Ana Aparecida Ceola Ribeiro, nasceu em Assis, SP, mas vive em Campo Mourão desde 1988.
Lecionou por oito anos na educação infantil e é associada da Ame desde 2005.
Participou das antologias da AME (Associação dos Escritores Mourãoenses) a partir da quarta edição até as atuais com textos poéticose foi vencedora em dois concursos literários em 2007 organizado pela Biblioteca Pública Municipal Egídyo Martello.
Segue abaixo o seu poema “VISÃO”.
Ele está no livro “ECOS DE UM ANO”, uma Antologia Literária de Autores Mourãoenses, de 2024.
“TU CONSERVARÁS EM PAZ AQUELE CUJA MENTE ESTÁ FIRME EM TI; PORQUE ELE CONFIA EM TI.” Isaías, 26- 3
Tenho postado aqui e no youtube, alguns vídeos meus lendo poemas de vários autores brasileiros, todos devidamente conhecidos pela maioria.
O tempo máximo para o vídeo ser completo é de 1 minuto, por isso se torna difícil escolher determinado poema.
Resolvi, a partir dos próximos post, colocar vídeos com poemas de autores daqui da nossa cidade e que fazem parte da AME (Associação dos Escritores Mourãoenses) e da AML (Academia Mourãoense de Letras).
São amigos que já lançaram seus livros e que vou ter muito orgulho em compartilhar aqui o trabalho deles.
Abaixo os vídeos já colocados e seus respectivos links no youtube.
Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu na cidade de Goiás em 20 de agosto de 1889 e foi considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela que teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e estórias Mais) quando já tinha quase 76 anos de idade.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Carlos Drummond de Andrade lhe escreveu a seguinte carta, após ler Vintém de Cobre.
“Minha querida amiga Cora Coralina: Seu Vintém de Cobre é, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia ( …)”.
“Aninha e suas pedras” é um dos poemas mais emblemáticos de Cora Coralina. Nesse poema, a autora narra a história de uma menina que, ao invés de brinquedos convencionais, coleciona pedras. Ela valoriza cada uma delas e encontra beleza nas diferentes cores, formas e texturas.
A poetisa, que escreveu sobre o seu tempo e sobre o futuro destacando a realidade das mulheres dos anos de 1900, é o principal nome da cidade de Goiás. Em 2002, a cidade de Goiás, com sua paisagem urbana predominantemente marcada pela arquitetura dos séculos 18 e 19, recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, dado pela Unesco. A casa onde morou a poetisa Cora Coralina é hoje o museu da escritora.
Cora Coralina faleceu em Goiânia, Goiás, no dia 10 de abril de 1985.
“O CORAÇÃO DO HOMEM CONSIDERA O SEU CAMINHO, MAS O SENHOR LHE DIRIGE OS PASSOS.” Provérbios, 16- 9
Adélia Prado é uma escritora mineira. Ela nasceu em 13 de dezembro de 1935 na cidade de Divinópolis, no estado de Minas Gerais. Mais tarde, trabalhou como professora, foi diretora de um grupo de teatro e chefiou a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Divinópolis.
Foi professora durante 24 anos até se dedicar por completo à carreira de escritora e foi também a primeira mulher premiada na categoria Conjunto da Obra, pela contribuição à literatura brasileira, no concurso Literatura do Governo de Minas, em fevereiro de 2023.
Adélia Prado escreveu seus primeiros versos aos 15 anos, quando sua mãe morreu. Exerceu o magistério em Divinópolis, mas o sucesso como escritora a fez abandonar a carreira, depois de 24 anos. Casou e teve cinco filhos.
É autora de vários livros de poesia, além de romances e contos. No entanto, seu legado principal é sua poesia. Em seus versos, a poetisa celebra o cotidiano feminino. Desse modo, é uma das principais vozes femininas da literatura contemporânea brasileira.
Adélia Prado possui vários poemas que merecem destaque, como “Impropérios”, “Grande desejo”, “Desenredo”, “Mulheres”, “A catecúmena”, “O espírito das línguas”, “Poema esquisito”, “Bilhete em papel rosa”, “Lápide para Steve Jobs” e “O ditador na prisão”, por exemplo.
Seus textos mostram, com lirismo, o cotidiano. Apresentam caráter universal, fazem reflexões existenciais e evidenciam a religiosidade. Adélia Prado, em 2024, ganhou o prêmio Machado de Assis e o famoso prêmio Camões.
Está com 87 anos e continua vivendo em Divinópolis.
“TODAVIA, EU ME ALEGRAREI NO SENHOR, EXULTAREI NO DEUS DA MINHA SALVAÇÃO.” Habacuque, 3- 18
Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu no Rio de Janeiro, dia 7 de novembro de 1901.
Foi criada pela sua avó católica e portuguesa da ilha dos Açores. Isso porque seu pai havia morrido três meses antes de seu nascimento e sua mãe quando tinha apenas 3 anos.
Desde pequena recebeu uma educação religiosa e demonstrou grande interesse pela literatura, escrevendo poesias a partir dos 9 anos de idade.
