POETIZANDO… FERNANDO PESSOA

Fernando António Nogueira Pessoa foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Fernando Pessoa já foi considerado por especialistas de sua obra como o mais universal poeta português.

O poeta criou vários heterônimos (autores fictícios, com características próprias). Os heterônimos mais conhecidos de Pessoa são: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares.

Foi em 1902 que publicou seu primeiro poema — “Quando a dor me amargurar” — no jornal O Imparcial, em Lisboa, enquanto estava de férias em seu país natal.

O seu poema mais famoso foi longo: “O guardador de rebanhos”, e abaixo um trecho:

“Eu nunca guardei rebanhos, mas é como se os guardasse.

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo”.

Em fevereiro de 2024 tive a alegria de estar em Lisboa e ver cada cantinho por onde Fernando Pessoa passou: Portugal 10- Fernando Pessoa.

“Tudo vale a pena se a alma não é pequena.”Fernando Pessoa- Aquela frase que faz todo sentido.

“ANDA COM OS SÁBIOS E SERÁS SÁBIOS, MAS O COMPANHEIRO DOS TOLOS SERÁ AFLIGIDO.! Provérbios, 13- 20

PORTUGAL 12- IGREJAS, MOSTEIROS E CONVENTOS

(Évora)

Portugal é um país extremamente religioso. A religião nesse país é algo muito forte e muito presente. Alguns dos maiores monumentos de Portugal são igrejas.

Comprovei isso porque são muitas as Igrejas; em cada lugar da cidade de Lisboa e em outras cidades que visitei, você depara com muitas e muitas!

Acima e também abaixo, a Igreja anexa ao Mosteiro dos Jerônimos.

Na foto abaixo, vemos duas Igrejas no Porto: a Igreja do Carmo, de 1768 e a Igreja dos Carmelitas Descalços, de 1628, que é famosa devido a sua lateral em azulejos azuis. Parece uma igreja só, mas não é. Elas estão “coladas”. E entre elas há uma pequena casa considerada a mais estreita de Portugal. Fechada por muitos anos, a Casa Escondida foi aberta para visitação no ano passado.

E aqui está ela, vista de um pouco mais longe.

Antigamente a religião oficial de Portugal era o catolicismo. Atualmente existe uma Lei da Liberdade Religiosa que separa o Estado das Religiões. O Estado português é declarado não-confessional, ou seja, não adota nenhuma religião oficial.

Na foto acima, um monumento único por ser uma ruína a céu aberto: o Convento do Carmo!

No topo de uma das colinas de Lisboa, está uma das maiores memórias do terremoto de 1755: as ruínas da Igreja do Carmo. No interior, a nave completamente descoberta relembra que pouca coisa ficou em pé após os tremores e o consequente incêndio, que consumiu praticamente todo o interior da construção. O que sobrou são os altos arcos ogivais e a fachada gótica. 

Na foto abaixo, a Igreja de Santo Antonio, em Lisboa.

Em Portugal as festas religiosas são muito importantes e todas as cidades possuem. As romarias, procissões e peregrinações ainda são muito presentes no país. A Semana Santa e São João são importantes datas para a Igreja Católica em Portugal, bem como para o turismo das cidades portuguesas.

Acima, a Igreja dos Clérigos, no Porto e abaixo a Igreja da Graça em Lisboa.

Abaixo, a Sé do Porto.

E para finalizar, a Catedral de Lisboa.

Foram muitas fotos, muitos passeios e encantamentos!

Agradeço aos meus filhos: Viviane, Fabiane e Paulo Emílio por me proporcionarem essa viagem inesquecível!

Agradeço a Fabi por me receber em sua casa, servir de guia, mostrar tudo com carinho, fazer fotos lindas e cuidar de mim enquanto eu subia e descia os intermináveis degraus onde ia.

Acima um por do sol, foto tirada por ela de dentro do ônibus na volta de Évora.

Encerrando, uma foto do alto do morro, no Castelo de São Jorge em Lisboa.

“MUDASTE O MEU PRANTO EM DANÇA, A MINHA VESTE DE LAMENTO EM VESTE DE ALEGRIA, PARA QUE MEU CORAÇÃO CANTE LOUVORES A TI E NÃO SE CALE. SENHOR, MEU DEUS, EU TE DAREI GRAÇAS PARA SEMPRE!” Salmos, 30- 11 e 12

No próximo post não perca o Aniversário de 10 anos do blog!

