotor, juiz e jornalista.

A morte de sua primeira noiva — a prima Constança — fez com que o escritor passasse a ver a realidade com os olhos da tristeza.

Assim, o autor, que faleceu em 15 de julho de 1921, fez parte do simbolismo brasileiro e produziu melancólicas poesias, caracterizadas por uma linguagem simples, além do uso de aliterações e sinestesias. Devido à perda de sua amada, é também recorrente, em seus textos, a presença da mulher idealizada e da temática da morte.

“A melancolia é mais um traço característico de sua poesia, cujas temáticas recorrentes são solidão e morte.”

Mas há outros temas na obra de Alphonsus de Guimaraens: a solidão, por exemplo, agravada pela percepção da dualidade entre corpo e alma; o isolamento experimentado pelo homem ao entrar nas imensas catedrais (imagem do homem em contato com Deus); a loucura, como efeito da angústia para romper a distância entre o celestial e o terreno; e a desilusão, como se o belo e o perfeito tivessem sido subtraídos da condição humana.

Ainda que tenha explorado a prosa, foi na poesia que Alphonsus teve maior destaque. De sua obra poética destacam-se: Setenário das dores de Nossa Senhora (1899) Dona Mística (1899).

“A MINHA ALMA DISSE AO SENHOR: TU ÉS O MEU SENHOR; NÃO TENHO OUTRO BEM ALÉM DE TI.” Salmos, 16- 2

A MULHER NUA

Ontem, 20 de outubro, foi o dia do Poeta.

E, como já dizia Pessoa, o poeta é um fingidor…finge tão completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.

E cá estou eu, comemorando a data com mais uma poesia minha, fingindo ser poeta…

A MULHER NUA

Ela se deixou ver.

– Vejam, olhem como sou!

Gritava ela.

E o espanto estampou-se

em rostos enigmáticos,

assustados.

Abrindo os braços,

mostrava toda a dor sentida

no corpo e na alma.

Incompreendida

pelo mundo,

sofrendo sem amor.

Que passava em sua mente

nesse instante de abandono cruel?

Era como um rio caudaloso

levando sua dor

tal qual

um barco de papel.

Alguém perto protegeu-a

com um manto qualquer.

E ela se foi,

coberta a nudez,

sem destino, na luta pela vida,

apenas, mais uma mulher.

Sílvia Fernandes-escritora

Desenho: dreamstime

“AGORA, POIS, MINHA FILHA, NÃO TEMAS; TUDO QUANTO DISSESTE TE FAREI, POIS TODA A CIDADE DO MEU POVO SABE QUE ÉS MULHER VIRTUOSA.” Rute, 3- 11

AQUELA MULHER

Fabiane, minha filha que mora em Lisboa, mandou-me um link de inscrição para um concurso de poesias.

Fiz minha inscrição e o tema em homenagem à nossa poeta Adélia Prado, foi: “a vida é mais tempo alegre do que triste”.

A cada semana iam postando desde a programação até o livro pronto.

Logo depois, foram colocando as fotos de todos os participantes.

Após a divulgação dos vencedores (não, eu não ganhei…) o livro foi impresso e minha poesia “Aquela Mulher” consta nele.

Deram início à pré venda, mas os meus três volumes já estavam reservados gratuitamente.

Minha filha recebeu pelo correio e tirou fotos dele; louca para ler…

Não a Prado, mas a Silva.

E aqui abaixo, você vai poder ler minha poesia.

AQUELA MULHER

Conheci uma Adélia.

Sua idade? Não sabia.

Seus cabelos encobria

em grandes lenços de seda.

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Nunca vi marcas de choro

ou tristeza em seu olhar.

Era calmo, tão tranquilo

que me deixava a pensar:

queria poder ser assim…

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Sua risada era ouvida

muito além da multidão;

E dançava, requebrava,

Ao ritmo da canção.

E minha tristeza findava.

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As pessoas se chegavam

para ouvi-la declamar

poemas e versos inteiros

em seu modesto falar.