Além de poeta, cronista, teatróloga e jornalista, Cecília também teve uma renomada carreira de tradutora literária, pelo que recebeu mais de um prêmio e reconhecimentos internacionais e tinha conhecimento do inglês, francês, italiano, alemão, russo, espanhol, hebraico e dialetos do grupo indo-iraniano, tendo aprendido o sânscrito e hindi.
Como poeta, seu estilo era principalmente neossimbolista e seus temas incluíam tempo efêmero e vida contemplativa. Embora não se preocupasse com a cor local, o vernáculo nativo ou os experimentos em sintaxe (popular), ela é considerada um dos poetas mais importantes da segunda fase do modernismo brasileiro, conhecida pelo vanguardismo nacionalista. Como professora, ela fez muito para promover reformas educacionais e defendeu a construção de bibliotecas infantis.
Pelo trabalho realizado na literatura ela recebeu diversos prêmios, dos quais se destacam:
Prêmio de Poesia Olavo Bilac
Prêmio Jabuti
Prêmio Machado de Assis
Alguns de seus livros: Espectros, A hora da estrela, O menino azul, O aeronauta.
Faleceu em 09 de novembro de 1964.
“QUEM NÃO É COMIGO É CONTRA MIM; E QUEM COMIGO NÃO AJUNTA, ESPALHA.” Mateus, 12- 30
Paulo Leminski foi um poeta brasileiro, nascido em Curitiba, Paraná em 24 de agosto de 1944.
Atuou como professor em curso pré-vestibular, se tornou faixa preta de judô, trabalhou em agências publicitárias, além de escrever para alguns periódicos. Suas obras trabalham com perspectivas de multimídia, possuem caráter experimental e traços de humor.
Um dos livros mais conhecidos do escritor é o romance experimental Catatau.
Tinha uma poesia marcante, pois inventou um jeito próprio de escrever, com trocadilhos, brincadeiras com ditados populares e influência do haicai, além de abusar de gírias e palavrões.
Foi influenciado pela cultura japonesa, principalmente pela poesia curta e objetiva dos haicais de Matsuo Bashô, autor sobre o qual Leminski escreveu uma biografia. Além da influência japonesa em sua poesia, Leminski também era faixa preta de judô.
Em 1967, fundou o Grupo Áporo, que em seu manifesto se propunha a combater o “provincianismo cultural de Curitiba” e no mesmo ano, começa a escrever Catatau.
Morreu em 7 de junho de 1989, em consequência do agravamento de uma cirrose hepática que o acompanhou por vários anos.
No ano de sua morte, foram publicadas a segunda edição de Catatau e o livro de poemas de literatura juvenil A lua no cinema.
Em Curitiba, seu nome está presente na famosa Pedreira Paulo Leminski, um dos principais espaços para eventos no Brasil, localizada no bairro Abranches e que tem capacidade para mais de 30 mil pessoas.
“PORQUE TU, SENHOR, ÉS A MINHA CANDEIA; E O SENHOR CLAREIA AS MINHAS TREVAS.” II Samuel, 22- 29
Mário de Miranda Quintana nasceu em Alegrete (RS) em 30 de julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre (RS) em 05 de maio de 1994.
Foi poeta, tradutor e jornalista.
Em 1940, lançou o seu primeiro livro de várias poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras.
Nunca casou nem teve filhos. Solitário, viveu grande parte da vida em hotéis.
O poeta tentou por três vezes uma vaga à ABL, mas em nenhuma das ocasiões foi eleito; as razões eleitorais da instituição não lhe permitiram alcançar os vinte votos necessários para ter direito a uma cadeira. Ao ser convidado a candidatar-se uma quarta vez, e mesmo com a promessa de unanimidade em torno de seu nome, o poeta recusou.
Alguns dos livros publicados mais famosos de Mario Quintana estão “Sapato florido (1948), O aprendiz de feiticeiro (1950), Espelho mágico (1951), Caderno H (1973), Quintanares (1976), Baú de espantos (1986), entre tantos outros.
Poeminha do contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!
Nesse poema, considerado um dos mais famosos de Mario Quintana, o humor, característica recorrente na poesia do poeta gaúcho, expressa-se no trocadilho que é feito pela voz lírica com o verbo “passarão” e com o substantivo “passarinho”, dando a entender que aqueles que atrapalham a vida do eu lírico serão passageiros, ou seja, logo cairão no esquecimento, ao passo que ele, a vítima desses que o atrapalham, alçará voos de liberdade como o faz um pássaro.
“TODO CAMINHO DO HOMEM É RETO AOS SEUS OLHOS, MAS O SENHOR SONDA OS CORAÇÕES.” Provérbios, 21- 2
Na primeira parte (último post) contei sobre a semana literária da qual participei efetivamente, e hoje trago os demais eventos.
Foram muitos e infelizmente não pude comparecer a todos, mas aqui registro os que pude presenciar.
O ponto alto das comemorações foi o lançamento do livro da AME, na foto abaixo juntamente com a diretora da Biblioteca Municipal Egidyo Martello, Luciana Demetcke que fez a abertura oficial dessa festa.