PORTUGAL 9- COMIDAS (3ª PARTE)

Hoje começo com um café da manhã maravilhoso no Porto, especificamente no Negra Café.

Que lugar deslumbrante, com salas de espera lindamente decoradas e um serviço excelente. Acertamos em cheio!

Nosso primeiro prato, croissant quentinho com manteiga, presunto e queijo e uma xícara de cappuccino.

Depois, um bolo de chocolate de comer rezando.

Em minha penúltima noite em Lisboa, fomos ao Restaurante Laurentina, O Rei do Bacalhau.

Como o nome já diz, ele reina absoluto!

O espaço é bem grande, com várias salas e sempre muito concorrido.

E meu prato escolhido foi o Bacalhau com Natas.

Vou contar uma coisa: nunca fui fã de bacalhau, mas como ir a Portugal e não comê-lo?

E confesso: estava muito bom!

Ainda no Brasil, tivemos uma recomendação do meu filho Paulo Emílio, para irmos tomar café em uma padaria,a mais antiga de Lisboa. Bem-vindo à Padaria São Roque.

Quem a vê e “julga” por fora, nem imagina o que vai encontrar lá dentro!

O espaço é pequeno, suficiente para aconchegar cerca de 10 mesas e um balcão semicircular, onde muitos lisboetas e turistas fazem fila para comprar pão, tomar o pequeno-almoço, beber um simples café, ou provar a famosa Broa de Coimbra, que é o único local em Lisboa onde a podes encontrar.” (Lisboa Antiga)

“E é, atualmente, um dos sítios mais bonitos de Lisboa, muito graças à sua arquitetura interior, com traços de Arte Nova que a distinguem de qualquer outra padaria lisboeta.”LA

E lá tomamos nosso café.

Abaixo vou colocar fotos para vocês verem a quantidade de doces em várias confeitarias que paramos para fotografar e provar, é claro!

Outra.

Os nomes são únicos!

Não são maravilhosos?

Bom, depois de toda essa comilança, o próximo post vai ser: FERNANDO PESSOA!

Aguardem!

“BEM-AVENTURADO AQUELE QUE TEME AO SENHOR E ANDA NOS SEUS CAMINHOS! POIS COMERÁS DO TRABALHO DAS TUAS MÃOS, FELIZ SERÁS, E TE IRÁ BEM.” Salmos, 128- 1 e 2

PORTUGAL- 2 LISBOA (2ªparte)

E vamos continuar nosso passeio por Lisboa.

Acima, o Miradouro do Adamastor onde chegamos de elétrico (bonde) muito usado por aqui.

Aquele ar nostálgico, não?

Lisboa tem uma rede de transportes excelente: trem, metro, ônibus e bonde.

Passamos por ruas e casas em que era preciso parar para fotografar.

E que tal essa?

Ah, os azulejos…

O jeito é fazer pose…

(Fabi e eu estamos tão encolhidas que parece até que está frio…)

Saímos de trem e fomos até a estação Oriente no Parque das Nações, a surpreendente área moderna de Lisboa.

Parque das Nações foi o nome dado ao bairro que surgiu no local onde se realizou a Exposição Internacional de Lisboa em 1998 e que ficou conhecida como EXPO´98.

Esse parque tornou-se um símbolo da Lisboa moderna com parques verdes e várias obras de arte públicas.

Acima “O GATO”, do Bordalo que já foi citado em um texto super especial da minha filha Fabiane: “A arte construindo um planeta melhor”. Vale a pena clicar e ler!

Fomos conhecer o Castelo de São Jorge.

Quando olhei para cima, quase desisti…

Ainda bem que a primeira parte foi de uma escada rolante, mas sim, tem ainda muita escada!

A vista é deslumbrante!

Durante o período dos reis e membros da corte, a Europa se encontrava em constante estado de guerra, o que tornou necessária uma construção capaz de resistir aos ataques.

E fomos andar pela Avenida da Liberdade com suas lojas de marcas variadas e hotéis muito chiques.

Como é inverno, as árvores estão com as folhas bem secas, mas no verão soube que ficam lindas.

Hora de ir para casa descansar…nossos pés estão bem cansados!

Aguardem o próximo post: PORTO!!!

“DIRIGE OS MEUS PASSOS NOS TEUS CAMINHOS, PARA QUE AS MINHAS PEGADAS NÃO VACILEM.”Salmos, 17- 5

PORTUGAL- 1-LISBOA

Passei exatamente 18 dias em Portugal, na linda cidade de Lisboa, em companhia da minha filha Fabiane que mora lá.