E eu ficava a olhar.

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Assim continua ela.

Ninguém a ela resiste

e se alguém lhe perguntasse

ela apenas respondia:

“a vida é mais tempo alegre do que triste”.

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E eu sorrindo pensava

de dentro do seu abraço

que essa mulher estava

me acolhendo em seu regaço.

Sílvia Fernandes

“NÃO HÁ SANTO COMO É O SENHOR; PORQUE NÃO HÁ OUTRO FORA DE TI; E ROCHA NENHUMA HÁ COMO O NOSSO DEUS.”I Samuel, 2- 2

UM PEDAÇO DE CHÃO

Continuando a sequência dos posts que mais gosto, esse agora é de 31 de julho de 2014.

Escrevi logo após o término de uma linda novela: MEU PEDACINHO DE CHÃO.

“Era uma vez um lugar chamado Vila de Santa Fé”.

Assim começou essa novela tão encantadora, cheia de pessoas simples, mostrando que existe vida, além de matanças, ciúmes e maus exemplos que cansamos de assistir a todo instante!

Quem não gostaria de morar nesse lugar encantado?

Onde a neve cai de repente deixando tudo branquinho, onde a primavera enche de flores os caminhos, onde a locomotiva vem apitando pelas campinas, onde as crianças brincam sossegadamente, onde as mulheres se vestem com longos vestidos e onde existe a delicadeza de movimentos e música pairando no ar?

E esse faz de conta vai chegando ao fim…

Uma novela com um elenco tão enxuto, mas cheia de grandes nomes!

O que é o pequeno (no tamanho) Osmar Prado e que se tornou um gigante na pele do temível e adorável Coronel Epa?

O que é o formidável Antonio Fagundes que adota um andar puladinho, vestido de dono de bar como um Giácomo tão feio?

E o galã de outras novelas, Rodrigo Lombardi, que como Raj despertava suspiros e aparece agora como um barbudo analfabeto de nome Pedro Falcão?

Os verdadeiros atores são assim mesmo: nos encantam com suas atuações em qualquer papel que se nos apresente… grandes nomes que se dispuseram a deixar seus rótulos de galãs para enfeiarem em sua aparência, mas sem deixar de ser menos maravilhosos!

E ele se mostra apaixonado por sua esposa, a dona Tê (Inês Peixoto) que com seu acordeom deu vida à sua casa e chamando-o de “pai” se mostrou de uma versatilidade tão grande… sem dizer que eu nem conhecia essa atriz!

E aí vem a lindíssima Juliana Paes no papel da irriquieta Catarina que conquistava todos com sua risada aberta, escancarada, cheia de charme.

A “perfessora” Juliana (Bruna Linzmaier) com seus cabelos cor de rosa e que desperta a paixão no fabuloso Zelão (Irandir Santos).

Esse Zelão, sem saber, caiu nas graças de milhares de mulheres que o viram como um homem viril, sedutor e de uma sensibilidade tamanha!

E o jovem Ferdinando (Johnny Massaro) que acaba conquistando o coração da indomável Gina (Paula Barbosa) e vivendo uma linda história de amor?

E por aí vem: Padre Santo, o tão querido Emiliano Queiroz; Rodapé (Flávio Bauraqui) com seu jeito esquisito, cantando enquanto tira o leite da vaca; Amância (Dani Ornellas), uma empregada metida e tão amada; Mãe Benta (Teuda Bara) tão especial no seu papel de benzedeira; o Prefeito das Antas (Ricardo Blat) que ficou praticamente irreconhecível nesse papel; Marimbondo (FernandoSampaio), Izidoro (Raul Barretto), Rosinha (Letícia Almeida) um rosto lindo que acaba conquistando o solitário italiano Giácomo; Doutor Renato (Bruno Fagundes) em sua primeira novela; Tuim (Kauê Ribeiro de Souza) o amigo querido das duas crianças e mais um casal lindo: Milita (Cintia Dicker) com suas sardas e tranças e Viramundo (Gabriel Sater), romântico e com uma voz suave e gostosa de ouvir…

E tem o Galo Bené, testemunha dos grandes acontecimentos da Vila.