Abaixo: mini curso sobre a importância da literatura e da leitura no desenvolvimento infantil, com Dalva Helena de Medeiros; tarde literária das escritoras da AME, com Maria Umbelina, Cleire e Giselta.
Nas fotos abaixo, mais presenças: Giselta, Dalva, Cleire, eu, Maria Umbelina, Dolores e Aracelis.
Oficina de contação de história, com Silvania Maria Costa.
E, na mesma noite, uma oficina de escrita criativa, conceitos básicos da escrita de ficção, com Zilma Assad.
E aí no sábado, tivemos o encerramento da Semana Literária, uma festa prá lá de gostosa!
Dois corais aplaudidíssimos, da Casa da Música e da UTFPR.
Com Max Moreno, mestre de cerimônia e Zilma Assad, presidente da AME, foram abertos os trabalhos.
Auditório lotado de pessoas prestigiando o evento.
Entrega do primeiro livro para a Biblioteca Municipal e eu lendo um poema do mesmo livro.
E tendo música, é prá lá que eu vou…
E teve brindes!
Um sucesso, realmente!
“O CAMINHO DE DEUS É PERFEITO, E A PALAVRA DO SENHOR, REFINADA; ELE É O ESCUDO DE TODOS OS QUE NELE CONFIAM.” II Samuel, 22- 31
De 04 a 09 de novembro desse ano de 2024, a Biblioteca Municipal Professor Egydio Martello, realizou sua terceira edição da Semana Literária, com a direção competente de sua diretora Luciana Demetke.
Foram dias em que respiramos literatura, participando de palestras, workshops, bate papos, etc
Mas nesse primeiro post, quero colocar a conversa com os alunos em que participei efetivamente.
O “casamento” se deu entre o texto e a ilustração, representados por mim e meu amigo Tiago Silva.
E claro, a estrela foi o livro “Férias no Campo” e seu herói Pedrinho.
Uma turma da Escola Municipal Professor Ironi Maciel Ribas e do Colégio Estadual estiveram presentes, além é claro de professores e amigas da AME.
Conversamos sobre como foi a criação da história do livro e das ilustrações dele.
De ouvidos e olhos atentos, acompanhavam fazendo perguntas interessantes sobre como foi feita a criação do livro em questão.
Foram momentos tão bons, enquanto passava toda a história na tela!
Fiz um sorteio do livro e quem levou foi esse menino lindo da 4ª série.
Encerramos com muita alegria e palmas com fotos de todos!
E abaixo, amigas da Ame presentes: Aracelis, Silvania e Cleire.
“O SENHOR É O MEU PASTOR; NADA ME FALTARÁ.” Salmos, 23-1
José de Sousa Saramago foi um escritor português. Galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou, em 1995, o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa. Wikipédia
E lá estava eu, na livraria mais bonita do mundo, em frente a sala dedicada a ele: Saramago! Isso na Livraria Lello, na cidade do Porto.
Lendo, admirando e conhecendo as obras dele.
O museu dedicado a ele, é de uma grandiosidade impressionante!
Nesse dia, me aventurei até chegar lá sozinha. Peguei o ônibus e desci bem pertinho, graças às informações da Fabi que estava trabalhando.
O autor era tido como o criador de um dos universos literários mais pessoais e sólidos do século XX e uniu a atividade de escritor com a de homem crítico da sociedade, denunciando injustiças e se pronunciando sobre conflitos políticos de sua época.
Entre seus livros mais importantes estão “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, “Ensaio sobre a cegueira”, “A jangada de pedra” e “A viagem do elefante”.
Seu mais recente trabalho publicado foi o livro “Caim”, lançado em 2009.
” A nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida.”
“Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.”
“O caos é uma ordem por decifrar.”
“É necessário sair da ilha para ver a ilha, não nos vemos se não saímos de nós.”
“O destino que temos é o destino que somos.”
O auditório.
Em 1998, Saramago ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Sua obra mais polêmica é O evangelho segundo Jesus Cristo (1991), que gerou muitas críticas ao autor na época de sua publicação. Mas a obra mais conhecida é Ensaio sobre a cegueira (1995), devido à sua bem-sucedida adaptação para o cinema.
O que fala o livro Ensaio sobre a Cegueira?
O autor faz uma analogia do quanto às pessoas vão se tornando cegas no mundo contemporâneo, e por não enxergarem o outro, vão criando uma sociedade de indivíduos atomizados, autocentrados, que só sabem correr atrás de interesses próprios, sendo vitimizados por um colapso moral.
Nasceu na Golegã, Azinhaga, no dia 16 de Novembro, embora o registro oficial apresente o dia 18 como o do seu nascimento e faleceu no dia 18 de junho de 2010, aos 87 anos de idade, na sua casa em Lanzarote onde residia.
No próximo post, as Igrejas e Conventos!
“ENSINA-ME, SENHOR, O TEU CAMINHO, E ANDAREI NA TUA VERDADE; UNE O MEU CORAÇÃO AO TEMOR DO TEU NOME.”Salmos, 86- 11