Cheguei dia 21 desse mês (fevereiro) e ainda estou tentando como fazer para ordenar mais de 800 fotos tiradas enquanto lá estive.

Mérito da Fabi que foi quem com muita paciência me fez de modelo…

Resolvi então, separar em 10 posts, sendo:

1 Lisboa- 1ª parte

2.Lisboa- 2ª parte

3. Porto

4. Sintra

5. Cascais

6. Évora

7. Comidas

8. Fernando Pessoa

9. Saramago

10. Igrejas/Conventos

Já no primeiro dia em que lá estava, fomos de metro até o Terreiro do Paço.

Antes o que só vira em fotos, foi me aparecendo ao vivo e a cores: a Praça do Comércio, o Arco da Augusta, o Elevador de Santa Justa, a Baixa Chiado.

“A Praça do Comércio, ainda comumente referido pela sua antiga designação de Terreiro do Paço, é uma praça da Baixa de Lisboa situada junto ao rio Tejo, na zona que foi o local do palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos e que hoje está parcialmente ocupada por alguns departamentos governamentais.” (Wikipédia)

Gente, é tudo tão lindo, fica difícil explicar!

O Arco da Augusta está situado na parte norte da Praça do Comércio e sobre a Rua Augusta e olhando para cima é que vemos sua grandiosidade!

O Elevador de Santa Justa é composto por uma torre metálica onde circulam duas cabinas, e por uma passadeira que liga o piso superior à zona do Carmo. Sempre que passávamos por ela, parávamos para ouvir cantores que se revezavam e eram ótimos!

E nesse mesmo dia fui conhecer a Livraria Bertrand, fundada em 1732, sendo a mais antiga do mundo (que sobrevive até os dias de hoje).

Sem palavras…

E acima, uma sala dedicada a ele: Fernando Pessoa!

Em outro dia, pegamos o ônibus 735 até a Estação do Cais do Sodré onde fomos de comboio (trem) até Belém.

Passamos pelo Palácio Nacional de Belém (onde o Presidente Marcelo Rabelo de Souza trabalha); Mosteiro dos Jerônimos, Praça do Império, Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém.

Foi um dos lugares que mais gostei!

Acima, eu e Fabi, que pediu a uma pessoa que nos fotografasse.

Padrão dos Descobrimentos uma estrutura gigante (olhem como fiquei pequenina perto dele) em formato de caravela e que representa a expansão ultramarina portuguesa, o espírito aventureiro e a determinação dos navegadores.

E aqui está a famosa Torre de Belém, uma fortificação que fica à margem do rio Tejo e antigamente cercada pelas suas águas. Hoje em dia, ela está em terra firme.

E claro que fiquei em casa depois de tanto sobe e desce porque descansar é preciso!

E, depois do merecido descanso, acabei saindo sozinha, cheia de recomendações da minha filha… até o Mercado de Santa Clara na Feira da Ladra, Jardim Botto Machado, Panteão Nacional e Mosteiro e Igreja São Vicente de Fora.

A Feira da Ladra é, para quem conhece Buenos Aires, parecida com a San Telmo só que muito maior e os principais itens comercializados são os artigos usados, velharias, colecionismo, antiguidade e artesanato.Na foto acima, já estava bem cansada depois de uma enorme subida!

E nessa foto, uma geral da feira com o Panteão ao fundo e foi para lá que me dirigi.

Esse é o Panteão que fica no Campo de Santa Clara e onde estão enterrados: Luís Vaz de Camões, Vasco da Gama, Alexandre Herculano.

Uma sensação única!

Por hoje vou encerrando por aqui para não cansar vocês, mas aguardem porque tem muuuuito mais!!!

“BENDITO SEJA O SENHOR, POIS FEZ MARAVILHOSA A SUA MISERICÓRDIA PARA COMIGO EM CIDADE SEGURA.” Salmos, 31- 21

SE ESSA RUA FOSSE MINHA

Essa é uma canção antiga que minha mãe tocava ao piano e cantava.

Eu sempre achava muito triste e muitas vezes até chorava…

Muitos anos depois, assistindo o vídeo da “Galinha Pintadinha”, não é que ouvi tocar essa música?

E eu voltei a me emocionar do mesmo jeito.

Não sei o que é, se a letra ou a melodia que me toca mais…

Não sei.

Mas estou escrevendo sobre isso porque hoje recebi um whatsApp da minha filha Fabiane, que mora em Lisboa, com uma foto da rua em que mora.