E, por último, as duas crianças que, para mim, foram a grande revelação da novela: Pituquinha (Geytsa Garcia) e Serelepe (Tomás Sampaio).

O que eram essas crianças lendo, ou melhor, devorando os livros de Monteiro Lobato?

E a vontade de aprender que as pessoas tinham e a atual crítica sobre a política brasileira, tudo de uma maneira sutil e verdadeira?

Benedito Ruy Barbosa é o autor dessa novela encantadora que já está deixando saudades…

Que venham mais “pedacinhos de chão” para nos encantar e sonhar com novos “Zelões” e que nos levem a voar sobre jardins floridos…

Imagem 1: redeglobo.globo.com; imagem 2: blogs.odiario.com

“SARA-ME, SENHOR, E SARAREI; SALVA-ME, E SEREI SALVO; PORQUE TU ÉS O MEU LOUVOR.” Jeremias, 17- 14

UMA NOITE PARA NÓS, MULHERES!

Sexta feira, 07 de outubro, fomos a Peabiru, cidade distante 15 km de Campo Mourão, famosa por seus “Caminhos de Peabiru”.

Nos encontramos no Espaço Ágata, Clínica Integrada.

Mas o que é Ágata?

Quem nos explicou foi a proprietária do local, Giselta Veiga que além de amiga é também minha confreira.

“É o nome de uma pedra que quando cortada ao meio, mostra uma imagem que corresponde a da aura humana e suas cores indicam um chacra.”

O local tem muitos atrativos, como: assistência terapêutica, psicológica, hidroginástica e natação infantil.

“Esse local, continua ela, tem como objetivo tratar o corpo e a mente das pessoas.”

Assistimos a um ciclo de palestras onde ouvimos, primeiramente, a fala da Giselta com direito a leitura de um poema seu; depois Elvira Pereira e em seguida, Paula Guerreiro.

(Acima, Giselta lendo sua poesia)

A professora Elvira começou falando sobre “ Os Cinco Traços de Caráter” que todo ser humano possui com menor ou maior porcentagem.

Esse estudo científico comprovou que, mediante a análise corporal podemos entender como funciona a nossa mente, como reagimos diante das situações.

Corpo e mente são conectados.

Em seguida a doutora Paula falou sobre “Estética Facial”.

Mostrou o antes e depois de várias cirurgias feitas por ela ( o que causou espanto em todas nós) e contou sobre como podemos manter nosso corpo em bom estado através de uma alimentação correta, exercícios físicos e da mente sincronizada, retardando o envelhecimento.

As perguntas foram as mais variadas possíveis às duas palestrantes.

E, como a noite começou com poesia, encerrou com mais duas: Dalva (presidente da AML) lendo um poema da Giselta e eu com um poema de minha autoria, “Mulheres Sozinhas”.

É claro que teve champagne e petiscos o que serviu para nos conhecermos e tecermos comentários sobre o que ouvimos.

Nessa foto da esquerda para a direita: Paula Guerreiro, Giselta Veiga, Elvira Pereira, Fabiana Andrade, Thamara Marcacini e Dayane Menganote, organizadoras do evento.

Foi realmente uma noite super agradável e ficamos até com aquele “gostinho de quero mais”…

“MULHER VIRTUOSA, QUEM A ACHARÁ? O SEU VALOR EXCEDE O DE RUBIS.”Provérbios, 31- 10.

NÓS, MULHERES!

Há exatamente 11 anos, escrevi esse texto que achei nos meus guardados…(e continua atual).

Como estamos no mês da Mulher, segue, com todo o meu carinho!

Parabéns a todas as mulheres nesse dia 08 de março de 2018!

Àquela lá longe, na África, magra, alquebrada com seu filho morrendo nos braços…é dela esse dia!

