SE ESSA RUA FOSSE MINHA

Essa é uma canção antiga que minha mãe tocava ao piano e cantava.

Eu sempre achava muito triste e muitas vezes até chorava…

Muitos anos depois, assistindo o vídeo da “Galinha Pintadinha”, não é que ouvi tocar essa música?

E eu voltei a me emocionar do mesmo jeito.

Não sei o que é, se a letra ou a melodia que me toca mais…

Não sei.

Mas estou escrevendo sobre isso porque hoje recebi um whatsApp da minha filha Fabiane, que mora em Lisboa, com uma foto da rua em que mora.

(Esse texto escrevi bem antes da pandemia!)

Era para mostrar o céu azul (lá ainda é inverno), mas eu me encantei com a rua, e respondi:

-se essa rua, se essa rua fosse minha…

Veio assim na minha mente e cantarolei várias vezes durante o dia, sempre com aquele sentimento doído.

A letra é essa:

Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhantes
Para o meu
Para o meu amor passar

Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração

Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
É porque
É porque te quero bem
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
É porque
Tu roubaste o meu também

(Compositores: Mario Lago / Roberto Martins).

Pois é…

Juntei algumas fotos das ruas de lá que minha filha enviou e coloco aqui para vocês apreciarem.

A propósito: minha rua não tem pedrinhas de brilhantes, nem bosque, muito menos solidão.

Anjo? Ah isso tem; só que nos meus sonhos…

“PORQUE O FILHO DO HOMEM VIRÁ NA GLÓRIA DE SEU PAI, COM OS SEUS ANJOS; E, ENTÃO, DARÁ A CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS.” Mateus, 16- 27

REFLEXÕES EM MEIO A UMA PANDEMIA

No dia 16 de março, coloquei aqui um texto da minha filha, “O QUE PODEMOS APRENDER COM ESSA PANDEMIA“.

Mais de um mês se passou e ela escreve novamente, agora refletindo sobre o tema.

Uma oportunidade para nós refletirmos juntos.

“É engraçado fazer parte da história…

Quero dizer, uma história que será estudada e falada para sempre. Uma história que ficará marcada porque o mundo todo fez parte dela, sem exceções: ricos, pobres, brasileiros, europeus, africanos, chineses…

Ninguém passou incólume por essa pandemia.

Já estou na fase de achar cansativo fazer parte da história.

Sou sagitariana, é muito difícil para mim ficar presa, sem poder abrir minhas asas e voar.

Mas tenho sorte! Vejo da sacada do meu quarto o céu azul, tenho espaço para tomar sol e a minha vista é o rio Tejo – que eu chamo de mar, para acalmar meu coração.

Não posso reclamar… mas ainda assim a agonia de não saber até quando isso tudo vai durar teima em atormentar meus pensamentos.

Não sou de fazer planos, deixo a vida me levar, mas não poder nem mesmo deixar levar tem sido um exercício difícil para mim.

Mas como disse, não posso reclamar.

Em Lisboa é permitido sair, ir ao mercado, farmácia… Minha programação tem sido essa: trabalho de segunda à sexta, e sábado vou ao mercado!

Virou o programa da semana!

Assim pego um sol, respiro ar puro, vejo pessoas e percebo que a vida segue, em outro ritmo, mas tudo bem.

Apesar de correr ser permitido, tenho evitado.

Mas há dias que tudo o que eu preciso é sair correndo, literalmente.

Essa semana resolvi fazer isso. Não pensando em manter a forma, mas sim em manter a sanidade.

E foi maravilhoso! Ver a cidade calma, dormindo, quase fantasma…

Os pontos turísticos vazios, as ruas desertas.

Era possível ouvir os pássaros!

Sei que nunca mais verei Lisboa tão vazia. E nunca mais verei a cidade da mesma maneira.

Foi estranho, mas ao mesmo tempo inesquecível.

No caminho descobri construções, casas, história. E pensava no futuro, quando todas as pessoas puderem retomar sua rotina.

Não acredito que a vida será igual ao que era.

E torço para que não seja mesmo. Espero que toda essa solidariedade despertada se mantenha para sempre. Espero que os encontros e abraços sejam mais valorizados. Que o cuidado com o planeta e com os seres humanos sejam mais constantes, passem a fazer parte do dia a dia.

Acho que ninguém vai sair da mesma forma que entrou nessa quarentena.

E isso é ótimo! Precisamos evoluir, precisamos perceber o que realmente é importante. Precisamos nos conhecer mais.

Reflexões…

Mas estou muito otimista que isso tudo vai passar logo!

E em breve poderemos nos reencontrar e contar orgulhosos que sobrevivemos!

Com mais amor, com mais fé em Deus, com mais atenção ao próximo.

Enfim, melhores!”