(Esse texto escrevi bem antes da pandemia!)

Era para mostrar o céu azul (lá ainda é inverno), mas eu me encantei com a rua, e respondi:

-se essa rua, se essa rua fosse minha…

Veio assim na minha mente e cantarolei várias vezes durante o dia, sempre com aquele sentimento doído.

A letra é essa:

Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhantes
Para o meu
Para o meu amor passar

Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração

Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
É porque
É porque te quero bem
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
É porque
Tu roubaste o meu também

(Compositores: Mario Lago / Roberto Martins).

Pois é…

Juntei algumas fotos das ruas de lá que minha filha enviou e coloco aqui para vocês apreciarem.

A propósito: minha rua não tem pedrinhas de brilhantes, nem bosque, muito menos solidão.

Anjo? Ah isso tem; só que nos meus sonhos…

“PORQUE O FILHO DO HOMEM VIRÁ NA GLÓRIA DE SEU PAI, COM OS SEUS ANJOS; E, ENTÃO, DARÁ A CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS.” Mateus, 16- 27

REFLEXÕES EM MEIO A UMA PANDEMIA

No dia 16 de março, coloquei aqui um texto da minha filha, “O QUE PODEMOS APRENDER COM ESSA PANDEMIA“.

Mais de um mês se passou e ela escreve novamente, agora refletindo sobre o tema.

Uma oportunidade para nós refletirmos juntos.

“É engraçado fazer parte da história…

Quero dizer, uma história que será estudada e falada para sempre. Uma história que ficará marcada porque o mundo todo fez parte dela, sem exceções: ricos, pobres, brasileiros, europeus, africanos, chineses…

Ninguém passou incólume por essa pandemia.

Já estou na fase de achar cansativo fazer parte da história.

Sou sagitariana, é muito difícil para mim ficar presa, sem poder abrir minhas asas e voar.

Mas tenho sorte! Vejo da sacada do meu quarto o céu azul, tenho espaço para tomar sol e a minha vista é o rio Tejo – que eu chamo de mar, para acalmar meu coração.

Não posso reclamar… mas ainda assim a agonia de não saber até quando isso tudo vai durar teima em atormentar meus pensamentos.

Não sou de fazer planos, deixo a vida me levar, mas não poder nem mesmo deixar levar tem sido um exercício difícil para mim.

Mas como disse, não posso reclamar.

Em Lisboa é permitido sair, ir ao mercado, farmácia… Minha programação tem sido essa: trabalho de segunda à sexta, e sábado vou ao mercado!

Virou o programa da semana!

Assim pego um sol, respiro ar puro, vejo pessoas e percebo que a vida segue, em outro ritmo, mas tudo bem.

Apesar de correr ser permitido, tenho evitado.

Mas há dias que tudo o que eu preciso é sair correndo, literalmente.

Essa semana resolvi fazer isso. Não pensando em manter a forma, mas sim em manter a sanidade.

E foi maravilhoso! Ver a cidade calma, dormindo, quase fantasma…

Os pontos turísticos vazios, as ruas desertas.

Era possível ouvir os pássaros!

Sei que nunca mais verei Lisboa tão vazia. E nunca mais verei a cidade da mesma maneira.

Foi estranho, mas ao mesmo tempo inesquecível.

No caminho descobri construções, casas, história. E pensava no futuro, quando todas as pessoas puderem retomar sua rotina.

Não acredito que a vida será igual ao que era.

E torço para que não seja mesmo. Espero que toda essa solidariedade despertada se mantenha para sempre. Espero que os encontros e abraços sejam mais valorizados. Que o cuidado com o planeta e com os seres humanos sejam mais constantes, passem a fazer parte do dia a dia.

Acho que ninguém vai sair da mesma forma que entrou nessa quarentena.

E isso é ótimo! Precisamos evoluir, precisamos perceber o que realmente é importante. Precisamos nos conhecer mais.

Reflexões…

Mas estou muito otimista que isso tudo vai passar logo!

E em breve poderemos nos reencontrar e contar orgulhosos que sobrevivemos!

Com mais amor, com mais fé em Deus, com mais atenção ao próximo.

Enfim, melhores!”

Obrigada, mais uma vez, por repartir conosco seus textos inspiradores!

“TODAVIA, EU ME ALEGRAREI NO SENHOR, EXULTAREI NO DEUS DA MINHA SALVAÇÃO.” Habacuque, 3- 18

 

 

A ARTE CONSTRUINDO UM PLANETA MELHOR!