Aqui perto de nós, a mãe do menino arrastado e morto e quantos mais enterrados pela violência…é delas esse dia!

Daquela professora que ensina nossos filhos e netos como se fossem seus…é dela esse dia!

Da mulher forte, guerreira, que luta por seus direitos, da atriz, da política, da doméstica, daquela que passa noites nos hospitais, cuidando, como anjos bons, aqueles que lá estão…é delas esse dia!

Da modelo, da empresária, da aeromoça, da servente, da secretária, daquela que sai com sua carteira de trabalho nas mãos procurando um emprego…é delas esse dia!

Da que cozinha, lava, passa, arruma, não ganha salário e ainda é, muitas vezes, agredida por seus companheiros…é dela esse dia!

Daquela que oferece ajuda a outros, da que com seu sorriso ilumina o dia dos que estão à sua volta, da escritora, da atleta, da musicista, da cantora, da arquiteta, jornalista, advogada, policial, designer…é delas esse dia!

E de tantas outras, sem nome nem sobrenome…também é delas esse dia!

E a nós, mulheres, que resumimos toda essa gama de profissões numa só, que temos o poder de mudar as coisas, de dar a vida…é nosso esse dia!

Que possamos com responsabilidade e amor, usar esse poder transformador para contribuir na construção de um mundo melhor!

Imagens: 1) freepik.com; 2) blogelartedeeducar.blogspot.com

“ENGANOSA É A GRAÇA, E VAIDADE A FORMOSURA, MAS A MULHER QUE TEME AO SENHOR, ESSA SERÁ LOUVADA.” Provérbios, 31- 30

ACREDITE, SE QUISER!

E a menina, querendo virar mulher, lá no tempo do êpa, sonha acordada com seu príncipe encantado.

Não tem TV, nem celular, muito menos internet, mas tem o rádio e é nele que ouve a voz de seu ídolo.

Pega as revistas que passam por suas mãos a procura do seu amado Elvis.

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Recorta e cola (com aquele grude feito com farinha de trigo e água) no caderno de cartografia guardado a sete chaves.

E cuida como se realmente fosse o maior dos tesouros e pensa, quem sabe, um dia vê-lo de perto.

Por que não?

São sonhos, mas quem em plena adolescência não sonha?

Na verdade ela tem alguns pretendentes, todos estudando no ginásio estadual e quando termina sua aula, vai pelo caminho andando devagar esperando que “aquele” especial venha a seu lado empurrando a bicicleta.

Aí chega em casa encalorada, rosto vermelho e corre escrever em seu diário a conversa que teve.

E guarda tudo com cuidado, ao lado das fotos do Elvis.

À noite, senta na calçada e começa a procurar no céu limpo a estrela desejada e quando encontra recita os versos decorados:

“primeira estrela que eu vejo

qualquer coisa desejo.

Se……….estiver pensando em mim

cachorro late, gato mia, homem assobia.”

estrela

Aí é só esperar.

Em sua casa tem gatos e cachorro, mas nada de ouvir som nenhum.

De repente para sua alegria ouve um miado e logo depois os latidos do cão.

_Só falta o assobio de um homem. Ela fala consigo mesma.

E começa a ficar aflita.

Corre até seu pai e pede com jeitinho que ele assobie uma música para ela.

Então está feito!

Ela acredita!

Ele está pensando nela!

Coisas de antigamente…

Imagem 1)www.vulture.com; 2) g1.globo.com

” ALEGRA-TE, JOVEM, NA TUA MOCIDADE, E ALEGRE-SE O TEU CORAÇÃO NOS DIAS DA TUA MOCIDADE, E ANDA PELOS CAMINHOS DO TEU CORAÇÃO E PELA VISTA DOS TEUS OLHOS; SABE, PORÉM, QUE POR TODAS ESSAS COISAS TE TRARÁ DEUS A JUÍZO.” Eclesiastes 11- 9