Obrigada, mais uma vez, por repartir conosco seus textos inspiradores!

“TODAVIA, EU ME ALEGRAREI NO SENHOR, EXULTAREI NO DEUS DA MINHA SALVAÇÃO.” Habacuque, 3- 18

 

 

A ARTE CONSTRUINDO UM PLANETA MELHOR!

Aqui em nossa cidade, Campo Mourão-Pr, tivemos dois eventos essa semana muito importantes e tudo a ver com o texto de hoje.

O primeiro, organizado pela primeira dama do município Hosana Tezelli, tem o nome de “CIDADE LIMPA, CIDADE VERDE” onde moradores de todos os bairros se unem para a limpeza e restauro de nossas praças, ruas e casas.

O segundo e não menos importante, foi a entrega do troféu José Moser, pela ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS a inúmeros artistas plásticos de nossa cidade, de Peabiru e Mamborê.

Um reconhecimento àqueles que traduzem em arte o sentimento mais profundo de cada um.

E nesse embalo ecológico, recebo esse texto tudo a ver, da minha filha jornalista Fabiane.

Como sempre, ela escrevendo com autoridade e conhecimento de causa!

Vocês vão gostar!!!

“A arte de reutilizar o lixo para desenvolver a consciência social”

Bordalo II consegue, com suas esculturas, criar arte a partir do desperdício.

Novembro de 2017. O bairro do Beato, em Lisboa, se transforma num dos lugares mais concorridos da capital portuguesa. A fila de aproximadamente duas horas é para ver a primeira exposição de Bordalo II, o artista que faz do lixo, arte. Intitulada Attero (substantivo latino para desperdício), em 20 dias atraiu mais de dez mil pessoas.

(Exposição Attero em Lisboa – crédito: Fabiane Prohmann)

Maio de 2018.

Terminal da Lapa, Zona Oeste, São Paulo. Avenida das Américas, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

À primeira vista você pode não entender qual a relação desses dois endereços. Menos ainda, se associarmos isso à história do parágrafo acima. Mas acredite, esses três lugares estão interligados pela arte.

Artur Bordalo, 31 anos, nascido em Lisboa, é o responsável por isso. As duas maiores cidades brasileiras foram presenteadas com suas obras – o bicho preguiça e o lobo guará mostram não apenas o talento desse artista, mas principalmente faz uma crítica ao mundo em que vivemos, onde o desperdício é comum e coisas perdem seu valor ou utilidade rapidamente.

(Bicho preguiça em São Paulo – crédito: Reprodução / Facebook)

 (Lobo guará no Rio de Janeiro – crédito: Reprodução / Facebook)

“Eu pertenço a uma geração extremamente consumista, materialista e gananciosa. Com a produção das coisas em seu nível mais alto, a produção de ‘resíduos’ e objetos não utilizados também é mais alta.

‘Waste’ é citado por causa de sua definição abstrata: “o lixo de um homem é o tesouro de outro homem”. Eu crio, recrio, reúno e desenvolvo ideias com material em fim de vida e procuro relacioná-lo à sustentabilidade, consciência ecológica e social”. (www.bordaloii.com)

( Entrada do atelier de Bordalo II, em Lisboa – crédito: Fabiane Prohmann)

Criatividade vem de berço para esse artista, neto do pintor Real Bordalo (1925-2017), conhecido pelos óleos e aquarelas que retratam paisagens urbanas, em especial edifícios e locais históricos de Lisboa.

Para dar forma à sua arte, Bordalo II utiliza caixotes de lixo, mangueiras, rodas de bicicleta, garrafas pets, para-choques de automóveis, caixas de papel, lixo tecnológico, contentores partidos, móveis, entre outros.

( Big Trash Animal: o gato, no Parque das Nações, em Lisboa – crédito: Reprodução / Facebook)

As suas esculturas mais conhecidas fazem parte da série denominada Big Trash Animals, e podem ser encontradas em cidades como Lisboa (Portugal), Paris (França), Hamburgo e Berlin (Alemanha), Santiago (Chile), Talin (Estônia), Lódz (Polônia), San Nicolas (Aruba), Pataya (Tailândia), Las Vegas e São Francisco (Estados Unidos), Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras.

E você, já se deparou com alguma obra de arte do Bordalo II?

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Assim ela encerra seu texto, deixando para todos nós o sentido do dever e comprometimento que devemos ter em relação a cultura, aproveitamento e cuidado de nosso planeta.

Obrigada, filha!!!

“FAZE-ME SABER OS TEUS CAMINHOS, SENHOR; ENSINA-ME AS TUAS VEREDAS. GUIA-ME NA TUA VERDADE E ENSINA-ME, POIS TU ÉS O DEUS DA MINHA SALVAÇÃO.” Salmos, 25- 4 e 5