Aqui em nossa cidade, Campo Mourão-Pr, tivemos dois eventos essa semana muito importantes e tudo a ver com o texto de hoje.

O primeiro, organizado pela primeira dama do município Hosana Tezelli, tem o nome de “CIDADE LIMPA, CIDADE VERDE” onde moradores de todos os bairros se unem para a limpeza e restauro de nossas praças, ruas e casas.

O segundo e não menos importante, foi a entrega do troféu José Moser, pela ACADEMIA MOURÃOENSE DE LETRAS a inúmeros artistas plásticos de nossa cidade, de Peabiru e Mamborê.

Um reconhecimento àqueles que traduzem em arte o sentimento mais profundo de cada um.

E nesse embalo ecológico, recebo esse texto tudo a ver, da minha filha jornalista Fabiane.

Como sempre, ela escrevendo com autoridade e conhecimento de causa!

Vocês vão gostar!!!

“A arte de reutilizar o lixo para desenvolver a consciência social”

Bordalo II consegue, com suas esculturas, criar arte a partir do desperdício.

Novembro de 2017. O bairro do Beato, em Lisboa, se transforma num dos lugares mais concorridos da capital portuguesa. A fila de aproximadamente duas horas é para ver a primeira exposição de Bordalo II, o artista que faz do lixo, arte. Intitulada Attero (substantivo latino para desperdício), em 20 dias atraiu mais de dez mil pessoas.

(Exposição Attero em Lisboa – crédito: Fabiane Prohmann)

Maio de 2018.

Terminal da Lapa, Zona Oeste, São Paulo. Avenida das Américas, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

À primeira vista você pode não entender qual a relação desses dois endereços. Menos ainda, se associarmos isso à história do parágrafo acima. Mas acredite, esses três lugares estão interligados pela arte.

Artur Bordalo, 31 anos, nascido em Lisboa, é o responsável por isso. As duas maiores cidades brasileiras foram presenteadas com suas obras – o bicho preguiça e o lobo guará mostram não apenas o talento desse artista, mas principalmente faz uma crítica ao mundo em que vivemos, onde o desperdício é comum e coisas perdem seu valor ou utilidade rapidamente.

(Bicho preguiça em São Paulo – crédito: Reprodução / Facebook)

 (Lobo guará no Rio de Janeiro – crédito: Reprodução / Facebook)

“Eu pertenço a uma geração extremamente consumista, materialista e gananciosa. Com a produção das coisas em seu nível mais alto, a produção de ‘resíduos’ e objetos não utilizados também é mais alta.

‘Waste’ é citado por causa de sua definição abstrata: “o lixo de um homem é o tesouro de outro homem”. Eu crio, recrio, reúno e desenvolvo ideias com material em fim de vida e procuro relacioná-lo à sustentabilidade, consciência ecológica e social”. (www.bordaloii.com)

( Entrada do atelier de Bordalo II, em Lisboa – crédito: Fabiane Prohmann)

Criatividade vem de berço para esse artista, neto do pintor Real Bordalo (1925-2017), conhecido pelos óleos e aquarelas que retratam paisagens urbanas, em especial edifícios e locais históricos de Lisboa.

Para dar forma à sua arte, Bordalo II utiliza caixotes de lixo, mangueiras, rodas de bicicleta, garrafas pets, para-choques de automóveis, caixas de papel, lixo tecnológico, contentores partidos, móveis, entre outros.

( Big Trash Animal: o gato, no Parque das Nações, em Lisboa – crédito: Reprodução / Facebook)

As suas esculturas mais conhecidas fazem parte da série denominada Big Trash Animals, e podem ser encontradas em cidades como Lisboa (Portugal), Paris (França), Hamburgo e Berlin (Alemanha), Santiago (Chile), Talin (Estônia), Lódz (Polônia), San Nicolas (Aruba), Pataya (Tailândia), Las Vegas e São Francisco (Estados Unidos), Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras.

E você, já se deparou com alguma obra de arte do Bordalo II?

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Assim ela encerra seu texto, deixando para todos nós o sentido do dever e comprometimento que devemos ter em relação a cultura, aproveitamento e cuidado de nosso planeta.

Obrigada, filha!!!

“FAZE-ME SABER OS TEUS CAMINHOS, SENHOR; ENSINA-ME AS TUAS VEREDAS. GUIA-ME NA TUA VERDADE E ENSINA-ME, POIS TU ÉS O DEUS DA MINHA SALVAÇÃO.” Salmos, 25- 4 e 5