Passei minha infância lendo muitos livros de histórias e, uma das que mais gostava, era a de Alice no País das Maravilhas.
Depois de ler e reler muitas vezes ganhei o disco, pequeno, colorido, 78 rotações que ouvia em minha vitrola de 6 pilhas gigantes que acho nem existir mais.
Colocava do lado 1 e depois virava para ouvir o lado 2.
Depois de adulta quando vi pela primeira vez um CD, pedi para ouvir o outro lado… minha filha riu muito de mim!
Voltando a Alice, era encantadora as peripécias daquela menina loira, vestido azul rodado e que perseguia o Coelho Branco, conversava com as Lagartas, brigava com a Rainha de Copas, aumentava e diminuía de tamanho.
Sabia a história inteira de cor e cantava todas as músicas dela.
Agora o que eu mais gostava mesmo, era do Gato!
Ele tinha uma voz vagarosa, quase arrastada e, do alto da árvore, conversava com Alice.
Aos poucos ele ia sumindo, às vezes ficava visível só sua cabeça, outras vezes só o seu longo rabo, mas quase sempre ficava somente seu sorriso.
Só o sorriso, sem corpo, naquele fundo escuro!
Quando tive meus filhos, contei e recontei a mesma história.
Dei a eles o livro, bem mais colorido e ilustrado e o disco, que já era um long play, e a história encantou a eles também.
Fizemos então uma associação das imagens do sorriso do Gato com a lua no céu em sua fase minguante… céu escuro e aquela lua lá em cima sorrindo…
– Mamãe, olha lá no céu o sorriso do Gato da Alice!
Para quem está de bem com a vida, olhar para o céu e ver um sorriso… não tem preço!
Imagens: 1) http://www.planetadisney.com.br; 2) variedadesnotaveis.blogspot.com; 3) aversatil.wordpress.com









